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NOTÍCIAS NA AGO
10/11/2008
- 11h15
Exercício da democracia e luta
sindical encantam novos delegados
A militância do SINASEMPU está mais
forte, a partir desta XII AGO,
realizada de 30/10 a 2/11, em Natal (RN). Une a experiência dos
servidores
que construíram a história do sindicato à garra dos novos
companheiros que
atenderam ao chamado para a luta.
Com sotaques que revelam a grandiosidade do país, essa nova
militância sai
da AGO animada para pleitear um novo plano de carreira, a adoção
isonômica
da jornada de 7 horas de trabalho, sem perder o foco na luta pelas 6
horas
dentre outros benefícios específicos para a categoria, mas também
para reivindicar um MPU mais voltado para o social, para a busca de
soluções para os problemas da sociedade brasileira.
E, mais do que isso, para buscar o fortalecimento do sindicato,
aumentando o número de filiados e unificando a categoria. Conheça um
pouco do que pensam mais alguns dos novos militantes do SINASEMPU:
"AGO
é o legítimo exercício da democracia"
João Valter Pinheiro da Silva, de Rondônia, entrou no MPU
recentemente, em
julho de 2007, e no mesmo dia já se filiou ao SINASEMPU. Suas
primeiras impressões sobre o sindicato, porém, não foram as
melhores. "As pessoas diziam que era difícil e cansativo participar
das AGOs. A impressão que eu tinha era a de que era algo
improdutivo. Servidores mais antigos diziam que o pessoal viajava
para fazer turismo. E não foi nada disso o que vi aqui", relatou.
João Valter, que já na sua primeira AGO foi escolhido para a difícil
missão de compor a mesa diretora dos trabalhos, conta que, no
primeiro dia, ficou assustado com a aparente confusão da assembléia,
com todos falando, decidindo os mínimos detalhes coletivamente.
"Logo percebi que isso é o legítimo exercício da democracia, no
sentido real do conceito grego, onde todos podem falar e a minoria
acata as decisões da maioria. E vi também que aquele caos aparente
do início vai se auto-regulando, e as coisas começam a acontecer".
Cada vez mais animado a integrar a luta do Sindicato, o novo
servidor do MPU se pergunta, agora, como compartilhar com sua base
tudo o que viveu na AGO. "As pessoas que não conhecem o movimento
mais a fundo acham que as coisas não acontecem por falta de vontade
política dos envolvidos, mas não fazem a menor idéia do quanto o
processo decisório é complicado. A construção do movimento sindical
é um processo dialético que demanda tempo, e muitas pessoas tendem a
associar possíveis demoras com inércia", opinou.
Agora, ele quer discutir formas de
mostrar à base a verdadeira dimensão do processo que leva às
deliberações que chegam para ela já mastigadas.
"Precisamos conscientizar as bases, e também os próprios diretores e
delegados, sobre o que de fato é o sindicato para, assim, podermos
fortalecê-lo. Todas as demais lutas partirão daí. Os servidores
precisam saber que o sindicato é cada um deles". Para isso, ele
aposta no aumento da oferta de cursos de formação sindical. "Para as
próximas AGOs deveríamos oferecer mais palestras para todos os
presentes, para assim criarmos multiplicadores".
"Não imaginava a abrangência do sindicato"
Larissa Stollz Figueiredo, do Paraná, é filiada ao SINASEMPU desde
1997, quando entrou para o MPU. Já foi suplente da diretoria
regional do Estado, mas jamais teve uma participação mais efetiva.
"Nunca ocupei nenhum posto em que tivesse voz", brinca ela. A
motivação para participar desta AGO partiu da diretoria
regional, que indicou seu nome. "No princípio, meu objetivo era
simplesmente o de interagir com os colegas dos outros estados, além
de trazer as pautas apresentadas pelos colegas,", confessou.
A participação direta na AGO mudou seu
pensamento. "Quando não se participa, não se imagina a
abrangência da atuação do sindicato. Nas discussões, descobri que
eu, mesmo sem saber, tinha várias propostas para apresentar. Estou
gostando muito. É um trabalho sério, desgastante, em prol de toda a
categoria, inclusive dos não sindicalizados", afirmou. Para a
delegada, é imperativo que a participação aumente. "Para mim, o
aumento do número de filiados deve ser a principal bandeira do
SINASEMPU para o período".
"A AGO é um aprendizado muito grande"
Antônio Celso se filiou ao SINASEMPU logo após entrar para o MPU, em
1994.
Entretanto, decepcionado com o que considerou uma atuação pífia da
diretoria da época, logo saiu. Seu retorno à entidade representativa
da categoria se deu na primeira gestão do atual presidente, Luiz
Ivan Cunha Oliveira, quando sentiu que o sindicato finalmente
adotara um perfil mais combativo. "A mudança na atuação do SINASEMPU
foi perceptível, e eu me refiliei, inclusive manifestando
publicamente os motivos", afirma.
Com a abertura das inscrições para
delegados de base desta AGO, decidiu repentinamente que era hora de
contribuir mais com a categoria. Se inscreveu e iniciou a campanha.
Perdeu a eleição para delegado proporcional, mas não desanimou.
