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30/01/2009
- 19h21
SINASEMPU ajuíza ADIN contra teto
salarial imposto aos servidores do MPU
O SINASEMPU ajuizou Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI 4184) contra o artigo 19, da Lei
11.415/06. O Sindicato requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos
do dispositivo que estabeleceu teto específico aos servidores do
Ministério Público da União, limitando os seus vencimentos ao
percentual de 80% do subsídio devido ao Procurador-Geral da
República.
Na ação, o Sindicato argumenta que “a
Constituição Federal não fixa especificamente os vencimentos de cada
carreira do serviço público, mas prescreve a limitação
correspondente ao teto, ou seja, o valor máximo que o servidor
público pode receber no exercício do cargo ou função”, qual seja, o
subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Outro aspecto apontado pelo SINASEMPU
como inconstitucional diz respeito à competência legal para se
editar matérias relativas à determinação do teto dos vencimentos dos
servidores. De acordo com o artigo 48 da Emenda Constitucional nº
19/98, a matéria não só é de reserva legal, como também a edição da
respectiva lei reguladora está atrelada à iniciativa conjunta dos
Presidentes da República, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal
e do Supremo Tribunal Federal.
“A iniciativa legislativa atribuída ao
Ministério Público pela Constituição Federal restringe-se à
deflagração de processo legislativo tendente apenas às modificações
da política remuneratória dos servidores (plano de salários) e à
modificação ou criação de planos de carreiras (estruturação de
cargos, formas de progressão funcional etc.), escapando, pois, de
sua competência, a iniciativa de lei para fixar teto do
funcionalismo público”, declara a Entidade ação.
A ADIN ajuizada pelo SINASEMPU é
notícia em vários sites especializados em direito. Clique nos links
abaixo e veja alguma dessas matérias:
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=102394
http://www.jusbrasil.com.br:80/noticias/699572/supremo-recebe-adi-contra-lei-que-estabeleceu-teto-especifico-aos-servidores-do-mpu
29/01/2009
- 17h15
Para OIT, redução de salários é
precarização do emprego
A diretora da Organização Internacional do Trabalho no Brasil (OIT),
Laís Abramo disse, nesta terça-feira (27), que as propostas de
redução da jornada de trabalho e a redução proporcional dos salários
representam a piora no mercado de trabalho. Segundo ela, o risco de
a América Latina e o Caribe passarem por um processo desses "é
alto".
"A OIT defende o diálogo [entre empresas e trabalhadores] para
encontrar soluções para cada caso concreto. Mas, a solução não pode
ser a precarização do trabalho. É preciso tomar cuidado para que
medidas conjunturais necessárias não tenham efeito contrário. É
preciso manter a capacidade de consumo para manter o mercado interno
aquecido", argumentou a diretora.
Segundo ela, se o salário do trabalhador é "insuficiente para
satisfazer um nível mínimo de necessidades básicas, isso é
inaceitável".
A diretora comenta ainda que há preocupação na OIT com o prejuízo do
emprego de alguns segmentos da sociedade como negros, jovens e
mulheres. Segundo dados do Panorama Laboral, divulgado na última
segunda-feira (26) pela Organização, o desemprego no Brasil, na
América Latina e no Caribe é 1,6 vezes maior entre as mulheres.
Entre os jovens é 2,2 vezes maior do que entre os mais velhos.
"Temos preocupação que o desemprego atinja primeiro e mais
fortemente aqueles extratos da sociedade que sempre foram mais
discriminados, como as mulheres e os negros", disse.
(Fonte: Portal Mundo do
Trabalho)
28/01/2009
- 17h15
AGE: Prazo para encaminhar
autorização encerra hoje
Hoje, 28, é o último dia para os filiados do SINASEMPU encaminharem
autorização visando a propositura de ação judicial que exige da
União o pagamento de diferenças relativas à Revisão Geral Anual a
que os servidores do MPU têm direito, tomando-se por referência o
percentual de 13,28%.
É importante ressaltar que essa
manifestação dos filiados figura-se como uma exigência legal para
que o Sindicato possa ingressar com ação judicial visando defender
os interesses e direitos dos seus filiados contra a Fazenda Pública
(art. 2ª-A da Lei nº 9.494, de 10 de setembro de 1997).
Para participar, o servidor filiado do SINASEMPU deverá enviar
mensagem eletrônica (e-mail: geral@sinasempu.org.br) contendo o
seguinte texto: "AUTORIZO A PROPOSITURA DA AÇÃO NOS TERMOS
CONSIGNADOS NO EDITAL DEN Nº 01/2009". Para validação da mensagem, o
servidor precisará ainda informar o seu nome completo e unidade de
lotação no MPU.
27/01/2009
- 19h15
Crise deve fechar 2,4 milhões de
empregos na América Latina em 2009, diz OIT
A crise econômica mundial deverá atingir com mais força que o
esperado os empregos urbanos na América Latina e no Caribe em 2009.
De acordo com o Panorama Laboral, estudo divulgado anualmente pela
OIT (Organização Internacional do Trabalho), a expectativa é de que
cerca de 2,4 milhões de pessoas percam os empregos na região em
2009.
O estudo, apresentado nesta terça-feira em Brasília, mostra que o
ciclo de redução do desemprego, que vinha se desenhando nos últimos
cinco anos, vai chegar ao fim em 2009. Desde 2003, quando o nível de
desocupação na América Latina e no Caribe atingiu o patamar de
11,2%, o indicador vinha caindo e chegou a 7,5% no último ano.
Os aumentos consecutivos no número de empregos vinham sendo
provocados pelo crescimento econômico da região, que em 2008 ficou
em 4,6%. Porém, em tempos de crise, as previsões negativas da OIT
indicam que esse crescimento deverá desacelerar para 1,9% neste ano,
aumentando o número de desempregados, hoje de 15,7 milhões.
Com isso, a taxa de desocupação da população economicamente ativa
nas cidades pode voltar aos 8,3% de 2007.
O Panorama Laboral alerta ainda que a perda da renda e do emprego de
chefes de família e um processo de retorno de migrantes aos seus
lugares de origem podem pressionar ainda mais os mercados.
O diretor da OIT para a América Latina e o Caribe, Jean Maninat,
disse que os governos precisam encontrar "fórmulas urgentes" para
combater o desemprego.
"Estes prognósticos mostram a necessidade de que sejam tomadas
medidas para reduzir o impacto da crise com políticas anticíclicas e
inovadoras, com programas de investimento, apoio a empresas
produtivas e proteção à população mais vulnerável", disse Maninat.
Mulheres e jovens
Segundo o estudo, as mulheres e os jovens são os mais prejudicados
quando o assunto é desemprego na América Latina. O nível de
desocupação entre os jovens das áreas urbanas dessa região é 2,2
vezes maior que a média geral de desemprego, que foi de 7,5% em
2008. Entre as mulheres, o número de desempregadas é 1,6 vez maior
que entre os homens.
Quando o assunto é informalidade, as diferenças de sexo também se
refletem. No caso dos empregos informais --aqueles cujo assalariado
trabalha em uma empresa mas não tem acesso a seguro social e outros
benefícios--, a incidência entre as mulheres era de 60,2% em 2007,
contra 57,4% entre os homens.
Quando são analisados os empregos em setor informal, aqueles cujo
trabalhador é autônomo e não tem acesso aos benefícios sociais, a
realidade muda e a incidência é maior entre os homens, 41,6%, que
entre as mulheres, 39,6%.
O estudo da OIT ressalta que ampliar o acesso e melhorar a cobertura
dos serviços de proteção social são desafios que devem ser encarados
pelos países da América Latina e do Caribe, porque isso "melhora as
condições de trabalho e ajuda a diminuir a pobreza".
Fonte: Folha de São Paulo
27/01/2009
- 19h
Previdência vai avisar
contribuintes sobre aposentadoria
Ele garantiu que já no mês de junho a aposentadoria rural também
será concedida em meia hora
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta
terça-feira, 27, em São Paulo, que, a partir de junho, os
contribuintes da Previdência Social que atingirem a idade ou o tempo
de contribuição necessários para se aposentar receberão em casa um
comunicado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmando
a possibilidade. Segundo Lula, a agilidade na prestação de serviços
da Previdência só foi possível com os investimentos realizados pelo
governo nos últimos anos.
"Se preparem porque, a partir de junho, vocês vão receber em casa,
quem atingir o direito de se aposentar, um comunicado da Previdência
dizendo que o cidadão já atingiu a idade de aposentar, já atingiu o
tempo de contribuição, que o seu salário será de tanto e, portanto,
ele tem a opção de querer ou não se aposentar ou querer continuar
trabalhando um pouco mais", disse, sob aplausos da plateia, formada
por funcionários e beneficiários da Previdência, na agência da Vila
Mariana, na zona sul da capital paulista.
"Esse já é um comprometimento meu, um comprometimento público que
estou fazendo aqui aos companheiros da Previdência Social",
acrescentou. Lula, que visitou a agência em São Paulo como parte das
comemoração dos 86 anos da Previdência Social, destacou os
benefícios que a agilização dos serviços do INSS permitem hoje, como
a concessão em até meia hora de aposentadoria por idade, por tempo
de contribuição e do salário maternidade.
Ele garantiu que já no mês de junho a aposentadoria rural também
será concedida em meia hora. "Isso só foi possível porque, de 2006
até agora, nós investimos R$ 280 milhões para modernizar a Data Prev,
para torná-la senhora de uma situação na área de informática, para
oferecer os melhores serviços para o povo brasileiro" declarou.
Segundo Lula, os usuários que procuram o call center da Previdência
no número 135, conseguem hoje marcar uma perícia, em média, cinco
dias após a solicitação.
Apesar disso, o presidente reconheceu que a agilidade no atendimento
aos beneficiários não é um favor, mas um dever do Estado. "Por conta
de tudo isso é que nós estamos hoje retribuindo. Não é nenhum favor
do Estado brasileiro. É apenas retribuindo ao contribuinte da
Previdência Social aquilo que é a cidadania a que ele tem direito.
Ele paga em dia, é descontado do seu contracheque, ele não tem
direito de concordar nem de discordar, é descontado no ato",
afirmou. "Se para cobrar nós somos tão precisos, para devolver o seu
dinheiro em forma de benefício nós temos que chegar também próximos
à perfeição. Isso nós vamos fazer em outras áreas do serviço público
brasileiro", acrescentou.
Lula disse que o anúncio desses benefícios foi feito em São Paulo
porque a maior parte dos contribuintes do INSS está no Estado. Ele
afirmou também que a cirurgia a que o vice-presidente José Alencar
foi submetido neste fim de semana foi também um dos motivos que o
trouxe à capital paulista.
O presidente contou que historicamente as maiores filas nas agências
do INSS eram formadas no Estado de São Paulo. "Era aqui que as filas
eram maiores e era daqui que saíam as principais manchetes dos
jornais brasileiros. E portanto é aqui, na cara do problema, que
nós, em vez de fugirmos dele, viemos aqui para dizer que esse
problema está resolvido, que apareçam outros pra gente resolver. E
assim nós vamos resolver todos os problemas do nosso querido país."
Lula admitiu que as notícias veiculadas sobre as filas nas agências
do INSS não eram uma perseguição da imprensa a seu governo, mas sim
falhas do sistema. "É importante que a gente saiba para a gente
corrigir. É preciso parar com essa mania de que a imprensa deu
porque a imprensa é contra o governo, porque a imprensa não gosta do
governo. Se a imprensa deu e o fato aconteceu, ao invés de a gente
reclamar, a gente tem que consertar", reconheceu.
Durante a cerimônia, o presidente concedeu a aposentadoria por idade
ao contribuinte Armênio dos Santos, e o salário maternidade a
Adriana Queiroz da Silva. Ele posou para fotos com Ingrid da Silva
Lopes, bebê de 15 dias, filha de Adriana.
Fonte: Agência Estado
27/01/2009
- 18h
Câmara definirá pauta de debates
sobre redução de jornada
BRASÍLIA - A composição da comissão especial sobre a redução da
jornada de trabalho (PEC 231/95) será completada no dia 10 de
fevereiro, quando serão escolhidos os seus três vice-presidentes.
Nesse dia, o presidente do colegiado, deputado Luiz Carlos Busato
(PTB-RS), espera começar a definir a pauta de discussões e as
pessoas que serão ouvidas em audiências públicas. O relator dos
trabalhos será o deputado Vicentinho (PT-SP).
Busato considera "inevitável" que os debates sejam afetados pela
crise financeira mundial. Porém, ele acredita que esse fator terá
influência limitada, pois a comissão pretende elaborar uma lei
"definitiva", em vez de apenas dar uma resposta ao período de crise.
"A redução da jornada de trabalho vem sendo discutida há muito
tempo, não é fruto da crise. Por isso, temos de saber diferenciar o
momento atual de uma legislação que deve ser para toda a vida",
ressaltou.
Argumentos da CNI
Entre as entidades que serão ouvidas, está a Confederação Nacional
da Indústria (CNI), que reúne os principais empregadores do País. A
CNI considera que a crise impede o atendimento à proposta das
centrais sindicais de diminuição da jornada com preservação dos
níveis de salário, pois isso provocaria aumento linear de 10% no
custo do trabalho, afetando todas as empresas, independentemente de
porte, setor ou região.
Segundo o presidente da CNI, deputado Armando Monteiro (PTB-PE), a
alternativa para permitir a retomada da geração de postos de
trabalho é a desoneração dos encargos trabalhistas, além do próprio
crescimento econômico.
