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04/11/2008 - 13h00
SINASEMPU vai devolver o Imposto
Sindical aos seus filiados
O
SINASEMPU vai devolver aos seus filiados o percentual a que tem
direito do imposto sindical obrigatório que passará a ser
descontado dos servidores públicos, a partir do próximo ano. O
anúncio foi feito pelo diretor Jurídico, Paulo Rabelo, durante a
XII AGO, que ocorreu em Natal (RN), de 30 de outubro a 2 de
novembro.
De acordo com o diretor, qualquer espécie de imposto sindical
compulsório é uma armadilha para a liberdade de organização dos
trabalhadores. "O imposto sindical obrigatório faz com que os
sindicatos se mantenham atrelados ao Estado, porque passam a
depender dele para financiar suas atividades. E nós entendemos
que as organizações dos trabalhadores devem ser autônomas e
livres de quaisquer interferências governamentais", afirmou.
Paulo
Rabelo explicou também que a cobrança irá favorecer,
principalmente, às centrais sindicais pelegas, criadas, em alguns
casos, somente para se beneficiar da verba assegurada pelas
reformas sindicais impostas pelo governo Lula. "Essas centrais não
precisam nem mesmo correr atrás de filiados, porque o dinheiro
virá de qualquer forma, com base na quantidade de trabalhadores da
categoria que elas alegam representar".
Movimentações financeiras
Em julho passado, o governo distribui R$ 55 milhões de reais às
centrais, referentes ao imposto sindical dos trabalhadores da
iniciativa privada. A Central Única dos Trabalhadores - CUT e a
Força Sindical ficaram com a maior parte dos recursos: R$ 19, 9
milhões e R$15,1 milhões, respectivamente. A expectativa do
governo é que a arrecadação do Imposto sindical, no ano que vem,
chegue a R$ 1 bilhão.
O montante, entretanto, poderá crescer ainda mais. Hoje, a
contribuição compulsória corresponde a um dia de trabalho, ou 3,3%
de um salário do trabalhador. Mas o MTE já estuda a possibilidade
de elevar o Imposto Sindical de um para quatro, ou até para sete
dias, o que corresponderia a uma cobrança compulsória anual de
23,33% de um salário inteiro.
O
diretor Jurídico explicou, ainda, que a restituição do percentual
referente ao SINASEMPU descontado do salário dos filiados da
entidade será feita mediante requerimento individual do
trabalhador. Ele disse que a assessoria jurídica ainda está
estudando se esse valor se restringirá ao percentual de 60%,
destinado aos sindicatos, ou se englobará os 10% destinado às
centrais, já que o SINASEMPU não é filiado a nenhuma delas.
Instrução Normativa nº1
O imposto sindical obrigatório para servidores públicos está
previsto na Instrução Normativa nº 1/2008, do Ministério do
Trabalho e Emprego - MTE, publicada em 30/9/2008. Até então, era
cobrado apenas dos trabalhadores da iniciativa privada, regidos
pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, que prevê, em seu
Artigo 578, o desconto compulsório do valor referente a um dia de
trabalho relativo ao contracheques do mês de março.
O
ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que assina a
Instrução Normativa, justifica a extensão da cobrança aos
servidores públicos com base na necessidade de "uniformizar o
procedimento de recolhimento da contribuição sindical (...) pela
administração pública federal, estadual e municipal". Lupi afirma
ainda que "a exclusão dos servidores estatutários do recolhimento
da contribuição sindical viola o princípio da isonomia tributária,
previsto no art. 150, II, da Constituição Federal".
O ministro sustenta a medida, também, com base em decisões do
Supremo Tribunal Federal - STF e do Superior Tribunal de Justiça -
STJ que tem equiparado direitos e deveres dos trabalhadores dos
setores público e privado. Em 1994, o STF entendeu que, por se
tratar de um tributo, a contribuição sindical poderia ser
recolhida pela administração pública de seus servidores.
Em 2007, o
Sindicado dos Servidores da Justiça e do Ministério Público do
Estado do Maranhão – Sindjump entrou com ação judicial para
assegurar o desconto compulsório da contribuição sindical na folha
de pagamento dos servidores a ele filiados. O pleito foi atendido
em decisão da Segunda Turma - STJ.
Quem fica com o dinheiro do trabalhador
Confederação - 5%
Centrais sindicais - 10%
Federação - 15%
Sindicato - 6 0%
Conta Especial Emprego e Salário - 10%
Veja a norma do MTE na íntegra:
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1, DE 30 DE SETEMBRO DE 2008
Dispõe sobre a cobrança da contribuição sindical dos servidores e
empregados públicos.
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuições
que lhe confere o art. 87, II, da Constituição Federal; e
CONSIDERANDO a competência estabelecida no artigo 610 da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permite a este
Ministério a expedição de instruções referentes ao recolhimento e
à forma de distribuição da contribuição sindical;
CONSIDERANDO a necessidade de uniformizar o procedimento de
recolhimento da contribuição sindical, prevista nos artigos 578 e
seguintes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pela
administração pública federal, estadual e municipal;
CONSIDERANDO que a exclusão dos servidores estatutários do
recolhimento da contribuição sindical viola o princípio da
isonomia tributária, previsto no art. 150, II da Constituição
Federal de 988;
CONSIDERANDO que os acórdãos proferidos nos RMS 217.851, RE
146.733 e RE 180.745 do Supremo Tribunal Federal determinam que
"facultada a formação de sindicatos de servidores públicos (CF,
art. 37, VI), não cabe excluí-los do regime da contribuição legal
compulsória exigível dos membros da categoria";
CONSIDERANDO que o Superior Tribunal de Justiça, no mesmo sentido
do Supremo Tribunal Federal, vem dispondo que "A lei que
disciplina a contribuição sindical compulsória ('imposto
sindical') é a CLT, nos arts. 578 e seguintes, a qual é aplicável
a todos os trabalhadores de determinada categoria, inclusive aos
servidores públicos", conforme os acórdãos dos Resp 612.842 e
Resp 442.509; e
CONSIDERANDO que os Tribunais Regionais Federais também vêm
aplicando as normas dos art. 578 e seguintes da CLT aos servidores
e empregados públicos, resolve:
Art. 1º Os órgãos da administração pública federal, estadual e
municipal, direta e indireta, deverão recolher a contribuição
sindical prevista no art. 578, da CLT, de todos os servidores e
empregado públicos, observado o disposto nos artigos 580 e
seguintes da Consolidação das Leis do Trabalho.
Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua
publicação.
CARLOS LUPI
02/11/2008 - 14h50
SINASEMPU sai mais forte e maduro da XII AGO
O SINASEMPU sai mais forte e mais maduro da sua XII Assembléia Geral
Ordinária - AGO, realizada em Natal (RN), de 30/10 a 2/11. A
avaliação é da presidente em exercício do sindicato, Márcia Broxado.
“De modo geral, a AGO foi muito positiva. Nós percebemos um
amadurecimento dos delegados em relação à participação e ao
comprometimento com a categoria e com a entidade”, afirmou.
Márcia
Broxado destacou as palestras proferidas, abordando a necessidade de
ampliação da consciência da categoria para as lutas que terá que
empreender, principalmente em função do agravamento da crise
econômica. “As palestras realizadas nos dias que antecederam o
evento foram fundamentais para essa tomada de consciência”, analisa
ela. Dentre os palestrantes, estão o economista Rodrigo Ávila, da
Auditoria Cidadã, pelo juiz substituto do Tribunal Regional do
Trabalho da 17ª Região (ES), Fábio Eduardo B. Paixão, e pelo
assessor político do SINASEMPU, Edílson Silva.
Das
atividades realizadas propriamente pela AGO, Márcia considera que
entre as mais importantes está a aprovação do primeiro Código de
Ética da entidade. Conforme Jaime Arcádio Haas Kirst, membro do
Conselho de Ética, a minuta aprovada possui uma cláusula que prevê a
revisão do texto do código na próxima AGO, que poderá sofrer
alterações para se adequar às necessidades da categoria.
“Para construir a minuta, analisamos os códigos de vários outros
sindicatos, além da constituição Federal e do Código do Servidor
Público, feito pelo Executivo. Estamos certos de que, se lido no seu
conjunto, o Código de Ética do SINASEMPU contempla as necessidades
da categoria, com o embasamento necessário”, afirma ele.