Intensificou o trabalho de convencimento dos colegas, e acabou sendo
o delegado de base por ramo mais votado na sua unidade, a
PR-RS."Mesmo não tendo uma história de militância no SINASEMPU, as
pessoas conhecem meu perfil combativo, de sempre reivindicar o que é
o correto para todos".
Na AGO, preferiu intervir menos e observar mais. "É uma experiência
fantástica. Um aprendizado muito grande. Estou observando tudo,
tentando me inteirar de como funciona o movimento sindical dos
servidores do MPU", resumiu. Seu descontentamento se resume ao
comportamento de alguns colegas que, excessivamente dispersos,
acabam prejudicando o andamento dos trabalhos.
Entretanto, avalia que a boa atuação
da mesa diretora, em especial do presidente, Geovani Schroeder, tem
ajudado bastante na fruição das atividades. "Felizmente, o
presidente da mesa diretora possui uma postura muito democrática.
Consegue direcionar os trabalhos e garantir a participação de
todos". O delegado confessa que precisou fazer uma auto-avaliação do
quanto é, na prática, verdadeiramente democrático. "É difícil
conviver com a falta de disciplina dos colegas que se dispersam e
depois retomam discussões já superadas, prejudicando o trabalho do
conjunto", desabafa.
Quanto às lutas que o SINASEMPU precisa empreender no próximo
período para
se fortalecer ainda mais, ele não tem dúvidas de que a principal é
investir na divulgação das ações do sindicato. "Tenho certeza de que
se a categoria conhecesse, de fato, a atuação do sindicato, a
filiação iria aumentar muito. Precisamos descobrir novos meios de
informá-la sobre as ações realizadas", concluiu.
06/11/2008 -
10h05
Redução efetiva da jornada
permanece como bandeira de luta dos servidores do MPU
A redução da jornada de
trabalho para 6 horas diárias, sem sobreaviso, continua
sendo uma das principais bandeiras de luta dos
servidores do Ministério Público da União, conforme
deliberação da plenária da XII AGO do SINASEMPU,
realizada em Natal (RN), de 30 de outubro a 2 de
novembro.
De acordo com o presidente afastado do SINASEMPU, Luiz
Ivan Cunha de Oliveira, a redução da jornada para 30
horas semanais (ou 6 horas diárias) consta no Plano de
Lutas da categoria das últimas três AGOs. "Queremos uma
redução efetiva da jornada, e não apenas a
flexibilização atual", afirma.
A Portaria nº 468, assinada pelo procurador-geral da
República, Antônio Fernando Silva, em 23/9/2008,
possibilita que os procuradores-chefes adotem o regime
de 35 horas de trabalho, resguardando as outras cinco
para sobreaviso.
A medida, entretanto, não foi adotada de forma isonômica
pelas administrações das diferentes unidades do MPU. "Ao
deixar ao arbítrio dos gestores locais a definição da
jornada, sem redução efetiva, o procurador-geral da
República perdeu a oportunidade de estabelecer uma
jornada mais humana e, comprovadamente, mais eficiente
no âmbito do MPU. Não baixaremos a guarda, queremos
redução efetiva: 30 horas semanais, sem sobreaviso",
informa o diretor de Mobilização do SINASEMPU, Anderson
Machado.
Plano de
lutas
A Diretoria de
Mobilização do SINASEMPU vai sistematizar as diversas
contribuições ao Plano de Lutas da XII AGO, apresentadas
pelos delegados, antes de enviar a minuta final à
categoria. De acordo com o diretor de Mobilização,
Anderson Machado, serão consideradas também as
contribuições apresentadas pelos Diretores Seccionais na
reunião ocorrida no período que precedeu à AGO. Segundo
ele o tempo estimado para conclusão do processo é de 15
dias.
05/11/2008 - 18h05
SINASEMPU aprova seu Código de Ética
Pela primeira
vez, desde que foi fundado, em 1995, o SINASEMPU conta
com um Código de Ética para balizar a conduta de seus
filiados. “A aprovação do Código foi, sem dúvida
alguma, uma das deliberações mais importantes da XII
AGO”, afirma a presidente em exercício do SINASEMPU,
Márcia Broxado.
O conselheiro
Jaime Arcádio Haas Kist, que participou do Conselho de
Ética eleito com a missão de redigir a minuta
apresentada à plenária da AGO, ratifica a importância
histórica da deliberação. Segundo ele, na AGO passada,
outra proposta de código já havia sido apresentada aos
delegados. Entretanto, não fora aprovada.
“A minuta que o
Conselho apresentou foi aprovada por maioria,
acrescida de uma cláusula que prevê a revisão do texto
durante a próxima AGO, para que ele possa sofrer
alterações para sanar possíveis falhas”, esclarece
Kist.
Debates
acalorados
Apresentado à plenária como segundo ponto de pauta da
XII AGO, a aprovação do Código de Ética suscitou
debates acalorados. Alguns delegados queriam discutir
a minuta ponto a ponto, apresentando sugestões de
revisão. A maioria, porém, optou pela aprovação da
totalidade da proposta, com a perspectiva de revisão
das possíveis falhas na AGO seguinte.
Jaime
Arcádio considera a decisão acertada. Para ele, é
imperativo que o sindicato passe a contar com um
Código de Ética o mais rápido possível. Quanto às
possíveis falhas da minuta, observa que, para ser
melhor compreendido, o Código de Ética do SINASEMPU
precisa ser lido na sua totalidade. “Em muitos casos,
uma dúvida que surge em um momento é sanada
posteriormente”.