Entre as medidas que permitiriam a manutenção do nível de emprego, a
CNI lista melhores condições de crédito para empresas e
consumidores, com queda da taxa Selic e dos spreads bancários;
desoneração da atividade produtiva, por meio da diminuição de
impostos e encargos sociais e da dilatação dos prazos de
recolhimento; e estímulo a novos investimentos privados e ampliação
do investimento público, com corte de gastos de custeio.
Quanto à negociação entre sindicatos e empresas, Monteiro defende o
uso de "instrumentos legais que permitam adequação transitória da
disponibilidade de pessoal à queda da demanda, buscando soluções
para evitar demissões". Entre esses instrumentos, além da própria
redução da jornada com salários menores, a CNI cita o banco de
horas; as férias coletivas; e a suspensão do contrato de trabalho
com bolsa para qualificação.
Sindicalistas
No último dia 7 de novembro, porém, a CUT aprovou uma resolução em
direção contrária à proposta da CNI, reivindicando a "redução
constitucional da carga máxima de trabalho para 40 horas semanais
sem redução dos salários e com limitação das horas extras" como uma
alternativa para enfrentar a crise.
O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, rebateu em artigo
publicado em maio a tese de que a diminuição da jornada diminuiria a
competitividade da indústria brasileira, prejudicando as exportações
do País. "É mentira", diz Artur Henrique, argumentando que nem o
Fórum Econômico Mundial de Davos considera os baixos salários como
fator positivo na hora de medir a competitividade de uma economia
nacional. "Nada como esgrimir um ícone do adversário como forma de
desarmar seu discurso", argumenta.
A favor da redução da jornada, segundo ele, falam os números do
trabalho no Brasil. Nos últimos 15 anos, a produtividade da economia
brasileira cresceu 150%, segundo tese de doutorado do economista
Cássio Calvete. "Há, portanto, uma enorme camada de gordura no item
competitividade", observa Artur Henrique, sustentando que o corte da
jornada em quatro horas, segundo essa tese e com base em números da
própria CNI, elevaria os custos da mão-de-obra em apenas 1,99% -
índice semelhante à elevação que a produtividade vem registrando,
por semestre, ao longo dos anos 2000. "Isso quer dizer,
simplesmente, que esse custo seria absorvido em apenas seis meses",
conclui.
Fonte: Agência Câmara, 26/1
26/01/2009
- 17h45
Marcha vai abrir a
programação oficial
Na capital - Participantes vão caminhar, amanhã à tarde, do
Centro até o bairro de São Brás
O Fórum Social Mundial (FSM) de 2009 vai começar amanhã com uma
marcha pelas ruas e avenidas de Belém. Milhares de participantes do
evento vão se concentrar, a partir das 14 horas, na escadinha do
cais do porto da capital paraense, em Belém. A organização do evento
internacional ainda não divulgou o trajeto da caminhada, mas a
chegada está prevista para a Praça do Operário, no bairro de São
Brás. Na quarta-feira, 28, segundo dia do FSM, começarão as
atividades previstas na programação oficial. A maior parte delas vai
acontecer nos campus das Universidades Federais do Pará (UFPA) e
Rural da Amazônia (Ufra) e também no Hangar Centro de Convenções.
Haverá painéis, seminários e oficinas sobre temas diversos como meio
ambiente, desenvolvimento sustentável e comunidades tradicionais.
O Núcleo de Meio Ambiente (Numa) da UFPA, por exemplo, vai promover
discussão sobre os recursos naturais, as comunidades e os mercados,
abordando, por sua vez, os caminhos tortuosos do desenvolvimento
sustentável na Amazônia. O debate será feito no campus básico da
UFPA.
Já a Ação Eco Socialista irá expor um painel em que fará um
manifesto contra a compensação ambiental no país. 'Vivendo a
Amazônia: conhecer para amar; amar para proteger' é o tema que o
Ponto de Cultura na Taba irá tratar no campus profissional da UFPA.
O Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (RJ) vai aproveitar o
FSM para discutir propostas para a elaboração de um plano global de
metas para a região amazônica. Grupos estrangeiros como a Associação
Chilena de ONGs e a Aliança Internacional de Habitantes Urbanos da
América Latina já têm suas presenças confirmadas nas discussões
desta quarta-feira.
A educação também terá seu espaço de debate no primeiro dia de
atividades. A 'Educação com identidade própria na Amazônia
Equatoriana' é o tema da discussão que o Projeto Sasiku, do Equador,
irá promover na UFPA. Para quem quer discutir e conhecer mais sobre
arte e direitos humanos, o FSM 2009 reserva uma boa oportunidade. A
Rede Brasileira de Arte-Educadores irá fazer uma programação
especial no dia 28, com a oficina 'Arte de transformação: as artes
como linguagem para cultivar direitos humanos, cidadania responsável
e democracia participativa'.
Mais de 2 mil atividades vão debater meio ambiente e outros temas
Os problemas dos países que integram a Amazônia Continental vão ser
o tema central dos debates da quarta-feira, 28, do Fórum Social
Mundial (FSM), que será aberto amanhã, em Belém, e concentrará as
atividades nos campus das Universidades Federais Rural da Amazônia (Ufra)
e do Pará (UFPA).
De quinta-feira, 29, a sábado, 31, vão ser promovidas mais de duas
mil atividades sobre meio ambiente, educação, direitos humanos,
saúde e vários outros temas. A programação está disponível no site,
mas a coordenação do FSM alerta para possíveis mudanças em horários
e locais.
Na área da educação, a inclusão social de pessoas com deficiências
vai ser abordada por organizações diversas através do seminário
'Acessibilidade: Uma ponte para educação verdadeiramente inclusiva'.
Já o Greenpeace vai abordar, no dia 29, no campus da UFPA, o impacto
ambiental da emissão de gas carbônico e o avanço da pecuária na
Amazônia. Já a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho vai
debater, no dia 29, na Ufra, a erradicação do trabalho escravo. A
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) promoverá durante os dias 28 e
29 vários seminários jurídicos no Hangar Centro de Convenções da
Amazônia. Entre os temas debatidos estão a sustentabilidade
ambiental e os direitos humanos. As Defensorias Públicas de todo o
país também terão tenda específica dentro da UFPA para divulgar suas
ações pelo Brasil.
A programação em defesa dos direitos sexuais pode ser conferida em
todos os dias do FSM. No dia 29, no campus da UFPA, a Associação
Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT)
vai ministrar uma oficina sobre a discriminação com o título
'Homofobia mata identidade'. No dia 30, a Liga Brasileira de
Lésbicas realiza uma mesa de diálogo com o tema 'Lesbianidade
feminista: Uma ferramenta de fortalecimento de mulheres lésbicas
como sujeitos políticos'. Já no dia 31, também na UFPA, a Fundação
Perseu Abramo e o Instituto Rosa Luxemburg Stiftung, da Alemanha,
apresentam uma pesquisa sobre 'Homossexualidade e homofobia no
Brasil'. O aborto será tema de um seminário da Articulação de
Mulheres Brasileiras.
Fetagri tem campanha para apoiar plantio de 200 milhões de
árvores
O lançamento da campanha para o plantio de 200 milhões de árvores,
com o tema 'Pare o aquecimento global: plante uma semente', faz
parte da programação da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras
Rurais (Fetagri) do Estado do Pará, durante o Fórum Social Mundial
(FSM) de 2009. Participando com mil lideranças sindicais, de
cooperativas e associações, a Fetagri também comemora durante o FSM
os 40 anos de história de luta da instituição. Os trabalhadores da
agricultura do Pará estarão em Belém discutindo e propondo políticas
públicas de combate ao aquecimento global, à violência e à
impunidade no campo, políticas voltadas para a juventude e ações
voltadas à organização e comercialização de produtos da agricultura
familiar.
De acordo com o presidente da Fetagri, Carlos Augusto Santos Silva,
a Federação aprovou três eixos de discussão durante o Fórum:
'Reforma agrária e Agroecologia', 'Juventude e sucessão rural' e
'Mulheres rurais empreendedoras' e 'Comercialização da produção'.
As ações da Fetagri estarão distribuídas em seis estandes na Feira
da Economia Solidária, no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA),
para venda de produtos da agricultura familiar, um estande
institucional e uma tenda do 'Reflorestando a Amazônia', onde vão
acontecer seminários e palestras sobre a agricultura familiar e
haverá o lançamento da campanha de 200 milhões de árvores.
A Fetagri representa hoje 142 sindicatos filiados e mais de 900 mil
trabalhadores rurais, distribuídos entre sindicatos, cooperativas e
associações espalhadas nas diversas regiões do Estado. A Federação e
seus sindicatos são filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT)
e participarão do Fórum do Trabalho, promovido pela CUT, onde serão
discutidos temas relacionados a questões trabalhistas como o
trabalho escravo, assalariados rurais, entre outro
Eventos paralelos reúnem teólogos, magistrados e até educadores
Além da programação oficial do Fórum Social Mundial (FSM) - que
começará amanhã e vai prosseguir até o dia 1º de fevereiro - vários
encontros vão acontecer paralelamente e outros estão sendo
realizados antes do evento. Desde o último dia 21, Belém conta com
uma agenda de atividades que mobiliza diversos segmentos como saúde,
ciência, educação e religião.
A primeira destas atividades foi o 3º Fórum Mundial de Teologia e
Libertação, que terminou ontem, na Fundação Cultural do Pará
Tancredo Neves (Centur). O Fórum abriu espaço para debates e
oficinas relacionados à religião.
Também terminou ontem, no Hangar Centro de Convenções, o 5º Fórum
Mundial de Juízes. Com o tema 'Judiciário, Meio Ambiente e Direitos
Humanos', o evento - que acontece desde 2002 - foi o ponto de
encontro de magistrados de todos os Estados brasileiros e também do
exterior.
Outro evento que será encerrado amanhã é o III Fórum Social Mundial
da Saúde faz um intercâmbio de conhecimentos e práticas do setor.
Também vai terminar amanhã, na Universidade do Estado do Pará (Uepa),
o Fórum de Ciência e Democracia, que discutiu a democratização da
tecnologia de forma não partidária. A educação também é tema de um
dos eventos paralelos. O 6º Fórum Mundial da Educação acontece na
capital paraense com o intuito de discutir a educação como direito
social inalienável, 'que nunca deverá ser reduzida à condição de
mercadoria e serviço'. O Fórum será aberto hoje e termina amanhã, no
Hangar Centro de Convenções.
No mesmo dia e local, o Fórum Mundial de Mídia Livre vai reunir
pessoas de todo o planeta para discutir a criação de novas formas de
comunicação. Já na quarta-feira, 28, acontecerá o 6º Fórum
Parlamentar Mundial. Nele, serão apresentados projetos de
desenvolvimento, integração regional, comunicação, paz e política de
segurança, entre outros.
E nos próximos dias 30 e 31, o Hangar Centro de Convenções será sede
do Fórum de Autoridades Locais e Fórum de Autoridades Locais da
Amazônia. Promovido pelo Governo do Estado, por meio da
Coordenadoria de Cooperação Internacional, o evento será uma
oportunidade para reunir governantes amazônicos em busca de soluções
para os problemas de pobreza e destruição de recursos naturais da
região.
Marina Silva defende continuidade de plano contra o desmatamento
A senadora Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, foi uma das
atrações do III Fórum Mundial de Teologia e Libertação (FMTL), que
terminou ontem, em Belém. Ela discorreu sobre o tema 'A vida do
planeta desde a Amazônia', ao lado do teólogo Leonardo Boff e do
procurador da República no Pará, Felício Pontes Júnior.
Marina disse que, enquanto ministra, fez em cinco anos o que deveria
ser feito em 30. Com o plano de desmatamento da Amazônia, elaborado
pelo Ministério do Meio Ambiente, foi possível reduzir o índice de
destruição da floresta na região. 'A destruição da Amazônia
significa um grave problema para a vida no planeta', disse ela.
Marina alertou sobre o esgotamento dos recursos naturais e defendeu
idéias que promovem a vida das pessoas na Amazônia, hoje com 24
milhões de habitantes, com grande número de povos indígenas. 'Se o
homem não fosse tão dependente da natureza, teria sido criado
primeiro', disse.
Sobre a saída do governo Lula, sem entrar nos detalhes, a
ex-ministra disse que foi uma decisão tomada para garantir o
andamento de projetos do MMA. 'Você não pode ficar esquentando a
cadeira, vendo que os planos podem ir por água abaixo', declarou
Marina, admitindo que há muita tensão no ministério.
A maioria dos participantes do Fórum Mundial de Teologia e
Libertação fica em Belém para participar das atividades do Fórum
Social Mundial, que começa amanhã. No Fórum de Teologia, que
aconteceu no Centur, com apoio do governo do Estado, houve quatro
conferências e 40 oficinas.
Dentro da programação, os participantes puderam visitar projetos
sociais em Belém. Um deles foi a Caravana da Paz, no bairro da Terra
Firme, onde é grande o número de casos de violência. O FMTL
proporcionou momentos de partilha, troca de experiência e
articulações.
Para Nancy Roberta Schramm, religiosa americana que mora há mais de
20 anos em Belém, o FMTL teve muitos pontos positivos. Primeiro pelo
perfil dos participantes que vieram dos quatro cantos do planeta.
'Isso foi uma riqueza para o desenvolvimento de cada pessoa', disse
Nancy.
