18/02/2005
- 13h
Severino
reúne-se com Lula e prevê que sem mudanças MP dos
impostos não passa
A MP
232/04 reajusta em 10% as tabelas do Imposto de Renda
Pessoa Física (IRPF) e as deduções legais do tributo.
Depois de se reunir ontem durante cerca de uma hora com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara,
Severino Cavalcanti, avaliou que a Medida Provisória
232/04, do jeito que está, não será aprovada. Ele
reafirmou, entretanto, que a decisão será do Plenário.
A MP 232/04 reajusta em 10% as tabelas do Imposto de Renda
Pessoa Física (IRPF) e as deduções legais do tributo.
Em contrapartida, aumenta de 32% para 40% a base de cálculo
do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) na área de
serviços.
“Como está, a MP não vai ser aprovada. Fiz essas
ponderações ao presidente Lula, que é um homem aberto e
que não tem idéia fixa”, afirmou.
Severino informou que vai se reunir com o ministro da
Fazenda, Antonio Palocci, para discutir a MP, e depois vai
ter novo encontro com empresários, provavelmente na
quarta-feira. Hoje, antes de ir ao Planalto, ele recebeu
um grupo de empresários contrários ao aumento de
impostos previsto na MP. “Não dá para ficar o Governo
de um lado e os empresários do outro, sem chegar a um
acordo”, disse o deputado.
Aumento de salário
Questionado se havia discutido com Lula sua promessa de
equiparar os salários dos deputados aos dos ministros do
Supremo Tribunal Federal, Severino afirmou: “O Poder
Executivo não tem nada a ver com esse assunto”.
Já sobre o tom da conversa, o presidente da Câmara
repetiu que não tem nenhuma diferença com o presidente
Lula. “O Lula quer o bem do Brasil, como eu também
quero”, disse. Severino lembrou que os dois têm a mesma
origem, ou seja, são pernambucanos. Disse também que a
perenização do Rio São Francisco vai ser uma realidade.
Jornal da
Câmara dos Deputados
18/02/2005
- 12h50
Todos
contra MP 232
Congresso
e empresários deflagram movimento para que governo mude
ou retire a medida provisória que aumenta tributação
sobre prestadoras de serviços. Lula foi avisado de que a
proposta será rejeitada
Após
sofrer sua maior derrota política, com o fracasso de seu
candidato e do PT à presidência da Câmara, o Palácio
do Planalto corre o risco de iniciar 2005 com outro revés
que afetará desta vez a arrecadação pública. Com a
reabertura dos trabalhos do Congresso, aumentaram as pressões
para alterar a medida provisória (MP) 232, que corrigiu
em 10% a tabela do Imposto de Renda e aumentou a cobrança
de impostos para pessoas jurídicas. O porta-voz da
insatisfação de empresários e parlamentares foi o novo
presidente da Câmara. No primeiro encontro com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Severino cobrou
negociação em torno da MP. E avisou que fatalmente o
texto será alterado pelos parlamentares com ou sem o aval
do governo.
“Sem as modificações dificilmente a medida será
aprovada”, alertou Severino ao presidente Lula. Ele se
ofereceu para ser um intermediador das negociações, na
tentativa de se chegar a um ponto de consenso entre o que
quer a Receita Federal e o que desejam os empresários.
“Do jeito que está, Executivo brigando com empresários,
não vai haver solução”, analisou. O presidente da Câmara
pediu um encontro com o ministro da Fazenda, Antonio
Palocci, na terça ou quarta-feira da próxima semana,
para discutir o assunto. Lula autorizou a conversa. “Fiz
as ponderações ao presidente e ele, como homem sempre
aberto que é, que não tem idéia fixa, concorda em
conversar”, contou o deputado.
A avaliação unânime entre os parlamentares tanto da
oposição como da base aliada é a de que a medida provisória
não deixará o Congresso da forma como entrou. “Com
certeza haverá alteração”, prevê o líder do PSB na
Câmara, Renato Casagrande (ES). Mesmo com a resistência
da área econômica, até o líder do governo na Câmara,
Professor Luizinho (PT-SP), já avaliou que haverá mudanças
na MP. “Vamos produzir mudanças. Só não vamos
antecipar nada porque não se iniciou a discussão”, diz
ele.
A maioria dos partidos deseja manter intactos os artigos
que tratam da correção da tabela do IR, que aumentou o
limite de isenção e os valores para a cobrança das alíquotas
de 15% e 27,5%. Querem retirar os demais itens que tratam
do reajuste de 32% para 40% da base de cálculo para
cobrança do Imposto de Renda e da Contribuição sobre o
Lucro Líquido (CSSL) . “Há aspectos do texto que
garantem a atualização da tabela do IR. Queremos revogar
aquilo que signifique aumento da carga tributária para
prestadores de serviço”, avisa o presidente nacional do
PPS, Roberto Freire (PE).
