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29/6/2009 - 13h30

 

STF aprova súmulas vinculantes sobre remuneração de servidores públicos

O Plenário do Supremo Tribunal Federal acaba de aprovar duas novas Propostas de Súmulas Vinculantes (PSV 7 e 8). Ambas estão relacionadas à remuneração de servidores públicos.

A primeira PSV 7 trata do cálculo de gratificações no Serviço Público. Foi aprovado pelo Plenário o seguinte verbete: “O cálculo de gratificações e outras vantagens não incide sobre o abono utilizado para se atingir o salário mínimo do servidor público”.

Já a PSV 8 teve o seguinte texto aprovado em Plenário: “Os arts. 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/98), da Constituição, referem-se ao total da remuneração percebida pelo servidor público”. Isso quer dizer que o vencimento do servidor pode ser inferior ao salário mínimo, entretanto, a remuneração – vencimento somado às gratificações – não pode ser menor que o salário mínimo.

Fonte: Supremo Tribunal Federal, em 26/6
 


 

 

24/6/2009 - 18h15

MPT lança Planejamento Estratégico 

O SINASEMPU participou, nesta manhã, da cerimônia de lançamento do Planejamento Estratégico do Ministério Público do Trabalho, realizada no auditório Ministro Pereira Lira, no Tribunal de Contas da União, em Brasília. Na oportunidade, o Órgão também oficializou a sua adesão à campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”

Os diretores nacionais da Entidade, Júlio Édison Rico Torres e Raimundo Rodrigues Leite, bem como a diretora da seção sindical no Distrito Federal, Adeline Cecília Castilho Dias, e o assessor da seccional, Alessandro Gil Pereira da Conceição Jochem, acompanharam toda a solenidade.

O SINASEMPU aplaude a iniciativa da atual administração do MPT pelo desenvolvimento de tão desafiador projeto. É certo que não apenas a Instituição irá ganhar com essa medida, mas toda a sociedade brasileira. 

Futuro

Destacando o slogan do Planejamento Estratégico, “O Futuro Começa Agora”, o procurador-geral do Trabalho, Otavio Brito Lopes, frisou em seu discurso de lançamento a importância do planejamento na eficiência e transparência dos serviços que são oferecidos pelo MPT à sociedade brasileira. 

De acordo com Lopes, embora seja uma tendência recorrente a cristalização das instituições, não se pode ignorar o impacto que o ambiente externo exerce sobre todas as organizações. 

“É comum ouvirmos aquele velho ditado que diz que em time que está ganhando não se mexe. Se mexe sim. Porque vivemos em um ambiente de constantes mudanças, onde as pessoas mudam e os nossos objetivos e ações precisam mudar também, de forma a atender com mais eficiência as demandas oriundas da sociedade”. 

O procurador-geral do Trabalho mencionou, ainda, uma série de iniciativas estratégicas, já em vigor, que decorreram do Planejamento Estratégico, entre elas, a implantação do MPT digital e o projeto MPT na Escola. 

Para o vice-procurador-geral do Trabalho, Jeferson Coelho, que congratulou Lopes pelo empreendimento, o compromisso que o MPT assume hoje diante da sociedade brasileira é um compromisso de coragem. “Passamos a ter uma responsabilidade maior”, declarou Coelho. 

Corrupção

Simultaneamente ao lançamento do planejamento estratégico, ocorreu também durante a cerimônia realizada nesta manhã, em Brasília, a adesão do Ministério Público do Trabalho, a nível nacional, à campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”

O projeto tem por objetivo ajudar na prevenção a ocorrência de novos atos de corrupção e a conseqüente diminuição dos processos extrajudiciais e judiciais, por meio da educação das gerações futuras, estímulo a denúncias populares e a efetiva punição de corruptos e corruptores. 

“No momento em que cada um de nós adquire a consciência de que podemos mudar o mundo com as nossas ações, a diferença já começa”, declarou Otavio Brito Lopes. 

Para o promotor de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, Affonso Ghizzo Neto, coordenador nacional da campanha, o engajamento do MPT ao projeto é de suma importância, principalmente, porque duas das propostas do Planejamento Estratégico ora lançado são justamente a transparência e o maior diálogo com a sociedade. 

“Existe uma solução para a corrupção, é a educação. Por meio dela, do diálogo e da reflexão, podemos mudar certas práticas. Todos nós precisamos vestir essa camisa”, afirmou Neto. 

O promotor de justiça chamou a atenção, ainda, dos agentes políticos presentes no evento quanto à necessidade de ser exemplo.

“Somos agentes políticos, mas, a rigor, também somos servidores públicos. Não podemos nos esquecer que o fim maior é sempre a sociedade. Essa ética de servir ao público deve estar dentro de nós”.


 

 

 

22/6/2009 - 18h40

 

Processos acumulados no STF chegam a 106 mil; dispositivo promete redução

Um levantamento do STF (Supremo Tribunal Federal) divulgado nesta segunda-feira afirma que existem hoje 106.623 processos em andamento na Corte, quase 9.700 processos para cada um dos 11 ministros. Um dispositivo batizado de Repercussão Geral já reduz demanda.

A maior parte dos processos se refere a recursos contra decisões de instâncias inferiores. Só os agravos de instrumento somam 53 mil, enquanto os recursos extraordinários representam 40,2 mil processos.

Mas outros tipos de ação também se avolumam na mesa dos ministros. Os habeas corpus e os mandados de segurança, por exemplo, chegam a 2.946 e 1.357, respectivamente.

Redução

Apesar do número elevado, a Suprema Corte diz que, desde abril, os processos distribuídos diminuíram 40,9% muito em razão da Repercussão Geral, uma espécie de filtro para que o Supremo só julgue os casos de interesse social, e não apenas das partes envolvidas.

Em cerca de um ano, o dispositivo dispensou 31 mil recursos extraordinários. "Essa diminuição [...] deve desafogar gradativamente os gabinetes dos ministros com relação aos recursos extraordinários e agravos de instrumento que, em 2008, representaram 89% do total de processos em curso no Tribunal", afirmou o Supremo em nota.

 

Fonte: Folha Online

 


 

 

22/6/2009 - 18h34
 

Crise não marcará o fim do capitalismo, argumenta o cientista político
 

Apesar de sua natureza e profundidade, a crise do capitalismo não é suficiente para derrubar o sistema, sepultar o neoliberalismo ou mesmo pôr em xeque o posto dos Estados Unidos como única potência da atualidade.

É o que apontou o cientista político e professor universitário Emir Sader, neste sábado (20), na abertura do Seminário Internacional Sobre a Crise Mundial.

"É verdade que a hegemonia americana se enfraquece. Mas não aparece no horizonte nenhum país candidato a potência que possa substituir os Estados Unidos", disse Sader às cerca de 250 pessoas presentes no Hotel Braston, em São Paulo, no seminário promovido por PT, PCdoB, Fundação Maurício Grabois, Fundação Perseu Abramo e Corint.

Como contrapartida, ele afirmou que a crise trouxe novos parâmetros para o debate: "A História voltou a ficar aberta - se é que já chegou a fechar. As alternativas para a esquerda estão mais abertas que antes".

Emir ponderou que qualquer interpretação da crise deve levar em conta os princípios do marxismo - que "não são dogmas nem axiomas". Um dos princípios mais relevantes - por refletir um drama atual do marxismo - é a ideia de que "sem teoria revolucionaria não há prática revolucionária".

"A primeira geração de marxistas - Marx, Engels, Lênin, Gramsci, Rosa Luxemburgo - era de pensadores revolucionários que também eram ativistas revolucionários", lembra Emir. "Hoje a ruptura provoca a tendência de a intelectualidade girar sobre si mesma e os partidos serem muito pragmáticos".

Contexto da crise
Para Emir, é preciso analisar a crise atual "sem analogia mecânica" com, por exemplo, a crise capitalista de 1929. "Já chegaram a dizer até que agora vem guerra. Guerra entre quem?". A seu ver, a crise deve ser entendida nos marcos da trajetória do capitalismo no século 20.

Da Segunda Guerra Mundial até a década de 1970, o sistema viveu um longo ciclo de prosperidade - o "período de ouro", conforme a definição do historiador anglo-egípcio Erich Hobsbawn.

"Houve um grande crescimento industrial até na periferia do capitalismo - no Brasil, no México, na Argentina", lembra Emir. O ciclo seguinte, no entanto, é de recessão econômica - mas a queda do socialismo fortalece os Estados Unidos.

"Quem ganha reconta a história, narra os fatos - e a vitória ideológica do capitalismo foi de proporções vitais". O socialismo sai da agenda, perde em atualidade. Países como China e Cuba passam a uma "situação de defensiva histórica". Além disso, o neoliberalismo fragmentou a sociedade, jogou os trabalhadores no trabalho informal, dificultou a resistência.

"A derrota do socialismo serve, afinal, para desqualificar a política".

A financeirização
Com o anúncio da "vitória da economia liberal", os novos embates em pauta se davam em temas como "democracia e totalitarismo", "ocidente versus terrorismo".

