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02/01/2009
- 14h10
Comunicado
sobre o expediente do SINASEMPU em Brasília
A Secretaria
Geral do SINASEMPU informa que hoje, dia 02, o expediente na Sede do
Sindicato em Brasília (DF) encerrará às 15h. As atividades serão
retomadas, normalmente, na segunda-feira, dia 05.
30/12/2008
- 13h35
Cartilha ajuda população a
entender o Orçamento e a fiscalizar os gastos públicos
Com o objetivo de ajudar os
brasileiros a fiscalizarem os gastos do governo federal, dos
estados e municípios, o Senado lançou a cartilha Para entender o
Orçamento. A publicação, elaborada pelo Jornal do Senado, usa
linguagem simples para explicar à população como são elaborados o
Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei
Orçamentária Anual (LOA).
A cartilha também descreve o
processo de aprovação do Orçamento pelo Congresso Nacional,
explicando como ocorre a apresentação de emendas pelos senadores e
deputados. Reúne ainda os mecanismos de divulgação dos gastos
previstos no Orçamento e de acompanhamento da realização de
despesas, para que a população possa participar da fiscalização do
cumprimento das políticas públicas.
Na apresentação do livreto, o
presidente do Senado, Garibaldi Alves, lembra que o Estado
atualmente arrecada 40% de tudo o que é produzido pela sociedade,
destacando a importância do controle social sobre a aplicação
desses recursos públicos. Na avaliação do parlamentar, a cartilha
contribuirá para descentralizar o conhecimento sobre o ciclo
orçamentário, ampliando a capacidade de controle dos gastos
efetuados não apenas na esfera federal, mas também por
governadores e prefeitos.
O texto explica, por exemplo, como
são definidas as prioridades para a destinação dos recursos e
destaca o peso dos gastos com a dívida pública - 45,6% do total
previsto no Orçamento para 2009. O leitor também fica sabendo que
serão destinados 10,2% dos recursos para pagamento de pessoal e
33% para despesas de custeio, como manutenção de prédios e
pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais.
O livreto sobre o Orçamento do país
integra a série Especial Cidadania, que já lançou outras duas
cartilhas, sobre direitos e garantias fundamentais e sobre saúde.
Todas as publicações estão disponíveis no site
www.senado.gov.br/jornal.
Fonte: Agência Senado
30/12/2008
- 13h35
País começará 2009 com
Orçamento ajustado para enfrentar crise
O projeto de Lei Orçamentária
Anual (LOA) de 2009, já aprovado pelo Congresso, reflete os sinais
da crise financeira mundial na economia brasileira. Houve um corte
nas receitas brutas de R$ 3,6 bilhões em relação à proposta
inicial do Poder Executivo, e as transferências de recursos da
União para estados e municípios serão afetadas.
O líder do governo na Comissão Mista
de Orçamento, deputado Gilmar Machado (PT-MG), considera que o
Congresso agiu com responsabilidade quanto ao texto aprovado.
"Fizemos um orçamento realista, com austeridade; todos entendem a
gravidade da crise que enfrentamos hoje", ressaltou.
Ajustes
A previsão de arrecadação menor obrigou os parlamentares a fazerem
ajustes no Orçamento. Os cortes e remanejamentos de recursos
alcançaram R$ 11 bilhões em relação ao projeto original do
governo. As despesas de pessoal foram reduzidas em cerca de R$ 400
milhões, e as de custeio em R$ 7 bilhões. Boa parte das mudanças
foi feita para acomodar emendas de parlamentares.
O relator do Orçamento, senador
Delcídio Amaral (PT-MS), disse que os investimentos foram
mantidos, apesar de os cortes terem atingido diversas áreas. "Os
investimentos têm de ser preservados; não só aqueles que já
estavam definidos pelo governo, mas também os previstos em emendas
de parlamentares", explicou.
Os ajustes feitos pelo Congresso não
vão livrar o Orçamento de 2009 da tesoura do próprio governo,
conforme já avisou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. No
início do ano, deverá ser anunciado um bloqueio de recursos, o
chamado contingenciamento, previsto na Lei de Responsabilidade
Fiscal (Lei Complementar 101/00), até que o governo tenha certeza
de que a arrecadação tributária será suficiente para cobrir as
despesas previstas.
Fonte: Câmara dos Deputados
30/12/2008
- 13h35
Deputados propõem novas regras para organização e custeio
sindical
O projeto de lei mantém a unicidade sindical na base; e no que
se refere ao custeio da estrutura sindical estabelece a
"contribuição sindical", devida pela categoria profissional ou
econômica, independente do resultado da negociação coletiva.
Marcos Verlaine Antes de renunciar ao mandato de deputado
federal, pois vai assumir a Prefeitura de Novo Hamburgo (RS),
Tarcísio Zimmermann (PT/RS), com o deputado Eudes Xavier
(PT/CE), apresentaram o PL 4.430/08 para regulamentar o artigo
8º da Constituição, no que se refere a organização sindical, o
custeio das entidades sindicais e a representação dos
trabalhadores nos locais de trabalho. O projeto também pretende
regulamentar a negociação coletiva e as convenções e acordos
coletivos de trabalho.
O objetivo desse texto é fazer uma análise detalhada dos
principais itens do projeto, que será objeto de discussão na
próxima sessão legislativa da Câmara, cujos trabalhos serão
retomados a partir do dia 2 de fevereiro de 2009.
De modo geral, o projeto de lei
mantém a unicidade sindical na base, isto é, para os sindicatos
– artigo 5º da proposição; e no que se refere ao custeio da
estrutura sindical estabelece a "contribuição sindical", devida
pela categoria profissional ou econômica, independente do
resultado da negociação coletiva, é o que determina o inciso IV,
do artigo 7º do projeto.
Essa 'contribuição sindical' é a
negocial, pois, segundo o projeto de lei, a "autorização de
cobrança e fixação do valor da contribuição sindical" serão
determinadas por assembléia geral dos trabalhadores convocada
para este fim, é o que estabelece o inciso I, do artigo 24,
combinado como 46: "A contribuição sindical é devida por todos
os trabalhadores representados na negociação coletiva".
Transição
Um aspecto importante no projeto, que demonstra a sensibilidade
dos autores, e compromisso com a estruturação do movimento
sindical, é o fato de proporem um período de transição para
alterar a forma de cobrança da contribuição sindical, que pela
proposição será de três anos.
Assim, a contar da vigência da
lei, "os sindicatos podem continuar arrecadando a contribuição
sindical na forma estabelecida nos artigos 578 a 610 da
Consolidação das Leis do Trabalho e no Decreto-lei 1.166, de 15
de abril de 1971". Por outro lado, o sindicato, por meio de
assembléia geral, pode adotar o que propõe este projeto. Porém,
a mudança será em "caráter irrevogável", determina parágrafo
único, do artigo 76.
Percentual e negociação
frustrada
O parágrafo 1º, do artigo 46, determina que a contribuição "não
pode ultrapassar 1% do valor da remuneração do trabalhador",
cujo desconto será mensal, "enquanto vigorar a convenção ou
acordo coletivo de trabalho". Pelo texto, esse desconto poderá
ser parcelado em até um ano, pois a vigência do acordo ou
convenção é, em geral, de um ano.
Caso a negociação coletiva não
tenha êxito, o parágrafo 2º, do artigo 46, determina que "a
contribuição é descontada pelo período de um ano após a
autorização da assembléia de representados", cujo desconto é uma
obrigação dos empregadores, isto é, os patrões são obrigados a
descontar da folha de pagamento de seus empregados, diz o artigo
48.
Os percentuais de repasse da
contribuição sindical seguem os mesmos critérios e valores
determinados pela Lei 11.648/08, que regulamentou o
funcionamento das centrais sindicais, tanto "para os
empregadores", quanto "para os trabalhadores", que no caso do
segundo é: 5% para confederação; 10 para central; 15% para
federação; 60% para o sindicato; e 10% para "Conta Especial de
Emprego e Salário" do Ministério do Emprego e Trabalho.
Sobre as contribuições
Pelo projeto, além da contribuição sindical, haverá mais dois
tipos de contribuições devidas pelos trabalhadores aos seus
respectivos sindicatos: 1) a associativa, que é voluntária,
devida pelos trabalhadores filiados ao sindicato; e 2) a
confederativa, destinada ao custeio do sistema confederativo da
representação sindical respectiva, fixada por assembléia geral e
devida apenas pelos associados ao sindicato. Essa contribuição
deve ser autorizada por escrito para que haja o desconto em
folha.
Estabilidade do dirigente
sindical
O artigo 34, inciso I, garante estabilidade ao dirigente
sindical a partir do registro da candidatura e, se eleito, ainda
que suplente, até um ano depois do final do mandato. Pelo
projeto, não cabem interpretações que coloquem em risco essa
estabilidade, pois o texto é claro quanto a isto.
Essa estabilidade também é
estendida ao membro do conselho fiscal, tendo em vista que
considera-se o cargo de direção ou de representação sindical
"aquele cujo exercício decorre de eleição prevista em lei", diz
o parágrafo 2º do artigo 34.
Organização no local de
trabalho
Os autores afirmam que a formulação do projeto levou em
consideração o acúmulo de discussão do Fórum Nacional do
Trabalho (FNT), fórum tripartite em que, de 2003 a 2005,
trabalhadores, patrões e Governo discutiram um novo modelo de
organização sindical para o País.
Naquela discussão, embora os
representantes patronais não tenham permitido que avançasse o
debate, se tratou da organização sindical no local de trabalho.
Assim, os autores do projeto resgatam a proposta e a trazem para
o projeto.
O artigo 52 assegura a
representação dos trabalhadores nos locais de trabalho, para: 1)
representar; 2) fazer o relacionamento entre empresa e
trabalhadores (mediar); 3) promover o diálogo e o entendimento
no ambiente de trabalho, com objetivo de prevenir conflitos; 4)
solucionar conflitos, com vistas à aplicação das normais legais
e contratuais; 5) assegurar tratamento justo e imparcial aos
trabalhadores; 6) encaminhar reivindicações dos trabalhadores; e
7) acompanhar e fiscalizar o cumprimento e aplicação das leis
trabalhistas, previdenciárias e convenções e acordos coletivos
de trabalho.
Essa representação será única,
conforme determina o parágrafo 1º, artigo 53: "Somente pode
existir uma representação por local de trabalho"; e essa
representação integra o sistema sindical, composto por
confederações, federações e sindicatos, sem prejuízo da
autonomia da representação, "em colaboração com as entidades
sindicais".
Os representantes são eleitos por
voto secreto e direto, na proporção de: 1) um representante para
até 150 trabalhadores; 2) dois para 150 a 300; 3) três para 301
a 500; 4) quatro para 501 a 1000, e mais dois para as empresas
com mais de 1000 ou fração superior a 500. O sindicato dirige o
processo de escolha dos representantes e instala a
representação.
Os mandatos serão de dois anos,
com estabilidade (artigo 6; I, III e III) e possibilidade de
reeleição, "salvo disposto de modo diverso em convenção ou
acordo coletivo de trabalho", diz o artigo 64.
Revogações
O projeto de lei determina em seu artigo 79, nos incisos I e
II, a revogação dos artigos 511 a 535, 537 a 562, 564, 570 a
577, 624 e 625 da CLT, que tratam da organização sindical. E
revoga ainda, após três anos, depois da vigência da lei, os
artigos 578 a 593 e 598 a 610, da CLT, o DL 1.166/71, o inciso
II do artigo 17 da Lei 9.393/96, e o artigo 5º da Lei 9.701/98,
que tratam da contribuição sindical.
Tramitação
O projeto só será objeto de discussão e deliberação na sessão
legislativa de 2009. Será apreciado pelas comissões de Trabalho;
Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça, antes de ser
votado no plenário da Câmara, para daí ser enviado à Casa
revisora – o Senado.
Fonte: DIAP
26/12/2008
- 12h45
Comunicado
sobre o expediente do SINASEMPU em Brasília
A Secretaria
Geral do SINASEMPU informa que hoje, dia 26, o expediente na Sede do
Sindicato em Brasília (DF) encerrará às 14h. As atividades serão
retomadas, normalmente, na segunda-feira, dia 29.
22/12/2008
- 15h30
MPT autoriza regime de plantão para servidores da PGT
Os servidores da
Procuradoria Geral do Trabalho trabalharão em regime de plantão no
período de 22 de dezembro a 2 de janeiro, das 12h às 19h.
A decisão foi
tomada pelo procurador-geral do Trabalho em exercício, Jeferson Luiz
Pereira Coelho, após considerar o pedido formulado conjuntamente
pelo SINASEMPU e pela ASEMPT.
Leia mais na nota
abaixo:
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NOTA DA
DIRETORIA
Após
considerar o pleito formulado conjuntamente pelo SINASEMPU e
pela ASEMPT, em audiência concedida pelo Exmo.
Procurador-Geral do Trabalho Dr. Otavio Brito Lopes, no dia
12/12/2008, para aplicação do regime de plantão aos
servidores do MPT, que deixara de ser abordado quando da
expedição dos Ofícios Circulares MPT nºs 1660 e 1661/2008,
foi autorizado, pelo Procurador-Geral do Trabalho em
exercício, Dr. Jeferson Luiz Pereira Coelho o regime de
plantão para os Servidores da PGT, na forma da autorização
abaixo transcrita, sendo, assim, mantida a regra disposta no
Ofício Circular MPT nº 1660/2008, considerando a autonomia
que as PRTs têm para deliberar de acordo com o horário de
funcionamento e sistemática adotados pelos órgãos locais da
Justiça do Trabalho.
Veja
abaixo o teor do instrumento de autorização.
“Memo. GAB/PGT
nº 1707/08, de 19 de dezembro de 2008.
Senhor
Diretor-Geral,
Considerando a Portaria SG/MPF nº 943, de 28/11/2008, e com
a finalidade de preservar as peculiaridades de funcionamento
de diferentes setores no âmbito da Procuradoria Geral do
Trabalho, comunico a V. Sa., para as providências
pertinentes, que:
a) O
expediente nas Unidades, no período de 22/12/2008 a
02/01/2009, será no horário de 12h às 19h, podendo haver
horário integral, por determinação das respectivas
Diretorias de acordo com a necessidade de serviço;
b) As
Unidades poderão adotar, de forma alternativa, a sistemática
do regime de plantão no período de 22/12/2008 a 02/01/2009,
esclarecendo que nesse caso, as áreas essenciais deverão
seguir o disposto no artigo 3º da Portaria SG/MPF nº 943, de
28/11/2008, encaminhando previamente para o Departamento de
Recursos Humanos a relação nominal dos servidores para fins
de controle de freqüência;
c) O
servidor que por necessidade de serviço, permanecer em
exercício no período compreendido na letra “a”, deverá
compensar os dias efetivamente trabalhados de forma única no
decorrer do ano de 2009, de acordo com a oportunidade e a
conveniência a ser aferida pela respectiva Chefia ou
Diretoria;
d) Não
serão autorizadas alterações de férias até o dia 06 de
janeiro de 2009, salvo as hipóteses plenamente justificadas.
Atenciosamente,
JEFERSON LUIZ PEREIRA COELHO
Procurador-Geral do Trabalho, em exercício”
|
Acesse
aqui
o conteúdo da Portaria SG/MPF nº 943, de 28/11/2008.
19/12/2008
- 18h34
Setor público avança,
mas ainda não cumpre cotas
Na esfera pública, tem diminuído a
distância entre a realidade de pessoas com deficiência e o que
de fato manda a lei.
Na avaliação de especialistas no tema,
tornaram-se mais raros os casos em que, na prática, os concursados
se deparam com a total falta de condições de trabalho ou encontram
dificuldades para assumir o cargo.
Hoje, se discutem no âmbito legal temas
mais "sofisticados", como se um servidor deficiente sujeito a ser
deslocado para regiões afastadas deve ou não ser enviado a essas
localidades.
Também em consonância com esse avanço, o
CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu, em outubro, pela
obrigatoriedade de reserva de vagas para juízes -e não apenas para
outros servidores da Justiça.
"É uma resolução que vincula as decisões
tomadas pelos tribunais", explica Rui Stoco, conselheiro do CNJ.
Segundo ele, o órgão recebia muitas ações questionando tribunais
sem cotas para deficientes.
Alguns tribunais se adiantaram à medida. O
Tribunal Regional Federal (terceira região) instituiu reserva para
juízes em 2007. Já o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná
estendeu essa cota a todos os cargos.
Longo caminho
O cenário é de avanço, mas há muito a ser
conquistado. Segundo a procuradora da República Eugênia Gonzaga
Fávero, a meta do Ministério Público Federal é alcançar
efetivamente 5% de deficientes nos quadros do serviço público -o
que não acontece atualmente.
Isso se deve a vários fatores, apontam os
especialistas, como o tempo de vigência da lei, a adesão tardia à
reserva de vagas e a falta de acesso à educação.
"Na esfera federal, a Procuradoria Geral
da República, em Brasília, já solicitou formalmente ao Poder
Executivo que faça o levantamento [do número de funcionários
públicos deficientes]", ressalta Fávero.
A procuradora destaca também a importância
de outros órgãos, como a Polícia Federal, se tornarem mais
inclusivos. "O deficiente precisaria pelo menos ter o direito de
prestar o concurso e se submeter à prova física. E se ele
passar?", indaga.
Já a Polícia Federal diz que reserva vagas
para o que chama de "carreiras de apoio", mas que é impossível
fazer isso para quem pode ser chamado para atuar em missões em
campo.
(Fonte: Folha de São Paulo)
19/12/2008
- 14h53
SINASEMPU divulga plano de
lutas para 2009
A busca da melhoria na
qualidade de vida dos servidores do MPU continuará a nortear a
luta da categoria no próximo ano. O plano de lutas do SINASEMPU
para 2009 aponta a construção do Plano de Cargos e Salários e a
redução da jornada de trabalho como os principais desafios a serem
enfrentados no período.
Entretanto, o plano, elaborado com base nas sugestões encaminhadas
pelos delegados da XII AGO, apresenta outros dezoito pontos de
igual importância para balizar a luta da categoria.
Confira:
Caros Companheiros e
Companheiras de Lutas,
O Sindicato Nacional dos
Servidores do MPU – SINASEMPU é o nosso principal e mais forte
instrumento de luta por melhores condições de vida e trabalho,
possibilidade de construção coletiva que se traduz em única forma
de organização nessa direção. Nossas bandeiras principais devem
refletir o sentimento da categoria, anseios e sonhos que são de
todos: nossas lutas!
Neste sentido é que a Diretoria
Executiva Nacional buscou sintetizar, dentre as incontáveis
demandas e aspirações que chegam até nosso sindicato, algumas
bandeiras, alguns pontos específicos de luta para relacioná-los
como itens principais em nosso Plano de Lutas. Tal relação não tem
por objetivo limitar nossas luta, excluir outras bandeiras
legítimas e importantíssimas, mas auxiliar na priorização de
alguns objetivos e por via de conseqüência torná-los realizáveis.
Colhemos neste trabalho as
sugestões trazidas pelos Diretores Seccionais em seus mais
recentes encontros, bem como pelos Delegados de Base que
participaram da XII AGO. São propostas que traduzem em sua imensa
maioria o desejo de permanecermos mobilizados por aquela que vem
sendo nos últimos anos nossa principal motivação para a luta: A
QUALIDADE DE VIDA.
