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29/05/2008 - 20h02
CONVOCATÓRIA
O
SINASEMPU convoca todos os servidores do MPU, em especial os
do Ministério Público do Trabalho – MPT, para participarem, na próxima quarta-feira
(4/6), da
mobilização nacional em prol da nomeação de servidores para o
MPT.
A
mobilização ocorrerá simultaneamente em todo o país.
Na
capital federal, os servidores se reunirão em frente à sede da
Procuradoria Geral da República (PGR), a partir das 12 horas, para
reivindicar o encaminhamento ao Congresso Nacional do Projeto de Lei
(PL) que prevê a criação de cargos para o MPT. Tal PL encontra-se
nas mãos do procurador geral da República desde 2005.
Nos
estados, os atos serão coordenados pelas respectivas Seções
Sindicais do SINASEMPU.
Estudos
técnicos apontam que, no MPT, há uma relação de 2,58 servidores
por procurador, enquanto no Ministério Público Federal (MPF), a título
de exemplo, são 6 servidores por procurador. Na Justiça do
Trabalho, essa relação é de 11 servidores por juiz.
A
falta de pessoal no MPT é um problema que prejudica não só os
servidores do órgão, em função da sobrecarga de trabalho, mas
também toda a sociedade brasileira, que depende da instituição
para assegurar relações de trabalho mais sólidas e humanas.
Essa
situação não pode continuar!
Diga
não ao sucateamento do MPT!
Todos
à mobilização do dia 4/6!
29/05/2008 - 11h30
Conselho
Fiscal Nacional divulga relatório
O
Conselho Fiscal Nacional do SINASEMPU divulgou nesta quinta-feira o
relatório da primeira reunião ordinária do colegiado realizada no
período de 28/02 a 1º/3/2008, na Sede do Sindicato em Brasília
- DF.
Foram
analisadas as contas das Seções Sindicais que apresentaram
documentação, assim como da Diretoria Executiva Nacional do
SINASEMPU.
Clique
aqui
e leia o documento.
27/05/2008 - 16h10
MPT
participa da libertação de 38 trabalhadores da escravidão no PA
O
Grupo Especial de Fiscalização Móvel, formado por fiscais do
Ministério do Trabalho, procuradores do Trabalho e policiais
federais, resgatou 38 trabalhadores que viviam em condições
análogas a de escravos, em São Félix
do Xingu, no sul do Pará.
Os
trabalhadores viviam isolados há dois meses, sem acesso à água
potável ou a instalações sanitárias, sem receber salários e
impossibilitados de deixar o local.
Conforme
o coordenador dos fiscais disse à reportagem de O
Estado de S. Paulo, “eles trabalhavam na preparação para
desmatamento de uma área de reserva pública, o que é mais um
agravante para o crime".
Hoje,
os trabalhadores já estão recebendo seus salários, que totalizam
R$ 75 mil. Eles também receberão salário-desemprego.
Para
a diretoria do SINASEMPU, a atuação conjunta do MPT em ações como esta demonstram a importância
da Instituição para a sociedade brasileira e justificam a luta do Sindicato
pela ampliação do quadro de pessoal do órgão e por melhores
condições de trabalho para a categoria.
21/05/2008 -
17h30
MPT também
divulga edital de convocação para opção de relotação
Foi divulgado
hoje, dia 21, no Diário Oficial da União o Edital
de Convocação para Opção de Relotação dos servidores
lotados no Ministério Público do Trabalho, oriundos do V Concurso
Público para ingresso nas Carreiras dos Servidores do Ministério Público
da União.
Clique aqui
e acesse o edital.
21/05/2008 -
16h30
A
batalha do fator previdenciário
Por: Altamiro Borges*
O
governo Lula, que neste segundo mandato ainda não baixou medidas
graves de regressão dos direitos trabalhistas, está na berlinda. O
Senado aprovou o projeto do petista gaúcho Paulo Paim (PT/RS) que
extingue o fator previdenciário, uma excrescência imposta por FHC
que reduziu a já misera renda dos aposentados e pensionistas.
Diante da decisão, a equipe econômica, sempre apegada à ortodoxia
do ajuste fiscal, pressiona os deputados e já ameaça com o veto
presidencial ao projeto do senador, um ex-sindicalista que fundou a
CUT ao lado de Lula. A briga promete ser quente.
Em
reunião no final de abril, dirigentes das principais centrais
sindicais do país manifestaram seu apoio ao projeto do senador
Paim, que elimina o fator previdenciário e garante o mesmo reajuste
do salário mínimo aos aposentados.
