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31/01/2008 - 15h30
Relatório da Human Rights Watch
critica impunidade no Brasil
A organização de direitos
humanos Human Rights Watch apontou a impunidade como o principal
problema na área de direitos humanos no Brasil.
Em seu relatório anual sobre a
violação de direitos humanos no mundo, divulgado nesta
quinta-feira, a ONG diz que "apesar de o governo brasileiro ter
feito esforços para tratar dos abusos de direitos humanos,
raramente aponta os responsáveis".
"As violações
aos direitos humanos raramente são investigadas", diz o
documento.
"Em um esforço para remediar o problema, o governo brasileiro
aprovou uma emenda constitucional em 2004 que torna delitos de
direitos humanos em crimes federais".
"Isso
permite que determinados casos de violações de direitos humanos
sejam transferidos da esfera judicial estadual para a federal. Esta
transferência, entretanto, só pode ocorrer se for solicitada pela
procuradoria geral federal e acatada pelo Supremo Tribunal Federal.
Até agora, não houve transferências desse tipo", diz o relatório.
Violência
policial
No tema da violência
policial, a Human Rights Watch destacou a resposta das forças de
segurança pública a ataques de gangues criminosas, tanto no Rio de
Janeiro como em São Paulo. Nessas operações, relata o documento,
são comuns as "execuções extrajudiciais" de suspeitos
e, possivelmente, inocentes.
"(Em São
Paulo) A polícia matou 201 pessoas na primeira metade de 2007, de
acordo com dados oficiais. Quinze policiais foram mortos no mesmo
período", compara a ONG.
A Human Rights
Watch destacou "as condições subumanas, violência e
superlotação que historicamente caracterizaram as prisões
brasileiras", ilustradas pelos acontecimentos na penitenciária
de Urso Branco, em Rondônia, onde quase cem presos morreram desde
novembro de 2000.
"Em quatro
ocasiões, a Corte Interamericana de Direitos Humanos ordenou ao
Brasil adotar medidas para garantir a segurança dos detidos em Urso
Branco, mas até agora o Brasil não o fez", critica o relatório.
Trabalho
escravo
A Human Rights
Watch afirma que o trabalho escravo no Brasil resiste a "esforços
do governo de expor as violações". "De janeiro a agosto,
o Ministério do Trabalho libertou mais de 3,4 mil trabalhadores,
incluindo 1.064 pessoas libertadas em apenas uma operação em uma
fazenda no Pará, em julho", diz o informe.
Entretanto,
"até agosto de 2007, ninguém foi punido por manter
trabalhadores em condições escravas, de acordo com a procuradoria
responsável por combater o trabalho escravo".
A ONG destacou a
legislação que permite que certos casos de abusos de direitos
humanos sejam julgados na esfera federal, e não realizados no âmbito
estadual, onde arranjos que levam à impunidade são mais facilmente
costurados.
"A transferência,
entretanto, só pode ocorrer se requisitada pelo procurador-geral
federal e aceita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até a
data, nunca ocorreram tais transferências", diz o documento.
Fonte:
BBC/Brasil
29/01/2008 - 19h32
Vitória!
SINASEMPU conquista na justiça direito dos filiados receberem as diárias
a que fazem jus (nota complementada)
No
dia 28/11/2007, foi proferida setença favorável em Ação Ordinária
(Processo 2007.34.00-003299-7 / distribuído para a 20ª Vara
Federal - DF) proposta pelo SINASEMPU, condenando o Ministério Público da União a pagar
aos servidores, filiados ao Sindicato, aprovados no concurso do MPU
realizado em 2004, as diárias referentes ao período em que
estiveram "prestando serviços" em Procuradorias distintas
da sua lotação de origem e durante todo o tempo em que por lá
permaneceram. Na sentença, o juiz também ordenou o pagamento das
passagens de deslocamento entre as duas sedes – de ida da sede de
lotação até a sede da prestação de serviços e de retorno,
quando do regresso em definitivo à sede de origem (lotação) –
corrigido monetariamente.
Na decisão o magistrado rejeitou todas as contestações
interpostas pelo MPU contra o pedido do SINASEMPU e declarou que
sobre a situação apresentada pelo Sindicato na Ação “não
paira nenhuma dúvida (...), devendo a União pagar as diárias
devidas aos substituídos do Autor referente a cada período que
fizerem jus ao benefício”.
Somente os
filiados do SINASEMPU são beneficiários da referida Ação e
farão jus ao pagamento das diárias.
Essa é mais uma vitória dos servidores do MPU, capitaneada pelo
SINASEMPU.
28/01/2008 - 12h
Comunicado sobre o expediente do
SINASEMPU em Brasília
A
Diretoria Executiva Nacional do SINASEMPU informa que não
haverá expediente na Sede do Sindicato em Brasília (DF) nos dias
04 e 05/02. Na quarta-feira, dia 06/02, as atividades reiniciarão
às 14h.
25/01/2008 - 15h
Centrais
lançam campanha por redução da jornada e reforma tributária
democrática
As
centrais sindicais lançaram nesta segunda-feira (21) na sede
nacional da CUT, em São Paulo, uma Campanha Nacional Unificada pela
Redução da Jornada sem Redução de Salário e um manifesto em
defesa dos investimentos sociais e de uma reforma tributária justa
e democrática.
O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores, Artur Henrique,
destacou a mobilização convocada unitariamente pela CUT, Força, CGTB,
CTB, NCST e UGT, mobilização que já demonstrou seu vigor nas Marchas
da Classe Trabalhadora, com o estabelecimento de uma política de valorização
do salário mínimo e a recomposição da tabela do Imposto de Renda.
"Com maturidade e responsabilidade, as centrais sindicais estão
mais uma vez unidas em campanha pela redução da jornada de trabalho,
em defesa do aumento da geração de emprego, da renda e das conquistas
da classe trabalhadora. Não vamos aceitar que a perda com a arrecadação
da CPMF seja compensada mexendo nos acordos firmados pelo governo com
os servidores e com as centrais. Para garantir um desenvolvimento sustentável,
precisamos é reduzir os juros e o superávit primário, taxar as operações
financeiras nas Bolsas de Valores e a especulação. Já o bolso do
trabalhador tem de ser preservado", declarou Artur.
Na avaliação do presidente cutista, a mobilização das bases das
centrais, somando Confederações, Federações e Sindicatos, é fundamental
para pressionar o Congresso Nacional a aprovar temas de interesse geral
da classe trabalhadora, como a redução da jornada e a ratificação
das Convenções 151 - que estabelece o direito dos servidores à negociação
coletiva - e 158 - que coíbe a dispensa imotivada.
"Há um grande simbolismo nesta campanha unificada, na qual deveremos
colher mais de um milhão de assinaturas. Faremos grandes atos de rua
a partir do dia 11 de fevereiro, que é a data da reabertura do Congresso
Nacional, ampliando pressão nesta importante luta", declarou.