Sem dúvida, algumas propostas
como a melhoria do nosso PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS, inclusive
passando a verdadeiramente discutir uma CARREIRA DO MPU, e a
REDUÇÃO EFETIVA DA JORNADA DE TRABALHO têm, por sua universalidade
e apelo cotidiano, merecido maior destaque nas mais diversas
discussões em nossa categoria e, sem dúvida, continuarão a receber
especial atenção nas ações do SINASEMPU, contudo, não abdicaremos
de nenhuma luta, permaneceremos firmes na defesa de nossa
categoria e buscando sempre mais avanços para nossa carreira.
É importante salientar também que aquelas sugestões que disseram
respeito a sugestões de estratégias de atuação foram acolhidas com
grande satisfação e influenciarão diretamente nas ações a serem
adotadas durante o próximo ano. Algumas, inclusive, vem ao
encontro de propostas já apresentadas por esta Diretoria de
Mobilização, como por exemplo o fortalecimento da representação
efetiva por local de trabalho. Queremos que cada filiado e filiada
reconheça-se como parte fundamental do SINASEMPU (como sem dúvida
já o é) e com isto firmarmos a presença e atuação de nosso
sindicato em todas as lutas, em todas as Unidades do MPU.
Desta forma, o SINASEMPU
destacará em sua atuação pelo próximo ano a Luta permanente
por/pela:
I. Revisão do PCS;
II. Jornada de trabalho 30h (trinta horas) semanais sem
sobreaviso;
III. Justiça no reconhecimento e concessão e pagamento efetivo
de diárias e horas extras aos servidores;
IV. Criação Imediata de mais cargos para o MPT – Fim do abuso nas
requisições/Cessões de Servidores de outros órgãos;
V. Implementação de um programa de qualidade de vida no
âmbito do MPU;
VI. Implantação de políticas ambientais no âmbito das
Unidades do MPU;
VII. Fim do assédio moral aos servidores;
VIII. Implantação de um sistema de avaliação das chefias;
IX. Fim do desvio de função – Pagamento de gratificação ao
servidores que exerçam atribuições diferentes daquelas inerentes
aos seus cargos;
X. Instituição do abono-assiduidade;
XI. Contratação de seguro para os veículos do MPU;
XII. Ampliação dos concursos de relotação para participação de
todos os servidores da Unidade da Federação;
XIII. Criação de CIPAs no MPU;
XIV. Redução do
percentual de desconto do custeio do Plan Assiste de 10% (dez por
cento) para 5% (cinco por cento);
XV. Reajuste do vale-alimentação para todos os servidores do MPU;
XVI. riação de uma Secretaria de Saúde no MPU;
XVII. Redução do custeio de 50% (cinqüenta por cento) para 20%
(vinte por cento) para os dependentes-pais;
XVIII. auxílio-paternidade de um mês;
XIX. Liberação de servidores para participar de atividades
sindicais sem compensação de horário;
XX. Fim da contribuição previdenciária pelos inativos;
D IRETORIA
EXECUTIVA NACIONAL
Anderson Cláudio de Melo Machado
Diretor Nacional de Mobilização e
Formaçã
19/12/2008
- 11h33
Servidor tem cinco anos
para revisar ato que concede aposentadoria
Prescreve em cinco anos o
direito de servidor público ingressar com ação para revisar o ato de
concessão de sua aposentadoria. A matéria foi pacificada pela Turma
Nacional de Uniformização da Jurisprudência dos Juizados Especiais
Federais (TNU) em pedido de uniformização de interpretação de lei
federal instaurado pela União, cujo julgamento ocorreu nesta
quinta-feira (18), em Brasília. Em ação movida contra a União,
servidora pública aposentada pediu a revisão de sua aposentadoria
estatutária com base na possibilidade de reconhecimento de seu tempo
celetista ser contado como especial.
De acordo com o relator da
ação, juiz federal Manoel Rolim Campbell Penna, não se aplica ao
caso o prazo prescricional previsto no artigo 110, parágrafo II da
Lei 8.112/90, nem a prescrição decenal do Regime Geral da
Previdência Social, mas sim a jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça (STJ) no sentido de aplicar o Decreto 20.910/32, segundo o
qual “as dívidas passivas da União, estados e municípios, bem como
todo e qualquer direito ou ação contra a fazenda federal, estadual
ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos
contados da data do ato ou fato do qual se originarem”.
Desta forma, explica o relator em seu voto, quando a ação visa
configurar ou restabelecer situação jurídica, cabe ao servidor
reclamá-la dentro do qüinqüênio seguinte, sob pena de ver o seu
direito prescrito.
(Processo 2006.51.51.005660-0)
(Fonte: TNU)
18/12/2008
- 18h23
SINASEMPU garante
remoção de mais servidor na Justiça
O SINASEMPU garantiu na
Justiça a remoção imediata de mais um servidor e filiado da
Entidade, desta vez, para uma das unidades do MPU na cidade de
Porto Alegre – RS.
A decisão favorável, juntamente com as demais já alcançadas pelo
Sindicato, ajuda a consubstanciar jurisprudência contra os
equívocos cometidos pela Administração, além de fazer valer os
direitos dos servidores do MPU.
A vitória foi conquistada mediante liminar deferida pelo Juiz
Federal da 20ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal
Alexandre Vidigal de Oliveira, no Mandado de Segurança nº
2008.34.00.039762-9. A não observância, por parte da
Administração, da ordem de classificação no concurso do MPU foi
mais uma vez o motivo no qual a Justiça baseou a sua decisão.
Esta é mais uma vitória do
Sindicato em favor de seus filiados.
18/12/2008
- 15h53
Congresso aprova
orçamento para 2009 com cortes de mais de R$ 10 bilhões
Brasília - O Congresso Nacional
aprovou há pouco o Orçamento Geral da União para 2009, com cortes,
que chegaram a R$ 10,3 bilhões. Os cortes atingiram, principalmente,
o custeio (despesas correntes com a máquina pública), além de
pessoal e despesas com juros. Mesmo com os cortes, o orçamento
aumentou em R$ 9,3 bilhões os investimentos previstos para o próximo
ano.
De acordo com o relator-geral, senador
Delcídio Amaral (PT-MS), os cortes e o aumento nos investimentos
servirão “para mitigar os efeitos da crise financeira internacional
no Brasil”. Os cortes não atingiram o valor do salário do mínimo
que, a partir de abril, será de R$ 464,72.
O orçamento prevê para o próximo ano gastos da ordem de R$ 1,6
trilhão, ou R$ 6,5 bilhões a menos que a proposta original, enviada
pelo governo em agosto desse ano. O reajuste ocorreu devido à
reestimativa das receitas do governo em face da crise financeira
mundial.
(Agência Brasil)
18/12/2008
- 10h38
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ENTREVISTA: Direitos flexíveis não evitam
desemprego |
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"Essa dicotomia que as empresas
apresentam de que só se preserva
empregos flexibilizando direitos é falsa. Não existe "ou um ou
outro", é possível os dois: manter direitos e preservar
empregos". A análise é de Ricardo Antunes, professor e
pesquisador sobre trabalho e sua nova morfologia na Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp).
Em entrevista a Terra Magazine,
ele refuta a idéia de que é preciso
flexibilizar direitos para assegurar os empregos mesmo num
momento de crise.
- Espanha não fez isso, nem os
Estados Unidos, nem Inglaterra, França, Itália, Argentina. Por
quê? Não há nenhuma experiência mundia l que mostre que
flexibilizar é garantir empregos - contesta o professor.
Antunes enxerga uma "inversão
perversa de valores", mas acredita ser possível uma negociação
diferente. Para o pesquisador, o aumento significativo de
desempregados no País significa mais candidatos à miséria e ao
aumento da criminalidade.
Ele enfatiza que esses fatores,
juntos, alimentam a "economia do
narcotráfico". E completa: "Inclusive este é o único setor que
se
expande durante crises".
Veja a entrevista na
íntegra:
Terra Magazine
- É possível manter os empregos sem flexibilizar os
direitos trabalhistas?
Ricardo Antunes
- Esta proposta de flexibilização é uma forma falaciosa de
diminuir o emprego. Como se eu dissesse: Vou reduzir os seus
direitos para garantir os seus direitos. Não é verdade que essa
medida asseguraria os empregos. Não só os direitos são perdidos
co mo se abre uma brecha para que eles nunca mais voltem a
existir. O único jeito de garantir que isto não aconteça em uma
situação de crise é se a empresa reconhecer o quanto ganhou nos
últimos anos e que agora é o momento de preservar os empregos.
Porque flexibilização é uma forma de precarização.
- Por que flexibilizar a
CLT?
A CLT brasileira já não é
rígida, ela abre espaço para negociações entre empresas e
trabalhadores, via sindicatos. Mas o grande problema é que estas
negociações saem caro para os empregados porque enquanto a
empresa lucra não há divisão dos ganhos, mas em momento de
crise, as negociações socializam os ônus. Isto é uma visão micro
cósmica da crise. A Vale, por exemplo, depois da privatização,
lucrou muito e manter isto é a cláusula pétrea da empresa, e não
assegurar os direitos dos seus empregados. Mas
quero lembrar que não foram os tra balhadores que entraram na
ciranda financeira. Existe uma inversão perversa de valores.
- Pelo que o senhor disse,
flexibilizar aumentaria o desemprego ou o
número de trabalhadores informais?
Queria ver se propusessem
flexibilizar os lucros das empresas. Estamos em um momento de
garantir direitos e não de destruí-los. Isto é, se estivéssemos
em um país socialmente mais sério. Se um trabalhador é demitido
hoje, num momento de crise profunda, onde ele será admitido? Em
lugar nenhum. E os desempregados, fazem o que para sobreviver?
Mais candidatos à pobreza e miséria. Aumenta a criminalidade e
alimenta a economia do narcotráfico. Inclusive este é o único
setor que se expande durante crises.
- Mas flexibilizar os
direitos trabalhistas não evitaria o desemprego em massa?
- Há um senso comum de
que flexibilizar vai garantir empregos, mas a
Espanha não fez isso, nem o s Estados Unidos, nem Inglaterra,
França, Itália, Argentina. Por quê? Não há nenhuma experiência
mundial que mostre que flexibilizar é garantir empregos. Muito
pelo contrário, é muito mais próximo de precarizar do que de
garantir emprego e estabilidade. É um discurso que não tem
sustentação, olhemos para as experiências históricas. No caso do
Brasil, o Fernando Henrique Cardoso começou com a flexibilização
dos direitos trabalhista ao criar o contrato provisório. Foi
bom? Quando faltava um dia para completar três meses em um
emprego, o trabalhador era demitido para que não se configurasse
como empregado da instituição. Essa maleabilidade é interessante
aos empresários, é claro, para que seus lucros não diminuam na
altura em que a atual crise quer lhes impor.
- Então não há como
negociar?
É claro que é possível
negociar. Essa dicotomia que as empresas
apre sentam de que só se preserva empregos flexibilizando
direitos é
falsa. Não existe "ou um ou outro", é possível os dois: manter
direitos
e preservar empregos.
- Como?
A condição para garantir
direitos é preservá-los e ampliá-los. Num
passado recente criaram o banco de horas, para que os empregados
trabalhassem mais de oito horas. Chega a crise e são obrigados a
parar. Como fica a estabilidade da família? Completamente
vulneráveis, não sabem se haverá férias, quanto vão receber, se
trabalham duas ou 12 horas. Flexibilizar é como uma mola. As
empresas reconhecem que com a crise custos precisam ser cortados
para que consigam se manter na concorrência global. O problema
é: o custo que querem cortar é o custo-trabalho. Precisamos
rediscutir qual tipo de sociedade queremos.
- De maneira mais prática,
existe a possibilidade de manter ambos,
direitos e empregos?
A OIT já afirmou que até o
final de 2009 espera-se 20 milhões de
desempregados. Não podemos nem cogitar a idéia de que para
manter a competitividade entre as empresas tenhamos que cortar
empregos e nem que para mantê-los sejam cortados direitos. É a
partir daí que devem começar as negociações.
Marcela Rocha
Especial para Terra Magazine |
18/12/2008
- 10h31
Pela 1ª vez,
trabalho escravo leva a desapropriação
Pela primeira vez no
país, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária) conseguiu concretizar a desapropriação de uma área sob o
argumento de que nela foi realizada a prática de trabalho análogo
à escravidão.
A fazenda
Cabaceiras, que tem 10 mil hectares, fica em Marabá (PA) e é da
família Mutran, uma das mais tradicionais no meio rural paraense.
Entre 2002 e 2004, três ações do grupo móvel do Ministério do
Trabalho resgataram 82 pessoas trabalhando sob condições tidas
como degradantes.
Apesar da decisão
dada pela Justiça Federal ser considerada por entidades que
defendem os direitos humanos uma vitória histórica, a emissão de
posse em favor do instituto só aconteceu depois que os Mutran
desistiram de um mandado de segurança deferido pelo STF (Supremo
Tribunal Federal).
O mandado suspendia
os efeitos de um decreto do presidente Lula de 2004, que já
ordenava a desapropriação.
Segundo Délio Mutran,
um dos donos da fazenda, a família desistiu da ação porque a
propriedade está invadida há cerca de dez anos pelo MST
(Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Como já havia o
decreto, criou-se um impasse jurídico, que impedia a reintegração
de posse.
"Não queríamos
[desistir]. Lá tem estrada, rio, nascentes, é uma terra fértil.
Mas fazer o quê? O MST radicalizou, elegeu ali como uma coisa
emblemática", afirmou. "Isso [a decisão] é resultado de um 'status
quo' de ilegalidade e desrespeito à propriedade." Ele refutou a
existência de trabalho degradante na área e disse que houve um
"exagero" nas blitze.
Contribuíram para a
decisão da Justiça Federal danos ambientais (corte raso da
floresta) na fazenda e a conclusão de que ela era improdutiva
--mesmo havendo milhares de cabeças de gado e plantações de
castanhas e seringueiras, de acordo com Délio Mutran.
Assim, argumentou o
Incra, configurou-se que a Cabaceiras não cumpria sua função
social --uma obrigação que é prevista na Constituição.
A decisão se
aproxima do que é previsto na "PEC do Trabalho Escravo", proposta
de emenda constitucional ainda não aprovada no Congresso e que
sofre resistência da bancada ruralista. Ela prevê que as fazendas
que forem palco de libertações devem ser expropriadas --ou seja,
cedidas ao Estado sem o pagamento de indenizações.
Para o deputado
federal Tarcísio Zimmermann (PT-RS), relator da PEC, a decisão
sobre a Cabaceiras é um "avanço". "Como a proposta só poderá
alcançar aquilo que ocorrer a partir da promulgação, essa medida
agora é correta e pode ser considerada um avanço."
O MST classificou a
desapropriação como uma "conquista". José Batista, advogado em
Marabá da CPT (Comissão Pastoral da Terra), ligada à Igreja
Católica e responsável pela maioria das denúncias de trabalho
degradante, também disse que se trata de um "marco histórico", que
pode influenciar outros processos semelhantes.
Renata Dávila,
subprocuradora chefe do Incra, chamou a decisão de "importante",
mas afirmou que o ideal ainda é tentar legalizar a expropriação,
já que terão de ser concedidos ao menos R$ 21 milhões de
indenização aos Mutran, segundo proposta do órgão.
(Fonte: Agência Folha)
17/12/2008
- 16h21
GT
estabelecerá parâmetros para negociação coletiva do
servidor
Representantes do
Ministério do Trabalho e Emprego – MTE e das seis
centrais sindicais já regulamentadas (CGTB, CTB, CUT,
Força Sindical, NCST e UGT) vão integrar o grupo de
trabalho destinado a discutir parâmetros de negociação
coletiva e de organização sindical para os servidores
públicos brasileiros. Este foi o encaminhamento
deliberado ao final do ciclo de debates “Servidor
público: organização sindical e negociação coletiva”,
promovido pelo MTE, de 15 a 16/12.
O
secretário de Relações do Trabalho do MTE, Luiz Antônio
de Medeiros, afirmou que o objetivo do grupo de trabalho
será o de possibilitar a construção de uma organização
sindical ainda mais forte e representativa no Brasil,
tomando como base as discussões suscitadas pelo ciclo de
debates. “Até 1988, o servidor público brasileiro não
podia sequer se sindicalizar. A Constituição de 1988
abriu essa possibilidade, mas não disse como, não fixou
as regras do jogo”, resumiu.
Medeiros explicou que,
até o momento, a base jurídica para organizar o
sindicalismo do setor público tem sido a Consolidação
das Leis do Trabalho – CLT, embora ela seja direcionada
apenas aos trabalhadores da iniciativa privada. Por
isso, apresenta vários entraves. “Com a perspectiva de
ratificação da Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho – OIT, já aprovada por três
comissões da Câmara Federal, essa discussão se torna
urgente”, acrescentou.
Bases teóricas e
jurídicas
Nos dois
dias de evento, autoridades das áreas jurídica, política
e sindical se reuniram em torno da discussão de temas
imprescindíveis à organização sindical dos servidores
públicos, como negociação coletiva, direito de greve,
imposto sindical compulsório e unicidade sindical. As
idéias, questionamentos e sugestões provenientes dos
debates servirão para embasar a construção da proposta
de modelo organizacional que será criada pelo GT.
16/12/2008
- 14h40
Centrais sindicais repudiam
flexibilização
As centrais sindicais
repudiaram a idéia de flexibilização temporária das leis
trabalhistas, mencionada pelo presidente da Vale, Roger Agnelli,
em entrevista publicada pelo Estado, no domingo. Os sindicalistas
dizem que a mineradora tem condições de manter os empregos e está
usando a crise como desculpa para fazer demissões.
Para o presidente da Central
Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique da Silva Santos, o
momento é de garantir o emprego. Ele diz que parte dos recursos do
Fundo de Amparo ao Trabalhador vai para o BNDES. "Esse dinheiro
beneficia tanto a Vale quanto outras empresas e, por isso, elas
deveriam diminuir os lucros e manter os empregos".
Santos diz que os sindicatos
ligados à CUT estão orientados a fazer mobilização e greve em caso
de propostas de suspensão de contrato de trabalho e redução de
jornada e de salário, ambas previstas em lei e defendidas por
Agnelli.
O presidente da Força Sindical,
Paulo Pereira dos Santos, o Paulinho, criticou a idéia de mudança
temporária nas leis trabalhistas. "Essa medida pode se tornar
definitiva depois da crise, por isso não podemos mexer nas
garantias dos trabalhadores", diz. Paulinho admite a possibilidade
de utilização dos instrumentos previstos na lei para garantir os
empregos. "A suspensão do contrato e a redução de jornada com
redução do salário devem se tornar mais freqüentes no ano que vem,
com o agravamento da crise."
A Coordenação Nacional de Lutas
(Conlutas) condena toda mudança nas leis trabalhistas . "A
choradeira dos empresários não tem nenhuma justificativa. Eles
lucraram muito e agora querem descontar nas costas dos
trabalhadores no primeiro momento de dificuldade", diz o
coordenador da entidade, José Maria de Almeida.
Apesar da contra-indicação das
centrais, a suspensão de contrato de trabalho já ocorre em vários
sindicatos. O Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas sugeriu a
medida como forma de garantir o emprego nas indústrias de
eletroeletrônicos, motos e autopeças. "Durante a suspensão, o
funcionário recebe seguro-desemprego, depois volta ao trabalho",
diz o secretário do sindicato, Sidnei Malaquias.
