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28/11/2008
- 16h55
SINASEMPU encampa luta por negociação coletiva no serviço público
O
SINASEMPU está encampando a luta pela ratificação da Convenção 151
da Organização Internacional do Trabalho – OIT, ao lado de
diversas outras entidades sindicais representativas dos servidores
públicos. A campanha, que já ganhou às ruas, propõe que os
servidores pressionem os parlamentares a apoiarem a proposta,
encaminhada para apreciação do Congresso Nacional desde 14/2.
São cartazes alertando à população sobre a importância do tema,
cartilhas explicando o que é a Convenção 151 da OIT e cartões
postais para serem enviados aos deputados e senadores, com o
seguinte questionamento: “Senhores parlamentares, se vivemos em um
país democrático, por que o servidor público não tem direito à
negociação coletiva?”.

O
que é
A
Convenção 151 da OIT trata da organização sindical e do processo
de negociação dos trabalhadores do serviço público. Caso seja
ratificada pelo governo brasileiro, trará mudanças para o
movimento sindical do setor público que irão favorecer as
categorias por eles representadas, sejam elas federais, estaduais
ou municipais.
A
Convenção 151 prevê a independência das organizações sindicais,
permite que os dirigentes dessas organizações possam desempenhar
satisfatoriamente seu trabalho, protege os trabalhadores da função
pública contra atos de violação da liberdade sindical e,
principalmente, garante a instauração de processos que permitam a
negociação entre servidores e autoridades públicas.
“Se a Convenção 151 já tivesse sido ratificada pelo governo
brasileiro e de fato implementada na nossa prática jurídica, o
procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, não
poderia passar anos se recusando a negociar reajuste salarial e
melhorias de benefícios para os servidores do MPU, como vem
acontecendo”, exemplifica a presidente em exercício do SINASEMPU,
Márcia Broxado.
A
presidente em exercício do SINASEMPU lembra que, ao contrário do
patronato da iniciativa privada, as autoridades públicas
brasileiras não são obrigadas a receber os servidores para
negociação. “O ordenamento jurídico brasileiro, por motivos
diversos, nunca reconheceu o direito dos servidores públicos à
negociação coletiva. Por isso, questões como reajustes e
benefícios são definidas unilateralmente pelas autoridades”,
explica.
Histórico
Durante quase dois anos, o Fórum Nacional do Trabalho debateu a
necessidade da ratificação da Convenção 151 como forma de se
garantir o pleno exercício sindical dos trabalhadores do serviço
público. Conforme parecer divulgado pelo Dieese, “a ratificação da
Convenção 151-OIT tem como propósito romper com os resquícios do
Estado autoritário, na medida em que caminha na defesa da tese da
liberdade e autonomia sindical por parte do movimento sindical
brasileiro apontando para o estabelecimento de novos padrões de
relações de trabalho no setor público”.
O
parecer esclarece, ainda, que “o processo iniciado com a
ratificação da Convenção 151-OIT pode e deve gestar um novo
arcabouço doutrinário e jurídico para as relações de trabalho no
setor público, já muito debatido tanto no âmbito da Câmara
Setorial quanto pela sociedade. A implementação das garantias
definidas na Convenção 151-OIT dialoga com o aprofundamento da
democracia no país, avança na transformação do Estado e contribui
para assegurar direitos essenciais para o pleno exercício da
liberdade sindical ao conjunto dos trabalhadores, em especial, dos
serviços públicos”.
Tramitação
Para ser ratificada pelo governo brasileiro, uma convenção da OIT
precisa, primeiro, ser apreciada e aprovada pela Câmara dos
Deputados e, na seqüência, pelo Senado Federal. Só depois disso, o
presidente estará apto a ratificá-la. Por regra, as ratificações
passam a valer um ano após a sanção presidencial. No caso da
Convenção 151, o governo brasileiro já se manifestou favorável a
sua promulgação.
A
simples ratificação, entretanto, não garante o cumprimento das
medidas expostas. É necessário que medidas regulamentadoras sejam
adotadas, em especial no que se refere à negociação coletiva no
serviço público. Isso porque as convenções da OIT são tratados
internacionais vinculantes que não têm força de lei, embora
funcionem como instrumentos jurídicos que estabelecem princípios e
direitos básicos.
Até o momento, a OIT formulou e aprovou 185 Convenções, das quais
156 estão em Vigor. Destas, o Brasil é signatário de 80.
28/11/2008
- 17h49
SINASEMPU manifesta
apoio à greve dos servidores do MPE-MA
O
SINASEMPU, por meio da Seccional Maranhão, apoiará publicamente o
ato público convocado pelo Sindicato dos Servidores do Ministério
Público do Maranhão – SINDSEMP-MA, que será realizado na próxima
segunda-feira (1/12), para denunciar à sociedade os atos
anti-sindicais cometidos pela Procuradoria Geral do Estado contra
os dirigentes da entidade.
Em greve por tempo indeterminado desde quinta-feira (27/11), os
servidores do MPMA reivindicam principalmente reposição salarial,
revisão do Plano de Cargos e Salários, que não é atualizado há 12
anos, e o reconhecimento da entidade sindical representativa da
categoria, o SINDSEMP-MA.

O
diretor seccional do SINASEMPU no Maranhão, Luís Rosendo,
manifestou pessoalmente o apoio da entidade nacional, em visita à
concentração do movimento paredista. Conforme ele, o SINASEMPU se
fará representar também no ato da próxima segunda-feira, já que
apóia as reivindicações dos colegas servidores públicos.