Inconstitucional
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São
Paulo, Luís Flávio Borges D’Urso, prevê que uma solução
para a polêmica sairá do Congresso. A OAB-SP considerou
inconstitucional a MP, em um estudo jurídico elaborado
para a Frente Brasileira contra a MP 232. Mas chegou à
conclusão que uma medida jurídica dificilmente teria
resultados imediatos. “O caminho é a pressão política,
absolutamente democrática. Uma Ação Direta de
Inconstitucionalidade (Adin) teria pouca chance de
sucesso”, avalia D’Urso.
É por isso que o PDT, um dos partidos que entraram no
Supremo Tribunal Federal (STF) com Adin contra a MP, já
trabalha para tentar alterar o texto que será votado no
Congresso. Os pedetistas também pretendem retirar o
artigo que aumenta impostos para pessoas jurídicas. “O
governo, de forma muito sabida, passou a perna em todo
mundo”, critica o líder do PDT na Câmara, Severiano
Alves (BA). Aproveitarão a medida provisória ainda para
tentar fazer alterações na tabela do IR. O PDT irá
propor a criação de duas novas faixas na tabela (5% e
25%, além das atuais 15% e 27,5%).
A MP, editada no dia 30 de dezembro, passará a trancar a
pauta da Câmara a partir do dia 31 de março. Mas os
empresários exigem mudanças no texto antes do dia 1º de
março, quando começa a cobrança das novas alíquotas
para pessoas jurídicas.
PFL
ameaça expulsar
O
PFL, outro partido que protocolou Adin no Supremo contra a
MP 232, preferiu adotar caminho radical contra a medida
provisória. Reunida ontem, a Executiva Nacional do
partido decidiu votar contra todo o texto da MP para
derrubá-la. O parlamentar pefelista que contrariar a
resolução, aprovada por unanimidade, poderá ser expulso
da legenda.
“Considera-se ato de extrema gravidade e de infidelidade
partidária, punível com o cancelamento da filiação,
votar contrariamente à diretriz fixada, assim como
abster-se ou ausentar-se injustificadamente à sessão de
deliberação da proposta”, alerta o texto da resolução
aprovada. “O aumento da carga tributária inibe o
crescimento e a poupança”, justificou o presidente
nacional do PFL, César Maia, prefeito do Rio de Janeiro.
“A MP está na contramão de todos os programas sociais
implantados por este governo”, critica o quarto-secretário
do Senado, Paulo Octávio (PFL-DF).
Os pefelistas chegaram a apresentar emendas (sugestões de
alteração) à MP 232, entre as quais retirar o artigo
que aumenta impostos para pessoas jurídicas e utilizar
outros índices de reajuste da tabela de Imposto de Renda,
como o IGP-DI, que elevaria a correção para 20,74%. Mas
ontem, durante a reunião da Executiva, por sugestão do
senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), o PFL preferiu
adotar decisão extrema. Derrubar a MP provocaria desgaste
maior para o governo do que uma alteração negociada.
O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), nega, porém,
que o objetivo seja o de apenas derrotar o governo. “É
mais prático do que aprovar emenda por emenda, e não
prejudica ninguém. O maior volume de pagamento de Imposto
de Renda será feito na declaração em 2006”, justifica
Agripino. Se a MP cair, porém, retornam às faixas
anteriores, os valores para cobrança do imposto na fonte.
O limite de isenção, por exemplo, voltaria a ser R$
1.058 em vez de R$ 1.164. “Se a MP não for uma farsa, o
governo pode aprovar projeto que já existe no Congresso
ou editar nova MP apenas com a correção da tabela”,
diz o pefelista. HB)
para
saber mais
O que o governo fez
A medida provisória 232, editada no
dia 30 de dezembro de 2004, corrigiu em 10% a tabela de
Imposto de Renda (IR). O limite de isenção, que era de
R$ 1.058 passou a ser de R$ 1.164. A alíquota de 15%
passou a incidir sobre a renda entre R$ 1.164 até
R$ 2.328 (no ano passado era cobrada sobre rendas entre R$
1.058 e R$ 2.115). Acima desse valor é aplicada a alíquota
de 27,5%. A Receita Federal calcula perder R$ 2,1 bilhões
em arrecadação. Desse total, R$ 1 bilhão é para
estados e municípios, que ficam com parte do IR. A correção
das deduções, reajustadas também em 10%, deve gerar a
perda de mais R$ 900 milhões.