Conforme
declarou Wagner Gomes, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores
e Trabalhadoras do Brasil), “o sindicalismo está vigilante e
preparado para mobilizar suas bases em defesa destas duas medidas,
que já foram aprovadas no Senado e, em breve, serão apreciadas e
votadas na Câmara Federal”.
As
centrais planejam realizar várias atividades para pressionar os
deputados federais e o governo Lula, incluindo uma barulhenta
concentração na Câmara dos Deputados em 15 de maio.
Matemática
perversa dos tucanos
O
fator previdenciário foi instituído pela Lei 9.876, aprovada em
novembro de 1999, no bojo da contra-reforma de FHC. Ele é um
perverso mecanismo contábil de arrocho dos trabalhadores que
retarda os pedidos de aposentadorias por tempo de contribuição,
elevando em cinco anos a idade média de quem requer o benefício.
Como a redução dos rendimentos é expressiva (ele fica menor
quanto mais cedo a pessoa se aposenta), o trabalhador é obrigado a
adiar o acesso ao benefício.
Aplicado
no cálculo da contribuição, o fator reduz em 30 e 35% -
respectivamente para homens e mulheres – o valor da aposentadoria
e da pensão em comparação com o salário da ativa.
Não
é para menos que o fim deste monstrengo tucano foi saudado por várias
categorias. Na base do próprio presidente Lula, o Sindicato dos
Metalúrgicos do ABC divulgou boletim com o título: “Fim do fator
previdenciário, vitória dos trabalhadores”.
Segundo
o texto, a aprovação do PLS 296/03 do senador Paulo Paim
representa “uma alteração de amplo e importante alcance
social”. Além de extinguir o fator previdenciário, “esse
redutor das aposentadorias”, o projeto “estende a política de
valorização do salário mínimo às aposentadorias e pensões. O
sindicato, que projetou Lula no cenário nacional, promete
pressionar o governo e elogia a “tenacidade do senador Paim”.
A
desculpa esfarrapada do déficit
Apesar
do uníssono apoio ao fim do fator previdenciário, o Palácio do
Planalto parece decidido a sabotar a vitória. O atual ministro da
pasta, Luiz Marinho, que por ironia da história já presidiu o
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, informou às centrais que o
presidente Lula vetará o projeto, caso ele não seja rejeitado pela
Câmara Federal. A desculpa apresentada é a mesma de sempre: a de
que a medida elevará o déficit da Previdência Social.
Durante
a campanha eleitoral de 2006, o candidato Lula garantiu nos
palanques que “a Previdência não é deficitária”,
contrapondo-se aos agourentos neoliberais que propunham mais arrocho
no setor. Agora, parece, mudou o discurso.
A
realidade, porém, rejeita os mitos neoliberais. No primeiro
trimestre deste ano, em decorrência do tímido aquecimento da
economia, o déficit da previdência baixou 17,2% na comparação
com o mesmo período de 2007.
A
própria Folha de S.Paulo, ativa defensora da destruição do setor,
foi forçada a admitir que “a redução do rombo reflete a maior
criação de empregos formais, que impulsiona a arrecadação das
contribuições que financiam a Previdência. Entre janeiro e março,
foram criadas 554 mil vagas – aumento de 39% em relação a 2007.
Com isso, a arrecadação no trimestre chegou a R$ 35,4 bilhões,
alta de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado”.
(*)
Jornalista, é autor do livro recém-lançado “Sindicalismo,
resistência e alternativas” (Editora Anita Garibaldi).
Fonte:
Diap
19/05/2008 -
16h20
Parlamentares
lançam frente em defesa dos aposentados e pensionistas
O
senador Paulo Paim (PT-RS) e diversos deputados lançam nesta
segunda-feira (19) a frente parlamentar em defesa dos aposentados
e pensionistas, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos
Deputados. A frente será presidida pelo deputado Cleber Verde
(PRB-MA).
As
principais reivindicações dos parlamentares da frente são a
aprovação pela Câmara do projeto de lei do senador Paulo Paim (PLS
296/03) que põe fim ao fator previdenciário e da
proposta que assegura às aposentadorias o mesmo índice de
reajuste do salário mínimo. Essa proposta foi apresentada por
Paim e aprovada como emenda ao projeto de lei que fixa uma política
de reajuste do salário mínimo (PLC
42/07).