O contato com gente de vários países e diferentes culturas vai
aumentar a rede de pessoas que lutam pelos mesmos ideais e possuem
os mesmos princípios, acredita Nancy Roberta. O FMTL contou com a
participação de quase mil pessoas, entre sacerdotes, pastores,
religiosas, leigos engajados nas igrejas e movimentos sociais e
estudiosos da teologia.
Fonte: O Liberal - PA
26/01/2009
- 16h45
Efeitos da crise: cortes
crescem em janeiro, dizem sindicatos
A
onda de demissões que começou no final do ano passado se repete nas
primeiras semanas de janeiro, de acordo com um levantamento com 30
sindicatos de trabalhadores. Os cortes crescem em diversas regiões
do país e se espalham por setores como metalurgia, construção,
mineração e alimentação.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Município do Rio de
Janeiro, Alex dos Santos, diz que as demissões homologadas no
sindicato avançaram 35% em janeiro deste ano sobre o mesmo período
de 2008. Até quarta-feira (21), foram 473 dispensas.
Apenas trabalhadores com pelo menos um ano de tempo de serviço têm
que homologar a demissão no sindicato da categoria à qual pertence.
As demissões homologadas em janeiro não significam que as dispensas
foram feitas somente neste mês. Segundo o Ministério do Trabalho,
não há prazo para que as empresas agendem a homologação nos
sindicatos.
Os desligamentos de empregados temporários também não são
registrados pelos sindicatos. Apesar da falta de controle, a
estimativa do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas - com 53 mil
trabalhadores na base - é que o dobro de metalúrgicos foi dispensado
entre novembro e janeiro, incluindo os temporários. "De novembro até
agora, há cerca de 2.500 trabalhadores demitidos na região", destaca
Jair dos Santos, presidente da entidade.
Em janeiro deste ano, Santos afirma que as demissões também dobraram
em relação ao mesmo mês de 2008, puxadas principalmente pelos cortes
no setor de autopeças. Neste mês, 790 funcionários efetivos foram
desligados na região.
"Os motivos que os empresários alegam para demitir não são reais.
Não há motivo para demitir nessas proporções. Eles estão criando
pânico entre os trabalhadores", diz ele.
Os desligamentos de metalúrgicos também aumentaram em Minas Gerais.
Em Belo Horizonte e Contagem, o sindicato da categoria, que
representa 50 mil trabalhadores, homologou 800 dispensas até a
semana passada. O número supera a média dos últimos quatro meses de
2008. Em setembro, foram 623 dispensas, contra 712 em outubro, 601
em novembro e 631 em dezembro.
Construção civil
Representantes da construção civil, embora não relatem cortes
recordes de postos de trabalho, preveem avanço das demissões. No
Maranhão, o presidente do sindicato da categoria Humberto Mendes
destaca que, até terça passada, 870 trabalhadores homologaram
demissões no sindicato.
Segundo ele, empreiteiras contratadas em obras de expansão
industrial ficarão sem contrato após o término das obras que estão
em curso. "A partir de junho, vamos ter mais gente desempregada.
Muitos trabalhadores precisam procurar serviço em outros Estados".
Antonio de Souza Ramalho, presidente do Sindicato da Construção
Civil de São Paulo, que tem 300 mil trabalhadores na base,
acrescenta que ainda há empresas contratando em janeiro, o que
ameniza o efeito das demissões.
Na entidade, as demissões homologadas neste mês mantêm a proporção
registrada no ano passado. Até terça-feira (21), foram
aproximadamente 550 dispensas, o que significa 71% das 778 demissões
homologadas na entidade em todo o mês de janeiro de 2008.
Apesar do otimismo do sindicalista paulista, o Sinduscon/SP, que
representa as empresas do setor, já procurou os trabalhadores para
discutir alternativas como redução de salário e suspensão de
contratos.
Acordos de flexibilização das relações de trabalho também são
discutidos por trabalhadores do setor de alimentos e bebidas. Na
categoria, perderam o emprego, principalmente, funcionários de
frigoríficos dependentes das exportações.
Em Campo Grande (MS), cerca de 400 trabalhadores homologaram
demissões em janeiro, segundo o sindicato dos trabalhadores da
indústria da carne, que tem cerca de 2.000 trabalhadores na base.
Em Chapecó (SC), empregados do setor se reuniram na semana passada
para discutir propostas de flexibilização do emprego.
Miguel Padilha, presidente da federação que reúne 13 mil
trabalhadores da indústria de carnes e derivados de Santa Catarina,
destaca que há empresas pedindo diminuição de horas trabalhadas e de
salário. "Não aceitamos isso. O trabalhador não ganha muito. Imagine
se abaixar o salário".
Fonte: Folha de S.Paulo
26/01/2009
- 16h30
Crise global e desemprego em
alta revigoram o movimento sindical
Fazia tempo que as centrais sindicais não tinham tanto espaço. Com o
corte drástico de empregos, os presidentes das entidades ganharam
voz nas negociações com governadores, presidentes de federações de
indústrias, empresários, ministros e até com o presidente da
República. Demorou, mas Luiz Inácio Lula da Silva, que fez fama nos
anos 70 e 80 no movimento sindical, encontrou antigos e novos
companheiros.
O encontro, na segunda-feira, juntou presidentes das seis centrais.
Dois dias depois foi a vez de José Maria de Almeida, 51 anos, da
Conlutas, falar com Lula. "O governo precisa tomar medidas. Não dá
para confiar que a situação começa a melhor em março. Isto não vai
acontecer", diz o líder da central mais a esquerda de todas.
A bandeira defendida foi a de pressão governamental sobre os bancos
para que baixem os juros. Assim as empresas podem tomar empréstimos
a um custo menor e manter os empregos. Em outra ação conjunta, as
centrais mobilizaram cerca de 100 mil pessoas na quarta-feira em
frente aos nove escritórios do Banco Central com o objetivo de
pressionar para a queda da taxa básica de juros.
A nova fase do sindicalismo dá visibilidade a companheiros bem
conhecidos, como Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força
Sindical, 52 anos, e a uma geração mais nova, como a de Artur
Henrique Silva Santos, de 47 anos, presidente da Central Única dos
Trabalhadores (CUT), a maior do País, com 20 milhões de
trabalhadores.
Para Santos, a maior conquista dos últimos tempos foram os
sucessivos aumentos do salário mínimo. Com 22 anos de vida sindical,
iniciada no Sindicato dos Eletricitários de Campinas (SP), o
presidente da CUT diz: "Muita coisa mudou. A esquerda brasileira
optou pelo caminho eleitoral, democrático. Mas nós ainda acreditamos
no socialismo. Este modelo de capitalismo não leva a nada".
Wagner Gomes, 52 anos, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (a CTB, surgida de um racha na CUT), afirma que, apesar da
proximidade com o governo, não se pode abrir mão da autonomia. "Pode
dialogar, mas sem esquecer que você está lá para defender os
interesses dos trabalhadores", lembra.
As centrais sindicais brigaram muito pelo reconhecimento oficial, o
que só aconteceu no ano passado. Com isso os 20% do total arrecadado
com a contribuição sindical (valor descontado da folha de pagamento
dos empregados equivalente a um dia de trabalho) que ia para o
governo caiu para 10%. A outra metade, por volta de R$ 56 milhões,
passou para as mãos das centrais. Sozinha a CUT fica com cerca de
35%, seguida pela Força (12%), União Geral dos Trabalhadores (UGT,
com 6,29%), Nova Central (6,27%), Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB, com 5,09%) e Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB, com 5,02%).
Ricardo Patah, 55 anos, presidente da União Geral dos Trabalhadores
(UGT, dissidência da Força) e do Sindicato dos Comerciários de São
Paulo, comenta que o papel dos sindicatos e das centrais hoje é bem
diferente dos anos 80. "Os trabalhadores tinham uma verdadeira
admiração pelos sindicatos, que ajudaram a acabar com a ditadura.
Hoje a questão é mais capitalista e há mais união entre as
centrais", opina.
Presidente da Nova Central, José Calixto Ramos, 80 anos, acredita
que "nunca houve no movimento sindical um momento de vacas gordas. A
luta nunca foi fácil nem nunca será". Para Ramos, quando a economia
vai mal é mais difícil mobilizar os trabalhadores. "A possibilidade
de demissão apavora quem quer se aproximar do movimento sindical. O
próprio Lula admitiu na reunião com as centrais que a crise existe
de fato. A situação é delicada e depende da mobilização de patrões,
empregados e governo".
Presidente da CGTB (originada na Central Geral dos Trabalhadores),
Antonio Neto, 56 anos, está otimista com o crescimento das centrais.
"A situação hoje é bem melhor. Antes não tínhamos participação no
governo como agora, no Conselhão, no Conselho de Segurança Alimentar
e Conselho de Política Industrial", comenta.
Ex-ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto analisa que é um fenômeno
mundial a busca por proteção sindical quando a economia vai mal.
"Isso não é viver a vida sindical de forma ativa". O especialista
concorda com a tentativa de Lula de juntar todos os lados para
negociar, mas critica a lentidão do presidente: "Um dia depois de
assumir o presidente americano congelou os salários altos do
funcionalismo. Que sirva de lição para um momento como este".
Fonte: Estado de S. Paulo, 25/1
23/01/2009
- 17h
AGE virtual - Prazo para
encaminhar autorização é prorrogado
EDITAL DEN nº 02/2009
PRORROGAÇÃO DO PRAZO
A PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES DO
MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - SINASEMPU, no uso de suas atribuições
estatutárias, em especial o artigo 20, inciso XII do Estatuto da
entidade, considerando os problemas técnicos que impossibilitaram a
participação dos filiados do Sindicato na Assembléia Geral
Extraordinária virtual da Entidade, comunica que fica prorrogado,
até o dia 28 de janeiro de 2009,
o prazo final para encaminhar a autorização objetivando o
ajuizamento de ação coletiva para pleitear diferenças relativas à
Revisão Geral Anual, implementada pelas Leis nºs 10.697/2003 e
10.698/2003 (VPI), tomando-se por referência o percentual de 13,28%.
Ficam mantidas as demais disposições constantes no Edital DEN nº
01/2009 (Convocação).
Brasília, DF, 23 de janeiro de 2009
Márcia Broxado dos Santos
Presidente em exercício
23/01/2009
- 16h20
Expediente do SINASEMPU em
Brasília encerra-se às 17h
A Secretaria Geral do SINASEMPU informa que, em virtude da
dedetização que será realizada nas instalações da Sede da Entidade,
fazendo uso de produtos químicos, o expediente nesta sexta-feira
será até às 17h. As atividades serão retomadas, normalmente, na
segunda-feira, dia 26/01.
23/01/2009
- 11h15
Trabalho escravo: 49% dos
resgates são em lavouras de cana, diz CPT
As lavouras de cana-de-açúcar detiveram em 2008 os maiores índices
de denúncias e resgates de trabalhadores em regime escravo no
Brasil, segundo relatório da CPT (Comissão Pastoral da Terra).
O estudo mostra que 49% dos 5.244 trabalhadores resgatados estavam
no setor sulcroalcooleiro, e 19,5% na pecuária. A região
Centro-Oeste assumiu a liderança no ranking, com 32,1% dos casos.
"Me surpreendeu que Goiás tenha sido o campeão, à frente do Pará.
Isso ilustra o fenômeno da expansão desordenada do agronegócio", diz
o frei Xavier Plassat, da coordenação da campanha da CPT para
erradicação do trabalho escravo.
Para a União da Indústria da Cana-de-açúcar, são "casos isolados"
que representam menos de 0,3% da força de trabalho do setor.
Fonte: Agência DIAP
23/01/2009
- 10h30
Servidor que estuda pode escolher
horário de trabalho
Servidor público que estiver estudando
tem direito de trabalhar em horário compatível com o curso. Esse é o
entendimento do desembargador Expedito Ferreira, do Tribunal de
Justiça do Rio Grande do Norte, que concedeu a um servidor do
município de Coronel Ezequiel o direito de trabalhar em horário
especial por ser estudante universitário.
Exercendo a função de vigilante à noite, o servidor foi surpreendido
com uma portaria alterando seu expediente de trabalho para o período
da manhã, horário em que faz o curso de enfermagem na Universidade
Federal de Campina Grande (PB).
O novo horário de trabalho o impossibilitaria de freqüentar as
atividades acadêmicas. O servidor buscou auxílio do Poder Judiciário
com o objetivo de anular o ato administrativo que determina a
mudança. Ele foi aprovado em concurso público para o cargo de vigia
em 2007 e exercia suas atividades funcionais durante a noite, sendo
compensado a mais por isso, com jornadas intercaladas e com período
de descanso.
Para o relator do processo, desembargador Expedito Ferreira, é
garantido ao servidor público estudante o direito de executar suas
atribuições em horário especial, quando comprovar incompatibilidade
entre o horário escolar e do órgão público, sem prejuízo ao
exercício do cargo, e ainda quando compensar a carga horária mínima
de duração do trabalho
O pedido do servidor foi atendido por haver incompatibilidade entre
o horário escolar e o da repartição, somado ao fato de não ter sido
comprovado prejuízos para a administração, que pode colocar outros
servidores no expediente matutino sem comprometer o andamento da
estrutura municipal.
Mandado de Segurança 2008.009424-5.
Fonte: Consultor Jurídico
22/01/2009
- 17h
PEC extingue regime único de
servidor e recria emprego público
A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 306/08,
do deputado Eduardo Valverde (PT-RO), que extingue o regime jurídico
único na administração pública. Dessa forma, os servidores públicos
poderão ser contratados pelo regime da Consolidação das Leis do
Trabalho (Decreto Lei 5.452/43) ou pelo regime estatutário, que
reuniria somente as carreiras consideradas típicas de Estado, como
as de diplomacia e da Justiça.