Embasamento legal
Ele
informa também que, para chegar à minuta apresentada à
plenária, os conselheiros se debruçaram sobre diversos
documentos: códigos de ética de vários outros
sindicatos, além da constituição Federal e do Código
de ética dos Servidores Públicos, lançado pelo
Executivo.
“Tentamos extrair o que havia de mais relevante em
cada um dos códigos examinados, mas pudemos observar
também que há princípios éticos universais, comuns a
todo eles, e aplicáveis a qualquer categoria. O Código
proposto está baseado em muitas pesquisas”, defende.
Independência de
atuação
O
conselheiro ressalta que o Conselho de Ética atua de
forma totalmente independente da diretoria do
SINASEMPU, até para que os filiados não se sintam
constrangidos em denunciá-los, caso julguem
necessário.
Por isso, as denúncias devem ser encaminhadas
diretamente à presidente, Ruberli Almeida de
Oliveira, pelo e-mail
ruberlialmeida@gmail.com.
Segundo Jaime, os processos correrão no mais absoluto
sigilo.
02/11/2008 - 14h50
SINASEMPU sai mais forte e maduro da XII AGO
O SINASEMPU sai mais forte e mais maduro da sua XII Assembléia Geral
Ordinária - AGO, realizada em Natal (RN), de 30/10 a 2/11. A
avaliação é da presidente em exercício do sindicato, Márcia Broxado.
“De modo geral, a AGO foi muito positiva. Nós percebemos um
amadurecimento dos delegados em relação à participação e ao
comprometimento com a categoria e com a entidade”, afirmou.
Márcia
Broxado destacou as palestras proferidas, abordando a necessidade de
ampliação da consciência da categoria para as lutas que terá que
empreender, principalmente em função do agravamento da crise
econômica. “As palestras realizadas nos dias que antecederam o
evento foram fundamentais para essa tomada de consciência”, analisa
ela. Dentre os palestrantes, estão o economista Rodrigo Ávila, da
Auditoria Cidadã, pelo juiz substituto do Tribunal Regional do
Trabalho da 17ª Região (ES), Fábio Eduardo B. Paixão, e pelo
assessor político do SINASEMPU, Edílson Silva.
Das
atividades realizadas propriamente pela AGO, Márcia considera que
entre as mais importantes está a aprovação do primeiro Código de
Ética da entidade. Conforme Jaime Arcádio Haas Kirst, membro do
Conselho de Ética, a minuta aprovada possui uma cláusula que prevê a
revisão do texto do código na próxima AGO, que poderá sofrer
alterações para se adequar às necessidades da categoria.
“Para
construir a minuta,
analisamos os códigos de vários
outros sindicatos, além da constituição Federal e do Código do
Servidor Público, feito pelo Executivo. Estamos certos de que, se
lido no seu conjunto, o Código de Ética do SINASEMPU contempla as
necessidades da categoria, com o embasamento necessário”, afirma
ele.
A presidente em exercício destaca também, como fruto importante dos
trabalhos da AGO, a aprovação do aumento no percentual do repasse
destinado ao fundo de realização do evento, que até então era de 5%,
e não estava sendo suficiente para custear as despesas. “A proposta
inicial da diretoria estabelecia o aumento para 15%, mas a plenária
aprovou sua fixação em 10% do repasse. Ainda não é o ideal, mas já
ajudará, porque o custeio de uma AGO é, hoje, a maior despesa do
sindicato”, esclarece.

Ela cita, ainda, as alterações do Regimento Eleitoral, que irão
respaldar o trabalho da Comissão eleita durante o evento para
conduzir o pleito em 2009. “Essas alterações irão possibilitar que a
comissão possa trabalhar com mais segurança e embasamento”, diz ela,
ao lembrar que o acirramento do debate verificado na AGO certamente
repercutirá durante o debate eleitoral. A Comissão Eleitoral será
composta por Luiz Boura (MT), José Valdir (RO), Barak Miguel (SP),
César de Castro (RS) e Geovani (GO).
XIII AGO
Minas Gerais irá sediar a próxima AGO do SINASEMPU. Minas Gerais
saiu vitorioso de uma disputa com outros seis estados do país:
Distrito Feral, Goiás, Santa Catarina, Ceará, Amapá e Rio de
Janeiro. Foram 39 votos favoráveis à Belo Horizonte e 27 ao Distrito
Federal, o que dispensou a necessidade da mesa estender a contagem
de voto dos demais municípios.
01/11/2008 - 19h40
XII AGO: Delegados discutem
alterações estatutárias
Em mais um dia de debates acirrados, os delegados da XII AGO do
SINASEMPU discutiram as alterações do Estatuto da entidade, neste
sábado (1/11), em Natal. Informações sobre as questões jurídicas do
sindicato e os debates sobre a alteração do tempo de mandado da
diretoria e o condicionamento do repasse da verba das seccionais à
apresentação de um plano anual de trabalho foram alguns dos
destaques do dia.