Categoria mobilizada
Entre as principais
reivindicações dos servidores grevistas estão a reposição salarial
referente aos anos de 2007 (9%) e 2008 (4%), e a extensão da
Gratificação de Padrão Ministerial - GPM a todos servidores,
inclusive aos que se encontram em estágio probatório. Atualmente,
o percentual da GPM é de 25%. Os servidores reivindicam o
acréscimo da gratificação para, no mínimo, 50%.
Durante o período de
greve no MPMA, estão suspensas as atividades de notificação, de
protocolo, de perícias nas áreas de assistência social, contábil,
processual, engenharia, economia, de apoio à informática, de
atendimento ao público em geral, atividades que envolvem os
técnicos em execução de mandados, técnicos administrativos,
analistas e auxiliares.
Atualmente, 837
servidores compõem o quadro do Ministério Público maranhense. São
502 servidores efetivos concursados, 247 deles em São Luis; 127
exclusivamente comissionados e 208 servidores à disposição do
órgão, requisitados de prefeituras, governo estadual e outros
órgãos.
Hoje, o vencimento
do servidor de nível médio do MPMA corresponde apenas a 85% do
vencimento de um servidor de nível fundamental do Tribunal de
Justiça do Maranhão (TJ-MA). Entre servidores de nível superior, a
diferença entre os vencimentos pagos pelos dois órgãos é menor,
mas ainda com vantagem para os servidores do TJ-MA. O caso mais
grave está entre os servidores de nível fundamental: o vencimento
de um servidor desta categoria no MPMA corresponde a apenas 30% do
vencimento de um servidor de mesmo nível no TJMA.
Ao contrário dos
servidores, promotores e procuradores de Justiça têm salários
equiparados aos de juízes e desembargadores.
De acordo com o
presidente do SINDSEMP-MA, Valdeny Barros, a alegação do MPMA de
que o órgão não dispõe de recursos para arcar com as
reivindicações dos servidores é infundada. "Para se adequar à Lei
de Responsabilidade Fiscal (LRF), o MPMA pode atingir um limite
prudencial de 1,90% de gasto com pessoal. Hoje, este limite está
em 1,66% e o atendimento às reivindicações do servidores
implicaria em um aumento de apenas 0,14% nesse limite", explica.
Histórico
As negociações com a
administração superior do MPMA tiveram início no último dia 11 de
agosto, com a apresentação de pauta de reivindicações dos
servidores. Em reunião de negociação ocorrida no dia 09.09, a
proposta foi modificada e protocolada, no 11.09.2008, contendo
previsão do impacto de gasto dentro dos limites orçamentários e
legais. Em função das negociações, o início da greve,
anteriormente marcado para os dias 15.09 e 13.10, foi adiado.
No último dia 21.10,
a procuradora-geral de Justiça negou o desconto em folha da
contribuição dos sindicalizados e a liberação de dirigente
sindical, alegando a ausência de Registro Sindical junto ao
Ministério do Trabalho, o que configuraria falta de legitimidade
do SINDSEMP-MA para realizar os pleitos.
"Os servidores
aguardaram o atendimento das reivindicações até o último dia 21.
Como não houve sinalização da administração superior do Ministério
Público, fomos obrigados a deflagrar greve geral por tempo
indeterminado", explica Valdeny Barros.
Ele acrescenta que a
greve pode ser suspensa quando houver o envio de projeto de Lei à
Assembléia Legislativa contendo as alterações no Plano de Cargos,
Carreira e Vencimentos (Leis Estaduais 8.077/2004 e 8.558/2006),
ampliando a Gratificação de Padrão Ministerial de 50%, antecipando
a concessão aos novos servidores, e as reposições das perdas
salariais de 2007 e 2008.
(Com
informações do SINDSEMP-MA)
28/11/2008
- 14h19
Jornal o Dia denuncia
superdiárias dos procuradores do MPU Diárias no MP:
Matéria
publicada pelo Jornal O Dia, na segunda-feira (24/11), volta a
denunciar as superdiárias pagas aos procuradores do Ministério
Público da União – MPU. Conforme o jornal carioca, o valor
recebido por um dia de deslocamento vai de R$ 700,16 a R$ 816,17.
Confira a íntegra da matéria:
Até R$ 816 a
mais por dia
Fiscais da lei e dos abusos na administração pública, parte dos
membros do Ministério Público da União está engordando com diárias
os salários já altos, que vão de R$ 21 mil a R$ 23 mil, quando
viajam a trabalho: o valor recebido por dia vai de R$ 700,16 a R$
775,83. O chefe do MPU, o procurador-geral da República, Antonio
Fernando de Souza, recebe mais ainda: quase dois salários mínimos,
R$ 816,17 por dia fora de Brasília. É o maior valor de diária pago
pela administração pública federal.
Um ministro do Supremo
Tribunal Federal tem direito à quantia de R$ 614, e juízes
federais, de R$ 571. O valor para senadores e deputados também é
menor: R$ 330 e R$ 300. Já o advogado-geral da União e o
defensor-público-geral da União recebem bem menos, entre R$ 148,29
e R$ 187,83, conforme a cidade de destino. As diárias de
procuradores federais, procuradores da Fazenda Nacional, auditores
fiscais e delegados da Polícia Federal, sem cargos de chefia, são
mais baixas ainda, de R$ 103,08 a R$ 130,56, de acordo com a
cidade.
Os servidores do Executivo são os que
recebem a menor diária na administração pública, mesmo quando
comparados com aos demais do mesmo nível do Legislativo,
Judiciário e MPU. Os valores estão congelados há 13 anos. O
Ministério do Planejamento informou que não há previsão de
reajustar as diárias do Executivo.