Embutida na MP 232, porém, o governo enviou o aumento de
32% para 40% da base de cálculo para cobrança do Imposto
de Renda de Pessoa Jurídica e da Contribuição Social
sobre Lucro Líquido (CSLL). Sobre o valor do lucro
presumido da empresa, deve-se aplicar o percentual de 40%
e no montante calcular 15% de IR e outros 9% de CSLL. Em
setembro de 2003, a base de cálculo já havia sido
elevada de 12% para 32%. (HB).
Correio
WEB
18/02/2005
- 12h40
Leão
com apetite renovado
Se
perder batalha para cobrar mais imposto de prestadores de
serviço, Governo ameaça suspender o reajuste da tabela
do IR
BRASÍLIA.
Bombardeado por empresários, sindicalistas e partidos de
oposição, o Governo já tem alternativa para compensar a
perda de arrecadação se a Congresso impedir o aumento da
base de cálculo do Imposto de Renda para prestadores de
serviço: cancelar o reajuste de 10% da tabela do IR, também
previsto na Medida Provisória 232. Desde janeiro, o
trabalhador que recebe até R$ 1.164 está livre da
mordida do Leão. O limite anterior, que o Governo ameaça
retomar, era de R$ 1.058.
A batata quente que vai chegar às mãos do Governo está
sendo assada no forno do Congresso – e em fogo alto após
a surpreendente vitória do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE)
para a presidência da Câmara. Ontem, Severino teve a
primeira reunião com o presidente Lula e cobrou que o
ministro Antonio Palocci (Fazenda) participe de debate, no
Congresso e com empresários, sobre a MP 232, que aumenta
em até 25% encargos de pessoas físicas.
O PFL assumiu a dianteira da oposição. Quer reajuste
acima de 10% para a tabela do IR e avisa que vai expulsar
os parlamentares que apoiarem o Governo, se abstiverem ou
faltarem às votações. “Não adianta ir ao aniversário
do filho no dia da votação. Não tem desculpa”,
advertiu o presidente interino do PFL, Cesar Maia,
prefeito do Rio.
O Dia
18/02/2005
- 12h30
Renan
retoma discussões para reduzir número de MPs
Presidente
do Senado marca data para discutir mudança na tramitação
O abuso
na edição de medidas provisórias por parte do Poder
Executivo pode acabar ainda no governo de Luiz Inácio
Lula da Silva. O presidente do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), marcou para daqui a um mês a votação em plenário
da proposta de emenda constitucional que muda o atual rito
de tramitação das MPs. Entre as alterações sugeridas,
estão a de criar procedimentos para obrigar o governo a
se valer do mecanismo somente em casos de urgência e
relevância, como manda a Constituição, e o de limitar a
cinco as MPs tramitando simultaneamente. Hoje, 14 estão
na pauta.
Outra proposta que vem ganhando força é a de impedir que
as MPs entrem em vigor antes de o Congresso decidir se o
tema tratado é realmente urgente e relevante.
Os parlamentares também querem vetar a prática de o
governo introduzir medidas estranhas ao objeto da MP, os
chamados "bodes". Querem, ainda, tornar obrigatório
o exame prévio da medida por uma comissão mista, antes
de chegar ao plenário.
Em 2001, sob o comando do deputado Aécio Neves (PSDB),
então presidente da Câmara, o Congresso mudou as regras
de tramitação das MPs. Mas as modificações não
resolveram o problema porque uma MP obstrui a pauta de
votações da Câmara, primeiro, do Senado, depois, caso não
seja votada em 45 dias. Isso deixa a Câmara e o Senado
amarrados.
recordeSó nos primeiros 15 meses de governo, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva editou 133 medidas provisórias,
o que dá uma média de 5,5 MPs/mês. Os temas abordados são
os mais variados, da gratificação para servidor público
à venda de diamantes do índios cintas-largas. O esboço
com as modificações sugeridas pelos parlamentares foi
entregue ontem a Renan pelo senador Antonio Carlos Magalhães
(PFL-BA), presidente da comissão criada em dezembro para
sugerir um "freio" no excesso de MPs.
Para Renan, a paralisação imposta ao Congresso pelo
excesso de MPs torna prioritária a votação de um novo
rito. ACM entende que o Legislativo não pode ficar
indiferente ao protesto dos mais variados setores contra a
usurpação do poder de legislar. "O problema é uma
grita nacional", lembrou. "O Congresso não pode
ficar com a responsabilidade pelo trancamento da pauta por
meses por culpa do excesso de MPs, cujos temas poderiam
talvez ser propostos na forma de projetos de lei". O
senador reconheceu que, muitas vezes, não há como fugir
da adoção de MPs. "Queremos dar celeridade ao
trabalho, sem prejudicar o governo, mas igualmente deixar
o governo legislar, porque essa é a nossa tarefa",
argumentou.
