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28/01/2010 -
14:09
Greve: SINASEMPU aciona justiça no intuito de proteger servidores
Todos os servidores do Ministério Público da União têm conhecimento da luta do SINASEMPU em busca de uma melhor qualidade de vida, que tem como um dos pilares uma carreira justa, com remuneração adequada.
Na busca por essa melhoria, o SINASEMPU encampou a luta em prol do envio de um novo Plano de Carreira, processo que foi intensificado no mês de dezembro passado, com a realização de manifestações e paralisações, culminando com greve NACIONAL, por tempo indeterminado, com grande adesão e abrangendo muitas Unidades espalhadas em todo o Brasil. Convém ressaltar que todos os atos de mobilização foram realizados em respeito ao que determina a legislação vigente.
A ausência de diálogo e a falta de respeito com a categoria é notória, não causando surpresa o Ofício Circular nº 50, de 18 de dezembro de 2009, subscrito pelo Secretário-Geral do Ministério Público da União, determinando o desconto das ausências integrais como falta justificada e a ausências parciais como entrada ou saída tardias dos servidores envolvidos nas manifestações.
Importante ressaltar, que a existência de um fato concreto por parte de Administração do Ministério Público, conforme citado acima, era imprescindível para ajuizamento de qualquer remédio jurídico.
Diante da impossibilidade do diálogo e no intuito de proteger os filiados de mais um ato arbitrário, o SINASEMPU ajuizou no Superior Tribunal de Justiça o Mandado de Segurança 14942, com pedido de liminar, no sentido de que a Administração do Ministério Público da União se abstenha de efetuar descontos nas folhas de pagamentos dos servidores grevistas dos dias paralisados em decorrência da greve deflagrada.
A ação foi distribuída para Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Tendo o processo sido ajuizado ainda durante o recesso forense, no dia 21 de janeiro passado o Ministro Cesar Asfor Rocha, juiz de plantão, indeferiu o pedido de liminar e solicitou mais informações ao MPU.
Vamos aguardar o desdobramento da ação que deverá ser julgada pela Terceira Seção. Mais informações poderão ser obtidas através do site do STJ e http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=95631
27/01/2010 -
15:06
Em discussão, ação para punir casos de enriquecimento ilícito
E os parlamentares da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal estão prontos para apreciar e votar projeto do senador Pedro Simon (PMDB-RS,) que pretende reduzir a impunidade nos casos de improbidade administrativa. Segundo o projeto (PLS 319/07), as ações destinadas a punir agentes públicos sem vínculo permanente com a Administração no caso de enriquecimento ilícito poderão ser movidas até 16 anos depois do fim do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança. O prazo em vigor (Lei 8.429/92) é até cinco anos. Pedro Simon explica que o projeto, apresentado em 2005 pelo então senador Antero Paes de Barros, foi arquivado no final da legislatura passada (2007) por não ter tido sua tramitação concluída. O parlamentar gaúcho resolveu, então, pedir ao ex-senador autorização para retomar a proposta e outras que alteram as normas de persecução criminal e que, em sua opinião, se constituem em "inegável avanço no combate à impunidade e à corrupção".
Barreira ao combate à impunidade do uso indevido de cargos públicos
Na justificação da proposta, o parlamentar gaúcho reproduz o argumento de Antero Paes de que "o prazo de cinco anos é curto para os padrões morosos de investigação penal e administrativa que o Brasil possui". Outro argumento é o de que o prazo de cinco anos tem sido um dos fatores para a impunidade dos agentes que causam prejuízos ao erário público. O prazo proposto de 16 anos é o maior no Código Penal para crimes contra a administração pública. No voto pela aprovação, o relator na CCJ, senador Adelmir Santana (DEM-DF), afirma que o projeto apresenta mérito. É que o curto lapso prescricional para ações contra atos de improbidade administrativa é obstáculo ao combate à impunidade dos que fazem uso indevido de cargos no Poder Público.