Os trabalhos tiveram início às 8:40 horas, com um pedido de informe
da Diretoria Jurídica do SINASEMPU. O diretor Paulo Rabelo dividiu
com a plenária sua preocupação com custos das sucumbências dos
processos perdidos que, pelo atual Estatuto, ficam integralmente ao
encargo do sindicato.

“Temos
muitas ações em curso e muitas sucumbências também. Está difícil
para o sindicato arcar sozinho com todas elas. Ratificamos a
inclusão de cláusula no
Regulamento
de Assistência Jurídica que
possibilitará, analisando caso a caso, que os valores referentes à
sucumbência sejam suportados pelo filiado”, explicou Paulo Rabelo.
Na seqüência, a vice-diretora Jurídica, Maria Angélica , relatou o
andamento de ações em curso, como a da devolução do imposto de renda
sobre os 11,98%, do desconto do imposto de renda sobre o auxílio
pré-escolar. No caso dos técnicos de apoio especializado, ela
relatou que o pedido de liminar para garantir a eles o direito à GAS
foi negado e o Sindicato está estudando a possibilidade de interpor
agravo.
O delegado Flávio Santos da Silveira, do Rio Grande do Sul, propôs
que o mandato da Diretoria do SINASEMPU, em qualquer cargo, passasse
a ser de três anos, sendo permitida a reeleição por mais um mandato,
à exceção do cargo de presidente. A proposta foi encampada pela
diretoria, mas rejeitada pela plenária, já que obteve apenas 41
votos.
“Nós apoiamos a proposta porque o mandato de dois anos, como
explicou o autor da proposta, acaba engessando a atuação da
diretoria, já que o segundo ano já é eleitoral. As AGOs que
antecedem as eleições, como é o caso desta, já ficam prejudicadas1to
do debate, que impedem o bom andamento dos trabalhos”, lamentou
Paulo Rabelo.
O diretor comemorou, entretanto, a vitória da sua proposta de
alterar o estatuto no sentido de condicionar o repasse das
diretorias seccionais à apresentação de um plano anual de trabalho,
que foi aprovada com 56 votos. “A alteração tem a perspectiva de
fortalecer a parte do sindicato onde o trabalho acontece. É uma
forma de estimular o diretor seccional a realizar um trabalho
fundamental para o SINASEMPU”, justificou.
31/10/2008
- 19h50
XII AGO: Regulamento aprovado democratizará processo eleitoral
A proximidade da eleição para a nova diretoria do SINASEMPU, que
será realizada em maio de 2009, esquentou o debate sobre as
alterações do Regulamento Eleitoral, durante a XII AGO, em Natal
(RN). As discussões sobre o tema, que tiveram início na tarde da
quinta-feira (30/10), só
foram parcialmente concluídas na tarde desta sexta-feira (31/10). Os
itens que implicam na alteração do Estatuto do Sindicato ficaram
para ser votados posteriormente, o que não ocorreu até o fechamento
desta matéria, às 18h.
Para o presidente afastado do SINASEMPU, Luiz Ivan Cunha Oliveira,
as alterações aprovadas são positivas para a consolidação do debate
participativo na entidade. "Essas mudanças vão contribuir para a
democratização do processo eleitoral. Inclusive, ainda discutiremos
a possibilidade da realização de um debate entre os candidatos por
meio de teleconferência, o que poderá garantir uma participação
ainda maior dos filiados nas próximas eleições", afirmou.
A primeira proposta de encaminhamento para a discussão do Estatuto
partiu do Flávio Santos da Silveira, do Rio Grande do Sul, que
sugeriu a discussão e votação de artigo por artigo, paralelamente à
apresentação das alterações. O diretor de Mobilização do SINASEMPU,
Anderson Machado, sugeriu que a discussão fosse suspensa para que os
delegados tivessem
maior tempo de apreciar o documento. Sua proposta, entretanto, foi
rejeitada.
Paulo Ângelo de Souza Macambira, do Ceará, questionou como se daria
a votação dos itens que alterariam o Estatuto do SINASEMPU. Propôs,
na seqüência, que esses pontos fossem votados de forma casada com as
alterações do Estatuto, em outro momento da assembléia, o que foi
acatado pela plenária. Os trabalhos foram suspensos às 20h,
sendo retomados às 9
h desta sexta-feira.
Propostas inovadoras
Dentre as muitas propostas surgidas durante as discussões em
plenário, uma delas foi a de Gilson de Barros, de São Paulo, que
propôs a instituição do voto eletrônico nas eleições do SINASEMPU,
suscitando a participação de outros colegas no debate. A plenária
indicou a criação de uma comissão, formada por um diretor e três
membros da base, para discutir o assunto e apresentar parecer na
próxima AGO.
Mário Fêlix propôs também a liberação dos candidatos de suas funções
no MPU dez dias antes da eleição, para que possa atuar junto a base,
providenciando sua campanha, propaganda e fiscalizando o pleito.
Outros delegados, porém, alertaram que o SINASEMPU não poderia
garantir a liberação dos candidatos. A proposta foi adequada para
que o sindicato solicitasse tais liberações ao MPU, sendo aceita
pela plenária.
Clayton Emanuel Rodrigues, de Santa Catarina, apresentou proposta no
sentido de ampliar os espaços de debate entre as chapas inscritas
para a eleição. A proposta, após receber contribuição de outros
delegados, foi parcialmente acolhida pela Plenária. "A proposta
seria ideal, mas o Sindicato não teria condições financeiras de
implantá-la", explicou o diretor Jurídico, Paulo Rabelo.