Segundo Artur, inúmeros setores como o financeiro, a automotivo, a
construção civil e o comércio têm obtido ganhos econômicos vigorosos
e podem dar a sua contribuição, reduzindo a jornada de trabalho sem
reduzir o salário.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, acredita que
a decisão de ampliar a campanha para o conjunto dos estados fará com
que a reivindicação chegue fortalecida ao Congresso: "Ou os parlamentares
aprovam a redução da jornada para 40 horas semanais ou terão que
se enfrentar com o movimento sindical em um ano eleitoral".
"Se o patrão tá ganhando, é preciso que redistribua renda, com
salários dignos e justos e redução da jornada de trabalho",
declarou o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),
Antonio Neto, condenando a pressão feita por setores da mídia para
que em vez de se reduzir o superávit primário, se reduzam direitos
dos trabalhadores e do funcionalismo público.
Para o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah,
a unidade das centrais é um passo fundamental para democratizar os
frutos do crescimento econômico, onerando quem tem de ser onerado:
os bancos e o setor especulativo.
"O dinheiro para o governo cumprir com os acordos assumidos e garantir
os investimentos nas áreas sociais tem de sair do superávit primário",
reforçou o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (CTB), Wagner Gomes, frisando que "este é o verdadeiro
bueiro que leva o nosso dinheiro".
O presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), José
Calixto Ramos, realçou "a importância significativa da
unificação das centrais em torno de idéias comuns de
desenvolvimento, que dizem respeito a conquistas e avanços para a
classe trabalhadora, à sociedade e à própria nação".
O abaixo-assinado das centrais, que já começou a ser coletado, apóia
a redução da jornada de trabalho através da aprovação do
Projeto de Emenda Constitucional 391/01. Conforme o Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese),
a redução de 44 para 40 horas semanais gerará, numa primeira
etapa, mais de 2,2 milhões de empregos.
Medidas tributárias
Em função das medidas tributárias anunciadas pelo governo federal
para fazer frente à perda de arrecadação - cerca de R$ 40 bilhões
- decorrente da não prorrogação da CMPF pelo Senado, as centrais
esclareceram em nota que:
1. Os trabalhadores não aceitam que as medidas para compensar a
perda de receitas causadas pelo fim da CPMF recaiam sobre os acordos
firmados entre o governo federal e as centrais sindicais,
especialmente aqueles relacionados à continuidade da política de
valorização do salário mínimo, do reajuste da tabela do Imposto
de Renda, da regulamentação da Emenda Constitucional 29 - que
estabelece o percentual mínimo de recursos a ser destinado à Saúde
nos Orçamentos Públicos - e da política de valorização do serviço
e dos servidores públicos, por meio de reajustes negociados e novas
contratações por concurso público.
2. Indicamos que os recursos para compensar a perda de arrecadação
devem ser buscados na redução das metas do superávit primário,
da taxa de juros e da cobrança do IOF sobre o capital estrangeiro
aplicado nas Bolsas, garantindo-se, dessa forma, os fundamentais
investimentos na infra-estrutura e nas políticas sociais, vitais ao
crescimento sustentável da economia e ao resgate da cidadania de
milhões de brasileiros. Neste sentido, as centrais sindicais
reafirmam sua proposta de ampliação e democratização do Conselho
Monetário Nacional, órgão normativo máximo do sistema financeiro
brasileiro, com a incorporação de representação dos
trabalhadores.
3. Mais que debater isoladamente as medidas adotadas em função da
CPMF, as centrais sindicais defendem uma ampla e democrática
Reforma Tributária com vistas a promover o crescimento econômico e
a distribuição de renda em torno dos seguintes itens:
- Instituição da progressividade como princípio da tributação
sobre a propriedade, a renda, lucros e ganhos de capital, de maneira
a favorecer a produção frente aos ganhos financeiros, a promover a
distribuição da renda e eliminar a guerra fiscal entre Estados e
Municípios;
- implantação do Imposto Sobre Grandes Fortunas e Heranças;
- isenção dos Impostos dos itens da cesta básica de consumo
popular;
- revisão da tabela do Imposto de Renda para desonerar os menores
salários, com o aumento do número de faixas e revisão das alíquotas
aplicadas;
- tributação da remessa de lucros ao exterior das corporações
transnacionais, do capital especulativo e dos bancos;
"As centrais sindicais reafirmam a unidade na luta em prol de
uma reforma tributária justa e democrática, sem perda de direitos
dos trabalhadores, sem redução dos investimentos sociais e que
seja um instrumento na construção de um modelo de desenvolvimento
pautado pela distribuição de renda e participação da
sociedade", conclui a nota.
Fonte: Portal da CUT
21/01/2008 - 18h08
Reajuste deve sair para alguns
Ministério do Planejamento
negocia com categorias manutenção de acordos fechados no ano passado.
Governo anuncia na próxima quarta-feira posição oficial sobre aumento
para servidores do Executivo
Pressionado por entidades
sindicais que ameaçam desencadear uma série de greves dentro do funcionalismo
federal, o governo dá sinais de que está disposto a ceder. O Ministério
do Planejamento avisou a representantes dos servidores que admite liberar
reajustes para algumas categorias que assinaram termos de acordo no ano
passado. O gesto acalmou parte da Esplanada, mas não afastou o risco
de uma paralisação em massa. Na quarta-feira, deverá ser anunciada
a posição oficial do governo sobre quais carreiras terão ou não ganhos
no contracheque em 2008.
Ainda que sem os R$ 40 bilhões garantidos pela cobrança da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — extinta no início
de janeiro —, Sérgio Belsito, vice-presidente do Sindicato Nacional
dos Funcionários do Banco Central (Sinal), disse que a União só não
cumpre o que prometeu aos trabalhadores se não quiser. “Temos a convicção
de que o problema não é orçamentário”, completou. Segundo ele, os
funcionários estão apreensivos.
Na semana passada, a cúpula do Sinal esteve na Secretaria de Recursos
Humanos (SRH) e ouviu dos técnicos do Planejamento que há a intenção
política de autorizar o reajuste acordado em 2007. O mesmo recado foi
transmitido a outras carreiras, como foi o caso dos auditores fiscais
da Receita Federal — categoria que cogita parar a partir de março.
Outros segmentos também rechaçam a idéia de que não existem recursos
suficientes em caixa para conceder aumentos e descartam esperar para receber
o que lhes é devido.
Como a folga de recursos da União é quase zero, a área econômica seria
obrigada a remanejar grandes volumes de dinheiro para atender aos pleitos
dos funcionários do BC e das chamadas carreiras que integram o ciclo
de gestão do Estado. Nesse grupo estão advogados públicos, em greve
desde o dia 17, e os auditores da Receita Federal, que se organizam para
discutir uma possível paralisação. De acordo com exercícios preliminares
apresentados pelo governo aos sindicatos, o custo dos reajustes para essas
e outras carreiras ficaria em torno de R$ 6 bilhões.