O
fator previdenciário, implantado entre dezembro de 1999 e
novembro de 2004, mudou a forma de cálculo da aposentadoria, cujo
valor passou a ser definido pela combinação da idade do
segurado, do tempo de contribuição para a Previdência Social e
da expectativa de sobrevida - tempo de vida do segurado no momento
em que ele se aposenta, definido a partir de dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Paim
explica que, na fórmula de cálculo do fator previdenciário, é
considerada a tábua de vida elaborada pelo IBGE para determinar a
expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria. Essa tábua
é corrigida anualmente e sofre modificações metodológicas para
proceder aos cálculos demográficos. Desde dezembro de
2003, a
situação se agravou com a variação na expectativa de sobrevida
aferida pelo IBGE, o que levou a uma redução média de 16% no
valor das aposentadorias dos trabalhadores.
"Tome-se
o exemplo de dois segurados nas mesmas condições: ambos
filiaram-se ao INSS com 18 anos de idade e tinham, em novembro de
2003, 57 anos de idade e 39 de contribuição. O primeiro deles
resolveu se aposentar e teve aplicada a tábua de sobrevida de
2001 (válida para aposentadorias até 1º de dezembro de 2003);
seu fator previdenciário foi igual a 1,0171 (ou seja, não houve
redução no benefício). O segundo resolveu adiar o pedido de
aposentadoria para novembro de 2004, quando teria 58 anos de idade
e 40 de contribuição, para obter uma aposentadoria um pouco
maior. Como a tábua aplicada foi a de dezembro de 2003, seu fator
previdenciário foi igual a 0,9648 e seu benefício inicial menor
do que o outro cidadão. Ou seja, o segurado trabalhou um ano a
mais, mas seu benefício foi reduzido", exemplifica o
parlamentar.
Com
o fator, o valor das aposentadorias por tempo de contribuição
foi reduzido em cerca de 30%. O fator previdenciário foi a solução
encontrada pelo governo para reduzir os seguidos deficits da
Previdência Social. O objetivo era estimular os segurados a
retardar o pedido do benefício. O fim do fator provocaria, de
imediato, o aumento dos mesmos 30% no valor inicial das futuras
aposentadorias por tempo de contribuição.
Já
a vinculação dos reajustes do mínimo às aposentadorias e pensões
obrigaria o governo a dar o mesmo aumento concedido ao salário mínimo
para todos os aposentados e pensionistas do regime geral da Previdência.
Atualmente, só aqueles que recebem aposentadoria e pensão no
valor de um salário mínimo são beneficiados por esse índice de
reajuste. Os demais têm um índice próprio definido pelo
governo.
Fonte:
Agência Senado
19/05/2008 -
11h30
Sai resultado do concurso de remoção
Foi divulgado hoje, dia 19, no Diário Oficial da União a
lista dos servidores contemplados no último concurso de remoção
realizado pelo Ministério Público da União.
Clique aqui
e acesse a lista.
15/05/2008
- 17h34
Paim realiza ato no Congresso contra redução das aposentadorias
O senador Paulo Paim (PT/RS) convocou e realizou nesta quarta-feira (14), pela
manhã, ato contra o famigerado Fator Previdenciário que reduz drasticamente as
aposentadorias e pensões. A atividade foi realizada no salão nobre da Câmara dos
Deputados.
Diversos parlamentares e entidades sindicais marcaram presença no evento. O deputado
Cleber Verde (PRB/MA), presidente da Frente Parlamentar do Idoso, que será instalada
no próximo dia 19 de maio, destacou que foi eleito deputado federal pelo Partido dos
Aposentados e migrou em seguida para o Partido Republicano Brasileiro.
Cleber Verde disse que ao chegar no Parlamento definiu como prioridades do mandato a
luta contra a taxação de inativos e todas as matérias de interesse dos idosos,
aposentados e pensionistas do País. O deputado apresentou na Câmara dos Deputados
uma PEC para incluir na Carta Magna a indexação das aposentadorias ao aumento dado
para o salário mínimo.
O deputado também destacou emenda do senador Paim que assegura a aplicação do mesmo
índice de reajuste do salário mínimo para as aposentadorias. "O reajuste único e o
fim do Fator Previdenciário são propostas essenciais para os trabalhadores e
aposentados", acredita e defende.
Homenagem
José Augusto, coordenador do Forum Sindical dos Trabalhadores (FST), trouxe um
presente para o senador Paulo Paim. Trata-se da Carta de Brasília, aprovada nesta
terça-feira (13) após realização do 1° encontro nacional do FST em defesa da
unicidade sindical, do emprego e dos direitos trabalhistas.
O presente consistiu na leitura da 4ª parte da Carta de Brasília, que trata de
resoluções e demandas da Previdência Social e dos fundos de pensão. O documento foi
aprovado ao final do encontro, por unanimidade, pelos 3.034 trabalhadores que
participaram do evento, realizado durante todo o dia no auditório do Americel Hall,
na Academia de Tênis, em Brasília.