As sugestões estão sendo apresentadas desde dezembro,
quando o ex-presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP)
criou a comissão. O relator é o deputado Sigmaringa
Seixas (PT-DF). As propostas passarão agora por uma
minuciosa avaliação da assessoria jurídica, antes de
serem levadas às lideranças partidárias para análise
dos seus aspectos políticos e legais.
O senador Jefferson Péres (PDT-AM), com seis propostas,
é quem mais fez sugestão de mudanças. Entre outras
questões, ele quer definir que a comissão mista
encarregada de examinar as MPs tenha um prazo improrrogável
de 48 horas para opinar sobre a matéria. Defende, ainda,
o fim do prazo para o Congresso examinar o mérito da
medida. Em compensação, o governo ficaria impedido de
editar uma nova MP enquanto a últimas delas não tiver
sido examinada.
Jornal de
Brasília
18/02/2005
- 12h20
Aécio
critica proposta de aumento para deputados
O
governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), criticou
o comprometimento do novo presidente da Câmara dos
Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), com o aumento dos
salário dos parlamentares. Aécio disse que espera que a
nova mesa diretora da Casa e os líderes partidários
apresentem rapidamente ao País uma agenda de prioridades,
“onde a conclusão da reforma tributária esteja a
comandar esta pauta” e “a reforma política a concluí-la”.
“Não é prioridade a questão do aumento, inclusive com
um agravante, a cascata que ele traz”, disse o
governador mineiro, ex-presidente da Câmara. A equiparação
da remuneração dos deputados aos salários dos ministros
do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 12.840 para R$
21.500 mensais, era um compromisso de campanha de
Cavalcanti. Aécio citou novamente a necessidade de uma
reforma política ao comentar os “transtornos” durante
a eleição para a presidência da Câmara. “Se nós
tivemos tantos transtornos nessa discussão, nessa votação,
é porque não tivemos ainda a reforma política no País”.
O tucano destacou que o Congresso vive uma nova migração
de parlamentares para outros partidos. “O que não é
saudável à democracia”, observou. “Quem sabe o
discurso do presidente Lula a favor da reforma política
possa finalmente ser colocado em prática em favor do
desconforto que o governo federal está vivendo hoje”.
O governador mineiro reafirmou também as críticas em
relação ao tratamento que o governo petista conferiu aos
parlamentares e aos partidos. Algo que, na sua opinião,
estimulou a derrota na Câmara. “O governo iniciou esse
mandato desprestigiando os partidos políticos,
estimulando uma grande migração de parlamentares para
esse ou para aquele partido. É muito difícil de você
ser cordeiro pela manhã e lobo á tarde”. “Se você
estimula que os parlamentares desrespeitem os partidos
pelos quais foram eleitos, como você vai cobrar dos líderes
partidários as necessárias disciplinas na votação de
matéria dessa importância?”, questionou.
Aldo Rebelo defende a reforma política
O ministro da Coordenação Política e Assuntos
Institucionais do Governo, Aldo Rebelo, defendeu a
necessidade de reforma política no país. Ao comentar o
resultado das eleições na Câmara dos Deputados, Rebelo
disse que a reforma política é necessária para que
“os partidos possam exercer seu papel no país, tendo
como princípio a democracia, a hierarquia e a
disciplina”. O ministro afirmou que não há
funcionamento partidário sem fidelidade ao programa e às
decisões do partido. Segundo Rebelo, a vitória do
deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) foi aceita com
naturalidade pelo governo. “O Severino é um deputado
que submeteu seu nome ao regimento da Câmara e foi
eleito. Eu acho que daqui por diante cabe ao governo
respeitar a eleição e conviver com o novo presidente
eleito. É isso que interessa à democracia”, afirmou o
ministro.
Sobre as dificuldades que o governo poderá enfrentar
porque o PT ficou sem representante na Mesa Diretora da Câmara,
Rebelo disse que a situação seria “mais confortável
para o governo e para o próprio parlamento se a regra, até
então vigente, que dava a presidência ao partido com
maior bancada fosse seguida”. Entretanto, como a própria
Câmara resolveu mudar, o governo deve apoiar o que foi
decidido, acrescentou o ministro. Questionado sobre a
causa da derrota do candidato oficial do PT, Luiz Eduardo
Greenhalgh, o ministro disse que a candidatura avulsa de
Virgílio Guimarães (PT-MG) foi uma das razões. “É
evidente que, se nós formos buscar as causas a olho nu,
veremos que foi pela existência de duas candidaturas. O
partido ficou dividido para a eleição, e isso pode ter
contribuído para a derrota”, disse ele.
Para ele, as relações entre os presidentes da Câmara e
do Senado serão institucionais.
