Avante
servidores do MPU (agora sem peso nas costas!!!)
Liberdade, leveza e uma esperança incrivelmente renovada...
Estes
foram os sentimentos mais
comuns nas mentes e corações dos servidores que participaram do
Seminário Nacional sobre o novo PCS do MPU, no momento em que se
despediam do Núcleo Bandeirantes/DF e rumavam de volta pra casa, nos
mais diversos lugares do Brasil.
Não
colegas, os abnegados colegas que tão bem representaram nossa
categoria naqueles dois dias de intenso trabalho, não saíram
iludidos, imaginando que tudo está resolvido e que é apenas uma
questão de tempo para que o Novo PCS, do jeitinho que sonhamos, seja
aprovado. Todos temos consciência que ainda há muito a ser feito,
que, na verdade, estamos dando ainda os primeiros passos de uma
caminhada que promete ser bastante densa e exigente. Porém, a imensa
maioria percebeu que estamos no caminho certo!
Algumas das decisões tomadas por
nossa categoria durante este processo, espelhadas nas respostas
dadas às questões apresentadas pelo relatório do Grupo de Trabalho
do PCS e discutidas durante o seminário justificam o clima favorável
ao final do encontro.
Todas as
decisões já foram divulgadas, você, certamente, já deu ao menos uma
“espiadela” nas propostas, porém talvez não tenha percebido a
importância de algumas delas, para não lhe cansar, leitor, vou, por
hora, falar de apenas uma em especial, posto que pode ser decisiva
na conquista, na aprovação de nossos anseios junto ao Congresso
Nacional. Refiro-me à questão de número 30:
“A que categoria devemos juntar
nossos esforços em busca da valorização? (...)”.
Destaco esta por vários aspectos:
primeiro porque demonstra que nossa categoria tem plena consciência
de que a luta a ser travada não pode partir do princípio do
isolamento, precisamos unir forças a outras categorias, afinal,
vivemos situações cotidianas muito próximas e a Unidade na Luta nos
fortalecerá. Porém, vou ainda mais além, sublinho as categorias
indicadas e, especialmente, o amadurecimento, a clareza estratégica
que essa decisão representa. Não é de hoje que nos vemos às voltas
com um novo PCS, embora esta seja a primeira vez que discutimos
efetivamente nossa CARREIRA. Já fomos ao Congresso Nacional em busca
da aprovação de pelo menos 03 (três) outros PCS, porém, em todos,
carregamos um fardo imenso, fomos tratados como anexo, como apêndice
do Judiciário. Embora, graças a muito esforço de nosso Sindicato, no
PCS anterior, Lei 10.476/2002, tenhamos alcançado uma vitória
significativa ao obter um percentual de GAMPU superior ao da GAJ do
Judiciário, não mais obtivemos o mesmo resultado nas tratativas
posteriores. Salientemos que não se trata de nenhuma “birra” ou
menosprezo em relação aos colegas do Judiciário, companheiros nossos
na luta pelo fortalecimento dos servidores públicos, mas numa
questão de coerência, de justiça, posto que o perfil de nossa
categoria, atividades desenvolvidas, número de servidores e,
conseqüentemente, o impacto orçamentário das conquistas
remuneratórias, estão muito mais próximos de categorias como
servidores da CGU e do TCU do que do Judiciário. Aliás, a atitude de
alguns dirigentes de sindicatos do Judiciário de insistir na
pseudo-representação dos servidores do MPU e, como estratégia
justificativa, pregar a confusão das categorias, tem causado
inúmeros prejuízos, servindo de contra-peso às nossas tentativas de
avanços.
Todavia, mais do que nunca, nossa
categoria demonstrou de forma cabal que não aceita mais esta
situação e que deseja de uma vez por todas caminhar por suas
próprias pernas lado a lado com seus semelhantes e não carregando
nas costas um fardo que lhe é muito maior.
As condições estão postas, estamos
construindo o PCS mais democraticamente elaborado da história do MPU
e estamos convictos de quem devem ser nossos parceiros primordiais,
a quem podemos ser comparados.
Vamos em frente, O SINASEMPU SOMOS
TODOS NÓS, agora sem peso nas costas!!!
Anderson Cláudio de Melo Machado
Diretor Nacional de Mobilização e Formação Sindical