A correção das tabelas, porém, só começaria a valer a partir do segundo
semestre. Justamente esse prazo tem desagradado os servidores, que desde
novembro de 2007 aguardam mudanças nos salários. Os funcionários do
BC, por exemplo, estão em negociação salarial desde 2005. A categoria
reivindica, entre outros, a equiparação salarial com a Receita Federal.
Pelo acordo firmado com o Ministério do Planejamento, a primeira parcela
de aumento deveria ter sido paga em dezembro. Amanhã, os servidores do
Banco Central farão assembléia para discutir a possibilidade de entrar
em greve.
Tensão
Uma prova de que as relações entre governo e servidores enfrentam dificuldades
pôde ser comprovada no último sábado. O ministro da Educação, Fernando
Haddad, abandonou o 30º Congresso Nacional da Confederação Nacional
dos Trabalhadores em Educação (CNTE), no Centro de Convenções Ulysses
Guimarães, depois de ser recebido sob vaias. Haddad se preparava para
discursar quando papéis e pequenos objetos começaram a ser atirados
em sua direção. O ato, criticado por autoridades e representantes do
Congresso, teria sido organizado por integrantes do Partido Socialista
dos Trabalhadores Unificado (PSTU). A CNTE discutiu políticas educacionais
e questões relacionadas à remuneração dos educadores.
Nos próximos dias, a Justiça Federal deverá se pronunciar sobre um
tema espinhoso envolvendo governo e servidores. A Advocacia-Geral da União
(AGU) entrou com um pedido de liminar para declarar ilegal a greve dos
advogados públicos — procuradores federais, advogados da União e defensores.
A categoria, por sua vez, está disposta a intensificar a greve porque,
assim como tantas outras, assinou acordo com o Ministério do Planejamento
e esperava receber a primeira parte de um aumento dividido em três parcelas
ainda este ano. Por ordem da AGU, haverá corte de ponto dos grevistas.
Dificuldade
para organizar paralisações
Apesar do discurso
inflamado, os sindicatos sabem das dificuldades de organizar greves depois
que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu impor aos servidores as mesmas
regras e punições aplicadas aos empregados da iniciativa privada. Soma-se
a esse obstáculo o fato de grande parte do efetivo que vai às ruas estar
de férias. Por causa disso, pelo menos nos bastidores, as lideranças sindicais
resolveram adotar a cautela como arma de negociação.
Em uma decisão histórica, o STF reconheceu em outubro de 2007 o direito
de greve na administração pública em todos os níveis — federal, estadual
e municipal —, mas impôs limites às paralisações. A mais alta Corte
do país determinou que, enquanto o Congresso Nacional não aprovar uma
legislação específica, ficam valendo para o setor público as mesmas
orientações seguidas nas empresas, conforme a Lei nº 7.783/89. Com isso,
os ministros do STF colocaram um freio nas greves do funcionalismo.
O direito de greve está previsto na Constituição de 1988, mas nunca foi
regulamentado. Na Câmara dos Deputados, há um projeto aguardando por votação
desde 2001 de autoria da deputada Rita Camata (PMDB-ES). A Lei nº 7.783/89
orienta que sindicatos e patrões devem sempre buscar o acordo e estabelece
direitos e deveres para cada uma das partes. No caso de greve, o texto estipula
obrigatoriedades como, por exemplo, a comunicação com 48 horas de antecedência
— 72 horas para serviços essenciais. Trata ainda do mínimo da força
de trabalho a ser mantida em atividade e do corte de ponto dos faltosos.
De braços cruzados há quase uma semana, os advogados públicos enfrentam
problemas para conseguir mais adesões ao protesto. A partir de hoje, na
tentativa de fortalecer o movimento, o corpo-a-corpo será feito nas repartições
de Brasília e dos estados onde a paralisação é mais forte, como Rio
de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. A paralisação, que é por tempo
indeterminado, pode atrapalhar o andamento de processos que envolvem a União
e cidadãos que dependem, por exemplo, dos serviços da Defensoria Pública.
Já para as categorias que ainda avaliam parar, o maior impedimento é conseguir
quorum nas assembléias. Até os sindicalistas mais engajados reconhecem
os riscos de deflagrar greves — a partir de Brasília — antes do carnaval.
(LP)
Fundo
quer consignado
Marcelo Tokarski
Da Equipe Do Correio
O decreto que deverá estender aos bancos privados a
operação do crédito consignado para os servidores federais vem tirando
o sono de entidades que operam com o desconto na folha da União. É o caso
das instituições de previdência complementar, que deverão ficar de fora
das novas regras, a serem publicadas pelo Ministério do Planejamento nas
próximas semanas. As entidades já se mobilizam para tentar convencer o
governo a manter a permissão para que elas continuem concedendo empréstimos
aos funcionários públicos. Caso contrário, ameaçam ir à Justiça para
manter o direito.
O presidente do Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência
Complementar (Sinapp), Francisco Alves de Souza, questiona a exclusão das
entidades que concedem o crédito com recursos próprios. Segundo ele, uma
circular da Superintendência de Seguros Privados (Susep) autoriza a operação
até mesmo para as empresas que usam recursos de terceiros. “Não há
porque excluir as entidades que atuam com recursos próprios, oriundos das
próprias reservas feitas pelos participantes, que são servidores. É uma
medida discriminatória”, afirma.
O Sinapp e outras entidades do setor querem discutir o assunto hoje no Ministério
do Planejamento. A assessoria do ministério não confirma a reunião, limitando-se
a informar que o decreto regulamentando a consignação não será publicado
antes de o ministro Paulo Bernardo voltar de férias, o que só deve ocorrer
no dia 28. “Não fomos ouvidos na preparação desse decreto. Queremos
explicar nossa atuação. Combatemos as irregularidades cometidas por algumas
entidades. Isso não pode servir para o governo generalizar e suspender
todas as entidades”, afirma Souza. Segundo ele, se a pressão junto ao
governo não surtir efeito, o Sinapp deverá ingressar na Justiça para
que as entidades de previdência possam continuar operando o consignado.
O decreto que está sendo preparado pelo governo é fruto do trabalho de
um grupo de estudos criado em outubro do ano passado para rever o sistema
de concessão de empréstimos consignados e aumentar a segurança das operações.
Inicialmente, a idéia era restringir o desconto em folha aos bancos, mas
as cooperativas de crédito foram incluídas na minuta em análise na Casa
Civil. Por enquanto, os fundos de pensão continuam de fora. Uma das irregularidades
detectadas pelo governo está na atuação dos fundos de previdência dos
servidores. Alguns criavam planos de benefícios fictícios, com contribuição
simbólica, para driblar a lei e se habilitar a trabalhar com o consignado.