A presidente em exercício destaca também, como fruto importante dos
trabalhos da AGO, a aprovação do aumento no percentual do repasse
destinado ao fundo de realização do evento, que até então era de 5%,
e não estava sendo suficiente para custear as despesas. “A proposta
inicial da diretoria estabelecia o aumento para 15%, mas a plenária
aprovou sua fixação em 10% do repasse. Ainda não é o ideal, mas já
ajudará, porque o custeio de uma AGO é, hoje, a maior despesa do
sindicato”, esclarece.

Ela cita, ainda, as alterações do Regimento Eleitoral, que irão
respaldar o trabalho da Comissão eleita durante o evento para
conduzir o pleito em 2009. “Essas alterações irão possibilitar que a
comissão possa trabalhar com mais segurança e embasamento”, diz ela,
ao lembrar que o acirramento do debate verificado na AGO certamente
repercutirá durante o debate eleitoral. A Comissão Eleitoral será
composta por Luiz Boura (MT), José Valdir (RO), Barak Miguel (SP),
César de Castro (RS) e Geovani (GO).
XIII AGO
Minas Gerais irá sediar a próxima AGO do SINASEMPU. Minas Gerais
saiu vitorioso de uma disputa com outros seis estados do país:
Distrito Feral, Goiás, Santa Catarina, Ceará, Amapá e Rio de
Janeiro. Foram 39 votos favoráveis à Belo Horizonte e 27 ao Distrito
Federal, o que dispensou a necessidade da mesa estender a contagem
de voto dos demais municípios.
01/11/2008 - 19h40
XII AGO: Delegados discutem
alterações estatutárias
Em mais um dia de debates acirrados, os delegados da XII AGO do
SINASEMPU discutiram as alterações do Estatuto da entidade, neste
sábado (1/11), em Natal. Informações sobre as questões jurídicas do
sindicato e os debates sobre a alteração do tempo de mandado da
diretoria e o condicionamento do repasse da verba das seccionais à
apresentação de um plano anual de trabalho foram alguns dos
destaques do dia.
Os trabalhos tiveram início às 8:40 horas, com um pedido de informe
da Diretoria Jurídica do SINASEMPU. O diretor Paulo Rabelo dividiu
com a plenária sua preocupação com custos das sucumbências dos
processos perdidos que, pelo atual Estatuto, ficam integralmente ao
encargo do sindicato.

“Temos
muitas ações em curso e muitas sucumbências também. Está difícil
para o sindicato arcar sozinho com todas elas. Ratificamos a
inclusão de cláusula no
Regulamento
de Assistência Jurídica que
possibilitará, analisando caso a caso, que os valores referentes à
sucumbência sejam suportados pelo filiado”, explicou Paulo Rabelo.
Na seqüência, a vice-diretora Jurídica, Maria Angélica , relatou o
andamento de ações em curso, como a da devolução do imposto de renda
sobre os 11,98%, do desconto do imposto de renda sobre o auxílio
pré-escolar. No caso dos técnicos de apoio especializado, ela
relatou que o pedido de liminar para garantir a eles o direito à GAS
foi negado e o Sindicato está estudando a possibilidade de interpor
agravo.
O delegado Flávio Santos da Silveira, do Rio Grande do Sul, propôs
que o mandato da Diretoria do SINASEMPU, em qualquer cargo, passasse
a ser de três anos, sendo permitida a reeleição por mais um mandato,
à exceção do cargo de presidente. A proposta foi encampada pela
diretoria, mas rejeitada pela plenária, já que obteve apenas 41
votos.
“Nós apoiamos a proposta porque o mandato de dois anos, como
explicou o autor da proposta, acaba engessando a atuação da
diretoria, já que o segundo ano já é eleitoral. As AGOs que
antecedem as eleições, como é o caso desta, já ficam prejudicadas1to
do debate, que impedem o bom andamento dos trabalhos”, lamentou
Paulo Rabelo.
O diretor comemorou, entretanto, a vitória da sua proposta de
alterar o estatuto no sentido de condicionar o repasse das
diretorias seccionais à apresentação de um plano anual de trabalho,
que foi aprovada com 56 votos. “A alteração tem a perspectiva de
fortalecer a parte do sindicato onde o trabalho acontece. É uma
forma de estimular o diretor seccional a realizar um trabalho
fundamental para o SINASEMPU”, justificou.
31/10/2008
- 19h50
XII AGO: Regulamento aprovado democratizará processo eleitoral
A proximidade da eleição para a nova diretoria do SINASEMPU, que
será realizada em maio de 2009, esquentou o debate sobre as
alterações do Regulamento Eleitoral, durante a XII AGO, em Natal
(RN). As discussões sobre o tema, que tiveram início na tarde da
quinta-feira (30/10), só
foram parcialmente concluídas na tarde desta sexta-feira (31/10). Os
itens que implicam na alteração do Estatuto do Sindicato ficaram
para ser votados posteriormente, o que não ocorreu até o fechamento
desta matéria, às 18h.
Para o presidente afastado do SINASEMPU, Luiz Ivan Cunha Oliveira,
as alterações aprovadas são positivas para a consolidação do debate
participativo na entidade. "Essas mudanças vão contribuir para a
democratização do processo eleitoral. Inclusive, ainda discutiremos
a possibilidade da realização de um debate entre os candidatos por
meio de teleconferência, o que poderá garantir uma participação
ainda maior dos filiados nas próximas eleições", afirmou.
A primeira proposta de encaminhamento para a discussão do Estatuto
partiu do Flávio Santos da Silveira, do Rio Grande do Sul, que
sugeriu a discussão e votação de artigo por artigo, paralelamente à
apresentação das alterações. O diretor de Mobilização do SINASEMPU,
Anderson Machado, sugeriu que a discussão fosse suspensa para que os
delegados tivessem
maior tempo de apreciar o documento. Sua proposta, entretanto, foi
rejeitada.
Paulo Ângelo de Souza Macambira, do Ceará, questionou como se daria
a votação dos itens que alterariam o Estatuto do SINASEMPU. Propôs,
na seqüência, que esses pontos fossem votados de forma casada com as
alterações do Estatuto, em outro momento da assembléia, o que foi
acatado pela plenária. Os trabalhos foram suspensos às 20h,
sendo retomados às 9
h desta sexta-feira.
Propostas inovadoras
Dentre as muitas propostas surgidas durante as discussões em
plenário, uma delas foi a de Gilson de Barros, de São Paulo, que
propôs a instituição do voto eletrônico nas eleições do SINASEMPU,
suscitando a participação de outros colegas no debate. A plenária
indicou a criação de uma comissão, formada por um diretor e três
membros da base, para discutir o assunto e apresentar parecer na
próxima AGO.
Mário Fêlix propôs também a liberação dos candidatos de suas funções
no MPU dez dias antes da eleição, para que possa atuar junto a base,
providenciando sua campanha, propaganda e fiscalizando o pleito.
Outros delegados, porém, alertaram que o SINASEMPU não poderia
garantir a liberação dos candidatos. A proposta foi adequada para
que o sindicato solicitasse tais liberações ao MPU, sendo aceita
pela plenária.
Clayton Emanuel Rodrigues, de Santa Catarina, apresentou proposta no
sentido de ampliar os espaços de debate entre as chapas inscritas
para a eleição. A proposta, após receber contribuição de outros
delegados, foi parcialmente acolhida pela Plenária. "A proposta
seria ideal, mas o Sindicato não teria condições financeiras de
implantá-la", explicou o diretor Jurídico, Paulo Rabelo.
Dessa forma, ficou aprovado que a Comissão Eleitoral Nacional
garantirá às chapas inscritas no pleito, com antecedência de pelo
menos 30 dias, a edição de jornal específico sobre as eleições, com
direitos iguais para as chapas apresentarem suas propostas e
composição, e espaço específico na página do SINASEMPU com a mesma
finalidade, divulgando ainda um breve currículo dos candidatos, além
de abertura de lista eletrônica para os filiados discutirem as
propostas apresentadas pelas chapas.
No período da tarde, os delegados da XII AGO discutiram o tópico
Análise de Conjuntura.