As diárias foram criadas no serviço público
para cobrir as despesas de transporte, hospedagem e alimentação do
funcionário que precisa se deslocar para outra cidade. O valor
alto causa constrangimento em parte dos membros do MP. O
procurador da República em Santa Catarina, David Lincoln Rocha,
moveu ação civil pública contestando a lei que fixou as diárias em
1/30 dos vencimentos brutos dos integrantes do órgão. Ele pediu
liminar para reduzir a quantia ao valor pago aos titulares das
demais carreiras jurídicas da União ou valor máximo de R$ 183,00.
Para ele, a lei é inconstitucional porque viola os princípios da
moralidade e da eficiência da administração pública.
O juiz da 1ª Vara Federal em Joinville,
Roberto Fernandes Junior, extinguiu a ação sem julgar o mérito,
alegando que a matéria não pode ser analisada em ação civil
pública, e sim em ação direta de inconstitucionalidade (Adin).
David Rocha recorreu ao Tribunal Regional Federal. Questionado se
entrará com Adin contra a lei, o chefe do MP, Antônio Fernando de
Souza, afirmou que não se manifestaria.
(Fonte: O Dia)
25/11/2008
- 17h59
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Servidores públicos debatem estratégias de ação
A presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado, e o
diretor Jorge Fernandes participam do Seminário Nacional dos
Servidores Públicos, organizado pela Central Única dos
Trabalhadores- CUT, em Brasília, de 24 a 26/11.
Durante os três dias de debate será feito um balanço das
negociações e acordos ocorridos no último período com o
objetivo de definir as estratégias de atuação. Entre as
propostas está a construção de uma pauta conjunta de campanha
para 2009 e 2010.
Além disso, os servidores discutirão as propostas legislativas
que estão em tramitação no Congresso Nacional (PEC 54,
Fundação estatal, Previdência Complementar, Saúde do
Trabalhador entre outras). As ações em relação à
regulamentação da negociação coletiva e resolução dos
conflitos no setor público também estão na pauta.
Segundo a dirigente cutista, Lúcia Reis, o debate ocorre em
momento especial. "Com a realização deste seminário poderemos
construir uma pré-agenda com o planejamento de nossas ações
que serão deflagradas no próximo período", enfatiza. |
(Com informações da Agência CUT)
20/11/2008
- 16h50
Consciência Negra: por que comemorar em 20/11
Em plena ditadura militar, um pequeno grupo de cidadãos negros
costumava se reunir no centro de Porto Alegre para discutir a
situação dos descendentes de africanos no Brasil. Nessas
conversas, eles concluíram que o 13 de maio – Dia da Abolição da
Escravatura, assinada pela princesa Isabel em 1888 – não tinha
maior significado. Era preciso, então, encontrar uma nova data
para reverenciar a luta da população negra brasileira e enaltecer
sua participação na sociedade. Nascia, assim, o 20 de novembro,
Dia Nacional da Consciência Negra – data de evocar a figura de
Zumbi e o Quilombo de Palmares e de discutir a situação do negro
no país.
Entre os participantes do grupo estava o poeta, professor de
português e militante da causa negra Oliveira Silveira. Foi ele
quem sugeriu que o 20 de novembro – data da morte de Zumbi do
Palmares – fosse adotado como dia de celebração da luta da
comunidade negra brasileira. Sete anos depois, o Movimento Negro
Unificado contra Discriminação Racial (MNUDR) oficializou o 20 de
novembro como o Dia da Consciência Negra.
Ex-integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade
Racial, Oliveira Silveira já publicou vários livros. Também é
autor do capítulo 20 de novembro, história e conteúdo, do livro
Educação e Ações Afirmativas: entre a Injustiça Simbólica e a
Injustiça Social, organizado pelos professores Petronilha Beatriz
Gonçalves e Silva e Valter Roberto Silvério, da Universidade
Federal de São Carlos, em São Paulo.
Nesta semana, Oliveira Silveira conversou por telefone, de Porto
Alegre, com a Agência Brasil. A seguir, os principais trechos da
entrevista na qual ele relembra como surgiu o 20 de novembro,
avalia a atuação do movimento negro brasileiro, condena a
miscigenação e adverte: “O racismo não desaparece. Pode até se
aquietar, mas sempre está vivo e atuante.”
Agência Brasil: Por que o movimento negro gaúcho resolveu
buscar uma nova data para reverenciar a luta dos negros contra o
regime escravagista, em substituição ao 13 de maio?
Oliveira Silveira: Isso ocorreu em 1971. Estávamos
insatisfeitos com o 13 de maio. Havia um grupo de negros que se
reunia na Rua da Praia [no centro de Porto Alegre] e o nosso
assunto, invariavelmente, era a questão negra e o fato de o 13 de
maio não ter maior significação para nós. Logo, surgiu a idéia de
que era preciso encontrar outra data. Eu, como gostava de
pesquisar, aprofundei-me nisso. E encontrei material, cuja fonte
era Édison Carneiro, autor do livro O Quilombo dos Palmares,
indicando que Zumbi dos Palmares havia sido morto em 20 de
novembro [de 1695]. Essa informação foi confirmada no livro As
guerras dos Palmares, do português Ernesto Ennes, no qual foram
transcritos documentos. Já que não sabíamos o dia de seu
nascimento ou do início de Palmares, tínhamos pelo menos a data da
morte de Zumbi, o último rei do quilombo de Palmares, Alagoas.
Então, promovemos uma reunião, que originou o Grupo Cultural
Palmares, cuja idéia era fazer um trabalho para reverenciar
Palmares e Zumbi como algo mais representativo que 13 de maio.
ABr: Qual a crítica que vocês faziam e ainda fazem ao 13 de
maio?
