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   · DEZEMBRO ·   



02/01/2009 - 14h10

Comunicado sobre o expediente do SINASEMPU em Brasília  

A Secretaria Geral do SINASEMPU informa que hoje, dia 02, o expediente na Sede do Sindicato em Brasília (DF) encerrará às 15h. As atividades serão retomadas, normalmente, na segunda-feira, dia 05.
 






30
/12/2008 - 13h35

Cartilha ajuda população a entender o Orçamento e a fiscalizar os gastos públicos
 
Com o objetivo de ajudar os brasileiros a fiscalizarem os gastos do governo federal, dos estados e municípios, o Senado lançou a cartilha Para entender o Orçamento. A publicação, elaborada pelo Jornal do Senado, usa linguagem simples para explicar à população como são elaborados o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
 
A cartilha também descreve o processo de aprovação do Orçamento pelo Congresso Nacional, explicando como ocorre a apresentação de emendas pelos senadores e deputados. Reúne ainda os mecanismos de divulgação dos gastos previstos no Orçamento e de acompanhamento da realização de despesas, para que a população possa participar da fiscalização do cumprimento das políticas públicas.
 
Na apresentação do livreto, o presidente do Senado, Garibaldi Alves, lembra que o Estado atualmente arrecada 40% de tudo o que é produzido pela sociedade, destacando a importância do controle social sobre a aplicação desses recursos públicos. Na avaliação do parlamentar, a cartilha contribuirá para descentralizar o conhecimento sobre o ciclo orçamentário, ampliando a capacidade de controle dos gastos efetuados não apenas na esfera federal, mas também por governadores e prefeitos.
 
O texto explica, por exemplo, como são definidas as prioridades para a destinação dos recursos e destaca o peso dos gastos com a dívida pública - 45,6% do total previsto no Orçamento para 2009. O leitor também fica sabendo que serão destinados 10,2% dos recursos para pagamento de pessoal e 33% para despesas de custeio, como manutenção de prédios e pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais.
 
O livreto sobre o Orçamento do país integra a série Especial Cidadania, que já lançou outras duas cartilhas, sobre direitos e garantias fundamentais e sobre saúde. Todas as publicações estão disponíveis no site www.senado.gov.br/jornal.

Fonte: Agência Senado

 


30
/12/2008 - 13h35

País começará 2009 com Orçamento ajustado para enfrentar crise

O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2009, já aprovado pelo Congresso, reflete os sinais da crise financeira mundial na economia brasileira. Houve um corte nas receitas brutas de R$ 3,6 bilhões em relação à proposta inicial do Poder Executivo, e as transferências de recursos da União para estados e municípios serão afetadas.
 
O líder do governo na Comissão Mista de Orçamento, deputado Gilmar Machado (PT-MG), considera que o Congresso agiu com responsabilidade quanto ao texto aprovado. "Fizemos um orçamento realista, com austeridade; todos entendem a gravidade da crise que enfrentamos hoje", ressaltou.
 
Ajustes
A previsão de arrecadação menor obrigou os parlamentares a fazerem ajustes no Orçamento. Os cortes e remanejamentos de recursos alcançaram R$ 11 bilhões em relação ao projeto original do governo. As despesas de pessoal foram reduzidas em cerca de R$ 400 milhões, e as de custeio em R$ 7 bilhões. Boa parte das mudanças foi feita para acomodar emendas de parlamentares.
 
O relator do Orçamento, senador Delcídio Amaral (PT-MS), disse que os investimentos foram mantidos, apesar de os cortes terem atingido diversas áreas. "Os investimentos têm de ser preservados; não só aqueles que já estavam definidos pelo governo, mas também os previstos em emendas de parlamentares", explicou.
 
Os ajustes feitos pelo Congresso não vão livrar o Orçamento de 2009 da tesoura do próprio governo, conforme já avisou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. No início do ano, deverá ser anunciado um bloqueio de recursos, o chamado contingenciamento, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00), até que o governo tenha certeza de que a arrecadação tributária será suficiente para cobrir as despesas previstas.
 
Fonte: Câmara dos Deputados

 


30/12/2008 - 13h35

Deputados propõem novas regras para organização e custeio sindical       
 
O projeto de lei mantém a unicidade sindical na base; e no que se refere ao custeio da estrutura sindical estabelece a "contribuição sindical", devida pela categoria profissional ou econômica, independente do resultado da negociação coletiva.
 
Marcos Verlaine Antes de renunciar ao mandato de deputado federal, pois vai assumir a Prefeitura de Novo Hamburgo (RS), Tarcísio Zimmermann (PT/RS), com o deputado Eudes Xavier (PT/CE), apresentaram o PL 4.430/08 para regulamentar o artigo 8º da Constituição, no que se refere a organização sindical, o custeio das entidades sindicais e a representação dos trabalhadores nos locais de trabalho. O projeto também pretende regulamentar a negociação coletiva e as convenções e acordos coletivos de trabalho.
 
O objetivo desse texto é fazer uma análise detalhada dos principais itens do projeto, que será objeto de discussão na próxima sessão legislativa da Câmara, cujos trabalhos serão retomados a partir do dia 2 de fevereiro de 2009.
 
De modo geral, o projeto de lei mantém a unicidade sindical na base, isto é, para os sindicatos – artigo 5º da proposição; e no que se refere ao custeio da estrutura sindical estabelece a "contribuição sindical", devida pela categoria profissional ou econômica, independente do resultado da negociação coletiva, é o que determina o inciso IV, do artigo 7º do projeto.
 
Essa 'contribuição sindical' é a negocial, pois, segundo o projeto de lei, a "autorização de cobrança e fixação do valor da contribuição sindical" serão determinadas por assembléia geral dos trabalhadores convocada para este fim, é o que estabelece o inciso I, do artigo 24, combinado como 46: "A contribuição sindical é devida por todos os trabalhadores representados na negociação coletiva".
 
Transição
Um aspecto importante no projeto, que demonstra a sensibilidade dos autores, e compromisso com a estruturação do movimento sindical, é o fato de proporem um período de transição para alterar a forma de cobrança da contribuição sindical, que pela proposição será de três anos.
 
Assim, a contar da vigência da lei, "os sindicatos podem continuar arrecadando a contribuição sindical na forma estabelecida nos artigos 578 a 610 da Consolidação das Leis do Trabalho e no Decreto-lei 1.166, de 15 de abril de 1971". Por outro lado, o sindicato, por meio de assembléia geral, pode adotar o que propõe este projeto. Porém, a mudança será em "caráter irrevogável", determina parágrafo único, do artigo 76.
 
Percentual e negociação frustrada
O parágrafo 1º, do artigo 46, determina que a contribuição "não pode ultrapassar 1% do valor da remuneração do trabalhador", cujo desconto será mensal, "enquanto vigorar a convenção ou acordo coletivo de trabalho". Pelo texto, esse desconto poderá ser parcelado em até um ano, pois a vigência do acordo ou convenção é, em geral, de um ano.
 
Caso a negociação coletiva não tenha êxito, o parágrafo 2º, do artigo 46, determina que "a contribuição é descontada pelo período de um ano após a autorização da assembléia de representados", cujo desconto é uma obrigação dos empregadores, isto é, os patrões são obrigados a descontar da folha de pagamento de seus empregados, diz o artigo 48.
 
Os percentuais de repasse da contribuição sindical seguem os mesmos critérios e valores determinados pela Lei 11.648/08, que regulamentou o funcionamento das centrais sindicais, tanto "para os empregadores", quanto "para os trabalhadores", que no caso do segundo é: 5% para confederação; 10 para central; 15% para federação; 60% para o sindicato; e 10% para "Conta Especial de Emprego e Salário" do Ministério do Emprego e Trabalho.
 
Sobre as contribuições
Pelo projeto, além da contribuição sindical, haverá mais dois tipos de contribuições devidas pelos trabalhadores aos seus respectivos sindicatos: 1) a associativa, que é voluntária, devida pelos trabalhadores filiados ao sindicato; e 2) a confederativa, destinada ao custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, fixada por assembléia geral e devida apenas pelos associados ao sindicato. Essa contribuição deve ser autorizada por escrito para que haja o desconto em folha.
 
Estabilidade do dirigente sindical
O artigo 34, inciso I, garante estabilidade ao dirigente sindical a partir do registro da candidatura e, se eleito, ainda que suplente, até um ano depois do final do mandato. Pelo projeto, não cabem interpretações que coloquem em risco essa estabilidade, pois o texto é claro quanto a isto.
 
Essa estabilidade também é estendida ao membro do conselho fiscal, tendo em vista que considera-se o cargo de direção ou de representação sindical "aquele cujo exercício decorre de eleição prevista em lei", diz o parágrafo 2º do artigo 34.
 
Organização no local de trabalho
Os autores afirmam que a formulação do projeto levou em consideração o acúmulo de discussão do Fórum Nacional do Trabalho (FNT), fórum tripartite em que, de 2003 a 2005, trabalhadores, patrões e Governo discutiram um novo modelo de organização sindical para o País.
 
Naquela discussão, embora os representantes patronais não tenham permitido que avançasse o debate, se tratou da organização sindical no local de trabalho. Assim, os autores do projeto resgatam a proposta e a trazem para o projeto.
 
O artigo 52 assegura a representação dos trabalhadores nos locais de trabalho, para: 1) representar; 2) fazer o relacionamento entre empresa e trabalhadores (mediar); 3) promover o diálogo e o entendimento no ambiente de trabalho, com objetivo de prevenir conflitos; 4) solucionar conflitos, com vistas à aplicação das normais legais e contratuais; 5) assegurar tratamento justo e imparcial aos trabalhadores; 6) encaminhar reivindicações dos trabalhadores; e 7) acompanhar e fiscalizar o cumprimento e aplicação das leis trabalhistas, previdenciárias e convenções e acordos coletivos de trabalho.
 
Essa representação será única, conforme determina o parágrafo 1º, artigo 53: "Somente pode existir uma representação por local de trabalho"; e essa representação integra o sistema sindical, composto por confederações, federações e sindicatos, sem prejuízo da autonomia da representação, "em colaboração com as entidades sindicais".
 
Os representantes são eleitos por voto secreto e direto, na proporção de: 1) um representante para até 150 trabalhadores; 2) dois para 150 a 300; 3) três para 301 a 500; 4) quatro para 501 a 1000, e mais dois para as empresas com mais de 1000 ou fração superior a 500. O sindicato dirige o processo de escolha dos representantes e instala a representação.
 
Os mandatos serão de dois anos, com estabilidade (artigo 6; I, III e III) e possibilidade de reeleição, "salvo disposto de modo diverso em convenção ou acordo coletivo de trabalho", diz o artigo 64.
 
Revogações
O projeto de lei determina em seu artigo 79, nos incisos I e II, a revogação dos artigos 511 a 535, 537 a 562, 564, 570 a 577, 624 e 625 da CLT, que tratam da organização sindical. E revoga ainda, após três anos, depois da vigência da lei, os artigos 578 a 593 e 598 a 610, da CLT, o DL 1.166/71, o inciso II do artigo 17 da Lei 9.393/96, e o artigo 5º da Lei 9.701/98, que tratam da contribuição sindical.
 
Tramitação
O projeto só será objeto de discussão e deliberação na sessão legislativa de 2009. Será apreciado pelas comissões de Trabalho; Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça, antes de ser votado no plenário da Câmara, para daí ser enviado à Casa revisora – o Senado.
 
Fonte: DIAP
 

 

 


26/12/2008 - 12h45

Comunicado sobre o expediente do SINASEMPU em Brasília  

A Secretaria Geral do SINASEMPU informa que hoje, dia 26, o expediente na Sede do Sindicato em Brasília (DF) encerrará às 14h. As atividades serão retomadas, normalmente, na segunda-feira, dia 29.


22/12/2008 - 15h30

MPT autoriza regime de plantão para servidores da PGT  

Os servidores da Procuradoria Geral do Trabalho trabalharão em regime de plantão no período de 22 de dezembro a 2 de janeiro, das 12h às 19h.   

A decisão foi tomada pelo procurador-geral do Trabalho em exercício, Jeferson Luiz Pereira Coelho, após considerar o pedido formulado conjuntamente pelo SINASEMPU e pela ASEMPT. 

Leia mais na nota abaixo: 

 

NOTA DA DIRETORIA 

Após considerar o pleito formulado conjuntamente pelo SINASEMPU e pela ASEMPT, em audiência concedida pelo Exmo. Procurador-Geral do Trabalho Dr. Otavio Brito Lopes, no dia 12/12/2008, para aplicação do regime de plantão aos servidores do MPT, que deixara de ser abordado quando da expedição dos Ofícios Circulares MPT nºs 1660 e 1661/2008,  foi autorizado, pelo Procurador-Geral do Trabalho em exercício, Dr. Jeferson Luiz Pereira Coelho o regime de plantão para os Servidores da PGT, na forma da autorização abaixo transcrita, sendo, assim, mantida a regra disposta no Ofício Circular MPT nº 1660/2008, considerando a autonomia que as PRTs têm para deliberar de acordo com o horário de funcionamento e sistemática adotados pelos órgãos locais da Justiça do Trabalho. 

Veja abaixo o teor do instrumento de autorização. 

“Memo. GAB/PGT nº 1707/08, de 19 de dezembro de 2008.

Senhor Diretor-Geral,

Considerando a Portaria SG/MPF nº 943, de 28/11/2008, e com a finalidade de preservar as peculiaridades de funcionamento de diferentes setores no âmbito da Procuradoria Geral do Trabalho, comunico a V. Sa., para as providências pertinentes, que:

a) O expediente nas Unidades, no período de 22/12/2008 a 02/01/2009, será no horário de 12h às 19h, podendo haver horário integral, por determinação das respectivas Diretorias de acordo com a necessidade de serviço;

b) As Unidades poderão adotar, de forma alternativa, a sistemática do regime de plantão no período de 22/12/2008 a 02/01/2009, esclarecendo que nesse caso, as áreas essenciais deverão seguir o disposto no artigo 3º da Portaria SG/MPF nº 943, de 28/11/2008, encaminhando previamente para o Departamento de Recursos Humanos a relação nominal dos servidores para fins de controle de freqüência;

c) O servidor que por necessidade de serviço, permanecer em exercício no período compreendido na letra “a”, deverá compensar os dias efetivamente trabalhados de forma única no decorrer do ano de 2009, de acordo com a oportunidade e a conveniência a ser aferida pela respectiva Chefia ou Diretoria;

d)  Não serão autorizadas alterações de férias até o dia 06 de janeiro de 2009, salvo as hipóteses plenamente justificadas.

Atenciosamente, 
JEFERSON LUIZ PEREIRA COELHO
Procurador-Geral do Trabalho, em exercício” 

 

Acesse aqui o conteúdo da Portaria SG/MPF nº 943, de 28/11/2008.



19/12/2008 - 18h34

Setor público avança, mas ainda não cumpre cotas
 
Na esfera pública, tem diminuído a distância entre a realidade de pessoas com deficiência e o que de fato manda a lei.

Na avaliação de especialistas no tema, tornaram-se mais raros os casos em que, na prática, os concursados se deparam com a total falta de condições de trabalho ou encontram dificuldades para assumir o cargo.

Hoje, se discutem no âmbito legal temas mais "sofisticados", como se um servidor deficiente sujeito a ser deslocado para regiões afastadas deve ou não ser enviado a essas localidades.

Também em consonância com esse avanço, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu, em outubro, pela obrigatoriedade de reserva de vagas para juízes -e não apenas para outros servidores da Justiça.

"É uma resolução que vincula as decisões tomadas pelos tribunais", explica Rui Stoco, conselheiro do CNJ. Segundo ele, o órgão recebia muitas ações questionando tribunais sem cotas para deficientes.

Alguns tribunais se adiantaram à medida. O Tribunal Regional Federal (terceira região) instituiu reserva para juízes em 2007. Já o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná estendeu essa cota a todos os cargos.

Longo caminho

O cenário é de avanço, mas há muito a ser conquistado. Segundo a procuradora da República Eugênia Gonzaga Fávero, a meta do Ministério Público Federal é alcançar efetivamente 5% de deficientes nos quadros do serviço público -o que não acontece atualmente.

Isso se deve a vários fatores, apontam os especialistas, como o tempo de vigência da lei, a adesão tardia à reserva de vagas e a falta de acesso à educação.

"Na esfera federal, a Procuradoria Geral da República, em Brasília, já solicitou formalmente ao Poder Executivo que faça o levantamento [do número de funcionários públicos deficientes]", ressalta Fávero.

A procuradora destaca também a importância de outros órgãos, como a Polícia Federal, se tornarem mais inclusivos. "O deficiente precisaria pelo menos ter o direito de prestar o concurso e se submeter à prova física. E se ele passar?", indaga.

Já a Polícia Federal diz que reserva vagas para o que chama de "carreiras de apoio", mas que é impossível fazer isso para quem pode ser chamado para atuar em missões em campo.

(Fonte: Folha de São Paulo)

 





19/12/2008 - 14h53

 

SINASEMPU divulga plano de lutas para 2009

A busca da melhoria na qualidade de vida dos servidores do MPU continuará a nortear a luta da categoria no próximo ano. O plano de lutas do SINASEMPU para 2009 aponta a construção do Plano de Cargos e Salários e a redução da jornada de trabalho como os principais desafios a serem enfrentados no período.


Entretanto, o plano, elaborado com base nas sugestões encaminhadas pelos delegados da XII AGO, apresenta outros dezoito pontos de igual importância para balizar a luta da categoria.

Confira:
  
 

Caros Companheiros e Companheiras de Lutas,
 

O Sindicato Nacional dos Servidores do MPU – SINASEMPU é o nosso principal e mais forte instrumento de luta por melhores condições de vida e trabalho, possibilidade de construção coletiva que se traduz em única forma de organização nessa direção. Nossas bandeiras principais devem refletir o sentimento da categoria, anseios e sonhos que são de todos: nossas lutas!
 

Neste sentido é que a Diretoria Executiva Nacional buscou sintetizar, dentre as incontáveis demandas e aspirações que chegam até nosso sindicato, algumas bandeiras, alguns pontos específicos de luta para relacioná-los como itens principais em nosso Plano de Lutas. Tal relação não tem por objetivo limitar nossas luta, excluir outras bandeiras legítimas e importantíssimas, mas auxiliar na priorização de alguns objetivos e por via de conseqüência torná-los realizáveis.
 