A Emenda Constitucional 19, de 1998, extinguia o regime jurídico
único e criava o emprego público, cujos ocupantes são contratados
pela CLT. Valverde lembra, porém, que o Supremo Tribunal Federal
sustou a eficácia desse dispositivo em 2007, por considerar que
havia sido desrespeitado o quorum mínimo para sua votação. Valverde
lembra que essa decisão criou um vácuo legislativo porque, durante
10 anos, a emenda foi válida e foram feitas contratações de acordo
com suas disposições.
Valverde afirma que é preciso deixar claro qual é a situação desses
funcionários hoje. "São situações consolidadas, cuja existência,
nesses anos, revelou claramente a possibilidade de manutenção de
dois regimes de trabalho para o serviço público", explica.
O parlamentar também considera que apenas as carreiras típicas de
Estado devem ser mantidas no regime estatutário em razão de suas
especificidades. As demais, segundo ele, são mais adequadas ao
regime celetista. "É necessária a flexibilização do regime das
relações de trabalho firmadas com a administração pública".
O parlamentar acredita que a proposta não precariza as relações de
trabalho no serviço público. Ao contrário, a mudança, em sua
avaliação, otimizará as contratações pelo administrador nas
hipóteses que demandam prestação de serviços não permanentes,
compatibilizando os gastos em folha com uma eventual mudança na
necessidade daquele serviço à população.
Tramitação
A proposta será analisada preliminarmente, quanto à
admissibilidade, pela Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania. Se for aprovada, será encaminhada para uma comissão
especial e, posteriormente, para o Plenário.
Fonte: Agência Câmara
22/01/2009
- 16h55
Crise pode acelerar reforma
agrária, entende Rolf Hackbart
A onda de desemprego, por causa da
crise financeira internacional, deve engrossar as fileiras do
movimento de reforma agrária e exigir um esforço ainda maior do
Governo para atender à demanda por terra. A avaliação é do
presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra),
Rolf Hackbart, que falou com à Agência Brasil.
Ele acredita que o fechamento de postos de trabalho nas cidades pode
gerar um fluxo migratório rumo ao interior. “As pessoas vão buscar
alternativas. Isso vai engrossar o Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra ou criar outro. A demanda por terra vai aumentar em
2009 e 2010”, avaliou.
Hackbart afirmou que o Incra começa 2009 com “um orçamento bom” e
adiantou que o número de famílias assentadas em 2008 deve passar de
70 mil, superando as previsões dos movimentos sociais que
consideraram o ano passado “o pior para a reforma agrária”.
Meio Ambiente
Sobre a questão ambiental nos assentamentos, Hackbart reconheceu o
desmatamento nessas áreas e afirmou que alguns assentamentos na
Amazônia deverão ser fechados por causa das derrubadas e do uso
ilegal da terra. "Estamos com diagnóstico feito e equipes em campo
para tirar quem é ilegal. Ali tem muita soja e gado.
Temos que retirar a ilegalidade e cumprir a legislação ambiental:
recuperar a reserva legal, a área de proteção permanente. E, em
alguns casos, acabar com os assentamentos, em vários casos,
inclusive alguns entre os que foram listados pelo Ibama [Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis]", disse.
Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Incra também falou
sobre a relação entre o órgão e o MST no processo de reforma agrária
do país ao longo de 25 anos do movimento. “Eles não reconhecem o que
já fizemos”, apontou. Clique aqui e leia á íntegra da entrevista.
Fonte: Agência DIAP
21/01/2009
- 18h55
Ata de Assembléia é exigência para
propositura de ação contra Fazenda Pública
“Nas ações coletivas propostas contra a União, os Estados, o
Distrito Federal, os Municípios e suas autarquias e fundações, a
petição inicial deverá obrigatoriamente estar instruída com a ata da
assembléia da entidade associativa que a autorizou, acompanhada da
relação nominal dos seus associados e indicação dos respectivos
endereços”.
Assim versa o Parágrafo Único do art. 2ª-A da Lei nº 9.494, de 10 de
setembro de 1997, que disciplina a aplicação da tutela antecipada
contra a Fazenda Pública.
Diante disso, o SINASEMPU esclarece aos seus filiados que a
Assembléia Geral Extraordinária virtual que ocorrerá na próxima
quinta e sexta-feira, mais do que uma manifestação coletiva da
Entidade, figura-se como uma exigência legal para que o Sindicato
possa ingressar com ação judicial visando defender os interesses e
direitos dos seus filiados contra a Fazenda Pública, neste caso,
vislumbrando o pagamento de diferenças relativas à Revisão Geral
Anual a que os servidores do MPU têm direito.
20/01/2009
- 19h35
Assembléia virtual inicia nesta
quinta-feira
Ocorrerá nesta quinta e sexta-feira, dias 22 e 23 de janeiro, a
Assembléia Geral Extraordinária (AGE) virtual que irá autorizar
sobre a propositura de ação judicial para exigir da União o
pagamento de diferenças relativas à Revisão Geral Anual a que os
servidores do MPU têm direito, tomando-se por referência o
percentual de 13,28%.
Todos os filiados do SINASEMPU estão convocados a participar. Para
tanto, aqueles que concordarem com a propositura da ação deverão
enviar, nos dias mencionados, mensagem eletrônica para o Sindicato
(e-mail: geral@sinasempu.org.br) contendo o seguinte texto:
"AUTORIZO A PROPOSITURA DA AÇÃO NOS TERMOS CONSIGNADOS NO EDITAL DEN
Nº 01/2009". Para validação da mensagem, o servidor precisará ainda
informar o seu nome completo e unidade de lotação no MPU.
Participe! O SINASEMPU somos todos nós!
20/01/2009
- 10h55
Com derrocada do neoliberalismo,
FSM deve apresentar perfil anticapitalista
Para membros da organização, principal desafio é relacionar crise
financeira com danos ao meio-ambiente
Entre 27 de janeiro e 1º de fevereiro, mais de 4 mil entidades de
cerca de 150 países devem promover discussões com intuito de
formular alternativas ao livre comércio, às formas de produção
poluentes e, por fim, fomentar a idéia de uma nova sociedade.
Esse último objetivo, aliás, tornou-se ainda mais premente com a
exposição dos limites do capitalismo com a decorrência da crise
financeira mundial, que teve seu estopim em 2008 e ainda não dá
sinais de quando deve terminar.
O principal desafio da 9ª edição do Fórum Social Mundial, que será
realizado pela primeira vez em Belém (PA), é relacionar os debates
acerca dos modelos de produção com impactos ambientais e climáticos
reduzidos com a necessidade de transformação radical do sistema
econômico e social.
Para isso, a capital paraense,
porta de entrada da Amazônia, apresenta um cenário que contribui
para tais reflexões, já que nessa região os limites do sistema estão
expostos, com a devastação ambiental promovida pela busca do lucro –
grosso modo, o objetivo máximo do capitalismo.
Também se torna simbólico o fato de 27% da região ser composta por
territórios indígenas, com 522 povos de diferentes etnias. De acordo
com a organização, a participação indígena nessa edição deve ser a
maior da história do FSM, com cerca de 3 mil representantes. (Leia
matéria abaixo)
Fim do neoliberalismo
Entre duas ativistas da organização do FSM, atuantes desde a
primeira edição, há uma opinião de que a edição pan-amazônica pode
representar um salto qualitativo em termos políticos. “Desde a
primeira edição [em 2001], conseguimos que o Fórum tivesse um perfil
anti-Davos [sede do Fórum Econômico Mundial]. Conseguimos mostrar ao
mundo que havia uma voz que discordava do pensamento único. O Fórum
teve uma primeira edição forte, acompanhando o ascenso do movimento
global, que teve seu ápice em Seattle [em 1999, em atos contra a
OMC]. No entanto, o 11 de setembro em 2001 foi uma rasteira muito
grande nesse movimento, que apresentou um refluxo. Mas o Fórum
mostrou muito dinamismo e deu a volta por cima”, avalia Fátima Melo,
diretora da Fase, entidade que integra o Fórum Social Mundial.
Na análise de Melo, os esforços dos movimentos sociais aglutinados
no Fórum obtiveram resultados importantes, como a eleição de
governos progressistas na América Latina. “O Evo Morales é
claramente um resultado político do Fórum. Agora, há um grande
desafio colocado para essa edição: passar de um perfil
antineoliberal para anticapitalista. É muito positivo que estejamos
na Amazônia, pois lá torna-se mais evidente os limites do sistema”,
pontua Melo, baseando-se nos impactos da crise financeira mundial
que levaram governos dos países centrais a adotar medidas
antineoliberais.
Moema Valarelli, do Ibase, revela
que desde a primeira edição havia quem defendesse que o Fórum
assumisse uma posição mais estritamente anticapitalista. Apesar de
se colocar nesse bloco, ela ressalta a importância da composição
ampla do FSM. “Eu, particularmente, achava que devíamos assumir uma
postura anticapitalista desde a primeira edição. A avaliação era de
que o neoliberalismo representava aquele momento do capitalismo, os
males como a competição, a desigualdade e o individualismo não têm
cura, pois são sistêmicos, tal como a ganância e a concentração de
renda. Mas foi muito positivo manter o Fórum com aquela amplitude,
agregando outros grupos que tinham uma crítica contundente ao
neoliberalismo, mas não ao capitalismo”, afirma.
Crise e meio ambiente
Outra importante tarefa que se espera do FSM 2009 é a vinculação dos
problemas climáticos e ambientais à crise financeira internacional.
Para Valarelli, não se pode dizer que a turbulência econômica
mundial “pegou de surpresa” os movimentos sociais.
“Desde 2001, o Fórum já apontava que o modelo econômico era
insustentável, pois fortalece e aprofunda as desigualdades e destrói
o meio-ambiente. Portanto, o FSM já fazia uma crítica sistêmica”,
relembra.
A instabilidade do sistema financeiro mundial tornou o evento ainda
mais importante e o fato de o FSM se dar em pleno decorrer da crise
deve enriquecer as discussões, de acordo com Fátima Melo. “Quando
estourou a crise financeira, enxergamos o acontecimento como uma
grande oportunidade para discutir essa questão na Amazônia, que não
está alheia ao que acontece no mundo. A crise está associada à
questão climática e ambiental. Temos uma grande oportunidade de
expor as várias dimensões da crise do modelo e do capitalismo.
Esperamos que as discussões se articulem com a questão global mais
geral”, diz.
Fonte: Agência Brasil de Fato
20/01/2009
- 10h40
Desemprego, a
terceira fase da crise financeira global
SÃO PAULO - A
crise financeira transformou-se em uma crise na economia real e
políticos já alertam para a terceira fase: a crise social. Na
Europa, são quase 10 mil novas demissões a cada dia. Nos EUA,
relatório apontou a perda de mais de 1,2 milhão de postos de
trabalho entre janeiro e novembro e considerou esse o principal
fator para determinar que o país está em recessão desde dezembro do
ano passado. No Brasil, os indicadores de emprego ainda resistem,
mas o desaquecimento da atividade provocado pela crise global já dá
sinais de que esse quadro pode ser afetado.
A Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que o
número de desempregados nos países que integram a organização poderá
aumentar em 8 milhões nos próximos dois anos apenas. O desemprego
poderia subir dos atuais 34 milhões para 42 milhões até 2010.
Veja abaixo a
evolução do desemprego nas principais economias do mundo:
EUROPA
- Reino Unido
O país divulgou
no início de novembro o pior aumento do desemprego em 16 anos e uma
recessão. Atualmente, o governo inglês é obrigado a pagar pensões a
980 mil pessoas. 1,8 milhão perderam seu trabalho em 2008. No país,
foram 1,5 mil novos desempregados por dia entre agosto e outubro. Em
termos porcentuais, a taxa de desemprego chega a 5,8% no Reino
Unido, contra 7,5% na zona do euro, taxa que deve aumentar para
quase 9% em 2009.
- França
A taxa de
desemprego na França subiu para 7,7% no terceiro trimestre, acima da
taxa de 7,6% no segundo trimestre, mas abaixo dos 8,2% em igual
período do ano passado. Na área metropolitana, que exclui
territórios externos, o desemprego aumentou para 7,3% da população
ativa, ou 2,04 milhões de pessoas, de 7,2% no segundo trimestre.
O governo estima
que são mais de 1,2 mil o número de pessoas que recebe cartas de
demissões por dia.
Durante sua
campanha presidencial no ano passado, Nicolas Sarkozy prometeu
derrubar a taxa de desemprego para abaixo de 5% dentro de cinco
anos. A última vez em que a taxa ficou assim baixa foi no segundo
trimestre de 1979, segundo o Instituto de estatísticas Insee.
- Alemanha
A taxa se manteve
estável em 7,1% em outubro, a mesma registrada em setembro.
- Espanha
A perda de
emprego tem sido mais acelerada na Espanha, onde a taxa de
desemprego atingiu 12,8% em outubro, de 12,1% em setembro. Entre os
mais afetados estão os imigrantes, muitos deles brasileiros. Na
Espanha, 46% dos imigrantes estão desempregados.
- Suécia
O país planeja
lançar um pacote de estímulo de 8,3 bilhões de coroas suecas (US$ 1
bilhão) com intuito de ajudar o enfraquecido mercado de trabalho,
disse o primeiro-ministro, Fredrik Reinfeldt. A economia da Suécia
já perdeu mais de 10 mil empregos nos últimos meses. O plano
proposto será apresentado para o Parlamento, para ser aprovado no
final de janeiro.