Oliveira: Nós vimos logo que o 13 de maio teve
conseqüências práticas. Não havia medidas efetivas voltadas à
comunidade negra. Foi uma liberdade que apareceu apenas na lei e
nada de concreto ocorreu depois. Ao mesmo tempo, era uma data
oficial, que o oficialismo governamental queria que fosse
comemorada, celebrada, com homenagens à princesa Isabel. Ao passo
que Palmares significava uma liberdade conquistada na luta, que
durou um século inteiro, e, por isso, era plena de significado. Os
homens e mulheres quilombolas fizeram um trabalho de resistência,
de afirmação da dignidade humana sem precedentes, de luta pela
defesa da liberdade. Então, não havia dúvidas de que aquela era a
principal passagem da história do negro no Brasil.
ABr: Quando foi realizado o primeiro ato para reverenciar
Zumbi e Palmares?
Oliveira: Como o Grupo Palmares havia se disposto a
trabalhar a partir de datas e já estávamos em julho de 1971,
resolvemos homenagear primeiro o poeta e abolicionista Luiz Gama,
que morreu em 24 de agosto, e mais adiante, em outubro,
homenageamos o nascimento do poeta e abolicionista José do
Patrocínio. Em novembro, fizemos a homenagem a Palmares. À época,
o Grupo Palmares tinha quatro pessoas e depois entraram mais duas
mulheres. Por isso, consideramos que o grupo fundador foi formado
por seis pessoas, que fizeram esse trabalho em 1971, quando
homenageamos Luiz Gama, Patrocínio e Zumbi e Palmares. O Grupo
Palmares realizou, então, no Clube Náutico Marcílio Dias, em Porto
Alegre, o primeiro ato evocativo a Zumbi e a Palmares. Foi o
início de um trabalho que teve continuidade ao longo dos anos.
ABr: Quando o restante do país começou a reverenciar o 20
de novembro?
Oliveira: Inicialmente foi só o Rio Grande do Sul, mas
graças à divulgação, com o apoio da imprensa, a data foi se
tornando conhecida. Em 1975 e 1976, São Paulo, com grupos de
teatro de Campinas e da capital paulista, e o Rio de Janeiro
começaram a celebrar o 20 de novembro. De modo que foi se
implantando o 20 de novembro no país. Até que em 1978 surgiu a
idéia de formar o coletivo de organizações negras denominado MNUDR
– Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial. Foi a
tentativa de uma organização que reunia algumas entidades, entre
as quais algumas já celebravam o 20 de novembro. No final de 1978,
numa assembléia na Bahia, foi proposta a denominação de Dia
Nacional da Consciência Negra em 20 de novembro. Foi uma idéia
feliz de Paulo Roberto dos Santos, um militante do Rio de Janeiro.
Então, aquilo fez com que o 20 de novembro se consolidasse [como
data de celebração a Zumbi e a Palmares e de afirmação da
comunidade negra brasileira], mas foi um trabalho contínuo do
Grupo Palmares. Foi também o coroamento de um trabalho realizado
no Rio Grande do Sul pelo Grupo Palmares e que se tornou
importante, porque foi adotado pelo movimento negro em nível
nacional.
ABr: O que representou o resgate da figura de Zumbi e do
quilombo de Palmares na luta do negro em busca da cidadania plena
e de sua auto-estima?
Oliveira: Foi extremamente significativo, porque o 20 de
novembro se mostrou como algo com uma força aglutinadora muito
grande. Com isso, muitos grupos se formaram e muitas atividades
passaram a ser desenvolvidas. Em São Paulo, por exemplo, criou-se
o Festival Comunitário Negro Zumbi, que promovia atividades em
cidades do interior. Foi uma motivação muito positiva,
especialmente pela mensagem, uma coisa mais afirmativa do que o 13
de maio.
ABr: Como o senhor explica que o resgate histórico de Zumbi
e do quilombo dos Palmares tenha começado justamente num estado de
maioria branca, como o Rio Grande do Sul, com forte presença de
imigrantes de origem européia?
Oliveira: Parece até algo meio milagroso que o segmento
negro tenha resistido nos estados do Sul. Antes, a Região Sul era
considerada essa parte que vai do Rio Grande do Sul a São Paulo. E
foi onde a imigração se localizou preponderantemente. Então, houve
uma política voltada para essa região. Foi a política do
branqueamento, que trouxe imigrantes e deixou de lado e de fora o
indígena e o negro, a partir do século 17. Essa política poderia
ter eliminado o segmento negro, mas ele resistiu. Eu considero que
os imigrantes vieram como convidados e também interessados.
Tiveram depois grande participação, grandes oportunidades e apoio
logístico, inclusive de seus países. De modo que eles se
desenvolveram muito aqui. Eles não podem ser isentados de culpa ou
qualquer coisa nesse gênero, porque, na verdade, são beneficiários
da nossa exclusão, da tentativa de exclusão de negros e indígenas.
ABr: Como o senhor avalia a atuação do movimento negro hoje
e a inserção do negro na sociedade brasileira?
Oliveira: Foi um processo. O movimento foi se
desenvolvendo. Vieram novas fases. Tivemos aquela primeira fase,
de 1971 a 1978, que eu chamo de virada histórica. Depois, uma fase
de surgimento de organizações e de aproximação com o poder, com o
governo e a participação na [Assembléia] Constituinte de 1988. A
partir da nova Constituição, temos uma nova fase, na qual o
movimento tem uma linha mais prática. Já temos experimentações
muito importantes, com participação no governo. Temos a Secretaria
Especial de Promoção da Igualdade Racial [Sepir] e a Fundação
Palmares. São instâncias que nos permitem uma experiência muito
válida. Então, o movimento avança. E, com a política de cotas nas
universidades, estamos dando passos importantes e necessários.