Colhemos neste trabalho as sugestões trazidas pelos Diretores Seccionais em seus mais recentes encontros, bem como pelos Delegados de Base que participaram da XII AGO. São propostas que traduzem em sua imensa maioria o desejo de permanecermos mobilizados por aquela que vem sendo nos últimos anos nossa principal motivação para a luta: A QUALIDADE DE VIDA.
 

Sem dúvida, algumas propostas como a melhoria do nosso PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS, inclusive passando a verdadeiramente discutir uma CARREIRA DO MPU, e a REDUÇÃO EFETIVA DA JORNADA DE TRABALHO têm, por sua universalidade e apelo cotidiano, merecido maior destaque nas mais diversas discussões em nossa categoria e, sem dúvida, continuarão a receber especial atenção nas ações do SINASEMPU, contudo, não abdicaremos de nenhuma luta, permaneceremos firmes na defesa de nossa categoria e buscando sempre mais avanços para nossa carreira.


É importante salientar também que aquelas sugestões que disseram respeito a sugestões de estratégias de atuação foram acolhidas com grande satisfação e influenciarão diretamente nas ações a serem adotadas durante o próximo ano. Algumas, inclusive, vem ao encontro de  propostas já apresentadas por esta Diretoria de Mobilização, como por exemplo o fortalecimento da representação efetiva por local de trabalho. Queremos que cada filiado e filiada reconheça-se como parte fundamental do SINASEMPU (como sem dúvida já o é) e com isto firmarmos a presença e atuação de nosso sindicato em todas as lutas, em todas as Unidades do MPU.
 

Desta forma, o SINASEMPU destacará em sua atuação pelo próximo ano a Luta permanente por/pela:

I.     Revisão do PCS;
II.    Jornada de trabalho 30h (trinta horas) semanais sem sobreaviso;
III.   Justiça no reconhecimento e concessão e pagamento efetivo de diárias e horas extras aos servidores;
IV. Criação Imediata de mais cargos para o MPT – Fim do abuso nas requisições/Cessões de Servidores de outros órgãos;
V.    Implementação de um programa de qualidade de vida no âmbito do MPU;
VI.   Implantação de políticas ambientais no âmbito das Unidades do MPU;
VII.  Fim do assédio moral aos servidores;
VIII. Implantação de um sistema de avaliação das chefias;
IX.   Fim do desvio de função – Pagamento de gratificação ao servidores que exerçam atribuições diferentes daquelas inerentes aos seus cargos;
X.    Instituição do abono-assiduidade;
XI.   Contratação de seguro para os veículos do MPU;
XII.  Ampliação dos concursos de relotação para participação de todos os servidores da Unidade da Federação;
XIII.  Criação de CIPAs no MPU;
XIV.  Redução do percentual de desconto do custeio do Plan Assiste de 10% (dez por cento) para 5% (cinco por cento);
XV.   Reajuste do vale-alimentação para todos os servidores do MPU;
XVI.  riação de uma Secretaria de Saúde no MPU;
XVII. Redução do custeio de 50% (cinqüenta por cento) para 20% (vinte por cento) para os dependentes-pais;
XVIII. auxílio-paternidade de um mês;
XIX.   Liberação de servidores para participar de atividades sindicais sem compensação de horário;
XX.    Fim da contribuição previdenciária pelos inativos;
 


D
IRETORIA EXECUTIVA NACIONAL

Anderson Cláudio de Melo Machado

Diretor Nacional de Mobilização e Formaçã


 




19/12/2008 - 11h33

Servidor tem cinco anos para revisar ato que concede aposentadoria

Prescreve em cinco anos o direito de servidor público ingressar com ação para revisar o ato de concessão de sua aposentadoria. A matéria foi pacificada pela Turma Nacional de Uniformização da Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais (TNU) em pedido de uniformização de interpretação de lei federal instaurado pela União, cujo julgamento ocorreu  nesta quinta-feira (18), em Brasília. Em ação movida contra a União, servidora pública aposentada pediu a revisão de sua aposentadoria estatutária com base na possibilidade de reconhecimento de seu tempo celetista ser contado como especial. 

De acordo com o relator da ação, juiz federal Manoel Rolim Campbell Penna, não se aplica ao caso o prazo prescricional previsto no artigo 110, parágrafo II da Lei 8.112/90, nem a prescrição decenal do Regime Geral da Previdência Social, mas sim a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no sentido de aplicar o Decreto 20.910/32, segundo o qual “as dívidas passivas da União, estados e municípios, bem como todo e qualquer direito ou ação contra a fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem”.   

Desta forma, explica o relator em seu voto, quando a ação visa configurar ou restabelecer situação jurídica, cabe ao servidor reclamá-la dentro do qüinqüênio seguinte, sob pena de ver o seu direito prescrito.

(Processo  2006.51.51.005660-0)

(Fonte: TNU)

 






18/12/2008 - 18h23

SINASEMPU garante remoção de mais servidor na Justiça 
 
O SINASEMPU garantiu na Justiça a remoção imediata de mais um servidor e filiado da Entidade, desta vez, para uma das unidades do MPU na cidade de Porto Alegre – RS.
 
A decisão favorável, juntamente com as demais já alcançadas pelo Sindicato, ajuda a consubstanciar jurisprudência contra os equívocos cometidos pela Administração, além de fazer valer os direitos dos servidores do MPU.
 
A vitória foi conquistada mediante liminar deferida pelo Juiz Federal da 20ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal Alexandre Vidigal de Oliveira, no Mandado de Segurança nº 2008.34.00.039762-9. A não observância, por parte da Administração, da ordem de classificação no concurso do MPU foi mais uma vez o motivo no qual a Justiça baseou a sua decisão.

 
Esta é mais uma vitória do Sindicato em favor de seus filiados.

 





18/12/2008 - 15h53

Congresso aprova orçamento para 2009 com cortes de mais de R$ 10 bilhões

Brasília - O Congresso Nacional aprovou há pouco o Orçamento Geral da União para 2009, com cortes, que chegaram a R$ 10,3 bilhões. Os cortes atingiram, principalmente, o custeio (despesas correntes com a máquina pública), além de pessoal e despesas com juros. Mesmo com os cortes, o orçamento aumentou em R$ 9,3 bilhões os investimentos previstos para o próximo ano.

De acordo com o relator-geral, senador Delcídio Amaral (PT-MS), os cortes e o aumento nos investimentos servirão “para mitigar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil”. Os cortes não atingiram o valor do salário do mínimo que, a partir de abril, será de R$ 464,72.

O orçamento prevê para o próximo ano gastos da ordem de R$ 1,6 trilhão, ou R$ 6,5 bilhões a menos que a proposta original, enviada pelo governo em agosto desse ano. O reajuste ocorreu devido à reestimativa das receitas do governo em face da crise financeira mundial.

(Agência Brasil)

 







18/12/2008 - 10h38

ENTREVISTA: Direitos flexíveis não evitam desemprego

 
 
"Essa dicotomia que as empresas apresentam de que só se preserva
empregos flexibilizando direitos é falsa. Não existe "ou um ou outro", é possível os dois: manter direitos e preservar empregos". A análise é de Ricardo Antunes, professor e pesquisador sobre trabalho e sua nova morfologia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Em entrevista a Terra Magazine, ele refuta a idéia de que é preciso
flexibilizar direitos para assegurar os empregos mesmo num momento de crise.

- Espanha não fez isso, nem os Estados Unidos, nem Inglaterra, França, Itália, Argentina. Por quê? Não há nenhuma experiência mundia l que mostre que flexibilizar é garantir empregos - contesta o professor.

Antunes enxerga uma "inversão perversa de valores", mas acredita ser possível uma negociação diferente. Para o pesquisador, o aumento significativo de desempregados no País significa mais candidatos à miséria e ao aumento da criminalidade.

Ele enfatiza que esses fatores, juntos, alimentam a "economia do
narcotráfico". E completa: "Inclusive este é o único setor que se
expande durante crises".

Veja a entrevista na íntegra:

Terra Magazine - É possível manter os empregos sem flexibilizar os
direitos trabalhistas?

Ricardo Antunes - Esta proposta de flexibilização é uma forma falaciosa de diminuir o emprego. Como se eu dissesse: Vou reduzir os seus direitos para garantir os seus direitos. Não é verdade que essa medida asseguraria os empregos. Não só os direitos são perdidos co mo se abre uma brecha para que eles nunca mais voltem a existir. O único jeito de garantir que isto não aconteça em uma situação de crise é se a empresa reconhecer o quanto ganhou nos últimos anos e que agora é o momento de preservar os empregos. Porque flexibilização é uma forma de precarização.

- Por que flexibilizar a CLT?

A CLT brasileira já não é rígida, ela abre espaço para negociações entre empresas e trabalhadores, via sindicatos. Mas o grande problema é que estas negociações saem caro para os empregados porque enquanto a empresa lucra não há divisão dos ganhos, mas em momento de crise, as negociações socializam os ônus. Isto é uma visão micro cósmica da crise. A Vale, por exemplo, depois da privatização, lucrou muito e manter isto é a cláusula pétrea da empresa, e não assegurar os direitos dos seus empregados. Mas
quero lembrar que não foram os tra balhadores que entraram na ciranda financeira. Existe uma inversão perversa de valores.

- Pelo que o senhor disse, flexibilizar aumentaria o desemprego ou o
número de trabalhadores informais?

Queria ver se propusessem flexibilizar os lucros das empresas. Estamos em um momento de garantir direitos e não de destruí-los. Isto é, se estivéssemos em um país socialmente mais sério. Se um trabalhador é demitido hoje, num momento de crise profunda, onde ele será admitido? Em lugar nenhum. E os desempregados, fazem o que para sobreviver? Mais candidatos à pobreza e miséria. Aumenta a criminalidade e alimenta a economia do narcotráfico. Inclusive este é o único setor que se expande durante crises.

- Mas flexibilizar os direitos trabalhistas não evitaria o desemprego em massa?

- Há um senso comum de que flexibilizar vai garantir empregos, mas a
Espanha não fez isso, nem o s Estados Unidos, nem Inglaterra, França, Itália, Argentina. Por quê? Não há nenhuma experiência mundial que mostre que flexibilizar é garantir empregos. Muito pelo contrário, é muito mais próximo de precarizar do que de garantir emprego e estabilidade. É um discurso que não tem sustentação, olhemos para as experiências históricas. No caso do Brasil, o Fernando Henrique Cardoso começou com a flexibilização dos direitos trabalhista ao criar o contrato provisório. Foi bom? Quando faltava um dia para completar três meses em um emprego, o trabalhador era demitido para que não se configurasse como empregado da instituição. Essa maleabilidade é interessante aos empresários, é claro, para que seus lucros não diminuam na altura em que a atual crise quer lhes impor.

- Então não há como negociar?

É claro que é possível negociar. Essa dicotomia que as empresas
apre sentam de que só se preserva empregos flexibilizando direitos é
falsa. Não existe "ou um ou outro", é possível os dois: manter direitos
e preservar empregos.

- Como?

A condição para garantir direitos é preservá-los e ampliá-los. Num
passado recente criaram o banco de horas, para que os empregados
trabalhassem mais de oito horas. Chega a crise e são obrigados a parar. Como fica a estabilidade da família? Completamente vulneráveis, não sabem se haverá férias, quanto vão receber, se trabalham duas ou 12 horas. Flexibilizar é como uma mola. As empresas reconhecem que com a crise custos precisam ser cortados para que consigam se manter na concorrência global. O problema é: o custo que querem cortar é o custo-trabalho. Precisamos rediscutir qual tipo de sociedade queremos.

- De maneira mais prática, existe a possibilidade de manter ambos,
direitos e empregos?

A OIT já afirmou que até o final de 2009 espera-se 20 milhões de
desempregados. Não podemos nem cogitar a idéia de que para manter a competitividade entre as empresas tenhamos que cortar empregos e nem que para mantê-los sejam cortados direitos. É a partir daí que devem começar as negociações.

Marcela Rocha
Especial para Terra Magazine

 




18/12/2008 - 10h31

Pela 1ª vez, trabalho escravo leva a desapropriação


Pela primeira vez no país, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) conseguiu concretizar a desapropriação de uma área sob o argumento de que nela foi realizada a prática de trabalho análogo à escravidão.

A fazenda Cabaceiras, que tem 10 mil hectares, fica em Marabá (PA) e é da família Mutran, uma das mais tradicionais no meio rural paraense. Entre 2002 e 2004, três ações do grupo móvel do Ministério do Trabalho resgataram 82 pessoas trabalhando sob condições tidas como degradantes.

Apesar da decisão dada pela Justiça Federal ser considerada por entidades que defendem os direitos humanos uma vitória histórica, a emissão de posse em favor do instituto só aconteceu depois que os Mutran desistiram de um mandado de segurança deferido pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O mandado suspendia os efeitos de um decreto do presidente Lula de 2004, que já ordenava a desapropriação.

Segundo Délio Mutran, um dos donos da fazenda, a família desistiu da ação porque a propriedade está invadida há cerca de dez anos pelo MST (Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Como já havia o decreto, criou-se um impasse jurídico, que impedia a reintegração de posse.

"Não queríamos [desistir]. Lá tem estrada, rio, nascentes, é uma terra fértil. Mas fazer o quê? O MST radicalizou, elegeu ali como uma coisa emblemática", afirmou. "Isso [a decisão] é resultado de um 'status quo' de ilegalidade e desrespeito à propriedade." Ele refutou a existência de trabalho degradante na área e disse que houve um "exagero" nas blitze.

Contribuíram para a decisão da Justiça Federal danos ambientais (corte raso da floresta) na fazenda e a conclusão de que ela era improdutiva --mesmo havendo milhares de cabeças de gado e plantações de castanhas e seringueiras, de acordo com Délio Mutran.

Assim, argumentou o Incra, configurou-se que a Cabaceiras não cumpria sua função social --uma obrigação que é prevista na Constituição.

A decisão se aproxima do que é previsto na "PEC do Trabalho Escravo", proposta de emenda constitucional ainda não aprovada no Congresso e que sofre resistência da bancada ruralista. Ela prevê que as fazendas que forem palco de libertações devem ser expropriadas --ou seja, cedidas ao Estado sem o pagamento de indenizações.

Para o deputado federal Tarcísio Zimmermann (PT-RS), relator da PEC, a decisão sobre a Cabaceiras é um "avanço". "Como a proposta só poderá alcançar aquilo que ocorrer a partir da promulgação, essa medida agora é correta e pode ser considerada um avanço."

O MST classificou a desapropriação como uma "conquista". José Batista, advogado em Marabá da CPT (Comissão Pastoral da Terra), ligada à Igreja Católica e responsável pela maioria das denúncias de trabalho degradante, também disse que se trata de um "marco histórico", que pode influenciar outros processos semelhantes.

Renata Dávila, subprocuradora chefe do Incra, chamou a decisão de "importante", mas afirmou que o ideal ainda é tentar legalizar a expropriação, já que terão de ser concedidos ao menos R$ 21 milhões de indenização aos Mutran, segundo proposta do órgão.

(Fonte: Agência Folha)

 


17/12/2008 - 16h21

GT estabelecerá parâmetros para negociação coletiva do servidor

Representantes do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE e das seis centrais sindicais já regulamentadas (CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT) vão integrar o grupo de trabalho destinado a discutir parâmetros de negociação coletiva e de organização sindical para os servidores públicos brasileiros. Este foi o encaminhamento deliberado ao final do ciclo de debates “Servidor público: organização sindical e negociação coletiva”, promovido pelo MTE, de 15 a 16/12.

O secretário de Relações do Trabalho do MTE, Luiz Antônio de Medeiros, afirmou que o objetivo do grupo de trabalho será o de possibilitar a construção de uma organização sindical ainda mais forte e representativa no Brasil, tomando como base as discussões suscitadas pelo ciclo de debates. “Até 1988, o servidor público brasileiro não podia sequer se sindicalizar. A Constituição de 1988 abriu essa possibilidade, mas não disse como, não fixou as regras do jogo”, resumiu.

Medeiros explicou que, até o momento, a base jurídica para organizar o sindicalismo do setor público tem sido a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, embora ela seja direcionada apenas aos trabalhadores da iniciativa privada. Por isso, apresenta vários entraves. “Com a perspectiva de ratificação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho – OIT, já aprovada por três comissões da Câmara Federal, essa discussão se torna urgente”, acrescentou.

Bases teóricas e jurídicas

Nos dois dias de evento, autoridades das áreas jurídica, política e sindical se reuniram em torno da discussão de temas imprescindíveis  à organização sindical dos servidores públicos, como negociação coletiva, direito de greve, imposto sindical compulsório e unicidade sindical.  As idéias, questionamentos e sugestões provenientes dos debates servirão para embasar a construção da proposta de modelo organizacional que será criada pelo GT.

 







16/12/2008 - 14h40 
 

Centrais sindicais repudiam flexibilização

As centrais sindicais repudiaram a idéia de flexibilização temporária das leis trabalhistas, mencionada pelo presidente da Vale, Roger Agnelli, em entrevista publicada pelo Estado, no domingo. Os sindicalistas dizem que a mineradora tem condições de manter os empregos e está usando a crise como desculpa para fazer demissões.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique da Silva Santos, o momento é de garantir o emprego. Ele diz que parte dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador vai para o BNDES. "Esse dinheiro beneficia tanto a Vale quanto outras empresas e, por isso, elas deveriam diminuir os lucros e manter os empregos".

Santos diz que os sindicatos ligados à CUT estão orientados a fazer mobilização e greve em caso de propostas de suspensão de contrato de trabalho e redução de jornada e de salário, ambas previstas em lei e defendidas por Agnelli.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira dos Santos, o Paulinho, criticou a idéia de mudança temporária nas leis trabalhistas. "Essa medida pode se tornar definitiva depois da crise, por isso não podemos mexer nas garantias dos trabalhadores", diz. Paulinho admite a possibilidade de utilização dos instrumentos previstos na lei para garantir os empregos. "A suspensão do contrato e a redução de jornada com redução do salário devem se tornar mais freqüentes no ano que vem, com o agravamento da crise."

A Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) condena toda mudança nas leis trabalhistas . "A choradeira dos empresários não tem nenhuma justificativa. Eles lucraram muito e agora querem descontar nas costas dos trabalhadores no primeiro momento de dificuldade", diz o coordenador da entidade, José Maria de Almeida.