Já na economia, "consolida-se a passagem do Estado de bem-estar social para a fase neoliberal, de desregulamentação". É a fase da financeirização radical - ou, nas palavras de Emir Sader, "um câncer incrustado dentro do capitalismo".

"Marx dizia que o capitalismo é o sistema que faz crescer as forças produtivas como nenhum outro - seu problema era não distribuir a riqueza. O que ocorre, sob a hegemonia financeira, é a transferência de recursos do setor produtivo para o setor especulativo, que não produz bens nem serviços", explica Emir.

Na América Latina, segundo o professor, a "euforia neoliberal não trouxe vantagens econômicas. As três maiores economias mostraram fragilidade - o México quebrou em 1994, o Brasil em 1999 e a Argentina em 2002 e 2003".

Para Emir Sader, a atual crise do capitalismo emerge em meio a "um período de relativa estabilidade, com uma única grande potência. Existe uma turbulência prolongada sem resolução previsível, mas qualquer resolução será de alternativas dentro do capitalismo, sem ruptura".

Daí sua conclusão de que "o capitalismo não termina com a crise - porque ele não cai por si mesmo, tem de ser derrubado -, nem tampouco o neoliberalismo acabou". Nessas condições, o Estado age tal qual um "médico acionado quando o capitalismo sofre doenças".

Reflexos
A crise abre cenários distintos nas várias partes do mundo. Barack Obama assume a Casa Branca para enfrentar não só a crise econômica - mas também os impasses de duas guerras abertas e não-resolvidas.

Com uma vantagem, brinca Emir: "É praticamente o único país com iniciação política no mundo: ele faz a guerra e também inicia as negociações de paz". Na geopolítica, o tom do discurso muda - com Cuba e Irã, por exemplo.

Por outro lado, Emir Sader sustenta que "a crise revela a falência da Europa como conglomerado autônomo.

Em tese, se era para ter uma moeda alternativa agora, seria o euro". Mas, ao contrário, as ideias da direita voltam com força no Velho Mundo, e o continente se comporta como um "aliado subordinado dos Estados Unidos".

Num mundo dominado pelo "monopólio das armas, do dinheiro e das palavras", há brutais "guerras humanitárias" seguidas de intervenções políticas. É um "braço imperialista renovado na época unipolar". Por isso, afirma Emir, iniciativas como a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) são importantes.

O "novo tempo" da América Latina possibilitou que a resolução do conflito entre Colômbia e Equador tenha ocorrido "no nosso âmbito", sem o arbítrio dos Estados Unidos ou da ONU. O continente reage. "É extraordinário ver que o primeiro país a romper formalmente com Israel foi a Bolívia, num gesto de solidariedade baseada em seus próprios princípios."

Saídas
Para a economia brasileira, a crise é um teste. "Estamos pagando um preço caro", afirma Emir. Além de queda da demanda externa e, consequentemente, da exportação, houve um refluxo dos créditos.

Na opinião do professor, o governo precisa "encampar a luta contra o monopólio da hegemonia neoliberal", diversificar ainda mais o comércio internacional e aumentar o peso do mercado interno, taxando o capital externo.

"Lula manteve a hegemonia do capital financeiro e a autonomia do Banco Central, ainda que tenha retomado o papel do desenvolvimento. Sem abandonar a conciliação, a aliança de classes, sem deixar de ser parêntesis do modelo internacional, o governo Lula não será alternativa de um novo modelo", criticou Emir.

A seu ver, é preciso resistir ainda à precarização e à alienação do trabalho, voltando também a estimular a sindicalização. "Mesmo o Fórum Social Mundial nunca vai avançar muito se tiver só o tema da cidadania e não tratar do trabalho".

Sobre a nefasta atuação da mídia na América Latina, Emir Sader opina que há "um único jornal bom" - o diário mexicano La Jornada, que tem oito edições regionais. "O Página 12, da Argentina, é bom, mas é um jornal pequeno".

O Brasil, por sua vez, padece de um governo que, na área de comunicação, "não fez quase nada - apenas diversificou um pouco a distribuição de publicidade". A TV Brasil, na sua opinião, "é um fracasso".

"Teremos as heranças das transformações que o Lula fez e das que ele não fez", sintetiza Emir. Além de "quebrar a hegemonia do capital financeiro", o Brasil, "país mais desigual do continente mais desigual", tem adotar "um modelo de desenvolvimento agrário que prescinda do agronegócio".

Outra prioridade, segundo Emir, é "construir uma opinião pública alternativa - pela internet, com os blogs, mas também democratizando a comunicação, a TV, o lazer". A maior dificuldade, diz ele, "é convencer as massas de que nossa utopia é a justiça social".

Seria uma resposta ao "individualismo brutal", que leva as pessoas a pensarem apenas numa coisa: "O que vai acontecer comigo?".

 

Fonte: Vermelho

 


 

22/6/2009 - 18h
 

Qualidade de vida dos servidores é tema de Encontro em Porto Alegre 

Inicia amanhã, dia 23, no Centro de Eventos Plaza São Rafael, em Porto Alegre, o 1º Encontro de Qualidade de Vida dos Servidores Públicos. O evento, que termina no dia 25, realizar-se-á simultaneamente ao 9º Congresso de Stress da ISMA-BR (International Stress Management Association), ao 11º Fórum Internacional de Qualidade de Vida no Trabalho e ao 1º Encontro de Qualidade de Vida na Segurança Pública. 

A proposta do Encontro é compartilhar pesquisas, experiências, Cases e debates sobre como servidores públicos e empresas podem se beneficiar com programas eficientes na redução do stress e na melhoria da qualidade de vida. Entre os assuntos abordados estão: os desafios das práticas profissionais do serviço público, o adoecimento do servidor público e as causas do absentismo no serviço público. 

O encontro é destinado a representantes de empresas públicas interessados em pesquisas, práticas e programas relacionados à qualidade de vida no trabalho, ao stress e à saúde, além de estudantes e profissionais da área. 

Lois Tetrick, Ph.D., diretora do Programa de Psicologia Industrial e professora titular do Departamento de Saúde Organizacional da George Mason University (EUA), Edith Seligmann Silva, doutora em medicina preventiva, com especialização em saúde pública, e Frida Fischer, Ph.D., professora titular do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública e editora associada da Revista de Saúde Pública da USP, são algumas das profissionais que estarão presentes no evento, na capital gaúcha. 

Serviço: 
Os interessados deverão fazer as inscrições no local.
O valor cobrado para a participação de profissionais e para empenho é R$ 1.000 reais. Já para sócios e estudantes a taxa é R$ 900,00 reais.
E-mail: stress@ismabrasil.com.br
Site: www.ismabrasil.com.br
Fone/Fax: (51) 3222.8598


 

 



19/6/2009 - 19h03

 

PLC 18/07: Seccional gaúcha pede apoio de senadores à emenda

 

Representantes do SINASEMPU no Estado do Rio Grande do Sul, Júlio Rico, Darci Almeida, Leandro Flores e Alexandre Pinzkoski, aproveitaram a visita dos senadores gaúchos, Pedro Simon (PMDB), Sérgio Zambiasi (PTB) e Paulo Paim (PT), à Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR/4ª), na manhã desta sexta-feira, para entregar-lhes documento, no qual solicitam apoio à aprovação da emenda proposta pelo senador Gilvam Pinheiro Borges (PMDB/AP) no PLC 18/2007.

 

Os congressistas estiveram na PRR 4ª Região para participar do primeiro Dialogando com o MPF, série de encontros promovida pela Procuradoria, ao longo dos próximos meses, a fim de ouvir da sociedade o que ela tem a dizer sobre o trabalho do Ministério Público Federal.

 

O Projeto, que atualmente tramita no Senado Federal, altera o Estatuto da OAB (Lei nº 8.906/94), tornando o exercício da advocacia incompatível para os ocupantes de cargos ou funções vinculadas direta ou indiretamente a qualquer órgão do Ministério Público.

 

A emenda, apresentada pelo senador Gilvam Borges, busca corrigir essa injustiça, garantindo a manutenção do exercício da advocacia, ao menos aos servidores da Atividade-Meio.

 

“O exercício da advocacia é um direito assegurado pela Constituição. Não podemos ficar de braços cruzados diante da possibilidade de os servidores do MPU, que não atuam na área fim da Instituição, serem alijados desse direito”, declarou o diretor seccional do SINASEMPU no Estado, Júlio Torres, que também coordena a pasta de comunicação e imprensa da Entidade a nível nacional.

 

Para a seccional gaúcha, a aprovação dessa alteração no Estatuto da OAB, do modo como está sendo proposta representará um grande retrocesso frente às conquistas advindas da Constituição Federal de 1988, revelando-se numa significativa injustiça a todos os servidores do Ministério Público.

 

“A obstrução do exercício da advocacia aos servidores do Ministério Público, tal qual está sendo orquestrada, fere de morte preceitos constitucionais, em razão da lesão direta e frontal ao princípio da igualdade, na medida em que permite o acesso dos servidores que exercem Atividade-Fim e cerceiam o acesso aos servidores da Atividade Meio a estes concursos”, declarou a seccional no documento.