ABr: O Brasil se intitula como a maior democracia racial do
mundo. Como o senhor analisa isso?
Oliveira: A democracia racial é um mito trabalhado
especialmente em função dessa política de branqueamento, que nunca
foi revogada. A miscigenação é apresentada como uma coisa
positiva, mas, na verdade, não é. No Brasil, existe preconceito,
discriminação na prática, existe racismo. É um país
reconhecidamente racista. Isso é oficialmente reconhecido. Eu
acredito que o racismo não é uma coisa que desapareça, que possa
ser eliminado. Ele pode se aquietar, mas lá pelas tantas está
vivo, forte e atuante.
(Fonte: Agência Brasil)
20/11/2008
- 10h50
SINASEMPU oferece serviço para facilitar permuta entre servidores
Os servidores do MPU que têm a intenção de mudar de unidade de
trabalho podem contar com o serviço oferecido pelo SINASEMPU para
facilitar a permuta.
O serviço, gratuito, ajuda os servidores a identificar seus
colegas que também desejam mudar de unidade, por meio de uma
relação divulgada permanentemente na página eletrônica do
sindicato.
Para participar, o servidor interessado precisa enviar para o
SINASEMPU um fax ou e-mail com os seguintes dados: nome, cargo,
lotação, local para o qual deseja se transferir e endereço de
e-mail e telefone.
Os dados devem ser enviados para a sede do Sindicato, fone/fax
(61) 3322-5480 e 0800 7042819, ou pelos e-mails :geral@sinasempu.org.br
e
informatica@sinasempu.org.br
18/11/2008
- 16h50
Decisões judiciais favorecem
sindicalizados do SINASEMPU
Duas novas decisões judiciais
obtidas pela assessoria jurídica do SINASEMPU reforçam o
entendimento de que as parcelas de Adicional de Qualificação
pagas antecipadamente por erro de interpretação da Administração
do MPU não devem ser descontadas dos vencimentos de servidores.
O juiz federal da 14ª Vara, Jamil
Rosa de Jesus Oliveira, em 10/11, determinou liminar em mandado
de segurança beneficiando o servidor Jairo Lúcio Calixto de
Oliveira, que deixou de ter os valores de restituição
descontados de seus vencimentos e será ressarcido do montante já
pago.
O juiz se baseou em entendimento
solidificado pela jurisprudência de que, se não houve má fé do
servidor em receber os valores pagos por interpretação
equivocada da Administração, ele não pode ser penalizado com a
imposição do ressarcimento do montante recebido.
A juíza federal da 2ª Vara,
Candice Lavocat Galvão Jobim, também concedeu liminar em mandado
de segurança, no dia 13/11, em benefício de Clever Souza
Carvalho, determinando que a Diretoria Geral do MPU se abstenha
de efetuar descontos nos vencimentos do servidor referentes ao
recebimento antecipado do Adicional de Qualificação.
A juíza também fundamentou sua
decisão nos aspectos jurídicos que apontam como relevantes a boa
fé do impetrante.
Para o diretor Jurídico do
SINASEMPU, Paulo Rabelo, “isso é um fato político de grande
relevância, porque demonstra o quão equivocado é o raciocínio da
administração do MPU, que desconsidera a boa-fé, princípio
basilar do direito."
14/11/2008
- 13h50
Conselho Fiscal quer
estimular a criação de conselhos estaduais
Conscientizar
a base da categoria sobre a importância da criação de conselhos
fiscais estaduais é um dos desafios que o Conselho Fiscal do
SINASEMPU se impôs para o próximo período. Quem afirma é o
presidente, Moyses Bemerguy, ao avaliar o trabalho desenvolvido
pela atual gestão.
“O estímulo à criação dos conselhos
estaduais é importante porque evita que os problemas venham
desaguar na prestação de contas feita ao Conselho Nacional. É uma
forma da base resolver muitas questões localmente” explica
Bemerguy.
Segundo ele, até o momento, só as
seccionais do Acre, Goiás, Roraima e Rio Grande do Sul conseguiram
compor conselhos estaduais. “Por isso, os atuais membros definiram
o incentivo à prática como um dos eixos centrais da atual gestão.
Vamos continuar incentivando as demais”, compromete-se.
Prestação de contas
De acordo com o presidente, outra
meta da atual gestão é convencer as diretorias estaduais a manter
uma prestação de contas regular, evitando problemas futuros.
“Nosso desafio é incentivar as
diretorias estaduais para que não deixem de preparar e remeter as
suas prestações de contas em tempo hábil. Temos que
conscientizá-las de que, só assim, não precisarão sofrer sanções
posteriormente, como, por exemplo, a suspensão do repasse”, disse.
Conforme ele, uma das marcas desta
gestão do Conselho tem sido, justamente, a de sempre procurar
ouvir os responsáveis pelas prestações de contas das seccionais,
antes de apontar os problemas verificados às assembléias. “Temos
respeitado o direito ao contraditório, à defesa, abrindo espaço
para a justificativa, o que acaba evitando muitos problemas”,
alega.
Pendências diversas
Entretanto, ele reconhece que as
pendências apresentadas ainda são diversas, causadas pelos mais
diferentes motivos. “São direções antigas que não repassam as
informações necessárias às novas, há seccionais que não reelegeram
diretoria e os trabalhos estão parados, enfim, problemas
diversos”.
Em função disso, ele teme que essa
demanda represada possa vir a sobrecarregar os trabalhos do
Conselho Fiscal no próximo ano, caso sejam resolvidas de uma só
vez. “Isso pode causar uma avalanche de trabalho para o conselho.
Precisamos estar preparados”.