Apesar da contra-indicação das centrais, a suspensão de contrato de trabalho já ocorre em vários sindicatos. O Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas sugeriu a medida como forma de garantir o emprego nas indústrias de eletroeletrônicos, motos e autopeças. "Durante a suspensão, o funcionário recebe seguro-desemprego, depois volta ao trabalho", diz o secretário do sindicato, Sidnei Malaquias.

A suspensão do contrato também é defendida pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Antonio Ramalho. "Não é o ideal, mas é melhor do que a demissão. Nesse meio tempo, o trabalhador poderia fazer algum curso, custeado pela empresa ou pelo governo."

Na Vale, o Grupo Renovação, que representa oito sindicatos de trabalhadores da mineradora, assinou um acordo para a suspensão temporária do contrato de trabalho. "Essa medida será usada se necessário", afirma o coordenador do grupo, Sebastião Alves Oliveira. Segundo ele, a medida pode atingir até quatro mil funcionários da empresa.

(Fonte: O Estado de S.Paulo)


 






16/12/2008 - 13h00 

Comissão sobre redução da jornada de trabalho será instalada hoje

A comissão especial criada para analisar a redução da carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas (PEC 231/95) será instalada hoje, às 14h30, no plenário 14. Em seguida, seus integrantes elegerão o presidente e os três vice-presidentes da comissão.
 
A comissão foi criada na segunda-feira (8).
 
(Fonte: Agência Câmara)
 


16/12/2008 - 13h00
 

Relatório final do Orçamento corta R$ 10,9 bilhões em despesas públicas
 
A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) publicou na Internet às 22h desta segunda-feira (15) o relatório final do senador Delcídio Amaral (PT-MS) ao Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2009. O texto de Delcídio prevê cortes de gastos públicos num total de 10,9 bilhões. A intenção do presidente da CMO, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), é votar o relatório ainda nesta terça-feira (16) no colegiado.
 
Os principais itens onde foram efetuadas compensações no relatório de Delcídio - em razão de reestimativa negativa de receita bruta de R$ 15,34 bilhões e de receita líquida de R$ 10,6 bilhões, divulgada na semana passada pelo relator da receita deputado Jorge Khoury (DEM-BA) - foram: Custeio, que sofreu um corte de R$ 8,5 bilhões; Investimentos, R$ 1,21 bilhão; Pessoal e Encargos sociais, com um total de R$ 402,6 milhões; e Juros, com diminuição de R$ 819 milhões.
 
Mesmo após o corte de R$ 1,21 bilhão, o total de investimentos federais para 2009 no texto de Delcídio é ainda maior do que o previsto na proposta original encaminhada pelo governo ao Executivo, saindo de R$ 37,9 bilhões para R$ 47,2 bilhões.
 
Como atendimento a demandas de parlamentares, o relatório final destina verbas adicionais para o financiamento de mecanismos de garantia de preços de produtos agrícolas no valor total de R$ 1,5 bilhão. Para compensar estados exportadores por perdas de arrecadação, devidas a benefícios fiscais concedidos pela Lei Kandir, o texto reserva recursos da ordem de R$ 1,3 bilhão. O relatório aloca também R$ 145 milhões para a aplicação em projetos de irrigação na região Centro-Oeste.
 
Gasto total
 
O valor total dos gastos governamentais de R$ 1,664 trilhão para 2009, previsto na proposta original do Executivo, foi reduzido para 1,658 trilhão no relatório final de Delcídio.
 
Emendas populares
 
Com relação ao acatamento de propostas de emendas recebidas durante as audiências públicas realizadas pela CMO em várias capitais brasileiras, foram incorporadas ao texto de Delcídio 458 sugestões - individuais e coletivas - de um total de 798 recebidas.
 
A data de votação do relatório final será definida nesta terça-feira, após reunião de líderes da CMO. O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), no entanto, já adiantou que a data provável do exame final da matéria pelo Congresso deverá ser naquarta-feira (17).
 
(Fonte: Agência Senado)
 



16/12/2008 - 13h00

Decreto regulamenta extensão da licença-maternidade para servidoras federais
 
Foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (12/12) o Decreto 6.690, de 11 de dezembro de 2008, que regulamenta a extensão da licença-maternidade por mais dois meses (60 dias), para as servidoras lotadas nos órgãos e entidades integrantes da administração pública federal direta, autárquica ou fundacional.
 
O direito a licença-maternidade para as servidoras públicas federais é garantido pelo Artigo 207 da Lei 8112/90, que estabelece o prazo de 120 dias consecutivos sem prejuízos da remuneração.
 
Além das gestantes a medida também alcança as adotantes. Para as servidoras que adotarem ou obtiverem guarda judicial de crianças o Decreto prevê a prorrogação de 60 dias para a adoção de crianças com até um ano de idade, 30 dias para crianças com mais de um e menos de quatro anos e de 15 dias para crianças de quatro a oito anos de idade.
 
No período da licença-maternidade ou licença á adotante a servidora não poderá exercer qualquer atividade remunerada ou manter a criança em creche ou qualquer organização similar, sob pena de perda do direito à prorrogação.
 
Fica estabelecido que a vigência do Programa dar-se-á a partir da data de vigência da Lei 11.770 e as servidoras que entraram em licença-maternidade no período, poderão requerer a prorrogação nos seus órgãos. Caso a licença tenha sido concluída de 10 de setembro a 12 de dezembro a servidora poderá ainda requerer junto a seu órgão a extensão da licença.
 
Segundo a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento o Executivo Federal conta hoje com 101.206 servidoras com idade entre 18 e 50 anos.
 
(Fonte: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão


 





15/12/2008 - 15h55

SINASEMPU homenageia Irmã Dorothy com divulgação de vídeos  

Durante as comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Organização das Nações Unidas – ONU homenageou a religiosa norte-americana que dedicou quase 40 anos de sua vida à luta em defesa da floresta amazônica, do desenvolvimento sustentável e das comunidades tradicionais brasileiras.

Trata-se de Dorothy Stang, a Irmã Dorothy, que foi brutalmente executada no dia 12 de fevereiro de 2005, numa estrada vicinal do município de Anapu (PA), quando se encontrava com 73 anos. Com reconhecida atuação na Amazônia brasileira desde os anos 70, ela militou ativamente nos movimentos sociais no Pará, alcançando reconhecimento internacional.

Diariamente ameaçada pelas forças que representam a opressão aos povos tradicionais e o descaso com a preservação ambiental, a Irmã Dorothy jamais se intimidou. Antes de ser assassinada com seis tiros, um deles na cabeça, sacou sua principal arma, a Bíblia, e leu alguns de seus trechos para seu executor.

Para perpetuar a homenagem à Irmã Dorothy e apoiar seu legado de defesa da floresta amazônica e dos seus povos, o SINASEMPU disponibiliza os quatro vídeos da campanha feita pelo Comitê Dorothy em prol das causas por ela defendidas, baseado em cartas escritas pela religiosa, com narração do ator Wagner Moura.

Confira!

 


15/12/2008 - 10h45

Paim: luta e lágrimas pelos aposentados

Depois de abrir guerra contra os ministros do governo que se manifestaram contrários à aprovação dos projetos que favoreciam os aposentados, o senador Paulo Paim (PT-RS) surgiu com outro inusitado protesto para cobrar a aprovação dessas propostas. Foram três madrugadas inteiras em claro, no plenário do Senado Federal. E não foi sozinho. O ato mobilizou os representantes de todos Estados, independentemente de partido. Foram três noites de vigília, tentando sensibilizar o governo pela causa dos aposentados. Em todas as noites, o gaúcho teve a participação plena dos senadores paraenses. Além dos gaúchos, os senadores paraenses não pregaram os olhos em nenhuma das vigílias. Mário Couto (PSDB), Flexa Ribeiro (PSDB) e José Nery (PSOL) são nomes constantemente citados por Paulo Paim na lista daqueles a quem agradece pelo que considera a maior manifestação política em defesa da população aposentada. E o senador gaúcho se envolve tanto com a causa que chorou, durante a entrevista aos repórteres Bruna Adelaide e Thiago Vilarins, ao comentar alguns momentos da sessão. A seguir a entrevista:

Qual o balanço dos três dias de vigília no Senado?

Foi muito bom. As três vigílias surgiram de forma natural, com o objetivo de sensibilizar cada vez mais o Congresso Nacional para deliberar a favor de milhões de brasileiros. Os aposentados estão na expectativa de ter um benefício reajustado, para permitir que envelheçam com dignidade. Foi a primeira vez na história que o Congresso fez uma vigília dessa. Mas, para mim, o mais importante de tudo não foi só ficarmos no plenário com os senadores. Foi poder viver aquele momento com milhões de brasileiros. Recebi e-mails, telefonemas e cartas naquelas noites. Foi algo que ficará marcado para sempre na minha memória ao longo da minha vida. Nós cumprimos aqui uma missão, porque até então esse problema não era discutido. Eu senti um brilho de esperança no olhar de cada um dos aposentados.

Qual foi o principal resultado da manifestação?

A vigília fez com que a chama da esperança não se apagasse, pelo o que eu li nas cartas que recebemos. Eu sei que eles estão acreditando na causa, e nós estamos muito convictos de que é apenas uma questão de justiça. Nós iremos fazer tudo o que for possível, para que eles tenham os seus salários reajustados de forma decente e acabar com esse fator previdenciário.

O senhor criou um movimento suprapartidário, pois juntou parlamentares de todas as legendas. Essa iniciativa não incomodou o governo, que é do PT, mesmo partido que o senhor, mas que resiste à aprovação das suas propostas?

Eu sempre cito aquela frase do Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena". Eu digo e reconheço que a frase é dele e me dou o direito de dizer que tudo vale a pena, quando a causa não é pequena. Nós conseguimos aqui no Senado, que essa mensagem incorporasse em todos os senadores, mesmo naqueles que não ficaram na vigília, mas que não criticaram o ato e deram apoio aos projetos. Alguns dos parlamentares que não participaram da vigília diziam a mim que a noite eles tiravam para dormir, mas na hora de votar eles estariam comigo. Eu me reuni com o PT do Rio Grande do Sul, entre uma vigília e outra, e tive todo o apoio. Não recebi nenhuma critica do PT nacional. Ninguém teve a ousadia de criticar. Alguma nota ou outra veiculada na Imprensa foi por livre arbítrio e liberdade. Afinal, a mídia está aí e cada um fala o que pensa. E a população que faça o seu julgamento de quem está certo ou errado.

Nas vigília, o senhor sempre teve a companhia de representantes paraenses. Algum outro Estado teve participação tão efetiva nas vigílias quanto os senadores do Pará?

Os três senadores participaram de todas as vigílias. Mesmo quando algum deles não podia ir, eles avisavam e davam apoio. Então, a participação foi unânime. Os dois Estados cujos senadores participaram todo o tempo foram exatamente o Pará, com o Mário Couto (PSDB), José Nery (PSol) e Flexa Ribeiro (PSDB); e o Rio Grande do Sul, com o senadores Pedro Simon (PMDB) e Zambiasi (PTB).

O senhor acha que conseguiu sensibilizar o seu companheiro Lula?

Eu acho que o palácio está se sensibilizando com esse movimento da sociedade fazendo um apelo para que a Câmara vote e o presidente não vete o eixo dos dois projetos que é o fim do fator e a reposição dos benefícios dos aposentados. O Lula é sensível a esses temas, mas eu aprendi que, para o bom debate, você tem que estar mobilizado. Se a sociedade continuar se mobilizando, eu não tenho dúvidas de que o resultado será positivo. Agora, se a sociedade resolver ficar em casa, achando que virá alguém para aprovar, aí não avança.

Qual a situação dos projetos no Congresso?

O Projeto de Lei n° 296/2003, que trata do fim fator previdenciário, foi aprovado por unanimidade no Senado. Ele agora está na Câmara e já foi aprovado na Comissão de Seguridade Social. Nesse momento, está na Comissão de Tributação, onde o deputado Pepe Vargas (PT-RS) já esteve comigo duas vezes e afirmou a mim que é favor de acabar com o fator. Agora também tem o Projeto de Lei n° 42/2007, que é o da paridade. Toda vez que alguém na ativa ganha, nos três poderes, o aposentado também ganha. Já para o trabalhador do regime geral - que é assalariado, celetista - não tem paridade alguma. A proposta é fazer uma paridade pelo menos no salário mínimo. Se o salário mínimo recebe 10% de reajuste, o aposentado também ganharia essa compensação. Repito que o salário máximo não passa de R$ 3 mil; é daí para baixo. Atualmente, o aposentado ganha um terço daquilo que é dado de reajuste para o salário mínimo. E ainda tem o terceiro projeto de Lei que é o de n° 58. Ele quer dizer que, com a defasagem dos últimos 20 anos, o que aconteceu é que o cidadão que se aposentou com cinco salários mínimos, hoje está ganhando de dois a três salários mínimos. Aquele que se aposentou com 10 salários mínimos está com recebendo a metade. O projeto visa assegurar que cada cidadão voltará a receber, nunca ultrapassando o teto de R$ 3 mil, o número de salários mínimo que recebia na época que se aposentou. Isso poderá ser pago de forma parcelada em cinco vezes. A receita é a PEC 24/2003. Ela diz que os recursos da seguridade social não poderão ser destinados para outros fins. Só fazendo isso, tem recurso para atender todos os três projetos.

Como o fator previdenciário prejudica os servidores?

O fator confisca 40% do direito que o trabalhador teria no ato da aposentadoria. O fator previdenciário não existe em nenhum país do mundo, só no Brasil, de tão cruel que ele é. Aqui ele é aplicado apenas aos mais pobres, porque no Executivo (onde o teto é de até R$11 mil) não tem fator previdenciário na hora dos servidores se aposentarem. No Judiciário e no Legislativo, é a mesma coisa. É uma injustiça, porque somente aquele que tem o teto máximo de R$ 3 mil é que paga o fator. O povo entendeu a mensagem. Por que alguns têm privilégios e outros não? Quem paga sempre são os mesmos. Eu sempre digo não ao privilégio, mas o direito para todos.

(Fonte: O Liberal - PA)


 

12/12/2008 - 12h15

Seguridade aprova ampliação de licença-paternidade para 30 dias

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, nesta quarta-feira (10), o PL 4.028/08, da deputada Rita Camata (PMDB/ES), que amplia para 30 dias o período de licença-paternidade para trabalhadores de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã (Lei 11.770/08).

A licença-paternidade representou enorme avanço na Constituição, que nos termos do artigo 7º, inciso XIX, c/c artigo 10, parágrafo 1º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias determinou que o prazo da licença é de cinco dias.

Pela proposta, os pais terão direito ao benefício quando suas mulheres trabalharem em empresas que não façam parte do programa.

O texto determina que a licença prolongada do homem começa imediatamente após o término da licença-maternidade e deverá ser requerida no primeiro mês após o parto.

Para o relator, deputado Eduardo Barbosa (PSDB/MG), "nada é mais razoável que garantir a devida compensação aos pais pertencentes a empresas participantes do Empresa Cidadã para que contribuam mais diretamente na criação dos filhos".

Supersimples
O texto aprovado também estende a possibilidade de adesão ao programa a empresas tributadas com base no lucro presumido e àquelas optantes pelo Simples Nacional (Lei Complementar 123/06).

Nesse caso, permite-se a dedução do salário do empregado durante o período excedente de licença-maternidade ou paternidade apenas do Imposto de Renda e da Cofins.

Eduardo Barbosa lembra que o texto original da Lei 11.770/08 previa a inclusão dessas empresas, mas essa parte foi vetada pelo Executivo.

O deputado ressalta que as micro e pequenas empresas correspondem a cerca de 90% do total de empresas do País. Com sua inclusão no Empresa Cidadã, portanto, "número significativamente maior de trabalhadores será beneficiado", destaca.

Tramitação
A proposta segue para análise conclusiva das comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Fonte: Diap)


12/12/2008 - 11h29

Relator vai cortar R$ 10,6 bilhões do Orçamento de 2009
 
O relator-geral do Orçamento de 2009, senador Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou hoje que não será possível evitar cortes nos investimentos previstos, mas explicou que escolherá empreendimentos com baixos percentuais de execução. O relator terá que cortar cerca de R$ 10,6 bilhões já incluídos nos relatórios setoriais do Orçamento. Os estados e municípios vão perder outros R$ 4,7 bilhões em transferências constitucionais, como os fundos de participação nas receitas federais e as compensações financeiras.

Os cortes se tornaram necessários após a Comissão Mista de Orçamento ter aprovado hoje a segunda estimativa de receitas relatada pelo deputado Jorge Khoury (DEM-BA). Em razão da crise financeira internacional, a reestimativa reduziu em R$ 15,3 bilhões a previsão de receitas para 2009, prevendo um crescimento econômico de apenas 3,5%.

Salário mínimo
Delcídio Amaral fez questão de afirmar que todos os Poderes vão sofrer cortes. "É equivocada a informação de que os parlamentares estão fazendo cortes para atender as suas emendas", disse o senador, rebatendo notas publicadas na imprensa. O relator explicou que concentrará os cortes na área de custeio da máquina pública, poupando setores definidos pelo Ministério do Planejamento como prioritários, entre os quais o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), programas sociais, salário mínimo, saúde e educação.

O líder do governo na comissão, deputado Gilmar Machado (PT-MG), votou a favor do novo relatório de receitas, mas disse que discorda da previsão de um crescimento econômico mais baixo, já que o governo mantém a estimativa de 4%.

Gilmar Machado disse que essa taxa de crescimento pode ser atingida porque a taxa de câmbio está se estabilizando. "Isso fará com que, no ano que vem, a transferência de recursos das filiais das empresas para as matrizes seja menor", concluiu. O deputado também citou a perspectiva de novas medidas anti-crise, como a provável criação de uma nova alíquota para o Imposto de Renda que vai beneficiar as classe C e D. Machado lembrou que o governo também manterá os programas sociais e que haverá ganho real do salário mínimo.

Relatório final
O senador Delcídio Amaral anunciou que pretende concluir seu relatório final até amanhã à noite e publicá-lo na internet no final de semana. A intenção do senador é que o relatório seja votado pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Plenário do Congresso até quarta-feira (17).

Segundo o relator, foram feitos os ajustes para evitar o desequilíbrio entre emendas de bancadas e de parlamentares. Ele informou também que vai destinar R$ 1,5 bilhão para a garantia de preços mínimos agrícolas. Essa medida atende a reivindicação da bancada ruralista.

Delcídio Amaral disse que há acordo para que os parlamentares não apresentem destaques que alterem a estrutura do Orçamento na comissão ou no Plenário.