31/10/2008
- 16h55
Novatos reforçam o quadro da militância do SINASEMPU
A renovação da militância do SINASEMPU é uma das características da
XII AGO do SINASEMPU, realizada em Natal (RN), até o dia 2/11, que
muito agradou aos quadros mais antigos do Sindicato. Dentre os 89
delegados eleitos para representar a base, estão dezenas de novos
filiados que participam pela primeira vez da maior assembléia da
categoria e procuram
somar com os quadros mais antigos na luta por melhores condições de
vida e trabalho para os servidores do MPU.
"Fiquei
estupefato com o ambiente democrático da AGO" O delegado Clóvis
Segundo, de Pernambuco, que participa pela primeira vez de uma AGO,
ficou estupefato com o ambiente democrático que encontrou no evento.
"Foi uma grata surpresa encontrar um ambiente assim, tão
excessivamente democrático. Realimentou minha fé na democracia, na
luta social, na sociedade unida em prol de melhorias para todos",
afirmou.
O delegado, que entrou no MPU em 2005, participava do movimento
sindical por meio do Sindicato Nacional das Telecomunicações -
Sintel, já que trabalhava para a Telemar. "Eu conheci o SINASEMPU em
uma reunião promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra -
MST, que fui a convite do Sintel. Naquela época, entretanto, não
olhava o Sindicato do
MPU com bons olhos", confessa.
Clóvis conta que ele, como a maioria dos sem-terra, tinha seus
preconceitos contra servidores públicos, categoria que julgava
excessivamente egoísta, em função do poder aquisitivo que possui.
"Eu acreditava que os servidores eram privilegiados, capazes de
explorar outros trabalhadores - como empregadas domésticas, por
exemplo - sempre que tivessem oportunidade. Por isso, depois que fui
aprovado no MPU relutei um pouco antes de participar mais
ativamente", justifica.
Sua estréia no maior evento do SINASEMPU, entretanto, o fez mudar de
idéia e passar a confiar na luta coletiva da sua nova categoria.
"Não esperava tanto. Achava que o movimento dos servidores do MPU
olhasse apenas para seu próprio umbigo, mas, pelas discussões que
presenciei na AGO, percebei que as pessoas têm uma consciência
política muito boa. Estou muito bem impressionado. Isso me animou a
voltar a militar no movimento sindical", concluiu.
"Precisamos
conquistar a unidade"

Aerson Rocha, do Maranhão, não compartilha com a mesma empolgação do
colega. Considerou que muitas pessoas presentes ao evento pareciam
muito dispersas e desinteressadas na luta. Elogiou a palestra
proferida pelo juiz Fábio Paixão, na noite de abertura, mas criticou
a dinâmica assumida pela mesa que assumiu a direção dos trabalhos a
partir da manhã de quinta-feira (30/10).
"A impressão que tive é que muitos assuntos são debatidos a toque de
caixa, sem a devida atenção, e isso acaba inibindo a participação
das pessoas que querem contribuir", disse. Para ele, que é filiado
ao SINASEMPU há cinco anos, essa pressa em esgotar os pontos de
pauta pode ser um dos motivos que levam à dispersão da categoria.
O delegado, entretanto, acredita que o Sindicato vive um momento
extremamente importante e precisa se preparar para fazer o
enfrentamento necessário com o sistema. "Precisamos valorizar o
Sindicato perante a categoria para, assim, aumentar o número de
filiados, despertar o
interesse das pessoas sobre nossas lutas e, consequentemente,
aumentar nossa representatividade".
Conforme ele, o SINASEMPU tem obtido vitórias importantes que
precisam ser melhor divulgadas para a categoria. "O SINASEMPU
precisa criar novos canais de informação e dar maior formação
sindical à base participativa da categoria, para que essa base possa
convencer os colegas da importância da participação de todos. Porque
ainda temos o problema do Sindicato do Judiciário que divide nossa
base. Precisamos conquistar a unidade, trazendo os servidores do MPU
para o SINASEMPU", concluiu.
"Nosso
adversário é quem nos oprime"
A delegada Sílvia Regina Santiago, de Caxias do Sul (RS), também
achou que a AGO apresenta problemas que prejudicam o bom andamento
dos trabalhos. "A minha primeira impressão é que a AGO é muito
tumultuada. O Regimento Interno deixa brechas que propiciam
confusões. Nós, da categoria, precisamos revê-lo e, assim
possibilitar que a assembléia não perca seu objetivo principal",
afirmou.
Para ela, que também participa do maior evento do SINASEMPU pela
primeira vez, é perceptível que a direção do Sindicato é muito
dedicada, que as pessoas querem participar e melhorar a vida dos
sindicalizados, mas a atuação prática da categoria ainda precisa ser
melhor organizada e estabelecida.
Sílvia, que já participou de reuniões sindicais de outras categorias
como observadora, fortaleceu seu interesse em participar do
SINASEMPU após o congresso Regional realizado pela Seccional
Rio Grande do Sul, na sua cidade. "Foi um congresso muito positivo.
Os representantes da diretoria que participaram não deixaram ninguém
da base sem respostas. Mostraram que a diretoria sabe o que faz e é
muito bem preparada, sem fazer demagogia e
sem dar ilusões à categoria".
Sobre a desorganização da AGO, Sílvia acredita também que interfira
o fato de que o evento é nacional. "Aqui, nós temos o Brasil: São
unidades diferentes, culturas diferentes, níveis de escolaridade
diferentes. É uma mescla muito grande de gente com visões de mundo,
muitas vezes, conflitantes. Isso, somado ao problema do Estatuto,
com suas brechas, possibilita os desentendimentos", analisa.
Tal como o colega do Maranhão, ela defende que a principal bandeira
que deverá ser empunhada pelo SINASEMPU no próximo período é a união
da categoria. "Enquanto cada um só lutar por si, ninguém vai
conseguir caminhar muito longe. Não podemos boicotar a oposição,
desrespeitar o
colega que possui idéias divergentes. O nosso adversário não é o
nosso colega, mas sim quem nos oprime. Ao invés de brigas internas,
vamos olhar para o PGR, para o Legislativo", propõe.

"O
SINASEMPU tem me representado muito bem"
Clarisse Ascenço, do Rio Grande do Sul, que retornou à AGO após
quatro anos sem participar da assembléia, elogiou muito o evento.
"Sou filiada ao SINASEMPU desde que entrei no MPU, em 1992. No
início, eu participava porque não haviam outros filiados
interessados, o sindicato ainda estava em construção. Nos últimos
anos, achei correta dar a vez para os mais jovens, que estão se
interessando", explicou.
Para a delegada, a participação na AGO é importante porque permite a
reunião da categoria, a troca de idéias, a discussão dos problemas
pertinentes ao MPU em todo o país, além de ser uma confraternização.
"Eu já estava com saudades de participar, porque prezo muito o
SINASEMPU, sindicato que tem me representado muito bem nestes anos
todos".
30/10/2008
- 19h55
Aprovação do Código de Ética acirra o debate na XII AGO
A aprovação da prestação de contas e do Código de Ética marcou o
primeiro dia da Assembléia Geral Ordinária - AGO do SINASEMPU,
realizada em Natal (RN). Porém, enquanto o primeiro ponto foi
aprovado com a mais absoluta tranqüilidade, o segundo, após sua
aprovação, voltou a ser motivo de debates acirrados.

O relatório contábil apresentado pelo Conselho Fiscal foi
referendado nas primeiras horas da manhã, logo após a composição da
mesa diretora dos trabalhos, a inversão da pauta original e a fala
do presidente afastado do SINASEMPU, Luiz Ivan Cunha Oliveira que,
mesmo com problemas de saúde, compareceu ao evento para destacar a
importância da luta da categoria em
prol de melhorias para os trabalhadores do MPU.
Em seguida, os delegados passaram a discutir a proposta do Código de
Ética, apresentado pelo atual Conselho de Ética do sindicato. A
presidente do Conselho, Ruberli Almeida de Oliveira, propôs a
aprovação do código por um ano, período em que seria testado pela
categoria, já prevendo sua revisão na próxima AGO, em outubro de
2009.
A iniciativa, porém, foi questionada por alguns delegados, que
insistiram em discutir a redação final do texto imediatamente. O
plenário, entretanto, aprovou a proposta apresentada pela
Conselheira.
Discussões tardias
Após o almoço, quando já se preparava para apresentar ao plenário um
novo ponto de pauta, a mesa diretora foi surpreendida com
questionamentos sobre a falta de democracia na condução da AGO, já
que teria suspendido as discussões sobre o Código de Ética.
