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28/08/2009 - 16:30h

Lei da Anistia racha governo e chega ao STF
 
Trinta anos depois de sancionada pelo general João Baptista Figueiredo (1979-1985), o último presidente da ditadura, a Lei da Anistia, que possibilitou a volta dos exilados, é hoje o pivô de um racha no governo.
 
O debate jurídico gerado por investigações abertas pelo Ministério Público Federal para punir torturadores levou setores do governo a defender uma nova interpretação da lei, pela qual seria possível levar a julgamento militares e agentes do Estado que praticaram torturas e assassinatos na ditadura.
 
A discussão está agora no colo do STF (Supremo Tribunal Federal). Em outubro passado, o Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ingressou no tribunal com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental pedindo que o STF declare claramente que a anistia concedida pela lei 6.683 "não se estende a crimes comuns praticados por agentes da repressão contra opositores políticos durante o regime militar."
 
O ministro relator do caso, Eros Grau, mandou ouvir os órgãos envolvidos. Em pareceres, apoiaram a OAB o Ministério da Justiça, a Secretaria de Direitos Humanos e a Casa Civil. Contrários estão a AGU (Advocacia Geral da União), o Ministério da Defesa e o Ministério das Relações Exteriores.
 
"É uma falsidade dizer que punir torturadores é um ataque contra as Forças Armadas. Pelo contrário, arguir isso é que é usar o prestígio das Forças Armadas para defender torturadores", disse à Folha o ministro da Justiça, Tarso Genro.
 
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que comanda os militares, afirma que a anistia, para todos, não pode ser revogada. "Se você inventasse de revogar a Lei da Anistia, a revogação não teria efeito retroativo. O anistiado está anistiado."
 
Torturadores
A história da lei está resumida no processo de nove volumes que acompanha o projeto de lei 14/79, hoje no Arquivo do Senado. A lei foi aprovada pelo Congresso, numa sessão conjunta tumultuada, no dia 22 de agosto de 1979, e assinada por Figueiredo seis dias depois.
 
O processo revela que a necessidade de prever punição aos torturadores já surgiu no dia da votação, ainda que lateralmente, em discursos de parlamentares do MDB, como Airton Soares (MDB-SP) e Walter Silva (MDB-RJ). As maiores críticas do MDB, porém, giravam em torno de a lei não libertar imediatamente os presos políticos (alguns ficaram na cadeia até dezembro) e da falta de garantias para o retorno dos servidores públicos atingidos pelos atos institucionais e medidas persecutórias baixadas pela ditadura entre 1964 e 1969.
 
Em minoria no Congresso, o MDB cedeu à Arena, que apoiava o regime militar. O próprio substitutivo da oposição, também rejeitado, não previa punição aos torturadores. O MDB queria aprovar o que achava possível no momento.
 
O senador pelo MDB de Alagoas Teotônio Vilela (1917-1983), que percorrera presídios e recebera 43 manifestações de entidades representativas de advogados, jornalistas e artistas, criticou o projeto do governo, mas encerrou seu discurso em tom conciliatório: "Se houve morte de parte a parte, houve sangue de parte a parte. A substância profunda da anistia está em reconciliar a nação."
 
O maior protesto pelas punições dos torturadores vinha de fora do Congresso, dos que tinham sofrido as violências do regime. Quando a lei foi aprovada, havia 53 presos políticos em presídios de sete Estados, a maior parte em greve de fome. O protesto durou 33 dias. Eles enviaram uma carta a Teotônio, que listou nomes ou apelidos de 251 militares e carcereiros envolvidos em torturas contra presos políticos (dos quais 80 "nos torturaram diretamente") e 27 "centros de torturas" espalhados pelo país.
 
Um dos autores da carta foi Gilney Viana, preso em 1970 e libertado em dezembro de 1979. Ex-militante da ALN (Ação Libertadora Nacional), Viana assaltou bancos e uma drogaria no interior de Minas Gerais. Disse ter sido torturado, com pancadas, choques elétricos por todo o corpo e pau-de-arara, durante 36 dias seguidos no 1º Batalhão de Polícia do Exército do Rio de Janeiro. Viana sabe o nome do oficial que comandou as torturas e quer que o STF decida que ele pode ser punido. Ele diz que os ex-presos políticos "estão se articulando" para cobrar o STF.
 