A Carta de Brasília também dispõe sobre a estrutura sindical brasileira, a redução
da jornada de trabalho, a defesa da ratificação das Convenções 151 e 158 da
Organização Internacional do Trabalho (OIT), a reforma agrária, o meio ambiente e a
matriz energética, que foram discutidos por técnicos, sindicalistas e parlamentares.
Confira a íntegra da resolução da Previdência:
4 - Previdência Social, Fundos e Pensões
Pela extinção do Fator Previdenciário e pela recuperação das aposentadorias e pensões
O Fator Previdenciário e as defasagens nos reajustes aposentadorias e pensões do
Regime Geral da Previdência Social continuam agravando a situação de milhões de
brasileiros que construíram a riqueza nacional. O Fórum Nacional de Previdência
Social (FNPS) não conseguiu chegar a um consenso, pois os empresários e o governo
insistem em aumentar a idade mínima para aposentadoria, o que é inaceitável.
O Senado Federal há poucos dias, em decisão histórica, aprovou o fim do Fator
Previdenciário e estendeu às aposentadorias e pensões os mesmos critérios de
reajuste do mínimo (inflação + crescimento do PIB). O reajuste do mínimo foi
aprovado na Câmara, mas emenda que beneficiava os aposentados com o mesmo critério
foi rejeitada.
Os Fundos de Pensões constituem importantes instrumentos de complementações de
aposentadorias e pensões da Previdência Social e também significativa poupança
interna do país.
Entretanto, é necessária a fiscalização especifica e rigorosa das suas atividades, a
fim de serem evitados os escândalos publicados frequentemente pela imprensa e
prejuízos aos aposentados e pensionistas.
Desta forma propomos:
a) a aprovação imediata pela Câmara dos Deputados do PLS 296/2003, que extingue o
Fator Previdenciário, cujas regras, baseadas, principalmente, na expectativa de vida
dos trabalhadores, retardam e dificultam a concessão das aposentadorias;
b) aprovação imediata pela Câmara dos Deputados do reajuste das aposentadorias e
pensões pelos mesmos critérios do salário mínimo, sob pena daqueles que ganham acima
do mínimo e até o teto do Regime Geral estarem, muito em breve, ganhando somente o
piso nacional; e
c) a retomada da atuação do FNPS, a fim de que seja construído um modelo que
fortaleça a previdência pública e social e elimine os riscos de sua privatização.
Fonte: DIAP
15/05/2008
- 17h34
STF derruba medida provisória e alerta governo
Por seis votos a cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional
a Medida Provisória 405, que liberou em dezembro créditos extraordinários de R$5,45
bilhões. Os ministros frisaram que, quando um gasto é previsível, deve ser incluído
no Orçamento, e não criado por MP. Não será possível, porém, impedir o uso dos
recursos, porque boa parte já foi gasta. Segundo o presidente da STF, ministro
Gilmar Mendes, a decisão é importante porque serve de alerta para o governo pensar
melhor, antes de editar uma MP.
- O tribunal decidiu em caráter pedagógico - afirmou Gilmar Mendes.
A MP julgada ontem garantiu verba para a aquisição de imóveis, compra de
equipamentos para a TV pública e construção de pontes e estradas, entre outras
despesas. A maioria dos ministros argumentou que a Constituição só autoriza gastos
extraordinários em situações muito graves, como calamidade pública e declaração de
guerra.
Pouco após a decisão do STF, o presidente Lula assinou duas medidas provisórias,
incluindo uma que abre crédito extraordinário de cerca de R$8 bilhões para cobrir o
impacto do reajuste salarial dos servidores públicos. A outra formaliza os reajustes
negociados com 17 categorias de servidores civis.
Fonte: O Globo
14/05/2008
- 18h
Nota
oficial –
Presidente do SINASEMPU presta
solidariedade à ministra Marina Silva
O
presidente do SINASEMPU, Luiz Ivan Cunha Oliveira, orgulhoso de sua
origem acreana, estado de onde surgiram personalidades reconhecidas
nacionalmente, como o médico e cientista Adib Jatene, o senador Tião
Viana, o músico João Donato e o ativista ambiental Chico Mendes,
dentre outros, não poderia deixar de hipotecar solidariedade à
Marina Silva, ilustre acreana, no momento em que a mesma deixa o
relevante cargo de ministra do Meio Ambiente do Governo Lula.
Por
este motivo, o SINASEMPU publica a seguir texto de Edílson Silva,
assessor político do Sindicato, referente ao assunto.
Marina
Silva se exonerou. Governo Lula ainda está em disputa?