 

O pleito apresentado pela comitiva de representantes foi bem recebido pelos parlamentares, que se comprometeram a apoiar a categoria naquilo que for necessário.

 

Clique aqui e leia o ofício na íntegra.

 

Fotos: Eliane Colpo (SS/RS)


 





19/6/2009 - 17h33
 

Deficiência no quadro de servidores do MPT no MS é notícia na Internet

 

Os mais recentes dados divulgados pela imprensa com relação ao quadro de servidores do Ministério Público do Trabalho voltam a chamar a atenção da sociedade brasileira quanto à necessidade de se aumentar o número de servidores do Ramo, que desempenha função fundamental para País no combate à degradação do patrimônio jurídico nas relações trabalhistas.

 

Servidores públicos cedidos de outros órgãos ocupam a metade dos cargos do MPT (Ministério Público do Trabalho) no interior de Mato Grosso do Sul. Na Capital, o índice de funcionários de ‘fora’ é de 18%.  

 

Os números estão na matéria divulgada pela Midiamax, jornal eletrônico do Mato Grosso do Sul (clique aqui e leia mais). O veículo ainda chama atenção dos internautas para o fato de que, em 2007, houve concurso público e “enquanto há uma demanda reprimida no MPT, que é o órgão responsável por fazer valer as leis trabalhistas, pessoas aguardam ser chamadas para exercer a função hoje ocupada pelos cedidos.”.

 

Outro ponto de destaque da matéria foi a mobilização realizada pelo SINASEMPU, no ano passado, em defesa da Instituição, e que continua, até hoje, junto à administração do MPU e aos parlamentares.

 

O ato nacional ocorreu, simultaneamente, em todas as regiões do país. Na capital federal e nos Estados, os servidores do MPU encaminharam uma Carta Aberta aos membros do MPU.

 

Por meio do documento, “o Sindicato buscou sensibilizar os procuradores a aderir à luta em defesa do órgão, da ordem jurídica trabalhista e na proteção dos direitos sociais no Brasil”, explicou o jornal.

 

Boa notícia

 

Todavia, em meio à situação caótica que vive o Órgão, uma notícia divulgada na semana passada pode sinalizar a proximidade de uma solução.

 

Em comunicado encaminhado às Unidades do MPT, o procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes, informou que o Conselho de Assessoramento Superior do MPU, em reunião realizada no dia 9 de junho, presidida pelo Procurador-Geral da República, opinou pelo encaminhamento ao Congresso Nacional do projeto de lei dispondo sobre a criação de cargos e funções para servidores.
 
O SINASEMPU acompanhará de perto o andamento do referido Projeto e continuará lutando pela resolução definitiva desse grave problema que afeta tanto a Instituição, como os servidores, haja vista a sobrecarga de trabalho a que muitos estão sendo submetidos.

 

Mobilização junto aos parlamentares

 

A edição deste mês no informativo Conscientizando traz matéria sobre reunião entre o senador Renato Casagrande (PSB/ES) e a deputada Federal Iriny Lopes (PT/ES), no dia 16 de abril, com o procurador-geral da República, Antônio Fernando Barros e Silva de Souza, para tratar do aumento do quadro de servidores do Ministério Público do Trabalho (MPT).

 

O encontro foi resultado de um eficiente trabalho realizado pela seccional do SINASEMPU no Espírito Santo, junto aos parlamentares.

 

Naquela oportunidade, o PGR informou que estava finalizando proposta de projeto de lei, com vistas a aumentar o quadro de procuradores e servidores no MPU. Na oportunidade, Souza pediu o apoio dos parlamentares na tramitação do projeto de lei no Congresso Nacional, recebendo, como resposta, a sinalização positiva do senador e da deputada.

 

Leia mais no informativo Conscientizando deste mês (clique aqui).



 






19/6/2009 - 16h21

SINASEMPU participa de encontro de ambientação dos novos servidores da PR/DF

 

Um encontro de integração e ambientação foi realizado, no período de 16 a 18 deste mês, para os novos servidores da Procuradoria da República no Distrito Federal, no auditório Pedro Jorge de Melo – Maior, em Brasília.

 

O evento, intitulado “Re-Conhecendo a PRDF”, foi organizado pelo setor de Recursos Humanos da Procuradoria e teve como objetivo, além da integração dos servidores, esclarecer aos participantes a respeito do funcionamento da Instituição e de áreas de interesse direto da categoria, como o Programa de Saúde e Assistência Social do Ministério Público da União (Plan-Assiste).

 

Ontem, dia de encerramento da programação, representantes das entidades representativas dos servidores do MPU foram convidados a se pronunciar. A presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado dos Santos, juntamente com a diretora seccional, Adeline Dias, e o vice-diretor financeiro da Entidade, Raimundo Leite, participaram da reunião.

 

Cada servidor recebeu do Sindicato um kit contendo jornais, cartilhas produzidas pela Entidade sobre assédio moral e LER/DORT, calendário, panfleto e uma ficha de filiação.

 

“O SINASEMPU surgiu de uma demanda da própria categoria, que desejou ter um sindicato que se preocupasse especificamente com as suas questões. Hoje, prestes a completar quatorze anos de existência, trabalhamos incansavelmente na busca de melhores condições de trabalho para os servidores e pela defesa dos seus direitos”, declarou Márcia Broxado, durante a exposição.

 

A presidente do SINASEMPU ainda chamou a atenção dos participantes para as quase 800 ações judiciais já ajuizadas pelo Sindicato, visando assegurar ou resgatar direitos dos servidores, individuais ou coletivos.

 

Os novos convênios firmados pelo Sindicato em benefício da categoria, também foi outro assunto abordado pela presidente. “Embora esse não seja o objetivo principal da nossa entidade, esses convênios surgiram de uma demanda trazida pelos colegas e, assim, corremos atrás para atendê-los”.

 

A diretora seccional do SINASEMPU no Distrito Federal, Adeline Dias, também aproveitou a ocasião para repassar aos servidores sobre a mais recente vitória judicial alcançada pelo Sindicado em favor dos servidores. “Vocês que acabaram de ingressar no MPU e estudaram bastante a Lei 8.112/90 devem estar por dentro da alteração trazida pelo parágrafo 3º do artigo 83, que proibiu a concessão ao servidor de nova licença por motivo de doença em pessoa da família em período inferior a 12 (doze) meses do término da última licença concedida. Pois bem, o Sindicato ingressou com uma ação judicial contra esse parágrafo e a justiça entendeu que o mesmo era inconstitucional. É certo que ainda estamos no início da ação, mas já é uma abertura para garantirmos os direitos dos servidores”, disse Adeline.

 

Novos servidores

 

A iniciativa de integrar e ambientar os novos servidores com os demais colegas e setores da Procuradoria foi bastante elogiado pelos participantes do encontro.

 

Para Raphael Rocha (foto à esquerda), analista processual nomeado em outubro do ano passado, eventos como esse possibilitam a integração inicial dos novos servidores com a Casa, ajudando-os a entender melhor o funcionamento da Instituição.


A mesma opinião é a de Francisco Coutinho (foto abaixo), analista processual. De acordo com ele, o encontro além de “quebrar o gelo”, supre, em parte, uma carência dos novos servidores que, diferentes de outras carreiras, não possuem curso de formação para se inteirar melhor sobre o funcionamento da Procuradoria, antes de iniciar suas atividades.


“Estudamos muita teoria durante a preparação para o concurso. Todavia, quando ingressamos na casa, nos deparamos, na prática, com temáticas diferentes que temos que aprender no empirismo. É por isso que encontros como esse são tão importantes”.

 

Os servidores ainda preencheram um questionário elaborado pelo setor de Recursos Humanos, por meio do qual foram instados a opinar sobre as suas impressões a respeito do evento, e fornecer outros dados de interesse do setor.



 




 

18/6/2009 - 10h21

Servidores cedidos ocupam 50% das vagas do MPT no interior 
  
Servidores públicos cedidos de outros órgãos ocupam a metade dos cargos do MPT (Ministério Público do Trabalho) no interior de Mato Grosso do Sul. Na Capital, o índice de funcionários de ‘fora’ é de 18%.
 

Segundo a Procuradoria Regional do Trabalho 24ª Região, dos três funcionários que trabalham em Corumbá, por exemplo, somente um é concursado do MPT. Em Dourados, há cinco servidores e três deles são cedidos, ou seja, oriundos e outros órgãos. Na cidade de Três Lagoas, há quatro funcionários e um é cedido.  

Em Campo Grande, dos 44 servidores públicos do MPT, 8 são os cedidos. O dispositivo de buscar funcionário de outros órgãos é usado para cobrir a demanda, segundo o SINASEMPU (Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União).  

Jeitinho  

No caso dos servidores requisitados, a faixa salarial é de R$ 1,8 mil. Eles são servidores municipais, estaduais ou de outros órgãos federais. Mas, quando são cedidos, há uma mudança no vencimento, uma adequação salarial.  