AMÉRICA
- EUA
O mercado de
trabalho dos EUA fez o maior corte de vagas dos últimos 30 anos em
novembro, levando a taxa de desemprego para o nível mais elevado em
15 anos. Com base nas folhas de pagamento (payroll), o Departamento
do Trabalho verificou cortes de 533 mil vagas em novembro, marcando
o 11º mês seguido de retração na oferta de trabalho nos EUA. É o
maior volume de cortes desde dezembro de 1974. Economistas ouvidos
pela Dow Jones previam o corte de 350 mil vagas em novembro.
A taxa de
desemprego nos EUA subiu para 6,7% em novembro, o maior nível desde
outubro de 1993, informou o Departamento de Trabalho. Em outubro, a
taxa estava em 6,5% e economistas esperavam aumento para 6,8%. Os
cortes de empregos feitos nos últimos três meses já somam 1,2
milhão, contabilizando as revisões nos números de outubro e de
setembro.
- Brasil
Em outubro, a
taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,5%, a menor do ano, mas o
desaquecimento da atividade provocado pela crise global já dá sinais
de que pode afetar esse quadro. A Vale, por exemplo, anunciou a
demissão de 1.300 empregados no mundo inteiro devido à retração da
demanda mundial. Representantes do setor de construção civil,
importante empregador, também já anunciaram que o cenário de
contratações é incerto.
A ministra da
Casa Civil, Dilma Rousseff, confirmou que o governo está avaliando
medidas para evitar o desemprego, mas não deu detalhes. "O que acho
é que hoje o governo tem os instrumentos. A diferença é essa. A
gente tem instrumentos para diminuir a quantidade do desemprego",
afirmou a ministra. "Essa é uma das questões centrais do governo:
não deixar que haja uma queda na oferta do emprego, que comprometa
tudo o que conquistamos até agora."
- Canadá
A economia
canadense perdeu 70.600 postos de trabalho em novembro, em
comparação a um aumento inesperado de 9.500 vagas no mês anterior,
devido ao corte de funcionários no setor manufatureiro e ao
encerramento das eleições federais, de acordo com o Departamento de
Estatísticas do Canadá.
O número foi mais
de três vezes superior à expectativa do mercado, de corte de 20 mil
postos de trabalho. Com isso, a taxa de desemprego do país subiu
para 6,3%, de 6,2% em outubro. Economistas previam um aumento para
6,4%.
ÁSIA
- China
O número de
desempregados no país chegou a 4% da população economicamente ativa
nos dez primeiros meses deste ano, chegando a um nível considerado
"crítico" pelo ministro de Recursos Humanos e Estabilidade Social,
Yin Weimin.
O número absoluto
de desempregados é provavelmente maior, pois trabalhadores
imigrantes não foram computados na estatística, embora representem
mais de 200 milhões na força produtiva do país.
- Japão
O governo vai
propor o lançamento de um pacote de empregos de 2 trilhões de ienes
(US$ 21,5 bilhões) para ajudar a conter o impacto da crise
econômica. As medidas incluem assistência para trabalhadores
temporários para que possam se tornar permanentes e a ajuda para que
estudantes encontrem empregos depois do vencimento de seus contratos
informais. O governo também vai propor a concessão de subsídios
estatais para os governos locais para que possam contratar
temporariamente cidadãos idosos e jovens.
Fonte: Estadão
20/01/2009
- 10h40
Brasil registra perda de 654
mil empregos em dezembro
A economia brasileira perdeu 654.946 postos de trabalho
formal no mês de dezembro de 2008, segundo dados do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (Caged). O número corresponde a mais
que o dobro da média histórica de dezembro que, geralmente, registra
o fechamento de 300 mil vagas no mês. Esse desempenho negativo
reflete uma piora brusca das condições do mercado de trabalho e da
produção industrial.
Apesar do resultado ruim de dezembro, o ano de 2008 encerrou com um
saldo de 1,4 milhão de empregos formais criados – o terceiro melhor
ano do levantamento do Ministério do Trabalho, ficando atrás apenas
de 2004 e 2007. No ano passado, foram contratados 16,6 milhões
trabalhadores com carteira e demitidas 15,2 milhões de pessoas.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que os números de
dezembro de 2008 devem ser avaliados com cautela, pois o pior
momento da crise mundial já se refletiu na economia brasileira: “O
Brasil não viverá momentos mais graves do que já viveu. Teremos os
meses de janeiro e fevereiro fracos na geração de empregos, mas
positivos. Teremos, em março, o começo da retomada forte na geração
de empregos.”
As estatísticas do Caged alimentaram uma discussão polêmica na
semana passada, com empresários pedindo mudanças na legislação
trabalhista. Lupi ressaltou que os problemas no mercado trabalho
resultam da alta da taxa de juros, promovida pelo Banco Central no
ano passado. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom)
do BC se reúne para definir se reduz ou não os juros básicos que
estão em 13,75% ao ano.
Segundo o ministro, “a queda da taxa de juros irá ajudar a indústria
da transformação” a recuperar empregos. “Penso que o momento de
crise não é de se retirar direitos [como defendem os empresários]. É
momento de sentar, como pessoas civilizadas, sem acusação, e
discutir saídas que não tirem empregos e direitos do trabalhador”,
afirmou.
O mercado de trabalho sofreu impactos mais fortes em dezembro por
conta da desaceleração da produção industrial no final de 2008. Os
dados do Caged mostram que a indústria de transformação perdeu 273,1
mil postos de trabalho no mês passado, que é um número bem acima da
perda de 134 mil na agricultura e 117 mil no setor de serviços.
Apesar do recuo, os segmentos fecharam 2008 com saldo positivo.
O setor de serviços lidera o ranking na criação de empregos formais,
com mais de 648 mil novos postos de trabalho no ano passado. O
comércio gerou 382,9 mil vagas; a construção civil, 197,9 mil; e a
indústria de transformação, 178,7 mil. Segundo o Caged, o setor
agrícola foi o que obteve o resultado mais modesto: 18,2 mil postos
de trabalho gerados no ano passado.
Fonte: Agência Brasil
19/01/2009
- 18h30
SINASEMPU firma convênio com a
Verbo Jurídico
O SINASEMPU firmou convênio com a Verbo Jurídico
(www.verbojuridico.com.br), empresa voltada para os segmentos
editorial e de ensino. Por meio do acordo os filiados do Sindicato
obterão desconto de 15% no preço dos cursos e bibliografias
publicadas pela Editora Verbo Jurídico.
O desconto é extensivo também aos dependentes dos filiados e válido
para cursos de extensão e preparatórios para concursos. Outras
informações serão divulgadas em breve por meio da página eletrônica
do SINASEMPU na Internet (www.sinasempu.org.br) e via informativo.
19/01/2009
- 17h10
Crise atinge Brasil de
forma rápida, forte e inesperada, avaliam economistas
O início de 2009 vem apresentando um cenário econômico difícil para
o Brasil, com a divulgação dos resultados de dezembro. Os números
indicam que a crise financeira internacional chegou ao Brasil de
forma repentina e bem mais forte do que as previsões feitas pelo
governo e pelo mercado.
“A crise atingiu o Brasil de forma mais intensa e mais rápida do que
se esperava. Até que ponto isso vai nos afetar, ainda não se sabe,
mas todos os sinais indicam que ela é pior do que se imaginava e já
começa a apresentar seus efeitos no mercado”, afirmou o coordenador
da Carta de Conjuntura Econômica do Instituto de Pesquisa Econômica
e Aplicada (Ipea), Marcelo Nonemberg.
Alguns dados de dezembro ainda nem foram divulgados - como o quadro
de demissões, por exemplo - mas o governo já tem uma perspectiva
pessimista e acredita que os números vão superar muito a média de
demissões para mês, que é de 300 mil.
Para os especialistas, diante do novo quadro, o governo terá que se
esforçar muito para continuar passando um clima de confiança para a
população. “O papel do governo é passar essa confiança, até para não
agravar a situação. Imagine se o piloto do avião demonstrasse que
está com medo”, disse Nonemberg.
No entanto, os dados indicam que o primeiro semestre de 2009 será
muito ruim e que essa crise deve demorar a passar, acrescentou o
economista. Para ele, manter o otimismo é difícil. “As pessoas estão
perdendo o emprego. As notícias ainda estão assustando as pessoas,
que adiam as decisões de compra. A própria notícia da crise
contribui para agravar a crise.”
Segundo Nonemberg, mesmo que o Banco Central (BC) resolva baixar
bruscamente os juros para estimular o crédito, o efeito da medida só
seria sentido no próximo semestre. Na próxima semana terça-feira
(20), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reunirá para
definir a taxa básica de juros, e tanto o mercado quanto setores do
governo esperam uma redução. Atualmente, o Brasil pratica uma das
maiores taxas de juros do mundo, de 13,75%.
“Temos um efeito defasado. Ainda que o Banco Central decida cortar
radicalmente os juros, continuamos sofrendo a influência da politica
adotada no ano passado, mais especificamente, a partir de abril, que
foi de elevação da taxa de juros. Isso vai demorar para ter efeito”,
comentou.
De acordo com o economista Rogério César Souza, Instituto de Estudos
para o Desenvolvimento Industrial, um traço dessa crise que não
esteve presente em recessões anteriores é a imediata queda no
emprego.
“Normalmente, a produção industrial cai primeiro e as empresas
procuram cortar horas extras, ou cortar o terceiro turno para depois
pensar em demitir. Desta vez, porém, a intensidade foi tão grande
que em outubro os níveis de empregos estavam firmes e em novembro já
dava sinais de revés. Isso é sinal que que temos uma crise com
elementos diferentes, inesperados e, por isso, difíceis de lidar.”
A análise de conjuntura feita por Rogério Souza para o Iedi aponta
forte retração econômica no mês de dezembro, principalmente na
produção industrial. “Os resultados serão anda piores que os de
novembro”, diz o estudo, que destaca a redução da atividade
industrial no estado de São Paulo.
“Os índices apontam uma queda na produção no principal parque
industrial do país [São Paulo], que pode chegar a 13,5% em dezembro
em relação a novembro. No estado de São Paulo, em dezembro de 2008,
a retração seria de 12,6%”, destacou.
A análise também destaca dados da Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), mostrando que a
produção de dezembro, de 102 mil unidades, é a menor desde janeiro
de 2000. A queda na produção de veículos foi de 38% em relação a
novembro, mês que já havia registrado queda de 29,2% em relação a
outubro.
Na comparação com dezembro de 2007, a produção de veículos diminuiu
mais 53,8%. “O desempenho no acumulado do ano ainda pode ser
considerado bom, 8,2%, embora muito abaixo dos 20,1% acumulados até
setembro de 2008. Esse desempenho se deve aos nove primeiros meses
do ano, quando o setor registrou um crescimento forte de produção.”
Fonte: Agência Brasil
19/01/2009
- 17h
Vale: sindicatos pretendem
articular ações contra demissões
Dirigentes de sindicatos de
trabalhadores da Vale, que somam 24 em todo País, se reuniram com
José Drummond, da CUT Multi, um braço da Central Única dos
Trabalhadores que promove a criação de redes internacionais de
trabalhadores de multinacionais brasileiras. A idéia é articular um
movimento que congregue todos os trabalhadores da mineradora no
Brasil e nos 30 países onde ela atua contra novas demissões e em
defesa dos direitos trabalhistas de seus 60 mil empregados.
A reunião ocorreu após dois dias de reunião dos sindicalistas, na
quinta e sexta-feira da semana passada. A agenda de trabalho desses
líderes sindicais inclui uma mobilização de funcionários nacionais e
internacionais da Vale no dia 11 de fevereiro, em frente à sede da
mineradora no Rio, para protestar contra as demissões e contra a
flexibilização das leis trabalhistas defendida pelo presidente
executivo da companhia, Roger Agnelli, informou Paulo Soares, do
Metal Base, sindicato que congrega 4 mil mineiros da região de
Itabira e outros municípios onde a Vale tem minas, em Minas Gerais.
Hoje, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e
governadores dos Estados e prefeitos dos quase 500 municípios onde a
Vale atua devem receber uma carta dos empregados da companhia
convocando-os a lutar contra o desemprego.
"A Vale já demitiu 15 mil trabalhadores terceirizados ligados
diretamente à produção de minério e mais de 2 mil diretos. Não
acreditamos nos números da Vale. Nós fizemos as contas dos
desempregados e conhecemos bem esses números, pois somos nós que
homologamos as demissões", disse Soares, vinculado ao PSTU, uma
dissidência à esquerda do PT.
A mensagem que os trabalhadores pretendem passar às autoridades é
que os problemas da Vale são como uma questão de Estado, pois ela é
a maior empresa privada nacional, que dizia estar pronta para
enfrentar a crise e foi uma das primeiras a demitir. "Não vamos
aceitar flexibilizar nossos direitos. Como pode a Vale falar em
flexibilizar nossos direitos se ela vai encerrar 2008 com um lucro
de no mínimo R$ 24 bilhões?", indaga Soares.
Outra preocupação dos empregados da Vale é com o pagamento da
Parcela de Lucros e resultados (PLR), que deve ser feito em 15 de
fevereiro. Pelo acordo feito entre a companhia e os trabalhadores,
com vigência de um ano, os empregados deveriam receber um PLR de 4,7
salários.