O filiado Clayton Emanuel Rodrigues, participando na condição de
observador, argumentou que, na AGO de 2006, fora aprovado que
a minuta feita pelo Conselho de Ética teria que ser remetida
diretamente para a aprovação da base. O diretor Jurídico do
SINASEMPU, Paulo Rabelo, explicou que, na AGO seguinte, o assunto
foi novamente apresentado ao plenário, que
o remeteu para apreciação desta AGO.
O delegado e membro da mesa diretora, César de Castro, acrescentou
que o ponto de pauta já estava superado, já que havia sido discutido
e aprovado pela manhã. O observador que contestou a condução dos
trabalhos não havia participado da discussão naquele período.
A mesa diretora pôs fim à discussão, passando a um novo ponto de
pauta: as alterações no regulamento eleitoral da entidade. Até o
fechamento desta matéria, às 18 horas, os delegados continuavam
reunidos, discutindo o tema.
30/10/2008
- 13h00
"Os trabalhadores não vão pagar, sozinhos, a conta da crise
financeira",
diz SINASEMPU
Preparar o sindicato para organizar os trabalhadores e impedir que
eles paguem, sozinhos, a conta da grave crise financeira que começa
a assolar as economias do mundo globalizado. Este é o desafio
imposto aos delegados e observadores da XII AGO do SINASEMPU, que
participaram da solenidade de abertura do evento, em Natal (RN), até
o dia 2 de novembro.
A
presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado, abriu a
solenidade de abertura, às 20 horas, agradecendo a presença dos
quase cem delegados e observadores presentes, que representam os
servidores das unidades do Ministério Público da União - MPU de todo
o país.
"Vivemos um momento de crise, e são nos momentos de crise que as
pessoas se unem. Nós, servidores, não estamos imunes aos efeitos
financeiros desta crise. Se não nos unirmos, não iremos avançar e
fazer a luta que precisa ser feita. A AGO é um momento muito rico de
troca de experiências. Vamos aproveitar esse momento para pensar,
sonhar, respirar e ser SINASEMPU", convidou o diretor de
Mobilização, Anderson Machado.
O diretor Jurídico, Paulo Rabelo, lembrou aos presentes que a
população brasileira vive em um Estado neoliberal que incentiva o
individualismo.
Entretanto, a conjuntura política e econômica aponta para a
necessidade de os trabalhadores lutarem em conjunto para conseguir
avançar na conquista de seus direitos. "O sindicato tem o papel de
transformar o sistema instaurado, primando sempre pelo coletivo.
Nós, aqui, hoje, temos o grande desafio de construir um movimento
sindical forte", afirmou.
Sindicalismo no país e no mundo
A preocupação com a crise financeira, e com seus efeitos na
economia mundial, também marcou a fala do primeiro palestrante da
noite, o juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª
Região (ES), Fábio Eduardo B. Paixão. Doutor em Processo Civil e
Direto Penal pela Universidade de Estudos de Roma, ele discorreu
sobre seu objeto de estudo:
o sindicalismo no Brasil e no mundo.
"Será que quem vai pagar a conta da crise financeira será novamente
a classe trabalhadora?", questionou Paixão, ao afirmar que os
servidores públicos irão enfrentar uma situação de verdadeira
penúria nos próximos anos. "Os juízes, que têm um bom lobby no
Congresso Nacional, não estão conseguindo aprovar um reajuste de
1,5%. Imagine os demais", provocou, ao afirmar que as categorias de
servidores públicos terão que lutar muito para reverter esse quadro.
Conforme Paixão, no sindicalismo internacional, as categorias dos
servidores públicos não têm muita representatividade. "Nos Estados
Unidos, são proibidos até mesmo de negociar. No Brasil, a
Constituição lhes garante o direito à liberdade sindical, mas não há
uma legislação que puna as práticas anti-sindicais e mesmo o direito
de greve é questionado há todo momento", exemplificou.
Para o juiz trabalhista, essa
falta de anteparo legal faz com que a luta dos trabalhadores, em
especial dos servidores públicos, seja árdua, embora extremamente
necessária. "O organismo internacional que deveria incentivar o
sindicalismo, que é a Organização Internacional do Trabalho - OIT,
foi criado pelos países capitalistas justamente para manter os
sindicatos sob
controle. Tanto que a OIT não tem poder de sanção sobre os países
que descumprem as normas acordadas. Os sindicalistas terão que
encontrar outros caminhos para enfrentar o capital", afirmou.
O juiz lembrou, ainda, que a "judicialização" excessiva das pautas
sindicais só enfraquecem os próprios sindicatos, deslegitimando-os
como fóruns apropriados para a resolução de conflitos. "O bom
sindicalismo deve ser feito com noções de Jurídico, mas também de
Político. É preciso
negociar, protestar, descobrir formas alternativas de fazer o
enfrentamento. Não se pode deixar tudo nas mãos da Justiça".
Sindicalismo e luta de classes
O assessor político do SINASEMPU, Edílson Silva, encerrou a noite
falando sobre o fortalecimento do sindicalismo no serviço público.
Para o palestrante, a crise financeira provocará um aprofundamento
ainda maior da luta de classes, e os trabalhadores precisam estar
preparados para enfrentá-la.
"A luta de classes existe porque vivemos em uma sociedade dividida
entre os que detêm os meios de produção, a elite, e os que fornecem
a força de trabalho, os trabalhadores. Essas duas classes têm
interesses antagônicos: para um lucrar, o outro terá que sair
perdendo", explicou ele, para tentar demonstrar porque os
trabalhadores têm perdido tantos direitos, com o
avanço contínuo do capital nos últimos anos.
"A Luta de classes está se acirrando a tal ponto que, hoje, quem
está inserido no mundo do trabalho, mesmo que em péssimas condições,
já é tido como um privilegiado. Os trabalhadores vivem um momento de
refluxo nesta luta. As esquerdas estão sem rumo, principalmente no
Brasil, desde a queda do Muro de Berlim, do avanço do pensamento
neoliberal como hegemônico e do desmonte das organizações mais
aguerridas dos trabalhadores. A luta que se
faz hoje no sindicalismo brasileiro, em especial nas categorias de
servidores públicos, é apenas de resistência", acrescentou.
Para o assessor político, a crise financeira em curso mudará esse
quadro, trazendo os trabalhadores de volta à luta de classe, de
forma mais combativa. "Os servidores públicos, que pertencem à
classe média brasileira, estiveram anestesiados nos últimos anos,
devido a facilidade de crédito que os faziam acreditar que estavam
melhorando seu nível de vida. A crise acabará com isso. Os
sindicatos precisam se preparar para recebê-los e organizá-los para
fazer o enfrentamento com o capital", concluiu.
30 /10/2008
- 10h50
Diretores
das seccionais do SINASEMPU debatem crise financeira
internacional na XII AGO
Antes da abertura da XII AGO, que acontece em
Natal (RN), os diretores das seccionais do SINASEMPU ouviram
palestra com o economista Rodrigo Ávila, especialista em
finanças públicas e membro da Auditoria Cidadã da Dívida Pública
no Brasil. Rodrigo Ávila foi convidado pela Direção Nacional do
SINASEMPU para discorrer sobre “A crise financeira mundial e
seus reflexos no Brasil e na vida dos servidores”.
Durante
mais de duas horas, Rodrigo Ávila expôs os caminhos históricos que
levaram à atual crise, partindo de 1929 com a quebra da Bolsa de
Nova Iorque, passando pelo modelo keynesiano e desembocando no
modelo neoliberal. Aproveitando seu vasto conhecimento sobre o
processo de endividamento do Estado brasileiro, Rodrigo explicou o
histórico da dívida pública, seus mecanismos de reprodução e
manutenção, assim como seu impacto nas finanças públicas, sobretudo
no Orçamento Geral da União, que hoje dispensa mais de 50% de seu
total para pagamento de juros, amortizações e rolagem da dívida,
demonstrando que o discurso do pagamento da dívida externa não passa
de mais uma inverdade do atual governo.
Sobre os impactos na vida dos servidores,
Rodrigo discorreu sobre as movimentações do governo federal,
acenando já para cortes no orçamento de 2009, o que atingirá em
cheio os servidores e o serviço público, com quebra de acordos
salariais e anulação de concursos públicos já previstos. Outro
reflexo que poderá atingir diretamente aos servidores é a
restrição de crédito, com diminuição de prazos e elevação de
taxas. Os diretores puderam interagir com o palestrante, com
perguntas e observações.
