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Ata do IV Congresso Nacional do SINASEMPU |
ATA DO IV CONGRESSO NACIONAL DO SINDICATO NACIONAL DE SERVIDORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - SINASEMPU
Aos doze dias do mês de maio
do ano de um mil novecentos e noventa e nove, reuniram-se no Auditório do HOTEL
SAAN PARKS, Brasília/DF, os Delegados do SINASEMPU nos Estados, a Diretoria do
SINASEMPU e o Conselho Fiscal. Iniciaram-se os trabalhos com a composição da
mesa provisória pelo Sr. Arivaldo, como presidente, e Sra. Júlia, como secretária,
bem como os outros membros da atual Diretoria e, por sugestão do Sr. João,
houve o convite da Diretoria eleita para integrar a mesa; os mesmos, com base no
art. 37, que rege a votação e composição do objeto acima citado solicitaram
abertura da eleição para composição de mesa, mas antes foi solicitada uma
alteração na composição da mesa com a inclusão de mais uma função (
terceiro secretário ). Procedeu-se ao processo de inscrição e escolha dos
integrantes da mesa. Candidatou-se para Presidente o Sr. Maldonado; para
vice-presidente o Sr. Jorge; para segundo vice-presidente o Sr. Carlos; para
primeiro secretário o Sr. Luciano e a Sra. Rose; para segunda secretária a
Sra. Sandra. Confirmaram-se as candidaturas do Presidente, do vice-presidente,
do segundo vice-presidente. Como não houve candidatura para terceiro secretário,
fez-se um acordo no qual ficou estabelecido o seguinte: primeiro secretário o
Sr. Luciano, segundo a Sra. Rose e terceiro a Sra. Sandra. Instalou-se a mesa.
Como primeiro ato colocou-se em votação uma proposta para a utilização do
mesmo regimento interno utilizado no terceiro congresso do SINASEMPU. Para tanto
iniciou-se a leitura do regimento referido pelo Presidente da mesa. Após a
leitura do regimento interno anotou-se os seguintes destaques: Art. 2.- Parágrafo
Único – Afonso – referente a apresentacão dos palestrantes - após explanação
e colocações diversas, retirou seu destaque; Art. 6. – Moraes – limitação
do número de pessoas para defesa e contra - após explanação retirou seu
destaque; Art. 8. Parágrafo Terceiro – Aroldo - o qual efetuou uma questão
de esclarecimento sobre o parágrafo citado; Art. 9 - Mancuso propôs que os
votos fossem computados através do levantamento do crachá, fato que foi
aceito. A colega Lorena pediu que para as escolhas diferenciadas, como por
exemplo o Conselho Fiscal, o voto seja declarado verbalmente; Art. 10. – João
Câmara – controle de freqüência - ficou estabelecido a continuidade do
controle de freqüência através de duas listas passadas pelos períodos da
manhã e tarde, instrumentos a serem utilizados para o controle de presença e
emissão do certificado de participação defendeu a contagem de todos os votos
em contrapartida ao contraste; Art. 11. Arivaldo – discorreu sobre a
legalidade para assinar os certificados deste Congresso. Foi votado que o
Presidente atual deve assinar, pois a Assembléia terminará no dia 15 dando-lhe
legitimidade através desta votação. Houve a proposta de distribuição de cópias
do Estatuto atualizado e do Regimento Interno com as alterações para todos os
participantes. Sendo aprovado o Regimento, foram colocadas as propostas do horário
do funcionamento do congresso. Após votação, a proposta escolhida foi a do
Sr. Cezar, fixando-se o horário de funcionamento dos trabalhos das 8h30min ás
12h e das 13h30min ás 18h30min. A Sra. Nadia levantou a questão do quorum para
o estabelecimento das votações no plenário e, fez a colocação de que o
quorum é fixado de acordo com o número de Delegados cadastrados e não, de
presentes na Plenária. Foi declarado pela diretoria número de 110 delegados
cadastrados, o qual foi fixado como determinante para os regimes de maioria
simples e absoluta. Houve esclarecimento sobre a definição de maioria simples
e maioria absoluta pelo Sr. Carlos explicando que maioria simples conta-se a
partir dos presentes no ato de votação, enquanto que a maioria absoluta é
referente a maioria dos delegados cadastrados. O Sr. Mário sugeriu a adoção
de maioria absoluta com contagem de votos registrando os a favor, contra e
abstenções. Foi colocado pelos colegas que se faca um controle rígido dos
votos. Para entrar em votação há necessidade de 56 delegados presentes. Foi
levantada, pela Sra. Sandra/SP a necessidade de se estabelecer a definição do
papel do Delegado e, também, a ocorrência de ilegalidade no processo eleitoral
quando da escolha dos delegados de SP. Colocou-se em plenário a relevância de
se analisar os fatos ocorridos na eleição da delegação de SP. A plenária
decidiu, após votação, que era relevante, com 58 votos a favor, 29 contra e 2
abstenções. Levantaram-se propostas de como analisar: 1 – Sr. Luciano – A
formação de um grupo de análise das atas dos Estado que declararem
irregularidade na escolha. 2 – Sr. Gilmar – A diretoria reuna os delegados
de SP para verificar a legitimidade. A colega Lorena pediu uma complementação
para proposta 1, ou seja, que o resultado da análise seja apresentado à
Assembléia para que a mesma decida. A proposta 1 e o grupo para análise
escolhido foi a mesa, com exclusão da delegada de SP. Os trabalhos efetuar-se-ão
durante o período do almoço pela mesa. A mesa foi escolhida para efetuar este
trabalho com a votação de 43 a favor e 28 contra para que se formasse outra
comissão. O Sr. Mancuso solicitou o registro de seu voto de abstenção com sua
"indignação por entender, face a colocação para à Plenária da questão
da delegação de São Paulo. Tendo em vista que devem existir delegações de
outros Estados que estariam irregulares, e que os problemas foram resolvidos de
forma administrativa, e só para São Paulo foi colocada à plenária. O que
também é questão administrativa". Registrou-se que um delegado pediu a
presença do advogado do SINASEMPU. Na abertura da segunda sessão a mesa
relatou resumidamente o acontecido na escolha dos Delegados de São Paulo. Foram
efetuadas duas Assembléias simultâneas, as quais, posteriormente, não foram
consideradas legítimas pela Diretoria. Aconteceu que efetuaram-se duas escolhas
majoritárias em locais distintos e em horários iguais, o que impossibilitou a
participação dos sindicalizados. Originaram-se duas atas que "legalizavam
as eleições", o que resultou em duplicidade de candidatos eleitos por