O problema é que em 2007 houve concurso público e enquanto há uma demanda reprimida no MPT, que é o órgão responsável por fazer valer as leis trabalhistas, pessoas aguardam ser chamadas para exercer a função hoje ocupada pelos cedidos.  

Em conversa informal com a reportagem, um dos concursados que trabalham no MPT na Capital diz que não vê problemas com a situação. Já outro servidor, que pediu para não ter o nome revelado, medidas precisam ser tomadas para que a legislação seja cumprida e os concursados exerçam suas funções.  

Constituição Federal  

Consta no artigo 37 da Constituição Federal que a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. No segundo parágrafo, “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.  

No caso do MPT em Mato Grasso do Sul, às requisições se destinam a suprir momentânea carência de servidores.  

Casa de ferreiro  

Em 2008, uma mobilização nacional foi feita contra o sucateamento do MPT no Brasil. Com um encaminhamento imediato ao Congresso do anteprojeto de lei que prevê a criação de novos cargos para o órgão e pela reabertura de concurso público, o sindicato considera a situação caótica diante da demanda de vagas.  

No documento, o SINASEMPU tentou sensibilizar os procuradores para o fato de que o Brasil, além de campeão mundial em desigualdades sociais, é também um país instável no que tange às relações de trabalho. Isso porque, no campo e na cidade, trabalhadores convivem com a contradição de, mesmo à luz do século 21, encontrar condições de emprego similares as do período da escravidão, ao mesmo tempo em que sofrem as atrocidades próprias do avanço neoliberal, segundo informações do sindicato.  

A entidade cita as jornadas excessivas, exploração da mão-de-obra infantil e trabalho escravo como problemas que resistem ao rigor da lei e ao avanço dos séculos.  

Em Carta Aberta aos membros do MPU, o Sindicato buscou sensibilizar os procuradores a aderir à luta em defesa do órgão, da ordem jurídica trabalhista e na proteção dos direitos sociais no Brasil. “Está nas “mãos” de instituições como o MPT parte significativa das forças capazes de resistir à degradação do patrimônio jurídico nas relações trabalhistas alcançado a duras penas, em séculos de peleja, pelo povo brasileiro”.  

Ainda conforme o sindicato, o documento demonstra também que a falta de servidores faz com que o próprio MPT não respeite a legislação que ajuda a defender: “(...) Esta situação insustentável das condições de trabalho do MPT revela ainda outra natureza de problema, que é a contradição entre a essência da função jurídica do MPT e a forma como este vem tratando seus próprios trabalhadores. Devido à grave falta de pessoal no MPT, seus servidores são obrigados a cumprir funções múltiplas, exercendo tarefas que vão muito além de suas atribuições. O mesmo ocorre em relação aos Procuradores que, para honrar a missão institucional do MPT, desdobram-se, e, muitas vezes, também são obrigados a desempenhar funções diversas”, revela.  

A Carta lembrou que, desde o ano de 2004 encontra-se na PGR uma minuta de anteprojeto de Lei, elaborada pela Administração do Ministério Público do Trabalho, onde justificadamente está exposta a necessidade da criação de cargos efetivos de servidores e de procuradores e denuncia: “até a presente data, o procurador–geral da República não tem dado a devida importância ao anteprojeto, sequer acenado com a possibilidade de encaminhá-lo ao Congresso Nacional”.  

Fonte: Jacqueline Lopes  - Midiamax News (Jornal Eletrônico de Mato Grosso do Sul)


 


17/6/2009 - 19:35h
 

SINASEMPU une-se à mobilização contra PLP 92/07

 

“Não podemos ficar de braços cruzados diante da iminente privatização dos serviços essenciais garantidos pela Constituição”.

 

Com essa frase, a presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado, participou hoje, pela manhã, de uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, promovida pelos servidores públicos federais, em defesa dos serviços públicos e por melhores condições de trabalho.

 

O ato, que reuniu servidores de todo o Brasil, denunciou o desmonte severo do setor público, o qual o atual Governo vem, por meio do PLP 92, tentando concretizar.

 

Entenda o caso

 

O que é o PLP 92/07
 

O PLP 92/07 foi apresentado com o objetivo de regulamentar o inciso 19 do artigo 38 da Constituição Federal, que lista nove atividades nas quais poderiam ser criadas fundações estatais: saúde (incluindo hospitais universitários), assistência social, cultura, esporte, ciência e tecnologia, meio ambiente, comunicação social, promoção do turismo nacional e previdência complementar do servidor público. Neste último quesito o projeto abre espaço para que o governo institua a fundação que poderá gerir a previdência complementar dos servidores civis da União, de acordo com o previsto na reforma previdenciária de 2003.

 

Como será criada a Fundação Estatal de Direito Privado

O projeto oriundo do Governo Federal prevê que as fundações estatais de direito privado poderão ser criadas ou extintas por lei ordinária, que também dirá qual será a área específica de atuação. No caso de criação hospitais universitários, o projeto de lei seria precedido de discussão no conselho universitário.

 

Natureza Jurídica

A principal e mais rejeitada novidade do PLP 92/07 é que esses novos órgãos vão ter personalidade jurídica de direito privado. Isso significa que elas poderão ter receita própria (fora do Orçamento da União), patrimônio próprio, autonomia financeira, de gestão de pessoal, gerencial e inclusive orçamentária. Por outro lado, as entidades poderão usar os recursos que arrecadarem conforme critérios próprios, sem precisar da autorização do Tesouro Nacional.

 

Quem defende o PLP

O PLP 92/07 é defendido principalmente pelos ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão, Saúde, Ciência e Tecnologia e Previdência.

 

Fonte: Fasubra Sindical




 






17/6/2009 - 15:05h

 

Vitórias judiciais ratificam defesa pelo SINASEMPU dos direitos dos servidores

 

 

Quando o SINASEMPU foi criado, em novembro de 1995, em resposta a uma  crescente demanda dos servidores do Ministério Público da União, a defesa incansável dos direitos dos seus filiados foi alçada a primado perpétuo. À época, a categoria buscava, por meio de uma legítima representação sindical, os mecanismos necessários para proteger os seus direitos contra as intempéries políticas e contra a vitimização dos servidores públicos de um modo geral.

 

Desde então, já foram centenas de vitórias judiciais, políticas e administrativas, que testificam que o compromisso firmado há quatorze anos continua sendo a mola propulsora que norteia todas as ações desencadeadas pelo SINASEMPU.

 

Nas últimas semanas, mais duas decisões judiciais importantes ampliaram o rol de conquistas da categoria. A primeira delas diz respeito aos servidores públicos do MPU em atividade, que, tendo preenchido as exigências para a aposentadoria voluntária, tenham optado por permanecer no serviço público até que se completem as exigências para a aposentadoria compulsória.

 

O SINASEMPU, após ajuizar Ação Ordinária visando ao impedimento da retenção do imposto de renda sobre o abono de permanência, uma vez que este possui caráter indenizatório, obteve sentença favorável da justiça. De acordo com a juíza federal titular da 6ª vara da Seção Judiciária do DF, Ivani Silva da Luz, “não há falar em aquisição de renda ou acréscimo patrimonial por parte do servidor, fato gerador do tributo em questão (CTN, art. 43), pois o respectivo abono visa reparar o não-gozo de um benefício do servidor, no caso, o da aposentadoria, assumindo, portanto, a roupagem própria de verba de natureza indenizatória”.

 

Para a presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado, a certeza de que o Sindicato estará sempre lutando para defender os direitos de seus filiados, como no exemplo acima, é uma convicção que fortalece a categoria e reforça o movimento sindical. “Cada vitória alcançada, cada direito resguardado, deve encontrar em nós o reconhecimento de que vale a pena investirmos na luta coletiva”, declarou Márcia. 

 

Licenças por motivo de doença em pessoa da família

 

A decisão proferida pelo juiz federal substituto da 8ª Vara/DF, Tales Krauss Queiroz, em Ação Ordinária movida pelo SINASEMPU em favor de filiada, é outro exemplo do trabalho que vem sendo desenvolvido pela Entidade.

 

A filiada em questão, responsável direta por menor de oito anos de idade que precisa de atendimento médico regular e constante, viu-se prejudicada pelos efeitos advindos do §3º do art. 83 da Lei 8.112/90, que proíbe a concessão de nova licença em período inferior a 12 meses do término da última licença concedida.

 

Ao acionar a Justiça, o SINASEMPU argumentou que a servidora é a única pessoa que acompanha a criança nos atendimentos médicos e cirúrgicos, daí a necessidade de constantes licenças médicas, nos termos da Lei nº 8.112/90.

 

O magistrado, ao analisar o caso, deferiu em parte o pedido de tutela antecipada requerido pelo SINASEMPU na ação, autorizando a concessão à servidora de licenças por motivo de doença em pessoa da família sem a proibição de renovação contida no §3º do art. 83 da Lei nº 8.112/90, porém observando-se em sua integralidade os comandos contidos em seu §2º (excedendo-se os prazos de 30 e mais 30 dias, a licença é sem remuneração), que, de resto, estavam já presentes na redação anterior.