"O chefe da tortura foi um capitão do Exército. Está vivo e aí, todo flozô [boa vida]. Foi visto em Brasília, almoçando. Este era um torturador que já tinha torturado em Minas e o deslocaram para o DOI-CODI do Rio. Ele vai a juízo, vai ser denunciado por crime de tortura. Eu o estou acusando de tortura. Ele tem que responder a esse processo na Justiça como eu respondi ao meu processo", disse Viana, que nos anos 90 foi deputado federal pelo PT-MT.
 
O ex-senador da Arena Murilo Badaró (MG), 77, líder do governo Figueiredo no dia da votação, atacou a rediscussão da lei: "É ação de gente desocupada. Como não tem ação política nem voto nem prestígio, fica criando matéria de jornal para poder ficar no foco do noticiário. É impossível reabrir esse assunto depois de tantos anos de uma espécie de anistia recíproca. Acho que é um assunto impertinente, desnecessário e sobretudo aumenta as dificuldades do Brasil numa hora tão difícil, de degradação política."
 
A Lei da Anistia poderá ser discutida em outra frente judicial, esta internacional: o Estado brasileiro é réu na Corte Interamericana de Direitos Humanos em um processo sobre a guerrilha do Araguaia.
 
Fonte: Folha de São Paulo (Online)

 





26/08/2009 - 17:35h

Justiça censura restrições que impedem servidores de receberem AQ  

 

 

O juiz federal da 2ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, Marcos Augusto de Sousa, julgou parcialmente procedente o pedido formulado pelo SINASEMPU em Ação Ordinária, na qual pleiteou o pagamento do adicional de qualificação a todos os servidores do MPU que atendam os requisitos previstos na Lei nº 11.415/2007.

 

Na Ação, a Entidade argumentou que as restrições impostas na Portaria PGR/MPU nº 289, de 12.06.2007, que regulamenta a Lei nº 11.1415/2006, são ilegais, uma vez que extrapolam o âmbito de regulamentação e impõem condicionantes que contrariam o texto legal.

 

Ao analisar a questão, o magistrado entendeu que “creditar o Adicional de Qualificação apenas a servidores que concluírem cursos de aperfeiçoamento em data posterior à da publicação da Portaria PGR/MPU nº 289/2007, importaria em desprestígio daqueles que investiram preteritamente para a obtenção de conhecimentos específicos e na melhoria do desempenho de suas atribuições funcionais, quando sequer havia incentivo para esse fim por meio de retribuição pecuniária.”

 

Com relação à restrição prevista no § 1º, do art. 4º (“Considerar-se-ão, para fins de pagamento do adicional referido no caput, apenas as ações de treinamento custeadas ou promovidas pelo Ministério Público da União, e as realizadas às expensas do servidor em instituições credenciadas pela unidade gestora, voltadas para o aperfeiçoamento profissional”), que também foi rebatida pelo Sindicato na Ação, Sousa declarou que “além de não competir ao Ministério Público da União a prerrogativa de avaliação ou credenciamento de instituições de ensino, a manutenção do referido critério confronta com a finalidade precípua da Lei nº 11.415/2006, que é o de promover iniciativas de treinamento e aperfeiçoamento profissional por parte de seus servidores.”.

 

Com essa nova decisão os servidores que se viam impedidos de receber o Adicional de Qualificação, poderão requerê-lo com mais facilidade.

 

Essa é mais uma vitória do SINASEMPU em favor de seus filiados.

 



25/08/2009 - 19h

Rede de Hotéis Dall’Onder oferece descontos para filiados do SINASEMPU 

A Rede de Hotéis Dall’Onder, conveniada do SINASEMPU localizada na cidade serrana de Bento Gonçalves – RS, está oferecendo aos filiados da Entidade, em âmbito nacional, descontos em suas tarifas nos períodos de baixa e alta temporada. 

O servidor filiado que desejar hospedar-se em algum dos hotéis da Rede durante a alta temporada (período correspondente ao mês de julho, feriados, carnaval e Réveillon), terá 20% de desconto sobre a tabela balcão. Já em baixa temporada, esse percentual sobe para 40%. Em ambos os casos, é acrescido ao valor final do serviço o percentual de 3% de ISS.  