18/01/2008 - 18:08h
Convênio Sinasempu x LFG
Como foi
recentemente divulgado, o Sinasempu firmou convênio com a Rede de
Ensino Luiz Flávio Gomes (LFG), que prevê a concessão de
desconto de 15% para os filiados e seus dependentes, tanto para os
cursos de pós-graduação, como para os cursos preparatórios
ministrados por aquela entidade.
O convênio foi
firmado pelo Sinasempu durante a AGO realizada nos dias 1º a
04/11/2007. Naquela ocasião, as minutas dos convênios assinadas
pelo Sinasempu foram entregues ao Diretor Comercial da LFG, Dr.
Paulo Sebastião Camargo, para que fossem providenciadas as
assinaturas do representante da LFG e da UNISUL, universidade
parceira da LFG para os cursos de pós-graduação, e
posteriormente repassadas às unidades franqueadas pela LFG as
instruções para implementação do convênio.
Desde então, o
Sinasempu, na pessoa do Diretor de Políticas Sociais e Cidadania,
Nilo Maurício Schmaedeck, mantém reiterados contatos com a LFG,
no intuito de agilizar a disponibilização do benefício aos
filiados, sendo que até a presente data a entidade não repassou
às unidades franqueadas as instruções para implementação
do convênio, o que deverá ocorrer no máximo até o
final da próxima semana, segundo informação prestada hoje pelo
Diretor Comercial daquela entidade."
18/01/2008 - 14:15h
NOMEAÇÃO DA FENAJUFE PARA O
PLAN-ASSISTE
Aos servidores do
MPU
Após inúmeras
consultas de nossos filiados, indagando sobre o porquê da nomeação
do Coordenador da Fenajufe, Roberto Policarpo, para membro do
Conselho Administrativo do PLAN-ASSISTE, a Diretoria
Executiva Nacional do SINASEMPU vem esclarecer o seguinte:
No ano de 2004, após
12 anos da criação do PLAN-ASSISTE o SINASEMPU passou a ter
assento no Conselho Administrativo do Programa, nos diversos Ramos
do MPU. A participação do SINASEMPU no PLAN-ASSISTE foi fruto de
deliberação dos mais de 200 servidores, inclusive de vários
Diretores Seccionais do SINASEMPU, presentes no “I SEMINÁRIO DE
RELAÇÕES HUMANAS” realizado em maio de 2004 no auditório da
PGR, numa parceria do SINASEMPU e ASMPF.
Naquela ocasião,
alguns servidores do MPU, filiados ao SINDJUS-DF, ainda tentaram
“derrubar” a decisão da plenária e indicar o SINDJUS-DF ou a
FENAJUFE, mas não lograram êxito em sua empreitada, prevalecendo
a vontade da maioria, ou seja, a indicação do SINASEMPU para ter
assento no PLAN-ASSISTE.
Por meio da Resolução
PLAN-ASSISTE n° 01 de 29 DE SETEMBRO DE 2004, o Conselho
Deliberativo do Programa criou os Conselho Administrativo por Ramo
e o SINASEMPU passou a integrá-lo como membro efetivo, e
desde então tem contribuído com o Programa sempre em prol
dos servidores do MPU, em especial nos processos cuja relatoria
ficavam sob a responsabilidade dos Representantes do SINASEMPU nos
referidos Conselhos.
Em meados de 2005, a
atual Administração do MPU ensaiou a primeira tentativa de
unificar o PLAN-ASSISTE (Administrativa e financeiramente), mas,
pela forma proposta, encontrou resistência tanto do SINASEMPU
quanto dos próprios membros do então Conselho Deliberativo do
Programa, composto pelos Procuradores Gerais dos Ramos do MPU, à
exceção, óbvio, do PGR que era o proponente.
Estrategicamente a
PGR “deixou de lado” a questão da unificação do “caixa”
e passou à outra estratégia para, efetivamente, controlar as
diretrizes e a administração PLAN-ASSISTE como um todo, e isso só
poderia ser implementado com a modificação do Regulamento Geral
do Programa.
A partir dos meados
de 2007, a atual Administração da PGR reiniciou as “negociações”
com os demais Ramos do MPU, novamente visando implementar a
“unificação do PLAN-ASSISTE”. E, desta vez, dada a nova
conjuntura interna nas “correntes de cúpula” do MPU,
encontrou resistência tão apenas no que concerne ao controle
financeiro do Programa (caixa único). Ao contrário dos
Procuradores Gerais, o SINASEMPU passou a discordar, em vários
aspectos, da forma como estava sendo planejada a implementação
da “unificação” do PLAN-ASSISTE, principalmente com relação
às propostas que visavam interesses individuais de alguns poucos.
Óbvio que a partir daí o Sindicato passou a ser “olhado com
outros olhos”, ou seja, considerado um estorvo no Conselho
Administrativo do Programa.
Assim, em meados de
novembro de 2007, por ocasião da 10ª Reunião do Conselho
Administrativo do PLAN-ASSISTE, da qual participou ADELINE CECÍLIA
CASTILHO DIAS como representante do SINASEMPU, ficou deliberado a
formação de uma comissão, com a participação do SINASEMPU,
com o objetivo de consolidar propostas que implicassem em alteração
do Regulamento Geral do PLAN-ASSISTE. A referida Comissão seria
designada imediatamente, visando os estudos das referidas
propostas, ficando certa a apresentação da consolidação das
mesmas em reunião do Conselho Administrativo agendada para o dia
04 de dezembro de 2007.
Para surpresa do
SINASEMPU, foi publicada a Portaria SG/MPU n° 36 de 27 de
novembro de 2007, designando a Comissão alhures citada, sem a
participação do SINASEMPU. Em análise perfunctória, a citada
Portaria contrariou a deliberação da 10ª reunião Conselho
Administrativo, que aprovou a participação do SINASEMPU na
aludida Comissão. Ressalte-se que até a presente data, a ata
referente à referida reunião (10ª reunião) não foi assinada
nem enviada aos Conselheiros que dela participaram.
A partir da
“retirada” do SINASEMPU da Comissão, não causou mais
estranheza a edição do OFICIO/CIRCULAR/MPFPGR/SG/N° 46, de 29
de novembro de 2007, comunicando que “a reunião do Conselho
Administrativo do Plan-Assiste, originalmente agendada para
ocorrer no dia 4/12/2007, foi reprogramada para o dia 14/12/2007,
às 10h, permanecendo a pauta inalterada:
·
Deliberação acerca da proposta de alteração do
Regulamento Interno do Plan-Assiste, a ser apresentada por comissão
criada com tal objetivo;
·
Deliberação acerca dos processo designados para a
relatoria pelo Conselheiro representante da ASMPF; e
·
Assuntos Gerais. “
Com o advento da
Portaria SG/MPU n° 36 de 27 de novembro de 2007, o SINASEMPU
antevendo o que iria ocorrer com relação às propostas para
unificação do PLAN-ASSISTE, requereu ao Secretário-Geral do
MPU, em 05 de dezembro de 2007, por meio do OFICIO/SINASEMPU/PRES
– N° 391/2007, cópia da Ata da 10ª Reunião do Conselho
Administrativo do PLAN-ASSISTE, no que até a presente data não
foi atendido.