A suspensão do contrato também
é defendida pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da
Construção Civil, Antonio Ramalho. "Não é o ideal, mas é melhor do
que a demissão. Nesse meio tempo, o trabalhador poderia fazer
algum curso, custeado pela empresa ou pelo governo."
Na Vale, o Grupo Renovação, que
representa oito sindicatos de trabalhadores da mineradora, assinou
um acordo para a suspensão temporária do contrato de trabalho.
"Essa medida será usada se necessário", afirma o coordenador do
grupo, Sebastião Alves Oliveira. Segundo ele, a medida pode
atingir até quatro mil funcionários da empresa.
(Fonte: O Estado de S.Paulo)
16/12/2008
- 13h00
Comissão sobre redução da
jornada de trabalho será instalada hoje
A comissão especial criada
para analisar a redução da carga horária máxima semanal de 44 para
40 horas (PEC 231/95) será instalada hoje, às 14h30, no plenário
14. Em seguida, seus integrantes elegerão o presidente e os três
vice-presidentes da comissão.
A comissão foi criada na
segunda-feira (8).
(Fonte: Agência Câmara)
Relatório final do Orçamento corta R$ 10,9 bilhões em despesas
públicas
A Comissão Mista de Planos,
Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) publicou na Internet às
22h desta segunda-feira (15) o relatório final do senador Delcídio
Amaral (PT-MS) ao Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2009. O
texto de Delcídio prevê cortes de gastos públicos num total de
10,9 bilhões. A intenção do presidente da CMO, deputado Mendes
Ribeiro Filho (PMDB-RS), é votar o relatório ainda nesta
terça-feira (16) no colegiado.
Os principais itens onde foram
efetuadas compensações no relatório de Delcídio - em razão de
reestimativa negativa de receita bruta de R$ 15,34 bilhões e de
receita líquida de R$ 10,6 bilhões, divulgada na semana passada
pelo relator da receita deputado Jorge Khoury (DEM-BA) - foram:
Custeio, que sofreu um corte de R$ 8,5 bilhões; Investimentos, R$
1,21 bilhão; Pessoal e Encargos sociais, com um total de R$ 402,6
milhões; e Juros, com diminuição de R$ 819 milhões.
Mesmo após o corte de R$ 1,21
bilhão, o total de investimentos federais para 2009 no texto de
Delcídio é ainda maior do que o previsto na proposta original
encaminhada pelo governo ao Executivo, saindo de R$ 37,9 bilhões
para R$ 47,2 bilhões.
Como atendimento a demandas de
parlamentares, o relatório final destina verbas adicionais para o
financiamento de mecanismos de garantia de preços de produtos
agrícolas no valor total de R$ 1,5 bilhão. Para compensar estados
exportadores por perdas de arrecadação, devidas a benefícios
fiscais concedidos pela Lei Kandir, o texto reserva recursos da
ordem de R$ 1,3 bilhão. O relatório aloca também R$ 145 milhões
para a aplicação em projetos de irrigação na região Centro-Oeste.
Gasto total
O valor total dos gastos
governamentais de R$ 1,664 trilhão para 2009, previsto na proposta
original do Executivo, foi reduzido para 1,658 trilhão no
relatório final de Delcídio.
Emendas populares
Com relação ao acatamento de
propostas de emendas recebidas durante as audiências públicas
realizadas pela CMO em várias capitais brasileiras, foram
incorporadas ao texto de Delcídio 458 sugestões - individuais e
coletivas - de um total de 798 recebidas.
A data de votação do relatório final
será definida nesta terça-feira, após reunião de líderes da CMO. O
líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), no entanto, já
adiantou que a data provável do exame final da matéria pelo
Congresso deverá ser naquarta-feira (17).
(Fonte: Agência Senado)
16/12/2008
- 13h00
Decreto
regulamenta extensão da licença-maternidade para servidoras
federais
Foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (12/12)
o Decreto 6.690, de 11 de dezembro de 2008, que regulamenta a
extensão da licença-maternidade por mais dois meses (60 dias),
para as servidoras lotadas nos órgãos e entidades integrantes da
administração pública federal direta, autárquica ou fundacional.
O direito a licença-maternidade para
as servidoras públicas federais é garantido pelo Artigo 207 da Lei
8112/90, que estabelece o prazo de 120 dias consecutivos sem
prejuízos da remuneração.
Além das gestantes a medida também
alcança as adotantes. Para as servidoras que adotarem ou obtiverem
guarda judicial de crianças o Decreto prevê a prorrogação de 60
dias para a adoção de crianças com até um ano de idade, 30 dias
para crianças com mais de um e menos de quatro anos e de 15 dias
para crianças de quatro a oito anos de idade.
No período da licença-maternidade ou
licença á adotante a servidora não poderá exercer qualquer
atividade remunerada ou manter a criança em creche ou qualquer
organização similar, sob pena de perda do direito à prorrogação.
Fica estabelecido que a vigência do
Programa dar-se-á a partir da data de vigência da Lei 11.770 e as
servidoras que entraram em licença-maternidade no período, poderão
requerer a prorrogação nos seus órgãos. Caso a licença tenha sido
concluída de 10 de setembro a 12 de dezembro a servidora poderá
ainda requerer junto a seu órgão a extensão da licença.
Segundo a Secretaria de Recursos
Humanos do Ministério do Planejamento o Executivo Federal conta
hoje com 101.206 servidoras com idade entre 18 e 50 anos.
(Fonte: Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão
15/12/2008
- 15h55
SINASEMPU homenageia Irmã
Dorothy com divulgação de vídeos
Durante as comemorações dos 60 anos
da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Organização das
Nações Unidas – ONU homenageou a religiosa norte-americana que
dedicou quase 40 anos de sua vida à luta em defesa da floresta
amazônica, do desenvolvimento sustentável e das comunidades
tradicionais brasileiras.
Trata-se de Dorothy Stang, a Irmã
Dorothy, que foi brutalmente executada no dia 12 de fevereiro de
2005, numa estrada vicinal do município de Anapu (PA), quando se
encontrava com 73 anos. Com reconhecida atuação na Amazônia
brasileira desde os anos 70, ela militou ativamente nos movimentos
sociais no Pará, alcançando reconhecimento internacional.
Diariamente ameaçada pelas forças
que representam a opressão aos povos tradicionais e o descaso com
a preservação ambiental, a Irmã Dorothy jamais se intimidou. Antes
de ser assassinada com seis tiros, um deles na cabeça, sacou sua
principal arma, a Bíblia, e leu alguns de seus trechos para seu
executor.
Para perpetuar a homenagem à Irmã
Dorothy e apoiar seu legado de defesa da floresta amazônica e dos
seus povos, o SINASEMPU disponibiliza os quatro vídeos da campanha
feita pelo Comitê Dorothy em prol das causas por ela defendidas,
baseado em cartas escritas pela religiosa, com narração do ator
Wagner Moura.
Confira!
15/12/2008
- 10h45
Paim: luta e lágrimas pelos aposentados
Depois de abrir guerra contra os ministros do governo que se
manifestaram contrários à aprovação dos projetos que favoreciam os
aposentados, o senador Paulo Paim (PT-RS) surgiu com outro inusitado
protesto para cobrar a aprovação dessas propostas. Foram três
madrugadas inteiras em claro, no plenário do Senado Federal. E não
foi sozinho. O ato mobilizou os representantes de todos Estados,
independentemente de partido. Foram três noites de vigília, tentando
sensibilizar o governo pela causa dos aposentados. Em todas as
noites, o gaúcho teve a participação plena dos senadores paraenses.
Além dos gaúchos, os senadores paraenses não pregaram os olhos em
nenhuma das vigílias. Mário Couto (PSDB), Flexa Ribeiro (PSDB) e
José Nery (PSOL) são nomes constantemente citados por Paulo Paim na
lista daqueles a quem agradece pelo que considera a maior
manifestação política em defesa da população aposentada. E o senador
gaúcho se envolve tanto com a causa que chorou, durante a entrevista
aos repórteres Bruna Adelaide e Thiago Vilarins, ao comentar alguns
momentos da sessão. A seguir a entrevista:
Qual o balanço dos três dias de vigília no Senado?
Foi muito bom. As três vigílias surgiram de forma natural, com o
objetivo de sensibilizar cada vez mais o Congresso Nacional para
deliberar a favor de milhões de brasileiros. Os aposentados estão na
expectativa de ter um benefício reajustado, para permitir que
envelheçam com dignidade. Foi a primeira vez na história que o
Congresso fez uma vigília dessa. Mas, para mim, o mais importante de
tudo não foi só ficarmos no plenário com os senadores. Foi poder
viver aquele momento com milhões de brasileiros. Recebi e-mails,
telefonemas e cartas naquelas noites. Foi algo que ficará marcado
para sempre na minha memória ao longo da minha vida. Nós cumprimos
aqui uma missão, porque até então esse problema não era discutido.
Eu senti um brilho de esperança no olhar de cada um dos aposentados.
Qual foi o principal resultado da manifestação?
A vigília fez com que a chama da esperança não se apagasse, pelo o
que eu li nas cartas que recebemos. Eu sei que eles estão
acreditando na causa, e nós estamos muito convictos de que é apenas
uma questão de justiça. Nós iremos fazer tudo o que for possível,
para que eles tenham os seus salários reajustados de forma decente e
acabar com esse fator previdenciário.
O senhor criou um movimento suprapartidário, pois juntou
parlamentares de todas as legendas. Essa iniciativa não incomodou o
governo, que é do PT, mesmo partido que o senhor, mas que resiste à
aprovação das suas propostas?
Eu sempre cito aquela frase do Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena
quando a alma não é pequena". Eu digo e reconheço que a frase é dele
e me dou o direito de dizer que tudo vale a pena, quando a causa não
é pequena. Nós conseguimos aqui no Senado, que essa mensagem
incorporasse em todos os senadores, mesmo naqueles que não ficaram
na vigília, mas que não criticaram o ato e deram apoio aos projetos.
Alguns dos parlamentares que não participaram da vigília diziam a
mim que a noite eles tiravam para dormir, mas na hora de votar eles
estariam comigo. Eu me reuni com o PT do Rio Grande do Sul, entre
uma vigília e outra, e tive todo o apoio. Não recebi nenhuma critica
do PT nacional. Ninguém teve a ousadia de criticar. Alguma nota ou
outra veiculada na Imprensa foi por livre arbítrio e liberdade.
Afinal, a mídia está aí e cada um fala o que pensa. E a população
que faça o seu julgamento de quem está certo ou errado.
Nas vigília, o senhor sempre teve a companhia de representantes
paraenses. Algum outro Estado teve participação tão efetiva nas
vigílias quanto os senadores do Pará?
Os três senadores participaram de todas as vigílias. Mesmo quando
algum deles não podia ir, eles avisavam e davam apoio. Então, a
participação foi unânime. Os dois Estados cujos senadores
participaram todo o tempo foram exatamente o Pará, com o Mário Couto
(PSDB), José Nery (PSol) e Flexa Ribeiro (PSDB); e o Rio Grande do
Sul, com o senadores Pedro Simon (PMDB) e Zambiasi (PTB).
O senhor acha que conseguiu sensibilizar o seu companheiro Lula?
Eu acho que o palácio está se sensibilizando com esse movimento da
sociedade fazendo um apelo para que a Câmara vote e o presidente não
vete o eixo dos dois projetos que é o fim do fator e a reposição dos
benefícios dos aposentados. O Lula é sensível a esses temas, mas eu
aprendi que, para o bom debate, você tem que estar mobilizado. Se a
sociedade continuar se mobilizando, eu não tenho dúvidas de que o
resultado será positivo. Agora, se a sociedade resolver ficar em
casa, achando que virá alguém para aprovar, aí não avança.
Qual a situação dos projetos no Congresso?
O Projeto de Lei n° 296/2003, que trata do fim fator previdenciário,
foi aprovado por unanimidade no Senado. Ele agora está na Câmara e
já foi aprovado na Comissão de Seguridade Social. Nesse momento,
está na Comissão de Tributação, onde o deputado Pepe Vargas (PT-RS)
já esteve comigo duas vezes e afirmou a mim que é favor de acabar
com o fator. Agora também tem o Projeto de Lei n° 42/2007, que é o
da paridade. Toda vez que alguém na ativa ganha, nos três poderes, o
aposentado também ganha. Já para o trabalhador do regime geral - que
é assalariado, celetista - não tem paridade alguma. A proposta é
fazer uma paridade pelo menos no salário mínimo. Se o salário mínimo
recebe 10% de reajuste, o aposentado também ganharia essa
compensação. Repito que o salário máximo não passa de R$ 3 mil; é
daí para baixo. Atualmente, o aposentado ganha um terço daquilo que
é dado de reajuste para o salário mínimo. E ainda tem o terceiro
projeto de Lei que é o de n° 58. Ele quer dizer que, com a defasagem
dos últimos 20 anos, o que aconteceu é que o cidadão que se
aposentou com cinco salários mínimos, hoje está ganhando de dois a
três salários mínimos. Aquele que se aposentou com 10 salários
mínimos está com recebendo a metade. O projeto visa assegurar que
cada cidadão voltará a receber, nunca ultrapassando o teto de R$ 3
mil, o número de salários mínimo que recebia na época que se
aposentou. Isso poderá ser pago de forma parcelada em cinco vezes. A
receita é a PEC 24/2003. Ela diz que os recursos da seguridade
social não poderão ser destinados para outros fins. Só fazendo isso,
tem recurso para atender todos os três projetos.
Como o fator previdenciário prejudica os servidores?
O fator confisca 40% do direito que o trabalhador teria no ato da
aposentadoria. O fator previdenciário não existe em nenhum país do
mundo, só no Brasil, de tão cruel que ele é. Aqui ele é aplicado
apenas aos mais pobres, porque no Executivo (onde o teto é de até
R$11 mil) não tem fator previdenciário na hora dos servidores se
aposentarem. No Judiciário e no Legislativo, é a mesma coisa. É uma
injustiça, porque somente aquele que tem o teto máximo de R$ 3 mil é
que paga o fator. O povo entendeu a mensagem. Por que alguns têm
privilégios e outros não? Quem paga sempre são os mesmos. Eu sempre
digo não ao privilégio, mas o direito para todos.
(Fonte: O Liberal - PA)
12/12/2008
- 12h15
Seguridade aprova ampliação de
licença-paternidade para 30 dias
A Comissão de Seguridade Social e
Família aprovou, nesta quarta-feira (10), o PL 4.028/08, da deputada
Rita Camata (PMDB/ES), que amplia para 30 dias o período de
licença-paternidade para trabalhadores de empresas participantes do
Programa Empresa Cidadã (Lei 11.770/08).
A licença-paternidade representou
enorme avanço na Constituição, que nos termos do artigo 7º, inciso
XIX, c/c artigo 10, parágrafo 1º do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias determinou que o prazo da licença é de
cinco dias.
Pela proposta, os pais terão direito ao benefício quando suas
mulheres trabalharem em empresas que não façam parte do programa.
O texto determina que a licença prolongada do homem começa
imediatamente após o término da licença-maternidade e deverá ser
requerida no primeiro mês após o parto.
Para o relator, deputado Eduardo Barbosa (PSDB/MG), "nada é mais
razoável que garantir a devida compensação aos pais pertencentes a
empresas participantes do Empresa Cidadã para que contribuam mais
diretamente na criação dos filhos".
Supersimples
O texto aprovado também estende a possibilidade de adesão ao
programa a empresas tributadas com base no lucro presumido e àquelas
optantes pelo Simples Nacional (Lei Complementar 123/06).
Nesse caso, permite-se a dedução do salário do empregado durante o
período excedente de licença-maternidade ou paternidade apenas do
Imposto de Renda e da Cofins.
Eduardo Barbosa lembra que o texto original da Lei 11.770/08 previa
a inclusão dessas empresas, mas essa parte foi vetada pelo
Executivo.
O deputado ressalta que as micro e pequenas empresas correspondem a
cerca de 90% do total de empresas do País. Com sua inclusão no
Empresa Cidadã, portanto, "número significativamente maior de
trabalhadores será beneficiado", destaca.
Tramitação
A proposta segue para análise conclusiva das comissões de
Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
(Fonte: Diap)
12/12/2008
- 11h29
Relator vai cortar R$ 10,6 bilhões do Orçamento de 2009
O relator-geral do Orçamento de 2009, senador Delcídio Amaral
(PT-MS), afirmou hoje que não será possível evitar cortes nos
investimentos previstos, mas explicou que escolherá
empreendimentos com baixos percentuais de execução. O relator terá
que cortar cerca de R$ 10,6 bilhões já incluídos nos relatórios
setoriais do Orçamento. Os estados e municípios vão perder outros
R$ 4,7 bilhões em transferências constitucionais, como os fundos
de participação nas receitas federais e as compensações
financeiras.
Os cortes se tornaram necessários após a
Comissão Mista de Orçamento
ter aprovado hoje a segunda estimativa de receitas relatada pelo
deputado Jorge Khoury (DEM-BA). Em razão da crise financeira
internacional, a reestimativa reduziu em R$ 15,3 bilhões a
previsão de receitas para 2009, prevendo um crescimento econômico
de apenas 3,5%.
Salário mínimo
Delcídio Amaral fez questão de afirmar que todos os Poderes vão
sofrer cortes. "É equivocada a informação de que os parlamentares
estão fazendo cortes para atender as suas emendas", disse o
senador, rebatendo notas publicadas na imprensa. O relator
explicou que concentrará os cortes na área de custeio da máquina
pública, poupando setores definidos pelo Ministério do
Planejamento como prioritários, entre os quais o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), programas sociais, salário
mínimo, saúde e educação.
O líder do governo na comissão, deputado Gilmar Machado (PT-MG),
votou a favor do novo relatório de receitas, mas disse que
discorda da previsão de um crescimento econômico mais baixo, já
que o governo mantém a estimativa de 4%.
Gilmar Machado disse que essa taxa de crescimento pode ser
atingida porque a taxa de câmbio está se estabilizando. "Isso fará
com que, no ano que vem, a transferência de recursos das filiais
das empresas para as matrizes seja menor", concluiu. O deputado
também citou a perspectiva de novas medidas anti-crise, como a
provável criação de uma nova alíquota para o Imposto de Renda que
vai beneficiar as classe C e D. Machado lembrou que o governo
também manterá os programas sociais e que haverá ganho real do
salário mínimo.
Relatório final
O senador Delcídio Amaral anunciou que pretende concluir seu
relatório final até amanhã à noite e publicá-lo na internet no
final de semana. A intenção do senador é que o relatório seja
votado pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Plenário do
Congresso até quarta-feira (17).
Segundo o relator, foram feitos os ajustes para evitar o
desequilíbrio entre emendas de bancadas e de parlamentares. Ele
informou também que vai destinar R$ 1,5 bilhão para a garantia de
preços mínimos agrícolas. Essa medida atende a reivindicação da
bancada ruralista.
Delcídio Amaral disse que há acordo para que os parlamentares não
apresentem
destaques que alterem a
estrutura do Orçamento na comissão ou no Plenário.
Participação popular
Ao final da reunião de hoje, o presidente da Comissão Mista de
Orçamento, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), solicitou aos
parlamentares da comissão que assinem com ele uma proposta de
resolução para institucionalizar o orçamento participativo. A
idéia é adotar como norma a realização de audiências públicas nos
estados para discutir a proposta orçamentária. "O governo, ao
sentir que vai ficar devendo ao povo, vai ter mais dificuldade em
não cumprir o Orçamento", afirmou.