Ou seja, se o empregado ganha R$ 1 mil, ele recebe R$ 4.700 de PLR.
"Estamos sujeitos a receber menos que isso. A Vale está querendo
pagar um PLR de 1,5 a 2,0 e no máximo 2,5 salários. Logo no ano que
ela terá novamente lucro recorde, sem falar no caixa da empresa de
US$ 15 bilhões. Isso vai criar mais uma briga com a gente", disse o
sindicalista.
Soares (suplente) e João Batista Cavalieri (titular), duas
lideranças dos trabalhadores da Vale que ocupam a 11ª cadeira do
conselho de administração da mineradora, estão marcando uma reunião
com os principais acionistas da Vale, a Previ, fundação dos
funcionários do Banco do Brasil que controla a Valepar e o BNDES,
para falar sobre a atitude "negativa" da Vale em relação a seus
empregados, apesar de receber recursos do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT). Segundo Soares, a folha de pagamento da Vale soma
R$ 1,2 bilhão no mundo inteiro, um valor mínimo em relação ao que a
companhia lucra.
Os diretores de Recursos Humanos da Vale, como a diretora-executiva
Carla Grasso, Marcos Dalposo, e Roberto Ruy, da área internacional
de RH da empresa, não compareceram à reunião dos trabalhadores.
"Estamos tentando marcar um encontro com eles. Tiramos um documento
desta reunião e queremos conversar.
A empresa está calada e só tem desmentido o que a gente fala.
Divulgou que vai criar 10 mil empregos até 2011. Nunca vi falar em
criar 10 mil empregos com 5.050 trabalhadores em férias coletivas. A
Vale está preparando uma nova leva para entrar em férias coletivas e
fala em criar novos empregos. Queremos saber é do presente. Não
somos culpados pela crise e não queremos ser bodes expiatórios.
Vamos nos defender", disse Soares.
Fonte: Valor Econômico
15/01/2009
- 14h20
URGENTE: SINASEMPU convoca AGE
virtual (13,28%)
O SINASEMPU lança, nesta quinta-feira (15/1),
edital de convocação para a Assembléia Geral Extraordinária - AGE
que irá deliberar sobre a propositura de ação judicial para exigir
da União o pagamento de diferenças relativas à Revisão Geral
Anual a que os servidores do MPU têm direito.
A assembléia será realizada virtualmente, nos
dias 22 e 23 de janeiro. Todos os filiados podem e devem
participar.
Confira o edital:
EDITAL DEN Nº 01/2009
CONVOCAÇÃO
A PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO SINDICATO NACIONAL DOS SERVIDORES DO
MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - SINASEMPU, no uso de suas atribuições
estatutárias, em especial o artigo 20, inciso XII do Estatuto da
entidade, em função do disposto no artigo art. 2º-A, § único, da Lei
nº 9.494/97, Convoca ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA a realizar-se
no período de 22 a 23 de JANEIRO de 2009, para deliberação de
autorização objetivando o ajuizamento de ação coletiva para pleitear
diferenças relativas à Revisão Geral Anual, implementada pelas Leis
nºs 10.697/2003 e 10.698/2003 (VPI), tomando-se por referência o
percentual de 13,28%.
O filiado que concorde com a
propositura da ação referida no presente edital, deverá enviar
entre os dias 22 e 23 de janeiro de 2009, mensagem eletrônica para o
SINASEMPU, e-mail:geral@sinasempu.org.br,
contendo o seguinte texto: "AUTORIZO A PROPOSITURA DA AÇÃO NOS
TERMOS CONSIGNADOS NO EDITAL DEN Nº 01/2009".
Para validação da mensagem, o filiado
precisará necessariamente informar seu
nome completo e Unidade de lotação no M.P.U.
Brasília, DF, 15 de janeiro de 2009
Márcia Broxado dos Santos
Presidente em exercício
15/01/2009
- 13h30
Cimi aponta
que pelo menos 53 índios foram assassinados em 2008
| Brasília - Pelo menos 53
índios foram assassinados durante o ano de 2008, segundo
informações que constam de um levantamento preliminar sobre
as violações dos direitos indígenas, elaborado anualmente
pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
O total de ocorrências já
identificados pela organização representa uma redução de
cerca de 40% em comparação aos números de 2007, quando,
conforme o próprio Cimi, pelo menos 92 índios foram
assassinados. O resultado, segundo o vice-presidente do
organismo, Roberto Liebgott, é reflexo de ações de proteção
às áreas indígenas já homologadas e da maior mobilização dos
índios.
“Eles [índios] se uniram para
discutir, negociar e cobrar das autoridades públicas um
maior empenho na proteção das áreas indígenas já demarcadas
e na retirada dos invasores dessas áreas”, afirmou Liebgott
à Agência Brasil.
Segundo o Cimi – que é
vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
- os crimes ocorreram em nove estados brasileiros.
Mato Grosso do Sul ocupa a dianteira, com 40 assassinatos e
34 suicídios. O segundo estado em número de ocorrências
foi Minas Gerais, com quatro pessoas assassinadas.
Liebgott também destacou a
preocupação com a situação de Roraima, onde, segundo ele,
arrozeiros e invasores de terras desencadearam um intenso
processo de violência por conta da iniciativa do governo de
retirar os não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.
“Os arrozeiros invadiram
terras, espancaram, promoveram quebra-quebra, jogaram bombas
e atiraram em comunidades indígenas. Lá é uma região onde os
dados sobre a violência nos preocupa”, concluiu.
Apesar da redução do número de
assassinatos, o Cimi diz ter registrado diversos casos em
que os povos indígenas foram gravemente agredidos em virtude
do preconceito que sofrem ou da disputa por terras para o
agronegócio. São casos como o assassinato de uma criança de
seis anos da etnia guajajara, atingida por um tiro enquanto
assistia televisão com a família. Segundo o Cimi, o
assassino passou por uma rodovia ao lado da aldeia e atirou
a esmo, sem motivo aparente, na direção da casa onde a
menina estava.
Para a entidade, muitas vezes
é o próprio Estado brasileiro, por meio de suas forças
policiais, quem assume o papel de agressor. Uma operação
realizada da Polícia Federal entre os dias 20 e 23 de
outubro último deixou feridos mais de 20 moradores de
aldeias tupinambás do Sul da Bahia.
O Cimi também considera que
2008 ficou marcado por uma intensa campanha racista contra
os povos indígenas nos meios de comunicação. Para Liebgott,
há um forte preconceito entre parte da sociedade, que não
leva em conta o modo de ver e de agir dos povos indígenas.
“Essa campanha se manifesta
principalmente em algumas regiões do país. Em Roraima, por
exemplo, tem o objetivo de impedir os índios de ocuparem
suas terras, alegando que eles são preguiçosos e que,
portanto, não haveria necessidade de demarcar terras para os
índios, porque eles não vão produzir”, afirmou Liebgott.
O relatório final com os dados
completos sobre as violações dos direitos indígenas será
divulgado em maio próximo e trará números sobre ameaças,
tentativas de assassinato, mortes por desassistência
(suicídio, falta de atendimento médico etc.), invasões de
terras indígenas, entre outros.
O levantamento é baseado em
informações fornecidas pelas próprias comunidades indígenas,
obtidas pelos mais de 400 missionários do Cimi espalhados
pelo país e no acompanhamento de jornais de todo o país.
A reportagem procurou as
assessorias da Funai e do governo de Mato Grosso do Sul no
início da tarde para que comentassem o assunto, mas, até as
19h, não recebeu qualquer resposta. |
Fonte: Agência Brasil
15/01/2009
- 12h10
| Hora de
preparar a papelada do IR |
|
Embora ainda faltem mais de 40 dias para
o início do período de entrega da declaração anual do Imposto
de Renda (IR), já é hora de começar a separar os documentos
necessários para prevenir problemas futuros. Neste ano, estão
obrigados a declarar contribuintes que obtiveram rendimento
superior a R$ 16.473,72 no ano passado.
Ficar retido na malha fina da Receita
Federal em razão da ausência ou da imprecisão de uma
informação pode atrasar a restituição do imposto em até dois
anos. Além disso, o cidadão fica sujeito a pagamento de multa.
Dessa forma, a orientação é não correr
riscos e começar, desde já, a preparar os documentos que serão
utilizados na declaração. Assim que tudo estiver pronto, o
recomendado é enviar o documento o quanto antes à Receita.
Desta forma, evita-se a correria de última hora e ainda é
possível receber a restituição logo nos primeiros lotes.
Atenta a essas vantagens, a assistente social Ducilaine
Leotiviler Oliveira recolheu, ao longo de todo o ano passado,
todos os papéis imprescindíveis para realizar a declaração do
IR de 2009. “Eu me preparo o ano inteiro para isso, sempre
guardando as notas e recibos em uma pasta, para não ter
surpresas de última hora”, comenta.
Entre os documentos que precisam ser separados estão os
extratos anuais de rendimentos. Em um deles, fornecido pela
empresa em que o contribuinte trabalha, deve constar a quantia
que o empregado recebeu durante o ano. O outro é fornecido
pelos bancos e serve para informar a movimentação financeira
de 2008 e o rendimento de investimentos, como a caderneta de
poupança.
O contador Roberto Alves Barbosa, lembra também que é preciso,
desde já, separar os recibos de outras fontes de renda, como o
aluguel, por exemplo. Para fim de abatimento do IR, é
importante ter à mão os comprovantes de gastos com educação,
médicos e dentistas do titular e de seus dependentes.
“Recibos de despesas com outros profissionais liberais, como
engenheiros, arquitetos e advogados, também devem ser
apresentados”, cita. Embora não sirvam para dedução do imposto
devido, essas despesas devem ser declaradas, assim como os
gastos com a Previdência
Privada.
Doações e pensão
Doações aos fundos controlados pelos conselhos municipais,
estaduais e nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
também podem ser abatidas, assim como as doações de incentivo
à cultura e à atividade audiovisual. O mesmo ocorre com
despesas advindas de pensão alimentícia, que também podem ser
deduzidas do IR, desde que o pagamento tenha sido efetuado em
cumprimento a uma decisão judicial ou por meio de acordo
homologado pela Justiça.
“Outro detalhe que não pode ser esquecido é o de juntar a
cópia da escritura de algum imóvel que foi comprado ou vendido
em 2008. O mesmo vale para quem comprou ou vendeu algum
veículo nesse período. Nesse caso, é preciso apresentar cópia
do recibo”, frisa Roberto.
Segundo o contador, como são muitos os cuidados que devem ser
tomados, é preciso estar sempre atento para que nenhuma
informação fique faltando. “A Receita Federal tem feito um
trabalho de cruzamento de dados cada vez mais eficiente.
Qualquer falha na declaração pode ser facilmente detectada”,
destaca.
A entrega do IR começa no dia 2 de março e vai até 30 de
abril. Ela pode ser efetuada através da Internet, por disquete
ou por meio de formulário.
Em março e abril, a Receita Federal do Brasil também terá
serviço de atendimento pelo telefone 146. No entanto, já é
possível consultar o site do órgão (www. receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2008/Perguntas/Default.htm),
que possui 668 respostas para as dúvidas mais freqüentes dos
contribuintes.
____________________
Malha fina
De acordo com o delegado adjunto da Receita Federal, Belmiro
Antônio Peres, muitos contribuintes caem na malha fina por
omitirem parte de seu rendimento. “Às vezes, o declarante
coloca o filho como dependente e não declara o rendimento
desse filho, caso ele trabalhe. Outro problema comum é a
pessoa ter quatro fontes de rendimento e declarar apenas uma.
É preciso ficar atento”, alerta.
Caso o contribuinte notar a falta de alguma informação em sua
declaração, deverá enviar uma versão retificadora
espontaneamente. Se a falha resultou no pagamento de menos
imposto do que deveria, a multa diária é de 0,33% sobre o
valor omitido, limitada a um acumulado de até 20%. No entanto,
a penalização não poderá ser menor do que R$ 164,28, montante
cobrado pelo simples atraso na entrega da declaração.
A partir do momento em que o contribuinte é comunicado pela
Receita Federal sobre a falha, ele perde o direito à
espontaneidade e pode ser multado em 75% do valor devido. “Se
for comprovada fraude, a multa sobe para 150% e o contribuinte
também terá de responder por crime contra ordem tributária”,
alerta. |
Fonte: Jornal da Cidade
14/01/2009
- 18h50
Grupo de Trabalho vai
discutir organização sindical do servidor
BRASÍLIA - Foi formado nesta quarta-feira,
durante encontro entre representantes da Secretaria de Relações do
Trabalho (SRT) do Ministério do Trabalho e Emprego e das centrais
sindicais, em Brasília, um Grupo de Trabalho que vai debater a
questão da organização sindical do servidor público. Esse é o
primeiro desdobramento de seminário ocorrido nos dias 16 e 17 de
dezembro de 2008, quando o assunto foi debatido pelos vários atores
sociais envolvidos.
Na ocasião, o encontro abordou temas como a
contribuição sindical defendida como meio de viabilizar o controle
do dinheiro público utilizado por meio das centrais; o direito de
greve a ser estendido aos servidores sindicalizados; a diferença
entre unidade (como sindicato forte) e a unicidade (como monopólio
de representação), e a liberdade sindical.
A primeira reunião do grupo está marcada
para o dia 10 de maço e deverá discutir a diferença da organização
sindical do servidor público para o trabalhador da iniciativa
privada. Os componentes do GT serão indicados pelas centrais e pelo
MTE.