Exemplo: o valor da diária, com desconto de 40% (baixa temporada), fica no valor de R$144,00 + 3% ISS, em apartamento Luxo para casal.

Clique aqui e veja a tabela balcão.



21/08/2009 - 19h52

Otávio Brito Lopes é reconduzido ao cargo de procurador-geral do Trabalho

 

Otavio Brito Lopes, atual procurador-geral do Trabalho, foi reconduzido ao cargo na noite de ontem, dia 21, em solenidade realizada no auditório da Procuradoria Geral da República.

 

A presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado dos Santos, e as diretoras nacionais, Cláudia Nassif e Meiry Apolinário, compareceram à cerimônia, oportunidade em que parabenizaram o procurador pela expressiva votação na formação da lista tríplice. Otavio Brito Lopes recebeu 75% dos votos dos procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT), na votação para formação da lista tríplice, realizada no dia 4 de agosto.

 

“O trabalho sério e profícuo que o Dr. Otavio vem desempenhando a frente do MPT foi primordial para a sua recondução. Só temos a parabenizá-lo por isso e continuar nos colocando à disposição para uma parceria próspera e benéfica para todos”, declarou Márcia Broxado.

 

Em seu discurso, Lopes fez menção aos parceiros que desempenharam papel fundamental em sua gestão nos últimos dois anos, entre eles, o vice-procurador-geral do Trabalho, Jefferson Coelho, os membros do MPT e os servidores.

 

 

Ao receber os cumprimentos da presidente do SINASEMPU, Lopes disse que conta com o apoio do Sindicato no Congresso Nacional para aprovação do projeto de lei que cria mais vagas para o MPU. A presidente respondeu de pronto que o Sindicato estará junto com o MPT na busca por essa aprovação.

 

 

Presidiu a mesa da solenidade, o procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel. Estiveram também presentes o corregedor-geral do Tribunal Superior do Trabalho, Carlos Alberto Reis Rocha, representando seu presidente, ministro Milton de Moura França; o procurador-geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Leonardo de Azeredo Bandarra; o vice procurador-geral da Justiça Militar, José Garcia de Freitas, representando a procuradora-geral da Justiça Militar, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz; a presidente da Ordem dos Advogado do Brasil, Seção Distrito Federal, Estefânia Viveiros, representando o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; e o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, Fábio Leal Cardoso.

 


20/08/2009 - 16h39

GRIPE A: Gurgel libera servidoras gestantes por dez dias 

 

Vindo ao encontro do pleito do SINASEMPU, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, liberou as servidoras e estagiárias gestantes do Ministério Público Federal, em todo o país, de comparecer ao trabalho a partir de hoje, 21, até o dia 31.

 

Segundo informações divulgadas pela assessoria de comunicação da PGR, se houver possibilidade, as trabalhadoras liberadas poderão, a critério da chefia imediata, fazer o serviço em casa.

 

A decisão também se aplica, no que couber, às procuradoras grávidas. No caso das prestadoras de serviço, a Administração das Unidades do MPF vão recomendar às empresas a adoção de medida semelhante.

 

É o SINASEMPU lutando pela qualidade de vida dos servidores do MPU.

 

(Com informações da ASCOM/PGR)

 


20/08/2009 - 15h39

NOTA INFORMATIVA - Incorporação dos 11,98%

 

Tendo em vista o grande número de ligações telefônicas para sede do sindicato questionando acerca de “pagamento de valores referentes ao índice de 11,98%”.

 

Vimos informar que o SINASEMPU, conforme divulgado anteriormente em nosso site, requereu ao procurador-geral da República, em 30 de junho passado, a incorporação do percentual de 11,98% aos vencimentos básicos dos servidores, corrigidos monetariamente e acrescidos de juros.

 

Informamos, ainda, que tramita na 16ª Vara Federal – DF, o processo nº 20093.34.00.017253-4 – Ação Coletiva, com o mesmo objetivo. E que, havendo êxito no pleito, todos os filiados serão contemplados.

 

Já foi solicitado, via Ofício, audiência com o procurador-geral da República, para tratar de assuntos de interesse da categoria, inclusive esse.