(Fonte: Portal da Câmara)
12/12/2008
- 11h
Relações
sindicais na Administração Pública é o tema de debate promovido pelo
MTE
Em vista da tramitação no Congresso Nacional do Projeto de Lei de
ratificação da Convenção 151 e Recomendação 159 da Organização
Internacional do Trabalho(OIT), que trata da organização sindical e
negociação coletiva no serviço público, o Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE), através da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT))
está promovendo um ciclo de debates sobre o tema.
O encontro será nos dias 16 e 17 próximos, no Hotel San Marco, em
Brasília, e o objetivo é discutir com os atores envolvidos
parâmetros para as negociações coletivas e a organização sindical
dos servidores públicos.
Participarão do ciclo de debates 'Organização Sindical e Negociação
Coletiva', representantes do Ministério do Planejamento (MP), do
Judiciário Trabalhista, do Ministério Público do Trabalho (MPT), da
Organização Internacional do Trabalho(OIT), das centrais sindicais e
de demais entidades interessadas.
De acordo com o auditor fiscal do Trabalho Hamilton Fernandes Costra
Cruz, além de coletar informações com os atores envolvidos com a
temática, o MTE vai verificar a viabilidade e conveniência de editar
novas regras - ou alterar as atuais - sobre a organização sindical e
a negociação coletiva no âmbito da Administração Pública.
"O MTE quer ouvir os interessados no assunto para medir a
necessidade de novas regras ou a alteração das regras atuais sobre a
organização sindical e negociação coletiva no serviço público", diz
Cruz.
A Convenção nº 151, complementada pela Recomendação 159, da
Organização Internacional do Trabalho (OIT), adotadas em 1978, pela
Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, tratam das Relações
de Trabalho na Administração Pública, estabelecendo princípios que
asseguram a proteção dos Trabalhadores Públicos no exercício de seus
direitos sindicais, seja como filiados ou representantes de
sindicatos. Garantem autonomia de atuação destes, contra atos de
interferência de autoridades públicas; negociação das condições de
emprego pelos empregados públicos ou participação em sua
determinação e garantias no que concerne à solução de conflitos.
Para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a Convenção e a
Recomendação vêm contribuir para o aperfeiçoamento das relações
laborais na Administração Pública, sem prejuízo do seu funcionamento
eficaz ou da qualidade de seus serviços. Em face dessa realidade os
Ministérios do Planejamento, do Trabalho e Emprego e das Relações
Exteriores, encaminharam, em 9 de outubro deste ano, os textos da
Convenção 151 e da Recomendação 159, ambas da OIT, para ratificação
pelo Presidente da República.
Após o trâmite regular na Câmara e no Senado, o Poder Executivo
depositará o instrumento de ratificação na sede da OIT em Genebra.
Ratificadas, as Convenções entrarão em vigor para o Brasil um ano
após o depósito em Genebra, período conhecido como 'vacatio legis'.
Logo após o depósito, o Presidente da República assinará Decreto
Promulgando o texto da Convenção que passa a integrar o ordenamento
jurídico interno.
Faça inscrição para o
seminário aqui
(Fonte: MTE)
11/12/2008
- 18h00
SINASEMPU disponibiliza cartilha sobre Convenção 151
Já encontra-se disponível na página eletrônica do SINASEMPU, na
seção campanhas, a cartilha sobre a Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho - OIT, produzida por diversas entidades
sindicais. A cartilha explica – de maneira clara, objetiva e
sucinta - porque a aprovação da Convenção 151 é tão importante
para o servidor público brasileiro que, ao contrário do
trabalhador da iniciativa privada, não goza do direito à
negociação coletiva.

O
que é
A
Convenção 151 da OIT trata da organização sindical e do processo
de negociação dos trabalhadores do serviço público. Caso seja
ratificada pelo governo brasileiro, trará mudanças para o
movimento sindical do setor público que irão favorecer as
categorias por eles representadas, sejam elas federais, estaduais
ou municipais.
A
Convenção 151 prevê a independência das organizações sindicais,
permite que os dirigentes dessas organizações possam desempenhar
satisfatoriamente seu trabalho, protege os trabalhadores da função
pública contra atos de violação da liberdade sindical e,
principalmente, garante a instauração de processos que permitam a
negociação entre servidores e autoridades públicas.
Tramitação
Para ser ratificada pelo governo brasileiro, uma convenção da OIT
precisa, primeiro, ser apreciada e aprovada pela Câmara dos
Deputados e, na seqüência, pelo Senado Federal. Só depois disso, o
presidente estará apto a ratificá-la. Por regra, as ratificações
passam a valer um ano após a sanção presidencial. No caso da
Convenção 151, o governo brasileiro já se manifestou favorável a
sua promulgação.
11/12/2008
- 10h40
Os 40 anos do AI-5
A promulgação do Ato Institucional nº5 (AI-5), dia 13 de
dezembro de 1968, completa 40 anos sem justiça para os
mortos, familiares e perseguidos políticos do período.
No próximo dia 13, completam-se 40
anos da promulgação do Ato Institucional nº5 (AI-5). A medida,
instituída pelo general Costa e Silva, em 1968, autorizava o
presidente da República a decretar o recesso do Congresso
Nacional, intervir nos Estados e municípios, cassar mandatos
parlamentares, suspender por 10 anos os direitos políticos de
qualquer cidadão, proibir manifestações e protestos que tivessem
natureza política e decretar o confisco de bens considerados
ilícitos.
Além da extinção dos direitos democráticos, o AI-5 determinou
medidas consideradas de segurança, como a liberdade vigiada e a
proibição de freqüentar determinados locais. Isso permitiu aos
militares expandir, em nome da segurança, a perseguição, tortura
e assassinato de opositores políticos, que na época eram
escondidos pelo governo.
Para a militante de direitos
humanos Suzana Lisboa, relembrar o AI-5 é fundamental para que a
população tenha conhecimento da sua própria história e evite que
absurdos se repitam.
"Acho que reflete no
sentido de que os crimes que foram cometidos nesta época pelo
Estado brasileiro não foram investigados e nem punidos. Um ano
após o AI-5, foi instituída a pena de morte no Brasil e mesmo
assim a ditadura civil-militar preferiu matar na
clandestinidade, sob tortura, ocultando os corpos", afirma.
Nos anos de chumbo, Suzana integrou a Ação Libertadora Nacional
(ALN) no Rio Grande do Sul, uma das organizações de esquerda que
lutavam contra a ditadura. Ela era casada com Luís Eurico Tejera
Lisboa, militante assassinado em setembro de 1972 em São Paulo,
dentro do apartamento onde vivia clandestinamente. Após muita
procura, Suzana encontrou o corpo em uma vala comum do cemitério
de Perús na capital paulista com um registro falsificado.
A investigação do
assassinato do militante pelos militares é reivindicada até hoje
por Suzana e pelo irmão dele, o músico Nei Lisboa. Apesar de
considerar a Lei da Anistia uma conquista, Suzana afirma que os
familiares não viram a justiça ser feita.
"Foi uma conquista, mas em nenhum momento as reivindicações de
familiares de mortos e desaparecidos foram atendidas. Nós sempre
quisemos, desde a ditadura, saber como morreram os nossos
familiares, onde estão os corpos, o reconhecimento e a punição
dos responsáveis. E para isso, é necessária a abertura dos
arquivos. A reparação é um direito. Mas a justiça não foi feita,
a verdade não foi buscada. Essa é a nossa insatisfação com o
governo federal", afirma.
A quem pensa que não é conveniente relembrar da ditadura porque
'já passou', Suzana argumenta que a violência usada há 40 anos
ainda é atual.
"Estamos em uma democracia,
mas a impunidade dos crimes que se cometeu naquela época inspira
e alimenta os que são cometidos hoje. A criminalização dos
movimentos sociais aqui no RS, os desmandos cometidos pelo
comandante da Brigada Militar [Paulo Mendes] contra os
movimentos sociais, a tortura contra os pobres marginalizados
neste país. Isso tudo é reflexo da impunidade dos crimes
cometidos", diz.(Fonte:
Agência Chasque)
11/12/2008
- 10h30
Sindicalistas saem frustrados de
reunião com ministro Mantega
Brasília - Em
almoço com representantes das centrais sindicais, o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, disse que vai anunciar nos próximos dias
mudanças no cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). De
acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Arthur Henrique da Silva Santos, o ministro disse que já existe uma
proposta, mas que ainda precisa de aval do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. No entanto, a resposta do governo não foi suficiente
para animar os sindicalistas, que esperavam sair do almoço já com
uma posição definida. Ao final do encontro, que durou mais de duas
horas, o clima era de frustração.
“Esperávamos que hoje fosse
anunciada alguma decisão em relação à correção da tabela do Imposto
de Renda e temos, na verdade, uma frustração, porque essa correção
pode colaborar com um aumento de renda para os trabalhadores, mas o
ministro da Fazenda disse que precisa ainda do aval do presidente da
República para poder anunciar alguma medida relacionada ao reajuste
da tabela de Imposto de Renda. Ele disse que vai fazer isso nos
próximos dias. Vimos um monte de papel, mas não apresentaram nada
oficialmente. Ele anunciou que será nos próximos dias, mas não disse
quando”, disse o representante da CUT.
O acordo firmado em 2006 para a correção da tabela estabelece um
percentual de 4,5% para 2007, 2008, 2009 e 2010. No entanto, a
inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC), deve fechar o ano bem acima desse percentual. "Queremos a
correção, no mínimo, pela inflação", disse o presidente da CUT. De
janeiro a novembro de 2008, o INPC marcou 6,15%. Em 12 meses, até
novembro deste ano, o INPC teve alta 7,20%.
Já o representante da Força Sindical, Paulo Paulo Pereira da
Silva, defendeu uma correção de 10% em 2009. Ela também se disse
frustrado após a reunião, que contou com a participação do
secretário-geral da Presidência da República, Luiz Dulci. "Saímos
com a cabeça meio inchada porque não tivemos nenhum compromisso
específico do ministro", disse Paulinho.
Além da mudança do
percentual, as centrais reivindicam mudanças nas alíquotas.
“Queremos uma progressividade maior. Quem ganha mais, paga mais e
quem ganha menos, paga menos. Dessa forma, os trabalhadores terão
condições de consumir produtos”, destacou.
Outra proposta que
esteve na pauta do encontro é a garantia de emprego que os
sindicalistas esperam que o governo exija das empresas que recebem
financiamentos de instituições públicas. De acordo com Artur
Henrique, o ministro se comprometeu a conversar sobre o assunto com
presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento e Econômico e Social
(BNDES), Luciano Coutinho, em reunião que deverá ocorrer na próxima
terça-feira. O governo se prontificou a formar câmaras setoriais
para discutir como essas metas poderão ser implantadas.
“O ministro colocou
a dificuldade de se estabelecer propostas reais e diretas em relação
a essa contrapartida social, mas, depois da nossa insistência,
concordou que é preciso, naqueles setores econômicos que estão tendo
algum tipo de benefício fiscal, promover câmaras setoriais com os
trabalhadores, empresários e governo para se tratar dessa questão
que chamamos de contrapartida social”, relatou.
As demissões
realizadas pela empresa Vale, na semana passada, foram usadas como
exemplo para tentar convencer Mantega de que é necessária a
exigência da contrapartida dos empresários. “Não se pode admitir
que uma empresa como a Vale, que recebe recursos do FAT [Fundo de
Amparo ao Trabalhador], do BNDES e do Previ, tenha como primeira
reação demitir. Queremos que o governo assuma o compromisso de não
emprestar dinheiro, de não conceder nenhuma desoneração para
empresas que agem dessa forma”, destacou Artur Henrique.
10/12/2008
- 16h00
CONVOCAÇÃO
A
Diretoria Executiva do Sindicato Nacional dos
Servidores do Ministério Público da União –
SINASEMPU, visando à realização de debates estaduais
acerca do Relatório do Grupo de Trabalho criado com
o objetivo de receber e sistematizar as sugestões da
categoria para a revisão da Lei nº 11.415 (atual PCS),
CONVOCA os Diretores das Seções Sindicais Estaduais
do SINASEMPU para promoverem a realização de
Assembléias Gerais Extraordinárias nos seus
respectivos Estados, observado o que se segue:
1
- As AGE’s deverão ser realizadas em todos os
Estados da Federação e as atas deverão ser remetidas
à sede do sindicato impreterivelmente, até o dia 29
de dezembro de 2008;
2
- As AGE’s deverão ter como objetivo específico as
deliberações sobre propostas e sugestões da base
relativas a apreciação do Relatório do Grupo de
Trabalho;
3
– Deverão ser lavradas Atas das AGE´s, com todos os
pontos de deliberação da Base, de forma a
especificar cada uma das deliberações;
4
– As AGE’s deverão ser UNIFICADAS e a convocação da
mesma deve ser dirigida à base dos servidores do MPU
no Estado, ou seja, para todos os Ramos do MPU
existentes no Estado, não sendo aceitas Atas de
Assembléias por Ramo ou Unidade;
5
– Em todos os Estados, os servidores participantes
das AGE’s escolherão o Servidor(a) representante do
Estado, o qual não precisa, necessariamente, ser
filiado do SINASEMPU, para participar do Seminário;
6
– Exceto o Distrito Federal, que poderá remeter a
ata da sua AGE UNIFICADA até o dia 10 de janeiro de
2009, as Atas das AGE’s realizadas nos Estados
deverão ser encaminhadas à sede do SINASEMPU, via
fax – 08007042819, impreterivelmente, até o dia 29
de dezembro de 2008, para as providências quanto as
passagens, hospedagem e translado do Servidor(a)
representante Estadual;
7
– Nos Estados onde ainda não há Seção Sindical do
SINASEMPU ou onde a Seção esteja inativa (sem
Diretoria), os servidores poderão organizar-se, se
possível através de Comissão, e realizar a
Assembléia até a data constante do item 01 desta
Convocação, enviando a ATA para a Sede do
SINASEMPU.
8
– O seminário de que trata esta Convocação
acontecerá no Distrito Federal, nos dias 24 e 25 de
janeiro de 2009.
09 - Oportunamente, será informado o local de
realização do Seminário.
A Diretoria Nacional.
NOTA
INFORMATIVA - GT Plano de Carreira conclui relatório
Informamos que foi encaminhado às Direções
Seccionais o Relatório do trabalho realizado pelo
Grupo de Trabalho - Revisão do Plano de Carreira,
formado por Diretores Seccionais e Nacionais do
SINASEMPU, objetivando a realização das assembléias
estaduais, a serem convocadas pelas respectivas
Seccionais, para deliberação da Base acerca do
conteúdo do Relatório.
O
Grupo de Trabalho coletou através do site do
sindicato sugestões recebidas de todo o país, e
realizou minuciosa análise de cada uma das sugestões
enviadas, o que significou leitura atenta e
cuidadosa de centenas de proposições.
Ressaltamos não se tratar de uma minuta pronta, mas
sim de pontos que a categoria demonstrou considerar
importantes a serem discutidos e apresentados pelo
SINASEMPU como proposição para revisão da Lei
11.415/06.
Assim, a Direção Nacional do SINASEMPU
apresenta suas escusas por não ter publicado o
resultado do trabalho do GT dentro do prazo
previsto, tendo em vista o volume e a complexidade
dos temas sugeridos pela Base e em função do alto
grau de dificuldade da tarefa desenvolvida pelo
Grupo de Trabalho.
O
material resultante dos debates em assembléias
estaduais, bem como a deliberação da Base acerca do
nome do representante estadual que participará do
Seminário que trabalhará a construção da minuta a
ser enviada ao PGR, deve ser remetido à sede do
SINASEMPU até o dia 29 de dezembro de 2008.
Estamos trabalhando juntos para a construção de um
documento que de fato espelhe os anseios da nossa
categoria.
Contamos com sua valorosa participação nas
assembléias locais.
Fique atento com a divulgação da data da AGE a ser
feita pela Seção Sindical do seu Estado.
PONTOS DESTACADOS PELO TRABALHO DO GT:
- carreira única ou várias carreiras
- inserção de atribuições dos cargos no
plano de carreira
- criação, fusão ou renomeação de cargos
- carreira exclusiva e carreira típica de
estado
- reenquadramento dos TAEs
- porte de arma para os TAEs segurança
- carreira de auxiliar – extinção ou não
- alterações das classes e padrões - no
caso de remuneração
- ocupação de cargos e funções
comissionadas
- curso de formação para novos servidores
- advocacia
- subsídios e remuneração
- adicional de qualificação
- auxílio educação
- horário diferenciado portadores
necessidades especiais
- liberação de representante sindical
- criação de novas gratificações gerais ou
aumento da gampu
- aumento da gratificação específica
- supressão e modificação de dispositivos
da Lei 11.415/
10/12/2008
- 11h00
Presidência da Câmara instala CPI da Dívida
O presidente
da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, criou, na
segunda-feira (8/12), a Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI
destinada a investigar a dívida pública da União, Estados e
Municípios, o pagamento de juros da mesma, os beneficiários destes
pagamentos e o seu monumental impacto nas políticas sociais e no
desenvolvimento sustentável do País, conforme o Ato da
Presidência, abaixo.
A CPI foi
proposta pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que já
havia recolhido as assinaturas necessárias (1/3 dos deputados).
Faltava apenas a decisão política do presidente da Câmara dos
Deputados, Arlindo Chinaglia, que recebeu dia 13/11 uma delegação
da Comissão para a Auditoria Integral da Dívida do Equador - CAIC,
dentro da programação do Seminário Internacional “Auditoria da
Dívida na América Latina”, quando foi reivindicada a instalação da
CPI da Dívida.
Agora, os
líderes dos partidos devem indicar seus representantes na CPI, que
deve iniciar-se no começo do ano que vem, quando começará também a
luta para que a CPI efetivamente investigue o endividamento. De
acordo com a Constituição Federal, Art 58, § 3º, as comissões
parlamentares de inquérito possuem poderes de investigação
próprios das autoridades judiciais, sendo que suas conclusões
serão encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a
responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
De acordo com
o economista da Auditoria Cidadã da Dívida, Rodrigo Ávila, “ainda
não se trata do Art. 26 das Disposições Transitórias da
Constituição (que prevê a auditoria da dívida), pelo qual estamos
lutando. Porém, a CPI já representa a instalação de uma AUDITORIA
OFICIAL, tão almejada por todos nós”.
De acordo com
o artigo 36 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a CPI
poderá, dentre outras coisas:
I - requisitar
funcionários dos serviços administrativos da Câmara, bem como, em
caráter transitório, os de qualquer órgão ou entidade da
administração pública direta, indireta e fundacional, ou do Poder
Judiciário, necessários aos seus trabalhos;
II -
determinar diligências, ouvir indiciados, inquirir testemunhas sob
compromisso, requisitar de órgãos e entidades da administração
pública informações e documentos, requerer a audiência de
Deputados e Ministros de Estado, tomar depoimentos de autoridades
federais, estaduais e municipais, e requisitar os serviços de
quaisquer autoridades, inclusive policiais;
III - incumbir
qualquer de seus membros, ou funcionários requisitados dos
serviços administrativos da Câmara, da realização de sindicâncias
ou diligências necessárias aos seus trabalhos, dando conhecimento
prévio à Mesa;
IV -
deslocar-se a qualquer ponto do território nacional para a
realização de investigações e audiências públicas;
V - estipular
prazo para o atendimento de qualquer providência ou realização de
diligência sob as penas da lei, exceto quando da alçada de
autoridade judiciária;
“Valeu a pena
lutar e trabalhar pela auditoria da dívida durante todos estes
anos. Valeu a pena mostrar e investir no exemplo equatoriano,
agora seguido pela Venezuela, Bolivia, Paraguai, e finalmente pelo
brasil”, diz o economista.
