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10/3/2009 - 19h40

Avante servidores do MPU (agora sem peso nas costas!!!)

Liberdade, leveza e uma esperança incrivelmente renovada...

Estes foram os sentimentos mais comuns nas mentes e corações dos servidores que participaram do Seminário Nacional sobre o novo PCS do MPU, no momento em que se despediam do Núcleo Bandeirantes/DF e rumavam de volta pra casa, nos mais diversos lugares do Brasil.

Não colegas, os abnegados colegas que tão bem representaram nossa categoria naqueles dois dias de intenso trabalho, não saíram iludidos, imaginando que tudo está resolvido e que é apenas uma questão de tempo para que o Novo PCS, do jeitinho que sonhamos, seja aprovado. Todos temos consciência que ainda há muito a ser feito, que, na verdade, estamos dando ainda os primeiros passos de uma caminhada que promete ser bastante densa e exigente. Porém, a imensa maioria percebeu que estamos no caminho certo!

Algumas das decisões tomadas por nossa categoria durante este processo, espelhadas nas respostas dadas às questões apresentadas pelo relatório do Grupo de Trabalho do PCS e discutidas durante o seminário justificam o clima favorável ao final do encontro.
 

Todas as decisões já foram divulgadas, você, certamente, já deu ao menos uma “espiadela” nas propostas, porém talvez não tenha percebido a importância de algumas delas, para não lhe cansar, leitor, vou, por hora, falar de apenas uma em especial, posto que pode ser decisiva na conquista, na aprovação de nossos anseios junto ao Congresso Nacional. Refiro-me à questão de número 30:

“A que categoria devemos juntar nossos esforços em busca da valorização? (...)”.

Destaco esta por vários aspectos: primeiro porque demonstra que nossa categoria tem plena consciência de que a luta a ser travada não pode partir do princípio do isolamento, precisamos unir forças a outras categorias, afinal, vivemos situações cotidianas muito próximas e a Unidade na Luta nos fortalecerá. Porém, vou ainda mais além, sublinho as categorias indicadas e, especialmente, o amadurecimento, a clareza estratégica que essa decisão representa. Não é de hoje que nos vemos às voltas com um novo PCS, embora esta seja a primeira vez que discutimos efetivamente nossa CARREIRA. Já fomos ao Congresso Nacional em busca da aprovação de pelo menos 03 (três) outros PCS, porém, em todos, carregamos um fardo imenso, fomos tratados como anexo, como apêndice do Judiciário. Embora, graças a muito esforço de nosso Sindicato, no PCS anterior, Lei 10.476/2002, tenhamos alcançado uma vitória significativa ao obter um percentual de GAMPU superior ao da GAJ do Judiciário, não mais obtivemos o mesmo resultado nas tratativas posteriores. Salientemos que não se trata de nenhuma “birra” ou menosprezo em relação aos colegas do Judiciário, companheiros nossos na luta pelo fortalecimento dos servidores públicos, mas numa questão de coerência, de justiça, posto que o perfil de nossa categoria, atividades desenvolvidas, número de servidores e, conseqüentemente, o impacto orçamentário das conquistas remuneratórias, estão muito mais próximos de categorias como servidores da CGU e do TCU do que do Judiciário. Aliás, a atitude de alguns dirigentes de sindicatos do Judiciário de insistir na pseudo-representação dos servidores do MPU e, como estratégia justificativa, pregar a confusão das categorias, tem causado inúmeros prejuízos, servindo de contra-peso às nossas tentativas de avanços.

Todavia, mais do que nunca, nossa categoria demonstrou de forma cabal que não aceita mais esta situação e que deseja de uma vez por todas caminhar por suas próprias pernas lado a lado com seus semelhantes e não carregando nas costas um fardo que lhe é muito maior.

As condições estão postas, estamos construindo o PCS mais democraticamente elaborado da história do MPU e estamos convictos de quem devem ser nossos parceiros primordiais, a quem podemos ser comparados.

Vamos em frente, O SINASEMPU SOMOS TODOS NÓS, agora sem peso nas costas!!!

Anderson Cláudio de Melo Machado
Diretor Nacional de Mobilização e Formação Sindical