Para o assessor político da direção nacional
do SINASEMPU, Edilson Silva, o debate foi muito rico e atual,
proporcionando aos dirigentes das seccionais melhores condições
de compreender os fenômenos que circundam esta grave crise
financeira e, conseqüentemente, melhores condições de armar a
categoria para enfrentar as dificuldades que certamente virão.
28/10/2008 - 16h10
Reunião em Natal consolida gestão participativa
do SINASEMPU
A reunião da diretoria executiva do SINASEMPU com
os diretores seccionais do sindicato - iniciada no dia 27/10, no
Imirá Plaza Hotel, em Natal/RN, local em que será realizada a XII
AGO do SINASEMPU - demarca um espaço de ampla troca de experiências
entre os participantes e consolida a gestão participativa, levada a
efeito pela Diretoria Nacional.
Os
trabalhos tiveram início na manhã do dia 27, com informes de cada
Seção Sindical, definindo-se em seguida a pauta, contendo os
seguintes itens: informes, da Diretoria Jurídica, estratégias e
bandeiras de luta, assuntos da Comunicação, Plano de Carreira e a
atual Crise, Plan-Assiste e imposto sindical.
Os informes repassados pelos diretores Jurídicos foram concentrados
nos andamentos das principais ações de interesse da categoria, dando
ênfase às ações sobre a situação dos TAEs, direito de advogar,
regulamentação do adicional de penosidade.
Dentre as estratégias de lutas, deliberou-se
por formas de viabilizar a campanha de filiação, presença da
diretoria nas bases, maior inserção do SINASEMPU nas lutas do
funcionalismo público e incremento nos convênios.
Com relação às bandeiras de luta, reforçou-se a
postura pela implantação da jornada de trabalho de 6 horas, sem
sobreaviso; combate ao assédio moral e ao sistema Grifo; melhoria na
qualidade de vida e nas condições de trabalho; valorização dos
servidores efetivos nas concessão de funções de confiança e de
cargos em comissão; melhoria na política de qualificação dos
servidores e luta a favor do aumento do número de servidores.
Ainda estão pendentes de discussão os pontos
referentes ao Plano de Carreira, Plan-Assiste e imposto sindical,
reservados para o turno da tarde.
A
reunião se encerrará no dia 29 de outubro com um mini-curso
ministrado pelo economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã.
Participam os diretores seccionais: Clóvis/PE,
Amaro/RJ, Elcimeire/AP, Crisóstomo/MA, João Walter/RO, Adailton/RR,
Brasdemir/MG, Sérgio/AL, Adeline/DF, Alceanira/PA, Eduardo/SE, José
Marcos/BA, Jorge/PB, Cleber/RN, Sóstenes/AM, Julio/RS, e
Raimundo/GO, bem como os membros da Diretoria Executiva Nacional,
Márcia Broxado, Anderson Machado, Paulo Rabelo, Maria Angélica,
Meiry Apolinário.
24/10/2008 - 15h15
PEC beneficia servidores aposentados por invalidez
até 1998
A Comissão de Constituição e Justiça – CCJ da
Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda Constitucional –
PEC nº 270, que garante aos servidores públicos aposentados por
doença grave, contagiosa, incurável ou por acidente de trabalho até
dezembro de 1998 ganhos de até 45% nos seus vencimentos.
A PEC, que agora será enviada a uma comissão
criada para tratar do tema antes de seguir para o plenário da casa e
para o Senado, prevê o pagamento a esses aposentados do valor
integral do salário que recebiam, com paridade em rela&cce1il;ão aos
servidores da ativa.
A medida é válida apenas para os servidores que se
aposentaram até dezembro de 1998, porque nesta data começou a
vigorar a primeira reforma da previdência brasileira. Com as novas
normas para aposentadoria, os servidores federais, estaduais e
municipais aposentados por invalidez passaram a receber pelo regime
geral da Previdência Social, o que lhes garante, apenas, os mesmos
rendimentos destinados aos trabalhadores da iniciativa privada.
Entre as doenças relacionadas pela União que dão
direito à aposentadoria por invalidez câncer, AIDS, Parkinson,
esclerose múltipla, cegueira posterior ao ingresso no serviço
público, hanseníase, problema cardíaco grave e paralisia
irreversível e incapacitante.
Correções retroativas
O texto da PEC 270 não dá direito à correção retroativa das
aposentadorias por invalidez concedidas até dezembro de 1998, mas os
atrasados podem ser conseguidos na Justiça.
De acordo com André Scovino, advogado da
Associação Nacional de Assistência ao Consumidor e Trabalhador
(Anacont), a aprovação da PEC abriria um precedente para o pagamento
das diferenças dos último cinco anos, caso elas não sejam
conquistadas pela via administrativa.
“A idéia da PEC é ratificar várias decisões
judiciais no sentido de preservar o direito à paridade”, afirmou
ele, também para o Jornal Extra.
Campanha de e-mails
Os servidores aposentados por invalidez estão fazendo uma campanha
de e-mails pela aprovação da PEC nº 270. As caixas de e-mails dos
deputados estão lotadas de mensagens pedindo a transformação da
proposta em emenda à Constituição.
A mobilização surpreendeu até a autora da PEC, a
deputada Andréia Zito (PSDB-RJ). “Não achei que fosse despertar
tanto interesse”, disse ela ao Jornal Extra. Ela lembrou que, em
virtude de problemas de saúde, esses aposentados por invalidez
gastam muito dinheiro com remédios e ficam impossibilitados de ter
outro emprego.
A participação de todos é de
extrema importância. Para encaminhar e-mails aos deputados, acesse:
http://www2.camara.gov.br/internet/popular/falecomdeputado.html/
21/10/2008 - 16h22
Servidores do MPU/RS
realizam congresso estadual
Servidores
do MPU do Rio Grande do Sul realizaram, nos dias 17 e 18/10, o
III Congresso Estadual da Seção Sindical do SINASEMPU/RS -
CESERS, na cidade de Caxias do Sul.

Participaram do evento o presidente licenciado do SINASEMPU,
Luis Ivan Cunha Oliveira, o diretor de Mobilização, Anderson
Machado, o diretor de Cidadania, Nilo Maurício, o diretor de
Comunicação e Imprensa, Julio Rico Torres, que também exercer o
cargo de diretor da Seccional/RS, e o integrante da Diretoria
Seccional/RS e coordenador do evento, Cesar de Castro.
Participaram
do CESERS, também, os delegados de base Flávio, Gilmar, Sílvia
Regina, Cesar Castro, Celso e Altamiro, eleitos para representar
as unidades do MPU/RS na XII Assembléia Geral Ordinária – AGO do
SINASEMPU, que será realizada de 30/10 a 2/11, em Natal (RN).
Abertura
e debates
Na abertura,
foram feitas as apresentações dos participantes aos
servidores
que se fizeram presentes, e definidas as etapas dos trabalhos a
serem desenvolvidas, incluída a discussão e definição das teses
a serem elaboradas e levadas à AGO.Ato contínuo, teve início a
exposição das proposições por parte dos delegados de base,
proporcionando aos presentes uma ampla discussão e debates.
No sábado, a
partir das 9 horas, foram retomados os trabalhos com a
sistematização dos pontos que serão objeto da apresentação
durante a XII AGO. Foram proferidas, respectivamente,
explanações do presidente licenciado do Sinasempu, Luiz Ivan, e
do diretor de Mobilização, Anderson Machado, a respeito
das iniciativas em curso e outras que deverão ser levadas
adiante pelo SINASEMPU.
Plano de
Carreira
Coube ao presidente licenciado discorrer sobre os acontecimentos
por ele vivenciados, que dizem respeito às diversas demandas em
andamento, bem como foi proporcionada aos presentes a formulação
de pedidos de informações e de esclarecimentos sobre assuntos de
interesse da categoria, inclusive sobre a expectativa em relação
ao trabalho que
vem
sendo desenvolvido objetivando a construção de um novo Plano de
Carreira para os servidores do MPU, pela primeira vez nascido
das sugestões propostas pelas bases.