Avanços na DEN
A postura democrática e respeitosa
adotada pelo atual Conselho Fiscal do SINASEMPU rendeu bons
frutos, assegurando uma aprovação bastante tranqüila da prestação
de contas da Diretoria Executiva Nacional – DEN do sindicato, pela
plenária da XII AGO.
“Nós evitamos polemizar e dar uma
dimensão maior do que a necessária aos pequenos problemas que
encontrávamos. A DEN sempre respondeu prontamente nossos
questionamentos e manteve a documentação muito bem organizada, o
que facilitou nosso trabalho”, afirma o presidente do conselho
fiscal.
12/11/2008
- 18h40
Confira a Ata
da Mesa Diretora dos Trabalhos da XII AGO
Já se encontra disponível no site do
SINASEMPU a Ata da Mesa Diretora dos Trabalhos da XII Assembléia
Geral Ordinária – AGO, realizada de 30 de outubro a 2 de novembro,
em Natal (RN). Confira:
Ata XII AGO
10/11/2008
- 19h50
Compilação das sugestões para revisão do Plano de Carreira será
divulgada este mês
O SINASEMPU
divulgará, até o final do mês, o relatório contendo a compilação das
sugestões apresentadas para a revisão do Plano de Carreira dos
servidores do MPU, que pela primeira vez está sendo construído pela
base da categoria, em um processo democrático e participativo.
No último final de semana, os membros do Grupo de Trabalho – GT
Plano de Carreira do SINASEMPU, se reuniram na sede do sindicato
para concluir a análise das sugestões recebidas de filiados de todos
os estados do país.
De acordo com a presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia
Broxado, o relatório será amplamente divulgado para a categoria, que
deverá opinar sobre o seu conteúdo em assembléias estaduais.
“Nas assembléias, cada estado deverá eleger um representante para
vir à Brasília participar de seminário para construção da minuta que
tratará da revisão do Plano de Carreira dos Servidores”, explica
ela.
A presidente esclarece que o GT Carreira está se desdobrando para
proporcionar subsídios para os debates estaduais.
“É um trabalho detalhado, bem embasado, que exige muita dedicação de
todos os membros do GT. A intenção é que o relatório forneça
informações suficientes para que a categoria decida conscientemente
o sobre o que será reivindicado à Administração”, justifica.
A presidente em exercício informa que, além dos representantes
estaduais, participarão do seminário a Diretoria Executiva Nacional
– DEN e os membros do GT Carreira, formado pelos diretores
seccionais Júlio Rico Torres (Rio Grande do Sul), Jorge Fernandes
(Paraíba), Ângela Ferreira (Acre), Marcelo Furtado (Espírito Santo)
e José Marcos Lisboa (Bahia).
10/11/2008
- 14h20
Portaria
divulga feriados e pontos facultativos de 2009
A edição desta
sexta-feira (7/11) do Diário Oficial da União publica a portaria de
número
525 do
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que estabelece os
dias de feriado e de pontos facultativos para o ano de 2009.
As datas previstas na portaria, datada de
6/11/2008, deverão ser observadas por todos os órgãos e entidades da
Administração Pública Federal direta, autárquica, e fundacional, no
âmbito do Poder Executivo, sem prejuízo da prestação dos serviços
considerados essenciais.
A portaria determina também que os feriados
declarados em leis municipais ou estaduais têm vigência sobre as
repartições da administração federal ligadas ao Poder Executivo e
instaladas nas respectivas localidades.
Os dias de guarda de credos e religiões não
contemplados pela portaria nº 525 poderão ser compensados, de acordo
com o que determina a lei nº 8.112/90. Nesses casos, é necessária
prévia autorização da chefia.
De acordo com a portaria, no próximo ano
haverá oito feriados nacionais e oito pontos facultativos.
Fonte: Ministério do
Planejamento
10/11/2008
- 11h15
Exercício da democracia e luta
sindical encantam novos delegados
A militância do SINASEMPU está mais
forte, a partir desta XII AGO,
realizada de 30/10 a 2/11, em Natal (RN). Une a experiência dos
servidores
que construíram a história do sindicato à garra dos novos
companheiros que
atenderam ao chamado para a luta.
Com sotaques que revelam a grandiosidade do país, essa nova
militância sai
da AGO animada para pleitear um novo plano de carreira, a adoção
isonômica
da jornada de 7 horas de trabalho, sem perder o foco na luta pelas 6
horas
dentre outros benefícios específicos para a categoria, mas também
para reivindicar um MPU mais voltado para o social, para a busca de
soluções para os problemas da sociedade brasileira.
E, mais do que isso, para buscar o fortalecimento do sindicato,
aumentando o número de filiados e unificando a categoria. Conheça um
pouco do que pensam mais alguns dos novos militantes do SINASEMPU:
"AGO
é o legítimo exercício da democracia"
João Valter Pinheiro da Silva, de Rondônia, entrou no MPU
recentemente, em
julho de 2007, e no mesmo dia já se filiou ao SINASEMPU. Suas
primeiras impressões sobre o sindicato, porém, não foram as
melhores. "As pessoas diziam que era difícil e cansativo participar
das AGOs. A impressão que eu tinha era a de que era algo
improdutivo. Servidores mais antigos diziam que o pessoal viajava
para fazer turismo. E não foi nada disso o que vi aqui", relatou.
João Valter, que já na sua primeira AGO foi escolhido para a difícil
missão de compor a mesa diretora dos trabalhos, conta que, no
primeiro dia, ficou assustado com a aparente confusão da assembléia,
com todos falando, decidindo os mínimos detalhes coletivamente.
"Logo percebi que isso é o legítimo exercício da democracia, no
sentido real do conceito grego, onde todos podem falar e a minoria
acata as decisões da maioria. E vi também que aquele caos aparente
do início vai se auto-regulando, e as coisas começam a acontecer".