Dessa forma, ficou aprovado que a Comissão Eleitoral Nacional
garantirá às chapas inscritas no pleito, com antecedência de pelo
menos 30 dias, a edição de jornal específico sobre as eleições, com
direitos iguais para as chapas apresentarem suas propostas e
composição, e espaço específico na página do SINASEMPU com a mesma
finalidade, divulgando ainda um breve currículo dos candidatos, além
de abertura de lista eletrônica para os filiados discutirem as
propostas apresentadas pelas chapas.
No período da tarde, os delegados da XII AGO discutiram o tópico
Análise de Conjuntura.
31/10/2008
- 16h55
Novatos reforçam o quadro da militância do SINASEMPU
A renovação da militância do SINASEMPU é uma das características da
XII AGO do SINASEMPU, realizada em Natal (RN), até o dia 2/11, que
muito agradou aos quadros mais antigos do Sindicato. Dentre os 89
delegados eleitos para representar a base, estão dezenas de novos
filiados que participam pela primeira vez da maior assembléia da
categoria e procuram
somar com os quadros mais antigos na luta por melhores condições de
vida e trabalho para os servidores do MPU.
"Fiquei
estupefato com o ambiente democrático da AGO" O delegado Clóvis
Segundo, de Pernambuco, que participa pela primeira vez de uma AGO,
ficou estupefato com o ambiente democrático que encontrou no evento.
"Foi uma grata surpresa encontrar um ambiente assim, tão
excessivamente democrático. Realimentou minha fé na democracia, na
luta social, na sociedade unida em prol de melhorias para todos",
afirmou.
O delegado, que entrou no MPU em 2005, participava do movimento
sindical por meio do Sindicato Nacional das Telecomunicações -
Sintel, já que trabalhava para a Telemar. "Eu conheci o SINASEMPU em
uma reunião promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra -
MST, que fui a convite do Sintel. Naquela época, entretanto, não
olhava o Sindicato do
MPU com bons olhos", confessa.
Clóvis conta que ele, como a maioria dos sem-terra, tinha seus
preconceitos contra servidores públicos, categoria que julgava
excessivamente egoísta, em função do poder aquisitivo que possui.
"Eu acreditava que os servidores eram privilegiados, capazes de
explorar outros trabalhadores - como empregadas domésticas, por
exemplo - sempre que tivessem oportunidade. Por isso, depois que fui
aprovado no MPU relutei um pouco antes de participar mais
ativamente", justifica.
Sua estréia no maior evento do SINASEMPU, entretanto, o fez mudar de
idéia e passar a confiar na luta coletiva da sua nova categoria.
"Não esperava tanto. Achava que o movimento dos servidores do MPU
olhasse apenas para seu próprio umbigo, mas, pelas discussões que
presenciei na AGO, percebei que as pessoas têm uma consciência
política muito boa. Estou muito bem impressionado. Isso me animou a
voltar a militar no movimento sindical", concluiu.
"Precisamos
conquistar a unidade"

Aerson Rocha, do Maranhão, não compartilha com a mesma empolgação do
colega. Considerou que muitas pessoas presentes ao evento pareciam
muito dispersas e desinteressadas na luta. Elogiou a palestra
proferida pelo juiz Fábio Paixão, na noite de abertura, mas criticou
a dinâmica assumida pela mesa que assumiu a direção dos trabalhos a
partir da manhã de quinta-feira (30/10).
"A impressão que tive é que muitos assuntos são debatidos a toque de
caixa, sem a devida atenção, e isso acaba inibindo a participação
das pessoas que querem contribuir", disse. Para ele, que é filiado
ao SINASEMPU há cinco anos, essa pressa em esgotar os pontos de
pauta pode ser um dos motivos que levam à dispersão da categoria.
O delegado, entretanto, acredita que o Sindicato vive um momento
extremamente importante e precisa se preparar para fazer o
enfrentamento necessário com o sistema. "Precisamos valorizar o
Sindicato perante a categoria para, assim, aumentar o número de
filiados, despertar o
interesse das pessoas sobre nossas lutas e, consequentemente,
aumentar nossa representatividade".
Conforme ele, o SINASEMPU tem obtido vitórias importantes que
precisam ser melhor divulgadas para a categoria. "O SINASEMPU
precisa criar novos canais de informação e dar maior formação
sindical à base participativa da categoria, para que essa base possa
convencer os colegas da importância da participação de todos. Porque
ainda temos o problema do Sindicato do Judiciário que divide nossa
base. Precisamos conquistar a unidade, trazendo os servidores do MPU
para o SINASEMPU", concluiu.
"Nosso
adversário é quem nos oprime"
A delegada Sílvia Regina Santiago, de Caxias do Sul (RS), também
achou que a AGO apresenta problemas que prejudicam o bom andamento
dos trabalhos. "A minha primeira impressão é que a AGO é muito
tumultuada. O Regimento Interno deixa brechas que propiciam
confusões. Nós, da categoria, precisamos revê-lo e, assim
possibilitar que a assembléia não perca seu objetivo principal",
afirmou.