Por Edilson Silva*
A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, exonerou-se do cargo no
dia de ontem, em caráter irrevogável. A auto-exoneração da
ministra não é simplesmente a saída de mais um auxiliar direto do
governo Lula, como tantos outros o foram. Trata-se de uma baixa de
qualidade distinta, por vários fatores.
O primeiro deles é que se trata da pasta do Meio Ambiente, que
abriga tema dos mais caros na política contemporânea, tanto pela
problemática do aquecimento global quanto pela crise dos alimentos.
E estamos falando da pasta do meio ambiente num país chamado
Brasil, ou seja, onde está localizada a maior reserva de floresta
amazônica do mundo e um dos países centrais no debate mundial
sobre os agro-combustíveis.
Outro aspecto que diferencia esta baixa das demais é por que
estamos falando de Marina Silva, mulher antes de tudo ambientalista
de renome internacional, respeitabilíssima por sua luta em defesa
do desenvolvimento ecologicamente sustentável. Mais um aspecto não
menos importante: Marina deixa o governo sem problemas com a justiça,
diferentemente da maioria dos petistas históricos que compuseram o
governo Lula desde o início de seu primeiro mandato.
É este enredo que deixou Lula "irritado" com a saída de
Marina Silva e com a forma como ela saiu, sem dar-lhe condições de
diminuir o negativo impacto perante a opinião pública nacional e
internacional. Ficou mal para Lula esta irritação, pois se trata
da única ministra da turma do PT que saiu com a ficha limpa com a
Justiça.
Marina Silva, conscientemente ou não, era muitíssimo utilizada por
Lula no ambiente político internacional e nacional. As relações
de Marina com entidades como o Greenpeace, por exemplo, acabavam por
ajudar na blindagem de Lula contra ações e críticas à sua política
ambiental.
Neste terreno, Marina servia de escudo para um governo refém e
entusiasta do agro-negócio, situação que se reverteu na prática
em liberação de transgênicos, privatização da floresta amazônica,
tolerância criminosa com o desmatamento, transposição do São
Francisco, entre outras medidas anti-ecológicas.
Talvez a gota d'água tenha sido o governo Lula ter colocado em
segundo plano o ministério do Meio Ambiente na elaboração e condução
do PAS (Plano Amazônia Sustentável), que foi colocado nas mãos do
ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), assim como os
fortes enfrentamentos que vêm se dando nas últimas semanas no
campo entre fazendeiros e trabalhadores rurais e populações indígenas.
Mas a irritação de Lula com a saída de Marina Silva pode ser também
por que ele sabe que pode haver impactos políticos um pouco mais
profundos no Brasil. No ambiente da esquerda brasileira existe uma
estória da carochinha de que o governo Lula estaria em disputa
entre setores progressistas e conservadores. Parte robusta dos
argumentos em prol desta tese residia na luta hercúlia de
ambientalistas dentro do governo, que estariam evitando que as
coisas estivessem ainda piores.
Os ambientalistas agora saíram do governo. Um dos alicerces
centrais que sustentavam a "tese do governo em disputa"
caiu por terra. Marina Silva, pelo que tudo indica, convenceu-se que
não há como humanizar o agro-negócio, que funciona como uma nuvem
de gafanhotos, e que é um dos núcleos centrais de poder do governo
Lula.
Marina Silva saiu do governo podendo ser acusada de ingênua, de ter
dado condições de fortalecimento dos destruidores da natureza,
mesmo que indiretamente, mas é inegável que ela sai de cabeça
erguida, com seu patrimônio político lhe dando plenas condições
de lançar-se fortemente em outras arenas em defesa da sua causa
histórica: a defesa da vida. Tomara que seja esta a sua intenção.
*Presidente
do PSOL/PE e membro da Direção Executiva Nacional do PSOL
14/05/2008
- 15h57
Retiraram
R$ 10 bi dos trabalhadores com o Fator Previdenciário, diz Paim
Histórico
defensor dos trabalhadores, idosos, negros, índios e servidores
públicos, o senador Paulo Paim (PT/RS) disse na terça-feira
(13) que já retiraram R$ 10 bilhões dos trabalhadores com o
famigerado Fator Previdenciário.
A
regra, criada durante a gestão do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, penaliza os trabalhadores no momento em que
mais precisam de apoio e assistência, a aposentadoria ou
recebimento de pensão.
“Desde
1999 batalho para acabar com o Fator Previdenciário porque não
é justo que o assalariado brasileiro contribua por 35 ou 30
anos e no ato da aposentadoria tenha um confisco de 40%”,
defendeu de maneira enfática.
Ainda
segundo Paim, em 2007, a Previdência Social foi superavitária
em R$ 62 bilhões e as renuncias fiscais dos empregadores, nos
últimos dez anos, já ultrapassam R$ 50 bilhões”, disse.