ATO DA
PRESIDÊNCIA
Satisfeitos os requisitos do art.
35, caput e § 4º, do Regimento Interno, para o Requerimento de
Instituição de CPI nº 8 de 2008, do Sr. Ivan Valente e outros,
esta Presidência dá conhecimento ao Plenário da criação da
Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a dívida
pública da União, Estados e Municípios, o pagamento de juros da
mesma, os beneficiários destes pagamentos e o seu monumental
impacto nas políticas sociais e no desenvolvimento sustentável do
País.
A Comissão será composta de 23 (vinte e três) membros titulares e
de igual número de suplentes, mais um titular e um suplente,
atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas,
designados de acordo com os §§ 1º e 2º do art. 33, combinado com o
§ 5º do art. 35, todos do Regimento Interno.
Brasília, 8 de dezembro de 2008.
ARLINDO
CHINAGLIA
Presidente da Câmara dos Deputados
REQUERIMENTO
Nº , DE 2008
(Do Senhor Ivan Valente e outros )
Requer a criação de Comissão
Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a dívida pública
da União, Estados e Municípios, o pagamento de juros da mesma, os
beneficiários destes pagamentos e o seu monumental impacto nas
políticas sociais e no desenvolvimento sustentável do País.
Senhor Presidente:
Requeremos a Vossa Excelência, nos termos do art. 58, § 3º da
Constituição Federal e na forma do art. 35 do Regimento Interno da
Câmara dos Deputados, a instituição de Comissão Parlamentar de
Inquérito destinada a investigar a dívida pública da União,
Estados e Municípios, o pagamento de juros da mesma, os
beneficiários destes pagamentos e o seu monumental impacto nas
políticas sociais e no desenvolvimento sustentável do País.
Justificação
Apenas de
janeiro de 2003, início do primeiro mandato do governo Lula, até
agora, o Brasil destinou mais de R$ 851 bilhões somente para o
pagamento de juros nominais da dívida pública (interna e externa).
É como se cada um dos 186 milhões de brasileiros tivesse gasto,
neste período, R$ 4.570 com o pagamento da dívida. O montante,
como bem assinalou matéria publicada pelo site Congresso em Foco,
equivale a 22 vezes o que o governo previa arrecadar com a
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Somente de janeiro a novembro do ano passado, foram R$ 113,4
bilhões de juros. O valor corresponde a 12 vezes o que foi
investido ao longo do ano passado no Bolsa Família, principal
programa social do governo federal. Estimada hoje em R$ 1,333
trilhão, a dívida pública teve um crescimento de 7,8% em 2007.
Deste montante, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna é de
R$ 1,224 trilhão, a dívida externa é R$ 108,9 bilhões.
Durante a
gestão de Fernando Henrique Cardoso, o pagamento de juros e o
esforço fiscal para viabilizá-lo foram condicionados à chamada Lei
de Responsabilidade Fiscal, fazendo com que os estados e
municípios dessem prioridade para o pagamento de juros da dívida
interna em detrimento de gastos sociais, criando um déficit de
atendimento à população mais carente e a necessidade de serviços
públicos essenciais. Como exemplo, o município de São Paulo
destina 13% do seu orçamento para o pagamento de juros da dívida.
Enquanto isso,
as políticas sociais foram abandonadas. O país gasta apenas 4% do
PIB com educação e a saúde pública está sucateada. Esta escolha é
o maior crime que se perpetra contra a população excluída, e quem
ganha são os bancos e a especulação financeira.
A dívida
pública e a sangria de recursos públicos destinados ao pagamento
de juros foram muitas vezes postos em debate mas ainda não
mereceram o tratamento adequado por parte do Congresso Nacional.
Este é o instrumento democrático mais adequado e eficaz para
investigar a fundo esta questão e suas conseqüências para o
desenvolvimento e a soberania nacional.
Sala das
sessões, em de fevereiro de 2008.
Ivan Valente
Deputado Federal
PSOL/SP
(Com informações da Auditoria Cidadã da
Dívida)
10/12/2008
- 11h00
Servidores
federais realizam plenárias neste final de semana
A Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais –
CNESF realiza, nos dias 13 e 14/12, em Brasília (DF), as plenárias
do funcionalismo federal. Além das plenárias setoriais, será
realizada a última plenária nacional do ano.
Os principais objetivos, conforme as entidades participantes da
CNESF, são
adotar uma
deliberação sobre as a reestruturação da CNESF e discutir os
efeitos da crise econômica nacional/internacional para os
interesses dos trabalhadores do serviço público, e buscar
alternativas de luta para o próximo período.
A CNESF foi
criada para articular as entidades nacionais de servidores
públicos federais. Não possui personalidade jurídica e seu comando
é exercido pela direção nacional das entidades filiadas, com o
objetivo de unificar as ações das diversas categorias, aumentando
seu poder de intervenção.
Durante o
governo de Fernando Henrique Cardoso, a CNESF cumpriu o importante
papel de denunciar a política de desmonte do Estado brasileiro e
de unificar as reivindicações dos servidores públicos federais.
Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, a Coordenação
comandou a primeira greve do novo governo, a frente de onze
entidades que representavam 800 mil servidores públicos.
Entretanto, seus representantes
afirmam que, com a adesão incondicional da CUT ao governo Lula, a
CNESF tem sofrido toda espécie de boicote por parte dessa central
governista, o que acabou resultando no seu esvaziamento. Desde
setembro, sindicatos nacionais, federações e centrais que se
definem como combativas têm tentado rearticular o fórum, propondo
inclusive sua abertura para a participação, também, de servidores
públicos dos estados e municípios.
9/12/2008
- 11h35
Sem freio, ações trabalhistas barram agilidade no Supremo
Discussões sobre plano de
demissão voluntária, não pagamento de verbas a servidor
público e discussões de horas extras são exemplos de ações que
poderiam ser resolvidas em seus estados, mas que chegam ao
Tribunal Superior do Trabalho (TST) e, quando discutidas nesta
corte, emperram o andamento do Supremo Tribunal Federal (STF).
Responsável por pouco mais de 9%
do andamento processual neste ano na maior Corte do País, o
direito do trabalho, que ocupa a quarta colocação no ranking
dos ramos mais acionados no tribunal, sente o gargalo apertado
e mal resolvido em primeiras instâncias, em varas e,
principalmente, nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs).
Nos últimos três anos, casos
envolvendo questões trabalhistas têm registrado aumento
gradativo. Em 2006, foram 6.730 ações. No ano passado houve um
aumento de 121,09%. Foram julgados 8.149 litígios. Até outubro
deste ano foram registradas quase 6 mil ações.
Em pesquisa realizada anualmente
pelo TST, a chamada Taxa de Congestionamento, que corresponde
ao percentual de processos não julgados em relação ao total a
julgar nos TRTs, mostra que, em média, 20,61% dos processos
estão parados. Em 2007, o TRT paulista liderou o ranking, com
44,85% dos processos congestionados, seguido pelo TRT-RJ, com
32,84%. O Estado do Mato Grosso aparece na última colocação,
com 10,79%.
Já no TST, a média de processos
congestionados em 2007 chegou a 62,52%. Esse percentual
compromete a rapidez processual e, com a possibilidade de
recursos, o STF é a Corte que sofre com o excesso de ações. Em
17 anos, o Supremo já recebeu mais de 1 milhão de ações. Ou
seja, 11 ministros ficam responsáveis por analisar mais de 90
mil litígios cada um. Em 1990, o volume total de ações em um
ano era de 18.563. Dez anos depois, esse número aumentou em
502,5%.
Soluções
Em evento realizado no mês
passado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),
o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, afirmou que
empresas e Estado esperam que a Justiça resolva litígios que
poderiam ficar fora dos tribunais com acordo entre as partes.
Como solução, Gilmar Mendes apontou a mediação, que teve na
semana passada um dos seus movimentos mais importantes, com a
Semana de Conciliação, realizada em todo o país. Foram
resolvidos processos que envolviam o pagamento de R$ 724,9
milhões, quase o dobro do negociado em 2007, que chegou a
marca dos R$ 370 milhões. "Espero que a conciliação se torne
cotidiana", afirmou o ministro do STF.
No entanto, quando o litígio
chega à Justiça, um dos instrumentos que o tribunal dispõe
para brecar a excesso de processos é a chamada repercussão
geral, emenda de dezembro de 2004, mas que só foi
regulamentada em 2007. Por meio dela, o poder judiciário edita
normas jurídicas a serem aplicadas em decisões posteriores
atribuindo-lhe racionalidade. Das mais de 90 matérias com
repercussão, poucas tratam do direito do trabalho, sendo que a
maioria abrange o âmbito tributário e administrativo.
Outro mecanismo importante é
a Súmula Vinculante.
Das 13 existentes, três atendem
diretamente as demandas trabalhistas. Uma delas é a súmula 4,
que resolve a discussão sobre a não utilização do salário
mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de
servidor público ou empregado.
Enquanto a aplicação desses "
remédios" não toma a amplitude que deveriam, a enxurrada de
ações continua. "Há cerca de 60 milhões de processos
tramitando no Brasil. Foi dado ao judiciário o monopólio da
solução dos conflitos", criticou o presidente do Supremo na
Fiesp. E o discurso teve teor semelhante quando o ministro
realizou o encerramento da Semana de Conciliação realizado em
Cuiabá (MT), o ministro voltou a citar o excesso e a lentidão
dos processos na Justiça. "Foi mais um êxito desse esforço do
Judiciário brasileiro no sentido de resolver pendências que se
arrastam há muitos anos nos nossos juízos e nos nossos
tribunais", comentou Mendes.
Fonte: Diário - Comércio,
Indústria & Serviços/SP
9/12/2008
- 10h30
Quem já pode se aposentar não sabe
o que fazer
O debate sobre o fim do fator previdenciário e dos projetos de lei
de reajuste dos benefícios do INSS está trazendo —além da
perspectiva de se acabar com a perversa fórmula de cálculo das
aposentadorias — muitas dúvidas para os trabalhadores que já têm
tempo para se aposentar, mas não sabem se esperam ou se fazem o
pedido agora. O que assombra é o risco deter de contribuir por mais
tempo, caso a idade mínima seja aprovada como substituto ao recurso
adotado desde 1999. Isso porque, por enquanto,o fim do fator é só
uma possibilidade, depois que os senadores aprovaram o PLS 296/03
(atual PL 3.299/08) e o enviaram à Câmara.Agora, como os projetos de
reajuste (PL 58/03 e PL 1/07) não sãoaceitos pelo governo, que alega
custos superiores a R$ 76,6 bilhõesanuais, o fator, que em quase 10
anos gerou uma economia de apenas R$ 10bilhões ao INSS, virou moeda
de troca.
O primeiro encontro com as centrais sindicais não foi proveitoso.
Sindicalistas dizem que o ministro da Previdência, José Pimentel,
interlocutor do governo, não apresentou alternativas aos reajustes
que estão para análise dos deputados. Esperava-se, ao menos,uma
proposta intermediária para melhorar os proventos dos que ganham
benefícios acima do mínimo. Pimentel limitou a discussão ao fim do
fator e à introdução da idade mínima, rejeitada pelos trabalhadores.
E se referiu à adoção de regras do funcionalismo para o INSS. O
secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer,
ressaltou que o governo não se opõe ao fim do fator, mas precisa
manter equilibradas as contas. Sem acordo, o debate e a decisão
caíram nas mãos do Congresso.
A proximidade do recesso parlamentar indica que o fim do fator pode
não ser este ano. Para os trabalhadores que podem esperar, a decisão
é difícil, porque não se sabe o que virá por aí. Proposta atrelada
ao projeto prevê a instituição de idades mínimas de 46 anos
(mulheres) e 51 anos (homens), equivalentes às dos servidores
públicos, com regra de transição para chegar a 2035 em 55 e 60 anos,
respectivamente. O cálculo voltaria a ser sobre as últimas 36
contribuições ao INSS. E haveria um benefício no meio de tudo:
aposentados que continuam trabalhando teriam revisão do benefício
por cada ano a mais de contribuição. Fala-se ainda em importar
“idéia”que seria aplicada aos servidores: a “Fórmula 95”, que
considera idade e tempo de contribuição, cuja soma em anos deveria
atingir 95 (homens) e 85 (mulheres). Um homem se aposentaria aos 60,
com35 de contribuição. Uma mulher, aos 55, com 30 de trabalho, por
exemplo.
Mas não se sabe o que a Câmara vai aprovar. Nem quando.Só há uma
certeza para 2009: quem está para se aposentar se verá diante de uma
roleta de jogo de sorte (ou azar). Como fica quem perdeu o emprego
nos últimos anos de contribuição e se esforçou para descontar sobre
o mínimo, tendo como referência a regra da média dos 80% maiores
salários de benefício?Contavam com o período em que contribuíram
sobre salários mais elevados e vão se aposentar pelo mínimo? E quem
se aposentou pelo fator antes da sanção da lei — o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva disse que não vetará — poderá pedir revisão?
Como diz o ministro Pimentel, o assunto deve ser amplamente debatido
no Congresso.
(Fonte: O Dia Online)
9/12/2008
- 10h29
Abaixo-assinado pede aprovação da
PEC do Trabalho Escravo
Até o dia 1° de dezembro deste ano, mais de 140 mil assinaturas já
tinham sido coletadas no abaixo-assinado que pede a aprovação da
Proposta de Emenda Constitucional do Trabalho Escravo, a PEC 438. O
documento, sob responsabilidade da Frente Nacional contra o Trabalho
Escravo e pela Aprovação da PEC 438, é uma forma de pressionar a
aprovação das novas medidas pelo Congresso Nacional.
Apresentada em 1999 pelo ex-senador Ademir Andrade (PSB-PA), a PEC
propõe nova redação ao Art. 243 da Constituição Federal, que trata
do confisco de propriedades em que forem encontradas lavouras de
plantas psicotrópicas ilegais. Com a PEC, a expropriação sem
indenização atingiria também as propriedades que explorem
mão-de-obra análoga à escravidão. Após o confisco, as terras seriam
destinadas a assentamentos de famílias como porte do programa de
reforma agrária.
Em 2003, a proposta foi aprovada em dois turnos pelo Senado e, em
2004, pela Câmara dos Deputados em primeiro turno. Sua votação em
segundo turno está parada desde agosto de 2004. Os dados do
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que há urgência na
solução do problema. Nos últimos 12 anos, 27.645 pessoas foram
libertadas, em 1.184 fiscalizações realizadas em 621 operações.
Em 2007, 5.877 trabalhadores libertados de situação análoga à
escravidão pelo grupo móvel de fiscalização do governo federal. Foi
o maior número desde o ano de 1995, quando as operações foram
iniciadas. Os pagamentos de direitos devidos aos trabalhadores (R$
9,8 milhões) e o total de autos de infração lavrados (3.075) em 2007
também superaram as marcas dos anos anteriores.
Movimentos e organizações sociais realizaram, em março deste ano, em
Brasília, uma grande manifestação em favor da aprovação da PEC.
Estiveram presentes caravanas de diversos estados do Brasil. Os
movimentos pediram mais empenho do governo federal na aprovação da
proposta.
Em junho deste ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT)
divulgou dados em que estimava um número entre 25 mil e 40 mil
pessoas vivendo sob trabalho forçado, análogo à escravidão, no
Brasil. Segundo a OIT, em relação ao número de trabalhadores
escravos, só perde para o continente asiático, que possui quase 10
milhões de trabalhadores nessa situação. A estimativa é que a região
latino-americana tenha 1,3 milhão de pessoas submetidas a esse tipo
de regime.
Para assinar, acesse: www.reporterbrasil.org.br/abaixo-assinado.php
(Fonte: Adital)
8/12/2008
- 19h15
Com a crise, vão faltar 1
milhão de empregos em 2009
O Ministério do Trabalho prevê que,
este ano, serão criados 2,5 milhões de postos, como resultado de
um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,2% ou 5,3%.
"Numa conta rápida, são cerca de 500 mil postos de trabalho para
cada 1 ponto de crescimento econômico", disse o professor. "Se
reduzir de 5% para 3%, vai haver uma redução drástica de postos de
trabalho. As pessoas que entrarão no mercado de trabalho vão se
somar ao estoque de desempregados que já existe em 2008."
Seriam
criados, no ano que vem, perto de 1,5 milhão de postos de
trabalho, para 2,5 milhões de novos trabalhadores. "Esse número de
500 mil trabalhadores por ponto porcentual de crescimento até um
pouco liberal", explicou Pastore. "As últimas pesquisas estão
mostrando que, com a entrada da tecnologia, cada um ponto de
crescimento está gerando mais ou menos 400 mil. A tecnologia
entrou para ficar. Então, no ano que vem, o problema pode ser um
pouco mais sério, com 3% de crescimento. Mas vamos ser mais
liberais na estimativa."
O professor destacou que o
crescimento do desemprego acaba por realimentar a crise, criando
uma onda de inadimplência. "Quando a crise mostra a cara no
mercado de trabalho, a cara é feia, porque provoca círculos
perniciosos", disse Pastore. "O camarada perde o emprego, fica
inadimplente, não paga a conta da venda, a conta da escola, do
médico. O vendeiro não pode pagar a conta do seu fornecedor, e o
seu fornecedor não paga a conta do agricultor. Então, o que se tem
é uma bola de neve de inadimplência que acaba agravando a própria
crise. É muito sério quando uma crise econômica bate no emprego."
Para Pastore, já é tarde para tomar
medidas mais eficazes de incentivo ao emprego, que exigiriam
mudanças na legislação. "Em geral é assim: quando a economia vai
bem, a última coisa em que se pensa são inovações nas instituições
do trabalho", destacou o professor. "Não se pensa em mudar a lei,
a Justiça do Trabalho, as organizações sindicais, nada disso.
Poderiam ter sido criados, no momento de vacas gordas, vários
tipos de contratos especiais, de duração mais curta e despesas de
contratação mais leves. Poderiam ter flexibilizado vários tipos de
relações de trabalho, poderiam ter definido uma lei boa para fazer
uma contratação decente no campo da terceirização, mas nada disso
foi feito, só prometido."
Ele afirmou que uma mudança de lei
demoraria pelo menos oito meses para ser votada no Congresso,
quando os próximos meses da crise podem ser os mais críticos. "O
que resta são medidas clássica e horríveis, como frentes de
trabalho, seguro desemprego prolongado e melhoria do valor do
seguro desemprego", disse Pastore. Para ele, são medidas que terão
que ser tomadas, apesar de gerarem um grande déficit público sem
criar trabalho digno para os desempregados.
A proposta de redução da jornada de
trabalho, discutida pelo governo, pode vir a tornar o problema
ainda pior: "Uma redução da jornada de trabalho sem reduzir o
salário, por exemplo, de 44 para 40 horas aumentaria , em média,
10% o custo do trabalho na produção. A empresa teria necessidade
de repassar esse aumento de custo para o preço, mas ela não está
vendendo nem com o preço atual, porque não tem demanda. Agora,
como ela vai se apresentar no mercado internacional, com uma
elevação de 10% no custo do fator trabalho?"