vaga do ramo do MPF, fato considerado ilegal pela direção do sindicato. Como
medida de resolver os problemas foi determinada a realização de novas eleições
a serem convocadas pelo Diretor Seccional de São Paulo, Sr. Mancuso, já que
esta não foi possível, foi sugerido pela Diretoria a realização de um
acordo, que mais tarde tornou-se litígio exposto no congresso, sob alegação
de não haver nenhum acordo prévio. A Sra. Nádia questionou a existência da
Seção Seccional do SINASEMPU em São Paulo e foi respondida pelo Sr. Afonso
que a mesma não encontra-se registrada, mas foi reconhecida de fato. Informa,
ainda, que ocorreu eleição para a Diretoria da Seção quando da votação do
Regimento e que, embora não exista de direito a Seção Sindical a Diretoria
reconhece a validade da votação e, portanto, como representante do Sindicato
no Estado de São Paulo o filiado eleito para Diretor Seccional. A mesa colocou
em votação as propostas surgidas no congresso para a resolução do fato,
estas propostas foram: 1 – Invalidação de uma das atas e por conseguinte o
impedimento dos delegados a que ela se referir, bem como a existência de um
candidato a mais do que o permitido. 2 – Invalidade das duas atas. 3 –
Validade da delegação presente ao evento. Foram votadas e a proposta vencedora
foi a terceira. Foi feita um aponte pela sindicalizada Lorena para que não se
repetissem os mesmos erros nas próximas eleições. Levantou, ainda, a não
existência de regulamentação da situação da representante dos aposentados
em São Paulo. Houve a solicitação, por escrito, do Sr. Ricardo/MPF para que
se registrasse em ata que, convicto da legalidade da assembléia realizada no
MPT/SP manifestava-se contra o acordo e a favor da apuração dos fatos. Houve a
abertura da discussão da PAUTA proposta. A – Deliberação sobre as contas da
Diretoria Nacional – As mesma não estavam concluídas, portanto não poderiam
ser apreciadas. B – Discussão e aprovação do regulamento
administrativo/financeiro do SINASEMPU. Foi colocado por vários delegados a
dificuldade de estudo e aprovação, sem o prévio conhecimento e pelo tempo
escasso, sendo necessário o encaminhamento do documento para discutir nas
bases. Arivaldo defendeu a necessidade da aprovação da Minuta do Regulamento
Administrativo/Financeiro para o melhor andamento dos trabalhos da próxima
Diretoria. O Conselho Fiscal (responsável pela elaboração do esboço)
informou que o mesmo possui 56 artigos e que foram providenciadas 70 cópias, as
quais deverão ser distribuídas aos Delegados. Sugeriu grupos de estudo. Selma
colocou a importância e relevância do Regulamento e solicita a entrega da
minuta para a base com retorno das propostas. Iniciou-se a votação para
decidir se o item B seria excluído ou mantido. Resultado: 70 votos para exclusão,
16 contra e 3 abstenções com declaração de voto. O colega Valdir colocou que
declara seu voto, pois os participantes de Guarapari mudaram de opinião,
desprezando a votação dos assuntos funcionais na época. Nesse momento,
manifestaram-se vários delegados quanto a necessidade de discussão e
encaminhamento das questões funcionais com medidas concretas para poderem dar
retorno às bases. Foi colocado pelo Sr. João que existem questões
emergenciais no âmbito funcional para serem encaminhadas aqui no Congresso.
Passou-se a discutir o item C – Alteração do Regulamento Eleitoral. O colega
Valdir propôs a manutenção do item na pauta. Luciano colocou que o
Regulamento Eleitoral deve sofrer alterações. Votação para a exclusão ou
manutenção do item C. Resultado: 62 votos a favor da exclusão, 25 contra e 4
abstenções. Não houve declaração de votos. Iniciaram-se as discussões
sobre a inclusão de tópicos para a formação da pauta. Foram apresentadas várias
propostas que foram classificadas como Assuntos Funcionais. Alessandra propôs,
através de um requerimento, assinado por 16 delegados de alguns Estados, a análise
de documentos que chegaram as bases sobre o processo eleitoral, levantando
divergências e solicitando esclarecimentos. Houve solicitação da leitura do
referido documento pelo Presidente da mesa. Mário solicitou que haja um
detalhamento do documento. Na qualidade de membro da Comissão Eleitoral, Eldo
colocou a proposta do repasse do referido requerimento à Comissão Eleitoral.
Houve uma Questão de Ordem sobre a necessidade de votar em primeiro lugar a
inclusão ou não desta proposta de esclarecimentos. Iniciou-se a votação.
Resultado: 59 a favor da inclusão, 20 contra a inclusão e 2 abstenções. Não
houve declaração de voto. Foi colocado pelo Sr. Aroldo a necessidade da
elaboracão de um calendário para a conducão dos trabalho relativos aos
Regulamentos Administrativo/Financeiro e eleitoral com a proposta de que num
prazo de 60 dias haja devolucão pelos Estados com suas sugestões para que a
Diretoria possa consolidar um texto provisório para submetê-lo a votação e
aprovação posteriormente. Por contraste foi aprovada a proposta com 2 votos
contra e 1 abstenção. A Sr. Silvia propôs que aproveitássemos a oportunidade
de nossa vinda a Brasília para que fizéssemos uma visita à Câmara dos
Deputados e a Procuradoria Geral da República, proposta endossada e defendida
pelos Srs. Marcelo e Mauro. A proposta foi aprovada sem votos contra e 1 abstenção
com declaração de voto do Sr. Jorge, questionando as alterações feitas na
Pauta proposta. A colega Julia colou a necessidade de estratégia de atuação
para a visita. O Sr. Cristiano coloca a necessidade de definição de regras
claras para a eleição de Delegados nos Estados. A Sra. Sandra solicita um
esclarecimento novamente sobre a continuidade ou não dos trabalhos do Delegado
na base após o Congresso. O Sr. Afonso respondeu que a fração menor do
Sindicato é a Seção Seccional e a figura do delegado funciona como um
representante administrativo junto as bases quando não há seção sindical e
este delegado tem função diferente do delegado eleito especificamente para o
Congresso. Após colocações concluiu-se que a proposta acima implicaria alteração
do Estatuto. Houve a colocação de um colega a respeito do artigo 45 que dispõe
sobre a necessidade de que para proceder-se alteração de estatuto haja a
necessidade de que tenha sido incluído na pauta de convocação da assembléia.
Às 18h15min, o Sr. Maldonado colocou a dificuldade de contagem de votos no
decorrer da assembléia e que o contraste seria utilizado em algumas votações.