 

É necessário esclarecer que, até o presente momento, não existe informação oficial de que o pleito administrativo desta Entidade tenha sido despachado.

 

Como é praxe, o SINASEMPU irá informar aos seus filiados e à categoria, em geral, tão logo seja cientificado a respeito.

 

Diretoria Executiva Nacional

 


18/08/2009 - 15h24

GRIPE A: PRT 10ª Região dispensa servidoras gestantes 

 

O procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região dispensou por dez dias corridos, a contar do último dia 13, os membros, servidoras, prestadores de serviço e estagiárias gestantes. A decisão foi tomada levando-se em conta que as gestantes apresentam maior risco de desenvolver complicações decorrentes da doença respiratória aguda grave ocasionada pelo vírus Influenza A (H1N1).

 

A decisão atende, em parte, ao pedido formulado no requerimento administrativo encaminhado pelo SINASEMPU, no dia 14, ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. No documento, a Entidade solicita não apenas a dispensa de freqüência das servidoras gestantes, mas também dos servidores imunodepressivos, que, pela condição debilitante do sistema imunológico, encontram-se em risco semelhante ao das servidoras grávidas.

 

"Esperamos que as administrações de todos os Ramos do MPU considerem com muita atenção esse assunto e atendam a nossa solicitação", declarou a presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado dos Santos.

 


18/08/2009 - 13h28

Direito de advogar: SINASEMPU recorre de decisão

O SINASEMPU recorreu de decisão proferida nos autos do Mandado de Segurança, que visa garantir o direito dos servidores do MPU de continuarem inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Distrito Federal, e daqueles que ainda não estão inscritos, de se inscreverem como advogados. 

O juízo da 15ª Vara Federal do Distrito Federal negou a segurança requerida pela Entidade, afrontando diretamente o art. 32 da Lei nº 11.415/2006, no qual fica expressa a garantia de que serão resguardadas as situações constituídas até a data da publicação da Lei.

 

No Recurso, o SINASEMPU argumenta que o art. 21 da Lei 11.415/06 veda o exercício e consultoria técnica aos servidores do Ministério Público da União, não tendo essa norma aplicação retroativa.

 

“As restrições de direito que estavam limitadas ao âmbito administrativo do MPU, agora, estão sendo praticadas pela própria OAB/DF, violando direitos líqüidos e certos dos interessados.”, assevera a Entidade no documento.

 

Outro aspecto apresentado pelo Sindicato diz respeito à iniciativa para se propor leis relativas a regime jurídico. Segundo a Entidade, leis dessa natureza são de iniciativa privativa do Presidente da República, o que não é o caso da Lei n° 11.415/06, que foi de iniciativa do procurador-geral da República.

 

“O resguardo do direito daqueles que já estavam inscritos na OAB/DF, quando da entrada em vigor do novo PCS, e a própria irretroatividade da nova regra estão expressamente previstos no corpo da norma (art. 32 e 36, respectivamente), não podendo a magistrada desconsiderar essa realidade”, afirma o SINASEMPU.

 



14/08/2009 - 20h05

Plano de Carreira: SINASEMPU manifesta ao PGR disposição em contribuir

 

Em ofício encaminhado hoje, 14, ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado, voltou a manifestar a disposição da Entidade em participar e contribuir na elaboração de uma proposta efetiva de Plano de Carreira dos servidores.

 

No documento, a presidente mencionou a proposta de Plano de Carreira elaborada pela categoria, com o auxílio do SINASEMPU, entregue à Administração no dia 22 de julho, e reafirmou a disposição do Sindicato em auxiliar, no que for possível, com relação aos assuntos de interesse da categoria no Congresso Nacional.

 

Clique aqui e leia o ofício.

 




14/08/2009 - 19h48

GRIPE A: SINASEMPU requer ao PGR dispensa de servidoras gestantes

 

A presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado, encaminhou ofício hoje, 14, ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no qual requer a dispensa de freqüência das servidoras gestantes e imunodepressivos, ou seja, pessoas com o sistema imunológico diminuído, sem compensação posterior, até que a gripe do tipo A (H1N1) esteja sobre controle, sendo computado o período para todos os efeitos como de efetivo serviço.