Posteriormente, Luiz Ivan colocou-se à disposição dos
participantes para os devidos esclarecimentos. Os trabalhos
foram ricos na troca de informações e de sugestões para uma
melhor dinâmica na relação SINASEMPU e servidores e para o trato
e discussão de vários assuntos de interesse da categoria, em
especial em torno dos seguintes temas:
Plano de Carreira, redução da jornada de trabalho, auxílios,
cursos, avaliações de estrutura organizacional e funcional do
MPU e do SINASEMPU (SS), postura sindical e alterações
estatutárias.
A
Direção da Seccional do SINASEMPU/RS comemora a realização deste
evento, em sua terceira edição, ficando a ser decidido e
divulgado, oportunamente, o indicativo da próxima cidade a
sediar o evento.

O
diretor da Seção Sindical/RS, Júlio Rico, antes do encerramento
dos trabalhos, procedeu a distribuição dos Certificados de
Participação, bem como a entrega de uma placa de reconhecimento
ao presidente licenciado Luiz Ivan por sua dedicação ao
SINASEMPU e abnegação na defesa dos interesses da categoria.
20/10/2008 - 17h19
MPU nomeia
554 novos servidores
Um
total de 554 novos servidores passarão a integrar os quadros do
MPU. Eles foram aprovados no 5º concurso do órgão, realizado em
2006, e foram nomeados nesta segunda-feira (20/10), conforme
publicação no Diário Oficial da União, Seção 2, páginas 41 a 49.
São
327 servidores para o Ministério Público Federal, 121 para o
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, 98 para o
Ministério Público do Trabalho e oito para o Ministério Público
Militar.
Os
aprovados têm 30 dias para tomar posse.
Confira
aqui a relação completa dos nomeados.
15/10/2008 - 18h37
PGR atende à reivindicação do SINASEMPU e prorroga
licença-maternidade no MPU
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, atendeu ao
pleito do SINASEMPU, protocolado em 23/9, e concedeu a ampliação da
licença-maternidade para as servidoras do MPU. Procuradoras e
ocupantes de cargos comissionados sem vínculos com o órgão também
terão direito ao benefício, previsto na Portaria/PGR/MPU nº
510/2008, publicada no Diário Oficial da União de 15 de outubro,
Seção 1, página 89.
Conforme informações da assessoria de imprensa da Procuradoria Geral
da República - PGR, o prazo da prorrogação da licença será de 60
dias, com início imediato após a fruição da licença-maternidade ou
da licença à adotante (ambas de 120 dias). A prorrogação da licença
somente será deferida mediante apresentação de requerimento pela
interessada, a ser protocolado até o fim do primeiro mês após o
parto ou da obtenção da guarda, mesmo se provisória, ou da adoção da
criança.
Ainda de acordo com a PGR, durante o período de prorrogação da
licença, a interessada terá direito à remuneração integral. Nesse
período, é proibido o exercício de qualquer atividade remunerada,
bem como a manutenção da criança em creche ou organização similar.
Em caso de descumprimento, a interessada vai perder o direito à
prorrogação. Além disso, será apurada responsabilidade funcional.
14/10/2008 -
18h40
Justiça defere liminar para
suspender remoção de ofício
Em
recente decisão, o Juiz Federal da Seção Judiciária do Amapá,
Anselmo
Gonçalves da Silva, suspendeu liminarmente a remoção da servidora da
PR-AP
para a PJM-CE, efetuada de Ofício pelo SG/MPU (sic).
A referida remoção, conforme notícia publicada na página eletrônica
do
SINASEMPU em 03/09/2008,
"remoção de ofício?", ocorreu
sem o conhecimento da Procuradora Chefe da PR-AP.
Ao denunciar a referida remoção, o SINASEMPU argüiu que a PR-AP é a
unidade do MPF que dispõe de menor lotação de servidores, e assim,
cada servidor daquela unidade é estritamente necessário para o bom
andamento dos serviços, como em grande parte das unidades do MPU.
Esses argumentos foram repetidos pelo Meritíssimo Juiz Federal para
equalizar sua decisão de suspender liminarmente a portaria que
determinou
a remoção de ofício da servidora – Portaria SG/MPU n. 55, de 29 de
agosto de
2008 – tendo o Magistrado confirmado ao final: "que o ato guerreado
padece
de vício insanável consistentes na ausência de motivos reveladores
do
interesse da Administração Pública na remoção da servidora Laila
Milena
Teles Martins Bonavides Eloy."
Confira
aqui o inteiro teor da decisão.
14/10/2008
- 16h12
Servidores federais confirmam
Jornada de Lutas para esta semana
Os
representantes das entidades que compõem a Coordenação Nacional das
Entidades dos Servidores Federais - CNESF confirmaram, em reunião na
quinta-feira (9/10), o calendário proposto para a Jornada Nacional
de Lutas de Outubro, que prevê diversas ações entre os dias 14 e 16,
culminando com a realização de uma plenária conjunta dos servidores
públicos federais, no dia 17.
"A rearticulação da CNESF é urgente e necessária, frente ao descaso
do
governo Lula para com os servidores públicos federais, manifesto na
relação
com as diferentes categorias, principalmente agora com o
aprofundamento da crise financeira", afirma o coordenador da
Conlutas, José Maria de Almeida.
Segundo ele, a crise não é mais um problema apenas para o mercado
financeiro, pois já atingiu também a economia real. "As montadoras
já
começaram a agendar férias coletivas, a construção civil não tem
financiamento para continuar empregando. E o governo Lula já começa
a
destinar pacotes de socorro aos bancos. Nós temos que construir uma
unidade
que impeça o governo de empurrar a conta dessa crise exclusivamente
para os
trabalhadores", afirmou.
Eixos de luta
Além dos eixos gerais contra a criminalização dos movimentos
sociais e por
aumento geral dos salários, os servidores vão protestar contra a
criação das
fundações estatais de direito privado, que o governo pretende
implementar na
administração pública, através da aprovação do PLP-92, em tramitação
no
Congresso Nacional.
Vão lutar, também, contra a restrição do direito de greve, contra a
implantação da avaliação de desempenho com objetivo de demitir
servidores e, ainda, exigir negociação para rever a criação de
diversos planos de
carreiras que retiraram direitos históricos de trabalhadores ativos,
aposentados e pensionistas. A valorização do servidor e a defesa do
serviço
público, com mais verbas para saúde, educação e para os projetos que
beneficiam a população carente é um dos centros dessa atividade.
A luta pela retirada das tropas brasileiras do Haiti e o repúdio ao
golpe
que a forças de direita tentam aplicar na Bolívia também fazem parte
da
pauta da Jornada.
Confira o calendário completo:
14/10 - Marcha Nacional da Seguridade Social;
15/10 - Pressão sobre o Congresso Nacional, com distribuição de
Carta-Aberta
aos Parlamentares exigindo que votem contra os projetos do governo;
16/10 - 9h: Concentração e Ato Público Nacional em frente ao
Ministério do Planejamento, na Esplanada dos Ministérios, bloco "C".
Entrega
de pauta de reivindicações das categorias ao Secretário de Recursos
Humanos.
16/10 - 12h30: Ato Internacional em defesa do povo do Haiti e
exigência
de imediata retirada das tropas brasileiras daquele país. Contra o
golpe da
direita na Bolívia.
17/10 - Plenária Nacional dos Servidores Federais.
10/10/2008
- 19h23
PRT 10ª e SINASEMPU promoverão seminário sobre sindicalismo
A
convite da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região
(PRT-10), a presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado,
e a vice-diretora Jurídica, Maria Angélica Travnisk Nobre, se
reuniram na quarta-feira (8/10) com o procurador-regional do
Trabalho da 10ª Região, Ricardo José Macedo de Britto Pereira,
para um diálogo sobre temas relacionados ao sindicalismo.
Como
fruto da conversa, a direção do Sindicato se prontificou a
realizar parceria com a instituição para promover um seminário que
discuta temas como a liberdade sindical e negociação coletiva no
âmbito do serviço público, para o qual serão convidadas as mais
diversas entidades sindicais do funcionalismo público.
Britto Pereira é autor da obra “Constituição e Liberdade
Sindical”, fruto de sua tese de doutorado em Direito pela
Universidade Complutense de Madri. No livro, o procurador-regional
defende que, mesmo na ausência da aprovação de reformas de
ordenamento jurídico-sindical, há espaços para a implantação de
mudanças que propiciem avanços aos trabalhadores brasileiros no
que tange à liberdade sindical que, para ele, é um direito que
ocupa posição fundamental no ordenamento jurídico.