STJ reconhece foro privilegiado para ex-políticos
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou a legalidade
de existência de foro privilegiado para ex-políticos e
determinou que o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo
faça o mesmo. O TJ recusava-se a julgar ex-prefeitos e
ex-vice-prefeitos, transferindo essa responsabilidade para
as comarcas de origem.
A decisão consta em liminar concedida nesta semana, em
pedido de habeas-corpus interposto pelo advogado
Ermenegildo Nava, que defende o ex-prefeito de Buritama,
no Noroeste do Estado, Odair Gonçalves Santos.
O prefeito, que é acusado de desviar recursos públicos
por meio de contratos fraudulentos com o Instituto de
Tecnologia Aplicada à Informação (Iteai), teve em
janeiro o processo remetido pelo TJ de volta a Buritama,
depois que não conseguiu de reeleger nas eleições do
ano passado. Em 9 de fevereiro, Nava entrou com o pedido
de liminar e na terça-feira, dia 15, o STJ despachou
favoravelmente.
A liminar foi concedida pelo ministro Gilson Dipp, da 5.ª
Turma do STJ. A decisão é a primeira dada pelo STJ sobre
o assunto no Estado de São Paulo, pondo fim à polêmica
sobre a validade ou não do foro para ex-prefeitos e
ex-vice-prefeitos que estão sendo processados.
Jornal do
Comércio
18/02/2005
- 12h10
Comissão
promove audiência sobre assassinato de religiosa
Deverão
comparecer ouvidor agrário nacional, secretário de
Defesa Social do Pará e bispo de Altamira
O secretário
de Defesa Social do Pará, Manoel Nascimento Júnior; o
ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho; e
o bispo de Altamira (PA), dom Erwin Krautler, serão os
primeiros convidados para falar sobre o assassinato da
missionária Dorothy Stang à comissão externa criada
pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, para
acompanhar as investigações a respeito do caso.
A convocação da audiência pública, a ser realizada
provavelmente terça-feira, após a ordem do dia, foi a
primeira decisão adotada após a instalação da comissão,
na manhã de ontem. Também ficou acertado o envio
imediato ao Pará, para acompanhamento das investigações,
de dois advogados do Senado e de um procurador atualmente
à disposição da Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ).
Os três irão à região onde ocorreu o assassinato, em
companhia da senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA), que foi
eleita, por unanimidade, presidente da comissão temporária,
a partir de indicação da senadora Fátima Cleide
(PT-RO). O colegiado terá como relator o senador
Demostenes Torres (PFL-GO) e como vice-presidente o
senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).
– É minha responsabilidade levar os técnicos à região
e apresentá-los às autoridades locais. Esta comissão
pode contribuir para pôr um fim à impunidade que dá ao
Pará, infelizmente, o título de campeão de violência,
em cuja origem está a questão da terra – disse Ana Júlia.
Por sugestão de Demostenes, serão solicitadas informações
a respeito da situação social da região à CPI da Terra
e aos ministérios da Justiça, da Defesa e do Meio
Ambiente, além da Agência Brasileira de Inteligência e
do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra).
– Precisamos detectar as verdadeiras causas da freqüente
repetição de episódios como o do assassinato da
religiosa norte-americana – sustentou ele.
Já o senador Sibá Machado (PT-AC) recordou viagem feita
em outubro a Anapu (PA), local do assassinato da missionária,
pelos integrantes da CPI da Terra, onde mantiveram contato
com Dorothy Stang.
Flexa Ribeiro colocou à disposição dos integrantes da
comissão o auxílio logístico do governo do Pará,
inclusive carros e helicópteros.
Eduardo Suplicy (PT-SP) julgou conveniente que as
primeiras audiências ocorram em Brasília, antes de uma
viagem dos senadores ao Pará.
Jornal do
Senado
18/02/2005
- 12h
Severino
diz que Lula está aberto a discutir a 232
BRASÍLIA
- O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE),
disse ontem, após encontro no Palácio do Planalto, que o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva está aberto para
discutir mudanças na Medida Provisória (MP) 232, que
aumentou a carga tributária dos prestadores de serviço.
Na reunião
com Lula, Cavalcanti falou das dificuldades para aprovar a
MP 232 e anunciou que o presidente aceitou a proposta de
agendar para a próxima semana um encontro entre o
ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e empresários para
tratar das eventuais mudanças no texto da MP. "O
plenário é que vai decidir, mas como a MP está sem
modificações será difícil aprová-la", afirmou.
Cavalcanti
disse ao presidente que Palocci deveria discutir eventuais
mudanças na MP 232 porque era preciso haver um
entendimento entre governo e classe empresarial para
aprovar a proposta na Câmara. "Pedi esse encontro
porque os empresários não podem ficar de um lado e o
Executivo de outro. Eu quero o bom senso. Eu acho que nós
vamos chegar ao bom senso", declarou. Antes do
encontro entre empresários e Palocci, Cavalcanti estará
com o ministro da Fazenda para apresentar as sugestões de
alterações na MP 232. A reunião com os empresários
deve acontecer entre terça e quarta-feira .