Fonte: Ponto do Servidor - Freddy Charlson / Jornal de Brasília
27/01/2010 -
16:02
Lula dá explicações para o Fórum Social Mundial
Presidente respondeu cobranças dos organizadores do evento, exaltou as conquistas sociais do seu governo, e tentou reaproximar-se definitivamente dos movimentos sociais
Ao participar da edição que marca os 10 anos do Fórum Social Mundial em tom de despedida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu cobranças dos organizadores do evento, exaltou as conquistas sociais do seu governo, e tentou reaproximar-se definitivamente dos movimentos sociais que sustentam o maior encontro da esquerda mundial.
No seu último Fórum Social Mundial em Porto Alegre como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva se preparou para fazer um discurso de despedida e defender a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como sua sucessora. Mas, num palanque despido de seu séquito político, acabou também enfrentando questões levantadas pela organização do evento.
Lula chegou ao Gigantinho acompanhado de seis ministros – entre eles Dilma e Tarso Genro (titular da Justiça e candidato ao Piratini) –, mas teve de subir ao palco sem seus auxiliares, às 20h40min. A organização preferiu um palanque mais enxuto, composto apenas por quatro cadeiras e sem a presença dos candidatos petistas. Para justificar a decisão, o apresentador Cândido Grzybowski disse que a atividade seguia as normas do conselho internacional e era “autogestionada”, o que significa, no jargão do Fórum, que o formato dos eventos é definido pelas organizações sociais.
Além de Lula e Grzybowski, estavam no tablado a ativista uruguaia Lilian Celiberti e o presidente da CUT, Artur Henrique. Os três integrantes do Fórum foram os primeiros a falar. Artur Henrique fez campanha aberta a Dilma, e Lilian defendeu a maior participação das mulheres na política. Antes do discurso de Lula, Grzybowski retomou o microfone e fez quatro questões ao presidente (veja quadro abaixo), quebrando por alguns instantes o clima de paz e amor em relação a Lula.
Presidente pouco falou de eleição
Num discurso voltado a provar que seus dois mandatos respeitam o espírito do Fórum, Lula falou por 41 minutos. Passou por diversos temas relacionados ao evento, como os avanços sociais, a condução da economia durante a crise econômica mundial, a crítica ao comportamento das nações ricas e a solidariedade com a África. Não deixou de responder aos questionamentos de Grzybowski fazendo uma provocação. Ao dizer que vai ampliar a ajuda ao Haiti e que planeja visitar o país em 25 de fevereiro, Lula afirmou que o Fórum deveria eleger a ajuda aos atingidos pelo terremoto como meta:
– Vocês poderiam dedicar um ano de solidariedade de todos os participantes do Fórum ao povo na reconstrução do Haiti. Não tem nada pior do que terminar uma reunião como essa com um catatau de decisões que vai ficar na nossa mesinha de cabeceira.
O presidente fez poucas referências eleitorais. Sem citar o nome de Dilma, disse que será substituído por uma “pessoa com o mesmo compromisso, talvez com mais capacidade”. No tradicional cumprimento às autoridades, citou primeiro o ex-governador Olívio Dutra, Dilma e Tarso, ovacionados pelo público. Já o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), adversário de Tarso na campanha, ficou entre os últimos da lista e foi vaiado pela plateia. Ainda assim, saiu do Gigantinho satisfeito com o formato da cerimônia.
– Foi bom não ter manifestações políticas – disse Fogaça em relação à composição do palco.
O evento teve pelo menos um momento de ligeira tensão política. A situação se deu no aeroporto Salgado Filho, onde o presidente foi recebido pela governadora Yeda Crusius (PSDB), que não foi até o Gigantinho. Ao sair do aeroporto, ela falou sobre as vaias recebidas a sua saudação no primeiro dia do Fórum.
– Foi depois dos aplausos, guerra de torcida. Não gosto de vaia, não vaio e não gosto de ser vaiada.
Proposta torna obrigatória distribuição de lucros
A proposta de tornar obrigatório o pagamento, por empresas brasileiras, de participação nos lucros a seus empregados, lançada ontem no Fórum Social Mundial, desencadeou no governo uma crise marcada por versões conflitantes. No empresariado e nos sindicatos, a iniciativa colheu críticas.
– É algo de caráter intervencionista, equivocado, inoportuno e aparentemente focado no calendário eleitoral, o que por si só já é criticável – disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto.