Em muitas áreas, não haveria nem
trabalhadores suficientes. "Se pegarmos, aqui em São Paulo, cinco
grandes hospitais, eles têm cerca de 15 mil enfermeiras e
enfermeiros. Se tiverem que contratar 10% a mais, não existem 1,5
mil enfermeiros para serem contratados. E assim vai acontecer com
várias outras profissões. Uma metalúrgica no interior teria que
contratar 10% de profissionais qualificados em metalurgia na
cidade onde a empresa está. E não têm", disse Pastore,
acrecentando que a medida seria "um tiro no pé", porque poderia
destruir empregos no lugar de gerá-los. Ele destacou que medidas
de redução da jornada só dão certo quando negociadas pelas
categorias profissionais.
Na visão do professor, os setores
mais afetados pela crise, no que diz respeito ao emprego, não são
aqueles que já começaram a cortar empregos, como autopeças,
construção civil e financeiro. "Os setores mais afetados devem ser
aqueles voltados a exportação de commodities", explicou. "Isso não
quer dizer que eles já demitiram, porque têm resistência um pouco
maior, no sentido de segurar o capital humano. O setor de
exportação é o que está tendo o maior baque e pode no futuro criar
problemas sérios, porque tem uma cadeia produtiva muito longa." O
caso da Vale, que anunciou a demissão de 1,3 mil pessoas no País,
seria só o começo.
Pastore destacou que o fim da crise
depende, principalmente, de dois fatores: crédito e confiança.
Reconquistar a confiança na economia leva tempo, e depende de com
a situação evolui nos próximos meses. "Em relação ao crédito, o
governo foi bastante expedito", disse o professor. "Ele pegou
quatro áreas cruciais para o emprego - agricultura, construção
civil, pequena e média empresa e automóveis - e injetou o
dinheiro. O problema é que, em certas áreas, como agricultura, o
dinheiro não está chegando nas mãos do produtor. Os bancos estão
exigindo garantias que ele não tem para dar, ou uma taxa de juros
que não consegue pagar vendendo soja. Só se ele for vender
cocaína. O ataque a esse problema da falta de recursos foi rápida,
mas não foi eficiente, porque o dinheiro não chegou na mão de quem
precisa."
Em outros setores, como o
financiamento de automóveis, o dinheiro chegou aos bancos, mas o
crédito não flui pela falta de confiança diante das incertezas
criadas pela crise. "Não dá para criticar o banqueiro e falar:
empresta na certeza de que você não vai receber", afirmou Pastore.
"Eles têm acionistas e nós temos nossas aplicações lá. Todos nós
estamos pendurados nos bancos."
(Fonte: Estado de S. Paulo)
8/12/2008
- 16h28
Lula pode sancionar lei que
abrirá precedente para ascensão funcional
Na próxima semana, todas as atenções dos servidores públicos
federais estarão voltadas para uma decisão do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva que pode abrir precedente para a ascensão
funcional. Depois de passar pelo Senado e Câmara dos Deputados,
chega à mesa do presidente duas emendas propostas à Medida
Provisória 440.
Uma delas transforma servidores técnicos previdenciários em
analistas tributários da Receita do Brasil. Durante Plenária
Estatutária, a assessoria jurídica da Condsef fez uma avaliação
sobre que efeitos esta sanção pode provocar. Para a assessoria,
o assunto requer cautela já que a ação tem caráter
inconstitucional.
Fazendários –
Servidores administrativos do
Ministério da Fazenda estão particularmente atentos a essa
decisão. A categoria se reuniu na quinta, durante a Plenária da
Condsef. Representantes de seis estados (RJ, MG, DF, CE, PE, BA)
discutiram as medidas políticas e jurídicas que serão tomadas
para reivindicar o direito isonômico dos fazendários caso os
técnicos passem a analistas.
A Condsef avalia a
organização de um encontro extraordinário dos fazendários. Tudo
para mobilizar a categoria e ampliar a pressão ao governo. Do
ponto de vista jurídico, uma vez que a medida for aprovada,
todos os servidores poderão reivindicar tratamento isonômico e
requerer ascensão funcional. Hoje, cerca de 80% dos servidores
lotados em funções de nível médio no setor público possuem nível
superior.
(Fonte: Condesf)
8/12/2008
- 12h20
Servidores investem
na política
Dos 2,5 mil servidores
públicos federais que se candidataram a cargos eletivos
(prefeito, vice e vereador) neste ano, 378 estavam filiados ao
PT. O partido liderou o ranking dos candidatos-servidores,
embora tenha figurado em segundo lugar no total de candidatos
lançados, 35,1 mil.
O levantamento foi feito pela reportagem, baseado nos dados mais
recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PMDB, que
lançou 43,5 mil candidatos, ficou em segundo lugar na lista dos
candidatos-servidores, com 231, seguido do PSDB, com 183
servidores e 33,9 mil candidatos no total.
De cada cem candidatos petistas, pelo menos um era funcionário
público federal. Junto com o PT, outros dois partidos mostram
elevada freqüência de candidatos ligados à administração
central: PSOL e PC do B.
No caso do PSOL, a relação é a mais elevada: para cada cem
candidatos, quase dois eram funcionários federais. Ao todo, 60
servidores federais apresentaram candidatura pelo partido, que
nasceu de uma dissidência do PT. E para o PC do B, que lançou 79
servidores federais a candidaturas variadas, entre 7.979
concorrentes, a relação é de um para cada cem.
No caso do PMDB, DEM, PP e PSDB, a relação entre candidatos
lançados e funcionários públicos cai aproximadamente à metade em
comparação ao PT e ao PC do B. A polêmica em torno da
politização da burocracia foi recentemente retomada pelo
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes,
que, ao criticar declarações do delegado da Polícia Federal
Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, declarou
que o servidor deve ser "apartidário". Salvo exceções
específicas, a Constituição garante a qualquer brasileiro,
funcionário público ou não, o direito de votar e ser votado.
Os números sugerem, porém, que a máquina pública é
historicamente um relevante berço de candidaturas para alguns
partidos. Após lembrar a longa relação do PT com organizações
sindicais, em especial as de funcionários públicos, o deputado
Gustavo Fruet (PSDB-PR), adverte: "A participação é legítima e
desejável, mas temos que ficar atentos a eventuais
aparelhamentos e discriminações na gestão pública."
No cenário estadual, há tendência de aproximação com os números
das eleições. O PMDB assume a dianteira, com 932
candidatos-servidores, o PT cai para segundo, com 795, seguido
pelo PSDB, com 743. Na contabilidade das candidaturas de
funcionários públicos municipais, o PMDB se apresenta como o
primeiro colocado, com 3.093 concorrentes, seguido do PSDB, com
2.608, do DEM, com 2.096 e do PT, com 1.942.
A doação "lavada" de recursos das legendas partidárias aos
candidatos é amparada pela Lei dos Partidos Políticos, em vigor
há sete eleições, desde 1995. Desde o momento em que foi
aprovada, nem o Congresso nem a Justiça Eleitoral se moveram
para alterar esse ponto específico da lei. Ao contrário, em 1997
uma nova lei, aprovada pelo Congresso, acabou por ampliar essa
brecha e permitir que candidatos recebam dos partidos dinheiro
que é proibido de ser repassado diretamente para o político.
(Fonte: O Diario de Mogi - SP)
8/12/2008
- 10h40
| Número de
mortos em Santa Catarina sobe para 122
|
|
Brasília - A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou, há
pouco, a morte de mais duas pessoas que estavam
desaparecidas em Gaspar. Com isso, o número de mortos no
estado subiu para 122.
A lista de desaparecidos, agora, tem 29 nomes: 21 em Ilhota,
sete em Gaspar e uma em Luís Alves. Em Gaspar, onde os
últimos óbitos foram registrados, o número de vítimas fatais
já chega a 19.
As mortes ocorreram por soterramento, devido a um
deslizamento de terra registrado há uma semana. As duas
vítimas não tiveram os nomes divulgados.
O total de
pessoas desabrigadas e desalojadas, de acordo com o último
boletim divulgado, segue em 32.946. Blumenau tem o maior
número de pessoas fora de casa devido aos estragos da chuva,
com um total de 4.997 desabrigados. Em seguida, está Itajaí,
com 169, e Rodeio, com 140. Os Municípios de Gaspar, Ilhota
e Luís Alves ainda estão contabilizando os números.
Amanhã
(7), o governador do estado, Luiz Henrique, e o
vice-governador, Leonel Pavan, visitam a cidade de Ilhota,
também atingida por enchentes e por deslizamentos de terra.
O secretário de Desenvolvimento Regional
de Blumenau, Paulo França, e o prefeito de Ilhota, Ademar
Felisky, também participam da vistoria. O objetivo, de
acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, é buscar
soluções e possibilidades para a reconstrução das
áreas afetadas pelos temporais.
Acompanham a reunião a
secretária estadual de Assistência Social, Trabalho e
Habitação, Dalva de Luca Dias; o secretário da Agricultura e
Desenvolvimento Rural, Antônio Ceron; o comandante-geral da
Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Eliésio
Rodrigues; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Santa
Catarina, coronel Álvaro Maus; o diretor estadual de Defesa
Civil, major Márcio Luiz Alves; o presidente da Epagri
(Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão), Murilo Xavier
Flores; e o presidente da Cidasc (Companhia Integrada de
Desenvolvimento Agrícola), Edson Henrique Veran.
(Fonte: Agência Brasil)
|
8/12/2008
- 10h20
110 países
comemoram Dia Internacional contra a Corrupção na terça
O Dia
Internacional contra a Corrupção, comemorado no dia 9 de dezembro,
é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas
contra a Corrupção, que ocorreu na cidade mexicana de Mérida. Em 9
dezembro de 2003, mais de 110 países assinaram a Convenção, que
entrou em vigor, internacionalmente, no dia 14 de dezembro de
2005. No Brasil, O Congresso Nacional aprovou o texto em maio de
2005 e no dia 31 de janeiro de 2006 a Convenção foi promulgada,
passando a vigorar no país com força de lei. A Convenção da ONU
contra a Corrupção é o mais completo e abrangente instrumento
internacional juridicamente vinculante (que obriga cumprimento).
Prevê a cooperação para recuperar somas de dinheiro desviadas dos
países (rastrear, bloquear e devolver bens) e prevê a
criminalização do suborno, lavagem de dinheiro e outros atos
criminosos, ligados à corrupção.
A corrupção
- em grande ou pequena escala - é crime. Veja alguns exemplos.
Grandes quantias de dinheiro são pagas para obter contratos com o
governo ou burlar a fiscalização. Também há muitos casos em que se
paga propina para uma simples emissão de documento de identidade
ou passaporte. Não são infrações menores. Estima-se que, a cada
ano, mais de um trilhão de dólares são destinados a pagar subornos
de todos os tipos. Isso é muito grave. E as conseqüências são
ainda mais profundas.
A
corrupção corrói a confiança nas instituições e o elo entre a
sociedade.
O Escritório
das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) acredita que é
possível controlar a corrupção. Todos têm um importante papel: os
governos, o setor privado, as ONGs, os meios de comunicação, as
organizações religiosas...Cada cidadão tem que fazer a sua parte.
EXERCITE SUA CIDADANIA.
O mundo tem
uma plataforma comum para que todos os países atuem conjuntamente
no combate à corrupção: a Convenção das Nações Unidas contra a
Corrupção (UNCAC, na sigla em inglês). A Convenção entrou em vigor
internacionalmente em dezembro de 2005 como o primeiro acordo de
alcance mundial juridicamente vinculante (que obriga cumprimento)
contra a corrupção.
A UNCAC
possibilita que cada país se organize, tipifique atos de corrupção
como crime e coopere internacionalmente para haver uma reação
global a esse problema.
Assim, os
esforços nacionais, regionais e internacionais contra a corrupção
seguem o mesmo parâmetro, que foi negociado multilateralmente,
assinado por mais de 140 países e ratificado por mais de 100. Mas
se os governos não a implementarem, a Convenção não passa de um
pedaço de papel.
Veja os principais pontos da UNCAC (
em português)
(Fonte:
Nações Unidas)
5/12/2008
- 10h55
Sindicalistas
deixam reunião com Pimentel 'indignados'
BRASÍLIA - Não houve acordo na
reunião encerrada nesta o entre o
ministério da Previdência Social, José Pimentel, e os
presidentes das centrais sindicais. Os sindicalistas deixaram o
Ministério da Previdência dizendo-se "indignados" com a falta de
uma proposta concreta do governo para por fim ao fator
previdenciário que incide sobre as aposentadorias por tempo de
contribuição.
"O ministro não apresentou nada
concreto e jogou para o Congresso a responsabilidade de negociar.
Em princípio, ele disse que a retirada do fator só é possível com
a inclusão de idade mínima, algo que nós rechaçamos de pronto",
disse o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),
Antônio Neto.
O representante da Força Sindical
e presidente da Associação de Aposentados, João Batista Inocentini,
acrescentou que os sindicalistas ficaram indignados porque, de
público, segundo ele, o governo sinaliza com a possibilidade de
negociar o fim do fato previdenciário. "Mas durante uma reunião
cara a cara, isso não ficou claro", disse ele.
João Felício, representante da
CUT, afirmou que a partir desta quinta serão feitos vários debates
com a liderança do governo na Câmara e com o deputado Pepe Vargas
(PT-RS), relator do projeto que extingue o fator previdenciário,
na tentativa de se chegar a uma negociação até o final deste ano.
Segundo Felício, o motivo da rejeição ao fator previdenciário e
também da aplicação da idade mínima para aposentadoria é o fato de
no Brasil muitos jovens começarem a trabalhar muito cedo,
diferente do que ocorre nos países desenvolvidos.
"Isso é uma injustiça muito
grande e enquanto tivermos no Brasil jovens começando a trabalhar
aos 15, 14 anos, não aceitamos regras como fator e idade mínima
(para aposentadoria) porque isso penaliza ainda mais o trabalhador
brasileiro", disse Felício.
Medidas
O ministro disse que o governo
poderá adotar medidas para incentivar o trabalhador a permanecer
mais tempo na atividade e retardando os pedidos de aposentadoria,
como já vem adotando para os funcionários públicos. "Queremos
trazer para o regime geral (do INSS) regras que hoje já estão em
vigor que incentivam os servidores públicos a permanecerem em
atividade, e que não dependam de emenda constitucional", disse o
ministro.
Ele, porém, não citou quais
seriam estes incentivos mas acrescentou que caberá ao deputado
Pepe Vargas(PT-RS), relator do projeto que extingue o fator
previdenciário, discutir o assunto. Segundo o ministro, governo
está tentando "construir uma alternativa" sobre as propostas que
envolvem mudanças na Previdência". A preocupação, segundo ele, é
atender as reivindicações dos trabalhadores, garantindo, ao mesmo
tempo, o equilíbrio futuro da previdência. Para incentivar o
servidor público a retardar o pedido de aposentadoria, o governo
instituiu, entre outras medidas, o abono permanência, pelo qual
deixa de contribuir para a Previdência, mesmo estando em
atividade.
A área técnica do Ministério da
Previdência defende alterações na fórmula do fator previdenciário
que possam amenizar o impacto da fórmula para quem optar por
permanecer mais tempo trabalhando.
Dados do Ministério da
Previdência mostram que, em quase dez anos, o efeito do fator
previdenciário sobre a elevação da idade mínima foi muito pequeno
e ainda estão muito distantes da idade mínima para o serviço
público (55 para as mulheres e 60 anos para os homens).
De acordo com esses dados, a
média de idade de aposentadoria para as mulheres subiu de 49 anos
para 52 anos. Já para os homens, a idade média de aposentadoria
subiu de 51 anos para 54 anos. Os dados do Ministério mostram
ainda que grande parte dos trabalhadores que pediu aposentadoria
desde 1999 acabou optando por receber um benefício menor a ficar
mais tempo contribuindo para a Previdência. As novas
aposentadorias, segundo o Ministério, estão sendo concedidas em
média com uma perda de 25% em relação ao valor máximo.
(Fonte: O Estado de S.Paulo)
5/12/2008
- 10h42
Relatório Direitos Humanos no
Brasil é lançado durante o Tribunal Popular
O Relatório Direitos
Humanos no Brasil 2008 foi lançado hoje (4), em São Paulo, durante
a realização do Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos
réus. O documento, organizado pela Rede Social de Justiça e
Direitos Humanos, é constituído por quatro capítulos: direitos
humanos no meio rural e no meio urbano; direitos econômicos,
sociais, culturais e ambientais; políticas internacionais e
direitos humanos.
"Alguns temas possuem
continuidade entre as edições, como é o caso da questão indígena,
da luta pela terra e por moradia e dos problemas relacionados ao
trabalho. A cada ano, tentamos inserir novos temas, como é o caso
das mulheres processadas por prática de aborto no Mato Grosso do
Sul", afirma a jornalista Maria Luisa Mendonça, integrante da Rede
Social de Justiça e Direitos Humanos, que contribui com alguns
artigos inseridos na obra.
Nesta edição, a questão prisional
foi tratada de forma específica, porém com um recorte de gênero.
As pesquisadoras Lívia Gimenes Dias da Fonseca e Luciana de Souza
Ramos traçam um perfil do sistema prisional feminino no País: "As
mulheres presas no Brasil hoje são jovens, mães solteiras,
afro-descendentes e, majoritariamente, condenadas por tráfico de
drogas. Quando presas, são abandonadas pela família, sem garantia
do direito à visita íntima e de permanecerem com os filhos
nascidos no cárcere, o que demonstra a dupla (múltipla) punição da
mulher, seja pelo sistema penal, seja pela sociedade".
"O relatório é fruto da
colaboração de 22 organizações de 30 pesquisadores que tem como
objetivo mostrar um panorama amplo sobre as violações dos direitos
humanos, que possuem causas estruturais e precisam ser debatidas
pela sociedade civil. Ele tem grande repercussão no meio acadêmico
no Brasil e no mundo, pois também é publicado em inglês, além de
servir como fonte para a imprensa", ressalta Maria Luisa.
Em relação à violação dos
direitos humanos no meio rural, são analisados temas como
violência no campo, política agrária, expansão do monocultivo de
cana, situação de comunidades quilombolas e dos povos indígenas no
Brasil, além da questão do trabalho escravo. Nesse sentido, o
artigo do Conselho Indigenista Missionário reflete sobre a onda
racista contra indígenas disseminada em todo o país.
"Com a sua fachada nacionalista,
tal onda chegou a conquistar o apoio ou, ao menos, o silêncio
cúmplice de setores tradicionalmente comprometidos com as lutas em
defesa dos povos indígenas e dos setores populares. A partir de
uma situação local, de interesses particulares de invasores de
terras da União (como são as terras indígenas), parte da sociedade
brasileira, neste ano de 2008, passou a olhar para os povos
indígenas como inimigos e para os aliados dos indígenas como
criminosos de interesses inconfessáveis", ressalta o artigo.
No meio urbano, os textos versam
sobre problemas como as violações contra crianças e adolescentes,
segurança pública e repressão da atividade sindical. O artigo dos
cientistas sociais Adriana Loche e Leandro Siqueira, do Centro
Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo,
abordou a questão das ações e omissões na segurança pública de São
Paulo.