O
presidente da Câmara afirmou que, na conversa sobre a MP
232, pôde perceber que o presidente é um homem
"aberto" e que "não tem idéia fixa"
sobre o assunto. "Quem tem idéia fixa é doido e
doido não pode chegar a lugar nenhum", disse ele.
Cavalcanti
contou também que discutiu com Lula a necessidade de
reduzir o número de medidas provisórias que são
editadas pelo Executivo. "Com o tempo, nós vamos
fazer um ajuste para que haja a plenitude no exercício do
Poder Legislativo."
Apesar de
expor suas diferenças a respeito da MP 232, Cavalcanti
evitou passar a imagem de que seu mandato será marcado
pelas disputas políticas com o governo. "Nós não
temos nenhuma diferença. Lula quer o bem do Brasil, assim
como eu também quero. Então vamos trabalhar juntos, bem
identificados. As nossas origens são as mesmas",
disse Cavalcanti, acrescentando que vai trabalhar para que
ocorra a transposição do Rio São Francisco.
Cavalcanti
disse que o encontro com Lula foi uma visita de cortesia
após ser eleito presidente da Câmara. Quarta-feira, para
preparar a reunião com Lula, o chefe da Casa Civil, José
Dirceu, esteve com Cavalcanti por volta das 22 horas. Ao
ser perguntado sobre a proposta de aumento de salário dos
deputados, o presidente da Câmara afirmou apenas que o
Poder Executivo não tem nada a ver com a sugestão de
elevar os vencimentos dos parlamentares. "Quem tem a
ver com isso é o Poder Legislativo", disse ele.
Tribuna
da Imprensa
16/02/2005
- 11h20
Líderes
vêem resultado como recado ao governo
O
presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), atribuiu a
vitória do deputado Severino Cavalcanti “à sua
simpatia e ao extraordinário relacionamento que mantém
com todos os deputados”. Sobre a derrota do PT, Temer
disse que foi um “recado fortíssimo” ao governo
federal. Segundo ele, isso vai exigir que o diálogo do
Executivo com o Legislativo seja muito acentuado de agora
em diante. Temer avaliou que o grande número de medidas
provisórias enviadas pelo Governo Lula tem sido um dos
problemas mais sérios que o Legislativo enfrenta, por
transtornar o processo legislativo.
A mesma opinião tem o deputado Inocêncio Oliveira
(PMDB-PE), eleito primeiro secretário da Mesa. Ele espera
que a relação do Executivo com o Legislativo seja mais
respeitosa. Inocêncio Oliveira espera que os acordos com
a Câmara sejam cumpridos e a Casa possa cumprir o seu
papel de fiscalizadora dos outros poderes. O líder do
PFL, Rodrigo Maia (RJ), acredita que o relacionamento pode
se tornar mais harmônico porque, afirmou, na medida em
que a atual Presidência for mais independente do que a
anterior, “melhor para o Parlamento e para a
democracia”.
Já o líder do governo na Câmara, deputado Professor
Luizinho (PT-SP), vê no resultado um recado para o
governo e o PT de que é necessário recompor a base
aliada . Professor Luizinho admitiu também que alguns
ministros podem não ter dado a atenção devida ao
Parlamento, mas garantiu que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva sempre cobrou deles respeito ao Poder
Legislativo.
Sobre a atuação parlamentar de Severino Cavalcanti, o líder
lembrou que o deputado sempre votou com o governo nas
questões mais polêmicas, e afirmou que não acredita que
ele ficará contra o País ou deixará de colocar na pauta
da Câmara as medidas de interesse da sociedade durante
sua gestão como presidente.
O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), também
apontou a atual política do governo federal para com o
Congresso como a causa da derrota. Freire disse também
que a Câmara não pode se transformar em uma Casa de
discussão de questões menores.
Jornal da
Câmara dos Deputados
16/02/2005
- 11h15
Vitória
'severina'
Aos 74
anos, 40 de vida pública, o deputado Severino Cavalcanti
(PP-PE) é um católico tão fervoroso que decorou o
gabinete com dezenas de fotos suas com o Papa João Paulo
II. Suas propostas na Câmara se referem à proibição de
imagens de nudismo e sexo na TV, assim como define punições
para mulheres que fazem aborto, mesmo com autorização
legal.
Tachado de “conservador”, recebeu ontem críticas de
movimentos gays. “É um retrocesso à causa dos direitos
civis homossexuais”, disse o presidente da organização
Leão do Norte, de Recife, Wellington Medeiros.