 

No documento, a Entidade solicita também a realização de campanha de esclarecimento sobre a doença, dentro do MPU, além da disponibilização, nas Unidades, de dispositivos destinados a prevenir a propagação dentro do ambiente de trabalho.

 

A presidente do SINASEMPU, após apresentar informações que corroboram a solicitação da Entidade, principalmente no que diz respeito à predisposição das grávidas contaminadas pelo vírus A (H1N1) desenvolverem sintomas mais graves e morrerem, ainda chamou a atenção do procurador-geral da República para o tipo de trabalho que é desenvolvido pelos servidores da Casa.

 

“Outro fator de grande importância é o tipo de trabalho desenvolvido pelos servidores do Ministério Público da União, com constante contato com o público em geral, aumentando o risco de contágio, sem se falar das próprias condições de deslocamento, no caso daqueles que utilizam o sistema de transporte urbano”, declarou Márcia Broxado.

 

Clique aqui e leia o ofício na íntegra.

 



 

12/08/2009 - 17h40

Brasil terá vacina antigripe apenas em 2010

O Instituto Butantan, que ficará responsável por parte das vacinas contra a gripe A (H1N1) a serem usadas no país, já recebeu o material genético necessário para iniciar a fabricação das doses. As cepas do vírus, enviadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), chegaram na manhã de ontem ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP). A produção começa em outubro e a expectativa do instituto é fazer 30 milhões de doses.

O presidente do instituto, Isaías Raw, disse que as doses estarão disponíveis no início do ano que vem e o ideal é fazer a vacinação até abril. “No início, será uma vacinação em massa para aqueles que têm que se proteger, como os profissionais de saúde. Não há capacidade industrial para vacinar todo mundo”, adiantou Raw.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reconhece que o Butantan não tem estrutura para atender à demanda de vacinação no país e disse que o órgão vai tentar minimizar a falta. “Faremos um mix: compraremos vacina pronta de alguns laboratórios, já estamos em tratativas com laboratórios, para somar ao que será produzido aqui. Alguns grupos populacionais serão priorizados. As evidências mostram que a vacina será, talvez, em duas doses”, disse Temporão ontem, após participar de audiência pública na Câmara que reuniu médicos, secretários de saúde e parlamentares para debater o assunto. O ministério já fechou a compra de 18 milhões de doses da vacina de um laboratório francês. Um milhão chega este ano para ser processada no Butantan. O restante, no ano que vem.

Temporão disse ainda que o ministério trabalha em um projeto para aperfeiçoar a legislação (1)em casos de pandemias como a da gripe suína. Uma das ideias é permitir que o governo tenha instrumentos jurídicos para decretar quarentenas compulsórias em bairros, por exemplo, se houver necessidade. No caso da gripe suína, o isolamento dos pacientes foi voluntário. “Estamos tendo todo o cuidado para não ferir direitos individuais, constituicionais. Mas todos concordamos ser necessário aperfeiçoar a lei para enfrentar situações como essa”, disse o ministro.

O projeto deve orientar ainda sobre outra série de ações de emergência de saúde pública como definição de grupos de vacinação e uso de medicamentos. O texto será discutido na próxima reunião do Grupo Executivo Interministerial, composto por 16 ministérios, montado para discutir a gripe. O encontro será em 24 de agosto. Depois, a proposta deve ser encaminhada ao Congresso.

Embora as gestantes estejam no grupo de risco para a gripe A (H1N1), o presidente do Instituto Butantan disse não estar totalmente convicto de que elas devam fazer parte do primeiro grupo a receber a vacina contra a nova doença. Segundo Raw, ainda não há informação para assegurar que o medicamento não causará problemas como má-formação do feto.

“A pergunta é: há dados suficientes para dizer que o medicamento não causará problemas no feto? Eu não sei”, disse o presidente do Butantan. Para Raw, enquanto não houver segurança para imunizar as gestantes, o sistema de saúde deve priorizar o tratamento rápido às que tiverem sintomas de gripe.