O Sr. Mário manifestou sua concordância com a mudança de procedimento. O Sr.
Marcelo colocou a situação da Procuradoria Regional de Cascavel, informando
que a mesma encontra-se em funcionamento sem a devida regulamentação e faz a
solicitação da intervenção através de um requerimento dirigido a assessoria
parlamentar solicitando especial atenção a tramitação do Projeto-de-Lei em
andamento no Congresso. Foi aprovada a proposta por contraste. O Sr. Dênis propôs
que devido a proximidade das autoridades e direções que todos os Congressos
fossem realizados em Brasília. O Sr. Jorge colocou que o comparecimento em
outras cidades fortalece a base. A proposta ficou prejudicada por ordem do
artigo 33 do Estatuto que determina que : A Assembléia Geral Ordinária ocorrerá
uma vez por ano, em local e data determinados em Assembléia anterior. O Sr
Jorge propôs a necessidade de um período de carência para a refiliacão de
servidor, proposta rejeitada pela inconstitucionalidade da mesma. Propôs também
a veiculacão em jornal de grande circulação das decisões do IV Congresso. Após
votação a proposta foi rejeitada. Propôs, ainda, a demonstração mensal das
contas do Sindicato em forma de balancete. Proposta esta que foi aprovada por
contraste. O delegado Carlos levantou a necessidade de eleição dos membros do
Conselho Fiscal, considerando que o término do mandato do atual Conselho se dará
em agosto do corrente, citando o artigo 55 a seguir transcrito: O Conselho
Fiscal será composto por 5 membros efetivos e 3 suplentes eleitos na primeira
Assembléia Geral que se realizará após a eleição da Diretoria Executiva.
Foram levantados os itens a serem incluídos havendo a necessidade de se ordenar
a pauta para seqüência dos trabalhos. Vários Delegados levantaram a
necessidade de se detalhar os assuntos funcionais. Foram apresentadas e vetadas
várias propostas, sendo que permaneceu a de que os Assuntos Funcionais seriam
encaminhados por escrito a Mesa pelo interessado. Houve a necessidade de
prorrogação do horário fixado para o término com votação de 42 votos para
prorrogação até as 19:30 horas e 32 votos para término das atividades às 21
horas com uma abstenção. Elegeu-se uma comissão para organização do
"arrastão" – visita ao Congresso Nacional e Procuradoria Geral da
República, composta pelos colegas Mauro/RS, Marcelo/PR, Carlos/SC, Silvia/AL,
Ana Maria/DF e Martinho/PI. Após diversas propostas, chegou-se ao consenso de
que seriam votados os itens de acordo com o grau de importância dos mesmos,
determinados da seguinte maneira: os itens com maior número de votos comporiam
o início da pauta, e assim sucessivamente. Foi levantado que a prestação de
contas teria prioridade entre os itens, fundamentando-se no art. 59 do estatuto.
Iniciou-se a votação para confirmação ou não da prioridade do mesmo diante
dos outros. Resultado da votação: 44 votos a favor, 11 contra e 2 abstenções
com uma declaração de voto pela colega Nádia/SP afirmando que a prioridade
para ela seria de se analisar os documentos do processo eleitoral. A pauta foi
definida com início de uma palestra e após a prestação de contas. Dando
continuidade a votação da ordem seqüencial dos itens da pauta, após
esclarecimento, fez-se a votação que teve o seguinte resultado: 1)análise da
documentação da eleição – 31 votos; 2)Conselho Fiscal – 0 votos;
3)Assuntos Funcionais – 46 votos. Procedeu-se votação para o Conselho Fiscal
e outros assuntos de interesse. O Conselho Fiscal ficou com 40 votos. A pauta
ficou composta da seguinte maneira: 1-)prestação de contas; 2-)assuntos
funcionais; 3-)análise da documentação do processo eleitoral; 4-)eleição do
Conselho Fiscal; 5-)outros assuntos de interesse; 6-)escolha do local e data do
próximo congresso. Dando por encerrados os trabalhos do dia de hoje, 12 de maio
de 1999 às 19 horas e 40 minutos._ Aos dias 13 de maio de 1999 – Iniciaram-se
os trabalhos as 9h30min, com a apresentação da palestra pelo Exmo. Sr. Dr.
Francisco Leite , promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito
Federal e Territórios, que falou sobre o tema Reforma do Judiciário,
registrando-se a ausência de Sra. Deputada Federal Nair Lobo (PMDB/GO), vice
relatora da Reforma Judiciária na Câmara Federal. Após a apresentação e as
diversas perguntas efetuadas pelos Delegados e respondidas pelo ilustre
palestrante, encerrou-se o tema proposto. A Sra. Júlia colocou a dificuldade em
sermos recebidos na Procuradoria Geral da República. O Presidente da Mesa
lembrou que esta decisão já havia sido tomada em plenária e que tinha sido
criada uma Comissão, sendo que a mesma era soberana. Realizou-se, então, a
leitura da Ata referente ao dia 12.05.99. Houve manifestações dos Srs. Mancuso
e Afonso sobre algumas colocações descritas. Também houveram diversas
manifestações sobre a forma de apresentação da Ata, as quais deverão ser
sintetizadas. Registre-se a defesa de uma Ata mais completa, feita pelo delegado
Mancuso. Foi determinada a ida ao Congresso para a atuação junto aos Deputados
Federais, os Delegados foram divididos em grupos por Estado e, posteriormente,
uma visita à PGR para a entrega de um Requerimento sobre os nossos maiores
pleitos, filtrados pela referida Comissão, a saber: PCS, 11,98%, Progressão
Funcional. Considerando o horário do retorno foi proposto que, após o regresso
do Arrastão, continuássemos a Assembléia no período noturno, com o objetivo
de atender ao item 1 da pauta, ou seja, Prestação de Contas. À tarde ocorreu
a ida ao Congresso, registrando-se que devido aos escassos meios de transporte
ocasionou-se a demora para o início das atividades (as visitas aos Deputados
Federais e visita a PGR, sempre visando buscar o apoio dos mesmos para a votação
do PCS). Na abertura, ás 21h. João solicita que conste em ata seu pedido de um
minuto de silêncio em homenagem ao dia 13 de maio de 1999 (Abolição da
Escravatura). Após, foi colocado, pelo Sr. Presidente da Mesa que, conforme
reunião realizada entre a atual Diretoria e a Diretoria eleita, a posse se dará
no dia 15 de maio de l999 (sábado) e que, após a mesma, haverá um churrasco
de confraternização. Iniciaram-se os trabalhos pelo Sr. Luis Ivan, membro do
Conselho Fiscal, o qual leu um documento com apresentação, histórico e
considerações sobre a atuação do referido Conselho. Após a leitura,
passou-se a palavra à Sra. Claudia Nassif, para a apresentação do relatório
sobre a análise das contas da atual Diretoria, através de sua leitura para a
Assembléia. Detectou-se irregularidades sanáveis listadas no referido relatório.