Participação popular
Ao final da reunião de hoje, o presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), solicitou aos parlamentares da comissão que assinem com ele uma proposta de resolução para institucionalizar o orçamento participativo. A idéia é adotar como norma a realização de audiências públicas nos estados para discutir a proposta orçamentária. "O governo, ao sentir que vai ficar devendo ao povo, vai ter mais dificuldade em não cumprir o Orçamento", afirmou.
 
(Fonte: Portal da Câmara)


12/12/2008 - 11h

Relações sindicais na Administração Pública é o tema de debate promovido pelo MTE

Em vista da tramitação no Congresso Nacional do Projeto de Lei de ratificação da Convenção 151 e Recomendação 159 da Organização Internacional do Trabalho(OIT), que trata da organização sindical e negociação coletiva no serviço público, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), através da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT)) está promovendo um ciclo de debates sobre o tema.

O encontro será nos dias 16 e 17 próximos, no Hotel San Marco, em Brasília, e o objetivo é discutir com os atores envolvidos parâmetros para as negociações coletivas e a organização sindical dos servidores públicos.

Participarão do ciclo de debates 'Organização Sindical e Negociação Coletiva', representantes do Ministério do Planejamento (MP), do Judiciário Trabalhista, do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Organização Internacional do Trabalho(OIT), das centrais sindicais e de demais entidades interessadas.

De acordo com o auditor fiscal do Trabalho Hamilton Fernandes Costra Cruz, além de coletar informações com os atores envolvidos com a temática, o MTE vai verificar a viabilidade e conveniência de editar novas regras - ou alterar as atuais - sobre a organização sindical e a negociação coletiva no âmbito da Administração Pública.

"O MTE quer ouvir os interessados no assunto para medir a necessidade de novas regras ou a alteração das regras atuais sobre a organização sindical e negociação coletiva no serviço público", diz Cruz.

A Convenção nº 151, complementada pela Recomendação 159, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), adotadas em 1978, pela Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, tratam das Relações de Trabalho na Administração Pública, estabelecendo princípios que asseguram a proteção dos Trabalhadores Públicos no exercício de seus direitos sindicais, seja como filiados ou representantes de sindicatos. Garantem autonomia de atuação destes, contra atos de interferência de autoridades públicas; negociação das condições de emprego pelos empregados públicos ou participação em sua determinação e garantias no que concerne à solução de conflitos.

Para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a Convenção e a Recomendação vêm contribuir para o aperfeiçoamento das relações laborais na Administração Pública, sem prejuízo do seu funcionamento eficaz ou da qualidade de seus serviços. Em face dessa realidade os Ministérios do Planejamento, do Trabalho e Emprego e das Relações Exteriores, encaminharam, em 9 de outubro deste ano, os textos da Convenção 151 e da Recomendação 159, ambas da OIT, para ratificação pelo Presidente da República.

Após o trâmite regular na Câmara e no Senado, o Poder Executivo depositará o instrumento de ratificação na sede da OIT em Genebra. Ratificadas, as Convenções entrarão em vigor para o Brasil um ano após o depósito em Genebra, período conhecido como 'vacatio legis'. Logo após o depósito, o Presidente da República assinará Decreto Promulgando o texto da Convenção que passa a integrar o ordenamento jurídico interno.

Faça inscrição para o seminário aqui

(Fonte: MTE)



11/12/2008 - 18h00
 

SINASEMPU disponibiliza cartilha sobre Convenção 151

Já encontra-se disponível na página eletrônica do SINASEMPU, na seção campanhas, a cartilha sobre a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, produzida por diversas entidades sindicais.  A cartilha explica – de maneira clara, objetiva e sucinta - porque a aprovação da Convenção 151 é tão importante para o servidor público brasileiro que, ao contrário do trabalhador da iniciativa privada, não goza do direito à negociação coletiva.





 

O que é

A Convenção 151 da OIT trata da organização sindical e do processo de negociação dos trabalhadores do serviço público. Caso seja ratificada pelo governo brasileiro, trará mudanças para o movimento sindical do setor público que irão favorecer as categorias por eles representadas, sejam elas federais, estaduais ou municipais.

A Convenção 151 prevê a independência das organizações sindicais, permite que os dirigentes dessas organizações possam desempenhar satisfatoriamente seu trabalho, protege os trabalhadores da função pública contra atos de violação da liberdade sindical e, principalmente, garante a instauração de processos que permitam a negociação entre servidores e autoridades públicas.

Tramitação

Para ser ratificada pelo governo brasileiro, uma convenção da OIT precisa, primeiro, ser apreciada e aprovada pela Câmara dos Deputados e, na seqüência, pelo Senado Federal. Só depois disso, o presidente estará apto a ratificá-la. Por regra, as ratificações passam a valer um ano após a sanção presidencial. No caso da Convenção 151, o governo brasileiro já se manifestou favorável a sua promulgação.

 






11/12/2008 - 10h40

 

Os 40 anos do AI-5
 
A promulgação do Ato Institucional nº5 (AI-5), dia 13 de dezembro de 1968, completa 40 anos sem justiça para os mortos, familiares e perseguidos políticos do período.
 
No próximo dia 13, completam-se 40 anos da promulgação do Ato Institucional nº5 (AI-5). A medida, instituída pelo general Costa e Silva, em 1968, autorizava o presidente da República a decretar o recesso do Congresso Nacional, intervir nos Estados e municípios, cassar mandatos parlamentares, suspender por 10 anos os direitos políticos de qualquer cidadão, proibir manifestações e protestos que tivessem natureza política e decretar o confisco de bens considerados ilícitos.

Além da extinção dos direitos democráticos, o AI-5 determinou medidas consideradas de segurança, como a liberdade vigiada e a proibição de freqüentar determinados locais. Isso permitiu aos militares expandir, em nome da segurança, a perseguição, tortura e  assassinato de opositores políticos, que na época eram escondidos pelo governo.
Para a militante de direitos humanos Suzana Lisboa, relembrar o AI-5 é fundamental para que a população tenha conhecimento da sua própria história e evite que absurdos se repitam.

"Acho que reflete no sentido de que os crimes que foram cometidos nesta época pelo Estado brasileiro não foram investigados e nem punidos. Um ano após o AI-5, foi instituída a pena de morte no Brasil e mesmo assim a ditadura civil-militar preferiu matar na clandestinidade, sob tortura, ocultando os corpos", afirma.

Nos anos de chumbo, Suzana integrou a Ação Libertadora Nacional (ALN) no Rio Grande do Sul, uma das organizações de esquerda que lutavam contra a ditadura. Ela era casada com Luís Eurico Tejera Lisboa, militante assassinado em setembro de 1972 em São Paulo, dentro do apartamento onde vivia clandestinamente. Após muita procura, Suzana encontrou o corpo em uma vala comum do cemitério de Perús na capital paulista com um registro falsificado.


A investigação do assassinato do militante pelos militares é reivindicada até hoje por Suzana e pelo irmão dele, o músico Nei Lisboa. Apesar de considerar a Lei da Anistia uma conquista, Suzana afirma que os familiares não viram a justiça ser feita.

"Foi uma conquista, mas em nenhum momento as reivindicações de familiares de mortos e desaparecidos foram atendidas. Nós sempre quisemos, desde a ditadura, saber como morreram os nossos familiares, onde estão os corpos, o reconhecimento e a punição dos responsáveis. E para isso, é necessária a abertura dos arquivos. A reparação é um direito. Mas a justiça não foi feita, a verdade não foi buscada. Essa é a nossa insatisfação com o governo federal", afirma.

A quem pensa que não é conveniente relembrar da ditadura porque 'já passou', Suzana argumenta que a violência usada há 40 anos ainda é atual.

"Estamos em uma democracia, mas a impunidade dos crimes que se cometeu naquela época inspira e alimenta os que são cometidos hoje. A criminalização dos movimentos sociais aqui no RS, os desmandos cometidos pelo comandante da Brigada Militar [Paulo Mendes] contra os movimentos sociais, a tortura contra os pobres marginalizados neste país. Isso tudo é reflexo da impunidade dos crimes cometidos", diz.

(Fonte: Agência Chasque)

 



11/12/2008 - 10h30

 

Sindicalistas saem frustrados de reunião com ministro Mantega 

Brasília - Em almoço com representantes das centrais sindicais, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que vai anunciar nos próximos dias mudanças no cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique da Silva Santos, o ministro disse que já existe uma proposta, mas que ainda precisa de aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a resposta do governo não foi suficiente para animar os sindicalistas, que esperavam sair do almoço já com uma posição definida. Ao final do encontro, que durou mais de duas horas, o clima era de frustração.

“Esperávamos que hoje fosse anunciada alguma decisão em relação à correção da tabela do Imposto de Renda e temos, na verdade, uma frustração, porque essa correção pode colaborar com um aumento de renda para os trabalhadores, mas o ministro da Fazenda disse que precisa ainda do aval do presidente da República para poder anunciar alguma medida relacionada ao reajuste da tabela de Imposto de Renda. Ele disse que vai fazer isso nos próximos dias. Vimos um monte de papel, mas não apresentaram nada oficialmente. Ele anunciou que será nos próximos dias, mas não disse quando”, disse o representante da CUT.

O acordo firmado em 2006 para a correção da tabela estabelece um percentual de 4,5% para 2007, 2008, 2009 e 2010. No entanto, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), deve fechar o ano bem acima desse percentual. "Queremos a correção, no mínimo, pela inflação", disse o presidente da CUT. De janeiro a novembro de 2008, o INPC marcou 6,15%. Em 12 meses, até novembro deste ano, o INPC teve alta 7,20%.

Já o representante da Força Sindical, Paulo Paulo Pereira da Silva, defendeu uma correção de 10% em 2009. Ela também se disse frustrado após a reunião, que contou com a participação do secretário-geral da Presidência da República, Luiz Dulci. "Saímos com a cabeça meio inchada porque não tivemos nenhum compromisso específico do ministro", disse Paulinho.

Além da mudança do percentual, as centrais reivindicam mudanças nas alíquotas. “Queremos uma progressividade maior. Quem ganha mais, paga mais e quem ganha menos, paga menos. Dessa forma, os trabalhadores terão condições de consumir produtos”, destacou.

Outra proposta que esteve na pauta do encontro é a garantia de emprego que os sindicalistas esperam que o governo exija das empresas que recebem financiamentos de instituições públicas. De acordo com Artur Henrique, o ministro se comprometeu a conversar sobre o assunto com presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento e Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, em reunião que deverá ocorrer na próxima terça-feira. O governo se prontificou a formar câmaras setoriais para discutir como essas metas poderão ser implantadas.

“O ministro colocou a dificuldade de se estabelecer propostas reais e diretas em relação a essa contrapartida social, mas, depois da nossa insistência, concordou que é preciso, naqueles setores econômicos que estão tendo algum tipo de benefício fiscal, promover câmaras setoriais com os trabalhadores, empresários e governo para se tratar dessa questão que chamamos de contrapartida social”, relatou.

As demissões realizadas pela empresa Vale, na semana passada, foram usadas como exemplo para tentar convencer Mantega de que é necessária a exigência  da contrapartida dos empresários. “Não se pode admitir que uma empresa como a Vale, que recebe recursos do FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador], do BNDES e do Previ, tenha como primeira reação demitir. Queremos que o governo assuma o compromisso de não emprestar dinheiro, de não conceder nenhuma desoneração para empresas que agem dessa forma”, destacou Artur Henrique.

(Fonte:  Agência Brasil )

 





10/12/2008 - 16h00

 

CONVOCAÇÃO

 

A Diretoria Executiva do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União – SINASEMPU, visando à realização de debates estaduais acerca do Relatório do Grupo de Trabalho criado com o objetivo de receber e sistematizar as sugestões da categoria para a revisão da Lei nº 11.415 (atual PCS), CONVOCA os Diretores das Seções Sindicais Estaduais do SINASEMPU para promoverem a realização de Assembléias Gerais Extraordinárias nos seus respectivos Estados, observado o que se segue: 

1 - As AGE’s deverão ser realizadas em todos os Estados da Federação e as atas deverão ser remetidas à sede do sindicato impreterivelmente, até o dia 29 de dezembro de 2008;

2 - As AGE’s deverão ter como objetivo específico as deliberações sobre propostas e sugestões da base relativas a apreciação do Relatório do Grupo de Trabalho;

 3 – Deverão ser lavradas Atas das AGE´s, com todos os pontos de deliberação da Base, de forma a especificar cada uma das deliberações;   

4 – As AGE’s deverão ser UNIFICADAS e a convocação da mesma deve ser dirigida à base dos servidores do MPU no Estado, ou seja, para todos os Ramos do MPU existentes no Estado, não sendo aceitas Atas de Assembléias por Ramo ou Unidade; 

5 – Em todos os Estados, os servidores participantes das AGE’s escolherão o Servidor(a) representante do Estado, o qual não precisa, necessariamente, ser filiado do SINASEMPU, para participar do Seminário;

6 – Exceto o Distrito Federal, que poderá remeter a ata da sua AGE UNIFICADA até o dia 10 de janeiro de 2009, as Atas das AGE’s realizadas nos Estados deverão ser encaminhadas à sede do SINASEMPU, via fax – 08007042819, impreterivelmente, até o dia 29 de dezembro de 2008, para as providências quanto as passagens, hospedagem e translado do Servidor(a) representante Estadual; 

7 – Nos Estados onde ainda não há Seção Sindical do SINASEMPU ou onde a Seção esteja inativa (sem Diretoria), os servidores poderão organizar-se, se possível através de Comissão, e realizar a Assembléia até a data constante do item 01 desta Convocação, enviando a ATA para a Sede do SINASEMPU. 

8 – O seminário de que trata esta Convocação acontecerá no Distrito Federal, nos dias 24 e 25 de janeiro de 2009.

09 - Oportunamente, será informado o local de realização do Seminário.



A Diretoria Nacional.

 

 


 

 

NOTA INFORMATIVA - GT Plano de Carreira conclui relatório

Informamos que foi encaminhado às Direções Seccionais o Relatório do trabalho realizado pelo Grupo de Trabalho - Revisão do Plano de Carreira, formado por Diretores Seccionais e Nacionais do SINASEMPU, objetivando a realização das assembléias estaduais, a serem convocadas pelas respectivas Seccionais, para deliberação da Base acerca do conteúdo do Relatório.

O Grupo de Trabalho coletou através do site do sindicato sugestões recebidas de todo o país, e realizou minuciosa análise de cada uma das sugestões enviadas, o que significou leitura atenta e cuidadosa de centenas de proposições.


Ressaltamos não se tratar de uma minuta pronta, mas sim de pontos que a categoria demonstrou considerar importantes a serem discutidos e apresentados pelo SINASEMPU como proposição para revisão da Lei 11.415/06. 

Assim, a Direção Nacional do SINASEMPU apresenta suas escusas por não ter publicado o resultado do trabalho do GT dentro do prazo previsto, tendo em vista o volume e a complexidade dos temas sugeridos pela Base e em função do alto grau de dificuldade da tarefa desenvolvida pelo Grupo de Trabalho.

O material resultante dos debates em assembléias estaduais, bem como a deliberação da Base acerca do nome do representante estadual que participará do Seminário que trabalhará a construção da minuta a ser enviada ao PGR, deve ser remetido à sede do SINASEMPU até o dia 29 de dezembro de 2008.

Estamos trabalhando juntos para a construção de um documento que de fato espelhe os anseios da nossa categoria.

Contamos com sua valorosa participação nas assembléias locais.

Fique atento com a divulgação da data da AGE a ser feita pela Seção Sindical do seu Estado.

PONTOS DESTACADOS PELO TRABALHO DO GT:

-          carreira única ou várias carreiras

-          inserção de atribuições dos cargos no plano de carreira

-          criação, fusão ou renomeação de cargos

-          carreira exclusiva e carreira típica de estado

-          reenquadramento dos TAEs

-          porte de arma para os TAEs segurança

-          carreira de auxiliar – extinção ou não

-          alterações das classes e padrões - no caso de remuneração

-          ocupação de cargos e funções comissionadas

-          curso de formação para novos servidores

-          advocacia

-          subsídios e remuneração

-          adicional de qualificação

-          auxílio educação

-          horário diferenciado portadores necessidades especiais

-          liberação de representante sindical

-          criação de novas gratificações gerais ou aumento da gampu

-          aumento da gratificação específica

-          supressão e modificação de dispositivos da Lei 11.415/

 

  

 

 


10/12/2008 - 11h00


 

Presidência da Câmara instala CPI da Dívida

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, criou, na segunda-feira (8/12), a Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI destinada a investigar a dívida pública da União, Estados e Municípios, o pagamento de juros da mesma, os beneficiários destes pagamentos e o seu monumental impacto nas políticas sociais e no desenvolvimento sustentável do País, conforme o Ato da Presidência, abaixo.

 

A CPI foi proposta pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que já havia recolhido as assinaturas necessárias (1/3 dos deputados). Faltava apenas a decisão política do presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, que recebeu dia 13/11 uma delegação da Comissão para a Auditoria Integral da Dívida do Equador - CAIC, dentro da programação do Seminário Internacional “Auditoria da Dívida na América Latina”, quando foi reivindicada a instalação da CPI da Dívida.

 

Agora, os líderes dos partidos devem indicar seus representantes na CPI, que deve iniciar-se no começo do ano que vem, quando começará também a luta para que a CPI efetivamente investigue o endividamento. De acordo com a Constituição Federal, Art 58, § 3º, as comissões parlamentares de inquérito possuem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, sendo que suas conclusões serão encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

 

De acordo com o economista da Auditoria Cidadã da Dívida, Rodrigo Ávila, “ainda não se trata do Art. 26 das Disposições Transitórias da Constituição (que prevê a auditoria da dívida), pelo qual estamos lutando. Porém, a CPI já representa a instalação de uma AUDITORIA OFICIAL, tão almejada por todos nós”.