Para ela, que também participa do maior evento do SINASEMPU pela
primeira vez, é perceptível que a direção do Sindicato é muito
dedicada, que as pessoas querem participar e melhorar a vida dos
sindicalizados, mas a atuação prática da categoria ainda precisa ser
melhor organizada e estabelecida.
Sílvia, que já participou de reuniões sindicais de outras categorias
como observadora, fortaleceu seu interesse em participar do
SINASEMPU após o congresso Regional realizado pela Seccional
Rio Grande do Sul, na sua cidade. "Foi um congresso muito positivo.
Os representantes da diretoria que participaram não deixaram ninguém
da base sem respostas. Mostraram que a diretoria sabe o que faz e é
muito bem preparada, sem fazer demagogia e
sem dar ilusões à categoria".
Sobre a desorganização da AGO, Sílvia acredita também que interfira
o fato de que o evento é nacional. "Aqui, nós temos o Brasil: São
unidades diferentes, culturas diferentes, níveis de escolaridade
diferentes. É uma mescla muito grande de gente com visões de mundo,
muitas vezes, conflitantes. Isso, somado ao problema do Estatuto,
com suas brechas, possibilita os desentendimentos", analisa.
Tal como o colega do Maranhão, ela defende que a principal bandeira
que deverá ser empunhada pelo SINASEMPU no próximo período é a união
da categoria. "Enquanto cada um só lutar por si, ninguém vai
conseguir caminhar muito longe. Não podemos boicotar a oposição,
desrespeitar o
colega que possui idéias divergentes. O nosso adversário não é o
nosso colega, mas sim quem nos oprime. Ao invés de brigas internas,
vamos olhar para o PGR, para o Legislativo", propõe.

"O
SINASEMPU tem me representado muito bem"
Clarisse Ascenço, do Rio Grande do Sul, que retornou à AGO após
quatro anos sem participar da assembléia, elogiou muito o evento.
"Sou filiada ao SINASEMPU desde que entrei no MPU, em 1992. No
início, eu participava porque não haviam outros filiados
interessados, o sindicato ainda estava em construção. Nos últimos
anos, achei correta dar a vez para os mais jovens, que estão se
interessando", explicou.
Para a delegada, a participação na AGO é importante porque permite a
reunião da categoria, a troca de idéias, a discussão dos problemas
pertinentes ao MPU em todo o país, além de ser uma confraternização.
"Eu já estava com saudades de participar, porque prezo muito o
SINASEMPU, sindicato que tem me representado muito bem nestes anos
todos".
30/10/2008
- 19h55
Aprovação do Código de Ética acirra o debate na XII AGO
A aprovação da prestação de contas e do Código de Ética marcou o
primeiro dia da Assembléia Geral Ordinária - AGO do SINASEMPU,
realizada em Natal (RN). Porém, enquanto o primeiro ponto foi
aprovado com a mais absoluta tranqüilidade, o segundo, após sua
aprovação, voltou a ser motivo de debates acirrados.

O relatório contábil apresentado pelo Conselho Fiscal foi
referendado nas primeiras horas da manhã, logo após a composição da
mesa diretora dos trabalhos, a inversão da pauta original e a fala
do presidente afastado do SINASEMPU, Luiz Ivan Cunha Oliveira que,
mesmo com problemas de saúde, compareceu ao evento para destacar a
importância da luta da categoria em
prol de melhorias para os trabalhadores do MPU.
Em seguida, os delegados passaram a discutir a proposta do Código de
Ética, apresentado pelo atual Conselho de Ética do sindicato. A
presidente do Conselho, Ruberli Almeida de Oliveira, propôs a
aprovação do código por um ano, período em que seria testado pela
categoria, já prevendo sua revisão na próxima AGO, em outubro de
2009.
A iniciativa, porém, foi questionada por alguns delegados, que
insistiram em discutir a redação final do texto imediatamente. O
plenário, entretanto, aprovou a proposta apresentada pela
Conselheira.
Discussões tardias
Após o almoço, quando já se preparava para apresentar ao plenário um
novo ponto de pauta, a mesa diretora foi surpreendida com
questionamentos sobre a falta de democracia na condução da AGO, já
que teria suspendido as discussões sobre o Código de Ética.
O filiado Clayton Emanuel Rodrigues, participando na condição de
observador, argumentou que, na AGO de 2006, fora aprovado que
a minuta feita pelo Conselho de Ética teria que ser remetida
diretamente para a aprovação da base. O diretor Jurídico do
SINASEMPU, Paulo Rabelo, explicou que, na AGO seguinte, o assunto
foi novamente apresentado ao plenário, que
o remeteu para apreciação desta AGO.
O delegado e membro da mesa diretora, César de Castro, acrescentou
que o ponto de pauta já estava superado, já que havia sido discutido
e aprovado pela manhã. O observador que contestou a condução dos
trabalhos não havia participado da discussão naquele período.
A mesa diretora pôs fim à discussão, passando a um novo ponto de
pauta: as alterações no regulamento eleitoral da entidade. Até o
fechamento desta matéria, às 18 horas, os delegados continuavam
reunidos, discutindo o tema.