Atualmente no PP, Severino já trocou sete vezes de
partido – começou na UDN e foi da Arena (partido
conservador do período da ditadura), do PDC, PL, PPR, PFL
e do PPB. Ele é favorável à equiparação salarial dos
parlamentares com ministros dos tribunais superiores, que
pode elevar de R$ 12,7 mil para R$ 21,5 mil este ano. Também
defende a contratação de funcionários e 90 dias de férias
para os deputados.
Em seu terceiro mandato, o deputado pernambucano faz parte
da mesa diretora da Câmara há oito anos. Tentou ser
presidente da Câmara por duas vezes, mas desistiu depois
de acordos, onde conseguiu mais um cargo na Mesa. Em sua
campanha, o parlamentar mandou cartas para as mulheres dos
deputados criticando o salário dos deputados.
PRÓXIMO
CAPÍTULO
Se não
retomar o controle da agenda de votações na Câmara, o
Governo federal poderá perder nas reformas
constitucionais e, com isso, ficar fragilizado.
Para compor, o Governo vai ter de abrir mais o caixa. A
mexida nos ministérios já era prevista, mas agora o
xadrez político será diferente para abrigar os novos
aliados.
Pode
parecer que a eleição mais disputada da Câmara não
mexe com a vida do cidadão. Mas analistas econômicos
acreditam que devem aumentar as pressões por mais gastos
públicos, atrapalhando o aperto fiscal da equipe econômica
e desviando os investimentos. A expectativa fica para
hoje, com o anúncio do Copom para saber se haverá mudança
na taxa de juros.
O Dia
16/02/2005
- 11h10
Reforma
sindical
Leia, a
partir de hoje, na página do DIAP, na seção Análise
Política, série de análises acerca dos textos – a
PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e o projeto de
lei – da reforma sindical que serão enviados ao
Congresso em março.
Na análise de hoje, o assessor parlamentar Marcos
Verlaine trata da PEC da reforma sindical. O texto de
amanhã, 16/02, tematiza o projeto de lei de relações
sindicais e seus aspectos relevantes. No de quinta-feira,
17/02, aborda os artigos do projeto de lei que foram
inseridos no texto, mas que são objeto de divergências
entre os trabalhadores e o patronato. Entretanto, foram
bancados por convicção unilateral do governo, que como
árbitro do processo tinha essa prerrogativa.
Por fim, na sexta-feira, trataremos da “personalidade
sindical”, que define a representatividade da entidade
para efeito de representação dos trabalhadores na base.
Boa leitura!
Agência
DIAP
16/02/2005
- 11h05
Missionária
foi enterrada ontem
O corpo
da missionária Dorothy Stang, assassinada em Anapu, no
Pará, foi enterrado ontem, naquele município. O corpo
foi sepultado ao lado do rio Anapu, no Centro de Formação
São Rafael, chácara da igreja onde a irmã desenvolvia
um projeto de educação ambiental com as agricultoras da
região.
Antes do enterro, foi celebrada missa e aproximadamente
duas mil pessoas acompanharam o corpo em procissão pelas
ruas da cidade. Segundo a coordenação estadual da Comissão
Pastoral da Terra (CPT), havia cartazes e faixas pedindo
justiça e era de indignação o clima no cortejo.
O coordenador da CPT no Pará, Pax Pinto, afirmou que o
estado é formado por latinfúndiários e está repleto de
terras griladas – e que este seria o motivo dos crimes.
"O Instituto de Terras do Pará (Interpa) não tem
controle da situação das terras no estado", disse
ele. Pax Pinto aponta o conflito entre pequenos
agricultores e negociadores de terra como o maior problema
agrário no estado. "O Pará é o segundo maior
estado em número de terras griladas, perdendo somente
para o Amazonas", afimou. O CPT informou que, em
2004, 37 pessoas foram ameaçadas de morte no Pará.
Jornal de
Brasília
16/02/2005
- 11h
Derrota
ameaça reeleição de Lula
Ascensão
de Severino Cavalcanti à presidência da Câmara força
Planalto a rever posições e desarticula relação com
Legislativo
BRASÍLIA
- Mais do que a maior derrota do governo do PT no
Congresso, a eleição do deputado federal Severino
Cavalcanti (PP-PE) para a presidência da Câmara
representou a primeira grande ameaça ao projeto de reeleição
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem, aliados e
oposicionistas foram unânimes em afirmar que, se as eleições
presidenciais fossem hoje, o destino do atual governo e
seu projeto de poder seriam sustentados tão somente pelo
carisma pessoal de Lula, dada a fragilidade de sua base na
Câmara.