Ora, até um
observador mediano percebe o que está ocorrendo com o SINASEMPU
na “unificação do PLAN-ASSISTE, basta fazer uma análise
cronológica combinando os fatos com o teor dos documentos
oficiais da SG/MPU, do que se conclui que, no mínimo, brincaram
com o Sindicato, senão vejamos:
1 – Desde junho de
2007 a PGR vinha, de forma sutil, sugerindo algumas propostas para
a unificação do PLAN-ASSISTE, e em várias delas, obteve oposição
do SINASEMPU.
2 – Em meados de
novembro de 2007, na 10ª reunião ordinária o Conselho
Administrativo do PLAN-ASSITE/MPF, foi deliberada a designação
de uma Comissão que contaria com a participação do SINASEMPU,
com a incumbência de consolidar propostas de unificação do
PLAN-ASSISTE que resultassem na modificação do Regulamento Geral
do Programa, e apresentar os resultados em reunião marcada para
04 de dezembro de 2007.
3 – Em 27 de
novembro de 2007, contrariando a deliberação da 10ª reunião do
CA/PLAN-ASSITE/MPF, foi editada a PORTARIA SG/MPU n° 36 de 27 de
novembro de 2007, que constituiu a referida Comissão sem a
participação do SINASEMPU, e fixando a data de 07 de dezembro de
2007 para apresentação das propostas à Secretaria-Geral do
Ministério Público da União.
4 – Ao extirpar o
SINASEMPU da referida Comissão a SG/MPU mandou o seu recado: não
queria a intromissão do SINASEMPU na questão da unificação do
PLAN-ASSISTE. E isso ficou mais claro, quando dois dias após
a designação da dita Comissão, o SG/MPF encaminhou o
OFICIO/CIRCULAR/MPF/PGR/SG/N° 46, de 29 de novembro de 2007,
comunicando que a reunião do CA/PLAN-ASSISTE, marcada para
04.12.07, que trataria da “deliberação acerca da proposta de
alteração do Regulamento Interno do Plan-Assiste(sic)
fora “reprogramada” para o dia 14 de dezembro de 2007.
5 – Ora, como
poderia a tal Comissão deliberar acerca de proposta de alteração
no Regulamento do Plan-Assiste no dia 14 de dezembro de 2007
se, para tal desiderato, a PORTARIA SG/MPU n° 36, de 27 de
novembro de 2007 fixou o dia 07 de dezembro de 2007?
A resposta é
simples: o SG/MPU tinha certeza que o CA/PLAN-ASSISTE/MPF não se
reuniria mais, como de fato não se reuniu, porque em 07 de
dezembro de 2007 o aludido Conselho não existiria mais, pois em
tal data a nova Regulamentação do Programa já estaria
“aprovada”, e melhor, sem o conhecimento e/ou interferência
dos representantes dos Servidores (SINASEMPU e Associações dos
Ramos).
6 – Prevendo o que
estava por vir, o SINASEMPU requereu ao SG/MPU, cópia da Ata da
10ª Reunião do Conselho Administrativo, na qual foi deliberada a
participação do SINASEMPU como integrante da Comissão que
consolidaria as propostas de alteração do Regulamento Geral do
Programa. Até a presente data o SINASEMPU não obteve do SG/MPU,
sequer uma resposta ao pleito.
7 – Dois dias após
o SINASEMPU requerer a cópia da Ata da 10ª Reunião do CA/PLAN-ASSISTE/MPF,
foi publicada a Portaria PGR 629 de 06 de dezembro de 2007, que
alterou o Regulamento Geral do PLAN-ASSISTE.
8 – Pronto. Estava
“sacramentada” a “unificação do Plan-Assiste”. Mas ainda
faltava constituir o “novo” Conselho Administrativo que seria
integrado, em mandato de seis meses, por uma das entidades
representativas dos servidores a nível nacional ou a Associação
dos Servidores do MPDFT. Assim, em 12 de dezembro de 2007, foi
encaminhado ao SINASEMPU, ASMPF, ASEMPT e ASMIP, o Ofício/Circular/MPU/SG/
n° 11/07, solicitando que a referidas entidades se reunissem para
escolher a que inicialmente integraria o CA/PLAN-ASSSITE.
9 – A pedido do
Presidente da ASMPF, o SINASEMPU convidou ASMPF, ASEMPT e ASMIP
para uma Reunião, a partir das 19 horas do dia 17 de novembro de
2007, na Sede do SINASEMPU, visando a escolha da entidade que
representaria as demais no novo CA/PLANASSISTE, no primeiro
semestre de 2008.
10 –
Surprendentemente, compareceram à reunião, mesmo sem terem sido
convidados, os representantes do SINDJUS-DF e da ASSTTRA.
Estranhando o comparecimento dos representantes de tais entidades,
até por não ser o SINDJUS-DF um sindicato nacional e a ASSTTRA
apenas uma associação de classe (TAE’s transporte e Segurança)
no âmbito da categoria dos Servidores do MPU, a representante do
SINASEMPU indagou se os ditos representantes haviam recebido o OFÍCIO/Circular/MPU/SG/
n° 11/07, oportunidade a ASSTTRA comprovou o recebimento do
referido expediente, enquanto o representante do SINDJUS-DF
argumentou que tinha recebido o Ofício, mas esquecera de trazer a
cópia.
11 – Dada como
ultrapassada a questão da legitimidade de participação dos
representantes da ASSTTRA e SINDJUS-DF na reunião, a Secretária-Geral
do SINASEMPU deu início aos trabalhos e, após o pronunciamento
de todos, com os votos contrários do SINASEMPU e ASEMPT e votos
favoráveis dos representantes do SINDJUS-DF, ASMPF, ASMIP e
ASSTTRA restou escolhido o SINDJUS-DF, para compor o CA/PLAN-ASSISTE
no primeiro semestre de 2008.
12 – Em 18 de
dezembro de 2007, a Ata com o resultado da reunião das entidades
foi encaminhada ao Secretário-Geral do MPU.
13 – Ocorre que no
dia 20 de dezembro de 2007, o SINASEMPU obteve informação
oficiosa de que o SINDJUS-DF não teria recebido OFÍCIO/Circular/MPU/SG/
n° 11/07.