O Conselho recomenda a aprovação das contas com ressalvas. O Sr. Luis Ivan
definiu contabilmente o termo RESSALVAS. Esclareceu que as contas não estão
irregulares e que os documentos relativos encontram-se à disposição de
qualquer sindicalizado para análise. Solicitou que ficasse consignado que a
Minuta do Regulamento Administrativo/Financeiro foi de responsabilidade do
Conselho Fiscal e que houve um trabalho de 10 dias, onde, arduamente foi
elaborada a minuta. Pediu, ainda, o registro de que espera que no próximo
Congresso, uma vez que neste não foi possível, se aprecie o referido
Regulamento. O delegado João colocou que já existe um calendário. O Sr.
Carlos colocou que foram pedidas algumas informações, as quais não foram
respondidas. O mesmo enumerou seus questionamentos, os quais foram respondidos
pelo Conselho. Ao término, o Sr. Carlos solicitou que houvesse uma maior
participação, quando da gestão da nova Diretoria, nas decisões políticas
que envolvem custos. Entre os questionamentos, foram levantados: despesa com
aluguel de veículo; contratos de locação vencidos sem Termo Aditivo (de duas
salas, sendo uma em Brasília e outra em Goiânia), multas, participação de
membros da Diretoria no Forum Brasil 21. Todos os questionamento foram
respondidos, tendo sido as respostas extraídas de documentação e, algumas, do
próprio Relatório apresentado anteriormente. O Sr. Luis Ivan levantou a
necessidade de se efetuar a eleição de membros para a suplência do atual
Conselho. Iniciou-se a votação para aprovação ou não das contas, tendo sido
qualificado como assunto relevante, houve a contagem de votos. Resultado: 64
votos a favor, nenhum contra e 17 abstenções, totalizando 81 votos. Declaração
de voto do delegado Alexandre/MPT/DF: "gostaria de comunicar meu testemunho
do empenho e da seriedade com que o Conselho Fiscal conduziu seus trabalhos até
o momento. Voto pela aprovação das contas". Solicitou, também, a inclusão
de sua declaração de voto o delegado Dênis/MPT/PR: "apesar de ter votado
a favor da aprovação da prestação de contas apresentadas pelo Conselho
Fiscal, gostaria de sugerir que o Conselho, no momento de apresentar proposições
para sanar as ressalvas decorrentes de contas mal executadas, primasse pela
exclusão de questões que se refiram a situações políticas de atribuição
discricionária da Diretoria do sindicato para que as outras proposições de
caráter estritamente contábil possam ser levadas a efeito". Arivaldo
solicita para que seja colocado em Ata que as decisões políticas devem ser
mantidas a nível de Diretoria, sendo que, ao contrário, seria tolher a
discricionariedade política. Sr. Luis Ivan declara a pertinência do exposto
pelo Arivaldo. João/RJ lembrou, ainda, que qualquer sindicalizado pode pedir as
contas para a sua análise. Nesse momento foram levantadas duas propostas: 1)
que se elencassem os itens dos Assuntos Funcionais e 2)encerramento dos
trabalhos. A proposta 2 venceu por contraste. Encerraram-se às atividades as
22h45min. Iniciaram-se os trabalhos no dia 14 de maio de 1999, às 9h30min. Mário/MPF/ES
– Relatou visita efetuada em 13.05.99, por Delegação do SINASEMPU, ao Dr.
Francisco Cruz – Chefe de Gabinete do Dr. Brindeiro. Foi dito que o próprio
Dr. Brindeiro não tem vontade política de dar seqüência ao processo judicial
(pois a volta do processo judicial para o STF julgar, depende do Parecer do Dr.
Brindeiro, Parecer este que não tem prazo estipulado para ser entregue ao
STF).Quanto ao PCS, foi dito que não era o momento político adequado, mas que
o Dr. Brindeiro já tinha feito tratativas para o andamento junto ao Congresso.
Quando questionado sobre a Escola Superior do Ministério Público, foi
respondido que a mesma existe apenas de direito e não de fato, visto que nem
espaço físico existe para a sua instalação. Existe a previsão de término
das obras do prédio novo da PGR para, aproximadamente, 1 ano e 6 meses, e, então,
seriam delegados 2 andares do prédio atual para a instalação da Escola.
Passou-se a leitura da Ata do dia 13.05.99. Moraes/MPT/AL – Pediu para constar
em Ata que o Regulamento Financeiro não contemplava regulamentação para as
gestões financeiras junto as seções sindicais que deverão ser instaladas nos
Estados. Pede que as bases observem o Regulamento Administrativo/Financeiro.
Iniciou-se a discussão sobre o item 2 da pauta (Assuntos Funcionais). A mesa
apresentou a lista de assuntos que foram encaminhados pelos delegados de cada
Estado. Após, houve a proposta do Jorge para que os item fossem debatidos
conforme a ordem elencada. Venceu por contraste. Foram apresentadas, então,
propostas para a escolha do tempo de debate de cada item, visto a grande
quantidade. Venceu e o tempo de 15 minutos para cada item. Iniciou-se: 1.
Reestruturação (RS/MT) – Lorena solicitou retorno da Diretoria quanto ao
Projeto de Reestruturação entregue a PGR. Arivaldo responde que está parado
em virtude, inclusive, da expectativa da aprovação do PCS. Nesse momento houve
a proposta de que o Diretor Jurídico explanasse sobre o itens em que não cabe
discussão, e, sim, esclarecimentos. A proposta foi aceita. 2. PCS (RS/AM) e 3.