Vida
sindical
Emocionado,
Paim disse que participar de um congresso dos trabalhadores é
mais importante que estar no Congresso Nacional. “Me faz
recordar das lutas no movimento sindical, das minhas origens, da
minha história, que não nego e não abro mão”.
O
senador também não abre mão de que os aposentados e
pensionistas recebam, pelo menos, o mesmo reajuste concedido ao
salário mínimo. “No Executivo, Legislativo e Judiciário a
aposentadoria é integral e existe a paridade, que estende o
mesmo índice de reajuste para os servidores inativos e os que
estão em atividade.” E continou: “os trabalhadores da CLT não
têm paridade e não podem se aposentar com o mesmo valor que
contribuiu”.
Quanto
à redução da jornada de trabalho, o senador gaúcho disse que
tramitam no Parlamento duas Pec´s, uma na Câmara e outra no
Senado, que reduz para 40 horas semanais no primeiro ano e, em
seguida, uma hora ao ano até chegar a 36 horas de atividade
laboral.
Ao
finalizar sua participação no 1º congresso nacional do FST,
Paim disse com a voz embargada: “o sangue que jorra em minhas
veias está minado positivamente com a mente dos trabalhadores e
suas lutas, só mudo de posição se sugarem todo o meu
sangue”. Foi aplaudido de pé pelos trabalhadores que
participavam do evento.
fonte:
DIAP
14/05/2008
- 15h55
GOVERNO INVENTA O "CAIXA DOIS" DO SUPERÁVIT PRIMÁRIO
O
modelo brasileiro de fundo soberano equivalerá a uma espécie de
caixa dois do superávit primário -os recursos serão obtidos da
forma idêntica, com os mesmos efeitos sobre a dívida pública e a
atividade econômica, mas não serão contabilizados como tal.
Como
o superávit primário, o dinheiro virá de uma parcela da arrecadação
tributária que não será destinada a gastos com pessoal, obras,
custeio administrativo e programas sociais. Como o superávit, a
criação do fundo vai significar abatimento da dívida pública. E,
como o superávit, o fundo vai tirar fôlego do consumo, do
investimento e, assim, da inflação no país.
"Não
entra no cálculo do superávit, mas todo mundo sabe que é algo que
não será gasto", foi como o ministro Guido Mantega tentou
explicar a inovação nacional.
Em
outros tempos, como no primeiro ano do governo Lula, um aperto
fiscal adicional merecia um anúncio de impacto, para impressionar
os mercados e restaurar a confiança dos investidores. Agora, vem
embalado em discurso desenvolvimentista, para não parecer ameaça
ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e outros projetos.
Pelas
explicações de Mantega, os dólares para o fundo soberano serão
comprados de duas formas: na primeira, idêntica à do Banco Central
na aquisição das reservas cambiais, a operação é financiada
pela venda de títulos federais.
Nesse
caso, a operação, de imediato, é neutra para as contas públicas:
aumenta-se a dívida interna e reduz-se, no mesmo volume, a externa
-afinal, os dólares obtidos são descontados na contabilidade dos
compromissos em moeda estrangeira. Com o tempo, porém, a estratégia
dá prejuízo fiscal, porque os juros da dívida interna são muito
mais altos que o rendimento dos dólares aplicados no exterior.
Como
é cara e já é feita pelo BC, essa modalidade deverá ter peso
minoritário no fundo soberano, indicou Mantega.
A
novidade é a compra de dólares com recursos do Orçamento, ou
seja, da arrecadação de impostos e contribuições sociais. Com
esse formato, a operação, embora contabilizada como despesa primária,
é vantajosa aos resultados do Tesouro: o dinheiro se transformará
em patrimônio da União -seja como dólares ou como ações ou títulos
de outros países- e reduzirá a dívida pública.
E
o problema passa a ser político: a compra de dólares disputará
verbas com programas sociais, demandas salariais do funcionalismo,
obras em infra-estrutura, escolas e hospitais.
Um
fundo de US$ 10 bilhões, por exemplo, teria impacto irrisório no dólar
-é menos de 5% do total das reservas. Mas o efeito orçamentário
seria devastador -é basicamente tudo o que o PAC tem para gastar no
ano. Não é por acaso que Mantega preferiu não se comprometer com
valores ontem.
FONTE:
FOLHA DE S. PAULO
14/05/2008
- 15h50
Em
seminário sobre agência, ministro do STJ diz que país está
carente de ética
Brasília
—
Na abertura do
seminário “Infrações e Sanções nos Serviços Públicos
Regulados”, que acontece nesta terça-feira (13/5) e
quarta-feira (14/5), em Brasília, o ministro Gilson Dipp, do STJ
(Superior Tribunal de Justiça), disse que o Brasil está carente
de ética por parte de seus agentes públicos.