14 – Para não
cometer injustiças, até por conta do silêncio da SG/MPU quanto
ao fato da escolha do SINDJUS-DF, o SINASEMPU procurou informações
junto à própria SG/MPU, se o OFÍCIO/Circular/MPU/SG/ n° 11/07
havia sido encaminhado ao SINDJUS-DF. A resposta da SG/MPU foi que
o referido expediente não havia sido enviado o ao SINDJUS-DF.
15 – Diante da
informação da SG/MPU, e por não compactuar com situação, no mínimo
fraudulenta, e vislumbrando ter sido envolvido em uma engenhosa
articulação política para não integrar o CA/PLAN-ASSISTE, o
SINASEMPU requereu ao SG/MPU, via OFÍCIO, que fosse
desconsiderada a sua participação na reunião das entidades,
dada a existência de fraude na escolha do SINDJUS-DF, bem como
por a referida entidade não ser de caráter nacional, o que
infringia o art. 60 do novo Regulamento do PLAN-ASSISTE.
16 – Em menos de
40 minutos que havia sido protocolado o expediente pelo qual
requereu ao SG/MPU que fosse desconsiderada a sua participação
na reunião que elegeu o SINDJUS-DF, o SINASEMPU recebeu, via fax,
o Ofício/Circular/MPU/PGR/SG n° 16, de 20 de
dezembro de 2007, da lavra do Secretário-Geral do MPU, com o
seguinte teor:
“Considerando
que a indicação feita pelas entidades de classe dos servidores
contemplou como seu representante, na composição do Conselho
Administrativo do Plan-Assiste, integrante de entidade de classe
local, contrariando o art. 60, II, do Regulamento Geral do
Programa, reitero que as entidades de classe de âmbito nacional e
a Associação dos Servidores do Ministério Público do Distrito
Federal e Territórios se reúnam para indicarem representantes em
conformidade com a norma acima transcrita, remetendo até o dia 26
de dezembro de 2007 o resultado acompanhado da ata.”
17 – Com o intuito
de atender o Ofício/Circular/MPU/PGR/SG n° 16/07, o Presidente
da ASEMPT tomou a iniciativa de convidar as entidades informando,
desde já, que aquela Associação era candidata ao assento
do CA/PLAN-ASSISTE no primeiro semestre de 2008, e que indicaria
sua filiada Adeline Cecília Castilho Dias para representar a
ASEMPT.
Segundo informação
do próprio Presidente da ASEMPT, com exceção do SINASEMPU que
atendeu ao seu convite, as demais entidades lhe responderam o
seguinte:
a)
ASMPF – O Presidente da ASMPF afirmou que não se
reuniria e jamais aceitaria o nome “da Adeline”, e de toda
forma não participaria da escolha, pois havia protocolado Recurso
Administrativo na SG/MPU para “garantir a participação do
Roberto Policarpo”;
b)
ASSTTRA – O representante da ASSTTRA informou que
jamais votaria no SINASEMPU, e que não participaria da escolha da
ASEMPT “por conta do Recurso Administrativo para indicação do
Policarpo”.
c)
ASMIP – O Presidente da ASMIP informou que não
participaria da escolha da ASEMPT em função de estar junto com a
ASMPF quanto ao Recurso Administrativo para a “escolha do
Policarpo”.
Considerando a
inexistência de qualquer comunicação oficial por parte da SG/MPU
sobre a existência de Recurso Administrativo quanto a
impossibilidade da participação do SINDJUS-DF no CA/PLAN-ASSISTE,
protocolado por quaisquer das entidades, e dada a impossibilidade
de reunir as entidades, o Presidente da ASEMPT, por meio de Ofício,
colocou aquela Associação à disposição da SG/MPU para
integrar o CA/PLAN-ASSISTE no primeiro semestre de 2008.
18 – Para surpresa
do SINASEMPU e da ASEMPT, eis que após 20 de dezembro de 2007 não
houve nenhuma reunião para escolha de qualquer entidade
representativa dos servidores do MPU para integrar o CA/PLAN-ASSISTE,
conseqüentemente não foi lavrada a ata exigida pelo Ofício/Circular/MPU/PGR/SG
n° 16/07, o SINASEMPU recebeu o OFÍCIO/CIRCULAR/MPUSG/N° 17, de
27 de dezembro de 2007, pelo qual o SG/MPU encaminhou a PORT/SG/MPU/N°
43/07 que nomeou Roberto Policarpo Fagundes, Coordenador da
FENAJUFE, como integrante do CA/PLAN-ASSISTE, para um mandato de
seis meses.
19 – O que causa
estranheza é que mesmo a ASEMPT tendo se colocado à disposição
da SG/MPU para compor o Conselho Administrativo do Programa, até
hoje, aquela Associação não recebeu qualquer comunicado da SG/MPU
informando o motivo da sua “não-indicação”. Pior. Sequer,
sobre o motivo da nomeação de Roberto Policarpo pela FENAJUFE,
entidade esta que não participou de qualquer reunião para sua
escolha, além de que não representa os servidores do MPU, em que
pese o SINDJUS-DF, filiado à dita Federação, ter alguns
servidores do MPU no Distrito Federal como filiados.
Infelizmente, ficou
à escâncara a forma sutil, “articulada” e supostamente
pelega, para extirpar o SINASEMPU do PLAN-ASSISTE durante a
administração da atual gestão da PGR, cujo Secretário-Geral,
arbitrariamente, indicou um servidor do poder judiciário que não
possui conhecimento de causa para integrar o Conselho de um
Programa de Saúde e Assistência Social que diz respeito aos
servidores do Ministério Público da União.
Ora, se poderia o SG/MPU
indicar aleatoriamente, qualquer pessoa para integrar o
CA-PLAN-ASSISTE, então não enviasse ao SINASEMPU os OFÍCIO/CIRCULAR/PGR/SG
N°s 11 e 16, de 12 e 20 de dezembro, respectivamente, sob pena de
tal ato ser interpretado como de emulação e desrespeito.
a
DIRETORIA
17/01/2008 - 20:30h
Nota da Diretoria Executiva Nacional
A Diretoria Executiva Nacional do SINASEMPU informa que foi
impetrado em dezembro de 2007, Mandado de Segurança Coletivo
objetivando elaboração de Folha de Pagamento Suplementar da
Gratificação Natalina (13º Salário) que considere o percentual
da Gratificação de Atividade - GAS.
O
referido processo foi distribuído para a 14ª Vara Federal da Seção
Judiciária do Distrito Federal, sob o n°. 2007.34.00.044260-3.