Os sindicalistas criticam o fato de nenhuma central sindical ter sido chamada para discutir a proposta.
– Se tivéssemos sido consultados, nossa tendência seria melhorar a atual lei da PLR – disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.
A divulgação da proposta gerou polêmica no governo. Depois que a proposição veio a público – em resumo escrito e em entrevistas do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e do secretário de Reforma do Judiciário, Rogerio Favreto, em Porto Alegre –, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou em Brasília que existem apenas “estudos”, divulgados prematuramente por assessores. Depois disso, Favreto, cuja secretaria é subordinada a Tarso, chegou a dizer que só em dois ou três meses, a proposta irá para o Congresso.
Cerca de três horas antes, porém, a versão do governo era diferente. No Fórum, um folder de capa vermelha e oito páginas de texto apresentava a proposta de participação nos lucros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende, em 2010, trabalhar pela criação da Consolidação das Leis Sociais (CLS). É uma ideia do próprio presidente, inspirada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – instituída por Getúlio Vargas em 1943 para proteger os trabalhadores. O novo documento asseguraria a continuidade dos programas do governo para além de seu mandato.
As cobranças
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1) PAPEL DO BRASIL NO HAITI |
Mestre de cerimônia da solenidade do Fórum que recebeu Lula ontem, o sociólogo Cândido Grzybowski, diretor-geral do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), levantou questões ao presidente sobre quatro temas. Abaixo as respostas de Lula:
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“Aprovamos o envio de mais 900 soldados brasileiros porque ensinamos ao mundo que uma missão de paz pode ser uma força de paz sem ter ingerência nas decisões políticas ao praticar violência contra os inocentes que moram naquele país”.
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2) QUESTÃO AMBIENTAL APÓS O FRACASSO DE COPENHAGUE |
“Levamos uma proposta de até 2020 diminuir a emissão de gases do efeito estufa entre 36% e 39% e reduzir o desmatamento da Amazônia em 80%. Olha, isso pesou para os países ricos, que ficaram surpresos”.
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3) A INTERLIGAÇÃO CULTURAL DA AMÉRICA LATINA |
“Sabemos, depois que chegamos ao governo, que há uma diferença fundamental entre o que um governante sonhou a vida inteira e o que um governante conseguiu realizar no seu governo. Isso serve de lição para quem vier depois de mim, serve para o José Mujica, Evo Morales, Rafael Correa, para o presidente Chavéz, para todos”.
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4) O DEBATE SOBRE DIREITOS HUMANOS, APÓS A POLÊMICA |
“Saio do governo com a certeza de que grande parte do que fizemos só foi possível ser feita porque foi construída pela sociedade civil. Lembro que o Paulo Vanucchi organizou uma conferência dos portadores de deficiência visual. Havia uma briga na imprensa se o cachorro poderia entrar no elevador, no shopping, no ônibus e na igreja. Para mostrar que o cachorro era os olhos do portador de deficiência, enchi o Palácio do Planalto de pessoas com deficiência com seus cães guias para mostrar que, se o cachorro poderia entrar no palácio do governo, poderia entrar em qualquer lugar”. |
Fonte: Zero Hora/RS
25/01/2010 -
17:38
PL 6697/2009 é encaminhado às Comissões e tramitará em regime de prioridade
Segundo informações divulgadas no dia 21/1 no site da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 6697/2009 (trata sobre o Plano de Carreira dos Servidores do Ministério Público da União) foi encaminhado às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); Finanças e Tributação (CFT) e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) daquela Casa.
A proposição está sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões e tramitará em regime de prioridade, ou seja, o PL foi dispensado de algumas exigências regimentais, entrando na Ordem do Dia da sessão subseqüente, logo em seguida às matérias que tramitam em regime de urgência.
Clique aqui e acesse o site da Câmara.
21/01/2010 -
13:39
Fórum Social Mundial terá edição temática na Bahia
Evento terá uma programação distinta da edição de Porto Alegre; organização espera 30 mil participantes.