11,98% (RS/AM) - O delegado Carlos/MPF/RS responde que já está contemplada,
visto o arrastão feito ontem, pelos delegados, no Congresso, e o requerimento
entregue na PGR, ao Procurador-Geral Substituto. Para este tema ocorreram as
seguintes propostas, as quais foram aprovadas por contraste. 1a. Silvia – Que
seja efetuada uma matéria paga denunciando o Procurador-Chefe Dr. Brindeiro
sobre a questão de estar mantendo engavetado o processo judicial (11,98%) de
interesse da categoria. 2 ª Flavio/MPT/SC – Pede providência de
Nota a ser editada no próximo número do jornal do SINASEMPU e, também, em
jornal de grande circulação, sobre a questão do engavetamento do processo dos
11,98%. 3ª - Flávio – Pede que o colega Afonso – atual Diretor
Jurídico – elabore documento exigindo do Dr. Brindeiro o parecer faltante
para o regresso do processo judicial ao STF. Tal documento deve ser entregue
hoje. 04. Reposição Salarial (PR/GO e SP) – Afonso esclareceu que somente
através de lei de iniciativa do Presidente da República pode-se auferir reposição
salarial. Portanto, a partir de junho/99, far-se-á um ano da publicação da
Emenda Constitucional, prazo este em que se não for concedido aumento pelo
Presidente, deverá o Sindicato buscar através de uma ação judicial. 05. Anuênios
- Discriminação de servidores em relação a Membros – (PRT/RS) – Para os
servidores que acumulavam anuênios de outras esferas quando da entrada no MPU
e, portanto, perderam através de Parecer do AUDIN, mantendo-se somente os dos
Srs. Procuradores, aconselha-se que cada um busque uma ação jurídica
individual no seu Estado. 06. Defesa de Processo Administrativo (MPT/SC) –
Afonso informou que o atendimento jurídico estava sendo conduzido da seguinte
maneira: busca-se um advogado no próprio Estado e o Sindicato repassa o
montante de R$ 300,00 para honorários. Se o processo seguir para Brasília, o
advogado do SINASEMPU vai acompanhar sem custos. 07. Auxílio-Transporte para
Todos (MT) – Foi colocado que o auxílio estaria sendo disponibilizado somente
após a assinatura de Requerimento declarando a utilização de transporte
urbano. Existe a preocupação que tal requerimento possa ser utilizado contra o
servidor que venha a utilizar veículo próprio. Afonso informa que esse
requerimento é legal, pois a legislação estabelece a declaração do servidor
quando da utilização de sistema de transporte urbano. Lorena propôs alterar a
legislação que rege o auxílio-transporte, no sentido de que todos os
servidores, independente do meio de transporte utilizado por cada um no percurso
residência-trabalho, tenham direito a receber o referido benefício. Foi
aprovada por contraste. 08. Criação das PRM’s (PI) – Já está contemplada
em ata (requerimento junto a assessoria parlamentar). 09.Terceirização e
Desvio de função (RO) – Afonso esclareceu a situação de desvio de função
e solicitou que cada unidade avalie isso com base na lei. Lorena propôs a criação
de uma comissão para elaborar o Manual de Atribuições dos Cargos. A proposta
foi aceita por contraste. A comissão for formada com membros de cada ramo, a
seguir descrita: Cezar/MPF/RS, Roberto/MPM/PR, Laércio/MPT/SP, e, preservou-se
uma vaga para o MPDFT, incluindo-se, ainda, na Comissão o Diretor Jurídico.
Rogério/MPF/SP – declarou voto contrário a proposta entendendo que, em
virtude de já existir uma Portaria que regulamenta as atribuições do cargo,
uma nova orientação não poderá ir contra, pois esta não retroage, passando
o valor somente após a publicação. Ficou decidido que qualquer comissão a
ser criada durante a discussão dos assuntos funcionais, será após o términos
dos trabalhos. Nesse momento houve uma intervenção do Sr. Cesar, onde ele propôs
que quando exceder o tempo estabelecido para a discussão dos itens (15
minutos), seja apresentada a pergunta individualmente ao jurídico. Foi acatada
sua proposição. 10. Licença-Prêmio/Férias (RO) - Esclareceu-se que quem
adquiriu tem o direito a gozar a licença. Os estudantes tem preferência quando
da marcação das férias. Luciano e Júlia colocaram a proposta de se avançar
os trabalhos noite a dentro até o seu término. Após o término dos trabalhos
será marcado o horário da posse. Votação aprovada por contraste.
Encerraram-se os trabalhos no período da manhã. Retorno dos trabalhos as
14h30min. Mércia apresentou um documento elaborado por ela a ser encaminhado
aos Congressistas solicitando o apoio ao PCS. Submeteu-se a votação o envio de
um documento ao Congresso, o que foi aprovado por contraste, sendo que ficou a
cargo do Sindicato elaborar o texto e encaminhá-lo no prazo de trinta dias.
Dando seqüência aos Assuntos Funcionais, segue: 11. Jornada uniformizada 6
horas (MPT/PR) – Lorena informa que foi concluído trabalho efetuado pela
comissão constituída no III Congresso. Sandra colocou que em reunião na PGR,
foi observado que não existe vontade de se estabelecer uma unificação de horários
e lembra que cada Procurador tem autonomia administrativa. 12. Auxílio-Refeição
(SC/RS) – Votou-se a proposta, elaborada pelo delegado Carlos/MPF/RS, do
envio, pela nova diretoria do SINASEMPU, de ofício solicitando aumento do auxílio-refeição
(como uma complementação salarial). Venceu por contrate. Nesse momento o
delegado João propôs que toda a correspondência enviada pelo Sindicato
contenha um pedido de resposta expresso , mesmo que a resposta venha a ser
negativa. Venceu por contrate. 13. Aperfeiçoamento (RS, PR/SC, PR/CE, PE/GO,
SC, SP, MT) - Foi apresentado, pelo delegado Joselito, trabalho realizado para a
criação de um núcleo de cursos de aperfeiçoamento de servidores a ser
entregue ao Diretor de Humanização do sindicato.Votou-se a proposta unificada
dos delegados Joselito/MPF/CE e do Raimundo/MPM/CE, ou seja, determinação de
que a Diretoria do Sindicato faça um acompanhamento dos trabalhos de aperfeiçoamento
para que possamos reivindicar. Venceu por contraste. Ocorreu a proposta de que
os servidores, quando da realização de concurso para o MPU, sejam isentos da
taxa de inscrição, tendo em vista a impossibilidade de ascensão funcional.
Foi proposto que seja verificado a viabilidade jurídica antes do pedido.