O ministro da Saúde voltou a defender o protocolo que restringe a prescrição do antiviral Tamiflu. Reforçou que há medicamento suficiente para atender os infectados, mas que o uso indiscriminado pode estimular a resistência do vírus. Ele negou que a venda do medicamento em farmácias esteja proibida. “Não há proibição formal. Apenas o laboratório está entregando toda a produção ao ministério, numa postura de comum acordo”, disse. Temporão tachou de “irresponsáveis” os especialistas que defendem receitar o remédio em larga escala.

O governo anunciou a compra de mais 9 milhões de tratamentos de Tamiflu. Cada kit tem 10 comprimidos, o suficiente para tratar uma pessoa. O medicamento será entregue pelo fabricante até março do ano que vem. O ministério informou ainda que os três laboratórios militares do país receberam recursos para comprar equipamentos e, se preciso, ajudar na produção de remédios com o princípio ativo estocado pelo governo, como fez a Fiocruz. Temporão ressaltou que, apesar do aumento “brutal” na procura por atendimento médico devido à gripe, o Sistema Único de Saúde está preparado (2)para enfrentar a pandemia. “O SUS que construímos está dando e vai dar conta do recado.”

Boletim
De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 77% dos casos de gripe registrados no país foram da gripe suína. A tendência, segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica do órgão, Eduardo Hage, é que o novo vírus substitua o da influenza sazonal. Em São Paulo, o número de casos da nova gripe já representa 90% do total.

O boletim epidemiológico do ministério confirma a morte de 192 pessoas no país — 94 a mais do que no boletim da semana passada. Mas, de acordo com as secretarias estaduais e municipais, o número já passa de 200. A assessoria de imprensa do órgão informou que os dados foram contabilizados até 9 de agosto e que os outros registros serão incluídos no próximo boletim.

Dos 192 mortos, 28 eram gestantes (14,5%). Dessas, cerca de 30% tinham algum fator de risco. O estado de São Paulo concentra a maior parte dos óbitos (40%), seguido pelo Rio Grande do Sul (22%) e o Paraná (12,5%). O infectologista David Uip avalia que o número de casos deve diminuir com o fim do inverno. “Ainda vamos ter umas três ou quatro semanas de problemas”, disse.

1 - LEIS ULTRAPASSADAS
“A legislação brasileira em matéria de vigilância epidemiológica é ultrapassada. Não prevê os desafios que a evolução das epidemias, e particularmente das pandemias, trazem. O tempo do direito não combina com emergências. A pior época para se regulamentar uma urgência, principalmente sanitária, é durante essa emergência. Um fenômeno como o das pandemias causa restrições legítimas aos direitos fundamentais, porque coloca em primeiro lugar a saúde pública e, eventualmente, em segundo lugar, as liberdades individuais. Por isso precisa merecer uma regulamentação detalhada que não tem hoje.”
Deisy Ventura, professora da Universidade de São Paulo (USP), na audiência pública da Câmara.

2 - EM BUSCA DE RECURSOS
“O sistema, que já vinha sobrecarregado, teve um acréscimo de trabalho. Tivemos que suspender transplantes de rins, procedimentos que não ocupassem leitos de UTI. Estamos dando conta na medida do possível. Uma coisa é tranquilizar a população de que a maior parte das pessoas não vai precisar do SUS. Mas os que precisarem, se sobreviverem será muito mais pelo recurso humano, que está arregaçando as mangas, do que pelo recurso físico. É ilusório dizer que a estrutura está preparada.”
Nancy Bellei, infectologista, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora da assistência do Hospital São Paulo, unidade federal que atende pacientes pelo SUS.

Fonte: Correio Braziliense




10
/08/2009 - 18h48

Comunicado sobre o expediente na sede do SINASEMPU 
 
Em virtude do feriado forense, em comemoração ao Dia Nacional do Jurista, considerado ponto facultativo em unidades do MPU, a Secretaria Geral do SINASEMPU informa que amanhã, dia 11/8, não haverá expediente na sede da Entidade, em Brasília.
 
As atividades serão retomadas, normalmente, na quarta-feira, dia 12/08.
 