 

De acordo com o artigo 36 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a CPI poderá, dentre outras coisas:

 

I - requisitar funcionários dos serviços administrativos da Câmara, bem como, em caráter transitório, os de qualquer órgão ou entidade da administração pública direta, indireta e fundacional, ou do Poder Judiciário, necessários aos seus trabalhos;

 

II - determinar diligências, ouvir indiciados, inquirir testemunhas sob compromisso, requisitar de órgãos e entidades da administração pública informações e documentos, requerer a audiência de Deputados e Ministros de Estado, tomar depoimentos de autoridades federais, estaduais e municipais, e requisitar os serviços de quaisquer autoridades, inclusive policiais;

 

III - incumbir qualquer de seus membros, ou funcionários requisitados dos serviços administrativos da Câmara, da realização de sindicâncias ou diligências necessárias aos seus trabalhos, dando conhecimento prévio à Mesa;

 

IV - deslocar-se a qualquer ponto do território nacional para a realização de investigações e audiências públicas;

 

V - estipular prazo para o atendimento de qualquer providência ou realização de diligência sob as penas da lei, exceto quando da alçada de autoridade judiciária;

 

 

“Valeu a pena lutar e trabalhar pela auditoria da dívida durante todos estes anos. Valeu a pena mostrar e investir no exemplo equatoriano, agora seguido pela Venezuela, Bolivia, Paraguai, e finalmente pelo brasil”, diz o economista.

 

 

ATO DA PRESIDÊNCIA


Satisfeitos os requisitos do art. 35, caput e § 4º, do Regimento Interno, para o Requerimento de Instituição de CPI nº 8 de 2008, do Sr. Ivan Valente e outros, esta Presidência dá conhecimento ao Plenário da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a dívida pública da União, Estados e Municípios, o pagamento de juros da mesma, os beneficiários destes pagamentos e o seu monumental impacto nas políticas sociais e no desenvolvimento sustentável do País.


A Comissão será composta de 23 (vinte e três) membros titulares e de igual número de suplentes, mais um titular e um suplente, atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas, designados de acordo com os §§ 1º e 2º do art. 33, combinado com o § 5º do art. 35, todos do Regimento Interno.


Brasília, 8 de dezembro de 2008.

 

ARLINDO CHINAGLIA
Presidente da Câmara dos Deputados

 

 

REQUERIMENTO Nº , DE 2008
(Do Senhor Ivan Valente e outros )


Requer a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a dívida pública da União, Estados e Municípios, o pagamento de juros da mesma, os beneficiários destes pagamentos e o seu monumental impacto nas políticas sociais e no desenvolvimento sustentável do País.


Senhor Presidente:


Requeremos a Vossa Excelência, nos termos do art. 58, § 3º da Constituição Federal e na forma do art. 35 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a instituição de Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a dívida pública da União, Estados e Municípios, o pagamento de juros da mesma, os beneficiários destes pagamentos e o seu monumental impacto nas políticas sociais e no desenvolvimento sustentável do País.

 

Justificação

 

Apenas de janeiro de 2003, início do primeiro mandato do governo Lula, até agora, o Brasil destinou mais de R$ 851 bilhões somente para o pagamento de juros nominais da dívida pública (interna e externa). É como se cada um dos 186 milhões de brasileiros tivesse gasto, neste período, R$ 4.570 com o pagamento da dívida. O montante, como bem assinalou matéria publicada pelo site Congresso em Foco, equivale a 22 vezes o que o governo previa arrecadar com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Somente de janeiro a novembro do ano passado, foram R$ 113,4 bilhões de juros. O valor corresponde a 12 vezes o que foi investido ao longo do ano passado no Bolsa Família, principal programa social do governo federal. Estimada hoje em R$ 1,333 trilhão, a dívida pública teve um crescimento de 7,8% em 2007. Deste montante, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna é de R$ 1,224 trilhão, a dívida externa é R$ 108,9 bilhões.

 

Durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, o pagamento de juros e o esforço fiscal para viabilizá-lo foram condicionados à chamada Lei de Responsabilidade Fiscal, fazendo com que os estados e municípios dessem prioridade para o pagamento de juros da dívida interna em detrimento de gastos sociais, criando um déficit de atendimento à população mais carente e a necessidade de serviços públicos essenciais. Como exemplo, o município de São Paulo destina 13% do seu orçamento para o pagamento de juros da dívida.

 

Enquanto isso, as políticas sociais foram abandonadas. O país gasta apenas 4% do PIB com educação e a saúde pública está sucateada. Esta escolha é o maior crime que se perpetra contra a população excluída, e quem ganha são os bancos e a especulação financeira.

 

A dívida pública e a sangria de recursos públicos destinados ao pagamento de juros foram muitas vezes postos em debate mas ainda não mereceram o tratamento adequado por parte do Congresso Nacional. Este é o instrumento democrático mais adequado e eficaz para investigar a fundo esta questão e suas conseqüências para o desenvolvimento e a soberania nacional.

 

Sala das sessões, em de fevereiro de 2008.

 

Ivan Valente
Deputado Federal
PSOL/SP

 

 

(Com informações da Auditoria Cidadã da Dívida)

 

 

 




10/12/2008 - 11h00

 

Servidores federais realizam plenárias neste final de semana

 

A Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais – CNESF realiza, nos dias 13 e 14/12, em Brasília (DF), as plenárias do funcionalismo federal. Além das plenárias setoriais, será realizada a última plenária nacional do ano.

 

Os principais objetivos, conforme as entidades participantes da CNESF, são adotar uma deliberação sobre as a reestruturação da CNESF e discutir os efeitos da crise econômica nacional/internacional para os interesses dos trabalhadores do serviço público, e buscar alternativas de luta para o próximo período.

 

A CNESF foi criada para articular as entidades nacionais de servidores públicos federais. Não possui personalidade jurídica e seu comando é exercido pela direção nacional das entidades filiadas, com o objetivo de unificar as ações das diversas categorias, aumentando seu poder de intervenção.

 

Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a CNESF cumpriu o importante papel de denunciar a política de desmonte do Estado brasileiro e de unificar as reivindicações dos servidores públicos federais. Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, a Coordenação comandou a primeira greve do novo governo, a frente de onze entidades que representavam 800 mil servidores públicos.

 

Entretanto, seus representantes afirmam que, com a adesão incondicional da CUT ao governo Lula, a CNESF tem sofrido toda espécie de boicote por parte dessa central governista, o que acabou resultando no seu esvaziamento. Desde setembro, sindicatos nacionais, federações e centrais que se definem como combativas têm tentado rearticular o fórum, propondo inclusive sua abertura para a participação, também, de servidores públicos dos estados e municípios.






 


 



9/12/2008 - 11h35


Sem freio, ações trabalhistas barram agilidade no Supremo

 
Discussões sobre plano de demissão voluntária, não pagamento de verbas a servidor público e discussões de horas extras são exemplos de ações que poderiam ser resolvidas em seus estados, mas que chegam ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e, quando discutidas nesta corte, emperram o andamento do Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Responsável por pouco mais de 9% do andamento processual neste ano na maior Corte do País, o direito do trabalho, que ocupa a quarta colocação no ranking dos ramos mais acionados no tribunal, sente o gargalo apertado e mal resolvido em primeiras instâncias, em varas e, principalmente, nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs).
 
Nos últimos três anos, casos envolvendo questões trabalhistas têm registrado aumento gradativo. Em 2006, foram 6.730 ações. No ano passado houve um aumento de 121,09%. Foram julgados 8.149 litígios. Até outubro deste ano foram registradas quase 6 mil ações.
 
Em pesquisa realizada anualmente pelo TST, a chamada Taxa de Congestionamento, que corresponde ao percentual de processos não julgados em relação ao total a julgar nos TRTs, mostra que, em média, 20,61% dos processos estão parados. Em 2007, o TRT paulista liderou o ranking, com 44,85% dos processos congestionados, seguido pelo TRT-RJ, com 32,84%. O Estado do Mato Grosso aparece na última colocação, com 10,79%.
 
Já no TST, a média de processos congestionados em 2007 chegou a 62,52%. Esse percentual compromete a rapidez processual e, com a possibilidade de recursos, o STF é a Corte que sofre com o excesso de ações. Em 17 anos, o Supremo já recebeu mais de 1 milhão de ações. Ou seja, 11 ministros ficam responsáveis por analisar mais de 90 mil litígios cada um. Em 1990, o volume total de ações em um ano era de 18.563. Dez anos depois, esse número aumentou em 502,5%.
 
Soluções
 
Em evento realizado no mês passado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, afirmou que empresas e Estado esperam que a Justiça resolva litígios que poderiam ficar fora dos tribunais com acordo entre as partes. Como solução, Gilmar Mendes apontou a mediação, que teve na semana passada um dos seus movimentos mais importantes, com a Semana de Conciliação, realizada em todo o país. Foram resolvidos processos que envolviam o pagamento de R$ 724,9 milhões, quase o dobro do negociado em 2007, que chegou a marca dos R$ 370 milhões. "Espero que a conciliação se torne cotidiana", afirmou o ministro do STF.
 
No entanto, quando o litígio chega à Justiça, um dos instrumentos que o tribunal dispõe para brecar a excesso de processos é a chamada repercussão geral, emenda de dezembro de 2004, mas que só foi regulamentada em 2007. Por meio dela, o poder judiciário edita normas jurídicas a serem aplicadas em decisões posteriores atribuindo-lhe racionalidade. Das mais de 90 matérias com repercussão, poucas tratam do direito do trabalho, sendo que a maioria abrange o âmbito tributário e administrativo.
 
Outro mecanismo importante é a Súmula Vinculante.
 
Das 13 existentes, três atendem diretamente as demandas trabalhistas. Uma delas é a súmula 4, que resolve a discussão sobre a não utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou empregado.
 
Enquanto a aplicação desses " remédios" não toma a amplitude que deveriam, a enxurrada de ações continua. "Há cerca de 60 milhões de processos tramitando no Brasil. Foi dado ao judiciário o monopólio da solução dos conflitos", criticou o presidente do Supremo na Fiesp. E o discurso teve teor semelhante quando o ministro realizou o encerramento da Semana de Conciliação realizado em Cuiabá (MT), o ministro voltou a citar o excesso e a lentidão dos processos na Justiça. "Foi mais um êxito desse esforço do Judiciário brasileiro no sentido de resolver pendências que se arrastam há muitos anos nos nossos juízos e nos nossos tribunais", comentou Mendes.
 
Fonte: Diário - Comércio, Indústria & Serviços/SP



 





 

9/12/2008 - 10h30

 

Quem já pode se aposentar não sabe o que fazer

O debate sobre o fim do fator previdenciário e dos projetos de lei de reajuste dos benefícios do INSS está trazendo —além da perspectiva de se acabar com a perversa fórmula de cálculo das aposentadorias — muitas dúvidas para os trabalhadores que já têm tempo para se aposentar, mas não sabem se esperam ou se fazem o pedido agora. O que assombra é o risco deter de contribuir por mais tempo, caso a idade mínima seja aprovada como substituto ao recurso adotado desde 1999. Isso porque, por enquanto,o fim do fator é só uma possibilidade, depois que os senadores aprovaram o PLS 296/03 (atual PL 3.299/08) e o enviaram à Câmara.Agora, como os projetos de reajuste (PL 58/03 e PL 1/07) não sãoaceitos pelo governo, que alega custos superiores a R$ 76,6 bilhõesanuais, o fator, que em quase 10 anos gerou uma economia de apenas R$ 10bilhões ao INSS, virou moeda de troca.

O primeiro encontro com as centrais sindicais não foi proveitoso. Sindicalistas dizem que o ministro da Previdência, José Pimentel, interlocutor do governo, não apresentou alternativas aos reajustes que estão para análise dos deputados. Esperava-se, ao menos,uma proposta intermediária para melhorar os proventos dos que ganham benefícios acima do mínimo. Pimentel limitou a discussão ao fim do fator e à introdução da idade mínima, rejeitada pelos trabalhadores. E se referiu à adoção de regras do funcionalismo para o INSS. O secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, ressaltou que o governo não se opõe ao fim do fator, mas precisa manter equilibradas as contas. Sem acordo, o debate e a decisão caíram nas mãos do Congresso.

A proximidade do recesso parlamentar indica que o fim do fator pode não ser este ano. Para os trabalhadores que podem esperar, a decisão é difícil, porque não se sabe o que virá por aí. Proposta atrelada ao projeto prevê a instituição de idades mínimas de 46 anos (mulheres) e 51 anos (homens), equivalentes às dos servidores públicos, com regra de transição para chegar a 2035 em 55 e 60 anos, respectivamente. O cálculo voltaria a ser sobre as últimas 36 contribuições ao INSS. E haveria um benefício no meio de tudo: aposentados que continuam trabalhando teriam revisão do benefício por cada ano a mais de contribuição. Fala-se ainda em importar “idéia”que seria aplicada aos servidores: a “Fórmula 95”, que considera idade e tempo de contribuição, cuja soma em anos deveria atingir 95 (homens) e 85 (mulheres). Um homem se aposentaria aos 60, com35 de contribuição. Uma mulher, aos 55, com 30 de trabalho, por exemplo.

Mas não se sabe o que a Câmara vai aprovar. Nem quando.Só há uma certeza para 2009: quem está para se aposentar se verá diante de uma roleta de jogo de sorte (ou azar). Como fica quem perdeu o emprego nos últimos anos de contribuição e se esforçou para descontar sobre o mínimo, tendo como referência a regra da média dos 80% maiores salários de benefício?Contavam com o período em que contribuíram sobre salários mais elevados e vão se aposentar pelo mínimo? E quem se aposentou pelo fator antes da sanção da lei — o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não vetará — poderá pedir revisão? Como diz o ministro Pimentel, o assunto deve ser amplamente debatido no Congresso.

(Fonte: O Dia Online)


 


 

 

 

9/12/2008 - 10h29

 

Abaixo-assinado pede aprovação da PEC do Trabalho Escravo

Até o dia 1° de dezembro deste ano, mais de 140 mil assinaturas já tinham sido coletadas no abaixo-assinado que pede a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional do Trabalho Escravo, a PEC 438. O documento, sob responsabilidade da Frente Nacional contra o Trabalho Escravo e pela Aprovação da PEC 438, é uma forma de pressionar a aprovação das novas medidas pelo Congresso Nacional.
Apresentada em 1999 pelo ex-senador Ademir Andrade (PSB-PA), a PEC propõe nova redação ao Art. 243 da Constituição Federal, que trata do confisco de propriedades em que forem encontradas lavouras de plantas psicotrópicas ilegais. Com a PEC, a expropriação sem indenização atingiria também as propriedades que explorem mão-de-obra análoga à escravidão. Após o confisco, as terras seriam destinadas a assentamentos de famílias como porte do programa de reforma agrária.

Em 2003, a proposta foi aprovada em dois turnos pelo Senado e, em 2004, pela Câmara dos Deputados em primeiro turno. Sua votação em segundo turno está parada desde agosto de 2004. Os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que há urgência na solução do problema. Nos últimos 12 anos, 27.645 pessoas foram libertadas, em 1.184 fiscalizações realizadas em 621 operações.

Em 2007, 5.877 trabalhadores libertados de situação análoga à escravidão pelo grupo móvel de fiscalização do governo federal. Foi o maior número desde o ano de 1995, quando as operações foram iniciadas. Os pagamentos de direitos devidos aos trabalhadores (R$ 9,8 milhões) e o total de autos de infração lavrados (3.075) em 2007 também superaram as marcas dos anos anteriores.

Movimentos e organizações sociais realizaram, em março deste ano, em Brasília, uma grande manifestação em favor da aprovação da PEC. Estiveram presentes caravanas de diversos estados do Brasil. Os movimentos pediram mais empenho do governo federal na aprovação da proposta.

Em junho deste ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou dados em que estimava um número entre 25 mil e 40 mil pessoas vivendo sob trabalho forçado, análogo à escravidão, no Brasil. Segundo a OIT, em relação ao número de trabalhadores escravos, só perde para o continente asiático, que possui quase 10 milhões de trabalhadores nessa situação. A estimativa é que a região latino-americana tenha 1,3 milhão de pessoas submetidas a esse tipo de regime.

Para assinar, acesse: www.reporterbrasil.org.br/abaixo-assinado.php

(Fonte: Adital)

 


 

 


8/12/2008 - 19h15

 

Com a crise, vão faltar 1 milhão de empregos em 2009
 
O Ministério do Trabalho prevê que, este ano, serão criados 2,5 milhões de postos, como resultado de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,2% ou 5,3%. "Numa conta rápida, são cerca de 500 mil postos de trabalho para cada 1 ponto de crescimento econômico", disse o professor. "Se reduzir de 5% para 3%, vai haver uma redução drástica de postos de trabalho. As pessoas que entrarão no mercado de trabalho vão se somar ao estoque de desempregados que já existe em 2008."
 
Seriam criados, no ano que vem, perto de 1,5 milhão de postos de trabalho, para 2,5 milhões de novos trabalhadores. "Esse número de 500 mil trabalhadores por ponto porcentual de crescimento até um pouco liberal", explicou Pastore. "As últimas pesquisas estão mostrando que, com a entrada da tecnologia, cada um ponto de crescimento está gerando mais ou menos 400 mil. A tecnologia entrou para ficar. Então, no ano que vem, o problema pode ser um pouco mais sério, com 3% de crescimento. Mas vamos ser mais liberais na estimativa."
 
O professor destacou que o crescimento do desemprego acaba por realimentar a crise, criando uma onda de inadimplência. "Quando a crise mostra a cara no mercado de trabalho, a cara é feia, porque provoca círculos perniciosos", disse Pastore. "O camarada perde o emprego, fica inadimplente, não paga a conta da venda, a conta da escola, do médico. O vendeiro não pode pagar a conta do seu fornecedor, e o seu fornecedor não paga a conta do agricultor. Então, o que se tem é uma bola de neve de inadimplência que acaba agravando a própria crise. É muito sério quando uma crise econômica bate no emprego."
 
Para Pastore, já é tarde para tomar medidas mais eficazes de incentivo ao emprego, que exigiriam mudanças na legislação. "Em geral é assim: quando a economia vai bem, a última coisa em que se pensa são inovações nas instituições do trabalho", destacou o professor. "Não se pensa em mudar a lei, a Justiça do Trabalho, as organizações sindicais, nada disso. Poderiam ter sido criados, no momento de vacas gordas, vários tipos de contratos especiais, de duração mais curta e despesas de contratação mais leves. Poderiam ter flexibilizado vários tipos de relações de trabalho, poderiam ter definido uma lei boa para fazer uma contratação decente no campo da terceirização, mas nada disso foi feito, só prometido."
 
Ele afirmou que uma mudança de lei demoraria pelo menos oito meses para ser votada no Congresso, quando os próximos meses da crise podem ser os mais críticos. "O que resta são medidas clássica e horríveis, como frentes de trabalho, seguro desemprego prolongado e melhoria do valor do seguro desemprego", disse Pastore. Para ele, são medidas que terão que ser tomadas, apesar de gerarem um grande déficit público sem criar trabalho digno para os desempregados.
 