SÃO PAULO - O Fórum Social Mundial (FSM) terá uma edição temática na Bahia este ano, entre os dias 29 e 31, que ocorrerá após o evento tradicional em Porto Alegre, que será entre os dias 25 e 29. Um total de 20 chefes de governo da América Latina e África é esperado durante os três dias de debates. Além das agendas próprias, os eventos baiano e gaúcho discutirão temas comuns, que serão levados para o FSM unificado em Dacar, no Senegal, em 2011.
Com o tema "Da Bahia a Dacar: enfrentar a crise com integração, desenvolvimento e soberania", a organização do evento em Salvador prevê a participação de vários ministros, como Tarso Genro (Justiça), Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da República), Carlos Luppi (Trabalho), Carlos Minc (Meio Ambiente), Paulo Vannucchi (Secretaria Especial de Direitos Humanos), Fernando Haddad (Educação), além de personalidades como o escritor Paul Singer, o ex-prefeito de Londres Ken Livingston, o sociólogo norte-americano Immanuel Wallerstein, entre outros.
É esperada também a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 30. Cerca de 30 mil pessoas devem participar do 1º Fórum Social Mundial Temático da Bahia (FSMT-BA), segundo a organização do evento. O FSM faz dez anos em 2010 e ocorrerá de forma descentralizada em pelo menos 27 eventos regionais, nacionais e locais espalhadas pelo mundo ao longo do ano.
O evento de Porto Alegre abre a agenda com o tema "Fórum Social 10 Anos: Grande Porto Alegre", um congresso regional que terá mais de 500 atividades descentralizadas na capital gaúcha e em Gravataí, Canoas, São Leopoldo e Sapiranga, na região metropolitana de Porto Alegre, e Novo Hamburgo, no Vale do Rio dos Sinos.
Fonte: Agência Estado
20/01/2010 -
18:31
Novo terremoto atinge o Haiti, com magnitude 6,0
A Agência de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos (USGS) informou nesta quarta-feira (20) que um novo terremoto atingiu o Haiti. O novo tremor teve magnitude 6,0 na Escala Richter, segundo o centro norte-americano. O terremoto ocorrido na semana passada, que deixou, segundo a Defesa Civil do país, 75 mil mortos, atingiu a magnitude de 7,0 graus na Escala Richter.
A USGS informou que esse terremoto não provocou um alerta de tsunami nem há, até o momento, informações sobre novas vítimas ou mais danos. O tremor da semana passada deixou muitos prédios destruídos. Embora a Defesa Civil fale em 75 mil mortos, autoridades do país caribenho dizem que o total de vítimas pode ultrapassar os 200 mil.
Fonte: Agência Estado
20/01/2010 -
18:26
Movimentos sociais defendem plano nacional de Direitos Humanos 3
Deputados e representantes de movimentos sociais defenderam, nesta terça-feira (18), o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Lançado no ano passado em decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa prevê medidas consideradas polêmicas.
Entre elas, o acompanhamento da mídia, a descriminalização do aborto e a punição para torturadores da ditadura militar.
Durante audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), o deputado Domingos Dutra (PT/MA) afirmou que as críticas ao PNDH-3 se devem a "setores conservadores" da sociedade.
"É hora de os movimentos organizados do Brasil demonstrarem uma ação firme contra esses setores conservadores. Há segmentos da sociedade que acham que só eles têm direito à felicidade", disse.
O deputado Pedro Wilson (PT/GO) acusou "a hipocrisia e o farisaísmo" de quem critica o PNDH-3.
"Para cada um dos temas previstos no plano há projetos em tramitação no Congresso Nacional. Ninguém está descobrindo à pólvora, apenas querendo que as políticas de direitos humanos não fiquem só na teoria. Tem muita gente criticando o programa sem ter lido", afirmou.
Para Gilson Cardoso, representante do Movimento Nacional de Direitos Humanos, "é incontestável" o avanço dos direitos humanos durante o governo do presidente Lula.
"Mas muito mais ainda pode ser feito. Somos radicalmente contra qualquer recuo em relação ao PNDH 3. A 'grita' dos conservadores é porque eles querem manter seus privilégios", disse.
Alexandre Ciconello, representante do Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos, atribui a militares, setores conservadores das igrejas, latifundiários e órgãos de imprensa as críticas ao PNDH 3.