 

Para o diretor jurídico do SINASEMPU, Paulo Rabelo, que comemora a decisão, o resultado do pleito, embora individual, traz repercussão para toda a categoria. “Há muito temos trabalhado na consolidação de um projeto de sindicato eficiente e aguerrido, cuja principal bandeira seja a defesa dos direitos dos servidores do MPU. As conquistas alcançadas até aqui, individuais e/ou coletivas, são nada mais do que frutos desses esforços, imbuídos pelo espírito coletivo que permeia todas as lutas que enfrentamos”, disse Rabelo.



 





16/6/2009 - 13:12h
 

Justiça determina remoção de filiada para Porto Alegre

 

 

A juíza federal substituta da 17ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, Cristiane Pederzolli Rentzsch, deferiu pedido de liminar em Mandado de Segurança impetrado pelo SINASEMPU (nº 2009.34.00.007567-8), em favor da servidora e filiada Marilise Vallim Salles, e contra ato da administração do MPU, que não respeitou a ordem de classificação obtida no concurso, tampouco o aspecto da antigüidade do servidor já nomeado, no momento de lotar novos servidores para a cidade de Porto Alegre - RS.

 

Salles, nomeada em dezembro de 2008, foi lotada na cidade de Santa Rosa – RS, ante a inexistência de vagas para a cidade de Canoas, onde mora, ou em Porto Alegre, cidade vizinha. Todavia, após a sua nomeação, foram nomeados mais dois candidatos para ocupar vagas na capital gaúcha.

“Considero ilegal a lotação de vagas supervenientes sem o anterior oferecimento desta aos servidores em exercício que, logicamente, obtiveram melhor classificação que o candidato a ser nomeado”, declarou a magistrada.

Na decisão, Rentzsch determinou à administração do MPU que proceda à imediata remoção da servidora para uma das unidades do Ministério Público da União na cidade de Porto Alegre - RS.

Essa é mais uma vitória do SINASEMPU em defesa dos seus filiados.




 






15/6/2009 - 16:42h
 

Parecer sobre redução da jornada será apresentado nesta terça-feira     
 
O deputado Vicentinho (PT-SP), relator da comissão especial criada para analisar a proposta de redução da carga horária máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, vai apresentar seu parecer nesta terça-feira (16) aos integrantes da comissão. Nas últimas semanas, a comissão ouviu representantes de trabalhadores, empresários e governo em seis audiências públicas.
 
A votação do relatório está prevista para o dia 30 de junho na comissão. Depois, a PEC precisa ser votada em dois turnos pelo plenário.
 
A comissão analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada e aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.
 
A reunião será realizada às 14h30 no plenário 15. 
 
Fonte: Agência Câmara



 





15/6/2009 - 16:37h

 

Comissão do Senado entrega amanhã conclusão sobre atos secretos de nomeações de parentes
 
Os técnicos da comissão criada para analisar os atos secretos do Senado que foram utilizados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários devem entregar o resultado das investigações amanhã ao primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI). Como o senador foi submetido na sexta-feira a uma cirurgia de redução de estômago, em São Paulo, os servidores se deslocarão até a capital paulista.
 
O material é mantido em sigilo e não foi repassado para a presidência do Senado. Os técnicos realizam um levantamento dos atos publicados secretamente nos BAPs (Boletins Administrativos de Pessoal), com ênfase em denúncias reveladas nos últimos dias.
 
Integrantes da comissão avaliam que os atos sigilosos podem chegar a mais de 500 nos últimos 14 anos. O levantamento dos dados é complexo diante do tamanho do período em que os atos foram publicados secretamente --referente ao tempo em que Agaciel Maia esteve à frente da diretoria-geral da Casa.
 
O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), determinou a publicação separada identificando todos os atos que foram mantidos em sigilo. Segundo a assessoria de Sarney, no entanto, não há previsão sobre quando a documentação será disponibilizada.
 
Reportagem da Folha afirma que o Senado tornou permanentes, por meio de atos secretos, adicionais salariais para um grupo seleto de servidores e reajustou o valor do auxílio-alimentação de forma retroativa.
 
O presidente da Casa também foi envolvido nas denúncias. Um desses atos teria nomeado sua sobrinha Vera Portela Macieira Borges para um cargo na Casa, fora de Brasília. Vera é filha de José Carlos de Pádua Macieira, irmão de Marly Sarney, mulher do presidente.
 
Alta
 
Segundo assessores de Heráclito, o senador passa bem e se recupera em um dos quartos do hospital Sírio-Libanês. A previsão é de que ele receba alta médica na quarta-feira.
 
Fonte: Folha Online



 







12/6/2009 - 17:32h


 

Ministério Público vai pedir ao TCU abertura de processo para investigar atos secretos
 
O Ministério Público vai pedir nesta sexta-feira ao TCU (Tribunal de Contas da União) abertura de processo para investigar os atos secretos editados pelo Senado nos últimos 14 anos.
 
O procurador do Ministério Público no TCU, Marinus Marsico, solicita no pedido a devolução dos recursos pagos pelo Senado com base em atos sigilosos e sugere punições aos responsáveis pelas medidas secretas.
 
Marsico disse à Folha Online que, a princípio, todos os recursos liberados com base em atos secretos devem ser ressarcidos aos cofres públicos --uma vez que a lei obriga a divulgação de atos administrativos às Casas Legislativas.
 
"Eu não vejo como não tenha que se devolver esses recursos. Eu peço isso ao TCU e também a responsabilização dos agentes administrativos do Senado. Houve responsabilização porque a publicidade é um princípio base da administração pública, não há como alegar que desconheciam isso", afirmou.
 
Marsico não aponta, no pedido, os nomes dos responsáveis pelos atos secretos do Senado. O procurador disse que todos os envolvidos na edição dos atos devem ser responsabilizados, mas acredita que somente as investigações poderão determinar de fato quem são os responsáveis pelas medidas secretas.
 
As investigações podem resultar em ações de improbidade administrativa para os envolvidos na assinatura dos atos, assim como na nulidade das medidas tomadas secretamente pelo Senado. O procurador vai formalizar o pedido de instauração do processo nesta sexta-feira.
 
O Senado tornou permanentes, por meio de atos secretos, adicionais salariais para um grupo seleto de servidores e reajustou o valor do auxílio-alimentação de forma retroativa. Integrantes da comissão que investiga a edição dos atos secretos acreditam que outras medidas foram tomadas de forma sigilosa na Casa, em um número que pode ultrapassar 500 atos secretos.
 
A comissão criada pretende entregar na próxima semana a conclusão dos trabalhos ao senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado. Os técnicos realizam um levantamento dos atos publicados secretamente nos BAPs (Boletins Administrativos de Pessoal) nos últimos 14 anos --referente ao tempo em que Agaciel Maia esteve à frente da diretoria-geral da Casa.
 
Segundo a Folha, em janeiro de 2008, o então primeiro-secretário do Senado Efraim Morais (DEM-PB) tomou a decisão de reajustar o auxílio-alimentação dos servidores. O ato foi feito com valor retroativo a janeiro de 2007. Ou seja, sem previsão orçamentária prevista para aquele ano. A decisão, tomada por meio de ato secreto, só foi tornada pública em abril deste ano.
 
Ainda no ano passado e também por meio de ato secreto, o Senado estabeleceu em R$ 20 o valor do vale-refeição de todos os 5.000 servidores terceirizados. Recentemente, a medida foi questionada pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
 
Fonte: Folha Online


 







10/6/2009 - 19:26h
 

Projeto que aumenta quadro de servidores do MPT será encaminhado ao Congresso Nacional

 

 

Uma notícia há muito esperada pelos servidores e membros do Ministério Público do Trabalho começa a circular por todo o País.

 

Em comunicado encaminhado às Unidades do MPT, o procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes, informou que o Conselho de Assessoramento Superior do MPU, em reunião realizada ontem, dia 9, presidida pelo Procurador-Geral da República, opinou pelo encaminhamento ao Congresso Nacional do projeto de lei dispondo sobre a criação de cargos e funções para servidores.
 
A declaração de Lopes representa o início de uma grande vitória de todos os servidores do MPU. No ano passado, a categoria uniu-se em uma grande mobilização nacional, organizada pelo SINASEMPU, por meio da qual pleiteou o aumento do quadro de servidores da Instituição.

 

Por meio da iniciativa, o Sindicato buscou sensibilizar parlamentares e membros para o fato de que o Brasil, sendo um campeão mundial em desigualdades sociais, necessita do Ministério Público do Trabalho – órgão defesa da ordem jurídica trabalhista e da proteção dos direitos sociais no Brasil.

 

Está nas “mãos” de instituições como o MPT parte significativa das forças capazes de resistir à degradação do patrimônio jurídico nas relações trabalhistas alcançado a duras penas, em séculos de peleja, pelo povo brasileiro.



 






10/6/2009 - 16:56h
 

Senado criou cargos por meio de 300 atos secretos

Nomeação de ex-mulher de Eliseu Padilha aparece na lista
 
Levantamento feito por técnicos do Senado nos últimos 45 dias, a pedido da Primeira-Secretaria, detectou cerca de 300 decisões que não foram publicadas, muitas delas adotadas há mais de 10 anos. Atos administrativos secretos foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários.
 