A proposta de redução da jornada de trabalho, discutida pelo governo, pode vir a tornar o problema ainda pior: "Uma redução da jornada de trabalho sem reduzir o salário, por exemplo, de 44 para 40 horas aumentaria , em média, 10% o custo do trabalho na produção. A empresa teria necessidade de repassar esse aumento de custo para o preço, mas ela não está vendendo nem com o preço atual, porque não tem demanda. Agora, como ela vai se apresentar no mercado internacional, com uma elevação de 10% no custo do fator trabalho?"
 
Em muitas áreas, não haveria nem trabalhadores suficientes. "Se pegarmos, aqui em São Paulo, cinco grandes hospitais, eles têm cerca de 15 mil enfermeiras e enfermeiros. Se tiverem que contratar 10% a mais, não existem 1,5 mil enfermeiros para serem contratados. E assim vai acontecer com várias outras profissões. Uma metalúrgica no interior teria que contratar 10% de profissionais qualificados em metalurgia na cidade onde a empresa está. E não têm", disse Pastore, acrecentando que a medida seria "um tiro no pé", porque poderia destruir empregos no lugar de gerá-los. Ele destacou que medidas de redução da jornada só dão certo quando negociadas pelas categorias profissionais.
 
Na visão do professor, os setores mais afetados pela crise, no que diz respeito ao emprego, não são aqueles que já começaram a cortar empregos, como autopeças, construção civil e financeiro. "Os setores mais afetados devem ser aqueles voltados a exportação de commodities", explicou. "Isso não quer dizer que eles já demitiram, porque têm resistência um pouco maior, no sentido de segurar o capital humano. O setor de exportação é o que está tendo o maior baque e pode no futuro criar problemas sérios, porque tem uma cadeia produtiva muito longa." O caso da Vale, que anunciou a demissão de 1,3 mil pessoas no País, seria só o começo.
 
Pastore destacou que o fim da crise depende, principalmente, de dois fatores: crédito e confiança. Reconquistar a confiança na economia leva tempo, e depende de com a situação evolui nos próximos meses. "Em relação ao crédito, o governo foi bastante expedito", disse o professor. "Ele pegou quatro áreas cruciais para o emprego - agricultura, construção civil, pequena e média empresa e automóveis - e injetou o dinheiro. O problema é que, em certas áreas, como agricultura, o dinheiro não está chegando nas mãos do produtor. Os bancos estão exigindo garantias que ele não tem para dar, ou uma taxa de juros que não consegue pagar vendendo soja. Só se ele for vender cocaína. O ataque a esse problema da falta de recursos foi rápida, mas não foi eficiente, porque o dinheiro não chegou na mão de quem precisa."
 
Em outros setores, como o financiamento de automóveis, o dinheiro chegou aos bancos, mas o crédito não flui pela falta de confiança diante das incertezas criadas pela crise. "Não dá para criticar o banqueiro e falar: empresta na certeza de que você não vai receber", afirmou Pastore. "Eles têm acionistas e nós temos nossas aplicações lá. Todos nós estamos pendurados nos bancos."
 
(Fonte: Estado de S. Paulo)


 






8/12/2008 - 16h28
 

Lula pode sancionar lei que abrirá precedente para ascensão funcional

 
Na próxima semana, todas as atenções dos servidores públicos federais estarão voltadas para uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pode abrir precedente para a ascensão funcional. Depois de passar pelo Senado e Câmara dos Deputados, chega à mesa do presidente duas emendas propostas à Medida Provisória 440.

Uma delas transforma servidores técnicos previdenciários em analistas tributários da Receita do Brasil. Durante Plenária Estatutária, a assessoria jurídica da Condsef fez uma avaliação sobre que efeitos esta sanção pode provocar. Para a assessoria, o assunto requer cautela já que a ação tem caráter inconstitucional.


Fazendários –
Servidores administrativos do Ministério da Fazenda estão particularmente atentos a essa decisão. A categoria se reuniu na quinta, durante a Plenária da Condsef. Representantes de seis estados (RJ, MG, DF, CE, PE, BA) discutiram as medidas políticas e jurídicas que serão tomadas para reivindicar o direito isonômico dos fazendários caso os técnicos passem a analistas.

A Condsef avalia a organização de um encontro extraordinário dos fazendários. Tudo para mobilizar a categoria e ampliar a pressão ao governo. Do ponto de vista jurídico, uma vez que a medida for aprovada, todos os servidores poderão reivindicar tratamento isonômico e requerer ascensão funcional. Hoje, cerca de 80% dos servidores lotados em funções de nível médio no setor público possuem nível superior.
 
(Fonte: Condesf)



 






8/12/2008 - 12h20
 

Servidores investem na política

Dos 2,5 mil servidores públicos federais que se candidataram a cargos eletivos (prefeito, vice e vereador) neste ano, 378 estavam filiados ao PT. O partido liderou o ranking dos candidatos-servidores, embora tenha figurado em segundo lugar no total de candidatos lançados, 35,1 mil.
 
O levantamento foi feito pela reportagem, baseado nos dados mais recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PMDB, que lançou 43,5 mil candidatos, ficou em segundo lugar na lista dos candidatos-servidores, com 231, seguido do PSDB, com 183 servidores e 33,9 mil candidatos no total.
 
De cada cem candidatos petistas, pelo menos um era funcionário público federal. Junto com o PT, outros dois partidos mostram elevada freqüência de candidatos ligados à administração central: PSOL e PC do B.
 
No caso do PSOL, a relação é a mais elevada: para cada cem candidatos, quase dois eram funcionários federais. Ao todo, 60 servidores federais apresentaram candidatura pelo partido, que nasceu de uma dissidência do PT. E para o PC do B, que lançou 79 servidores federais a candidaturas variadas, entre 7.979 concorrentes, a relação é de um para cada cem.
 
No caso do PMDB, DEM, PP e PSDB, a relação entre candidatos lançados e funcionários públicos cai aproximadamente à metade em comparação ao PT e ao PC do B. A polêmica em torno da politização da burocracia foi recentemente retomada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que, ao criticar declarações do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, declarou que o servidor deve ser "apartidário". Salvo exceções específicas, a Constituição garante a qualquer brasileiro, funcionário público ou não, o direito de votar e ser votado.
 
Os números sugerem, porém, que a máquina pública é historicamente um relevante berço de candidaturas para alguns partidos. Após lembrar a longa relação do PT com organizações sindicais, em especial as de funcionários públicos, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), adverte: "A participação é legítima e desejável, mas temos que ficar atentos a eventuais aparelhamentos e discriminações na gestão pública."
 
No cenário estadual, há tendência de aproximação com os números das eleições. O PMDB assume a dianteira, com 932 candidatos-servidores, o PT cai para segundo, com 795, seguido pelo PSDB, com 743. Na contabilidade das candidaturas de funcionários públicos municipais, o PMDB se apresenta como o primeiro colocado, com 3.093 concorrentes, seguido do PSDB, com 2.608, do DEM, com 2.096 e do PT, com 1.942.
 
A doação "lavada" de recursos das legendas partidárias aos candidatos é amparada pela Lei dos Partidos Políticos, em vigor há sete eleições, desde 1995. Desde o momento em que foi aprovada, nem o Congresso nem a Justiça Eleitoral se moveram para alterar esse ponto específico da lei. Ao contrário, em 1997 uma nova lei, aprovada pelo Congresso, acabou por ampliar essa brecha e permitir que candidatos recebam dos partidos dinheiro que é proibido de ser repassado diretamente para o político.
 
(Fonte: O Diario de Mogi - SP)



 





8/12/2008 - 10h40
 

Número de mortos em Santa Catarina sobe para 122  

Brasília - A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou, há pouco, a morte de mais duas pessoas que estavam desaparecidas em Gaspar. Com isso, o número de mortos no estado subiu para 122.

A lista de desaparecidos, agora, tem 29 nomes: 21 em Ilhota, sete em Gaspar e uma em Luís Alves. Em Gaspar, onde os últimos óbitos foram registrados, o número de vítimas fatais já chega a 19.

As mortes ocorreram por soterramento, devido a um deslizamento de terra registrado há uma semana. As duas vítimas não tiveram os nomes divulgados.

O total de pessoas desabrigadas e desalojadas, de acordo com o último boletim divulgado, segue em 32.946. Blumenau tem o maior número de pessoas fora de casa devido aos estragos da chuva, com um total de 4.997 desabrigados. Em seguida, está Itajaí, com 169, e Rodeio, com 140. Os Municípios de Gaspar, Ilhota e Luís Alves ainda estão contabilizando os números.

Amanhã (7), o governador do estado, Luiz Henrique, e o vice-governador, Leonel Pavan, visitam a cidade de Ilhota, também atingida por enchentes e por deslizamentos de terra.

O secretário de Desenvolvimento Regional de Blumenau, Paulo França, e o prefeito de Ilhota, Ademar Felisky, também participam da vistoria. O objetivo, de acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, é buscar soluções e possibilidades para a  reconstrução das áreas afetadas pelos temporais.

Acompanham a reunião a secretária estadual de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Dalva de Luca Dias; o secretário da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Antônio Ceron; o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Eliésio Rodrigues; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, coronel Álvaro Maus; o diretor estadual de Defesa Civil, major Márcio Luiz Alves; o presidente da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão), Murilo Xavier Flores; e o presidente da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola), Edson Henrique Veran.

(Fonte: Agência Brasil)



 





8/12/2008 - 10h20
 

110 países comemoram Dia Internacional contra a Corrupção na terça

O Dia Internacional contra a Corrupção, comemorado no dia 9 de dezembro, é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, que ocorreu na cidade mexicana de Mérida. Em 9 dezembro de 2003, mais de 110 países assinaram a Convenção, que entrou em vigor, internacionalmente, no dia 14 de dezembro de 2005. No Brasil, O Congresso Nacional aprovou o texto em maio de 2005 e no dia 31 de janeiro de 2006 a Convenção foi promulgada, passando a vigorar no país com força de lei. A Convenção da ONU contra a Corrupção é o mais completo e abrangente instrumento internacional juridicamente vinculante (que obriga cumprimento). Prevê a cooperação para recuperar somas de dinheiro desviadas dos países (rastrear, bloquear e devolver bens) e prevê a criminalização do suborno, lavagem de dinheiro e outros atos criminosos, ligados à corrupção.

A corrupção - em grande ou pequena escala - é crime. Veja alguns exemplos. Grandes quantias de dinheiro são pagas para obter contratos com o governo ou burlar a fiscalização. Também há muitos casos em que se paga propina para uma simples emissão de documento de identidade ou passaporte. Não são infrações menores. Estima-se que, a cada ano, mais de um trilhão de dólares são destinados a pagar subornos de todos os tipos. Isso é muito grave. E as conseqüências são ainda mais profundas.

A corrupção corrói a confiança nas instituições e o elo entre a sociedade.

O Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) acredita que é possível controlar a corrupção. Todos têm um importante papel: os governos, o setor privado, as ONGs, os meios de comunicação, as organizações religiosas...Cada cidadão tem que fazer a sua parte. EXERCITE SUA CIDADANIA.

Compromisso mundial anticorrupção

O mundo tem uma plataforma comum para que todos os países atuem conjuntamente no combate à corrupção: a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC, na sigla em inglês). A Convenção entrou em vigor internacionalmente em dezembro de 2005 como o primeiro acordo de alcance mundial juridicamente vinculante (que obriga cumprimento) contra a corrupção.

A UNCAC possibilita que cada país se organize, tipifique atos de corrupção como crime e coopere internacionalmente para haver uma reação global a esse problema.

Assim, os esforços nacionais, regionais e internacionais contra a corrupção seguem o mesmo parâmetro, que foi negociado multilateralmente, assinado por mais de 140 países e ratificado por mais de 100. Mas se os governos não a implementarem, a Convenção não passa de um pedaço de papel.

Veja os principais pontos da UNCAC ( em português)

 (Fonte: Nações Unidas)



 






5/12/2008 - 10h55

 

Sindicalistas deixam reunião com Pimentel 'indignados'

BRASÍLIA - Não houve acordo na reunião encerrada nesta o entre o  ministério da Previdência Social, José Pimentel, e os presidentes das centrais sindicais. Os sindicalistas deixaram o Ministério da Previdência dizendo-se "indignados" com a falta de uma proposta concreta do governo para por fim ao fator previdenciário que incide sobre as aposentadorias por tempo de contribuição.

"O ministro não apresentou nada concreto e jogou para o Congresso a responsabilidade de negociar. Em princípio, ele disse que a retirada do fator só é possível com a inclusão de idade mínima, algo que nós rechaçamos de pronto", disse o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antônio Neto.

O representante da Força Sindical e presidente da Associação de Aposentados, João Batista Inocentini, acrescentou que os sindicalistas ficaram indignados porque, de público, segundo ele, o governo sinaliza com a possibilidade de negociar o fim do fato previdenciário. "Mas durante uma reunião cara a cara, isso não ficou claro", disse ele.

João Felício, representante da CUT, afirmou que a partir desta quinta serão feitos vários debates com a liderança do governo na Câmara e com o deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto que extingue o fator previdenciário, na tentativa de se chegar a uma negociação até o final deste ano. Segundo Felício, o motivo da rejeição ao fator previdenciário e também da aplicação da idade mínima para aposentadoria é o fato de no Brasil muitos jovens começarem a trabalhar muito cedo, diferente do que ocorre nos países desenvolvidos.

"Isso é uma injustiça muito grande e enquanto tivermos no Brasil jovens começando a trabalhar aos 15, 14 anos, não aceitamos regras como fator e idade mínima (para aposentadoria) porque isso penaliza ainda mais o trabalhador brasileiro", disse Felício.

 

Medidas

O ministro disse que o governo poderá adotar medidas para incentivar o trabalhador a permanecer mais tempo na atividade e retardando os pedidos de aposentadoria, como já vem adotando para os funcionários públicos. "Queremos trazer para o regime geral (do INSS) regras que hoje já estão em vigor que incentivam os servidores públicos a permanecerem em atividade, e que não dependam de emenda constitucional", disse o ministro.

Ele, porém, não citou quais seriam estes incentivos mas acrescentou que caberá ao deputado Pepe Vargas(PT-RS), relator do projeto que extingue o fator previdenciário, discutir o assunto. Segundo o ministro, governo está tentando "construir uma alternativa" sobre as propostas que envolvem mudanças na Previdência". A preocupação, segundo ele, é atender as reivindicações dos trabalhadores, garantindo, ao mesmo tempo, o equilíbrio futuro da previdência. Para incentivar o servidor público a retardar o pedido de aposentadoria, o governo instituiu, entre outras medidas, o abono permanência, pelo qual deixa de contribuir para a Previdência, mesmo estando em atividade.

A área técnica do Ministério da Previdência defende alterações na fórmula do fator previdenciário que possam amenizar o impacto da fórmula para quem optar por permanecer mais tempo trabalhando.

Dados do Ministério da Previdência mostram que, em quase dez anos, o efeito do fator previdenciário sobre a elevação da idade mínima foi muito pequeno e ainda estão muito distantes da idade mínima para o serviço público (55 para as mulheres e 60 anos para os homens).

De acordo com esses dados, a média de idade de aposentadoria para as mulheres subiu de 49 anos para 52 anos. Já para os homens, a idade média de aposentadoria subiu de 51 anos para 54 anos. Os dados do Ministério mostram ainda que grande parte dos trabalhadores que pediu aposentadoria desde 1999 acabou optando por receber um benefício menor a ficar mais tempo contribuindo para a Previdência. As novas aposentadorias, segundo o Ministério, estão sendo concedidas em média com uma perda de 25% em relação ao valor máximo.

 

(Fonte: O Estado de S.Paulo)


 







5/12/2008 - 10h42
 

Relatório Direitos Humanos no Brasil é lançado durante o Tribunal Popular

O Relatório Direitos Humanos no Brasil 2008 foi lançado hoje (4), em São Paulo, durante a realização do Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus. O documento, organizado pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, é constituído por quatro capítulos: direitos humanos no meio rural e no meio urbano; direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais; políticas internacionais e direitos humanos.

"Alguns temas possuem continuidade entre as edições, como é o caso da questão indígena, da luta pela terra e por moradia e dos problemas relacionados ao trabalho. A cada ano, tentamos inserir novos temas, como é o caso das mulheres processadas por prática de aborto no Mato Grosso do Sul", afirma a jornalista Maria Luisa Mendonça, integrante da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, que contribui com alguns artigos inseridos na obra.

Nesta edição, a questão prisional foi tratada de forma específica, porém com um recorte de gênero. As pesquisadoras Lívia Gimenes Dias da Fonseca e Luciana de Souza Ramos traçam um perfil do sistema prisional feminino no País: "As mulheres presas no Brasil hoje são jovens, mães solteiras, afro-descendentes e, majoritariamente, condenadas por tráfico de drogas. Quando presas, são abandonadas pela família, sem garantia do direito à visita íntima e de permanecerem com os filhos nascidos no cárcere, o que demonstra a dupla (múltipla) punição da mulher, seja pelo sistema penal, seja pela sociedade".

"O relatório é fruto da colaboração de 22 organizações de 30 pesquisadores que tem como objetivo mostrar um panorama amplo sobre as violações dos direitos humanos, que possuem causas estruturais e precisam ser debatidas pela sociedade civil. Ele tem grande repercussão no meio acadêmico no Brasil e no mundo, pois também é publicado em inglês, além de servir como fonte para a imprensa", ressalta Maria Luisa.  

Em relação à violação dos direitos humanos no meio rural, são analisados temas como violência no campo, política agrária, expansão do monocultivo de cana, situação de comunidades quilombolas e dos povos indígenas no Brasil, além da questão do trabalho escravo. Nesse sentido, o artigo do Conselho Indigenista Missionário reflete sobre a onda racista contra indígenas disseminada em todo o país.

"Com a sua fachada nacionalista, tal onda chegou a conquistar o apoio ou, ao menos, o silêncio cúmplice de setores tradicionalmente comprometidos com as lutas em defesa dos povos indígenas e dos setores populares. A partir de uma situação local, de interesses particulares de invasores de terras da União (como são as terras indígenas), parte da sociedade brasileira, neste ano de 2008, passou a olhar para os povos indígenas como inimigos e para os aliados dos indígenas como criminosos de interesses inconfessáveis", ressalta o artigo.