Fonte: JB Online
14/01/2009
- 18h05
Jornada de trabalho tende a cair
Para especialista, redução será
conseqüência da consolidação do trabalho intelectual, cuja
produtividade independe da quantidade de horas trabalhadas
A União Européia atravessa uma
fase de questionamento às benesses do Estado de bem-estar social.
Na França, por exemplo, o presidente Nicolas Sarkozy conseguiu
aprovar um projeto de lei de "flexibilização" da jornada de
trabalho - que permite aos empresários acrescentar horas extras à
jornada semanal de 35 horas.
Entretanto, é errado pensar que a
carga horária deve aumentar novamente ao redor do mundo. Segundo o
presidente e fundador do capítulo brasileiro do Great Place to
Work - instituto de pesquisa responsável pelo ranking "Melhores
Empresas para se Trabalhar" -, a redução da jornada de trabalho é
uma tendência irreversível.
"Diria mais: é algo que não
depende da linha ideológica dos governos, e sim das necessidades
da própria iniciativa privada", afirma José Tolovi Jr. Para ele, a
redução da jornada é uma conseqüência da consolidação do trabalho
intelectual, cuja produtividade independe da quantidade de horas
trabalhadas. "Nós estamos entrando num mundo em que a quantidade
de horas dedicadas ao trabalho é irrelevante. O que importa é a
qualidade ", diz.
Fonte: Revista Amanhã
14/01/2009
- 14h05
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Promotor lança Dicionário de Ministério Público
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Um trabalho
inédito na área da ciência jurídica brasileira. Foi esse o
resultado alcançado pelo promotor de Justiça Edilson Santana e
seu filho, o advogado Edilson Santana Filho, com o Dicionário
de Ministério Público, obra recentemente lançada pela Conceito
Editorial. Segundo Edilson Santana, a obra é o primeiro
dicionário sobre o Ministério Público no Brasil.
Os verbetes reunidos no livro têm a pretensão de se firmarem
como objeto de consulta, atualizada e de fácil manuseio. A
obra passa por quase todos os aspectos da Instituição do
Ministério Público, de suas origens até os dias atuais. A obra
adota uma exposição conceitual-cronológica e, em assuntos
polêmicos, apresenta as diversas correntes de pensamento na
doutrina jurídica e na jurisprudência dos Tribunais Superiores
e Estados-membros. O livro conta com a colaboração de Valdir
Loureiro de Sousa.
Elogios
Em parecer
apresentado ao Conselho Editorial da editora Juspodivm, o
procurador de Justiça e professor da Direito do Ministério
Público do Estado de São Paulo Rogério Sanches Cunha,
enalteceu o ineditismo e a profundidade da obra. Abaixo, segue
o texto do procurador a respeito do Dicionário de Ministério
Público:
"Compulsando
a obra "Dicionário de Ministério Público", de autoria dos drs.
Edilson Santana e Edilson Santana Filho, opino, como membro do
Conselho Editorial, favoravelmente à sua edição e explico.
Trata-se de trabalho inédito (razão suficiente para afirmar a
certa aceitação no mercado), tanto estudantil, quanto
profissional).
O estudo ,
através de informação típica de um dicionário, revela de forma
completa, conceitos do dia-a-dia do membro do Parquet,
servindo também (em face de sua profundidade) a outros
operadores do Direito (advogados, juízes, defensores etc).
Em síntese,
temos aqui uma maneira diferente (sui generis) de ensinar a
ciência jurídica.
Posto isso, recomendo a publicação do material por esta
editora que, sabidamente, prima pela excelência e o
ineditismo" |
Fonte: DireitoCE
13/01/2009
- 18h55
Sindicato dos
Metalúrgicos repudia demissões em São Paulo
'Não aceitamos
demissões como primeira medida. A própria legislação estabelece
alternativas', diz nota
SÃO PAULO - O
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes
reafirmou, em nota divulgada na tarde desta terça-feira, 13, que
não vai aceitar demissões por conta da crise econômica, e que vai
intensificar a busca por alternativas para evitar que
trabalhadores sejam demitidos.
Na fábrica de
componentes eletrônicos Olimpus, na Vila Carioca, cerca de 300
trabalhadores estão em greve desde segunda-feira. A empresa
demitiu cerca de 100 trabalhadores em dezembro e, em seguida, deu
férias coletivas para os demais.
No retorno das
férias, na segunda, o Sindicato parou a fábrica e está buscando
alternativas pela negociação Na manhã de hoje, funcionários do
primeiro turno da General Motors (GM) de São José dos Campos, no
Vale do Paraíba, pararam as atividades na manhã desta terça-feira,
13, em protesto às 802 demissões anunciadas pela montadora nos
últimos dias.
"Não aceitamos demissões como
primeira medida. A própria legislação estabelece alternativas,
como férias coletivas, licença remunerada, banco de horas,
suspensão de contrato; temos que negociar. Se a empresa tiver
dificuldade deve nos procurar", afirma Miguel Torres, presidente
do Sindicato.
O sindicato cita também outras
empresas com a mesma situação. A Delga, na zona oeste da cidade,
quer dispensar 120 trabalhadores. A laminadora de aço Armco, na
Vila Prudente, zona leste, demitiu 110 funcionários em dezembro e
está propondo redução de jornada (20%) e de salário (15%). O
Sindicato propôs redução de 10% no salário e 20% na jornada e seis
meses de estabilidade no emprego, mas ainda não recebeu resposta
da fábrica.
Fonte:
estadão.com.br
12/01/2009
- 17h25
SINASEMPU impede
na justiça descontos nos vencimentos de filiada
O juiz federal 4ª Vara, Itagiba
Catta Preta Neto, deferiu pedido de liminar em ação ajuizada pelo
SINASEMPU, determinando que a Administração abstenha-se de
proceder quaisquer descontos nos vencimentos de uma servidora
filiada à entidade, no que se refere à incidência do Imposto de
renda sobre abono de permanência.
Os descontos estarão suspensos até o
julgamento do mérito da ação. A decisão foi publicada hoje no
diário Oficial da União.
Essa é mais uma vitória do SINASEMPU
na defesa de seus filiados!
12/01/2009
- 15h45
Funcionalismo federal vive
abismo salarial inédito
BRASÍLIA - Os reajustes salariais já
concedidos pelo governo federal, que chegaram a superar a casa dos
100% para alguns grupos seletos de funcionários públicos,
aprofundaram as distorções entre diversas categorias que foram
contempladas com percentuais menores e que continuam com
remunerações mais baixas. É o caso de funcionários do INSS, de
hospitais e professores, com nível de escolaridade maior e funções
mais complexas.
O DIA teve acesso às tabelas elaboradas pelos
técnicos do governo com os novos salários iniciais e finais das
categorias incluídas nas medidas provisórias 440 (que já foi
convertida na Lei 11.890 em dezembro do ano passado) e 441 (ainda
em tramitação no Congresso), que mostram essas distorções
salariais do funcionalismo do Executivo. Os inativos de cada
categoria também passaram a receber os novos valores conforme a
classe em que se aposentaram.
Na Comissão de Valores Mobiliário
(CVM), os auxiliares de serviços gerais, como operador de
fotocopiadora, copeiro, agente de portaria e secretária, recebiam
até o primeiro semestre de 2008 em torno de R$ 3.100. Mesmo com
salários equivalentes ao dobro de outros órgãos públicos e até
quatro vezes maior que na iniciativa privada, esses funcionários
da CVM tiveram direito a reajuste em julho de 2008 e estão
recebendo entre R$ 3.594 e R$ 3.866 atualmente. Em 2009 e 2010,
haverá mais aumento, já incluído na lei aprovada, em torno de 4%
em cada ano. Com isso, o menor salário será de R$ 3.905 e o maior,
de R$ 4.240.
Um funcionário do INSS,
responsável por análise e concessão de
benefícios aos trabalhadores brasileiros, de nível mais acima
- intermediário - ganha atualmente entre R$ 2.796 e R$ 4.372,
mesmo depois do reajuste em 2008. Este ano, receberá entre R$
3.607 e R$ 5.600. Os funcionários de nível auxiliar do INSS - com
as mesmas funções dos da CVM - ganharão no máximo R$ 1.945. Em
outros órgãos, a remuneração máxima não passará de R$ 1.600. O
aumento de 2009, no entanto, previsto inicialmente para ser pago a
partir de julho, deve ser adiado para o fim do ano, conforme O DIA
adiantou com exclusividade em 28 de dezembro.
Os servidores federais que
levaram os maiores reajustes em 2008 foram os funcionários das
agências reguladoras, como Anatel (Agência Nacional das
Telecomunicações), Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e
Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), aqueles órgãos mais
conhecidos por fazer vistas grossas às queixas dos consumidores.
Conforme informações obtidas por O DIA, a categoria levou mais do
que pediu e os aumentos chegaram a mais de 100% de uma só vez. O
salário inicial de
analista, de nível superior, saltou de R$ 5.350 para R$ 10.892
em 2008. O final foi para R$ 14.740. Em 2009, está programado
reajuste em lei aprovada em 2008 que elevará essas remunerações
para R$ 11.608 e R$ 15.719, respectivamente. Para os funcionários
de apoio administrativo, cuja exigência é o ensino médio, o
salário inicial subiu, em julho de 2008, para R$ 4.693 e o final,
para R$ 6.705. Com mais um reajuste em 2009 (em 2010 tem mais),
esse técnico começará a carreira ganhando R$ 4.970 (o final
passará para R$ 7.120).
O salário inicial alto nas
agências reguladoras recebeu críticas do presidente da Aneel,
Jelson Kelman, que considerou "muitíssimo acima do mercado" e a
"um custo proibitivo" para o país. O mesmo nível de funcionário do
estratégico Departamento de Apoio e Controle de Tráfego Aéreo, que
reúne os controladores de vôo, está recebendo menos, mesmo depois
de ter reajuste. O salário inicial está em R$ 4.210 e passará para
R$ 4.631 em 2009. No final de carreira, o maior salário será de R$
5.264, bem menos do que já ganham funcionários de mesmo nível nas
agências reguladoras.
As novas remunerações confirmam a
velha prática do serviço público: o servidor que atende
diretamente o cidadão é o que recebe menos e quem carrega papel em
gabinetes embolsa mais. "Isso explica o custo alto da folha de
pessoal e a baixa qualidade do serviço público", conclui um
técnico da equipe econômica. A CVM informou que os auxiliares de
serviços gerais somam 44 e que não há novos concursos públicos
para a função desde 1994. "Por ser um cargo de nível médio, é
exigida a conclusão de ensino médio ou equivalente", explicou a
autarquia. Os cargos vagos daqui em diante serão ocupados por
"agentes executivos".
O DIA
procurou o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores das
Agências Reguladoras, João Maria Medeiros, nos dias 18 e 19 de
dezembro na entidade, mas ele não retornou as ligações. Segundo
uma funcionária, ele estava em confraternizações de final do ano.
O Ministério do Planejamento também não quis comentar as
distorções salariais.
Adiamento dos reajustes será definido esta semana
A Lei Orçamentária de 2009 foi publicada no Diário Oficial da
União no dia 31 de dezembro. A partir da próxima quinta-feira, dia
15, a equipe econômica vai se reunir com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva para definir a programação financeira e relacionar
as despesas e receitas. Entre as principais decisões que serão
tomadas nos primeiros dias deste ano, tão logo o trabalho seja
retomado, está o adiamento dos reajustes previstos para os
servidores federais em julho. A possibilidade de prorrogação foi
antecipada com exclusividade por O DIA.
Contingenciamento é a palavra-chave para definir o jogo de empurra
que vem por aí. Na última semana do mês passado, após uma reunião
com Lula, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, declarou que
"o contingenciamento sai até o fim de janeiro, junto com o
relatório de programação financeira para o ano de 2009".
A equipe terá 30 dias para apresentar o decreto com a programação
financeira para adequar as despesas às previsões de receita.
Oficialmente, o ministro Paulo Bernardo evitou antecipar qualquer
decisão, mas é visível que haverá um conservadorismo nos primeiros
meses deste ano. Como o
orçamento prevê o reajustes dos servidores, o escalonamento
seria pago nos últimos meses de 2009. Os retroativos seriam
honrados até o mês de dezembro.
Fonte: O Dia
12/01/2009
- 12h28
Comício que deflagrou Diretas Já
completa 25 anos
Manifestação por eleições diretas
aconteceu em Curitiba, em 1984.
Movimento se espalhou pelo país, abrindo caminho para
redemocratização.
Há 25 anos, em 12 de janeiro de
1984, um comício em Curitiba (PR) dava início à onda de
manifestações das "Diretas Já", movimento popular que ganharia
as ruas das principais cidades do Brasil e seria o prenúncio do
fim da ditadura militar [1964-1985].
A tentativa de se eleger um presidente da República pelo voto
direto havia começado em 1983, quando o deputado Dante de
Oliveira (PMDB) apresentou ao Congresso a proposta - derrotada
- de emenda à Constituição com essa finalidade.
Em abril de 1984, o PMDB lançou oficialmente a campanha nacional
de apoio à emenda, com o slogan pelo qual ficaria conhecido:
"Diretas Já".
Em 27 de novembro de 1983, ocorreu a primeira manifestação
pública pelas eleições diretas, com uma festa-comício organizada
no estádio do Pacaembu, em São Paulo, por partidos de oposição.