30/10/2008
- 13h00
"Os trabalhadores não vão pagar, sozinhos, a conta da crise
financeira",
diz SINASEMPU
Preparar o sindicato para organizar os trabalhadores e impedir que
eles paguem, sozinhos, a conta da grave crise financeira que começa
a assolar as economias do mundo globalizado. Este é o desafio
imposto aos delegados e observadores da XII AGO do SINASEMPU, que
participaram da solenidade de abertura do evento, em Natal (RN), até
o dia 2 de novembro.
A
presidente em exercício do SINASEMPU, Márcia Broxado, abriu a
solenidade de abertura, às 20 horas, agradecendo a presença dos
quase cem delegados e observadores presentes, que representam os
servidores das unidades do Ministério Público da União - MPU de todo
o país.
"Vivemos um momento de crise, e são nos momentos de crise que as
pessoas se unem. Nós, servidores, não estamos imunes aos efeitos
financeiros desta crise. Se não nos unirmos, não iremos avançar e
fazer a luta que precisa ser feita. A AGO é um momento muito rico de
troca de experiências. Vamos aproveitar esse momento para pensar,
sonhar, respirar e ser SINASEMPU", convidou o diretor de
Mobilização, Anderson Machado.
O diretor Jurídico, Paulo Rabelo, lembrou aos presentes que a
população brasileira vive em um Estado neoliberal que incentiva o
individualismo.
Entretanto, a conjuntura política e econômica aponta para a
necessidade de os trabalhadores lutarem em conjunto para conseguir
avançar na conquista de seus direitos. "O sindicato tem o papel de
transformar o sistema instaurado, primando sempre pelo coletivo.
Nós, aqui, hoje, temos o grande desafio de construir um movimento
sindical forte", afirmou.
Sindicalismo no país e no mundo
A preocupação com a crise financeira, e com seus efeitos na
economia mundial, também marcou a fala do primeiro palestrante da
noite, o juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª
Região (ES), Fábio Eduardo B. Paixão. Doutor em Processo Civil e
Direto Penal pela Universidade de Estudos de Roma, ele discorreu
sobre seu objeto de estudo:
o sindicalismo no Brasil e no mundo.
"Será que quem vai pagar a conta da crise financeira será novamente
a classe trabalhadora?", questionou Paixão, ao afirmar que os
servidores públicos irão enfrentar uma situação de verdadeira
penúria nos próximos anos. "Os juízes, que têm um bom lobby no
Congresso Nacional, não estão conseguindo aprovar um reajuste de
1,5%. Imagine os demais", provocou, ao afirmar que as categorias de
servidores públicos terão que lutar muito para reverter esse quadro.
Conforme Paixão, no sindicalismo internacional, as categorias dos
servidores públicos não têm muita representatividade. "Nos Estados
Unidos, são proibidos até mesmo de negociar. No Brasil, a
Constituição lhes garante o direito à liberdade sindical, mas não há
uma legislação que puna as práticas anti-sindicais e mesmo o direito
de greve é questionado há todo momento", exemplificou.
Para o juiz trabalhista, essa
falta de anteparo legal faz com que a luta dos trabalhadores, em
especial dos servidores públicos, seja árdua, embora extremamente
necessária. "O organismo internacional que deveria incentivar o
sindicalismo, que é a Organização Internacional do Trabalho - OIT,
foi criado pelos países capitalistas justamente para manter os
sindicatos sob
controle. Tanto que a OIT não tem poder de sanção sobre os países
que descumprem as normas acordadas. Os sindicalistas terão que
encontrar outros caminhos para enfrentar o capital", afirmou.
O juiz lembrou, ainda, que a "judicialização" excessiva das pautas
sindicais só enfraquecem os próprios sindicatos, deslegitimando-os
como fóruns apropriados para a resolução de conflitos. "O bom
sindicalismo deve ser feito com noções de Jurídico, mas também de
Político. É preciso
negociar, protestar, descobrir formas alternativas de fazer o
enfrentamento. Não se pode deixar tudo nas mãos da Justiça".
Sindicalismo e luta de classes
O assessor político do SINASEMPU, Edílson Silva, encerrou a noite
falando sobre o fortalecimento do sindicalismo no serviço público.
Para o palestrante, a crise financeira provocará um aprofundamento
ainda maior da luta de classes, e os trabalhadores precisam estar
preparados para enfrentá-la.
"A luta de classes existe porque vivemos em uma sociedade dividida
entre os que detêm os meios de produção, a elite, e os que fornecem
a força de trabalho, os trabalhadores. Essas duas classes têm
interesses antagônicos: para um lucrar, o outro terá que sair
perdendo", explicou ele, para tentar demonstrar porque os
trabalhadores têm perdido tantos direitos, com o
avanço contínuo do capital nos últimos anos.
"A Luta de classes está se acirrando a tal ponto que, hoje, quem
está inserido no mundo do trabalho, mesmo que em péssimas condições,
já é tido como um privilegiado. Os trabalhadores vivem um momento de
refluxo nesta luta. As esquerdas estão sem rumo, principalmente no
Brasil, desde a queda do Muro de Berlim, do avanço do pensamento
neoliberal como hegemônico e do desmonte das organizações mais
aguerridas dos trabalhadores. A luta que se
faz hoje no sindicalismo brasileiro, em especial nas categorias de
servidores públicos, é apenas de resistência", acrescentou.