Na avaliação
do ministro, que também é corregedor-geral da Justiça Federal,
o Estado brasileiro é incapaz de prestar todos os serviços públicos
que deve prestar e, por isso, necessita da parceria com os entes
privados para a plena prestação desses serviços. No entanto,
essa parceria esbarra na falta de apego às funções públicas.
“Não se presta
serviço público adequado se não tivermos como linha a ética no
serviço público, e o Brasil está carente em ética. Não estou
falando somente do Executivo, estou falando do Judiciário e
Legislativo também. É preciso saber que nós todos temos um só
dever, o de prestar um serviço adequado aos cidadãos. O Estado
atingiu o grau de investimento, mas é um Estado detentor das
maiores, injustas e odiosas desigualdades”, afirmou. “Em todas
as operações da Polícia Federal há sempre um agente público,
político, envolvido porque não há crime organizado sem a presença
do Estado.”
Organizado pelo
IIEDE (Instituto Internacional de Estudos de Direito do Estado), o
seminário, que começou às 14h40, conta com a participação,
entre outros, do ministro Teori Albino Zavascki (STJ), do
presidente da Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações),
Ronaldo Sardenberg, e do presidente do Cesa (Centro de Estudos das
Sociedades de Advogados), Antonio Corrêa Meyer. O objetivo do
evento é debater os princípios, competências e limites das sanções
nos serviços públicos regulados.
Arbitrariedade
Com a presença de
cerca de 200 pessoas no seminário, entre procuradores, advogados,
servidores públicos e estudantes de direito, o primeiro painel
(sobre o poder normativo e o direito administrativo sancionador)
centrou-se na discussão sobre a arbitrariedade das agências
reguladoras na hora de exercer seu papel punitivo.
Isso porque,
segundo o presidente do IIEDE, Fábio Medina Osório, os limites
constitucionais e legais impostos são suplantados no momento da
aplicação da sanção. Ou seja, ao invés de usar a
discricionariedade respaldada em lei, o agente acaba por
extrapolar esses limites constituindo um poder arbitrário e fora
do guarda-chuva da lei.
De acordo com Osório, essa ampliação no exercício da
discricionariedade pode comprometer o benefício da sociedade.
“As agências reguladoras devem respeitar os direitos
fundamentais dos réus, sob o risco de comprometer sua própria
finalidade, prejudicando o consumidor na ponta, porque essas sanções
serão anuladas pelo Judiciário”, explicou. “Quanto mais se
respeita os direitos das pessoas, mais valor legal tem [a sanção],
mais chance de condenar as pessoas.”
No entendimento do
professor Diogo de Figueiredo Moreira Neto, titular de direito
administrativo da Universidade Cândido Mendes (RJ), a razão
dessas ações arbitrárias das agências está no próprio
nascimento desses órgãos, quando houve uma confusão entre o
papel dos organismos de controle policial e a das agências.
O seminário segue nesta terça-feira com o painel "Infrações
e Sanções Administrativas: Poder Sancionador e Poder de Polícia
das Agências Reguladoras".
Fonte: Última Instância
– Revista Jurídica
08/05/2008
- 19h58
Retificada a
Portaria de nomeções dos novos servidores do MPU
A
Procuradoria Geral da República publicou hoje na
Seção 2 do Diário Oficial da União (DOU)
mais duas novas nomeações de candidatos aprovados no
último concurso público do Ministério
Público da União, além de
retificações no Anexo I da Portaria nº 22, de 6 de
maio de 2008, publicada ontem no DOU.
Clique
aqui
e acesse o Diário Oficial da União.
08/05/2008
- 11h45
Nota
sobre o MS que visa a inclusão da GAS no cálculo do 13º salário
Com
relação ao deferimento da liminar no MS
2007.34.00.044260-3, cujo objeto é a inclusão da
Gratificação de Atividade de Segurança no
cálculo do 13º salário, o SINASEMPU vem esclarecer
que:
Após o deferimento da liminar favorável ao SINASEMPU, o
MPF ingressou com pedido de suspensão da segurança
perante a Presidência do TRF.
A Suspensão da Segurança para cassar os efeitos da
liminar até decisão final do processo foi deferida pela
Presidente do TRF.
Contra a decisão da Presidência do TRF, que suspendeu os
efeitos da Liminar, foi interposto, pelo SINASEMPU, Agravo
Regimental.