Na relação, aparecem as nomeações da ex-mulher do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) na Advocacia-Geral e da ex-presidente da Câmara Municipal de Murici, cidade cujo prefeito é filho do hoje líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).
 
Padilha confirmou que a ex-mulher, Maria Eliane, trabalhou no Senado de março de 2006 a dezembro de 2008. Disse que foi requisitada para dar pareceres jurídicos.
 
— Deveriam ter publicado isso (não em ato secreto). Essa pergunta deve ser feita ao Senado.
 
Essas medidas entraram em vigor, produzindo gastos desnecessários e suspeitas da existência de funcionários fantasmas. O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a esses atos secretos, que, após o início da investigação interna, começaram a sair como "boletins suplementares", inseridos nos respectivos meses a que se referem, com data da época.
 
Entre os atos secretos está também o que exonerou um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), então lotado no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA). A exoneração, pelo modo secreto, ocorreu para não dar visibilidade à existência de um parente não concursado de Sarney nos quadros da instituição no momento em que o Senado se via obrigado a cumprir a súmula antinepotismo do Supremo Tribunal Federal (STF).
 
O Senado publica diariamente um boletim acessado pelos servidores com as nomeações e mudanças administrativas internas. Ao assumir a Primeira-Secretaria em fevereiro, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) foi avisado de que muitas decisões não saíram na Diretoria-Geral, então comandada por Agaciel Maia, por tratarem de medidas questionáveis, a maioria para agradar ao grupo do ex-diretor e também do alto comando político. Entre eles estão Sarney, Renan e demais ex-presidentes, como Jader Barbalho (PMDB-PA) e Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto em 2007.
 
Sarney afirmou ontem ao Estado desconhecer a existência desses atos secretos. Ele disse apoiar a divulgação desse tipo de documento.
 
— É claro que eu apoio. A Constituição manda que todos os atos públicos sejam divulgados.
 
Sarney ressaltou ainda que, como parlamentar, cuida mais da parte política do que da administrativa. Procurado, por meio de sua assessoria, Renan não se pronunciou.
 
Comissão
 
A descoberta desses boletins obrigou o primeiro-secretário a oficializar uma comissão para cuidar do assunto. Em 28 de maio, Heráclito nomeou três servidores para cuidar oficialmente do tema e entregar uma conclusão até sexta-feira.
 
— Não tenho compromisso com o erro. Qualquer irregularidade que chegue ao meu conhecimento, eu tomo providência. Não existirão mais atos secretos no Senado. A não ser aqueles de caráter estritamente pessoal.
 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



 







10/6/2009 - 16:48h

 

Fator previdenciário: projeto só vai ser apreciado em plenário, diz Vargas       
 
Em 2010 será mais complicada a apreciação da matéria pelos parlamentares. O projeto está submetido ao tempo político. Ou aprova-se agora ou não haverá condições para votá-lo, pois em ano eleitoral há uma natural dispersão do Congresso, que dificulta apreciação de matérias polêmicas

O relator do PL 3.299/08, deputado Pepe Vargas (PT/RS), que acaba com o fator previdenciário, não vai apresentar seu parecer na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.
 
De acordo com sua assessoria, é melhor apreciar o projeto em plenário, e, para isso, será necessário a aprovação do requerimento de urgência apresentado à Mesa Diretora da Casa pelo deputado João Dado (PDT/SP).
 
Vargas tem recebido entidades sindicais de vários setores, aposentados e também representantes do Governo com a intenção de viabilizar um texto que possa ser, em primeiro lugar, aprovado na Casa com o apoio do Executivo, para evitar o veto, integral ou parcial do projeto.
 
O relator tenta construir uma saída economicamente viável para os aposentados do País.
 
As soluções não são apenas matemáticas, porém, elas também afetam nas decisões políticas. Os empecilhos para viabilizar a votação da matéria são muitos e é preciso pressão da sociedade, dos setores organizados, para que o projeto possa ir a voto.
 
O resultado da votação, em plenário, é uma incógnita. O relator não sabe ainda se para perder ou ganhar, caso o texto vá a plenário.
 
Audiências
Após as audiências públicas que foram realizadas na Comissão de Finanças e Tributação, o relator se deparou com várias reivindicações dos trabalhadores e as comparou com as que o Governo pretende aprovar no Parlamento.
 
Os entendimentos estão em curso, porém o projeto tem que ser apreciado na Casa ainda neste semestre. Certamente, entende o relator, que o projeto será modificado. Desse modo, o texto retornará à Casa de origem, o Senado.
 
Agora, as negociações para colocar a matéria em pauta se darão com os líderes da Câmara dos Deputados.
 
Em 2010, ano eleitoral, será mais complicada a apreciação da matéria pelos parlamentares. O projeto está submetido ao tempo político.
 
Ou aprova-se agora ou não haverá condições para votá-lo, pois em ano eleitoral há uma natural dispersão do Congresso, o que dificulta a votação de matérias polêmicas.
 
Fonte: DIAP




 






5/6/2009 - 18:30h
 

No Dia do Meio Ambiente, ONU quer ações individuais

 

SÃO PAULO - A proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) para o tema deste ano do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje, tem o objetivo de sensibilizar cada indivíduo para atitudes que possam ser aproveitadas pelas comunidades para recuperar o ambiente. Seu Planeta Precisa de Você - Una-se para Combater a Mudança Climática, o nome da campanha, faz um alerta à humanidade sobre as ameaças ambientais. A data foi estabelecida durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em 1972.

“Essa temática foi explorada há alguns anos. Mas, em 2009, tem muito a ver com a reunião que vai definir os próximos passos pós-Kyoto”, diz Haroldo Mattos de Lemos, presidente do Instituto Brasil Pnuma, o comitê brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. A 180 dias da reunião que deve definir os rumos após o Protocolo de Kyoto, a Cúpula Mundial do Clima, que acontece em Copenhague (Dinamarca), deve criar um novo tratado climático para substituir o protocolo, válido até 2012. (Fonte: Estado de São Paulo)

 

Veja como foi o Dia Mundial do Meio Ambiente em algumas cidades brasileiras:

 

Dia Mundial do Meio Ambiente terá várias ações educativas em Vitória

 

Atividades lembram o Dia Mundial do Meio Ambiente em SP

 

Atividades marcam o Dia Mundial do Meio Ambiente




 







5/6/2009 - 17:55h

Direito de advogar: encaminhe e-mail aos senadores

 

 

O SINASEMPU disponibilizou, em seu site na Internet, um formulário eletrônico para que os servidores do MPU, de todo o país, possam encaminhar mensagem aos senadores, solicitando apoio para aprovação da emenda apresentada pelo Senador Gilvam Borges (PMDB-AP), no Projeto de Lei da Câmara 18/2007.

 

A emenda apresentada por Borges vem ao encontro dos anseios da categoria, garantindo a isonomia de tratamento e impedindo grandes prejuízos aos servidores do Ministério Público.

 

Juntamente com esse espaço virtual, outras iniciativas estão sendo engendradas, visando à aprovação da emenda. Entre elas, o contato pessoal de diretores do Sindicato, nacionais e seccionais, com diversos senadores para esclarecer-lhes, de forma clara e objetiva, quanto ao que dispõe o PLC 18/2007.

 

“Essa é uma luta conjunta, que necessita da mobilização e empenho de todos os servidores do MPU”, declarou a presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado dos Santos.

 

Clique aqui e acesse o formulário. Na página inicial, os servidores poderão acessá-lo clicando diretamente no banner “Pelo direito de advogar dos servidores do MPU”. Participe!

 




5/6/2009 - 12:15h

Dia Internacional do Meio Ambiente: sem motivos para comemorar

Apesar de o Dia Mundial do Meio Ambiente ter sido criado para mostrar a importância do meio ambiente à sociedade, neste 5 de junho de 2009 não há motivos para comemorar a data.

A aprovação pelo Congresso da Medida Provisória 458, que regulariza as terras na Amazônia e promove a grilagem; a pressão de ruralista para mudar o Código Florestal e o grande investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) em grandes empreendimentos na Amazônia e em atividades que devastam os ecossistemas, como a pecuária, são algumas das ações que ilustram a inexistência de motivos para comemorações.

Diante deste contexto, 23 organizações da sociedade civil vêm a público manifestar sua preocupação com os rumos da política socioambiental brasileira.  Veja o documento na íntegra.

Nota pública contra o desmonte da política ambiental brasileira

As organizações da sociedade civil abaixo assinadas vêm a público manifestar, durante a semana do meio ambiente, sua extrema preocupação com os rumos da política socioambiental brasileira e afirmar, com pesar, que esta não é uma ocasião para se comemorar.  É sim momento de repúdio à tentativa de desmonte do arcabouço legal e administrativo de proteção ao meio ambiente arduamente construído pela sociedade nas últimas décadas.  Recentes medidas dos poderes Executivo e Legislativo, já aprovadas ou em processo de aprovação, demonstram claramente que a lógica do crescimento econômico a qualquer custo vem solapando o compromisso político de se construir um modelo de desenvolvimento socialmente justo, ambientalmente adequado e economicamente sustentável.