A obra dá
especial destaque ao conteúdo da liberdade sindical dos servidores
públicos, categoria na qual se enquadram os filiados do SINASEMPU.
O procurador-regional demonstra, por exemplo, que tanto a greve
quanto a negociação coletiva são práticas freqüentes, embora
persista a resistência em reconhecê-las e discipliná-las.
“Revesti-las de juridicidade é, além de possível, imposição
constitucional”, defende o livro.
10/10/2008
- 10h57
SINASEMPU
impede na justiça descontos nos vencimentos de filiada
O juiz federal
substituto da 18ª Vara, em exercício legal na 20ª Vara/DF, Alysson
Maia Fontenele, deferiu pedido de liminar em Mandado de Segurança
impetrado pelo SINASEMPU, determinando que a Administração
abstenha-se de proceder quaisquer descontos nos vencimentos de
servidora e filiada da Entidade, no que se refere à percepção
antecipada do Adicional de Qualificação.
Em dezembro de
2006, a
servidora passou a ter creditado em sua folha de pagamento o
Adicional
em questão. Ocorre
que um ano e meio após iniciados os créditos, a Administração do MPT
decidiu descontar da remuneração da filiada os valores já recebidos
no período anterior à entrega do diploma (dezembro/2006 a julho de
2008).
Na decisão, além de impedir os descontos, o magistrado ainda
declarou que a Administração poderia, a qualquer tempo, “rever a
legalidade de seus atos e até mesmo anulá-los, quando eivados de
vícios” e que deveria “estar atenta ao princípio da proteção à
boa-fé, o qual limita o seu poder de invalidar atos
administrativos.”
Essa é mais uma vitória do SINASEMPU na defesa de seus filiados!
7/10/2008 - 16h30
Confira resposta da DEN do SINASEMPU ao procurador Mário F.
Leite
O texto que fundamenta a Ação
Civil Pública por Ato de Improbidade promovida pelo Procurador
Regional da República Mário Ferreira Leite em oposição à
portaria nº 468, que determinou a aplicação de uma jornada de
trabalho mais digna aos servidores do MPU, expõe de forma
transparente as múltiplas personalidades de quem subscreve tal
ACP, todas essencialmente perversas, amargas e cruéis, eis que
revelam uma flagrante incoerência entre o objetivo rocambolesco,
para não dizer hilário, a ser atingido e a realidade concreta
verificada no Ministério Público da União.
Em que pese a patente falta
de respeito e consideração direcionada a todos os servidores
desta Instituição, os fatos, por si só, desmentem TODAS as
construções fantasiosas elaboradas nessa sofrível ação.
Temos um quadro altamente
qualificado, com índices elevados de especialização e pós
graduação strictu sensu, ou seja, muitos especialistas,
mestres e doutores, além do que a esmagadora maioria dos
técnicos têm graduação de nível superior, todos utilizando o seu
conhecimento e competência a serviço da Instituição. Será que
isso pode ser nominado como: “servidor com menor qualificação”?
O cerne de uma jornada
humanizada e digna é exatamente oferecer a excelência nos
serviços. Tal modelo de gestão considera o trabalhador como ser
integral, não insiste na impossibilidade de fragmentar o
indivíduo e consolida-se com a diretriz básica de que o
incremento de produção estará sempre vinculado aos múltiplos
campos de realização do ser humano. Talvez a visão limitada
formatada numa matriz positivista e autoritária explique a
postura de quem jamais conseguirá compreender tal modelo e, quem
sabe projetando os seus ideais de realização pessoal, apenas
enxergará no servidor um Chaplin de “Tempos Modernos”,
insistindo em trazer a letra fria da lei para atender seus
anseios.
Todavia, nem um processo
hermenêutico literal – retrocesso ao operador do direito –
estará a serviço dessa malsinada ação, vez que é o texto da Lei
nº 8.112 que prevê a possibilidade da jornada como ora
configurada no MPU, portanto, não havendo que se falar em
ilegalidade, mas tão-somente em argumentos mesquinhos e termos
pouco apropriados para integrarem o corpo de uma ação civil
pública, cujos nobres propósitos encontram-se totalmente
desvirtuados no contexto, ou será que seria adequado se referir
à Instituição como “casa assombrada” ou “fantasma”? Sem dúvida
isso seria bem mais apropriado para programas humorísticos da
mídia nacional.
O autor desse triste episódio
dentro do MPU talvez nunca tenha tido família, filhos ou
qualquer outra necessidade a ser contemplada além do trabalho,
pois deduzir que as horas de sobreaviso serão utilizadas para
contemplação da natureza ou qualquer outra atividade lúdica é no
mínimo desconhecer a realidade onde inserido. Se conhece, opta
por não querer enxergar tal quadro: situações em que,
notadamente as mulheres, enfrentam jornadas triplas ou até
quádruplas, utilizando reservas de energia inexistentes, o que,
fatalmente, descamba para doenças físicas e psicológicas, com
vários relatos de episódios de afastamento por estresse e
fadiga.
O que se quer, como realidade
para todos os trabalhadores, não só os do serviço público, é a
possibilidade de concretização do princípio da dignidade da
pessoa humana, visualizando essa dignidade como limite e tarefa
do poder estatal, bem como da comunidade, existindo, uma
dimensão dúplice: protetiva ou assistencial (Estado e
comunidade) e autonômica (decisão de escolha sobre a própria
vida). É necessário, portanto, que se amplie a tendência mundial
de redução de jornada de trabalho como norte de efetivação de
uma vida digna para todos, pois onde não houver respeito pela
vida e integridade física e moral, condições mínimas de
existência digna e recepção dos direitos fundamentais, não
haverá a materialização da dignidade da pessoa humana.
O interessante desse
imbróglio é a expressa intenção de vincular a jornada consignada
na Portaria nº 468 como privilégio, fazendo referência, numa
análise comparativa, aos salários percebidos na iniciativa
privada com a merecida remuneração conquistada pelos servidores
do MPU. Como já demonstrado, nem por aproximação temática tal
situação se revestiria da condição de privilégio, já algumas
prerrogativas experimentadas pelo eminente procurador signatário
da ACP, são inevitavelmente remetidas a uma situação de colossal
descompasso ao vivenciado pela média dos trabalhadores
nacionais.
Que diríamos da comparação do
piso salarial de R$ 414,00 apontado na inicial da ação se
comparados com a vultosa quantia de R$ 20.185,00 recebidos a
título de diárias pelo Procurador Mário Ferreira Leite, no
período de julho de 2007 a setembro de 2008, perfazendo uma
média mensal de R$ 1.414,00? Destacando-se que, segundo
informações contidas nos Boletins de Serviço, a grande maioria
das viagens aconteceram dentro do Estado, deslocando-se o
eminente membro até Jacarezinho para lá oficiar: “atender
audiências e despachar procedimentos administrativos”?
E a possibilidade de gozo de
férias de 60 dias? Com a prerrogativa de vender um período e
convertê-lo em 14º salário? E os 90 dias de licença-prêmio? Se
existe algum privilégio, sem dúvida, ele não se encontra no rol
de direitos dos servidores do MPU. Ademais, a atuação do insigne
Procurador da República merece algum destaque, no sentido de
compreender melhor o “conjunto da obra”. De acordo com a ata da
sessão de julgamento da 327ª REUNIÃO DA 6ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO
E REVISÃO, que apreciou conflito positivo de atribuição
suscitado pelo Procurador da República no Município de Londrina,
João Akira Omoto, temos o seguinte excerto:
“(...)REGISTRE-SE,
POR OPORTUNO, QUE ESTA CÂMARA NÃO PODE ACEITAR O DESCUMPRIMENTO
FLAGRANTE DE SUA DETERMINAÇÃO LIMINAR PELO DR. MÁRIO FERREIRA
LEITE, conforme faz ver expediente encaminhado pelo Dr.
