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4/12/2006
Homenagem
a um amigo
Por
Paulo
Rabelo - Servidor
lotado na PR/PA
Cleonaldo,
Meu querido e inesquecível amigo, ainda atordoado com a notícia,
decidi escrever diretamente para você, por acreditar, firmemente, que
você me lê.
Compartilhar da sua alegria, amizade e lealdade foi uma honra, sinto-me
um privilegiado pelo tempo - ainda que curto - de convivência material.
Palavras que por muitas vezes dirigi a você é que reitero neste
momento de tristeza e saudade.
O alento de que nossa amizade não terminou, apenas modificou-se em sua
dimensão, hoje não mais física, ameniza o nó na garganta que se
instalou desde hoje de manhã quando recebi a notícia por meio do nosso
Paulo Régis.
Cara, você continua vivo e vivo permanecerá no meio de todos aqueles
que, assim como eu, lhe querem bem. A sua energia, seus fluidos e todo o
conjunto da obra desse ser adorável, nesse espaço de tempo que lhe
coube entre nós, é eterna, a sua luz jamais se apagará.
Neste momento, quando os porquês invadem nossas mentes, apenas a
resignação em tentar aceitar aquilo que não podemos compreender, parece-me ser o caminho mais coerente para suavizar a dor.
Vai em paz companheiro, segue em frente rumo à luz, leva o nosso
carinho, afeto e amizade nesta viagem, nessa nova etapa de tua
caminhada.
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