"Os militares historicamente se opõem à qualquer tentativa da sociedade brasileira de conhecer seu passado. Setores conservadores das igrejas se opõem à independência de mulheres e homossexuais. Latifundiários se opõem à função social da propriedade.
A grande mídia não reconhece a importância de democratização dos meios de comunicação", afirmou.
Segundo Sérgio Bauer, representante da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos - Dhesca Brasil, o processo de construção do plano foi democrático.
"Em relação aos anteriores, esse plano oferece avanço de conteúdo, porque incorpora direitos civis em suas diferentes dimensões aos direitos humanos", disse.
Para Sílvia Camurça, representante da Articulação de Mulheres Brasileiras, as críticas ao PNDH 3 se devem "a um ranço conservador disfarçado de modernidade". A reunião foi coordenada pelo presidente da CDHM, deputado Luiz Couto (PT/PB). (Fonte: Agência Informes)
Fonte: Agência DIAP
20/01/2010 -
18:20
Coordenação Fórum Social Mundial apresenta programação oficial
A programação e principais atividades do Fórum Social Mundial (FSM) em Porto Alegre e região foram apresentadas, na segunda-feira (18), em coletiva de imprensa na capital gaúcha. O Fórum acontece de 25 a 29 de janeiro. A presença dos presidentes Lula e José Mujica (Uruguai), além do vice da Bolívia, Álvaro Garcia Linera, está confirmada no dia 26. Também são esperados Fernando Lugo e Evo Morales.
O vice-prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, ressaltou que a participação da cidade no FSM será de forma descentralizada, envolvendo outras cidades da Região Metropolitana. Também haverá atividades em Salvador e em diversos países.
O presidente da Força Sindical RS, Clàudio Janta, destacou a importância dos debates sobre o mundo do trabalho. “Estamos propondo novas discussões para que de fato consigamos encontrar soluções que contribuam para a geração de emprego e renda paro os nossos trabalhadores”, afirmou.
Debates - Segundo Janta, a Força preparou intensa programação no Fórum Social Mundial. Entre os eventos e principais debates está o 4º Seminário Internacional da Força Sindical, com o tema “A crise internacional e o impacto no emprego” e o debate “Mundo do Trabalho”, encontro das centrais sindicais e convidados internacionais.
Participaram ainda da coletiva o presidente da CUT/RS, Celso Woyciechowsky, e o representante da Abong, Mauri Cruz.
Fonte: Agência Sindical
20/01/2010 -
13:12
Primeira reunião do ano da Diretoria Nacional Executiva
Nos dias 15 e 16 de janeiro, a Diretoria Executiva Nacional realizou sua primeira reunião do ano. Entre os assuntos discutidos estavam os encaminhamentos das deliberações da XIII A.G.O. da entidade.
05/01/2010 -
13:28
CONVENÇÃO 98: Condenação do Brasil na OIT deve ser refletida
Em sua sessão ordinária realizada no último mês de novembro, o Comitê de Liberdade Sindical do Conselho de Administração da OIT, ao apreciar o Caso 2.646, oriundo de queixa apresentada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Metroviário – FENAMETRO, condenou a República Federativa do Brasil à adoção de medidas imediatas com vistas à reintegração dos dirigentes sindicais e trabalhadores metroviários de São Paulo e do Rio de Janeiro demitidos em razão de sua participação nos movimentos reivindicatórios deflagrados no ano de 2007.
A decisão em apreço, para além de condenar a prática das referidas demissões, reforçou a constatação em torno da insuficiência do ordenamento jurídico brasileiro no que concerne à proteção contra os atos antissindicais e da sucessiva inobservância por parte do Poder Público e dos empregadores ao art. 1º, 2, “b”, da Convenção 98 da OIT, ratificada pelo Brasil há exatos 57 (cinquenta e sete anos), cujo comando tutela expressamente os trabalhadores contra condutas tendentes a prejudicá-los “por qualquer modo, em virtude de sua filiação a um sindicato ou de sua participação em atividades sindicais.”