Consulte a situação atual do
processo através do link:
http://processual-df.trf1.gov.br/
17/01/2008 - 18:32h
Aberta
temporada de greve
Correio
Braziliense [ Economia ]
Advogados públicos
param, a partir de hoje, por tempo indeterminado. Eles cobram o
cumprimento de acordo feito com o governo em 2007 (por Luciano
Pires, da equipe do Correio)
Categorias do funcionalismo
federal que fecharam acordos com o governo ao longo de 2007 e
esperavam por reajustes salariais este ano começam a cobrar a
fatura. Advogados da União, procuradores federais e defensores públicos
são os primeiros a se mobilizar. Eles prometem iniciar hoje uma
greve por tempo indeterminado em protesto contra o descumprimento do
acerto firmado com o Ministério do Planejamento em novembro passado
que previa aumentos entre 20% e 30% até 2009. Servidores do Banco
Central (BC) farão um ato de apoio à manifestação na Praça dos
Três Poderes e também se articulam para cruzar os braços.
Com o fim da cobrança da
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o
governo emitiu sinais claros de que nem todas as promessas feitas
aos servidores poderão ser cumpridas. A justificativa da área econômica
é que sem os R$ 40 bilhões arrecadados com o imposto, não existe
folga no Orçamento para corrigir salários. “Sabemos que há
recursos disponíveis. Esse discurso não nos convence”, contestou
Danilo Ribeiro Miranda, coordenador-geral da União dos Advogados Públicos
Federais do Brasil (Unafe). Os advogados públicos são
aproximadamente 11 mil em todo o país, entre ativos e inativos. O
salário inicial é de cerca de R$ 10 mil.
Entre os funcionários do BC, o clima de insatisfação fortalece as
correntes que defendem uma paralisação imediata. O Sinal, entidade
que representa a categoria, pediu ontem audiência com o presidente
da autoridade monetária, Henrique Meirelles, para tentar acalmar os
ânimos da base. Os trabalhadores do BC acertaram com o governo um
cronograma de reajustes que já deveria ter sido implantado.
“Esperamos que haja bom senso e que não tenhamos pela frente uma
ruptura”, afirmou David Falcão, presidente do Sinal. Na próxima
terça-feira, os funcionários do banco farão assembléia.
Efeito dominó
Outros setores que durante todo o ano passado negociaram com o
governo, mas não fecharam acordos ensaiam reagir. É o caso dos
auditores fiscais da Receita Federal. Representantes da categoria têm
encontro marcado com técnicos do Ministério do Planejamento amanhã.
Dependendo do resultado da reunião, os servidores podem parar em
março. Até dezembro, os auditores estavam próximos de assinar um
documento que previa a equiparação dos salários aos dos delegados
da Polícia Federal. “Qualquer coisa que não seja a continuidade
do que foi acordado em 2007 será quebra de confiança”, disse
Pedro Delarue, presidente do Sindicato Nacional dos
Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco).
Na próxima quarta-feira, o
Ministério do Planejamento deverá convocar representantes de pelo
menos 10 categorias do setor público. Nesse dia as entidades
sindicais esperam receber boas e más notícias. A Confederação
dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que
representa grande parte dos servidores do Executivo, aguarda um
posicionamento oficial do governo em relação à política de
recursos humanos que será praticada em 2008.
Por meio da Condsef, servidores do Departamento Nacional de
Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e da Polícia Rodoviária
Federal tentaram fechar, em dezembro do ano passado, os últimos
detalhes de acordos salariais que seriam implementados ao longo
deste ano. Com o fim da CPMF, as conversas foram congeladas e ambas
avaliam paralisar. “Se houver rompimento de qualquer acordo ou
negociação não iremos aceitar passivamente. A saída será fazer
uma grande greve do funcionalismo em março”, afirmou Josemilton
Costa, secretário-geral da Condsef.
Advogados públicos federais entram em greve
Agência Brasil
(por Felipe Linhares)
Brasília - A partir de hoje (17), os advogados públicos federais
de todo o país estão em greve. A categoria reivindica o reajuste
salarial previsto no acordo assinado no dia 1º de novembro de 2007.
Após o anúncio do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão,
Paulo Bernardo, de que os reajustes salariais para os servidores
públicos estariam suspensos por causa do fim da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a categoria fez
assembléias e decidiu pela paralisação.
Cerca de 6 mil advogados públicos estão parados até que o governo
cumpra com o acordo, que prevê ajuste salarial de 30% até 2009.
Entre eles estão advogados da União, procuradores da Fazenda
Nacional, procuradores federais, procuradores do Banco Central e
defensores públicos da União. A decisão de parar foi unânime,
segundo o presidente do Fórum Nacional da Advocacia Pública
Federal, João Carlos Souto.
Souto afirmou que a paralisação não visa a causar transtornos à
sociedade, mas prevê que serão prejudicados serviços como o
andamento de processos, arrecadação de tributos e contratos e
convênios mantidos por toda a administração pública.
11/01/2008 - 17:18h
CONTAS PÚBLICAS - STF recebe a
terceira ação contra o pacote
Fonte: Estado
de S. Paulo
Desta vez, PSDB acusa Planalto
de usar aumento do IOF para burlar decisão do Congresso, de ferir
princípio da isonomia e de confisco (por Felipe Recondo, de Brasília)
O PSDB entrou ontem no Supremo
Tribunal Federal (STF) com a terceira ação direta de
inconstitucionalidade contra o pacote anunciado pelo governo na
semana passada para compensar o fim da CPMF. O partido, assim como já
fez o DEM, questiona o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF), mas apresenta um novo argumento.
Na ação, o PSDB alegou que o governo “burla, por decreto, uma
decisão do Congresso” de barrar qualquer aumento de carga tributária,
ao derrubar a proposta de emenda constitucional que prorrogava a vigência
da CPMF. “O governo descumpriu a palavra de que não aumentaria
impostos e, mais do que isso, contrariou a vontade do povo no
Congresso”, disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra
(CE).
Os outros dois pontos apresentados
repetem argumentos do DEM: de que a alíquota do IOF que incidirá
sobre operações de pessoas físicas é maior do que a cobrada de
empresas, o que feriria o princípio da isonomia, e a alegação de
que há confisco por parte do governo, por causa da alta carga
tributária.
Assim como fez nas duas primeiras ações, a presidente do STF,
ministra Ellen Gracie deve adotar um rito abreviado. Ela deverá
abrir prazo para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se
manifeste, no prazo de dez dias, sobre o assunto.
Depois, o advogado-geral da União,
José Antonio Dias Toffoli, terá cinco dias para encaminhar os seus
argumentos sobre a constitucionalidade das medidas. Por fim, o
procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, terá
cinco dias para encaminhar um parecer. Recebidas as informações,
as ações serão julgadas no plenário da corte, possivelmente, no
início de fevereiro, quando os ministros voltam do recesso.
LINHA DE DEFESA
O governo já tem pronta a sua linha de defesa no Supremo. E um dos
argumentos que usará para rebater as críticas da oposição é de
que o IOF, como imposto regulatório, permite que pessoas físicas e
jurídicas sejam tratadas de forma distinta. Por isso, não haveria
desrespeito ao princípio da isonomia.