Resultado da votação: 29 a favor da verificação da viabilidade jurídica, 8
contra e 6 abstenções. Jorge/MPF/GO – Propôs a volta do curso de introdução
profissional para recém-empossados, bem como encontros e cursos de treinamento
específicos para funções, padronizando os procedimentos no Brasil. Venceu por
contraste. 14. Reposicionamento/Progressão Funcional (RS/RJ) – Mário
informou que deve sair Portaria igualando níveis. 15. Concursos de Remoção
(PR/AM) – Adeline declarou que o Dr. Gilberto está atendendo, através de
permuta, a vontade de remoção dos servidores, ou seja, deve ser encaminhado
requerimento à unidade e a mesma repassar para o DP. Foram apresentadas duas
propostas, as quais venceram por contraste, como segue: a – Formalização de
um pedido de criação de concurso de remoção e b – Implantação de uma página
na Internet, pelo SINASEMPU, para que sejam trocadas informações sobre o
interesse em remoções. 16. PLAN-ASSISTE (PR/GO, AM, SC, ASP, RJ) – Após várias
colocações sobre possibilidades para a sobrevivência do PLAN-ASSISTE, o
Presidente da Mesa resumiu a seguinte proposta: que a nova Diretoria busque o
trabalho da comissão do PLAN-ASSISTE e dê seqüência, objetivando uma
Reestruturação. O delegado Carlos/MPF/RS fez proposta no sentido de que fosse
enviado um ofício à PGR solicitando aumento imediato da contribuição dos
Procuradores ao PLAN-ASSISTE. 17. Seguro de Vida (MPM/DF) – Foi proposto que o
Sindicato agilize um convênio para Seguro de Vida. Venceu por contraste. 18.
Cooperativas (MPM/DF, MPF/SP) – Houve a sugestão de que se abra página na
Internet para que sejam relacionados documentos , etc. sobre possíveis convênios.
19. Carreira Típica de Estado (RJ) – O colega José colocou que é
absolutamente impossível classificar desta maneira. Nem os Procuradores estão
classificados desta maneira ainda. 20. Calendário único para Feriados e
Recessos (PRT/RS) – Rose (RS) e Mário(MPF/ES) – Pedem que sejam informados
ao sindicato os feriados que foram trabalhados. 21. Diárias (MPT/RS) - Rose/PRT/RS
relatou que existem situações onde ocorrem viagens em período de meio-turno a
cidades fora da região metropolitana e não existe pagamento de diárias.
Luciano/MPM/DF – explicou que existe um Decreto orientando o não-pagamento
apenas para as cidades da região metropolitana e que o atraso ao pagamento
refere-se ao problema da falta de previsão. Em virtude da quantidade de situações
a serem expostas, decidiu-se, por contraste, encaminhar por escrito ao
sindicato. 22. Ocupação de DAS por Servidor e Definição de critérios de
distribuição de FG – Foi consenso a proposta de encaminhamento de documento
elaborado pelo sindicato. 23. Obrigação de Uniformes – Assunto
administrativo. Luciano mencionou que existe Portaria da PGR regulamentando o
referido uso as categorias de Assistente de Transporte e Assistente
Administrativo. 24. Relacionamento membro/servidor – Campanha de Humanização
- Existe um Projeto elaborado pela comissão criada em 1997 que deverá ser
encaminhado para a nova Diretoria. Após colocações, foi votada a manutenção
da comissão que foi aprovada com 47 votos a favor, 8 contra e nenhuma abstenção.
Estabeleceu-se o caráter permanente para a comissão citada, somente
comportando alteração temporária dos membros, com votação de 47 votos a
favor, 7 contra e 5 abstenções. Em virtude da saída de alguns membros, foram
eleitos mais 2 membros, são eles: Carlos/MPF/SC e Alessandra/MPF/SP, com a
continuidade dos membros Vanessa/MPF/RS e Mancuso/MPF/SP. 25. Auxílio-Educação
até 14 anos (MPM/SP) – Proposta para que o sindicato atue no sentido de
solicitação da extensão do auxílio-educação a exemplo do Poder Executivo.
26. LER (MPT/SP) – Foi proposto que os delegados, nos respectivos Estados, se
mobilizem para a criação de CIPA a exemplo do MPF/RS, com a disponibilidade de
ajuda do delegado Cezar/MPF/RS. Nadir (RO) colocou a discriminação sofrida
pelo servidor portador de LER e propôs a divulgação de informações sobre o
assunto pelo sindicato. Iniciaram-se os trabalhos no período da noite às 18h,
com a palestra do Deputado Agnelo Querioz (PC do B/df) sobre o tema "Poder:
concepção filosófica e divisão do Poder", a qual estendeu-se até às
19h. Após breve intervalo, deu-se sequência aos trabalhos a partir das
19h20min.. A secretaria da mesa lembrou que havia sido votado a confecção de
um ofício pelo Diretor Jurídico para ser entregue hoje ao Dr. Geraldo
Brindeiro. Devido ao regresso antecipado do mesmo, será dado outro
encaminhamento ao acordado. Lorena propôs que fosse feita solicitação ao
Procurador-Geral para que ele oriente os demais para a ocupação dos cargos de
DAS com servidores. Aprovada por contraste. Nesse momento, deu-se a leitura do
abaixo-assinado de 12 de maio de 1999, referente ao item da pauta proposta: Análise
dos documentos relativos ao processo eleitoral. Após, a Comissão Eleitoral
apresentou-se para dar esclarecimentos. Primeiro questionamento: Inscrição da
chapa 2 fora do prazo – A Presidente declarou que os documentos para registro
da chapa foram extraviados quando da remessa pela Varig para Brasília e
apresentou documentação pertinente. Segundo questionamento: Exclusão do
candidato Marco Antonio Mancuso (Chapa 1) – Presidente informa que realmente
elaborou um ofício de numero 043, aquele que foi colocado no dossiê, mas que o
mesmo não tem validade, pois não foi remetido. Inclusive mostra que houve a
substituição de texto quando da emissão de ofício posterior com o mesmo número,
o qual foi lido. Em síntese, o candidato Mancuso não foi cassado, pois a
Comissão entendeu que ele tinha sido provocado por um outro documento emitido
por 4 colegas de SP. A comissão pediu um pedido de retratação. Terceiro
questionamento – Atestando prejuízo a imagem do companheiro – a comissão
entende que já foi respondido no item 2. Quarto questionamento – Violação
das urnas na PR/RJ e PRR/SP – Não foi apresentado documento solicitando a
anulação por quem era devido. Ocorreu que no Rio de Janeiro e em São Paulo,
as pessoas que estavam no comando da mesa de votação não se atentaram que a
caixa do correio era a própria urna. Quando consultada sobre o que fazer, Nádia
orientou para fechar a urna e proceder a votação, dando ciência aos
sindicalizados. Quinto questionamento – Possível utilização de recursos
financeiros alheios a que determinam as normas condutoras do processo eleitoral
– A Presidente declarou falta de provas e falta de competência para buscá-las.