No
segundo turno, por exemplo, o candidato oficial, deputado
Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), só obteve 195 votos,
amargando uma derrota histórica, com consequências
imprevisíveis para a governabilidade e a relação do
governo com o Legislativo.
- O Poder
Executivo tem que rever o tipo de relação com a Câmara
- reconheceu Greenhalgh.
O
petista, ainda sob o impacto da derrota (''A vida é
assim''), acredita que boa parte dos votos em Severino
Cavalcanti traduzem uma insatisfação com o governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O líder do PSB na
Câmara, Renato Casagrande (ES), compartilha a opinião.
- Não há
dúvida de que houve erros e essa relação do governo com
o Congresso deve ser revista - afirmou.
Nem os
ministros mais próximos de Lula ousavam apostar no que
estaria por vir na reforma ministerial que se avizinha.
Com a bancada governista em frangalhos e a articulação
política do Planalto em xeque, as alterações na
Esplanada dos Ministérios serão norteadas pelo imponderável.
- A única
saída para o Lula, agora, é montar uma equipe
ministerial de ponta e tentar depender o mínimo possível
dos humores do Parlamento - analisou um deputado que
alterna momentos de oposição e aproximação com o
Planalto.
A intenção
inicial era privilegiar os aliados no chamado governo de
coalizão. Mas como o índice de traição extrapolou os
limites do que o governo considerava razoável, a dúvida
que povoa a mente dos palacianos agora é quem são os
verdadeiros aliados e aqueles que são os chamados
''governistas de ocasião''. Aguardam apenas a chegada do
presidente Lula para separar o joio do trigo. Lula - que só
voltaria amanhã do Suriname - antecipou o retorno para
hoje.
- Não
tenho dúvida de que os projetos serão votados. A divisão
interna acabou quando saiu o resultado. O governo não
disputou; quem disputou foi o PT - minimizou ontem Lula em
Georgetown, Guiana.
O PMDB,
que acalentava o desejo de ampliar seu espaço na
Esplanada, prometia 50 votos pra Greenhalgh. Mas, com uma
bancada de 88 deputados, conseguiu pouco mais de 30. O PP
fez jogo duplo e grande parte dos parlamentares do partido
desembarcou na campanha de Severino. As digitais do
deputado Pedro Henry (PP-MT), por exemplo, foram
encontradas na operação que filiou parlamentares do
partido no PMDB oposicionista. O PP provocou um acesso de
raiva no chefe da Casa Civil, ministro José Dirceu.
- O PP
está trocando um Ministério pela presidência da Câmara
- teria esbravejado Dirceu.
A ordem
no Planalto é juntar os cacos para governar. Respaldado
pelo presidente Lula, ontem mesmo o ministro da Coordenação
Política, Aldo Rebelo, procurou Severino Cavalcanti, de
quem teria recebido garantias de convivência pacífica
com o governo. Mas o clima palaciano ainda é de caça às
bruxas. Os resquícios da fragorosa derrota na Câmara
ainda são evidentes. Ontem, Dirceu, em conversas
reservadas, teria debitado a derrota de Greenhalgh na
conta de Aldo Rebelo.
- Agora
é o Aldo. Perguntem para o Aldo - disse ontem Dirceu na Câmara,
questionado por jornalistas sobre a vitória de Severino.
Conforme
antecipou o Jornal do Brasil, Dirceu voltou a
trabalhar nos bastidores para recuperar a articulação
política do governo, numa dobradinha com o deputado João
Paulo Cunha (PT-SP), possível futuro líder do governo na
Câmara.
- Se eu
fosse o Aldo, pegava o boné e ia embora. A articulação
política em 2004 foi um desastre - alfinetou um pefelista.
O atual líder
do governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (SP),
por sua vez, jogou a culpa no colo de ministros ao dizer
que alguns deles ''não teriam dado a atenção devida à
eleição na Câmara''.
Já o
senador Aloizio Mercadante (PT-SP), criticou em conversa
com interlocutores a condução do processo eleitoral pelo
então presidente da Câmara, João Paulo Cunha. Para
Mercadante, João Paulo não poderia ter deixado que o
segundo turno fosse disputado na madrugada, dando margem
à ''revolução do Baixo Clero'', responsável pelo
triunfo de Severino.
Líder do
PL na Câmara, o deputado Sandro Mabel (GO) acredita que o
Planalto precisa tratar bem os deputados, ouvir suas
queixas. Mabel, que foi vice-líder do governo durante a
gestão Fernando Henrique, garante que a tropa de choque
tucana jamais deixaria as coisas chegarem ao ponto em que
chegaram na madrugada de segunda para terça.
- O
governo vai precisar ter alguém bom de articulação
agora. Do jeito que está, o Congresso pára o Executivo -
acrescentou Mabel.
Jornal do
Brasil