Com relação ao suposto confisco, o
Planalto deverá dizer que o aumento da alíquota não é suficiente
para dilapidar o patrimônio do contribuinte. Argumentos que, de
acordo com Toffoli, deixam Lula tranqüilo, com a certeza de que as
ações serão derrubadas.
O ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo, destacou ontem que o governo ainda não definiu o que
fazer, caso o STF considere os aumentos inconstitucionais. “Agora,
não temos alternativa pronta. Se isso não for possível, se o
Supremo disser ‘não vale, não pode cobrar’, isso significa que
temos um problema adicional de R$ 10 bilhões”, admitiu,
referindo-se à arrecadação extra que o governo espera com o
aumento do IOF e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Bernardo acredita, porém, que o STF não deva derrubar o aumento
dos tributos, pois não é a primeira vez que o IOF é elevado para
adequar a receita federal - durante o governo Fernando Henrique
Cardoso, essa foi a alternativa utilizada para compensar as perdas
da arrecadação com atraso da votação da prorrogação da CPMF.
“Se não vier, nós vamos ter que
discutir alternativas”, disse o ministro, referindo-se aos R$ 10
bilhões. “Talvez tenha de cortar R$ 30 bilhões ou achar uma
outra forma de recompor isso. Mas, de fato, a verdade é que para
votar o Orçamento, para ter o Orçamento de 2008, nós temos de ter
as receitas e despesas equilibradas”, frisou
11/01/2008 -
17:15h
Pacote do Governo - Reação dos
Servidores
Fonte: Jornal do Comércio
Blog: Jamildo Melo
O pacote de
medidas anunciadas no início deste ano pela União devido à perda
da receita da CPMF já provoca a primeira paralisação entre os
servidores
federais.
Os advogados públicos federais marcaram para o próximo dia 17
deste mês o
início da greve por tempo indeterminado devido ao não cumprimento
do acordo
firmado em novembro de 2007 entre as cinco categorias que formam a
advocacia
pública e a União.
Formado pelos procuradores da Fazenda Nacional, federais e do Banco
Central,
além dos advogados gerais da União e defensores públicos da
União, a
categoria fechou um acordo em novembro do ano passado em que o
governo
federal reconhecia a necessidade de
recomposição salarial e que iria implantar o reajuste ainda no ano
passado.
No entanto, agora, o governo avisou que o acordo não será cumprido
devido à
perda da receita da CPMF.
"Durante as negociações, o governo deixou claro que o acordo
independia da
prorrogação da CPMF e, agora, voltou atrás", argumenta o
representante do
Fórum Nacional da Advocacia Pública em Pernambuco, Marcelo
Eugênio.
Segundo o presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, que dá aval à greve,
as reivindicações das categorias são mais do que legítimas
porque, além de existirem - no âmbito da administração federal -
distorções salariais entre os
profissionais que exercem funções essenciais à Justiça, esses
procuradores e advogados são responsáveis pelas vitórias do
governo federal em milhares de ações que tramitam anualmente no
País.
Segundo dados da própria Advocacia Geral da União (AGU), de
janeiro a novembro do ano passado, o governo federal deixou de
gastar R$ 7 bilhões por ter obtido vitórias em ações em que
foram representadas pelos próprios advogados gerais.
08/01/2008 - 21h
Governo
anuncia que servidor não terá reajuste
Medidas do
governo para compensação do fim da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF), poderão impedir reajustes
de servidores públicos previstos para este ano.
Segundo o
ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, com o fim da CPMF,
tornou-se premente a necessidade de cortes de R$20 bilhões nos
gastos do governo, fato que dificultará a revisão salarial dos
servidores.
Tal declaração
gerou grande repercussão entre as entidades representativas de
servidores públicos que garantiram: não irão aceitar o
congelamento dos salários.
Para o presidente
do SINASEMPU, Luiz Ivan Cunha Oliveira, a declaração do Ministro
Paulo Bernardo reflete apenas um comportamento que há muito vem
sendo perpetuado pelos governantes brasileiros, qual seja, penalizar
os servidores públicos quando o assunto é amenizar a ineficiência
com que administram as finanças do País.
“Não é
nenhuma novidade que, mais uma vez, o governo pretenda prejudicar os
servidores. O que não pode acontecer é nos conformarmos com essa
situação. O momento é de união. Devemos reagir e fazer o que for
possível para que tal pretensão do Governo não se concretize,
inclusive, se for o caso, uma paralisação geral dos servidores do
País”, disse Luiz Ivan.
Reação – Os
juízes podem preparar um recurso para ser encaminhado ao Supremo
Tribunal Federal na tentativa de garantir o reajuste salarial do
funcionalismo, caso a decisão do governo venha a se efetivar.
Os magistrados
afirmam ser inconstitucional a medida de suspender eventuais
reajustes para a categoria, visando compensar o fim da arrecadação
da CPMF.
“O artigo 37,
inciso 10, da Constituição, determina a revisão anual dos salários
dos servidores. Revisão no caso é no mínimo conceder a perda
causada pela inflação”, disse o presidente da Ajufe (Associação
dos Juízes Federais do Brasil), Walter Nunes. “Foi uma
decisão incongruente, mas ainda que se admita, estamos falando de
haver revisão, isso não tem como não seguir.”
Nunes disse ainda
que o STF já tomou decisões anteriores definindo a obrigatoriedade
da revisão anual para repor a perda inflacionária. “O governo não
pode ter essa posição porque tudo começou com a luta desenvolvida
em favor do teto remuneratório em busca da moralização e transparência
no serviço público”, declarou.
Com
informações da Folha On Line e do Correio da Bahia.
07/01/2008 - 20h28
Diretoria
Nacional do SINASEMPU reúne-se em Brasília
A
Diretoria Executiva Nacional do SINASEMPU reuniu-se na sede da
Entidade em Brasília (DF) no período de 3 a 5 de janeiro deste
ano, com o objetivo de estabelecer metas e diretrizes de atuação
do Sindicato, além de delinear estratégias de implementação do
Plano de Gestão do SINASEMPU para o biênio 2007/2009.
O fortalecimento
da relação entre a Diretoria Nacional e as Diretorias Seccionais
foi assunto de destaque no encontro. A proposta é realizar um número
cada vez maior de atividades conjuntas com as seções sindicais
estaduais. A concretização do Plano de Lutas oriundo da XI AGO
também foi outro ponto importante na pauta de discussões da
diretoria.
A
jornada dos servidores do MPU e as condições de trabalho nas
Unidades (aspectos da ergonomia e insalubridade) foram outros tópicos
debatidos na reunião, além das atividades inerentes às campanhas
organizadas pelo Sindicato, dentre elas, a Campanha pela Qualidade
de Vida.
Todas
as ações serão implementadas de acordo com o calendário de
atividades estabelecido pela diretoria o qual fará parte do Plano
de Gestão 2007/2009 que será em breve divulgado na página eletrônica
do SINASEMPU na Internet.
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