1. Já em novembro de 2008 o Governo Federal cedeu pela primeira vez à pressão do lobby da insustentabilidade ao modificar o decreto que exigia o cumprimento da legislação florestal (Decreto 6514/08) menos de cinco meses após sua edição.

2. Pouco mais de um mês depois, revogou uma legislação da década de 1990 que protegia as cavernas brasileiras para colocar em seu lugar um decreto que põe em risco a maior parte de nosso patrimônio espeleológico.  A justificativa foi que a proteção das cavernas, que são bens públicos, vinha impedindo o desenvolvimento de atividades econômicas como mineração e hidrelétricas.

3. Com a chegada da crise econômica mundial, ao mesmo tempo em que contingenciava grande parte do já decadente orçamento do Ministério do Meio Ambiente (hoje menor do que 1% do orçamento federal), o governo baixava impostos para a produção de veículos automotores.  Fazia isso sem qualquer exigência de melhora nos padrões de consumo de combustível ou apoio equivalente ao desenvolvimento do transporte público, indo na contramão da história e contradizendo o anúncio feito meses antes de que nosso País adotaria um plano nacional de redução de emissões de gases de efeito estufa.

4. Em fevereiro deste ano uma das medidas mais graves veio à tona: a MP 458 que, a título de regularizar as posses de pequenos agricultores ocupantes de terras públicas federais na Amazônia, abriu a possibilidade de se legalizar a situação de uma grande quantidade de grileiros, incentivando, assim, o assalto ao patrimônio público, a concentração fundiária e o avanço do desmatamento ilegal.  Ontem (03/06) a MP 458 foi aprovada pelo Senado Federal.

5. Enquanto essa medida era discutida - e piorada - na Câmara dos Deputados, uma outra MP (452) trouxe, de contrabando, uma regra que acaba com o licenciamento ambiental para ampliação ou revitalização de rodovias, destruindo um dos principais instrumentos da política ambiental brasileira e feita sob medida para se possibilitar abrir a BR 319 no coração da floresta amazônica, com motivos por motivos político-eleitorais.  Essa MP caiu por decurso de prazo, mas a intenção por trás dela é a mesma que guia a crescente politização dos licenciamentos ambientais de grandes obras a cargo do Ibama, cuja diretoria reiteradamente vem desconhecendo os pareceres técnicos que recomendam a não concessão de licenças para determinados empreendimentos.

6. Diante desse clima de desmonte da legislação ambiental, a bancada ruralista do Congresso Nacional, com o apoio explícito do Ministro da Agricultura, se animou a propor a revogação tácita do Código Florestal, pressionando pela diminuição da reserva legal na Amazônia e pela anistia a todas as ocupações ilegais em áreas de preservação permanente.  Essa movimentação já gerou o seu primeiro produto: a aprovação do chamado Código Ambiental de Santa Catarina, que diminui a proteção às florestas que preservam os rios e encostas, justamente as que, se estivessem conservadas, poderiam ter evitado parte significativa da catástrofe ocorrida no Vale do Itajaí no final do ano passado.

7. A última medida aprovada nesse sentido foi o Decreto 6848, que, ao estipular um teto para a compensação ambiental de grandes empreendimentos, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal, que vincula o pagamento ao grau dos impactos ambientais, e rasga um dos pontos principais da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, assinada pelo País em 1992, e que determina que aquele que causa a degradação deve ser responsável, integralmente, pelos custos sociais dela derivados (princípio do poluidor-pagador).  Agora, independentemente do prejuízo imposto à sociedade, o empreendedor não terá que desembolsar mais do que 0,5% do valor da obra, o que desincentiva a adoção de tecnologias mais limpas, porém mais caras.

8. Não fosse pouco, há um ano não são criadas unidades de conservação, e várias propostas de criação, apesar de prontas e justificadas na sua importância ecológica e social, se encontram paralisadas na Casa Civil por supostamente interferirem em futuras obras de infra-estrutura, como é o caso das RESEX Renascer (PA), Montanha-Mangabal (PA), do Baixo Rio Branco-Jauaperi (RR/AM), do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi (PR) e do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pelotas (SC/RS).

Diante de tudo isso, e de outras propostas em gestação, não podemos ficar calados, e muito menos comemorar.  Esse conjunto de medidas, se não for revertido, jogará por terra os tênues esforços dos últimos anos para tirar o País do caminho da insustentabilidade e da dilapidação dos recursos naturais em prol de um crescimento econômico ilusório e imediatista, que não considera a necessidade de se manter as bases para que ele possa efetivamente gerar bem-estar e se perpetuar no tempo.

Queremos andar para frente, e não para trás.  Há um conjunto de iniciativas importantes, que poderiam efetivamente introduzir a variável ambiental em nosso modelo de desenvolvimento, mas que não recebem a devida prioridade política, seja por parte do Executivo ou do Legislativo federal.  Há anos aguarda votação pela Câmara dos Deputados o projeto do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) Verde, que premia financeiramente os estados que possuam unidades de conservação ou terras indígenas.  Nessa mesma fila estão dezenas de outros projetos, como o que institui a possibilidade de incentivo fiscal a projetos ambientais, o que cria o marco legal para as fontes de energia alternativa, o que cria um sistema de pagamento por serviços ambientais, dentre tantos que poderiam fazer a diferença, mas que ficam obscurecidos entre uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e outra.  E enquanto o BNDES ainda tem em sua carteira preferencial os tradicionais projetos de grande impacto ambiental, os pequenos projetos sustentáveis não têm a mesma facilidade e os bancos públicos não conseguem implementar sequer uma linha de crédito facilitada para recuperação ambiental em imóveis rurais.

Nesse dia 5 de junho, dia do meio ambiente, convocamos todos os cidadãos brasileiros a refletirem sobre as opções que estão sendo tomadas por nossas autoridades nesse momento, e para se manifestarem veementemente contra o retrocesso na política ambiental e a favor de um desenvolvimento justo e responsável.

Brasil, 04 de junho de 2009.

Assinam:

Amigos da Terra / Amazônia Brasileira
Associação Movimento Ecológico Carijós - AMECA
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - APREMAVI
Conservação Internacional Brasil
Fundação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional - FASE
Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - FBOMS
Fórum das ONGs Ambientalistas do Distrito Federal e Entorno
Greenpeace
Grupo Ambiental da Bahia - GAMBA
Grupo Pau Campeche
Grupo de Trabalho Amazônico - GTA
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia - IMAZON
Instituto de Estudos Socioeconômicos - INESC
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM
Instituto Socioambiental - ISA
Instituto Terra Azul Mater Natura
Movimento de Olho na Justiça - MOJUS
Rede de ONGs da Mata Atlântica
Sociedade Brasileira de Espeleologia
Via Campesina Brasil
WWF Brasil


Fonte: Envolverde/Amazônia.org.br
 





4/6/2009 - 10:35h

Justiça determina pagamento da GAS sobre o 13º

O Juiz Federal da 14ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, Jamil Rosa de Jesus Oliveira, reconheceu em sentença proferida em Mandado de Segurança Coletivo n. 2007.34.00.044260-3, direito dos filiados do SINASEMPU negado pela Administração do MPU.

Pela decisão do magistrado todos os filiados da Entidade passarão a ter a GAS considerada na base de cálculo da gratificação natalina (13º). Outro efeito da decisão é o pagamento das diferenças relativas aos valores já recebidos.

Histórico

A Administração do MPU não considera a Gratificação de Atividade de Segurança (GAS) na base de cálculo da gratificação natalina. Segundo a Instituição, a vantagem não representa remuneração permanente, devendo ser paga ao servidor tão somente enquanto estiver exercendo a atividade específica.

Diante da decisão, o SINASEMPU ingressou com Mandado de Segurança Coletivo argumentando que a GAS é uma vantagem pecuniária permanente, instituída pela Lei nº 11.415, de 2006, e deve, portanto, ser paga aos servidores do MPU que exerçam atividades relacionadas às funções de segurança e com características permanentes, devendo, nesses casos, compor a base de cálculo da gratificação natalina.

Ao apreciar a lide, o magistrado decidiu favoravelmente aos servidores. Oliveira declarou na sentença que, como já exposto na decisão inicial, a gratificação em questão, ao ser percebida pelo servidor de maneira permanente, passa a compor sua remuneração, e como tal deve sobre ela incidir a gratificação natalina.
O mesmo argumentou o Ministério Público Federal ao oferecer seu parecer no MS, opinando pela concessão da segurança. “A GAS deve ser considerada como vantagem pecuniária integrante do vencimento-base, desde que estabelecidas às condições previstas na lei e no regulamento, quais sejam: o exercício direto de atividades relacionadas à função de segurança”.

Com essa sentença todos os filiados do SINASEMPU que recebem a GAS terão
um acréscimo no 13º salário.





