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Artigo |
10/11/2005 - 10hTexto: Leopoldo Barreto Cavalcanti/PRM Santa Cruz do Sul/RS Amigos(as) Encontramo-nos em um
momento vital para o encaminhamento de nossas expectativas profissionais
dentro desta casa, a qual servimos, dia a dia, com orgulho, dedicação,
respeito e lealdade. Diante desta
realidade que se apresenta, no que se refere à minuta do PCS, não pude
me omitir, aliás, não podemos nos omitir! Não há outra opção:
precisamos convergir nossos objetivos em prol de um único foco... O PCS, como
apresentado, nesta última e secreta versão, está completamente
desfigurado e o momento para discussão é este! É agora! Não adianta
esperar por 2010. Sim! Caso seja
enviado ao Congresso Nacional e aprovado tal como se encontra, o nosso
PCS, que já nasceria defasado caso fosse implantado integralmente, terá
seus aspectos positivos ainda mais prejudicados caso seja integralizado
em distantes 5 anos. Em longínquos 1825 dias. O orçamento do MPU
está apertado, é verdade, mas a responsabilidade de gestão e,
principalmente, de divisão dos recursos não é nossa. Não é justo,
portanto, que assumamos sozinhos as conseqüências de eventuais
determinações equivocadas. Peço licença para
utilizar uma metáfora, uma história para explicar o porquê deste
parcelamento em 5 anos que a PGR tenta impor-nos unilateralmente a todo
custo... Pois bem, esta minha
metáfora começa com a constatação de que passamos, TODOS, por
momentos de escassez. Hipoteticamente, para
superá-los, utilizamos reservas cuidadosamente armazenadas para
ultrapassar as dificuldades. É como se tivéssemos
guardado em estoque 100 preciosas laranjas. Estas frutas foram
acondicionadas cuidadosamente para serem distribuídas, nos instantes
mais difíceis, com todos os 300 integrantes da nossa tripulação. Sim!! nesta hora, as dificuldades devem ser RECONHECIDAS para TODOS!! Afinal, aqui é a
Casa cuja nobreza de seus ideais e princípios são, ou deveriam ser,
inquestionáveis. É o lugar onde estão
depositadas as esperanças de todos, e não de um grupo, na busca
incessante pelo Justo!! Pois bem!! Voltando
à história... o Comandante de nossa embarcação finalmente deu início
à distribuição das laranjas estocadas. Neste momento TODOS estão otimistas, confiam muito no Comandante!! Todos acreditam na
sua capacidade de distribuir com JUSTIÇA os exíguos alimentos DISPONÍVEIS. Rapidamente ele deu a
ordem prioritária: Ordenou que as 90
primeiras frutas, as melhores e mais vistosas do total de 100 laranjas,
fossem distribuídas, apenas e exclusivamente aos 10 principais e mais
importantes funcionários da embarcação, os quais, como todos na
tripulação, são extremamente competentes e dedicados. Findo este primeiro rateio, e cumprida integralmente sua determinação, sobraram, agora, apenas 10 laranjas das 100 inicialmente disponíveis, as quais precisarão ser milagrosamente distribuídas com os
outros 290 integrantes, trabalhadores estes, que por ainda NADA terem
recebido, aguardam ansiosos e confiantes pela JUSTA e MERECIDA retribuição
de seu labor. E agora vem a
pergunta: Como o Comandante, após o comprometimento de 90% de todo o
estoque, irá distribuir tão poucos frutos remanescentes (10 laranjas)
com tanta gente (290 integrantes)?? O comandante vai
tentar parcelar a distribuição das laranjas? De que forma? Em 5 anos?
Será justo? Deixo a pergunta em
aberto. Agora trazendo para a
nossa realidade: O Orçamento do MPU
(as laranjas da metáfora) ficou curto porque todos os recursos disponíveis
já foram quase integralmente comprometidos e distribuídos. Da forma com que a
divisão dos recursos foi norteada o que restou da margem orçamentária
é algo ínfimo. O número de
trabalhadores que nada receberam, todavia, ainda é enorme. No nosso barco,
infelizmente, poucos já conseguiram ser beneficiados. A responsabilidade de gestão e divisão dos recursos não foi nossa. Repito a pergunta:
Será justo, portanto, que assumamos sozinhos as conseqüências
de eventuais determinações oriundas de quem tem este poder? De outra banda, agora com relação ao aumento do percentual de CC'S, extra-quadro, dentro da Instituição. Não há como não
ficar perplexo! É indiscutível que
esta mudança proposta pela Administração privilegia indicações
particulares e não valoriza os servidores concursados. Para ingressar nos
quadros do MPU, sabemos, a concorrência chega à casa das dezenas DE
MILHARES. Não se pode crer em teses inócuas que apregoam a existência
de servidores desqualificados e absolutamente incapazes de integrar os
postos mais importantes da Instituição!!! Não se pode crer que
seja preferível, a pretexto de "engessamento" (sic), que se
aumente o percentual de profissionais extra-quadro no MPU apenas por
entender que na avaliação pessoal de alguém da administração,
existam particulares "brilhantes", que em detrimento dos
concursados devam ocupar, de forma ainda mais intensa, as funções mais
importantes da nossa Instituição. Não se pode crer que
a um particular, extra quadro, não seja necessária a exigência do
Concurso Público, meio incontestável pelo qual se procede com Justiça
toda e qualquer seleção democrática!! Não podemos
ratificar esta afirmação de que entre nosso corpo efetivo de
servidores concursados não é possível encontrar indivíduos
dedicados, eficientes e com competência!! Ora, se estamos
diante de tantas dificuldades orçamentárias, até mesmo para implantar
o PCS, por que despender valores ainda maiores com a contratação de CC'S,
extra-quadro, que notoriamente geram despesas superiores aos cofres públicos? Por que desvalorizar
quem dedica sua vida pela Instituição em prol de quem entra por indicação,
sem o mesmo compromisso, e que após passar "uma chuva" vai
embora para assumir outras responsabilidades em outros rumos?! Deixo aqui um convite
aberto à reflexão, e repito, aconteça o que acontecer, decidam o que
decidir, estaremos sempre TODOS NO MESMO BARCO.
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