Cada vez mais animado a integrar a luta do Sindicato, o novo
servidor do MPU se pergunta, agora, como compartilhar com sua base
tudo o que viveu na AGO. "As pessoas que não conhecem o movimento
mais a fundo acham que as coisas não acontecem por falta de vontade
política dos envolvidos, mas não fazem a menor idéia do quanto o
processo decisório é complicado. A construção do movimento sindical
é um processo dialético que demanda tempo, e muitas pessoas tendem a
associar possíveis demoras com inércia", opinou.
Agora, ele quer discutir formas de
mostrar à base a verdadeira dimensão do processo que leva às
deliberações que chegam para ela já mastigadas.
"Precisamos conscientizar as bases, e também os próprios diretores e
delegados, sobre o que de fato é o sindicato para, assim, podermos
fortalecê-lo. Todas as demais lutas partirão daí. Os servidores
precisam saber que o sindicato é cada um deles". Para isso, ele
aposta no aumento da oferta de cursos de formação sindical. "Para as
próximas AGOs deveríamos oferecer mais palestras para todos os
presentes, para assim criarmos multiplicadores".
"Não imaginava a abrangência do sindicato"
Larissa Stollz Figueiredo, do Paraná, é filiada ao SINASEMPU desde
1997, quando entrou para o MPU. Já foi suplente da diretoria
regional do Estado, mas jamais teve uma participação mais efetiva.
"Nunca ocupei nenhum posto em que tivesse voz", brinca ela. A
motivação para participar desta AGO partiu da diretoria
regional, que indicou seu nome. "No princípio, meu objetivo era
simplesmente o de interagir com os colegas dos outros estados, além
de trazer as pautas apresentadas pelos colegas,", confessou.
A participação direta na AGO mudou seu
pensamento. "Quando não se participa, não se imagina a
abrangência da atuação do sindicato. Nas discussões, descobri que
eu, mesmo sem saber, tinha várias propostas para apresentar. Estou
gostando muito. É um trabalho sério, desgastante, em prol de toda a
categoria, inclusive dos não sindicalizados", afirmou. Para a
delegada, é imperativo que a participação aumente. "Para mim, o
aumento do número de filiados deve ser a principal bandeira do
SINASEMPU para o período".
"A AGO é um aprendizado muito grande"
Antônio Celso se filiou ao SINASEMPU logo após entrar para o MPU, em
1994.
Entretanto, decepcionado com o que considerou uma atuação pífia da
diretoria da época, logo saiu. Seu retorno à entidade representativa
da categoria se deu na primeira gestão do atual presidente, Luiz
Ivan Cunha Oliveira, quando sentiu que o sindicato finalmente
adotara um perfil mais combativo. "A mudança na atuação do SINASEMPU
foi perceptível, e eu me refiliei, inclusive manifestando
publicamente os motivos", afirma.
Com a abertura das inscrições para
delegados de base desta AGO, decidiu repentinamente que era hora de
contribuir mais com a categoria. Se inscreveu e iniciou a campanha.
Perdeu a eleição para delegado proporcional, mas não desanimou.
Intensificou o trabalho de convencimento dos colegas, e acabou sendo
o delegado de base por ramo mais votado na sua unidade, a
PR-RS."Mesmo não tendo uma história de militância no SINASEMPU, as
pessoas conhecem meu perfil combativo, de sempre reivindicar o que é
o correto para todos".
Na AGO, preferiu intervir menos e observar mais. "É uma experiência
fantástica. Um aprendizado muito grande. Estou observando tudo,
tentando me inteirar de como funciona o movimento sindical dos
servidores do MPU", resumiu. Seu descontentamento se resume ao
comportamento de alguns colegas que, excessivamente dispersos,
acabam prejudicando o andamento dos trabalhos.
Entretanto, avalia que a boa atuação
da mesa diretora, em especial do presidente, Geovani Schroeder, tem
ajudado bastante na fruição das atividades. "Felizmente, o
presidente da mesa diretora possui uma postura muito democrática.
Consegue direcionar os trabalhos e garantir a participação de
todos". O delegado confessa que precisou fazer uma auto-avaliação do
quanto é, na prática, verdadeiramente democrático. "É difícil
conviver com a falta de disciplina dos colegas que se dispersam e
depois retomam discussões já superadas, prejudicando o trabalho do
conjunto", desabafa.
Quanto às lutas que o SINASEMPU precisa empreender no próximo
período para
se fortalecer ainda mais, ele não tem dúvidas de que a principal é
investir na divulgação das ações do sindicato. "Tenho certeza de que
se a categoria conhecesse, de fato, a atuação do sindicato, a
filiação iria aumentar muito. Precisamos descobrir novos meios de
informá-la sobre as ações realizadas", concluiu.
06/11/2008
- 19h18
Grupo de Trabalho
do Plano de Carreira reúne-se em Brasília
O Grupo de
Trabalho do Plano de Carreira dos servidores do Ministério Público
da União irá se reunir neste final de semana, dias 8 e 9 de
novembro, na sede do SINASEMPU em Brasília, para estruturar as
propostas apresentadas pelos servidores para o novo Plano de
Carreira da categoria. Na ocasião, será elaborado o relatório final
do Plano que será submetido à apreciação dos servidores para que
analisem e aprovem as linhas gerais do que será o projeto.
Está previsto ainda um seminário nacional para discussão e aprovação
da minuta, a ser realizado após a apreciação do texto pelas bases, o
que poderá ser feito por meio de assembléias ou seminários
estaduais.
O seminário nacional contará com a participação de um representante
de cada Estado, e o texto aprovado será submetido à análise de uma
consultoria especializada, contratada pelo Sindicato. Após o exame
jurídico da consultoria, a minuta final será apresentada ao
procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.