"Quando se compara o número de
ocorrências de mortes provocadas pelas polícias no primeiro
semestre de 2007 com o mesmo período de 2008, o número de mortes
provocadas aumentou em 21,9%, subindo de 201 mortes em 2007, para
245 mortes em 2008. Já o número de policiais mortos nestes
confrontos diminuiu de 15 para 14. A proporção de mortos foi de
11,4 mortes de civis para cada morte de policial. Por sua vez,
seguindo a tendência decrescente, o número de homicídios dolosos
caiu 13% no estado no primeiro semestre de 2008 ante o mesmo
período de 2007", destacam.
(Fonte: Adital)
5/12/2008
- 10h40
Pensões
poderão ter paridade com salários da ativa
Garantir correções iguais às
aplicadas aos salários dos servidores da ativa para as pensões
concedidas em favor de beneficiários de servidores que já estavam
aposentados ou com direito à aposentadoria quando da edição da
Emenda Constitucional nº 41, de 2003. Este é o objetivo da
proposta de emenda à Constituição (PEC
36/08) que foi aprovada nesta quarta-feira (3) pela
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O texto,
agora, terá de ser analisado no Plenário do Senado.
A matéria, de autoria do senador
Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada na forma de substitutivo
apresentado pelo relator, o senador Expedito Júnior (PR-RO). Nesse
texto, ele inseriu novas alterações nas regras da Previdência, uma
das quais para estipular em 70 anos o limite de idade para a
cobrança de contribuição sobre as aposentadorias e pensões dos
servidores públicos.
Segundo Expedito Júnior, esse
limite irá reduzir "injustiça" contra os aposentados mais idosos,
que deveriam estar recebendo proventos, e não contribuindo para a
Previdência. Como a expectativa de vida do brasileiro é de
aproximadamente 72 anos, observou, a interrupção da cobrança nesse
momento da vida do segurado teria impacto reduzido sobre as contas
do sistema previdenciário.
Aposentadoria voluntária
Outra alteração defendida por
Expedito Júnior assegura a opção pela modalidade de aposentadoria
voluntária aos servidores que já poderiam ter requisitado esse
benefício, mas que optaram por continuar na ativa por estímulo
oficial e acabaram sendo surpreendidos por uma situação de
incapacidade para o trabalho. Conforme o relator, nesses casos,
esses servidores terminam sendo aposentados por invalidez em
condições menos favoráveis em relação à aposentadoria voluntária a
que tinham direito.
Além de propor correções nas
mesmas bases aplicadas aos salários da ativa, a PEC também prevê a
retroatividade dos efeitos à data de vigência da Emenda
Constitucional nº 41/2003, publicada em 31 de dezembro de 2003. Se
aprovada com essa retroatividade, portanto, a proposta terminará
equiparando completamente os valores das pensões aos salários nos
níveis correspondentes aos que são pagos atualmente.
De acordo com Expedito Júnior, a
PEC irá promover maior eqüidade entre os diversos contribuintes em
relação aos valores das pensões. Segundo ele, as alterações
anteriores já haviam assegurado o direito à paridade das correções
às pensões instituídas até o dia 31 de dezembro de 2003, bem como
para as que são recebidas de servidores aposentados pela regra de
transição instituída no artigo 3º da Emenda Constitucional nº
47/2005, que resultou da aprovação da chamada "PEC Paralela".
A situação de servidores com
aposentadoria concedida por outra regra - o artigo 6º da emenda
constitucional nº 41/03 - estaria sendo reparada por meio de outra
proposta de alteração constitucional, já aprovada no Senado,
embora com tramitação parada na Câmara dos Deputados. Restava,
assim, conforme o relator, a situação de "iniqüidade" das pensões
instituídas após 31 de dezembro de 2003, relativas a servidores
que, naquela data, já estavam aposentados ou já tinham direito à
aposentadoria.
(Fonte: Agência Senado)
4/12/2008
- 17h40
Chinaglia vai
trabalhar para levar ao plenário redução da jornada de trabalho,
diz líder do PT
BRASÍLIA - As centrais sindicais conseguiram a promessa do
presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), de aprovar a
urgência para levar direto ao plenário o projeto que reduz a
jornada de trabalha de 44 para 40 horas semanais máximas. A
proposta chegou a estar na pauta da Comissão de Trabalho nesta
quarta-feira, mas foi retirada da lista de votações.
O anúncio da decisão da Chinaglia foi feito pelo líder do PT,
Maurício Rands (PE), que afirmou que a redução da jornada de
trabalho seria importante até mesmo para criar mais empregos em
meio às demissões causadas pela crise financeira internacional.
Rands defendeu ainda a proposta de acabar com o fator
previdenciário como forma de cálculo das aposentadorias e a
instituição de um reajuste maior do benefício para os aposentados
que ganham acima do piso previdenciário. No entanto, o petista
argumentou que a primeira mudança deve ser feita junto com o
estabelecimento de idade mínima para aposentadoria.
- Vamos substituir o fator previdenciário por outro critério,
como a idade mínima - afirmou o líder do PT.
Apesar da defesa de Rands, as centrais sindicais avisaram que
na reunião que terão nesta quinta com o ministro da Previdência,
José Pimentel, defenderão o fim do fator previdenciário, mas sem
qualquer instituição de idade mínima.
(Fonte: O Globo)
4/12/2008
- 11h20
Discussão
sobre a reforma tributária fica para 2009
Depois de bater o pé pela votação da reforma tributária este ano e
emperrar as votações de outras matérias na Câmara, o governo cedeu
sem muito barulho e aceitou o adiamento da discussão para março,
como exigia a oposição. Apesar de o acordo ter sido anunciado
somente às 19h desta quarta-feira (03/12), depois de intensos
debates e de vários apelos do presidente da Casa, Arlindo
Chinaglia (PT-SP), pela desobstrução da pauta, os líderes da base
já estavam dispostos a abrandar o discurso quando chegaram ao
plenário, no início da tarde. É que parte deles, inclusive o líder
do governo Henrique Fontana (PT-RS), recebeu do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva a ordem de ceder da imposição de votar a
proposta ainda este ano.
Mas era preciso negociar e ao mesmo tempo colocar o adiamento na
conta da oposição, dando nomes aos obstáculos impostos à intenção
governista de promover rapidamente as mudanças do sistema
tributário. Os deputados cumpriram a missão e dispararam discursos
de justificativas. “Vamos negociar. Mas, temos de deixar claro que
é a oposição que está atrasando os benefícios previstos na
reforma”, antecipava Fontana.
À noite, o plenário da Câmara aprovou, em primeiro turno, a
proposta de emenda à Constituição (PEC) que regulariza a situação
dos municípios cuja criação não seguiu as regras previstas na
Constituição.
(Fonte: Correio Braziliense)
4/12/2008
- 11h15
Projeto fixa
remuneração para membros do Conselho Nacional do Ministério
Público
A remuneração dos membros do
Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) deverá corresponder
a um subsídio mensal equivalente ao recebido pelo
subprocurador-geral da República, como previsto em projeto
aprovado nesta quarta-feira (3) pelo Plenário do Senado. A matéria
(PLC
179/08), de autoria da Procuradoria-Geral da República, vai à
sanção presidencial.
O projeto determina, no entanto,
que os conselheiros com vínculo funcional com a administração
pública só receberão a diferença, a menor, entre a remuneração
paga por seu órgão ou entidade pública de origem e o subsídio
fixado. O texto aprovado concede ainda o pagamento de passagens e
diárias, em razão de serviço, aos conselheiros em valores
equivalentes aos pagos a subprocurador da República.
(Fonte: Agência Senado)
4/12/2008
- 11h08
MP perdoa
dívidas de até R$ 10 mil com a União
|
| Brasília - Está na edição de
hoje (4) do
Diário Oficial da União
a Medida Provisória n.º 449 que anistia dívidas de
contribuintes de até R$ 10 mil com a União, contraídas até
31 de dezembro de 2007, e vencidas há cinco anos ou mais.
A proposta foi
apresentada em 1o de julho
deste ano, pelo ministro da Fazenda, Guido
Mantega, durante reunião do Conselho Político. Além do
perdão da dívida de pequenos devedores, a MP inclui decisões
como a de liberar mais R$ 5 bilhões para exportadores, por
intermédio Banco de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), mudanças na Lei das S.A. (Lei das Sociedades
Anônimas) e permite que o governo se torne sócio da Avibrás,
o maior fabricante de material bélico do país.
Com a
medida, deverão ser eliminados 2,1 milhões de processos, que
significam 18,1% do total, com redução de R$ 3,632 bilhões
do “estoque” da dívida ativa.
(Fonte:
Agência Brasil) |
3/12/2008
- 18h20
SINASEMPU participa de ato contra imposto sindical
A
presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado, participou,
nesta quarta-feira (3/12), do ato público promovido pela CUT em
protesto contra a Instrução Normativa do Ministério do Trabalho e
Emprego que institui a cobrança do imposto sindical obrigatório
para os servidores públicos.
O
protesto, realizado em frente ao Ministério do Trabalho e Emprego
– MTE, ocorreu logo após a 5ª Marcha Nacional da Classe
Trabalhadora, organizada pela CUT, CTB, UGT, Nova Central, Força
Sindical e CGTB, que reuniu cerca de 35 mil manifestantes na
Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Durante a marcha, os trabalhadores empunharam bandeiras, faixas e
cartazes em defesa do emprego, da garantia de renda e por medidas
que defendam os trabalhadores dos impactos negativos da crise
financeira internacional.
Questões como a valorização do salário mínimo; defesa das reservas
do pré-sal e uma nova matriz energética; ratificação das
convenções 151 (que regulamenta a negociação coletiva no serviço
público) e a 158 (que coíbe as demissões imotivadas), também
fizeram parte da bandeira de luta da manifestação.
De acordo com Márcia Broxado, a diretoria nacional do SINASEMPU
definiu, na última Assembléia Geral Ordinária – AGO da categoria,
que irá devolver a parte a que tem direito sobre a contribuição
sindical compulsória que será cobrada de seus filiados, caso o
desconto seja efetivado.
“O imposto sindical obrigatório é uma forma de manter os
sindicatos atrelados ao Estado. O SINASEMPU não irá compactuar com
esta prática, pois entendemos que cabe ao trabalhador a decisão de
contribuir ou não com suas organizações sindicais”, explicou.
3/12/2008
- 16h40
Comissão de Trabalho aprova
Convenção 151
Com apenas um voto contrário,
do deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP), a Comissão de Trabalho da
Câmara aprovou, nesta quarta-feira (3/12), o PDC 795/08, que
aprova, com ressalvas, os textos da Convenção 151 e da
Recomendação 159, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Como a proposta já foi aprovada
pelas comissões de Relações Exteriores; e de Constituição e
Justiça, a decisão final cabe agora ao plenário.
O projeto foi relatado pelo
deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA), que ofereceu parecer favorável
à proposta do Governo. Daniel Almeida pretende agora pedir ao
presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT/SP), que paute o projeto
no plenário, com o objetivo de a Câmara aprovar conclusivamente a
matéria.
O projeto de decreto
legislativo tem por objetivo ratificar a Convenção 151, que trata
da negociação coletiva no âmbito do serviço público federal,
estadual e municipal.
A norma internacional
reconhece também como instrumentos válidos para a solução de
conflitos, a mediação, a conciliação ou a arbitragem.
(Fonte: Portal da Câmara)
3 /12/2008
- 15h15
Vale demite 1.300
funcionários e 5.500 têm férias coletivas; mais afetados estão em
MG
A Companhia Vale do Rio Doce
anunciou nesta quarta-feira 1.300 demissões no mundo, sendo a
maioria delas em Minas Gerais, segundo a assessoria de imprensa da
mineradora. Outros 5.500 entram em férias coletivas escalonadas e
1.200 estão em treinamento para serem realocados dentro da
companhia.
Conforme a empresa, a reestruturação do quadro de funcionários é
conseqüência da crise financeira internacional e resultado da
redução das encomendas das siderúrgicas, principais clientes da
Vale. Atualmente, a mineradora tem 62 mil funcionários no mundo.
Ainda segundo a Vale, a intenção é reduzir ao mínimo o número de
demissões, devido ao elevado nível de qualificação e de
investimento em treinamento.
Em relação às férias coletivas, os 5.500 funcionários atingidos
pela medida devem parar de maneira escalonada. A previsão é que o
revezamento ocorra até fevereiro.
A Vale informou no fim de outubro que vai reduzir sua produção de
minério de ferro e outros minérios e subprodutos nos Estados de
Minas Gerais, Rio de Janeiro e Amapá, além de plantas industriais
e minas no exterior. Fora do país, sofrerão reduções de produção
atividades localizadas na França, Noruega, China e Indonésia.
O presidente da Vale, Roger Agnelli, explicou que o corte de 30
milhões de toneladas métricas anuais na produção de minério de
ferro da empresa é um "ajuste momentâneo" em razão do "fortíssimo
rearranjo" que o mundo está passando por causa da crise financeira
internacional.
Siderúrgicas
Entre as siderúrgicas, a ArcerlorMittal anunciou na última
quinta-feira que pretende demitir até 9.000 empregados no mundo.
As demissões serão feitas de forma voluntária. Elas atingirão
primeiro os empregados dos setores não-produtivos, que trabalham
em vendas, administração e serviços gerais. Nessas categorias, o
grupo tem como meta reduzir seus gastos em US$ 1 bilhão, em
resposta à atual crise financeira global.
A empresa empregava no final de 2007 cerca de 35,5 mil pessoas na
América do Norte. O grupo não especificou o número de funcionários
que possui nos Estados Unidos.
Também na semana passada, o grupo siderúrgico brasileiro Gerdau
anunciou que vai antecipar a parada das subsidiárias Açominas e da
Siderperú (Empresa Siderúrgica del Peru) para trabalhos de
manutenção. A Gerdau admitiu que a medida também tem por objetivo
reduzir a produção em um momento de queda da demanda mundial do
aço por parte de clientes importantes, como os setores
automobilístico e de construção.
Em reunião com investidores, o presidente do grupo, André Gerdau
Johannpeter, reconheceu que a companhia pode tomar medidas
semelhantes em outras fábricas, principalmente dos Estados Unidos
e de outros países da América Latina, para adequar a produção a
uma demanda mundial menor.
Segundo ele, a empresa prevê uma queda de 24% no volume de vendas
para o último trimestre do ano em comparação com o mesmo período
de 2007.
(Fonte: Folha de São Paulo)
3 /12/2008
- 15h15
| Sindicato dos
Médicos amplia greve e pára 50% da urgência
|
 |
Os
hospitais da rede estadual de saúde estão desde ontem
funcionando com 50% do contingente médico nas unidades de
urgência e emergência. A paralisação de metade da categoria é
mais uma ação do movimento de greve do Sindicato dos Médicos (Sinmed-RN).
Apesar redução do pessoal, ontem pela manhã o movimento foi
pequeno na urgência do Hospital Walfredo Gurgel (HWG), a maior
unidade da rede pública de saúde. A suspensão parcial dos
serviços continua hoje.
De acordo com o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, a idéia
é ‘‘pressionar o governo a atender suas reivindicações e fazer
valer a decisão judicial que determina a manutenção de 50% dos
médicos em atividade’’.
Ele comentou que, apesar de os profissionais estarem em greve
desde 24 de outubro, os que trabalham nas urgências e
emergências vinham cumprindo serviço normalmente. ‘‘Os médicos
que deveriam cumprir a paralisação ainda estavam presentes nas
unidades. Agora, com essa nova medida, um hospital que tinha
quatro anestesistas de plantão na urgência terá apenas dois para
atender toda a demanda existente’’, explicou Ferreira.
A decisão pela greve foi tomada na noite de segunda-feira, após
mais um fracasso nas negociações da categoria com o secretário
estadual de Saúde, George Antunes. Ele ofereceu à categoria o
pagamento dos atrasados do Plano de Cargos, Carreiras e Salários
(PCCS) e uma mudança de nível, que representa um reajuste de 3%.
Porém, não apresentou solução para outros pontos da pauta de
reivindicação, como a incorporação da gratificação, a
produtividade por procedimento aos médicos e as melhores
condições de trabalho.
‘‘Nossas reivindicações não se restringem às melhorias
salariais, buscamos também evoluções na qualidade de trabalho e
na estrutura hospitalar. Como para estas duas últimas questões
não nos foi apresentado nenhuma proposta, o movimento continua e
de forma mais severa’’, justificou ele.
Geraldo citou a situação no HWG para ilustrar a falta de
estrutura com que os médicos estão trabalhando, segundo ele, na
segunda-feira à noite, faltou lençol para os pacientes e roupa
cirúrgica para os profissionais que iam realizar cirurgias. No
corredor, ainda de acordo com o presidente do Sinmed, 35
pacientes aguardam vaga para enfermarias e outros 25 estão a
espera de vagas na UTI.
Durante toda a tarde de ontem, a reportagem procurou entrar em
contato com o diretor do HWG, José Renato Brito, para falar
sobre as declarações de Ferreira. No entanto, as ligações não
foram atendidas. O secretário George Antunes disse que o impacto
financeiro das propostas dos médicos será analisado hoje pela
governadora Wilma de Faria. Quanto à remuneração por
procedimento, Antunes afirmou que o projeto de lei já foi
aprovado pela governadora e será encaminhado para apreciação da
Assembléia Legislativa.
(Fonte: Diário de Natal)
|
3 /12/2008
- 15h10
Sindicato: setor de autopeças deve
ter 8,2 mil demissões no 4º tri
Portal Terra
SÃO PAULO - Cerca de 8,2
mil funcionários do setor de autopeças devem perder o
emprego no último trimestre deste ano, de acordo com
sondagem realizada pelo Sindicato Nacional da Indústria de
Componentes para Veículos (Sindipeças) para avaliar os
impactos da crise financeira na economia nacional.
Segundo o levantamento
feito com 95 empresas, que representam aproximadamente 41%
do faturamento do setor, a indústria de autopeças deve ter
em dezembro 223,7 mil trabalhadores, frente 231,9 empregados
em setembro.
O Sindipeças ressalta que o
número de funcionários é 3,2% maior que o verificado em
2007, mas representa uma queda significativa nas previsões
de 8,3% de crescimento feitas em agosto. Além disso, a
entidade apontou que 100% das empresas consultadas darão
pelo menos 16 dias de férias coletivas em dezembro.
Para o presidente do
sindicato, Paulo Butori, a situação pode piorar.
- É preciso ter muita calma
e equilíbrio para não tomar decisões precipitadas, nem ficar
apenas olhando a tempestade pela janela. O primeiro
trimestre do ano que vem será muito difícil- afirmou.
Ainda de acordo com a
pesquisa, 48% das empresas informaram que manterão o nível
de investimento programado para 2009, enquanto 46% vão
reduzir e apenas 6%, aumentar. O Sindipeças acredita que o
faturamento do setor pode chegar a R$ 74,4 bilhões neste
ano.
(Fonte: JB Online - Terra)
3 /12/2008
- 10h30
Congresso lembra luta de Chico
Mendes em defesa da Amazônia
O trabalho realizado pelo líder
sindical e ambientalista Chico Mendes será lembrado hoje, em
sessão solene do Congresso Nacional, às 11 horas, no plenário do
Senado. Antes, às 10 horas, haverá debate com estudantes da rede
pública do Distrito Federal sobre a luta dos seringueiros pela
preservação da floresta amazônica e apresentação do cantor acreano
Sérgio Souto.