Vista aérea do
Vale do Anhangabaú tomada por milhares de pessoas durante o último
comício pró-Diretas Já, em 1984

Nos quatro meses que antecederam a votação da emenda Dante
de Oliveira, o movimento ganhou fôlego. De Curitiba, onde o
primeiro comício reuniu cerca de 50 mil pessoas, as
manifestações se alastraram para Salvador (BA), Vitória
(ES), Campinas (SP).
Treze dias após o
comício de Curitiba, ocorreu a manifestação da Praça da Sé,
em São Paulo, que reuniu de 200 mil a 300 mil pessoas. Os
organizadores marcaram o evento para 25 de janeiro,
aniversário da cidade, para facilitar a participação
popular.
No Rio de Janeiro, uma das primeiras manifestações foi uma
passeata na Avenida Rio Branco, no centro da cidade, em 16
de fevereiro.O
último grande comício antes da votação da emenda Dante de
Oliveira, como ficou conhecida, se realizou no dia 16 de
abril, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com quase 1,5
milhão de pessoas.
Dois dias depois, o
presidente João Figueiredo decretou a adoção, pelo prazo de
60 dias, de medidas de emergência no Distrito Federal e em
dez municípios de Goiás.
As medidas incluíam a
possibilidade de detenção de cidadãos em edifícios comuns,
suspensão da liberdade de reunião e associação, além de
intervenção em sindicatos. Foi determinada ainda a censura
prévia às emissoras de rádio e de televisão e proibida a
transmissão ao vivo de qualquer informação sobre a votação
da emenda.
A votação no Congresso Nacional terminou sem que a emenda
das Diretas conseguisse a maioria de dois terços exigida
para ser aprovada. Cento e treze deputados não compareceram,
e a emenda acabou rejeitada por 22 votos, apesar dos 298
votos favoráveis (65 contrários e três abstenções).
Com a rejeição da emenda, o país realizou em 1984 sua
última eleição indireta para presidente da República. O PMDB
indicou Tancredo Neves e o PDS lançou Paulo Maluf. Tancredo
venceu a disputa.
Mas as comemorações pela vitória do peemedebista duraram
pouco. O então presidente foi internado um dia antes da
posse, em 14 de março de 1985 e morreu no 21 de abril. Quem
assumiu o mandato foi o vice, José Sarney.
A primeira eleição direta só ocorreria em 1989, elegendo
Fernando Collor como o primeiro presidente escolhido pelo
voto popular após 21 anos de regime militar.
Fonte: G1 em São Paulo
08/01/2009
- 14h58
Osmar Dias propõe isentar da cobrança de IR servidor
licenciado para tratamento de moléstia grave
O senador Osmar Dias (PDT-PR) apresentou projeto de lei que
isenta do imposto de renda da pessoa física a remuneração
recebida pelos servidores públicos licenciados para o
tratamento de moléstias classificadas na legislação federal
como graves.
A proposta tramitará em conjunto com o
PLS 325/08, do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), que
trata do mesmo assunto, se for aprovado em Plenário
requerimento com esse objetivo. Ambas serão examinadas pela
Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e pela
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) - nesta, em
decisão terminativa.
Osmar Dias explica, na justificação do projeto (PLS
356/08), que a legislação federal já libera, do
pagamento do imposto de renda, portadores de doenças graves
que estejam aposentados ou reformados, mas não o servidor da
ativa que esteja licenciado pela mesma razão. Para o
senador, trata-se de uma situação desigual ou injusta que
ele pretende corrigir com o projeto de lei.
O senador pelo Paraná afirma que sua intenção foi
uniformizar o sistema tributário, corrigindo algumas
distorções e lacunas, mas sem prejudicar as pessoas que, de
acordo com a legislação atual, têm direito ao benefício.
Fonte: Agência Senado
08/01/2009
- 14h55
Férias vendidas livres do IR
Trabalhador que abrir mão de 10 dias não terá mais que pagar
Imposto de Renda sobre o valor
Rio - A partir de agora, trabalhadores que venderem 10 dias de
férias não terão mais que pagar Imposto de Renda (IR) referente ao
valor embolsado. Norma publicada no ‘Diário Oficial da União’
desobriga as empresas de descontar o IR do valor recebido pelos
funcionários que decidirem tirar apenas 20 dias de descanso anual.
Para se ter idéia do quanto a medida beneficia os trabalhadores,
antes, uma pessoa com renda de R$ 3 mil mensais que decidisse
vender 10 dias de férias receberia R$ 1 mil e teria R$ 342,38 em
descontos referentes ao IR. Com a mudança, será descontada em R$
131,66 — o equivalente a uma
economia de R$ 210,72.
De acordo com a Receita, a medida tem o objetivo de unificar o
procedimento, já que, por não haver determinação sobre a cobrança
do IR na venda de férias, algumas empresas decidiam reter recursos
na fonte, gerando processos judiciais. A Receita resolveu,
portanto, editar a norma, para esclarecer qual postura deverá ser
adotada pelas empresas.
Segundo especialistas, funcionários que já venderam 10 dias de
férias e pagaram Imposto de Renda sobre o valor recebido podem
fazer, se desejarem, uma retificação de sua declaração ou recorrer
à Justiça para obter o dinheiro de volta. Mas vale destacar que só
é possível retificar as declarações do IR com base nas férias
tiradas a partir de 2006 — neste ano foi publicada outra norma
sobre o assunto, da Procuradoria Geral de Fazenda.
Quem optar por esse caminho terá, entretanto, a declaração
retida na malha fina por até cinco anos e terá que esperar ser
chamado pela Receita para apresentar os documentos que comprovem o
direito ao benefício.
ESPERA LONGA
Outro caminho para o contribuinte
fugir da malha fina é pedir à empresa que também retifique as
informações enviadas à Receita. Ainda assim, o prazo para receber
o dinheiro pode se estender por cinco anos. Para receber o valor
descontado nos anos de 2004 e 2005, é preciso recorrer à Justiça.
Nesse caso, já existe um entendimento de que a União não vai
questionar as ações, a não ser que haja algum problema, como falta
de comprovação. Para férias tiradas há mais de cinco anos, a
Receita entende que o prazo está prescrito.
Também estão isentos de IR o recebimento do adicional de um
terço do salário para férias vencidas e não tiradas e o pagamento
de férias em dobro, mas só em caso de rescisão de contrato (para
férias tiradas ou um terço e o pagamento em dobro continuam sendo
tributados). Nesses casos, a retificação só é válida para 2008.
Antes disso, só na Justiça.
Fonte: O Dia
08/01/2009
- 14h15
INSS
Sindicatos apontam limitações no sistema de aposentadoria em 30
minutos
Desde segunda-feira (5), o
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está apto a conceder
aposentadorias por idade em um único atendimento de até 30
minutos. Entretanto, segundo sindicatos de aposentados e de
servidores do órgão, só uma minoria dos segurados que têm
direito ao benefício e vai até a agência solicitá-lo consegue
aposentar-se em meia-hora.
De acordo com o secretário-geral
do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnap) no estado de São
Paulo, Luiz Antonio da Silva, só em casos muito específicos, a
aposentadoria sai na mesma hora.
Em entrevista à Agência Brasil,
ele citou o caso dos trabalhadores que contribuíram para
Previdência Social antes de 1994, que, mesmo seguindo os passos
previstos - cumprir as exigências para aposentar-se por idade,
agendar atendimento, ir até a agência do INSS - não conseguem o
benefício durante a visita ao posto.
Silva explica as dificuldades
acontecem porque o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS),
usado como base para a concessão da aposentadoria mais
rapidamente, só contém dados coletados a partir de 1994. Por
isso, qualquer outro emprego e contribuição feita antes desse
período têm de ser comprovada da mesma forma feita que era feito
antes da mudança no sistema de aposentadoria.
“A propaganda feita pelo
governo é muito maior do que de fato a mudança representa”,
afirmou Luizão. “Se o universo conspirar a favor do cidadão, o
novo sistema funciona. Se não conspirar, o novo sistema não muda
em nada a concessão do benefício”, opinou.
A diretora do Sindicato dos
Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev),
Gilceli Leite Lima, confirma a dificuldade.
Segundo ela, o novo sistema de
aposentadoria entrou em vigor em 2009 justamente porque é neste
ano em que os primeiros dados sobre trabalho do CNIS completam
15 anos - exatamente o tempo mínimo de contribuição para o
segurado ter direito a se aposentar por idade.
Gilceli reclama ainda da
pressão que funcionários do INSS têm sofrido devido às mudanças.
Ela afirmou que o instituto quer que a aposentadoria seja
concedida rapidamente, incentiva os cidadãos a procurar as
agências, mas não cria condições para um bom atendimento.
“Mudanças sempre causam
dúvidas, mais pessoas vão às agência, e nós não recebemos nenhum
treinamento”, afirmou.
A assessoria de imprensa do
INSS em São Paulo informou hoje que, no dia em que o sistema de
concessão de aposentadorias em 30 minutos começou a funcionar, o
número de pessoas que foi a agências do INSS do estado de São
Paulo foi 20% maior que o normal. Segundo o órgão, no entanto, o
aumento na procura dos postos não prejudicou os segurados, já
que somente as pessoas que agendam a visita são atendidas.
Tendo em vista que algumas
pessoas procuram as agências da Previdência apenas para tirar
dúvidas sobre a aposentadoria depois da mudança, o INSS
recomenda que os segurados entrem em contato com a Central de
Atendimento, via telefone, antes de ir até um posto solicitar
seu benefício. O número da central é o 135 e as ligações feitas
de telefones fixos e públicos são gratuitas.
Fonte: Agência Brasil
07/01/2009
- 17h43
Projeto vincula aumentos de aposentadorias ao salário mínimo
A Câmara analisa o Projeto de Lei 4434/08, já aprovado pelo
Senado, que cria um índice de correção previdenciária para
garantir o reajuste dos benefícios da previdência de acordo com o
aumento do valor mínimo pago pelo Regime Geral da Previdência
Social.
Na prática, como o valor mínimo é igual ao salário mínimo, o
projeto cria uma regra para garantir um reajuste próximo ao do
salário mínimo, ao mesmo tempo que restabelece o número de
salários mínimos pagos na época da concessão do benefício.
A proposta estabelece uma regra de transição de cinco anos até que
a proporção entre benefício e valor mínimo seja totalmente
recuperada. O índice então, que será individual, passará a ser
usado para cálculo dos reajustes por toda a vida do beneficiário.
Fator previdenciário
O projeto foi apresentado
pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e se junta a outros dois de sua
autoria, um deles já aprovado pelo Senado e em tramitação na
Câmara: o PL
3299/08, que extingue o Fator Previdenciário.
O outro está em fase final de votação no Senado. Ele cria isonomia
entre o reajuste do salário mínimo e dos benefícios pagos pelo
INSS.
O senador prevê negociações com o governo para aprovar a
valorização dos benefícios de aposentadoria e disse que seus três
projetos podem ser condensados em um só. "Vamos colocar tudo isso
na mesa, os três projetos, e tentar construir um substitutivo
global", propõe Paulo Paim.
Ministério é contra
O Ministério da Previdência
calcula em R$ 76 bilhões o impacto anual dessa proposta e já se
manifestou contrariamente. O governo aposta na possibilidade de
encontrar uma outra saída em substituição aos projetos de Paim.
Tramitação
A proposta, que tramita em
caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de
Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
- PL-4434/2008
Fonte:Portal da Câmara
02/01/2009
- 14h10
INSS inicia concessão mais ágil
de aposentadoria nesta segunda
A partir desta segunda-feira (5), as
agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já estão
aptas a conceder, em 30 minutos, aposentadorias por idade aos
trabalhadores urbanos, com reconhecimento automático de direitos.
Em vez da exigência de apresentar
uma série de documentos, que pode fazer o processo demorar mais de
um ano, o trabalhador já pode requisitar a aposentadoria
apresentando somente a carteira de identidade.
A maior agilidade na concessão das
aposentadorias por idade é possível, segundo o Ministério da
Previdência, a partir da aprovação da lei que autorizou o INSS a
ampliar a base de dados certificados do Cadastro Nacional de
Informações Sociais (CNIS), utilizado na concessão das
aposentadorias.
Essa lei foi regulamentada pelo
decreto 6.722, publicado em edição extra do "Diário Oficial" de 31
de dezembro. A lei também criou a figura do microempreendedor
individual, que permitirá a trabalhadores com pequenos negócios
informais se inscrever na Previdência Social pagando alíquota
reduzida de 11% sobre o salário mínimo.
Demais benefícios
Ainda de acordo com a Previdência, gradualmente, os dados do CNIS
estarão disponíveis para a concessão dos demais benefícios da
Previdência Social. Em março de 2009, por exemplo, a previsão é
que seja possível conceder aposentadoria por tempo de contribuição
para trabalhadores urbanos e, em julho, a concessão de
aposentadoria por idade para trabalhadores rurais.
O decreto 6.722 regulamenta ainda a
criação do cadastro de dados dos segurados especiais da
Previdência, que são os pequenos produtores rurais, pescadores
artesanais, seringueiros, bem como cônjuges e filhos destes.
O INSS fechou parcerias com
entidades representativas dos trabalhadores rurais, como a
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e
a Via Campesina, para pesquisar os dados sobre esses trabalhadores
para montagem do cadastro até julho de 2009.
Fonte: G1
02/01/2009
- 14h10
Comunicado
sobre o expediente do SINASEMPU em Brasília
A Secretaria
Geral do SINASEMPU informa que hoje, dia 02, o expediente na Sede do
Sindicato em Brasília (DF) encerrará às 15h. As atividades serão
retomadas, normalmente, na segunda-feira, dia 05.
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