No meio urbano, os textos versam sobre problemas como as violações contra crianças e adolescentes, segurança pública e repressão da atividade sindical. O artigo dos cientistas sociais Adriana Loche e Leandro Siqueira, do Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo, abordou a questão das ações e omissões na segurança pública de São Paulo.

"Quando se compara o número de ocorrências de mortes provocadas pelas polícias no primeiro semestre de 2007 com o mesmo período de 2008, o número de mortes provocadas aumentou em 21,9%, subindo de 201 mortes em 2007, para 245 mortes em 2008. Já o número de policiais mortos nestes confrontos diminuiu de 15 para 14. A proporção de mortos foi de 11,4 mortes de civis para cada morte de policial. Por sua vez, seguindo a tendência decrescente, o número de homicídios dolosos caiu 13% no estado no primeiro semestre de 2008 ante o mesmo período de 2007", destacam.

(Fonte: Adital)


 






5/12/2008 - 10h40
 

Pensões poderão ter paridade com salários da ativa

Garantir correções iguais às aplicadas aos salários dos servidores da ativa para as pensões concedidas em favor de beneficiários de servidores que já estavam aposentados ou com direito à aposentadoria quando da edição da Emenda Constitucional nº 41, de 2003. Este é o objetivo da proposta de emenda à Constituição (PEC 36/08) que foi aprovada nesta quarta-feira (3) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O texto, agora, terá de ser analisado no Plenário do Senado.

A matéria, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada na forma de substitutivo apresentado pelo relator, o senador Expedito Júnior (PR-RO). Nesse texto, ele inseriu novas alterações nas regras da Previdência, uma das quais para estipular em 70 anos o limite de idade para a cobrança de contribuição sobre as aposentadorias e pensões dos servidores públicos.

Segundo Expedito Júnior, esse limite irá reduzir "injustiça" contra os aposentados mais idosos, que deveriam estar recebendo proventos, e não contribuindo para a Previdência. Como a expectativa de vida do brasileiro é de aproximadamente 72 anos, observou, a interrupção da cobrança nesse momento da vida do segurado teria impacto reduzido sobre as contas do sistema previdenciário.

Aposentadoria voluntária

Outra alteração defendida por Expedito Júnior assegura a opção pela modalidade de aposentadoria voluntária aos servidores que já poderiam ter requisitado esse benefício, mas que optaram por continuar na ativa por estímulo oficial e acabaram sendo surpreendidos por uma situação de incapacidade para o trabalho. Conforme o relator, nesses casos, esses servidores terminam sendo aposentados por invalidez em condições menos favoráveis em relação à aposentadoria voluntária a que tinham direito.

Além de propor correções nas mesmas bases aplicadas aos salários da ativa, a PEC também prevê a retroatividade dos efeitos à data de vigência da Emenda Constitucional nº 41/2003, publicada em 31 de dezembro de 2003. Se aprovada com essa retroatividade, portanto, a proposta terminará equiparando completamente os valores das pensões aos salários nos níveis correspondentes aos que são pagos atualmente.

De acordo com Expedito Júnior, a PEC irá promover maior eqüidade entre os diversos contribuintes em relação aos valores das pensões. Segundo ele, as alterações anteriores já haviam assegurado o direito à paridade das correções às pensões instituídas até o dia 31 de dezembro de 2003, bem como para as que são recebidas de servidores aposentados pela regra de transição instituída no artigo 3º da Emenda Constitucional nº 47/2005, que resultou da aprovação da chamada "PEC Paralela".

A situação de servidores com aposentadoria concedida por outra regra - o artigo 6º da emenda constitucional nº 41/03 - estaria sendo reparada por meio de outra proposta de alteração constitucional, já aprovada no Senado, embora com tramitação parada na Câmara dos Deputados. Restava, assim, conforme o relator, a situação de "iniqüidade" das pensões instituídas após 31 de dezembro de 2003, relativas a servidores que, naquela data, já estavam aposentados ou já tinham direito à aposentadoria.

(Fonte: Agência Senado)



 






4/12/2008 - 17h40
 

Chinaglia vai trabalhar para levar ao plenário redução da jornada de trabalho, diz líder do PT

BRASÍLIA - As centrais sindicais conseguiram a promessa do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), de aprovar a urgência para levar direto ao plenário o projeto que reduz a jornada de trabalha de 44 para 40 horas semanais máximas. A proposta chegou a estar na pauta da Comissão de Trabalho nesta quarta-feira, mas foi retirada da lista de votações.

O anúncio da decisão da Chinaglia foi feito pelo líder do PT, Maurício Rands (PE), que afirmou que a redução da jornada de trabalho seria importante até mesmo para criar mais empregos em meio às demissões causadas pela crise financeira internacional.

Rands defendeu ainda a proposta de acabar com o fator previdenciário como forma de cálculo das aposentadorias e a instituição de um reajuste maior do benefício para os aposentados que ganham acima do piso previdenciário. No entanto, o petista argumentou que a primeira mudança deve ser feita junto com o estabelecimento de idade mínima para aposentadoria.

- Vamos substituir o fator previdenciário por outro critério, como a idade mínima - afirmou o líder do PT.

Apesar da defesa de Rands, as centrais sindicais avisaram que na reunião que terão nesta quinta com o ministro da Previdência, José Pimentel, defenderão o fim do fator previdenciário, mas sem qualquer instituição de idade mínima.

(Fonte: O Globo)


 





4/12/2008 - 11h20
 

Discussão sobre a reforma tributária fica para 2009


 

Depois de bater o pé pela votação da reforma tributária este ano e emperrar as votações de outras matérias na Câmara, o governo cedeu sem muito barulho e aceitou o adiamento da discussão para março, como exigia a oposição. Apesar de o acordo ter sido anunciado somente às 19h desta quarta-feira (03/12), depois de intensos debates e de vários apelos do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pela desobstrução da pauta, os líderes da base já estavam dispostos a abrandar o discurso quando chegaram ao plenário, no início da tarde. É que parte deles, inclusive o líder do governo Henrique Fontana (PT-RS), recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ordem de ceder da imposição de votar a proposta ainda este ano.

Mas era preciso negociar e ao mesmo tempo colocar o adiamento na conta da oposição, dando nomes aos obstáculos impostos à intenção governista de promover rapidamente as mudanças do sistema tributário. Os deputados cumpriram a missão e dispararam discursos de justificativas. “Vamos negociar. Mas, temos de deixar claro que é a oposição que está atrasando os benefícios previstos na reforma”, antecipava Fontana.

À noite, o plenário da Câmara aprovou, em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que regulariza a situação dos municípios cuja criação não seguiu as regras previstas na Constituição.

 

(Fonte: Correio Braziliense)


 

 





4/12/2008 - 11h15
 

Projeto fixa remuneração para membros do Conselho Nacional do Ministério Público

 

A remuneração dos membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) deverá corresponder a um subsídio mensal equivalente ao recebido pelo subprocurador-geral da República, como previsto em projeto aprovado nesta quarta-feira (3) pelo Plenário do Senado. A matéria (PLC 179/08), de autoria da Procuradoria-Geral da República, vai à sanção presidencial.

O projeto determina, no entanto, que os conselheiros com vínculo funcional com a administração pública só receberão a diferença, a menor, entre a remuneração paga por seu órgão ou entidade pública de origem e o subsídio fixado. O texto aprovado concede ainda o pagamento de passagens e diárias, em razão de serviço, aos conselheiros em valores equivalentes aos pagos a subprocurador da República.

(Fonte: Agência Senado)



 






4/12/2008 - 11h08
 

MP perdoa dívidas de até R$ 10 mil com a União
 
Brasília - Está na edição de hoje (4) do Diário Oficial da União a Medida Provisória n.º 449 que anistia dívidas de contribuintes de até R$ 10 mil com a União, contraídas até 31 de dezembro de 2007, e vencidas há cinco anos ou mais.

A proposta foi apresentada em 1o de julho deste ano, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante reunião do Conselho Político. Além do perdão da dívida de pequenos devedores, a MP inclui decisões como a de liberar mais R$ 5 bilhões para exportadores, por intermédio Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mudanças na Lei das S.A. (Lei das Sociedades Anônimas) e permite que o governo se torne sócio da Avibrás, o maior fabricante de material bélico do país.

Com a medida, deverão ser eliminados 2,1 milhões de processos, que significam 18,1% do total, com redução de R$ 3,632 bilhões do “estoque” da dívida ativa.

(Fonte: Agência Brasil)



 







3/12/2008 - 18h20
 

SINASEMPU participa de ato contra imposto sindical

A presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado, participou, nesta quarta-feira (3/12), do ato público promovido pela CUT em protesto contra a Instrução Normativa do Ministério do Trabalho e Emprego que institui a cobrança do imposto sindical obrigatório para os servidores públicos.

O protesto, realizado em frente ao Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, ocorreu logo após a 5ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, organizada pela CUT, CTB, UGT, Nova Central, Força Sindical e CGTB, que reuniu cerca de 35 mil manifestantes na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Durante a marcha, os trabalhadores empunharam bandeiras, faixas e cartazes em defesa do emprego, da garantia de renda e por medidas que defendam os trabalhadores dos impactos negativos da crise financeira internacional.

Questões como a valorização do salário mínimo; defesa das reservas do pré-sal e uma nova matriz energética; ratificação das convenções 151 (que regulamenta a negociação coletiva no serviço público) e a 158 (que coíbe as demissões imotivadas), também fizeram parte da bandeira de luta da manifestação.

De acordo com Márcia Broxado, a diretoria nacional do SINASEMPU definiu, na última Assembléia Geral Ordinária – AGO da categoria, que irá devolver a parte a que tem direito sobre a contribuição sindical compulsória que será cobrada de seus filiados, caso o desconto seja efetivado.

“O imposto sindical obrigatório é uma forma de manter os sindicatos atrelados ao Estado. O SINASEMPU não irá compactuar com esta prática, pois entendemos que cabe ao trabalhador a decisão de contribuir ou não com suas organizações sindicais”, explicou.


 







3/12/2008 - 16h40
 

Comissão de Trabalho aprova Convenção 151

Com apenas um voto contrário, do deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP), a Comissão de Trabalho da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (3/12), o PDC 795/08, que aprova, com ressalvas, os textos da Convenção 151 e da Recomendação 159, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Como a proposta já foi aprovada pelas comissões de Relações Exteriores; e de Constituição e Justiça, a decisão final cabe agora ao plenário.

O projeto foi relatado pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA), que ofereceu parecer favorável à proposta do Governo. Daniel Almeida pretende agora pedir ao presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT/SP), que paute o projeto no plenário, com o objetivo de a Câmara aprovar conclusivamente a matéria.

O projeto de decreto legislativo tem por objetivo ratificar a Convenção 151, que trata da negociação coletiva no âmbito do serviço público federal, estadual e municipal.

A norma internacional reconhece também como instrumentos válidos para a solução de conflitos, a mediação, a conciliação ou a arbitragem.
 

(Fonte: Portal da Câmara)


 





 

3 /12/2008 - 15h15

Vale demite 1.300 funcionários e 5.500 têm férias coletivas; mais afetados estão em MG
 

A Companhia Vale do Rio Doce anunciou nesta quarta-feira 1.300 demissões no mundo, sendo a maioria delas em Minas Gerais, segundo a assessoria de imprensa da mineradora. Outros 5.500 entram em férias coletivas escalonadas e 1.200 estão em treinamento para serem realocados dentro da companhia.
 
Conforme a empresa, a reestruturação do quadro de funcionários é conseqüência da crise financeira internacional e resultado da redução das encomendas das siderúrgicas, principais clientes da Vale. Atualmente, a mineradora tem 62 mil funcionários no mundo.
 
Ainda segundo a Vale, a intenção é reduzir ao mínimo o número de demissões, devido ao elevado nível de qualificação e de investimento em treinamento.
 
Em relação às férias coletivas, os 5.500 funcionários atingidos pela medida devem parar de maneira escalonada. A previsão é que o revezamento ocorra até fevereiro.
 
A Vale informou no fim de outubro que vai reduzir sua produção de minério de ferro e outros minérios e subprodutos nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Amapá, além de plantas industriais e minas no exterior. Fora do país, sofrerão reduções de produção atividades localizadas na França, Noruega, China e Indonésia.
 
O presidente da Vale, Roger Agnelli, explicou que o corte de 30 milhões de toneladas métricas anuais na produção de minério de ferro da empresa é um "ajuste momentâneo" em razão do "fortíssimo rearranjo" que o mundo está passando por causa da crise financeira internacional.
 

Siderúrgicas
 
Entre as siderúrgicas, a ArcerlorMittal anunciou na última quinta-feira que pretende demitir até 9.000 empregados no mundo. As demissões serão feitas de forma voluntária. Elas atingirão primeiro os empregados dos setores não-produtivos, que trabalham em vendas, administração e serviços gerais. Nessas categorias, o grupo tem como meta reduzir seus gastos em US$ 1 bilhão, em resposta à atual crise financeira global.
 
A empresa empregava no final de 2007 cerca de 35,5 mil pessoas na América do Norte. O grupo não especificou o número de funcionários que possui nos Estados Unidos.
 
Também na semana passada, o grupo siderúrgico brasileiro Gerdau anunciou que vai antecipar a parada das subsidiárias Açominas e da Siderperú (Empresa Siderúrgica del Peru) para trabalhos de manutenção. A Gerdau admitiu que a medida também tem por objetivo reduzir a produção em um momento de queda da demanda mundial do aço por parte de clientes importantes, como os setores automobilístico e de construção.
 
Em reunião com investidores, o presidente do grupo, André Gerdau Johannpeter, reconheceu que a companhia pode tomar medidas semelhantes em outras fábricas, principalmente dos Estados Unidos e de outros países da América Latina, para adequar a produção a uma demanda mundial menor.
 
Segundo ele, a empresa prevê uma queda de 24% no volume de vendas para o último trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2007.
 
 (Fonte: Folha de São Paulo)

 






3 /12/2008 - 15h15
 

Sindicato dos Médicos amplia greve e pára 50% da urgência
Os hospitais da rede estadual de saúde estão desde ontem funcionando com 50% do contingente médico nas unidades de urgência e emergência. A paralisação de metade da categoria é mais uma ação do movimento de greve do Sindicato dos Médicos (Sinmed-RN). Apesar redução do pessoal, ontem pela manhã o movimento foi pequeno na urgência do Hospital Walfredo Gurgel (HWG), a maior unidade da rede pública de saúde. A suspensão parcial dos serviços continua hoje.

De acordo com o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, a idéia é ‘‘pressionar o governo a atender suas reivindicações e fazer valer a decisão judicial que determina a manutenção de 50% dos médicos em atividade’’.

Ele comentou que, apesar de os profissionais estarem em greve desde 24 de outubro, os que trabalham nas urgências e emergências vinham cumprindo serviço normalmente. ‘‘Os médicos que deveriam cumprir a paralisação ainda estavam presentes nas unidades. Agora, com essa nova medida, um hospital que tinha quatro anestesistas de plantão na urgência terá apenas dois para atender toda a demanda existente’’, explicou Ferreira.

A decisão pela greve foi tomada na noite de segunda-feira, após mais um fracasso nas negociações da categoria com o secretário estadual de Saúde, George Antunes. Ele ofereceu à categoria o pagamento dos atrasados do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e uma mudança de nível, que representa um reajuste de 3%. Porém, não apresentou solução para outros pontos da pauta de reivindicação, como a incorporação da gratificação, a produtividade por procedimento aos médicos e as melhores condições de trabalho.

‘‘Nossas reivindicações não se restringem às melhorias salariais, buscamos também evoluções na qualidade de trabalho e na estrutura hospitalar. Como para estas duas últimas questões não nos foi apresentado nenhuma proposta, o movimento continua e de forma mais severa’’, justificou ele.

Geraldo citou a situação no HWG para ilustrar a falta de estrutura com que os médicos estão trabalhando, segundo ele, na segunda-feira à noite, faltou lençol para os pacientes e roupa cirúrgica para os profissionais que iam realizar cirurgias. No corredor, ainda de acordo com o presidente do Sinmed, 35 pacientes aguardam vaga para enfermarias e outros 25 estão a espera de vagas na UTI.

Durante toda a tarde de ontem, a reportagem procurou entrar em contato com o diretor do HWG, José Renato Brito, para falar sobre as declarações de Ferreira. No entanto, as ligações não foram atendidas. O secretário George Antunes disse que o impacto financeiro das propostas dos médicos será analisado hoje pela governadora Wilma de Faria. Quanto à remuneração por procedimento, Antunes afirmou que o projeto de lei já foi aprovado pela governadora e será encaminhado para apreciação da Assembléia Legislativa.

(Fonte: Diário de Natal)
 



 





3 /12/2008 - 15h10

Sindicato: setor de autopeças deve ter 8,2 mil demissões no 4º tri
 

Portal Terra

SÃO PAULO - Cerca de 8,2 mil funcionários do setor de autopeças devem perder o emprego no último trimestre deste ano, de acordo com sondagem realizada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos (Sindipeças) para avaliar os impactos da crise financeira na economia nacional.

Segundo o levantamento feito com 95 empresas, que representam aproximadamente 41% do faturamento do setor, a indústria de autopeças deve ter em dezembro 223,7 mil trabalhadores, frente 231,9 empregados em setembro.

O Sindipeças ressalta que o número de funcionários é 3,2% maior que o verificado em 2007, mas representa uma queda significativa nas previsões de 8,3% de crescimento feitas em agosto. Além disso, a entidade apontou que 100% das empresas consultadas darão pelo menos 16 dias de férias coletivas em dezembro.

Para o presidente do sindicato, Paulo Butori, a situação pode piorar.

- É preciso ter muita calma e equilíbrio para não tomar decisões precipitadas, nem ficar apenas olhando a tempestade pela janela. O primeiro trimestre do ano que vem será muito difícil- afirmou.

Ainda de acordo com a pesquisa, 48% das empresas informaram que manterão o nível de investimento programado para 2009, enquanto 46% vão reduzir e apenas 6%, aumentar. O Sindipeças acredita que o faturamento do setor pode chegar a R$ 74,4 bilhões neste ano.


(Fonte: JB Online - Terra)
 





3 /12/2008 - 10h30

 

Congresso lembra luta de Chico Mendes em defesa da Amazônia
 
O trabalho realizado pelo líder sindical e ambientalista Chico Mendes será lembrado hoje, em sessão solene do Congresso Nacional, às 11 horas, no plenário do Senado. Antes, às 10 horas, haverá debate com estudantes da rede pública do Distrito Federal sobre a luta dos seringueiros pela preservação da floresta amazônica e apresentação do cantor acreano Sérgio Souto.