Nesse momento, aceitaram-se inscrições para proceder os questionamentos. Houve
manifestação do Sr. Aroldo no sentido de que achava estranho que todos os
servidores de São Paulo soubessem da primeira versão do Ofício número 043 e
a Presidente da Comissão, a qual é servidora em São Paulo, não soubesse.
Enilda, servidora aposentada, declara que foi informada por membro da Chapa 2,
no dia da eleição. Nádia perguntou a aposentada se foi apresentada documentação
para ela quando do fato de que um companheiro tenha dito que o candidato Mancuso
estava cassado. A Alessandra pede para ver a ata de reunião sobre a decisão de
interpelar o Mancuso e fala sobre a como se deu a inscrição publicada de CHAPA
ÚNICA. O integrante da comissão, Sr. Eldo, respondeu que, efetivamente, dentro
do prazo, só tinha a Chapa Única inscrita e, que, depois, por recurso, foi
aceita a inscrição da Chapa 2. Mércia pediu uma retratação da Nádia quando
a resposta dada a companheira aposentada (a qual Nádia perguntou se ela tinha
visto alguma documentação). Nádia se retratou. Um Delegado perguntou a plenária
qual o objetivo destes questionamentos, ou seja, seriam uma possível anulação
do processo eleitoral? Mário respondeu que a intenção é que o processo seja
levado á sério. Mário expressou que considera que o processo eleitoral estava
comprometido e declara que havia confiado na Presidente da Comissão, mas agora
tinha dúvidas. Luciano recorda que o horário da eleição começava às 10
horas da manhã e que tem dúvidas sobre a violação das urnas devido ao horário
de entrega do correio. Pergunta se a chapa 2 tem como comprovar o horário que
colocou? Jorge questionou como foi enviada a urna, se foi empacotada ou não.
Mauro, que presidiu a mesa apuradora no MPF/RS, respondeu que estava empacotada
e tinha dentro um envelope dizendo para abrir somente no dia da eleição. Foi
colocado o questionamento de qual funcionário abriu a urna e porque o Hélio não
pode verificar? João declarou que o único caminho para anulação da eleição
é a justiça. Mércia declarou que não via diferenças ideológicas entre as
chapas concorrentes, apenas o método as diferenciava. João solicita que seja
apresentado o protocolo para entrega da correspondência. Questiona o horário
colocado de l8h30min para entrega do material e lembra que o Regulamento
Eleitoral fixa o horário de encerramento das inscrições às 17h. Quem filmou
as eleições? Onde estão os outros filmes do Brasil? Porque desconfiar da
aposentada que declarou acima, e não da comissão? Porque 30 filiados assinaram
a ata da urna violada? Celso Silveira fala que somente a comissão eleitoral
apresentou provas. A Assembléia do III Congresso foi legítima e elegeu os
candidatos para a Comissão Eleitoral. Valdo diz que nada tem contra a chapa 2,
mas acha que a democracia da comissão eleitoral foi além da que foi concedida.
Mancuso diz que não recebeu documento e declara que foi informado pelos demais
colegas de sua cassação, ou seja, sem comunicação oficial da comissão.
Solicita fornecimento de cópias de atas em relação a cassação. Sobre o
"Mancuso Gate", a comissão eleitoral emitiu ofício para alguns
integrantes da Chapa 2. Quando da resposta, verificou que a Chapa 2 já sabia da
cassação do Mancuso. Nilo fala sobre o artigo 21, letra D, do Regulamento do
Processo Eleitoral – diz que a urna tinha de estar inviolada, portanto não
foi convincente a explicação da comissão. Moraes diz que a documentação
financeira da campanha foi entregue a quem de direito. Flávio declara que
confiou nos trabalhos da comissão eleitoral. Não gostou de saber que
possivelmente não haveria posse. A eleição acabou e somente a justiça poderá
anular a mesma. Não cabe a plenária julgar. Sandro cita o artigo 59 do
Regulamento Eleitoral, onde não pode haver recebimento de auxílio financeiro.
Pergunta o que a comissão eleitoral fez em relação as denúncias de
favorecimento financeiro. Ládia diz não ter visto incorreção no processo
eleitoral pelo ponto de vista jurídico. Diz que a urna não foi violada e, sim,
aberta indevidamente antes. Sandra sugere que seja mostrada a fita onde o Hélio
concorda em termos com a aceitação da urna. Martinho pede respeito e diz que o
Sr. Flávio chamou a ele e ao colega Luciano/ES de "babacas". Nesse
momento, o Presidente da mesa pediu ao Sr. Flávio que se retratasse. O Sr. Flávio
disse ser questão pessoal e que não se retrataria. O delegado Luciano pediu
que tal fato contasse em ata. Silvia comentou que a Chapa 1 não mandou fiscal
para o RJ, onde estava lotado o Presidente da Chapa 2, portanto não pode
reclamar do resultado. Quer se beneficiar do acontecido. Hélio cita o documento
da FENAJUFE veiculado no Brasil. A comissão diz que trata-se de propaganda
eleitoral mas não toma a atitude de acordo com o art. 45. Pergunta porque não
foram tomadas providências nesse sentido. Luciano/DF declara que se sente
ofendido, pois foi convidado para tomar posse nesse Congresso e parece que está
sendo colocado dúvidas sobre a validade da eleição. A Comissão Eleitoral
passa a responder os questionamentos no prazo de 15 minutos estabelecido. Nádia
informou que a questão das caixas usadas como urna foi uma questão de
operacionalizar o processo e que as mesmas já haviam sido utilizadas na
primeira eleição. Nádia disse que não acompanhou a questão da campanha, a
qual cabia ao Eldo, portanto não sabe quanto custou. Quanto ao invólucro do
material eleitoral, Eldo respondeu que por um equívoco a Presidente da Mesa do
RJ abriu antes do início das eleições. Encerrando-se o prazo de 15 minutos,
foi proposto que a votação de questionamento ao plenário de que os
esclarecimentos haviam sido satisfatórios. Resultado: 48 votos a favor, 20
contra e 4 abstenções. A Presidente da comissão eleitoral agradeceu a
oportunidade e diz ser necessário que o Regulamento Eleitoral seja revisto.
Nesse momento foram entregues a mesa as seguintes declarações de voto: Wendell/MPT/ES
– "Declarar que independente do resultado de satisfação ou não, se
registre o fato de as próximas comissões buscarem ser ainda mais transparentes
para que não se repitam atos que venham a gerar dúvidas sobre os processos
vindouros."- Jorge Augusto –"Declaro meu voto contrário, porque se
foi levantada suspeição, tudo deve ser verificado até o final". –
Martinho/MPF - "Declaração de voto, em decorrência do tempo estipulado
para as respostas da comissão Ter sido muito curto (somente 15 minutos), apesar
das questões terem sido respondidas satisfatoriamente". Foi proposto que a
mesa retome os trabalho no período da manhã do dia 15 de maio de 1999.