3/6/2009 - 17:35h

OEA revoga suspensão de Cuba após 47 anos
 
Revertendo um dos marcos da Guerra Fria no continente, os chanceleres que participam da 39ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizado em Honduras, chegaram nesta quarta-feira a um acordo para revogar a suspensão de Cuba que começou há 47 anos.
 
"Já foi aprovada neste momento por todos os chanceleres, por consenso. Essa é uma notícia muito boa, reflete a mudança de época que se está vivendo na América Latina", disse o ministro das Relações Exteriores do Equador, Fander Falconi. Segundo o equatoriano a decisão foi tomada "sem condições", mas estabelece mecanismos para o retorno de Cuba --incluindo a concordância do país de cumprir as convenções da OEA sobre direitos humanos e outras assuntos.
 
"A Guerra Fria terminou neste dia em San Pedro Sula," disse o presidente hondurenho Manuel Zelaya imediatamente após o anúncio, referindo-se à cidade de seu país na qual o encontro de ministros está sendo realizado.
 
O governo americano, que foi representado no encontro nesta terça-feira pela secretária de Estado, Hillary Clinton, defendia que o retorno de Cuba à organização fosse condicionado a avanços do regime cubano no aumento das liberdades civis e políticas para atender aos critérios democráticos da OEA.
 
Cuba foi suspensa da OEA por uma resolução aprovada em 1962, em punição ao país por ter se juntado ao bloco comunista. A organização, sob forte influência americana, acusou o regime cubano de receber armas de "potências comunistas extracontinentais", uma referência à União Soviética e à China. Na época, os Estados Unidos alegaram que a relação de Cuba com os países comunistas ameaçava o equilíbrio da região.
 
"Este é um momento de alegria para todos os latino-americanos", disse o chanceler equatoriano a repórteres após a Assembleia Geral. "Muitos de nós não tinham nascido naquele momento e o que esta geração está fazendo é basicamente emendar a história. Aqui temos um desafio de construir uma história diferente".
 
A decisão foi adotada depois que, nesta terça-feira, os chanceleres de um grupo especial designado para tratar da questão permaneceram reunidos por mais de seis horas, sem chegar a um consenso.
 
Durante a Assembleia, muitos países pressionaram para a readmissão de Cuba sem impor condições para isso. Mas Hillary pediu que a OEA exigisse que o governo de Raúl Castro adotasse reformas democráticas.
 
O governo cubano, por outro lado, repetiu nos últimos meses que não tinha interesse de retornar ao que chamava de "ferramenta" dos EUA, enquanto países como Venezuela, Brasil e Panamá movimentavam-se diplomaticamente para garantir o fim da suspensão.
 
O ex-ditador cubano Fidel Castro escreveu no jornal estatal "Granma" nesta quarta-feira que a OEA deveria não existir, e que a organização, historicamente, tem "aberto portas para o Cavalo de Troia --os Estados Unidos-- devastar a América Latina".
 
Nos últimos anos, todos os países do hemisfério restabeleceram relações com a ilha, com exceção dos EUA, que ainda mantêm um embargo econômico ao regime cubano.
 
Fonte: Folha Online com Efe, Associated Press e Reuters

 
 



1/6/2009 - 19:18h

SINASEMPU luta no Senado por direito de advogar dos servidores

 

Os diretores nacionais do SINASEMPU, Júlio Rico (comunicação e imprensa) e Raimundo Leite (financeiro), e a diretora seccional do Sindicato no Distrito Federal, Adeline Castilho, juntamente, com o assessor da seccional, Alessandro Jochem, reuniram-se com senadores, na última quinta-feira, dia 28/5, em Brasília.

 

O objetivo da mobilização foi aglutinar apoio contra dispositivo do Projeto de Lei da Câmara nº 18, atualmente, em tramitação no Senado Federal, que retira por completo de todos os servidores do Ministério Público, da União e Estaduais, que trabalham na área meio do Órgão, o direito de advogar.

 

Como conseqüência, outra finalidade dos diretores foi angariar apoio à emenda apresentada pelo senador Gilvam Borges (PMDB-AP), em favor desses servidores.

 

“Uma norma legal só se justifica quando seu desiderato busca garantir assegurar direitos e atender aos interesses coletivos da sociedade, da comunidade, do público e do povo in genere, não deve ter como finalidade a restrição de direitos de uma determinada classe, categoria profissional ou grupo social”, declarou o senador na justificação da emenda por ele proposta.


Senado

 

No período da manhã, a comitiva visitou o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e Paulo Paim (PT-RS), além dos assessores dos senadores Gilvam Borges (PMDB-AP), autor da emenda capitaneada pelo SINASEMPU (clique aqui e leia mais), e Demóstenes Torres (DEM-GO), relator do PLC 18/2007.

 

Durante as reuniões, o diretor Raimundo Leite explicou que o dispositivo em questão dificulta aos servidores que não trabalham na área fim do Ministério Público a obtenção de declaração que comprove a experiência jurídica para realização de outros concursos.

 

“Há um grande número de servidores que serão muito prejudicados”, alertou Leite.

O mesmo argumentou o diretor de comunicação, Júlio Rico. “Durante a persecuçãoprocessual, esses servidores não têm qualquer tipo de contato com os processos. Por que então cerceá-los do exercício da advocacia?”.

O pleito apresentado pela comitiva de representantes foi bem recebido pelos parlamentares, que se comprometeram a apoiar a categoria naquilo que for necessário.

 

Durante a reunião com o senador Paulo Paim, a diretora seccional do SINASEMPU no DF, Adeline Castilho, abordou outro ponto de interesse dos servidores com o parlamentar. Castilho pediu a intervenção do senador com relação ao parágrafo 3º do artigo 83 da Lei 8.112/90 (inserido pela Lei 11.907/09), que proibiu a concessão ao servidor de nova licença por motivo de doença em pessoa da família em período inferior a 12 (doze) meses do término da última licença concedida.

Paim solicitou à diretora que tecesse a questão, com mais detalhes, e encaminhasse ao gabinete, via e-mail, para que ele pudesse estudar melhor o caso e tomar as providências.

No período da tarde, os diretores do SINASEMPU reuniram-se com o senador Renato Casagrande (PSB-ES) e com o assessor legislativo da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT).

 

Outros contatos também foram realizados por telefone. A comitiva aguarda agora

 

o retorno desses senadores quanto a possibilidade de uma reunião.




 

 



 




1/6/2009 - 18:55h

SINASEMPU visita unidades do MPU no Rio de Janeiro

Nos últimos dias 28 e 29 de maio, o SINASEMPU, com o intuito de cumprir seu dever institucional e estar mais perto dos filiados, esteve presente em algumas Unidades do MPU no Estado do Rio de Janeiro.

Na oportunidade, também participou da visita o Dr. Marcelo Correia, do escritório Nilton Correia Advogados, que presta assistência jurídica ao SINASEMPU, com vista a levar notícias das ações já propostas, e daquelas ainda em estudo para propositura, como também esteve á disposição para esclarecer possíveis dúvidas e orientar aos filiados sobre questões jurídicas.

A visita estava programada já há algum tempo, todavia somente nessa data pode se concretizar, e contou com o importante apoio da Diretoria Seccional-RJ.

A pauta das reuniões foi composta de assuntos de interesse da base, como PCS, direito de advogar, ações judiciais, representantes por local de trabalho, convênios, dentre outros assuntos específicos de cada Unidade.

O objetivo principal da visita foi a de intensificar o trabalho de aproximação com as bases que já vem sendo realizado, bem como de reforçar a idéia do sindicato como impulsionador das lutas da categoria, e sobre a importância dos representantes por local de trabalho, colaboradores do SINASEMPU dentro de cada unidade do MPU, levando, por fim, ao conhecimento dos servidores, as informações tanto buscadas pelas bases.

“Os debates foram frutíferos e descobrimos que os servidores, quando se trata de PCS, estão mesmo preocupados com o estabelecimento de Carreira digna e não focados em tabela salarial.” – afirmou a Vice-Diretora Jurídica da entidade, Maria Angélica Travnisk Nobre.

Apesar de permanecer por curto período, foram visitadas: PJM-RJ, PRT 1ª Região, PR-RJ, PTM e PRM Niterói, PRR 2ª Região (prédio da Rua Uruguaiana).

“Não obstante a impossibilidade momentânea de visitar todas as Unidades do Estado, a escolha dos representantes por local de trabalho nas unidades citadas já significam um avanço e ajudará muito na comunicação com as Unidades”, segundo Márcia Broxado, presidente em exercício do SINASEMPU.

 



1/6/2009 - 14h

Nota da Diretoria Executiva Nacional do SINASEMPU

A Diretoria Executiva Nacional do SINASEMPU – Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União, vem, de público, manifestar a sua mais otimista expectativa quanto ao nome a ser anunciado pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República para ocupar o honroso cargo de chefe da Procuradoria Geral da República e, por certo, de que, a este Sindicato Nacional - na condição de único e legítimo representante nacional da categoria dos servidores de todo o Ministério Público da União - sejam propiciadas relações francas e sinceras  para o trato dos assuntos de interesse comum, com a reabertura do diálogo tão necessário ao exercício da democracia.


A DIRETORIA