Para o assessor político, a crise financeira em curso mudará esse
quadro, trazendo os trabalhadores de volta à luta de classe, de
forma mais combativa. "Os servidores públicos, que pertencem à
classe média brasileira, estiveram anestesiados nos últimos anos,
devido a facilidade de crédito que os faziam acreditar que estavam
melhorando seu nível de vida. A crise acabará com isso. Os
sindicatos precisam se preparar para recebê-los e organizá-los para
fazer o enfrentamento com o capital", concluiu.
30 /10/2008
- 10h50
Diretores
das seccionais do SINASEMPU debatem crise financeira
internacional na XII AGO
Antes da abertura da XII AGO, que acontece em
Natal (RN), os diretores das seccionais do SINASEMPU ouviram
palestra com o economista Rodrigo Ávila, especialista em
finanças públicas e membro da Auditoria Cidadã da Dívida Pública
no Brasil. Rodrigo Ávila foi convidado pela Direção Nacional do
SINASEMPU para discorrer sobre “A crise financeira mundial e
seus reflexos no Brasil e na vida dos servidores”.
Durante
mais de duas horas, Rodrigo Ávila expôs os caminhos históricos que
levaram à atual crise, partindo de 1929 com a quebra da Bolsa de
Nova Iorque, passando pelo modelo keynesiano e desembocando no
modelo neoliberal. Aproveitando seu vasto conhecimento sobre o
processo de endividamento do Estado brasileiro, Rodrigo explicou o
histórico da dívida pública, seus mecanismos de reprodução e
manutenção, assim como seu impacto nas finanças públicas, sobretudo
no Orçamento Geral da União, que hoje dispensa mais de 50% de seu
total para pagamento de juros, amortizações e rolagem da dívida,
demonstrando que o discurso do pagamento da dívida externa não passa
de mais uma inverdade do atual governo.
Sobre os impactos na vida dos servidores,
Rodrigo discorreu sobre as movimentações do governo federal,
acenando já para cortes no orçamento de 2009, o que atingirá em
cheio os servidores e o serviço público, com quebra de acordos
salariais e anulação de concursos públicos já previstos. Outro
reflexo que poderá atingir diretamente aos servidores é a
restrição de crédito, com diminuição de prazos e elevação de
taxas. Os diretores puderam interagir com o palestrante, com
perguntas e observações.
Para o assessor político da direção nacional
do SINASEMPU, Edilson Silva, o debate foi muito rico e atual,
proporcionando aos dirigentes das seccionais melhores condições
de compreender os fenômenos que circundam esta grave crise
financeira e, conseqüentemente, melhores condições de armar a
categoria para enfrentar as dificuldades que certamente virão.
28/10/2008 - 16h10
Reunião em Natal consolida gestão participativa
do SINASEMPU
A reunião da diretoria executiva do SINASEMPU com
os diretores seccionais do sindicato - iniciada no dia 27/10, no
Imirá Plaza Hotel, em Natal/RN, local em que será realizada a XII
AGO do SINASEMPU - demarca um espaço de ampla troca de experiências
entre os participantes e consolida a gestão participativa, levada a
efeito pela Diretoria Nacional.
Os
trabalhos tiveram início na manhã do dia 27, com informes de cada
Seção Sindical, definindo-se em seguida a pauta, contendo os
seguintes itens: informes, da Diretoria Jurídica, estratégias e
bandeiras de luta, assuntos da Comunicação, Plano de Carreira e a
atual Crise, Plan-Assiste e imposto sindical.
Os informes repassados pelos diretores Jurídicos foram concentrados
nos andamentos das principais ações de interesse da categoria, dando
ênfase às ações sobre a situação dos TAEs, direito de advogar,
regulamentação do adicional de penosidade.
Dentre as estratégias de lutas, deliberou-se
por formas de viabilizar a campanha de filiação, presença da
diretoria nas bases, maior inserção do SINASEMPU nas lutas do
funcionalismo público e incremento nos convênios.
Com relação às bandeiras de luta, reforçou-se a
postura pela implantação da jornada de trabalho de 6 horas, sem
sobreaviso; combate ao assédio moral e ao sistema Grifo; melhoria na
qualidade de vida e nas condições de trabalho; valorização dos
servidores efetivos nas concessão de funções de confiança e de
cargos em comissão; melhoria na política de qualificação dos
servidores e luta a favor do aumento do número de servidores.
Ainda estão pendentes de discussão os pontos
referentes ao Plano de Carreira, Plan-Assiste e imposto sindical,
reservados para o turno da tarde.
A
reunião se encerrará no dia 29 de outubro com um mini-curso
ministrado pelo economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã.
Participam os diretores seccionais: Clóvis/PE,
Amaro/RJ, Elcimeire/AP, Crisóstomo/MA, João Walter/RO, Adailton/RR,
Brasdemir/MG, Sérgio/AL, Adeline/DF, Alceanira/PA, Eduardo/SE, José
Marcos/BA, Jorge/PB, Cleber/RN, Sóstenes/AM, Julio/RS, e
Raimundo/GO, bem como os membros da Diretoria Executiva Nacional,
Márcia Broxado, Anderson Machado, Paulo Rabelo, Maria Angélica,
Meiry Apolinário.
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