Encerraram-se os trabalhos do dia 14 de maio de l999, às 24 horas. Iniciaram-se
os trabalho no dia 15 de maio de l999, às 9h15min. Dando sequência a pauta,
passou para a o quinto item – Eleição do Conselho Fiscal – Foi lembrado
que deve haver duas eleições, sendo uma para a suplência do atual Conselho e
outra, efetivamente, para a eleição do próximo Conselho – Gestão
2000/2001. Aconteceu, então, a eleição do mandato tampão, ou seja, 4 nomes,
sendo 1 efetivo e 3 suplentes. O resultado é o seguinte: foram eleitos na
seguintes ordem: Reginaldo/MPF/AM, como membro efetivo – 34 votos, Martinho/MPF/PI,
suplente - 27 votos, Wendell/MPF/ES, suplente – 04 votos, João Pedro/MPF/RS,
suplente – nenhum voto. O candidato João Pedro declarou voto dizendo ter
votado em outro colega por acreditar na capacitação dele. A eleição procedeu
com todos votando em todos. Passou as candidaturas para o próximo Conselho
Fiscal: a mesa recebeu as seguintes candidaturas – Carlitos/MPF/GO, Cícero/MPF-AC,
Carlos/MPF/SC, Carlos Rizzon/MPF/RS, Luis/MPT/MT, José Walter/MPM/DF, Cecília/MPF/SP,
Luciano Biss/MPF/ES, Dennis/MPT/PR, Ivan Nilson/MPF/PB, Laércio/MPT/SP, Ronan/MPT/MS,
Sandra Jorgina/MPF/MG, Luis Fernando/MPT/RN, Edson/MPF/PB, Eduardo/MPF/ES. Houve
a apresentaçào dos candidatos. Decidiu por contraste que cada delegado vote 8
nomes em detrimento de outra proposta (apenas a votação de 5 nomes).
Decidiu-se que cada delegado escolherá até 8 candidatos e far-se-á a votação
através da lista alfabética de delegados participantes, cada um declarando seu
voto. Iniciou-se a votação. Registra-se em ata a abstenção do Sr. Anderson,
Presidente da Chapa 2 eleita, pois acredita que como Presidente da próximo gestão,
não deveria participar da escolha dos membros do próximo Conselho. O delegado
Carlos, integrante da próxima diretoria, declara abstenção, afirmando que os
diretores eleitos não devem votar. Flávio declara que não vai se abster de
votar, pois considera um absurdo, ele, como membro da diretoria eleito, ser
obrigado a vir ao Congresso como delegado para poder participar. Rogério se
absteve por fazer parte da nova diretoria. O Sr. José Moraes Junior, MPT/AL,
declarou que se absteve de votar na escolha dos componentes do Conselho Fiscal,
em respeito a ética, por sua condição de Diretor eleito. Término da votação:
Resultado – Carlito/MPF/GO – 77 votos; Luis Fernando/MPT/RN – 62 votos; Cícero/MPF/AL
– 53 votos; Edson/PR/PB – 49 votos; Dennis – PRT/PR – 49 votos. Pela
ordem, esses foram eleitos como membros efetivos. Segue: Cecília/MPF/SP – 44
votos, Luciano/ES – 40 votos e Carlos/RS – 40 votos. Pela ordem, esses foram
efeitos suplentes. Nesse momento, Lorena expôs sua proposta para que com 6
listas assinadas das 7 existentes para a presença, possa ser concedido o
Certificado de Participação. Aceito por contraste. Luis Ivan, membro do
Conselho Fiscal atual, propôs que a próxima reunião do Conselho Fiscal seja
em outubro/99, juntamente com o próximo Conselho Fiscal. Houve o pedido do Sr.
Aroldo para que a mesa procede-se a leitura da ata do dia anterior. A Segunda
secretária das mesa Rose/MPT/RS declarou achar importante a leitura, pois nessa
data foram discutidos assuntos muito polêmicos e foi muito corridos os
trabalhos, mas também alerta que está bastante extensa a ata. Foram colocadas
em votação a propostas de ler ou não. Venceu por contraste a proposta para não
ser lida a ata. Rose/MPT/RS declara seu voto no sentido de que, em nome da Mesa,
não será aceita reclamação do transcrito na elaboração desta ata, visto
que foi votado pela não leitura. Passou-se a votação do sexto item da pauta:
Escolha do local e data do próximo Congresso: As cidades indicadas para a
realização do V Congresso são: Fortaleza/Flávio, Brasília/Marcia, Rogério/São
Paulo, Carlos/Rio de Janeiro, Maceió/Silvia, Aracajú/Francisco,
Petrolina/Emanuel, Teresina/Martinho. Declaração de voto (Mário/ES) – Em
função do rodízio dos delegados que vem ao Congresso, o que é logicamente
saudável, existe a possibilidade de que nem sempre este delegado expressa o
desejo da base. Iniciou-se a votação, tendo como resultado: Brasília – 21
votos, São Paulo – 3 votos, Rio de Janeiro – 14 votos, Maceió – 31
votos, Aracajú – 1 voto, Teresina – 1 voto. A data escolhida foi de 22 à
26 de maio de 2000. Que conste em ata o agradecimento do delegado Cesar/RS ao
Dr. Aristides Junqueira pelo apoio recebida. Iniciada às 12h cerimônia de
posse. Com a palavra a Sra. Nádia, Presidente da Comissão Eleitoral,
agradecendo toda a colaboração recebida para o desempenho dos trabalhos do
processo eleitoral e às críticas são recebidas de forma construtiva.
Chamou-se os Srs. Anderson e Arivaldo para que se faça a transição do cargo.
O Sr. Arivaldo afirma que a luta é árdua, endossando suas palavras o Sr.
Anderson, agradecendo o apoio e declarando a disposição de cumprir o prometido
na campanha e pedindo a colaboração de todos. Encerrou-se neste momento, às12h30min,
as atividades do IV Congresso Nacional do SINASEMPU. Assinam a presente ata os
secretários da Mesa condutora dos trabalhos. Brasília, 15 de maio de l999.
José Luciano de Azevedo
Júnior/MPM/DF
1. Secretário
Delegada Rose Mari Teponti
Pereira/MPT/RS
2a. Secretária e Relatora
Delegada Sandra Regina da Silva/MPT/SP
3ª Secretária e Relatora