08/08/2009 - 15h25 

Nota de esclarecimento

Senhores filiados,

 
Em conformidade com o Regulamento do Processo Eleitoral que prevê no artigo 14 a relação de filiados em condições de votar, devidamente divulgada na presente data, considerando os recentes concursos de remoção e relotação entre os servidores do Ministério Público da União e a conseqüente necessidade de atualização do banco de dados do SINASEMPU, a Comissão Eleitoral Nacional vem informar que haverá atraso na divulgação da aludida relação, ao tempo em que solicita que se use como parâmetro a relação constante da página do Sindicato, utilizada para a eleição do dia 27 de julho de 2009, enquanto se dá a devida atualização dos dados cadastrais para posterior publicação.

Solicita, também, que eventuais mudanças no quadro de filiados das diversas Unidades do MPU sejam informadas à Sede do Sindicato no e-mail geral@sinasempu.org.br para as providências cabíveis.

Atenciosamente,

                                               LUIS ALBERTO VIANNA BOURA

                                     Presidente da Comissão Eleitoral Nacional

 



07/08/2009 - 18h46

CEN divulga ata do processo de apuração das eleições

A Comissão Eleitoral Nacional acaba de divulgar a ata do processo de apuração das eleições gerais do SINASEMPU, biênio 2009/2011.

Clique aqui e leia o documento na íntegra.
 


07/08/2009 - 13h00

Otavio Brito é reconduzido ao cargo de procurador-geral do Trabalho

O Diário Oficial da União publicou na edição desta sexta-feira (07) a portaria n° 369, assinada pelo procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, que reconduz Otavio Brito Lopes ao cargo de procurador-geral do Trabalho, para um mandato de 2 anos, contados a partir de 20 de agosto.

Otavio Brito foi o mais votado na lista tríplice, obtendo 319 votos. O procurador-geral da República respeitou a vontade da maioria dos membros do Ministério Público do Trabalho, reconduzindo-o para mais um mandato.

Fonte: Ascom/PGT


07/08/2009 - 10h43

Eleições do SINASEMPU: apuração dos votos ocorrerá no auditório da PGT

A apuração das eleições do SINASEMPU terá lugar, nesta data, no auditório da Procuradoria Geral do Trabalho em Brasília.

Os trabalhos relativos ao processo eleitoral, que se dá sob a direção e coordenação da Comissão Eleitoral Nacional, agora na fase de apuração dos votos, tiveram início, a partir das 09h, com o recebimento das urnas junto aos Correios, sua contagem e transporte até o local da apuração, o que foi acompanhado por representantes das chapas que disputam o pleito.


04/08/2009 - 19h13

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O SINASEMPU, por meio de sua Diretoria Executiva Nacional vem esclarecer fatos recentes ocorridos na sede da entidade, envolvendo a Candidata da Chapa 2, Edilene Vasconcelos e uma funcionária do SINASEMPU.

Como do conhecimento de todos, nosso Sindicato tem se firmado no cenário nacional como referência no combate ao assédio moral, bandeira esta defendida em múltiplas frentes de atuação. Por princípio norteador, a dignidade e o respeito ao trabalhador têm pautado a história recente de nosso movimento sindical.

No que se refere aos colaboradores da sede ou aqueles vinculados às Seções Sindicais, o princípio não poderia ser outro, sob pena de materializarmos extrema contradição entre discurso e ação concreta, entre o que defendemos para a categoria e o que de fato se pratica com seres humanos dedicados e sem os quais o trabalho intenso desenvolvido pelo SINASEMPU seria inviável.

Tal reconhecimento e respeito no trato com as pessoas pode ser exemplificado por meio das múltiplas homenagens prestadas aos empregados do SINASEMPU no curso das Assembléias Gerais Ordinárias pela presteza no desempenho de suas atividades diárias, dedicação, eficiência, cordialidade e muitos outros atributos.

Ocorre que na última quinta-feira, dia 30/07/2009, uma colaboradora do SINASEMPU necessitou de atendimento médico especializado, encontrando-se em gozo de licença saúde e por recomendação médica, afastada de qualquer atividade que a coloque em situação de pressão ou estresse, notadamente àquelas relacionadas ao processo eleitoral.

O quadro de saúde em evidência, em tese, teria sido ocasionado por conta de fatos fomentados pela candidata a presidente do SINASEMPU pela chapa 2, Edilene Vasconcelos, que no afã de obter dados/informações sobre o contrato de transporte das urnas pelos Correios, teria extrapolado os limites da urbanidade.