A homenagem, proposta pelos deputados Perpétua Almeida (PCdoB-AC)
e Nilson Mourão (PT-AC) e pelos senadores Tião Viana (PT-AC),
Marina Silva (PT-AC) e Cristovam Buarque (PDT-DF) e apoiada por
diversos parlamentares, visa marcar os 20 anos do assassinato do
líder acreano.
Participam da homenagem, ao lado de
senadores e deputados, familiares do ambientalista, como sua
esposa, Ilzamar Mendes, seus filhos e seu primo e também
sindicalista Raimundo Barros. Foram convidados ainda os ministros
da Justiça, Tarso Genro, e da Secretaria Especial dos Direitos
Humanos, Paulo Vannuchi, além do jornalista Zuenir Ventura, autor
de livro e de diversas reportagens sobre Chico Mendes. Também
devem participar da sessão Suely Bellato, integrante da Comissão
de Anistia do Ministério da Justiça, e representantes do Conselho
Nacional dos Seringueiros e do Fórum Brasileiro de ONGs e de
Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento -
Fboms.
Chico Mendes foi fundador do PT no
Acre e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri. Em 1985,
liderou o 1º Encontro Nacional de Seringueiros, que resultou na
aprovação da proposta denominada União dos Povos da Floresta,
unificando interesses de seringueiros e índios em defesa da
Amazônia. Com a repercussão nacional e internacional do movimento,
o ambientalista recebeu diversos prêmios, entre os quais o Global
500, oferecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Como resultado das ações lideradas
por Chico Mendes pela preservação da floresta, são criadas
reservas extrativistas no Acre, o que contraria interesses de
grandes proprietários de terras da região. Seguidas ameaças de
morte recebidas pelo ambientalista são reportadas a autoridades
policiais, o que, no entanto, não evita o assassinato do
sindicalista, em 22 de dezembro de 1988.
(Fonte:
Agência da Câmara)
3 /12/2008
- 10h30
Terceira vigília fortalece
luta pelos direitos dos aposentados
O presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho, participa às 11h30 de hoje (3) de ato
público organizado por entidades sindicais e vinculadas aos
aposentados e pensionistas em frente ao Congresso Nacional,
em companhia de outros membros da Casa. A informação é do
senador Paulo Paim (PT-RS), que liderou a terceira vigília
em defesa dos interesses dos aposentados, que começou na
noite de ontem (2), continuou por toda a madrugada e foi
encerrada às 6h05 desta quarta-feira (3), tendo como último
orador o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS). As outras duas
vigílias ocorreram igualmente no Plenário do Senado nos dias
18 e 26 de outubro, a primeira com encerramento às 6h do dia
19 e a segunda à 1h25 do dia 27.
A mobilização dos senadores,
que incentivou a realização de vigílias em assembléias
legislativas como na do Rio Grande do Sul e em vários
municípios brasileiros, tem como objetivo sensibilizar a
Câmara dos Deputados para a aprovação de três projetos, que
já passaram pelo crivo do Senado Federal - os projetos de
lei do Senado (PLS)
296/03, que acaba com o chamado fator previdenciário
, e
58/03, dispondo sobre a recomposição das perdas de
rendimentos sofridas por aposentados e pensionistas; e
também o projeto de lei da Câmara (PLC
42/07), que assegura aos benefícios mantidos pela
Previdência Social o mesmo reajuste do salário mínimo.
A terceira vigília na verdade
resultou do prolongamento da sessão deliberativa do Senado,
iniciada às 14h de ontem. Em seu início, foi presidida pelo
senador Garibaldi Alves Filho, que hipotecou apoio ao
movimento e à causa dos aposentados. Representantes de
entidades como Confederação dos Aposentados do Brasil (COBAP),
Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Nova
Central, entre outras, acompanharam os trabalhos a partir da
galeria e da área em Plenário reservada a convidados.
De acordo com o senador Paulo
Paim, o centro da mobilização agora foi deslocado para a
Câmara dos Deputados, embora mobilizações em torno do tema
deverão ser realizadas em vários estados brasileiros. Nesta
sexta-feira (5), por exemplo, ainda segundo o senador,
haverá uma grande manifestação na cidade de Santos, onde
todas as atividades públicas serão encerradas por um prazo
de duas horas. A manifestação ocorrerá em frente à
prefeitura do município.
Na vigília, o senador Paim
informou ainda que o deputado Pepe Vargas (PT-RS) deve
defender o fim do fator previdenciário. Ele é relator da
Matéria na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e no
plenário da Câmara.
Fizeram discursos ou apartes
durante a vigília os senadores Rosalba Ciarlini (DEM-RN),
Garibaldi Alves Filho, Mário Couto (PSDB-PA), Paulo Paim,
Papaléo Paes (PSDB-AP), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC),
Romeu Tuma (PTB-SP), Valter Pereira (PMDB-MS), Cristovam
Buarque (PDT-DF), Mão Santa (PMDB-PI), José Nery (PSOL-PA),
Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Jefferson Praia (PDT-AM), Raimundo
Colombo (DEM-SC), Wellington Salgado (PMDB-MG) e Pedro Simon
(PMDB-RS).
(Fonte: Agência Senado)
2 /12/2008
- 15h30
Centrais sindicais promovem V Marcha da Classe Trabalhadora
Cinco
centrais sindicais (CUT, CTB, UGT, Nova Central, Força Sindical e
CGTB) promovem nesta quarta-feira (3/12), a V Marcha da Classe
Trabalhadora. Pessoas de todas as regiões do país participarão do
ato, reivindicando
redução de juros, aumento de investimentos nas áreas sociais e de
infra-estrutura, garantia de emprego, direitos e valorização do
salário mínimo.
Nesta
edição, a Marcha tem como principal eixo de reivindicação o
enfrentamento da crise financeira mundial com medidas concretas de
geração de emprego e renda. Por isso, foi adotado como tema da
manifestação o “Desenvolvimento com Valorização do Trabalho”. Para
a CUT, a V Marcha da Classe Trabalha será “novamente uma
manifestação de unidade com o objetivo de pressionar e abrir
negociações no Congresso Nacional, Judiciário e Executivo”. Temas
como valorização do salário mínimo; defesa das reservas do pré-sal
e uma nova matriz energética; ratificação das convenções 151 (que
regulamenta a negociação coletiva no serviço público) e a 158 (que
coíbe as demissões imotivadas), também farão parte da bandeira de
luta da manifestação.
O Trajeto
A
concentração da V Marcha da Classe Trabalhadora será no Estádio
Mané Garrincha, ainda de madrugada, às 5 horas. Às 9 horas, os
manifestantes, apoiados por carros de som, seguirão em marcha até
o Congresso Nacional. Ao final, a CUT realizará um ato público em
frente ao Ministério do Trabalho, cobrando o envio e a aprovação
do projeto de lei que institui a contribuição negocial, além da
revogação da instrução normativa que institui o desconto da
contribuição sindical para os servidores públicos.
(Com informações da Agência CUT)
2 /12/2008
- 11h30
AB: Garibaldi descarta votação
de reforma tributária este ano
|
| O presidente
do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse hoje (1º)
que “neste ano não se vota a reforma tributária de jeito
nenhum”. Na sua opinião, só um cenário de acordo das
lideranças com uma convocação do Congresso Nacional em
janeiro de 2009 e “o interesse do governo de aprovar logo a
proposta” seria capaz de viabilizar a apreciação da reforma,
que ainda está pendente de apreciação na Câmara. Ele
acrescentou que uma eventual convocação do Senado para
trabalhar em janeiro para analisar a matéria só acontecerá
caso haja um acordo firmado entre todos os líderes
partidários e o governo.
“Se quiserem votar a reforma
tributária a única alternativa seria uma convocação
extraordinária mas, mesmo assim, é preciso dar garantias que
essa matéria vai ser aprovada, sob pena de a convocação ser
realizada e não se chegar a votar, o que seria motivo de
muita incompreensão e contestação”, afirmou o presidente do
Senado.
Quanto à pauta do Senado, o
presidente acredita que amanhã (2) os parlamentares deverão
votar a medida provisória 442, que possibilita ao Banco
Central socorrer pequenas instituições financeiras. Às
11h30, está agendada uma reunião do presidente do Senado com
o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando esse assunto
deverá ser tratado.
Garibaldi Alves também
comentou os desdobramentos do impasse criado por ele a
partir da decisão de devolver ao governo a medida provisória
440, que prorroga por cinco anos as concessões de
funcionamento de instituições filantrópicas. Segundo ele, há
um grupo de trabalho constituído para elaborar um projeto de
lei que substitua a MP.
O senador acrescentou que é
necessário acelerar a elaboração desse projeto para que
possa ser apreciado ainda neste ano pelo Congresso Nacional.
Garibaldi lembrou que existe o prazo de cinco anos de
vigência de cerca de duas mil concessões, que vencerão no
final desse mês.
(Fonte:
Agência Brasil)
|
2 /12/2008
- 10h52
|
Na iniciativa privada, o debate sobre a idade mínima deve estar
ligado a um outro tema: a estabilidade no emprego. Caso
contrário, ninguém conseguirá aposentar-se
Silvia Barbára*
As
aposentadorias requeridas a partir de dezembro serão calculadas
com o novo fator previdenciário, resultando em mais um
achatamento do seu valor inicial.
Os
benefícios ficarão em média 0,55% menores, uma queda
ligeiramente mais acentuada do que em 2007, quando o valor das
novas aposentadorias por tempo de contribuição caíram cerca de
0,52%.
Em
determinadas faixas etárias, a perda pode chegar a quase 1%. O
maior rebaixamento está concentrado entre os trabalhadores com
60 anos de idade (-0,95%), seguidos de quem decidir se aposentar
aos 57 e 54 anos.
A
diferença ocorre porque o IBGE calcula a expectativa de vida em
cada faixa etária e em algumas delas, o aumento de sobrevida foi
mais significativo.
Fator previdenciário x
limite de idade?
O fator previdenciário é um redutor aplicado
sobre a média de contribuições que o trabalhador fez ao INSS.
Ele é definido a partir de três variáreis: tempo de
contribuição, idade e expectativa de vida. Quanto menores os
dois primeiros, maior a redução.
Esse mecanismo não foi criado para retardar o pedido de
aposentadoria, mas simplesmente para que o INSS gastasse menos
com os segurados. É fácil explicar por quê...
A
Constituição garante aposentadoria aos 35 anos de contribuição
(homem), 30 anos (mulher e professor de educação básica) e 25
anos (professora de educação básica).
Pelos cálculos já atualizados com a expectativa de vida de 2007
e considerando que uma pessoa tenha começado a contribuir para o
INSS aos 18 anos, só recebe a aposentadoria integral quem
trabalhar por 46 anos (homem); 41 (mulheres) e 36 anos
(professoras de educação básica).
Dada a grande diferença entre o que garante a Constituição e o
que impõe a regra do fator, ninguém retarda a aposentadoria.
Simplesmente, se aposenta por um valor muito abaixo do que
contribuiu durante a vida.
Por esse motivo, interessa ao governo trocar o fator
previdenciário pela exigência de uma idade mínima para a
concessão da aposentadoria.
Essa questão ressurgiu porque a Comissão de Seguridade Social e
Família da Câmara aprovou, no dia 8 de outubro, o PL 3.299/08,
que acaba com o fator previdenciário e altera o mecanismo de
cálculo dos benefícios. A proposta, do senador Paulo Paim
(PT/RS), já passou no Senado.
Boa notícia? Sem dúvida, desde que ninguém queira negociar a
idade mínima. Nesse caso, melhor ficar com o fator
previdenciário e buscar um mecanismo para atenuar os seus
efeitos, além de estabelecer uma forma menos draconiana de
calcular os benefícios.
Vale lembrar que, na iniciativa privada, o debate sobre a idade
mínima deve estar ligado a um outro tema: a estabilidade no
emprego. Caso contrário, ninguém conseguirá aposentar-se!
(*) Professora de Geografia, diretoria da Fepesp e
colaboradora do Diap |
2 /12/2008
- 10h32
FOLHA: Mendes critica partidarização do
servidor público
No mesmo dia em que o delegado Protógenes Queiroz foi convidado
para dar uma palestra na Assembléia Legislativa de São Paulo, o
presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes,
defendeu nesta segunda-feira a apartidarização dos servidores
públicos.
"Servidor público deve ser apartidário. A partidarização, em
qualquer segmento do serviço público, em geral, é extremamente
perigosa", disse Mendes.
Na semana passada, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz
Fernando Corrêa, disse que o afastamento de Protógenes Queiroz da
Diretoria de Inteligência da PF era conseqüência do perfil
"quase partidário" adotado pelo delegado desde que deixou o
comando da Operação Satiagraha.
Além da palestra, Protógenes será homenageado na Assembléia
pela bancada do PSOL. Apesar da declaração ser entendida como uma
crítica indireta ao delegado, o ministro não quis comentar o caso
específico de Protógenes.
Mendes também se esquivou de comentar o novo pedido, pela
Polícia Federal, de prisão do banqueiro Daniel Dantas, dono do
grupo Opportunity, investigado na Operação Satiagraha.
O presidente do Supremo participou hoje de um seminário da
semana de conciliação, promovido pelos tribunais de Justiça de São
Paulo.
Prisões
Mendes ainda criticou hoje o excesso de pedidos de prisões
preventivas sem sentença. "Estamos discutindo no Conselho
[Nacional de Justiça] uma resolução para fazer um acompanhamento
de modo a ter uma retificação eventual do fundamento da prisão
preventiva."
Segundo ele, essa semana de conciliação é uma medida necessária
para desafogar o excesso de processos nos tribunais. "Não se trata
de medida populista. Alguns têm esse caráter imediato, eu espero
não ter de fazer mais mutirões no futuro."
Ele também criticou o "independentismo" da Justiça de primeira
instância, que acaba sobrecarregando as instâncias superiores. "É
um independentismo que leva a sentenças precárias, que, sabem,
mais tarde serão cassadas."
Como exemplo, Mendes citou o caso de um desembargador do TJ
(Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul, que recebeu mais de
3.000 processos para julgar.
Segundo ele, inconformado com o excesso de processos, o
desembargador pediu para mudar para uma Câmara Criminal.
(Fonte: Folha Online)
1° /12/2008
- 17h32
Justiça determina suspensão da greve dos servidores
do MP-MA
A desembargadora Nelma Celeste Souza Silva Sarney
determinou a suspensão imediata da greve dos
servidores
do Ministério
Público
do Maranhão, em
curso
desde o dia 27 de novembro.
O pedido de antecipação de tutela, formulado pelo Ministério
Público do Maranhão, solicitando a decretação da ilegalidade da
greve, foi deferido nesta segunda-feira (dia 1º). Caso a
determinação seja descumprida, o Sindicato dos Servidores do
Ministério Público do Maranhão (Sindsemp) deverá pagar multa
diária de R$ 10 mil.
(Fonte: Badauê Online)
1° /12/2008
- 17h28
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Relator é contra suspensão da contribuição sindical do
servidor |
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O relator do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 862/08,
deputado Roberto Santiago (PV/SP), afirmou que é favorável à
cobrança obrigatória da contribuição sindical dos servidores
públicos. Ou seja, ele dará parecer contrário ao projeto,
apresentado pelo deputado Raul Jungmann (PPS/PE).
O projeto suspende o recolhimento da contribuição sindical de
todos os servidores públicos das administrações federal,
estaduais e municipais, determinada em instrução normativa do
Ministério do Trabalho, em setembro deste ano.
O relator se reuniu, na última terça-feira (25/11), com
representações sindicais e com a Confederação dos Servidores
Públicos do Brasil (CSPB) para debater a situação dos
movimentos sindicais no País.
"Nosso relatório será contrário ao projeto, garantindo o
direito de organização das entidades dos servidores públicos,
principalmente as municipais, que têm maior dificuldade.
Enquanto eu estiver neste Parlamento, vou trabalhar no sentido
de a contribuição ser compulsória. Mas nós temos que criar
mecanismos democráticos para fazer o debate do desconto",
afirmou.
Isonomia
O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do
Brasil, João Domingues, afirmou que as entidades de servidores
reivindicam isonomia com a iniciativa privada. "Nós não
estamos tratando do mérito - se a contribuição sindical é o
melhor ou o pior sistema de custeio para o movimento
sindical".
E emenda: "Esse é o assunto de mérito que já está sendo
travado entre as centrais sindicais, é a discussão da
contribuição negocial, etc. A questão aqui é de isonomia. Nós
terminamos sendo, de certa forma, discriminados porque nossos
direitos de organização sindical não estão juntos com o do
setor privado", disse.
Inconstitucional
O deputado Raul Jungmann afirma que a instrução normativa do
Ministério do Trabalho é inconstitucional. "É juridicamente
inadequado que uma portaria ministerial determine uma
contribuição que tem todas as características de um imposto
sindical. A norma deveria vir através de um projeto de lei sob
ampla discussão", disse.
Para Jungmann, a sustentação e a manutenção do movimento
sindical devem ser discutidas pelas próprias bases, e a
contribuição acontecer de forma voluntária.
Tramitação
O projeto está na Comissão de Trabalho, onde aguarda votação.
Depois, seguirá para exame da Comissão de Constituição e
Justiça, e, vai ao plenário. |
SINASEMPU
A diretoria do SINASEMPU já anunciou que é contrária à cobrança do
imposto compulsório e que, portanto, irá devolver o percentual a
que tem direito aos seus filiados. "O imposto sindical
obrigatório faz com que os sindicatos se mantenham atrelados ao
Estado, porque passam a depender dele para financiar suas
atividades. E nós entendemos que as organizações dos trabalhadores
devem ser autônomas e livres de quaisquer interferências
governamentais", afirmou.
(Com informações do DIAP)
1° /12/2008
- 15h25
Secretaria Geral estipula plantão no MPF
De 22 de dezembro de 2008 a 2 de
janeiro de 2009, o expediente nas unidades do Ministério Público
Federal será de oito horas diárias, a ser cumprido em regime de
plantão, desde que não haja prejuízo à continuidade do serviço. As
horas trabalhadas nos dias úteis desse período vão integrar o
Banco de Horas na proporção de um e meio por um. A determinação
consta da Portaria SG/MPF nº 943, assinada em 28 de novembro, pelo
secretário-geral do MPF, Carlos Frederico.
A Administração de cada unidade vai
decidir sobre a forma de cumprimento do plantão, registrando a
freqüência do servidor que estiver na escala de serviço,
observando as disposições da Portaria PGR/MPU nº 707 e Portaria
PGR/MPF nº 708, ambas de 2006, e alterações posteriores, no que
couber.
Nos dias 24 e 31 de dezembro, não haverá expediente nas unidades
do MPF. Nesses dias, As Secretarias de Administração, de
Acompanhamento Documental e Processual e de Tecnologia da
Informação vão adotar as providências necessárias ao funcionamento
da Divisão de Registro e Distribuição de Processos, do Núcleo de
Transportes e da Divisão de Suporte Técnico. O objetivo é
assegurar a continuidade do serviço e à movimentação processual
que se fizer necessária.
Nas demais unidades do MPF, a Administração vai adotar as
providências necessárias à continuidade do serviço e à
movimentação processual, observando, no mínimo, as áreas
correlatas indicadas neste parágrafo.
(Fonte: PGR Informa)
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