A queixa que deu origem ao Caso 2.646 teve como causa as represálias implementadas pelo Governo do Estado de São Paulo e pela Companhia do Metropolitano de São Paulo em face das paralisações ocorridas no dia 23 de abril e nos dias 1º, 2 e 3 de agosto de 2007, a consistirem, em síntese, na demissão sumária de 5 (cinco) dirigentes do sindicato da categoria obreira imediatamente após aquele primeiro movimento, e na despedida de 61 (sessenta e um) empregados da referida empresa pública durante a segunda paralisação.
Para além disso, a queixa em tela levou ao conhecimento do Comitê de Liberdade Sindical da OIT as notórias violações aos postulados da liberdade e da autonomia sindical implementadas pela concessionária do serviço de metrô na cidade do Rio de Janeiro no ano de 2007, materializadas na demissão de 2 (dois) dirigentes do sindicato obreiro (SIMMERJ) dias antes do início do processo de negociação coletiva e na recusa da empresa em discutir as bases do acordo coletivo enquanto aqueles trabalhadores não fossem afastados da diretoria de sua entidade sindical.
No caso das paralisações ocorridas em São Paulo, os atos antissindicais praticados pela Companhia do Metropolitano afiguraram-se ainda mais graves na medida em que as demissões daqueles 5 (cinco) dirigentes ocorreram um dia após à realização do movimento deflagrado em 23 de abril de 2007 e tiveram por fundamento a alegada e não comprovada prática de sabotagem nos quadros de energia da estação da Sé, sem que se procedesse previamente à investigação em torno da veracidade de tal acusação e da participação dos referidos trabalhadores no episódio.[1]
Para além disso, as dispensas levadas a cabo no curso da paralisação de agosto de 2007 foram precedidas de declarações do Governador do Estado de São Paulo no sentido de que “a demissão de 61 funcionários da Companhia do Metropolitano (Metrô) foi uma resposta do governo e do próprio Metrô à população trabalhadora de São Paulo”[2] e que a implementação das referidas medidas tiveram por intuito “inibir futuras paralisações”[3] não só dos trabalhadores metroviários, como também de outras categorias de servidores públicos e empregados do Estado.
Há de se ressaltar, ademais, que durante o movimento paredista de agosto de 2007, a Companhia do Metropolitano do Estado de São Paulo e o Governo Estadual anunciaram publicamente a contratação de 100 (cem) empregados em caráter permanente, no intuito exclusivo de substituir os trabalhadores metroviários que aderirem a paralisações futuras, em notória afronta ao art. 9º da Lei 7.783/89.[4]
Já na capital fluminense, a gravidade das condutas implementadas pela empresa concessionária residiu no fato de que estas tiveram por objetivo enfraquecer e a intimidar os representantes do sindicato obreiro no vindouro processo de negociação coletiva, de modo a concretizar nítido cerceamento ao direito da referida entidade de escolher livre e autonomamente seus delegados naquelas tratativas.[5]
E como se já não bastasse, a referida empresa negou-se a reconhecer como dirigentes sindicais os membros integrantes da diretoria de base da entidade obreira, com base no vetusto entendimento alicerçado no art. 522 da CLT, a propalar de que as diretorias dos sindicatos não poderiam contar com mais de 7 (sete) membros.
Ao tomar conhecimento de tais vicissitudes, o Comitê de Liberdade Sindical da OIT reconheceu o caráter discriminatório das condutas levadas a cabo pelas empresas operadoras do sistema metroviário em São Paulo e no Rio de Janeiro e determinou ao governo brasileiro a implementação das medidas cabíveis com vistas à reintegração dos referidos trabalhadores com pagamento retroativo de salários, ou, sendo esta impossível, a concessão de uma indenização suficientemente apta a reparar os prejuízos materiais e morais sofridos pelos empregados e para prevenir a repetição de atos antissindicais de tal espécie:
“a) el Comité pide al Gobierno que tome sin demora todas las medidas a su alcance para obtener como solución prioritaria al reintegro sin pérdida de salario de los dirigentes sindicales y trabajadores despedidos de la empresa Compañia do Metropolitano de São Paulo por haber participado en las paralizaciones de actividades de los días 23 de abril, 1º, 2 y 3 de agosto de 2007, así como de los dirigentes sindicales despedidos de la empresa Opportrans SA en vísperas del inicio del proceso de negociación colectiva en abril de 2007; si las autoridades competentes determinan que el reintegro de los dirigentes sindicales no es posible por razones objetivas e inevitables, se debe otorgar una indemnización adecuada para reparar todos los daños sufridos y prevenir la repetición de tales actos en el futuro, lo cual debe significar una sanción suficientemente disuasiva contra los actos de discriminación antisindical. El Comité pide al Gobierno que le mantenga informado de todo hecho nuevo que se produzca a este respecto.”