Esta diretoria informa a todos os seus filiados, como não poderia ser diferente, que jamais compactuará ou se omitirá frente a atos que atentem contra a dignidade da pessoa humana, que gerem transtornos de ordem física ou emocional em quem quer que seja, tanto mais quando se tratar de um colaborador do SINASEMPU.

Com efeito, no sentido de atender os inúmeros pedidos de esclarecimento acerca dos fatos narrados e por se tratar de situação adstrita à competência administrativa desta diretoria, serão envidados todos os esforços necessários para apurar as responsabilidades e promover a reparação e/ou punição de quem de direito, reforçando o empenho necessário para que a dignidade e a erradicação do assédio moral seja, cada vez mais, uma bandeira empunhada e defendida por todos nós.

DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL



04/08/2009 - 18h07

Salvador sedia seminário sobre “Organização Sindical”

A capital baiana será sede da primeira edição do Seminário Nordeste sobre Organização Sindical. O evento será realizado nesta quarta, 5, e quinta – feira, 6,  no Hotel Blue Tree Towers, no Rio Vermelho.
 
O seminário pretende promover e estimular o debate nas bases sobre o movimento sindical no Brasil e as diversas formas de organização sindical no serviço público, particularmente na entidade nacional representativa dos Auditores Fiscais do Trabalho, bem como nos sindicatos e associações estaduais.
 
O evento é promovido pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) e tem realização do Sindicato Estadual (SAFITEBA). As regiões Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste também realizarão seminários regionais.
 
Fonte: Folha Salvador

 




04/08/2009 - 16h34

Sindicatos buscam apoio para aprovar redução da jornada de trabalho
 
Representantes de centrais sindicais se reúnem nesta terça-feira com lideranças partidárias para buscar apoio para a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
 
O encontro irá ocorrer a partir das 14h, na Câmara dos Deputados, com a presença da Força Sindical, CUT (Central Única dos Trabalhadores), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB),  Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).
 
Aprovada em 30 de junho, a PEC reduz a jornada de trabalho e aumenta de 50% para 75 % o valor a ser acrescido na remuneração das horas extras. De autoria dos ex-deputados e hoje senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Paulo Paim (PT-RS), a PEC foi relatada pelo deputado Vicentinho (PT-SP), que deu parecer favorável à proposta. O parecer foi aprovado por unanimidade na comissão especial.
 
Aprovada na comissão, a PEC terá que ser votada em dois turnos no plenário da Câmara. Para ser aprovada, são necessários no mínimo 308 votos favoráveis. Aprovada na Câmara, a PEC será encaminhada para discussão e votação no Senado Federal.
 
Fonte: Band

 




04/08/2009 - 14h04

MST lança acampamento para denunciar paralisia na reforma agrária

Amanhã, quarta-feira (5/8), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vai realizar ato público para lançar o Acampamento Nacional pela Reforma Agrária. A manifestação vai ocorrer no Centro Cultural de Brasília (SGAN 601 – L 2 Norte – Brasília), às 19h.
 
Três mil camponeses, dentre eles ribeirinhos, extrativistas, atingidos por barragens, indígenas, quilombolas, pequenos agricultores e agricultores sem terra, vão participar do acampamento entre os dias 10 e 21 de agosto. 
 
De acordo com informações do MST, essa ação será o instrumento de protesto e de denúncia da entidade contra a paralisia da reforma agrária no País. Eles também vão exigir do Estado a garantia dos pontos estruturantes da pauta dos movimentos sociais, tais como: assentamento das 100 mil famílias acampadas, crédito para produção, habitação rural, educação e saúde. 
 
A entidade informa que há mais de cinco anos famílias acampadas vivem em situação difícil à beira de estradas e em áreas ocupadas, todas vítimas da violência dos grandes proprietários de terras e do agronegócio.  
 
Por essas razões, os movimentos sociais precisam reagir e não podem ficar à espera do tempo; as mudanças nesse estado de letargia governamental na implementação da reforma agrária e de outras políticas sociais só virão com a mobilização dos trabalhadores e dos movimentos sociais. 
 
Fonte: ANDES-SN