João Akira em 11.12.2006, o qual faz juntar manifestação nos
autos do Dr. Mário Ferreira Leite datada de 10.11.2006, portanto
dois dias após o provimento liminar pela Cooordenadora desta
Câmara, datado de 8.11.2006, ad referendum do Colegiado. De
fato, o Dr. Mário Ferreira Leite já tinha ciência da decisão da
Coordenadora da Câmara, eis que subscreveu recurso ao Conselho
Institucional impugnando a mesma em 9.11.2006. A ATITUDE
DO PROCURADOR REGIONAL DA REPÚBLICA MÁRIO FERREIRA LEITE É
INACEITÁVEL. CABE, POR ISSO, ENCAMINHAR CÓPIA DO CONFLITO À
CORREGEDORIA, PARA QUE EXAMINE A HIPÓTESE DE EVENTUAL FALTA
DISCIPLINAR”. A seguir, o Dr. Brasilino Pereira dos
Santos proferiu o seguinte voto: “Ao acompanhar o ilustre
Relator, acrescento que ESTOU PERPLEXO COM A TEIMOSIA DO
EMINENTE PROCURADOR DA REPÚBLICA MÁRIO FERREIRA LEITE EM
INSISTIR EM PROSSEGUIR COM SUA INTERVENÇÃO NO PROCESSO, FAZENDO
A DEFESA DE INTERESSES PRIVADOS, AO PUGNAR PELA CONCESSÃO DE
LIMINAR EM FAVOR DOS FAZENDEIROS, EM AÇÃO POSSESSÓRIA MOVIDA POR
ESTES CONTRA COMUNIDADE INDÍGENA. Isto porque a
intervenção do MP na ação possessória em apreço, se não fosse a
presenta de indígenas num dos pólos da demanda, seria
juridicamente inadmissível. Olvidou ainda o nobre Representante
do Ministério Pùlbico que o art. 129, V da Constituição Federal
dispõe que 'é função institucional do Ministério Público
defender juridicamente os direitos e interesses das populações
indígenas.' É que, embora tendo invocado expressamente como
fundamento de seu parecer a norma do art. 232, in fine, da
Constituição, que exige a presença do Ministério Público nos
processos que tratam de demandas em torno de interesse jurídico
de titularidade de população indígena, se esqueceu de combinar
este dispositivo com o do art. 129, inciso V, que apenas admite
a intervenção do MP em defesa dos índios, e não contra eles.
Outro lapso do nobre representante do MP foi fundamentar
expressamente seu parecer no art. 232 da Constituição, que trata
apenas das ações propostas pelos indígenas e não das propostas
contra eles, como no caso.(...)”
O Procurador da República
também foi protagonista de uma ação civil pública que objetivava
questionar políticas de ação afirmativa voltadas aos negros na
Universidade Federal do Paraná. Ao que tudo indica, o papel de
defensor das minorias ficou esquecido ou relegado a mera
formalidade expressa em Lei, afinal com tantas possibilidades de
atuação na defesa dos direitos desses grupos, volta-se o ilustre
membro a desprender tempo e esforço, movimentando o Judiciário,
na direção de ofender e desqualificar os servidores do MPU.
Se alguém deverá indenizar o
Erário, indubitavelmente, não é o Procurador Geral da República,
tampouco o Procurador Chefe do Paraná, como pugna o Procurador
nessa teratologia jurídica de sua autoria, mas sim quem utiliza
de suas prerrogativas funcionais para esse lamentável episódio.
A Portaria nº 468, objeto de
lutas não só da categoria, e não só pelo SINASEMPU que a
representa, mas, também por um contingente de pessoas de bom
senso que reconhecem e valorizam o servidor do MPU como braço
forte do Estado, é sem dúvida um avanço que se constituindo em
autêntico efeito cliquet não poderá sofrer nenhum
retrocesso, ainda que existam Procuradores da República como
Mário Ferreira Leite, o qual temos a esperança de ser “exemplar
único”, voz dissonante, sem capacidade de produzir qualquer
efeito jurídico, a não ser a ridicularização pública e a revolta
dos servidores com tamanha ausência de compreensão do que venha
ser a res pública.
7/10/2008 - 15h
SINASEMPU repudia ação que contesta
jornada de 7h
A diretoria do SINASEMPU repudia
veementemente, em nota divulgada nesta terça-feira (7), a
atitude do procurador-regional da República, Mário Ferreira
Leite, de ingressar com uma Ação Civil Pública contra a jornada
de 7 horas de trabalho para os servidores do Ministério Público
Federal – MPU.
A redução da jornada de trabalho é uma luta
antiga do SINASEMPU. Em 23 de setembro de 2008, com a edição da
Portaria nº 468 pelo procurador-geral da República, Antônio
Fernando Barros e Silva de Souza, a categoria obteve uma grande
vitória.
Na ação civil pública, o
procurador-regional desqualifica os servidores do MPU, demonstra
total desconhecimento da discussão travada mundialmente acerca
da redução da jornada de trabalho e age com hipocrisia ao
imputar aos servidores a pecha de privilegiados, esquecendo-se
dos benefícios que goza a sua própria categoria.
Confira, aqui, a íntegra da NOTA DE REPÚDIO
do SINASEMPU:
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NOTA DE REPÚDIO
O SINASEMPU, por sua
Diretoria Executiva Nacional, vem a público expressar
REPÚDIO à atitude do Excelentíssimo Procurador Regional da
República Mário Ferreira Leite que, aproveitando-se da
propositura de Ação Civil Pública da sua lavra, atacou de
forma descabida e irresponsável a dignidade e a honra de
todos os Servidores do Ministério Público da União.
A alienação política e
administrativa, de quem quer que seja, não pode alicerçar
justificativa para que se externe bravatas e ataques
desconexos, mesmo “oficialmente”, que venham, de maneira
repugnante, a degradar os servidores do MPU.
Se o digníssimo
Procurador da República, Mário Ferreira Leite, não se
dedicou a aprender sobre a importância da valorização da
pessoa humana, e sobre a tendência mundial para redução da
jornada de trabalho, a qual visa, exatamente, dar condições
para que o trabalhador tenha qualidade de vida e recupere a
sua dignidade, tendo o tempo necessário para dedicar-se ao
usufruto dos direitos sociais que a Constituição
Federal/1988 lhe concedeu, então insta informar a tão digna
autoridade do MPU que a Portaria 468/2008, da lavra do
Procurador-Geral da República, é Ato Administrativo legal em
toda a sua essência e forma, e tem o escopo de adequar a
Administração do MPU à Administração Pública Moderna, em
especial no que tange a redução da jornada de trabalho, uma
luta de TODOS os trabalhadores mundiais, e que hoje, no
Brasil, tem apoio do Presidente da República e do Congresso
Nacional, vide os dois Projetos de Lei, tratando do assunto,
que tramitam naquela Casa Legislativa.
É por qualidade de vida
que lutamos, e é a redução de jornada de trabalho que
oportuniza aos trabalhadores do MPU poder desfrutar de mais
tempo com a família e em atividades de lazer para que se
trabalhe mais alegre, e possa se produzir mais.
Portanto, o texto que
fundamenta a ação civil pública promovida pelo já citado
Procurador da República não corresponde à verdade, quando
trata os servidores, na leitura das entrelinhas, de
vagabundos e desmerecedores de tal jornada de trabalho.
Além do que, ataca
irresponsavelmente uma conquista dos servidores do MPU, a
qual só trará benefícios a todo o órgão.
As assertivas do
Procurador Regional da República, Mário Ferreira Leite,
mesmo que externadas em uma ACP, só demonstra sua miopia
social, egocentrismo, arrogância, petulância, e externa o
descaso com que o mesmo trata aqueles que, lado a lado com
os membros, dão sustentação às atividades de uma das
Instituições mais respeitadas deste País. E, fique sabendo o
Douto Procurador, que assim como o SINASEMPU, o “MPU SOMOS
TODOS NÓS”!
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1º/10/2008 -
13h10
Resultado do concurso de relotação de servidores
A Secretaria
Geral do Ministério Público Federal divulgou na edição nº 18 do
Boletim de Serviço do MPF a
Portaria SG/MPF nº 759 que traz o resultado do concurso de
relotação de servidores, bem como a
Portaria SG/MPF nº 758 que contém os
dados classificatórios dos candidatos inscritos no referido
certame.
Os servidores relotados poderão
deslocar-se após o período de cinco dias úteis do exercício de
novo servidor nomeado ou relotado para as vagas decorrentes do
concurso de relotação, ressalvadas situações excepcionais, a
critério da administração.
Com informações da ASCOM/MPF.
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