No que concerne à contratação de trabalhadores substitutos em caráter permanente por parte da Cia. Do Metropolitano de São Paulo e da negativa da empresa concessionária do serviço no Rio de Janeiro em reconhecer a diretoria de base da entidade obreira, o Comitê de Liberdade Sindical da OIT condenou as referidas práticas, recomendando ao governo brasileiro a realização de investigação com vistas à apuração das alegações descritas na queixa.
Não obstante, o Comitê chamou a atenção da “Comissão de Peritos em Aplicação de Convenções e Recomendações da OIT” para as peculiaridades do caso, reiterando àquele colegiado que prossiga no acompanhamento em torno do cumprimento da Convenção 98 por parte do Brasil, bem como da tramitação da proposta de reforma sindical no Congresso Nacional, em especial na parte referente à proteção contra os atos antissindicais:
“b) el Comité pide al Gobierno que tome las medidas necesarias para que se realice una investigación en relación con los alegatos relativos a: 1) la contratación de los trabajadores en la empresa mencionada del sector de transporte en São Paulo para reemplazar a futuros huelguistas; y 2) la negativa de la mencionada empresa del sector de transporte em Río de Janeiro a reconocer como dirigentes sindicales a los miembros integrantes de la junta directiva de la organización sindical SIMERJ, que informe a respecto, y
c) al tiempo que aprecia las iniciativas relacionadas con la adopción de una legislación (propuesta de reforma sindical) que contempla una tipificación de los actos antisindicales y que se prevén penas para los infractores, que pueden ser impuestas por el Ministerio del Trabajo y Empleo, el Comité señala a la atención de la Comisión de Expertos en Aplicación de Convenios y Recomendaciones los aspectos legislativos de este caso con la aplicación del Convenio núm. 98.”
A situação descrita na decisão proferida pelo Comitê de Liberdade Sindical da OIT ao apreciar o Caso 2.646, para além de revelar o alto grau de institucionalização das práticas antissindicais no âmbito dos empregadores públicos e privados brasileiros, escancara a já evidente constatação em torno da insuficiência da legislação pátria no que diz respeito à proteção contra tais condutas discriminatórias, a despeito da ratificação da Convenção 98.
A situação ora narrada ganha contornos de maior gravidade na medida em que o cenário jurídico pátrio moldado, em grande medida, pela jurisprudência das cortes trabalhistas, ainda é fortemente marcado por uma postura positivista e formalista a apregoar a hipotética insuficiência da Convenção 98 da OIT para proteger diretamente os trabalhadores contra a prática de atos antissindicais.[6]
Aliada a tal vicissitude, a inexistência de dispositivos legais a estabelecerem um rol descritivo e exemplificativo das condutas discriminatórias passíveis de serem perpetradas pelos empregadores contribui decisivamente para a vulnerabilidade dos obreiros e de suas entidades aos atos antissindicais e, em último grau, para a preponderância dos empregadores nas relações coletivas de trabalho, em total contrassenso aos objetivos desse ramo do direito.[7]
Por essas razões, a decisão proferida pelo Comitê de Liberdade Sindical da OIT no Caso 2.646 não deve ser encarada apenas como mais uma condenação da República Federativa do Brasil naquela instância internacional, mas sim como uma oportunidade de reflexão em torno da necessidade quanto ao reconhecimento da força normativa emanada da Convenção 98 nas situações concretas a envolverem atos antissindicais e da imprescindibilidade quanto à adoção de uma legislação apta a proteger eficazmente os trabalhadores e suas entidades contra tais práticas discriminatórias.
Clique aqui e leia o artigo na íntegra.
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