"Muitas propostas boas foram apresentadas pelos servidores.
Estudamos todas com bastante atenção e agora iremos uni-las de
maneira a criar uma minuta que espelhe com a maior precisão possível
os anseios da categoria", declarou o servidor baiano José Marcos
Lisboa, integrante do Grupo de Trabalho.
Ao lado de Lisboa,
também fazem para do GT os Diretores Seccionais Júlio Rico Torres
(Rio Grande do Sul), Jorge Fernandes (Paraíba), Ângela Ferreira
(Acre) e Marcelo Furtado (Espírito Santo) e dois membros da
Diretoria Nacional.
O Grupo de Trabalho do Plano de Carreira (PC) foi eleito na Reunião
dos diretores Seccionais realizada em Abril/2008.
06/11/2008
- 10h05
Redução efetiva da jornada
permanece como bandeira de luta dos servidores do MPU
A redução da jornada de trabalho
para 6 horas diárias, sem sobreaviso, continua sendo uma das
principais bandeiras de luta dos servidores do Ministério Público
da União, conforme deliberação da plenária da XII AGO do
SINASEMPU, realizada em Natal (RN), de 30 de outubro a 2 de
novembro.
De acordo com o presidente afastado do SINASEMPU, Luiz Ivan Cunha
de Oliveira, a redução da jornada para 30 horas semanais (ou 6
horas diárias) consta no Plano de Lutas da categoria das últimas
três AGOs. "Queremos uma redução efetiva da jornada, e não apenas
a flexibilização atual", afirma.
A Portaria nº 468, assinada pelo procurador-geral da República,
Antônio Fernando Silva, em 23/9/2008, possibilita que os
procuradores-chefes adotem o regime de 35 horas de trabalho,
resguardando as outras cinco para sobreaviso.
A medida, entretanto, não foi adotada de forma isonômica pelas
administrações das diferentes unidades do MPU. "Ao deixar ao
arbítrio dos gestores locais a definição da jornada, sem redução
efetiva, o procurador-geral da República perdeu a oportunidade de
estabelecer uma jornada mais humana e, comprovadamente, mais
eficiente no âmbito do MPU. Não baixaremos a guarda, queremos
redução efetiva: 30 horas semanais, sem sobreaviso", informa o
diretor de Mobilização do SINASEMPU, Anderson Machado.
Plano de lutas
A Diretoria de Mobilização do
SINASEMPU vai sistematizar as diversas contribuições ao Plano de
Lutas da XII AGO, apresentadas pelos delegados, antes de enviar a
minuta final à categoria. De acordo com o diretor de Mobilização,
Anderson Machado, serão consideradas também as contribuições
apresentadas pelos Diretores Seccionais na reunião ocorrida no
período que precedeu à AGO. Segundo ele o tempo estimado para
conclusão do processo é de 15 dias.
05/11/2008
- 18h05
SINASEMPU aprova seu Código de
Ética
Pela primeira vez, desde que foi fundado,
em 1995, o SINASEMPU conta com um Código de Ética para balizar a
conduta de seus filiados. “A aprovação do Código foi, sem dúvida
alguma, uma das deliberações mais importantes da XII AGO”,
afirma a presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado.
O conselheiro Jaime Arcádio Haas Kist, que
participou do Conselho de Ética eleito com a missão de redigir a
minuta apresentada à plenária da AGO, ratifica a importância
histórica da deliberação. Segundo ele, na AGO passada, outra
proposta de código já havia sido apresentada aos delegados.
Entretanto, não fora aprovada.
“A minuta que o Conselho
apresentou foi aprovada por maioria, acrescida de uma cláusula
que prevê a revisão do texto durante a próxima AGO, para que ele
possa sofrer alterações para sanar possíveis falhas”, esclarece
Kist.
Debates acalorados
Apresentado à plenária como
segundo ponto de pauta da XII AGO, a aprovação do Código de
Ética suscitou debates acalorados. Alguns delegados queriam
discutir a minuta ponto a ponto, apresentando sugestões de
revisão. A maioria, porém, optou pela aprovação da totalidade da
proposta, com a perspectiva de revisão das possíveis falhas na
AGO seguinte.
Jaime Arcádio considera a decisão
acertada. Para ele, é imperativo que o sindicato passe a contar
com um Código de Ética o mais rápido possível. Quanto às
possíveis falhas da minuta, observa que, para ser melhor
compreendido, o Código de Ética do SINASEMPU precisa ser lido na
sua totalidade. “Em muitos casos, uma dúvida que surge em um
momento é sanada posteriormente”.
Embasamento legal
Ele informa também que, para
chegar à minuta apresentada à plenária, os conselheiros se
debruçaram sobre diversos documentos: códigos de ética de vários
outros sindicatos, além da constituição Federal e do Código de
ética dos Servidores Públicos, lançado pelo Executivo.
“Tentamos extrair o que havia de
mais relevante em cada um dos códigos examinados, mas pudemos
observar também que há princípios éticos universais, comuns a
todo eles, e aplicáveis a qualquer categoria. O Código proposto
está baseado em muitas pesquisas”, defende.
Independência de atuação
O conselheiro ressalta que o
Conselho de Ética atua de forma totalmente independente da
diretoria do SINASEMPU, até para que os filiados não se sintam
constrangidos em denunciá-los, caso julguem necessário.
Por isso, as denúncias devem ser
encaminhadas diretamente à presidente, Ruberli Almeida de
Oliveira, pelo e-mail
ruberlialmeida@gmail.com. Segundo Jaime, os processos
correrão no mais absoluto sigilo.
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