A homenagem, proposta pelos deputados Perpétua Almeida (PCdoB-AC) e Nilson Mourão (PT-AC) e pelos senadores Tião Viana (PT-AC), Marina Silva (PT-AC) e Cristovam Buarque (PDT-DF) e apoiada por diversos parlamentares, visa marcar os 20 anos do assassinato do líder acreano.


Participam da homenagem, ao lado de senadores e deputados, familiares do ambientalista, como sua esposa, Ilzamar Mendes, seus filhos e seu primo e também sindicalista Raimundo Barros. Foram convidados ainda os ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, além do jornalista Zuenir Ventura, autor de livro e de diversas reportagens sobre Chico Mendes. Também devem participar da sessão Suely Bellato, integrante da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, e representantes do Conselho Nacional dos Seringueiros e do Fórum Brasileiro de ONGs e de Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento - Fboms.

Chico Mendes foi fundador do PT no Acre e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri. Em 1985, liderou o 1º Encontro Nacional de Seringueiros, que resultou na aprovação da proposta denominada União dos Povos da Floresta, unificando interesses de seringueiros e índios em defesa da Amazônia. Com a repercussão nacional e internacional do movimento, o ambientalista recebeu diversos prêmios, entre os quais o Global 500, oferecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Como resultado das ações lideradas por Chico Mendes pela preservação da floresta, são criadas reservas extrativistas no Acre, o que contraria interesses de grandes proprietários de terras da região. Seguidas ameaças de morte recebidas pelo ambientalista são reportadas a autoridades policiais, o que, no entanto, não evita o assassinato do sindicalista, em 22 de dezembro de 1988.


(Fonte: Agência da Câmara)

 

 





3 /12/2008 - 10h30
 

Terceira vigília fortalece luta pelos direitos dos aposentados
 

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, participa às 11h30 de hoje (3) de ato público organizado por entidades sindicais e vinculadas aos aposentados e pensionistas em frente ao Congresso Nacional, em companhia de outros membros da Casa. A informação é do senador Paulo Paim (PT-RS), que liderou a terceira vigília em defesa dos interesses dos aposentados, que começou na noite de ontem (2), continuou por toda a madrugada e foi encerrada às 6h05 desta quarta-feira (3), tendo como último orador o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS). As outras duas vigílias ocorreram igualmente no Plenário do Senado nos dias 18 e 26 de outubro, a primeira com encerramento às 6h do dia 19 e a segunda à 1h25 do dia 27.

A mobilização dos senadores, que incentivou a realização de vigílias em assembléias legislativas como na do Rio Grande do Sul e em vários municípios brasileiros, tem como objetivo sensibilizar a Câmara dos Deputados para a aprovação de três projetos, que já passaram pelo crivo do Senado Federal - os projetos de lei do Senado (PLS) 296/03, que acaba com o chamado fator previdenciário Entenda o assunto , e 58/03, dispondo sobre a recomposição das perdas de rendimentos sofridas por aposentados e pensionistas; e também o projeto de lei da Câmara (PLC 42/07), que assegura aos benefícios mantidos pela Previdência Social o mesmo reajuste do salário mínimo.

A terceira vigília na verdade resultou do prolongamento da sessão deliberativa do Senado, iniciada às 14h de ontem. Em seu início, foi presidida pelo senador Garibaldi Alves Filho, que hipotecou apoio ao movimento e à causa dos aposentados. Representantes de entidades como Confederação dos Aposentados do Brasil (COBAP), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Nova Central, entre outras, acompanharam os trabalhos a partir da galeria e da área em Plenário reservada a convidados.

De acordo com o senador Paulo Paim, o centro da mobilização agora foi deslocado para a Câmara dos Deputados, embora mobilizações em torno do tema deverão ser realizadas em vários estados brasileiros. Nesta sexta-feira (5), por exemplo, ainda segundo o senador, haverá uma grande manifestação na cidade de Santos, onde todas as atividades públicas serão encerradas por um prazo de duas horas. A manifestação ocorrerá em frente à prefeitura do município.

Na vigília, o senador Paim informou ainda que o deputado Pepe Vargas (PT-RS) deve defender o fim do fator previdenciário. Ele é relator da Matéria na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e no plenário da Câmara.

Fizeram discursos ou apartes durante a vigília os senadores Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Garibaldi Alves Filho, Mário Couto (PSDB-PA), Paulo Paim, Papaléo Paes (PSDB-AP), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), Romeu Tuma (PTB-SP), Valter Pereira (PMDB-MS), Cristovam Buarque (PDT-DF), Mão Santa (PMDB-PI), José Nery (PSOL-PA), Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Jefferson Praia (PDT-AM), Raimundo Colombo (DEM-SC), Wellington Salgado (PMDB-MG) e Pedro Simon (PMDB-RS).

(Fonte: Agência Senado)




 





2 /12/2008 - 15h30
 

Centrais sindicais promovem V Marcha da Classe Trabalhadora

Cinco centrais sindicais (CUT, CTB, UGT, Nova Central, Força Sindical e CGTB) promovem nesta quarta-feira (3/12), a V Marcha da Classe Trabalhadora. Pessoas de todas as regiões do país participarão do ato, reivindicando redução de juros, aumento de investimentos nas áreas sociais e de infra-estrutura, garantia de emprego, direitos e valorização do salário mínimo.

Nesta edição, a Marcha tem como principal eixo de reivindicação o enfrentamento da crise financeira mundial com medidas concretas de geração de emprego e renda. Por isso, foi adotado como tema da manifestação o “Desenvolvimento com Valorização do Trabalho”. Para a CUT, a V Marcha da Classe Trabalha será “novamente uma manifestação de unidade com o objetivo de pressionar e abrir negociações no Congresso Nacional, Judiciário e Executivo”. Temas como valorização do salário mínimo; defesa das reservas do pré-sal e uma nova matriz energética; ratificação das convenções 151 (que regulamenta a negociação coletiva no serviço público) e a 158 (que coíbe as demissões imotivadas), também farão parte da bandeira de luta da manifestação.

O Trajeto
A concentração da V Marcha da Classe Trabalhadora será no Estádio Mané Garrincha, ainda de madrugada, às 5 horas. Às 9 horas, os manifestantes, apoiados por carros de som, seguirão em marcha até o Congresso Nacional. Ao final, a CUT realizará um ato público em frente ao Ministério do Trabalho, cobrando o envio e a aprovação do projeto de lei que institui a contribuição negocial, além da revogação da instrução normativa que institui o desconto da contribuição sindical para os servidores públicos.

(Com informações da Agência CUT)

 






2 /12/2008 - 11h30


 

AB: Garibaldi descarta votação de reforma tributária este ano
 
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse hoje (1º) que “neste ano não se vota a reforma tributária de jeito nenhum”. Na sua opinião, só um cenário de acordo das lideranças com uma convocação do Congresso Nacional em janeiro de 2009 e “o interesse do governo de aprovar logo a proposta” seria capaz de viabilizar a apreciação da reforma, que ainda está pendente de apreciação na Câmara. Ele acrescentou que uma eventual convocação do Senado para trabalhar em janeiro para analisar a matéria só acontecerá caso haja um acordo firmado entre todos os líderes partidários e o governo.

“Se quiserem votar a reforma tributária a única alternativa seria uma convocação extraordinária mas, mesmo assim, é preciso dar garantias que essa matéria vai ser aprovada, sob pena de a convocação ser realizada e não se chegar a votar, o que seria motivo de muita incompreensão e contestação”, afirmou o presidente do Senado.

Quanto à pauta do Senado, o presidente acredita que amanhã (2) os parlamentares deverão votar a medida provisória 442, que possibilita ao Banco Central socorrer pequenas instituições financeiras. Às 11h30, está agendada uma reunião do presidente do Senado com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando esse assunto deverá ser tratado.

 Garibaldi Alves também comentou os desdobramentos do impasse criado por ele a partir da decisão de devolver ao governo a medida provisória 440, que prorroga por cinco anos as concessões de funcionamento de instituições filantrópicas. Segundo ele, há um grupo de trabalho constituído para elaborar um projeto de lei que substitua a MP.

O senador acrescentou que é necessário acelerar a elaboração desse projeto para que possa ser apreciado ainda neste ano pelo Congresso Nacional. Garibaldi lembrou que existe o prazo de cinco anos de vigência de cerca de duas mil concessões, que vencerão no final desse mês.


(Fonte: Agência Brasil)




 





2 /12/2008 - 10h52
 

OPINIÃO: Fator previdenciário muda e reduz valor de novas aposentadorias
Na iniciativa privada, o debate sobre a idade mínima deve estar ligado a um outro tema: a estabilidade no emprego. Caso contrário, ninguém conseguirá aposentar-se 

Silvia Barbára*

As aposentadorias requeridas a partir de dezembro serão calculadas com o novo fator previdenciário, resultando em mais um achatamento do seu valor inicial.

Os benefícios ficarão em média 0,55% menores, uma queda ligeiramente mais acentuada do que em 2007, quando o valor das novas aposentadorias por tempo de contribuição caíram cerca de 0,52%.

Em determinadas faixas etárias, a perda pode chegar a quase 1%. O maior rebaixamento está concentrado entre os trabalhadores com 60 anos de idade (-0,95%), seguidos de quem decidir se aposentar aos 57 e 54 anos.

A diferença ocorre porque o IBGE calcula a expectativa de vida em cada faixa etária e em algumas delas, o aumento de sobrevida foi mais significativo.

Fator previdenciário x limite de idade?
O fator previdenciário é um redutor aplicado sobre a média de contribuições que o trabalhador fez ao INSS. Ele é definido a partir de três variáreis: tempo de contribuição, idade e expectativa de vida. Quanto menores os dois primeiros, maior a redução.

Esse mecanismo não foi criado para retardar o pedido de aposentadoria, mas simplesmente para que o INSS gastasse menos com os segurados. É fácil explicar por quê...

A Constituição garante aposentadoria aos 35 anos de contribuição (homem), 30 anos (mulher e professor de educação básica) e 25 anos (professora de educação básica).

Pelos cálculos já atualizados com a expectativa de vida de 2007 e considerando que uma pessoa tenha começado a contribuir para o INSS aos 18 anos, só recebe a aposentadoria integral quem trabalhar por 46 anos (homem); 41 (mulheres) e 36 anos (professoras de educação básica).

Dada a grande diferença entre o que garante a Constituição e o que impõe a regra do fator, ninguém retarda a aposentadoria. Simplesmente, se aposenta por um valor muito abaixo do que contribuiu durante a vida.

Por esse motivo, interessa ao governo trocar o fator previdenciário pela exigência de uma idade mínima para a concessão da aposentadoria.

Essa questão ressurgiu porque a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou, no dia 8 de outubro, o PL 3.299/08, que acaba com o fator previdenciário e altera o mecanismo de cálculo dos benefícios. A proposta, do senador Paulo Paim (PT/RS), já passou no Senado.

Boa notícia? Sem dúvida, desde que ninguém queira negociar a idade mínima. Nesse caso, melhor ficar com o fator previdenciário e buscar um mecanismo para atenuar os seus efeitos, além de estabelecer uma forma menos draconiana de calcular os benefícios.

Vale lembrar que, na iniciativa privada, o debate sobre a idade mínima deve estar ligado a um outro tema: a estabilidade no emprego. Caso contrário, ninguém conseguirá aposentar-se!

(*) Professora de Geografia, diretoria da Fepesp e colaboradora do Diap



 






2 /12/2008 - 10h32

FOLHA: Mendes critica partidarização do servidor público

No mesmo dia em que o delegado Protógenes Queiroz foi convidado para dar uma palestra na Assembléia Legislativa de São Paulo, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, defendeu nesta segunda-feira a apartidarização dos servidores públicos.

"Servidor público deve ser apartidário. A partidarização, em qualquer segmento do serviço público, em geral, é extremamente perigosa", disse Mendes.

Na semana passada, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, disse que o afastamento de Protógenes Queiroz da Diretoria de Inteligência da PF era conseqüência do perfil "quase partidário" adotado pelo delegado desde que deixou o comando da Operação Satiagraha.

Além da palestra, Protógenes será homenageado na Assembléia pela bancada do PSOL. Apesar da declaração ser entendida como uma crítica indireta ao delegado, o ministro não quis comentar o caso específico de Protógenes.

Mendes também se esquivou de comentar o novo pedido, pela Polícia Federal, de prisão do banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, investigado na Operação Satiagraha.

O presidente do Supremo participou hoje de um seminário da semana de conciliação, promovido pelos tribunais de Justiça de São Paulo.

Prisões

Mendes ainda criticou hoje o excesso de pedidos de prisões preventivas sem sentença. "Estamos discutindo no Conselho [Nacional de Justiça] uma resolução para fazer um acompanhamento de modo a ter uma retificação eventual do fundamento da prisão preventiva."

Segundo ele, essa semana de conciliação é uma medida necessária para desafogar o excesso de processos nos tribunais. "Não se trata de medida populista. Alguns têm esse caráter imediato, eu espero não ter de fazer mais mutirões no futuro."

Ele também criticou o "independentismo" da Justiça de primeira instância, que acaba sobrecarregando as instâncias superiores. "É um independentismo que leva a sentenças precárias, que, sabem, mais tarde serão cassadas."

Como exemplo, Mendes citou o caso de um desembargador do TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul, que recebeu mais de 3.000 processos para julgar.

Segundo ele, inconformado com o excesso de processos, o desembargador pediu para mudar para uma Câmara Criminal.

(Fonte: Folha Online)



 






1° /12/2008 - 17h32

 

Justiça determina suspensão da greve dos servidores do MP-MA

A desembargadora Nelma Celeste Souza Silva Sarney determinou a suspensão imediata da greve dos servidores do Ministério Público do Maranhão, em curso desde o dia 27 de novembro.

O pedido de antecipação de tutela, formulado pelo Ministério Público do Maranhão, solicitando a decretação da ilegalidade da greve, foi deferido nesta segunda-feira (dia 1º). Caso a determinação seja descumprida, o Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Maranhão (Sindsemp) deverá pagar multa diária de R$ 10 mil.

(Fonte: Badauê Online)


 







1° /12/2008 - 17h28
 


Relator é contra suspensão da contribuição sindical do servidor

O relator do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 862/08, deputado Roberto Santiago (PV/SP), afirmou que é favorável à cobrança obrigatória da contribuição sindical dos servidores públicos. Ou seja, ele dará parecer contrário ao projeto, apresentado pelo deputado Raul Jungmann (PPS/PE).

O projeto suspende o recolhimento da contribuição sindical de todos os servidores públicos das administrações federal, estaduais e municipais, determinada em instrução normativa do Ministério do Trabalho, em setembro deste ano.

O relator se reuniu, na última terça-feira (25/11), com representações sindicais e com a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) para debater a situação dos movimentos sindicais no País.

"Nosso relatório será contrário ao projeto, garantindo o direito de organização das entidades dos servidores públicos, principalmente as municipais, que têm maior dificuldade. Enquanto eu estiver neste Parlamento, vou trabalhar no sentido de a contribuição ser compulsória. Mas nós temos que criar mecanismos democráticos para fazer o debate do desconto", afirmou.

Isonomia
O presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, João Domingues, afirmou que as entidades de servidores reivindicam isonomia com a iniciativa privada. "Nós não estamos tratando do mérito - se a contribuição sindical é o melhor ou o pior sistema de custeio para o movimento sindical".

E emenda: "Esse é o assunto de mérito que já está sendo travado entre as centrais sindicais, é a discussão da contribuição negocial, etc. A questão aqui é de isonomia. Nós terminamos sendo, de certa forma, discriminados porque nossos direitos de organização sindical não estão juntos com o do setor privado", disse.

Inconstitucional
O deputado Raul Jungmann afirma que a instrução normativa do Ministério do Trabalho é inconstitucional. "É juridicamente inadequado que uma portaria ministerial determine uma contribuição que tem todas as características de um imposto sindical. A norma deveria vir através de um projeto de lei sob ampla discussão", disse.

Para Jungmann, a sustentação e a manutenção do movimento sindical devem ser discutidas pelas próprias bases, e a contribuição acontecer de forma voluntária.

Tramitação
O projeto está na Comissão de Trabalho, onde aguarda votação. Depois, seguirá para exame da Comissão de Constituição e Justiça, e, vai ao plenário.

SINASEMPU
A diretoria do SINASEMPU já anunciou que é contrária à cobrança do imposto compulsório e que, portanto, irá devolver o percentual a que tem direito aos seus filiados. "O  imposto sindical obrigatório faz com que os sindicatos se mantenham  atrelados ao Estado, porque passam a depender dele para financiar suas  atividades. E nós entendemos que as organizações dos trabalhadores devem  ser autônomas e livres de quaisquer interferências governamentais",  afirmou.

 

(Com informações do DIAP)



 






1° /12/2008 - 15h25
 

Secretaria Geral estipula plantão no MPF

 

De 22 de dezembro de 2008 a 2 de janeiro de 2009, o expediente nas unidades do Ministério Público Federal será de oito horas diárias, a ser cumprido em regime de plantão, desde que não haja prejuízo à continuidade do serviço. As horas trabalhadas nos dias úteis desse período vão integrar o Banco de Horas na proporção de um e meio por um. A determinação consta da Portaria SG/MPF nº 943, assinada em 28 de novembro, pelo secretário-geral do MPF, Carlos Frederico.

A Administração de cada unidade vai decidir sobre a forma de cumprimento do plantão, registrando a freqüência do servidor que estiver na escala de serviço, observando as disposições da Portaria PGR/MPU nº 707 e Portaria PGR/MPF nº 708, ambas de 2006, e alterações posteriores, no que couber.

Nos dias 24 e 31 de dezembro, não haverá expediente nas unidades do MPF. Nesses dias, As Secretarias de Administração, de Acompanhamento Documental e Processual e de Tecnologia da Informação vão adotar as providências necessárias ao funcionamento da Divisão de Registro e Distribuição de Processos, do Núcleo de Transportes e da Divisão de Suporte Técnico. O objetivo é assegurar a continuidade do serviço e à movimentação processual que se fizer necessária.

Nas demais unidades do MPF, a Administração vai adotar as providências necessárias à continuidade do serviço e à movimentação processual, observando, no mínimo, as áreas correlatas indicadas neste parágrafo.
 
(Fonte: PGR Informa)