A matéria agora será levada para a Corte Especial do
Tribunal, no entanto, ainda não existe qualquer previsão
de julgamento do citado Agravo.
Não obstante a discussão apresentada no Agravo Regimental
e o seu respectivo julgamento, o MS está tramitando normalmente.
Diretoria Jurídica do SINASEMPU
07/05/2008
- 11h30
Procuradoria
Geral da República nomeia novos servidores
A
Procuradoria Geral da República publicou, na
edição de hoje do Diário Oficial da União,
a nomeação, em caráter efetivo, de mais 119
candidatos aprovados no último concurso público do
Ministério Público da União.
Clique
aqui
e acesse a lista dos nomeados.
06/05/2008 - 14h35
MPU
prorroga validade do 5º Concurso Público
O secretário-geral do Ministério
Público da União - MPU, Carlos Frederico Santos,
prorrogou por mais um ano a validade do 5º Concurso para
provimentos de cargos e formação de cadastro reserva para as
carreiras de analista e de técnico do órgão.
O concurso,
realizado em fevereiro de 2007, teve seu resultado publicado no Diário
Oficial de 30/5/2007. Com a prorrogação, sua validade se estenderá
até 30/5/2009. A notícia da prorrogação está publicada no Diário
Oficial desta terça-feira (6/5).
Fonte:
DOU
06/05/2008 -
13h19
Direito
de advogar - Ministro Eros Grau indefere liminar em Mandado de
Segurança contra o CNMP
O Ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF), Eros, Grau indeferiu na última
terça-feira, dia 29/04, o pedido de liminar em Mandado de Segurança
impetrado pelo SINASEMPU contra ato do Conselho Nacional do Ministério
Público que proíbe o exercício da advocacia pelos servidores do
Ministério
Público (Resolução nº 27/08).
As situações constituídas asseguradas pelo art. 32 da lei
11.415/06, que dá
direito aos servidores que já advogavam antes do advento da citada
Lei de
continuarem exercendo a advocacia, são análogas às ocorridas com
os Membros
do MP que já advogavam antes do advento da CF/88, e que após esta,
lhes foi
dado o direito de continuarem advogando.
Ao enfrentar a garantia legal das situações constituídas
concedidas aos
servidores que já advogavam antes do advento da Lei 11.415/0, o
Ministro
Eros Grau disse que a jurisprudência do STF "é firme no
sentido de que não
há direito adquirido a regime jurídico-funcional". Nesse
aspecto, salvo
melhor juízo, o Ministro equivocou-se no momento de identificar o
objeto do
MS impetrado pelo Sindicato. O que o Sindicato argüiu foi a
incompetência do
CNMP para, valendo-se mero ato administrativo revogar ou modificar
dispositivo de Lei, eis que no caso concreto da edição da Resolução
CNMP nº
27/08 foi isso que ocorreu.
É indiscutível que no atual ordenamento jurídico pátrio,
ordinariamente,
somente lei é que pode modificar ou revogar dispositivo de outra
lei. Logo,
o art. 32 da lei 11.415/06 só poderá ser modificado ou revogado
por outra
lei ou pelo próprio STF em Declaração de Inconstitucionalidade,
eis que a
aplicação dos incisos I e II, § 2º do art. 130-A da CF pelo
CNMP, só pode
ocorrer sobre os atos administrativos praticados por membros ou órgãos
do
MPU e dos Estados, e não sobre dispositivos de lei.
Ao se
referir à competência privativa do PGR e dos Procuradores Gerais
dos
Ramos do MPU para regulamentar a Lei 11.415/06 (vide art. 27 da
referida
Lei) argüida pelo SINASEMPU, o Ministro declarou que "não há
falar-se,
ademais, em violação da competência do Procurador-Geral da República
para
regulamentar a matéria, eis que compete ao CNMP, no papel de órgão
uniformizador das atividades do Ministério Público Nacional, zelar
pela
autonomia funcional e administrativa da instituição 'podendo
expedir atos
regulamentares, no âmbito de sua competência' (art. 130-A, § 2º,
I da
Constituição do Brasil)".
Ora, mais uma vez, parece que o Ministro deixou de observar a própria
Lei
11.415/06, além do que o inciso I, do § 2º, art. 130-A da CF, está
ligado
diretamente ao inciso II, § 2º do mesmo artigo da CF. Ou seja, o
controle do
CNMP só pode ocorrer sobre os atos administrativos praticados por
membros ou
órgãos do MPU e dos Estados e não sobre dispositivos de lei.
O SINASEMPU, no prazo de legal, vai interpor Agravo Interno na Corte
Suprema.
A Diretoria
Confira na íntegra a decisão
do ministro.
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